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  • Rocklogia – Rosa de Saron

    Antes de tudo, preciso esclarecer algo que nunca disse na Rocklogia: o rock cristão nacional, sim, tem participação das bandas católicas! Digo isso porque a impressão que dá, em um ano e meio de Rocklogia é que os grupos católicos não tiveram participação efetiva e importante neste processo, o que é o contrário. Mas, na minha limitada visão, me reservei a abordar bandas e músicos os quais teria mais propriedade e conhecimento para contar suas histórias. Por isso que,  por exemplo, eu não mencionei o Virtud até hoje aqui, pois não conheço o suficiente sobre o conjunto para falar dele.

    Ao mesmo tempo, o Rosa de Saron tem se destacado de uma forma muito positiva no meio musical em geral no meio dos anos. Quebrando as barreiras do religioso versus profano, do católico versus evangélico, sua música é bem produzida, embora não seja composta por grandes músicos (e quando falo grandes músicos, não me refiro exatamente em competência nos seus trabalhos, mas a reconhecimento). O que pode faltar no instrumental do Rosa ganha em dobro nas letras poéticas. Confesso que não conheço muito do grupo, mas há um colunista aqui do site que é fã do grupo. Creio que o Jhonata Fernandes da Um Brinde tem muito mais propriedade para falar do Rosa aqui, e por isso o convidei para escrever o post desta semana. Com vocês, abaixo, as palavras dele sobre o Rosa de Saron.


    Quando recebi o convite do Tiago Abreu para falar um pouco do Rosa de Saron aqui no Rocklogia como espécie de biografia da banda, me senti muito honrado, mas ao mesmo tempo senti uma grande responsabilidade sobre mim. É difícil descrever a história de uma banda a qual você é muito fã, com uma análise crítica da trajetória musical deles. Mas, agora, vamos tentar conhecer o Rosa de Saron, que muitos só conhecem por nome e por algumas músicas consideradas românticas.

    A banda nasceu da renovação carismática dentro da igreja católica em 1988 em Campinas. Rogério Feltrin, líder e baixista da banda, se uniu com Marcelo Machado, vocal, Eduardo Faro na guitarra, Alessandro na bateria, Alex Nozaki Mota na guitarra dois e Eduardo Bortolato nos teclados, e formavam a banda Rosa de Saron, primeira banda de rock católico no Brasil e acredito que foi a primeira do mundo. Lançaram seu primeiro disco em 1995, intitulado Diante da Cruz, e com uma temática bem evangelística. O álbum lançado pela CODIMUC, gravadora católica, alcançou um público gigantesco nunca antes alcançado por ministérios de louvor do mesmo segmento. O trabalho tinha elementos de hard rock e heavy metal. Marcelo Machado, vocalista, teve poucas canções de sua autoria no disco, contando com “Sacrifício Perfeito” juntamente com o Eduardo Faro, “Latas Retorcidas” junto com o Daniel Colazzos e a faixa-titulo em parceria com o Rogério Feltrin e Eduardo Faro. As nove faixas versava assuntos como drogas, dependência de Cristo e adoração ao Pai. Em 1997, era lançado Angústia Suprema, o qual a banda conseguiu expor mais seu lado católico sem ser chato. Claro, com exceção da música “Intro”, intitulada “Via Crucis”, que mais uma vez foi feita pelo tecladista Eduardo Bortolato, repetindo sua dosagem devocional que fez no “Rosa de Saron (Intro)”, do álbum de estreia, que mostra a ‘áurea’ sonora do catolicismo. Em seguida, surge “Olhos Vermelhos”, composição de Feltrin, o qual também assina “Século I” em parceria com o vocalista Marcelo Machado e o guitarrista Eduardo Faro, e “Angústia Suprema” também em parceria com o Edu. O disco é fechado com “Tempo”, “Chance”, “Carregue os Feridos”, “Caminho de Emaús”, “Anjos das Ruas” e “Linda Menina”. Além de “Angústia Suprema”, “Chance” e “Anjos das Ruas” foram as músicas de mais destaque desse álbum, sendo regravadas no álbum acústico em comemoração de 20 anos de banda em 2008. Em 1999, a banda gravou um EP com três faixas chamado Olhando de Frente. A música teve apenas “Mesmo Assim” e “Olhando de Frente” como inéditas, sendo a faixa 3 uma versão remix da música “Diante da Cruz”. O EP não foi muito sucesso. Talvez aqui venha um retrocesso do sucesso que foi o Angústia Suprema.

    Ainda em 1999, Marcelo Machado, que já tinha um trabalho com sua atual banda, The Flanders, decidiu deixar o Rosa alegando estar difícil a conciliação de ambas as bandas. Uma das especulações é que ele queria investir em outros sons e isso não seria feito com o Rosa de Saron. Outros integrantes também deixaram a banda até 2000 como exemplo o tecladista Eduardo Bortolato. O baterista Grevão entrou mais ou menos nesse período de transição da banda.

    Mas da formação atual, o último a entrar na banda foi Guilherme de Sá, atual vocalista e um dos melhores da atualidade no cenário rockeiro no Brasil. Em 2002, a banda voltou a gravar com o novo membro e também mudando sua estrutura de composições: se antes ouvia-se a banda identificando um problema, mostrando e dizendo uma forma para solucioná-lo, a partir de Depois do Inverno, vemos um Rosa de Saron exteriorizando os sentimentos e mostrando sua perspectiva sem se preocupar em mostrar soluções fáceis e objetivas. Em outras palavras, ficou mais poético. A entrada de Guilherme serviu para mostrar um lado que estava morno ainda: a individualidade que uma banda pode ter. Quando ouvimos Diante da Cruz, por exemplo, percebemos um aglomerado de referências musicais mas sem nada que fosse indubitavelmente autoral. Com a entrada de Guilherme, o som modificou-se, já que ele também é guitarrista e violonista. Algumas canções desse álbum ficaram marcadas, como “No meu coração”, “Estar com você” e “Muitos Choram”. Acho que o único defeito extremamente perceptível deste projeto é a capa. Sinceramente não me agrada.

    https://www.youtube.com/watch?v=erOGESfTVRo

    Eu tinha esquecido deste importante detalhe, mas as capas do Rosa de Saron de 1995 até 2008 que foi o lançamento do acústico, foram muito ruins. O projeto gráfico só veio melhorar – isso em minha perspectiva – em 2009 com o Horizonte Distante. Mas não julguem o trabalho da banda pela capa, pois o conteúdo faz valer a pena a falha da arte.

    Em 2005, veio o Casa dos Espelhos, com produção de Guilherme de Sá, tendo grandes músicas emplacando nas rádios como “Sem Você” e “Lembranças”. Considero este como um dos melhores álbuns da banda. A dosagem de guitarras foi muito bem aplicada e a ordem das faixas fizeram muita diferença. Eles mantiveram o número de 12 faixas comparado ao trabalho anterior. E em 2007 a banda gravou um CD Acústico, e no ano seguinte um DVD Acústico e Ao Vivo na sede da Rede Século XXI em comemoração de 20 anos de banda. Não vou falar muito do acústico aqui pois já estou fazendo uma resenha sobre ele e sai em breve aqui. Mas resumindo, o acústico foi o primeiro DVD da banda e poupando palavras: ficou muito bom, a nível de acústicos de bandas famosas como Scorpions, Engenheiros do Hawaii e Aerosmith. Em 2008, foi lançado o livro Rock, Fé e Poesia – 20 anos de Rosa de Saron narrados através de suas músicas, escrito pelo baixista Rogério Feltrin.

    A banda conseguiu e consegue manter lançamentos anuais. Para mim isso é ótimo, pois sou um radical-devorador-de-álbuns e 1 ano é suficiente para absorver as principais informações do disco e me preparar para o próximo lançamento da banda. Isso se repetiu com o Horizonte Distante. Após dois anos dedicados a acústico em comemoração de duas décadas na estrada, eles não descansaram e já pegaram as guitarras mais uma vez para lançarem o Horizonte Distante. E aqui eu acho importante abrir um parêntese. Este disco é ímpar no repertório da banda, porque mostra um Rosa de Saron sólido, com todos os instrumentos sendo audíveis e letras entendíveis. O que quero dizer de fato com essa afirmação? É que o HD marca um novo tempo na carreira da banda e isso é um fato inegável, pois só quem acompanha a banda desde 2006, como eu, sabe o que os caras passaram para estar onde estão. Fecha parêntese. Eu fiz resenha desse disco aqui, mas vale reforçar que 70% dele estourou nas rádios. Perdi a conta de quantas vezes eu vi a Rede Globo reprisar o comercial de divulgação do disco e de quantas tardes eu ligava a rádio 98FM daqui de Rio Branco e ouvia “O Sol da Meia-Noite” e “Perto, Longe e Depois” (que ficou de fora do disco por direitos autorais). Foi e é um disco louvável que acabou sendo disco de ouro. E se tratando de prêmios e certificações, o Rosa de Saron é especialista. Ganhou, por vários anos o Troféu Louvemos o Senhor e foi indicado, por vezes, ao Grammy Latino.

    Em 2010, veio o primeiro DVD elétrico, o Horizonte Vivo Distante, gravado no HSBC, em São Paulo. O DVD foi sucesso de vendas e teve seu formato em CD também muito vendido. O trabalho teve participação especial do cantor Maurício Manieri cantando “Rara Calma” e justo no dia do seu aniversário. A banda também cantou a música “Mais uma Vez”, de composição do Renato Russo e Flavio Venturini. No ano seguinte, em 2011, foi ano de JMJ (Jornada Mundial da Juventude) em Madrid, Espanha. E a banda gravou seu segundo EP da carreira e primeiro em outro idioma. O EP contém musicas super populares no repertório da banda em espanhol e em inglês. Eu já fiz resenha desse trabalho aqui, confere lá.

    Como eu já disse, todo ano eles se superam e em 2012 foi um ano fenomenal em termos de composições: eles lançavam O Agora e o Eterno, mais um pela Som Livre e que foi um sucesso de vendas, recebendo, também, disco de ouro. Considero o melhor trabalho de estúdio da banda até aqui. Em 2013, lançaram o terceiro DVD, o Latitude, Longitude, em símbolo dos 25 anos de banda, que teve muitas (boas) participações especiais, a exemplo de Mauro Henrique (Oficina G3), Johnny Voice e Renato Vianna. Em 2014, a banda lançou o CD Cartas ao Remetente e trouxe uma renovação do som pesado o qual faziam anos atrás e foi aliviado com o acústico e trabalhos mais densos. Numa apresentação da banda no programa Encontro com Fátima Bernardes da Rede Globo, falavam de religião e Guilherme opinou dizendo que a salvação não está restringida aos católicos. Em seguida, o padre Paulo Ricardo fez um vídeo em seu canal, contra-argumentando o Guilherme e chamando-o de herege. Isso abalou muito o vocalista, que até pensou em aposentadoria. Claro que essa noticia mobilizou os fãs, e comigo não foi diferente: fiz grupos no Facebook, campanha e até orei para que ele não parasse de cantar, não naquele momento e por aquele motivo.

    Enfim galera, eu não sei mais o que dizer. A banda Rosa de Saron é sensacionalmente incrível! Digo como fã. Atualmente o grupo tem 150 mil acessos/mês no site oficial, mais de 2,3 milhões de fãs no Facebook, quase 200 mil seguidores no Twitter e mais de 29,8 milhões de views em seu canal do YouTube. Números grandes para bandas de rock no Brasil.

    Concluindo: nunca havia feito biografia de banda nenhuma, e gostei da experiência. Queria ajudar o Tiago e falar um pouquinho da historia dessa banda. Obrigado e muito rock, fé e poesia pra nós!

  • Polemizando – Seus likes te condenam

    A rede social mais popular do mundo, atualmente com mais de 64,8 milhões de brasileiros, o Facebook tornou-se parte do dia a dia de todos nós. Inclusive é neste espaço que nos encontramos, em páginas de notícias, em grupos pessoais e de fãs, em todos os espaços que compõem esta rede social.

    Nosso país é o segundo em número de usuários do Facebook, perdendo apenas para os EUA. Porém, é nesta mesma proporção, a quantidade de pessoas que utilizam a rede social sem critérios e sem reconhecer a expressividade a qual possui.

    Talvez ainda “viciados” pela ideia do “Orkut” com suas comunidades, joguinhos e scraps, muitos veem essas redes sociais como forma de passatempo ou diversão. E nem está errado este conceito, porém obviamente, o Facebook está longe de ser apenas isso. Há tempos que muitas empresas estão o usando para expandir seus ganhos, reconhecendo o potencial que a rede social oferece. Além disso, as empresas hoje vasculham a vida virtual de seus possíveis contratados e é aí que mora o problema.

    As pessoas esquecem que as redes sociais funcionam como um cartão de visita virtual, tudo que postamos pode ser usado contra nós. Não pense que você não será desclassificado de uma possível vaga de emprego por um comentário discriminatório, uma piada de mau gosto ou uma imagem imprópria compartilhada porque vai! A falsa segurança que um grupo privado no Facebook oferece pode colocar-nos em situações constrangedoras. Vendo nossas publicações serem expostas ao mundo, nem os chats estão seguros depois dos famosos prints.

    Nossos likes nos condenam! Basta vasculharmos os perfis e vermos o que andamos curtindo, comentando. E será que nossa postura na rede condiz com um papel de “luz do mundo”? Se devemos nos preocupar com o que nossos chefes ou possíveis contratantes podem pensar da nossa vida virtual, e de Deus? Tem se preocupado com o que Ele pensa?

    É tempo de rever nossa postura antes que paguemos o preço de um tweet postado e mal interpretado! Prova disso é o que acontece com personalidades gospel, e suas frases publicadas em seu perfil ou certas opiniões defendidas. Vale lembrar que falar algo apenas para evangélicos conhecedores da palavra é diferente de postar algo aberto ao mundo que pode fazer suas próprias interpretações.

    Tudo é muito subjetivo e o que pode parecer inofensivo pode se tornar um grande problema, virando uma bola de neve sem fim. Que possamos ser mais cautelosos com o que publicamos nas redes sociais, compreendendo que, faz muito tempo que elas deixaram de ser espaço de diversão e passa tempo! Lembre-se, seus posts, likes e retuítes denunciam quem você é.

  • Ser Ester Mestre Cuca: Enroladinho de Salsicha

    Olá meninas.

    O Mestre Cuca de hoje é com um petisquinho delícia, super simples de fazer, mas com cara de elaborado. Trata-se do Enroladinho de Salsicha da nossa Chef Tica.

    Venha conferir que é bom demais!

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    Ingredientes

    500 gramas de salsichas

    1 copo de leite

    1 copo de trigo

    1 ovo inteiro

    1/2 colher (café) de fermento químico

    2 colheres de queijo parmesão ralado

    1/2 litro de óleo para fritar


     

    Preparo

    Comece lavando as salsichas com um pouco de água fervente, corte as salsichas em 3 pedaços para deixar os bolinhos bonitos e do mesmo tamanho.

    Em uma tigela, misture a farinha, o ovo, o trigo e o queijo parmesão. Mexa bem até ficar uma massa lisa e homogênea.

    Coloque o óleo para aquecer.

    Passe delicadamente as salsichas pela massa e, com a ajuda de uma colher, tire da massa e coloque para fritar.

    Frite até os rolinhos estarem dourados e bonitos.

    Tire do óleo e coloque em um prato com papel toalha para escorrer.

    Sirva em seguida.


     

    Dica da chefe

    O petisco fica uma delícia acompanhado por catchup e mostarda.


     

    Bom apetite!

  • Um Brinde – A morte de Cristiano Araújo e o que aprendi com isso

    Um Brinde – A morte de Cristiano Araújo e o que aprendi com isso

    Foi numa quarta-feira, dia 24 de junho de 2015. Eu já tinha ido deixar meu irmão na aula e estava deitado, lendo a resenha do livro do Yago Martins, Você não precisa de um chamado missionário, no blog Teologando, quando meu padrasto anunciou lá da sala que o cantor Cristiano Araújo havia morrido. Minha mãe ficou surpresa e perguntou se eu já estava sabendo da notícia. Disse que não e o único comentário que fiz foi: “um cara tão novo…”. Eu confesso que fiquei realmente triste. E não acreditei. Não dá para acreditar. Você vê o cara quase todos os sábados no Legendários na Rede Record, vê sua música estourando nas rádios e a galera postando trechos delas, vê uma multidão falando dele e… Acabou! Ele morreu! Não só ele, mas também sua namorada. Outra moça jovem e bonita que se vai, sem poder viver o melhor da vida.

    Este texto não se propõe a fazer uma homenagem ao cantor, até porque eu não era um fã dele. Esse texto também não propõe falar de música e das suas consequências negativas. E tampouco esse texto tem a intenção de querer transmitir que o seu autor é um cara solidário com o sentimento dos outros em situações extremamente difíceis de suportar. No entanto, se propõe a dizer um pouco de como o cristão deve – ou pelo menos devia – lidar com o sofrimento do próximo. Paulo diz em Romanos que devemos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Mas por que parecemos tão insensíveis com a dor do outro? Por que o cristão não pode chorar a morte do Cristiano Araújo? Confesso que ouvi o cantor poucas vezes, quando estava no primeiro ano do ensino médio. O sertanejo nunca foi um ritmo que me atraiu, mas alguns cantores, a exemplo da dupla Jorge & Mateus conseguem me cativar pelo talento. O Cristiano, antes de ser um cantor famoso, era um ser humano humilde e verdadeiro. Não, eu não o conhecia, mas quando uma pessoa é sincera, os bastidores revelam isso em público. E era o que eu ouvia falar dele e agora, é claro, com sua morte, os elogios aumentaram. Confesso que fiquei triste com a morte do rapaz e levei um certo tempo para poder acreditar no que estava acontecendo. Pessoas vividas e/ou doentes morrem, mas pessoas novas e fortes não costumam morrer. Não estou acostumado a lidar com mortes, até agora só lidei com a morte do meu avô quando era criança, mas ver um jovem cantor e – sinceramente – talentoso como o Cristiano morrer, me deixa sinceramente comovido.

    É claro, lógico, evidente que a notícia repercutiu em todas as mídias sociais. Os fãs do cantor prestaram homenagens e acredito que assim como eu, levaram tempo para crer que isso, de fato, aconteceu. E nesses momentos tão difíceis é questionado a existência de Deus por parte do pai. Onde Deus estava quando o carro bateu e a Alana e o Cristiano morreram? Onde estava Deus quando seus familiares souberam e desmancharam em lágrimas? Respondo. Ele estava preparando o coração dos familiares e enxugando as lágrimas deles quando elas caíram. Não compreendemos tudo. Não é possível compreender a morte, apenas entender que ela é consequência da queda do homem. A dor do pai ao enterrar o filho foi gigante, eu imagino. Mesmo que eu não possa sentir mas compreendo o quanto isso dói. Ainda nem sou pai, mas que Deus me livre de sentir a dor de enterrar um filho. Eu já disse isso aqui uma vez em algum texto do Um Brinde e repito: a dor nos cega.

    Descobri também que os pais da Alana perderam seis meses antes um filho, o qual faleceu com leucemia. E seis meses depois, eles perdem a segunda filha. Isto não é doloroso? Não te comove? Como eu disse, este texto não propõe falar de música e por isso eu pergunto: o que nós cristãos fazemos em momentos como esse? Dizemos que o cara era cantor secular e o trânsito mata muitas pessoas mesmo? Dizer que é uma pena, e só? Está tudo bem, eu não vou escrever muita coisa, eu só quero propor uma reflexão ao povo que prega a verdade de Cristo: por favor, oremos pelos que andam desgarrados, sem Deus. Não só pelos anônimos, mas os famosos também são almas viventes como você e como eu.

    Oremos pelos sobreviventes que graças a Deus só sofreram ferimentos leves. Esse texto é um pedido de reflexão para os que ignoram os artistas seculares como se eles fossem alguém que já tem tudo e não precisam de nós. É fato que nós não podemos ir até eles evangelizá-los, mas podemos orar para que alguém vá, para que alguém ilumine suas vidas com a palavra viva e eficaz do nosso Deus. O que aprendi com a morte do Cristiano e de sua namorada foi que a vida, essa que tanto zelamos, é muito efêmera para que a gente perca tempo rotulando pessoas. O evangelho deve ser pregado para gerar conversão e não pra gerar status e, se hoje, chorarmos com a morte do Cristiano e entendermos que precisamos ser mais humilde com aqueles que não conhecem a Deus, podemos provocar mudanças claras e importantes em nossa vida cristã. Chega de repartir o mundo meio a meio e solidifique sua cosmovisão cristã. Pare de pensar que você e seus irmãos são santos, pois no íntimo do seu coração você sabe do quanto é pecador. Eu aprendi com a morte do Cristiano Araújo que a glória humana não é capaz de salvar nossas vidas. Ela é efêmera como nós, portanto, nos fortalecemos da graça de Deus e exultemos seu santo nome sem ter que olhar para o lado e apontar o erro na música que está sendo cantada por um cantor secular. Ao invés de encerrar como de costume com a frase título da coluna, eu encerro com um trecho da música dele: “O que temos pra hoje é saudade”.

  • Confira os lançamentos da Sony Music para o restante do ano

    O selo gospel da gravadora Sony Music Brasil distribuirá uma série de discos ainda este ano. Muitas destas novidades seriam divulgadas no Encontro de Mídias e Lojistas, a ser realizado nesta quinta (2/7). No entanto, por motivos ainda não esclarecidos, as novidades vazaram por toda a rede mundial de computadores através de um funcionário da empresa. Confira abaixo o que teremos para os próximos meses:


    DVD Fazendo a Diferença – Cristina Mel: A ser lançado amanhã mesmo, o álbum Fazendo a Diferença, de Cristina Mel, vem sendo bem comentado pela proposta de não ser apenas uma coletânea de músicas infantis, mas de trazer temáticas e assuntos muito importantes para a atualidade. Um deles, por exemplo, é a pedofilia. Há alguns dias, o clipe da canção “Lobo Mau” foi lançado no canal da cantora nas plataformas Vevo.


    CD Ao Vivo – Marcelo Nascimento: O cantor Marcelo Nascimento, que assinou com a Sony Music em 2012, chega ao mercado com um disco ao vivo, o qual, informações mais detalhadas não foram divulgadas pela gravadora para a imprensa.


    CD [Sem Título Divulgado] – Mariana Valadão: A cantora Mariana Valadão, após sua estreia pela Sony com o disco Santo, chega com seu primeiro projeto de canções para bebês. Segundo a gravadora, o projeto será lançado em julho.


    Paulo César Baruk: Também para julho, Baruk chegará com mais dois projetos, de nomes não divulgados.


    CD e DVD Acelera e Pisa – André e Felipe: A dupla André e Felipe lançará, também, mais um disco ao vivo de inéditas, chamado Acelera e Pisa. Segundo a Sony Music, o CD será lançado em agosto e o DVD em setembro.


    CD Habito no Abrigo – Trazendo a Arca: O Trazendo a Arca lançará, em setembro, o seu primeiro disco de inéditas pela Sony Music, que se chamará Habito no Abrigo. A obra foi gravada no final de maio, com a produção musical de Kleyton Martins e participação de Ana Nóbrega.


    CD Um Lugar para ser Feliz – Marcela Taís: A cantora Marcela Taís, que recentemente lançou o CD Moderno à Moda Antiga, revelou, recentemente, que gravaria um projeto áudio-visual. Este ainda não será o projeto, mas, ainda este ano, a cantora lançará, em setembro, a trilha sonora do filme Um Lugar para ser Feliz, que terá a participação de Carlinhos Felix, Lito Atalaia e Asaph Borba.


    A gravadora também prepara, para os últimos meses do ano, lançamentos de Shirley Carvalhaes, Soraya Moraes, Lydia Moisés, dentre outras intérpretes. Vale lembrar que a gravadora, atualmente, anda empenhada com os lançamentos de Damares e Resgate.

  • Análise: CD Tribo do Leão – Alex & Alex

    Análise: CD Tribo do Leão – Alex & Alex

    Após um longo tempo na MK Music, a dupla Alex e Alex migra para a Som Livre e lança um projeto que deve falar muito mais que os anteriores, para o bem, e, principalmente, para o mal. Tribo do Leão foi lançado em 2015 e pode ser definido como um disco pseudovariado.

    Note que ecletismo é uma característica que não se força, e não se constrói sem que o artista realmente tenha uma bagagem e saiba canalizá-la para algo claro e sólido. Um dos grandes males de artistas cristãos, por vezes, é assumir uma imagem que não possuem, ou pior, sequer saberem qual identidade vão assumir.

    Alex e Alex é uma dupla veterana. São músicos que deveriam saber para onde querem chegar. Mas este recente trabalho, Tribo do Leão, prova justamente o contrário: os anos passam, e os cantores não mostram se, realmente, querem assumir o posto de vanguarda, com seriedade, ou se entregam a músicas radiofônicas e pouco convincentes.

    Grande parte do álbum apresenta elementos que remontam a canções de relativa notoriedade na carreira da dupla, como “Muda Minha Vida”, hit do disco Até o Céu Te Ouvir. A busca por um som que consiga fundir o soul pop com o congregacional (ou um pentecostal disfarçado), no entanto, mostra apenas que a sonoridade não consegue verbalizar a alma da dupla. Aleluia, por exemplo, segue todos os modismos do gênero, com um piano introdutório, aquele arranjo de cordas leve e suave, a subida de tom e o “peso” gradativo próximo ao refrão, acompanhando uma letra indefinida, que mescla versos de exaltação e, ao mesmo tempo, se modula em chavões pentecostais. E isso se repete na maior parte do repertório. Alex e Alex continuam, assim, a dar tiros no escuro, ao invés de procurarem fazer música que realmente definam seu estilo, que, até os dias de hoje, soa como uma incógnita.

    Em Ouve Senhor e Governa-me, o diagnóstico é claro: versos pentecostais escancarados, enquanto a sonoridade continua a alcançar o lugar-comum. Os cantores, em suas interpretações estão, evidentemente, com a cabeça fincada em outro gênero. As letras falam de milagres, curas, fazem metáforas de gosto duvidoso, enquanto sintetizadores desconexos e um coral sem feeling forma o pano de fundo. Mas calma, o pior ainda não chegou.

    Outra parte de Tribo do Leão é evidentemente ofensiva e chega a soar como um deboche no ouvido do ouvinte. A faixa-título, Tribo do Leão, com alguns trechos do funk, não consegue ser nem um pouco divertida. Mas não para por aí: Topo do Mundo tenta surpreender com frases como “Tudo o que tem fôlego louve ao Senhor / Te dou a minha vida e o meu amor”. A coisa chega a piorar quando a dupla entra em um clima de rave gospel e sua música continua fria e forçada, assim como Aperta o Play, que arrisca em frases pouco inspiradas como “Aperte o play / DJ / Hoje a festa é para Deus”. É, certamente, a dupla deveria pensar muito bem antes de dar, ao seu ouvinte, o qual compra discos originais em pleno tempo de crise econômica, canções de troça.

    Na melhor oportunidade que tiveram para mostrar a que vieram, a dupla Alex e Alex continua a provar que seguem perdidos musicalmente falando. É um disco sem fórmulas, propostas, ou discursos. É um disco que não cai, com total gosto, em clichês da chamada teologia da prosperidade, mas consegue ser tão vazio quanto os rumos do nosso mercado gospel, torturante para os órfãos de boa música. Do que se chama de gospel nacional, é completamente esperado, para o que se convenciona de música negra, a boa herança que temos do chamado ‘gospel’ norte-americano, revela a alienação da dupla. Portanto, Tribo do Leão é um registro decepcionante.

  • Para refletir – Você está aberto a mudanças?

    Eclesiastes: 3. 1. Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.

    2. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

    3. tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;

    4. tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

    5. tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;

    6. tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;

    7. tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

    8. tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

    Inconstante é aquele que vive atrás de alegrias passageiras, belos fast foods que não descansam a alma.

    Porém, mudar significa inconstância?

    O caminho do homem, do nascimento até a morte, é feito de incríveis mudanças, uma história que se altera constantemente. O que eu dizia que eu gostava hoje, amanhã eu odiarei, o que eu odiava hoje amanhã amarei. Eu dizia que não faria aquilo, no entanto, hoje essa atitude se torna tão costumeira. O coração é inconstante como a folha no vento, atrás de mudanças, porque o velho é enfadonho.

    Porém, nem todo novo caminho significa inconstância, e fazer novos planos significa também novas lições de vida.

    Há tempo para cada coisa, tempo de persistir e tempo de mudar, porém, principalmente estar adepto as mudanças que o ocorrem na vida. Há coisas que lutamos contra diariamente sem perceber que isso pode ser um novo aprendizado, um acréscimo a sabedoria. Viva cada instante buscando o que é honroso, bondoso, pois esse momento também passará.

    Você está aberto a mudanças?

  • TOP 10 – As melhores baladas da Oficina G3

    Em seus quase trinta anos de carreira, a Oficina G3, apesar de trazer vertentes mais pesadas do rock, apresentou, em todos os discos, baladas poéticas, canções de reflexão e/ou louvor comunitário. Os anos de passaram, e muitas delas viraram clássicos em sua carreira, outras, apesar de belas, ficaram relativamente esquecidas, até mesmo no repertório de shows do grupo. Considerando que fazer uma lista das melhores músicas da Oficina G3 é algo difícil, pelo menos podemos reunir as baladas e eleger preciosidades. Com vocês, o TOP 10 de melhores baladas da Oficina G3.

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    Lugar Melhor (do álbum Além do que os Olhos Podem Ver)

    Além do que os Olhos Podem Ver é, sem a menor dúvida, o disco com menos baladas da Oficina G3. Nos anos anteriores, a banda tinha dado prioridade a este tipo de canção, como em Humanos e O Tempo. “Lugar Melhor” é uma dessas exceções, e é justamente por isso que foi escolhida como single do álbum. Sua letra fala acerca do melhor lugar para estarmos, que é perto do Criador. (2005)

    https://www.youtube.com/watch?v=UAcU09FQXxM

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    [tab title=”9º”]

    Preciso Voltar (do álbum O Tempo)

    “Preciso Voltar”, composição da dupla Duca Tambasco e Juninho Afram, se tornou uma faixa importante do álbum O Tempo, sob a interpretação de Afram. Com uma letra que versa a volta ao primeiro amor, a música utiliza-se de um dos melhores arranjos do trabalho, e perdurou, durante anos, como uma das mais melhores baladas da Oficina G3. (2000)

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    Deus Eterno (do álbum Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho)

    Do primeiro trabalho de estúdio da banda, “Deus Eterno” encaixa-se muito bem na temática congregacional, com sua letra de louvor a Deus. Gravada nos vocais de Juninho, foi regravada no álbum Acústico, anos depois. (1993)

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    [tab title=”7º”]

    O Tempo (do álbum O Tempo)

    Um de seus maiores sucessos, que marcou gerações, foi escrita pelo guitarrista Juninho Afram, que também é o intérprete, juntamente com o ex-vocalista PG. A canção é uma reflexão em primeira pessoa, vendo como o tempo passa e nós morremos, aos poucos, com o seu passar. No entanto, seus versos são esperançosos: “O tempo se vai / Mas algo sempre guardarei / O teu amor, que um dia eu encontrei“. Ainda há a participação especial do Coral Kemuel. (2000)

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    [tab title=”6º”]

    Lágrimas (do álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança))

    Escrita pelos atuais quatro membros da banda, “Lágrimas” é, sem dúvida, a melhor balada do álbum Histórias e Bicicletas, que, liricamente, é um dos mais introspectivos da Oficina G3. Sua letra faz uma reflexão sobre o processo da vida, os erros e acertos os quais estamos sujeitos, e a caminhada para a Eternidade. Como cereja do bolo, participação de Leonardo Gonçalves. (2013)

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    Your Eyes (do álbum Indiferença)

    De autoria do fundador e líder da banda, “Your Eyes” é uma das composições mais brilhantes de Juninho Afram, conduzida sob sua voz. Com um arranjo bem conduzido pela guitarra e os teclados de Jean Carllos, sua letra é o reconhecimento da soberania do criador, dizendo que “Even the world makes me cry / I won’t give up trustin’ you“. (1996)

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    Me Faz Ouvir (do álbum Elektracustika)

    Escrita pelo compositor Naldinho, “Me Faz Ouvir” faz parte do álbum com a maior quantidade de baladas da banda, o grande Elektracustika. Com riffs de baixo muito bem arranjados, Duca Tambasco ainda desempenha função fundamental nos vocais, duetando com Juninho Afram. É, sem a menor dúvida, uma das melhores, e das mais ‘esquecidas’ baladas da Oficina G3. (2007)

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    [tab title=”3º”]

    A Deus (do álbum Elektracustika)

    É sempre mais fácil desistir do que enfrentar as dificuldades da vida. Ainda mais para quem não possui nenhuma garantia de vitória e superação. Dar adeus ao mundo e entregar a Deus sua alma… com este trocadilho criativo, a Oficina G3 produziu uma das mais brilhantes baladas de sua carreira, presente no álbum Elektracustika, característico pela fusão do acústico e o elétrico em todo o projeto, baseado no rock progressivo. (2007)

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    [tab title=”2º”]

    Quem (do álbum Acústico)

    Escrita por Juninho Afram, é a canção mais introspectiva e “depressiva” já gravada pela Oficina G3. Do álbum Acústico, sua sonoridade guiada por um arranjo de cordas e violões narra a vida difícil do eu lírico, que se encontra triste, diante de dificuldades, lembranças que doem, questionando quem irá tirar sua tristeza. (1998)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Magia Alguma (dos álbuns Ao Vivo / Indiferença)

    O primeiro lugar vai para uma das baladas do melhor álbum da Oficina G3, “Magia Alguma”, apesar dela não ter sido escrita pela banda e ser original do álbum Ao Vivo. Interpretada, em sua primeira versão, por Túlio Regis, e posteriormente por Luciano Manga, possui um arranjo suave, com backing vocals gravados por Juninho Afram e Duca Tambasco. Destaque para a letra: “Está vivo o tempo do amor / Gotas de sangue, me justificam / Na direção do seu caminho eu vou“. Com um arranjo acústico, foi regravada anos depois. (1990)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Concorda que estas sejam as melhores baladas da Oficina G3? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Fruto Sagrado – discografia e obra

    Surgida em Niterói no fim da década de 80, o Fruto Sagrado é uma das bandas de rock cristão mais conhecidas e polêmicas. Com Marcão, Bênlio Bussinger e Flávio Amorim, a banda se destacou na cena durante os anos 90, e hoje possui uma formação bastante distinta da inicial.


    Guia discográfico

    Fruto Sagrado (Bompastor/1991): Com letras questionadoras ao som de um hard rock preenchido com muitos teclados na linha do Rush, o disco já dizia quem era a banda. (Nota: [usr 3])

    Na Contramão do Sistema (Gospel Records/1993): O álbum mais orgânico do Fruto Sagrado, é um protótipo de tudo o que a banda apresentaria nos anos seguintes: letras de crítica social e religiosa, influências eletrônicas aqui e acolá, porém com a mesma simplicidade e peso dos primeiros anos. (Nota: [usr 4])

    O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar (Gospel Records/1995): Com forte influência do Dream Theater, o quarteto explora bem as guitarras através do novo integrante Bene Maldonado, enquanto as letras e arranjos de Marcão e Bênlio soam cada vez mais complexos. O baterista Flávio Amorim não fica atrás, com bons desempenhos. O álbum, no geral é bastante uniforme. (Nota: [usr 4.5])

    Acústico – 10 anos (Salmus Produções/1999): As novas versões são bem tocadas e arranjadas, mas no geral, a proposta do acústico não chegou a surpreender. Destaque para a participação especial de Carlinhos Felix. (Nota: [usr 3.5])

    O Segredo (Top Gospel/2000): A formação pode ter mudado pouco, mas o suficiente para a sonoridade do FS ser remodelada por completo. Os responsáveis por isso são a dupla Bene e Sylas, que aos poucos colocam elementos do new metal nas canções. Bênlio ainda está aqui e acolá, embora sua influência esteja diminuída. (Nota: [usr 3.5])

    O que na Verdade Somos (MK Music/2003): Se por um lado, a música do Fruto Sagrado perdeu em feeling com a influência diminuída de Bênlio, a banda ganhou e muito nos aspectos técnicos, com Bene Maldonado fornecendo riffs poderosos, perfeitamente intricados nas baquetas de Sylas Jr. As letras do disco são fortes, questionadoras, resultando num álbum de new metal que não perde seu valor por se adequar aos padrões musicais da época. (Nota: [usr 4.5])

    Distorção (MK Music/2005): Mais pesado, mais forte, Distorção é tudo o que todos os fãs esperam (ou quase todos), já que as letras nunca soaram tão desconexas com o espírito de uma banda cristã. Em tom triunfalista, o disco desagrada, especialmente com a acusadora “O Preço”, repleta de indiretas. (Nota: [usr 2])

    Fruto Sagrado 20 anos (Independente/2010): Apenas baladas soam relativamente condizentes com o chamado “novo Fruto Sagrado”, que não possui ligação alguma com a banda fundada 20 anos antes. No entanto, a nova roupagem de “Ninguém me Encontrará Entre os Fracos”, por exemplo, é inconsistente. O que realmente soa interessante são as duas inéditas, de qualidade bem mediana. (Nota: [usr 2])

    Universo Particular (Independente/2012): Ainda soa impraticável a associação do nome Fruto Sagrado sem a participação de, ao menos, Marcão e Bênlio. As composições de Vanjor são esforçadas, fogem do local comum, mas não possuem nenhuma associação, em termos sonoros com a música do FS. À exceção, “Planeta Vermelho” possui fantasmas da antiga explosão da banda. (Nota: [usr 2])


    Melhores músicas

    A Missão, A Sanguessuga, Amor de Deus, Base Forte, Forrock, Guerra interior, Jimmy, Livre Arbítrio, Lobo Mau, Na Contramão, Não quero mais acordar assim, No Porão da Alma, O Novo Mandamento, O que na Verdade Somos, O Sangue de Abel, Pra Acordar, Podridown, Retórica, Superman, The Time is Over e Uma Noite de Paz.


    Notícias e matérias sobre o Fruto Sagrado

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado o Fruto Sagrado no O Propagador, clique aqui.

  • Deus em Debate – Apresentação

    Olá caro leitor, seja bem-vindo a minha coluna no canal do Propagador: Deus em Debate! Antes de falar da coluna irei deixar aqui o meu gravatar (descrição sobre a minha pessoa) para que você me conheça melhor:

    Meu nome é Felipe e atuo na área da Tecnologia da Informação. Meu hobby é o break dance (b-boy), além disso sou cristão e amo escrever sobre teologia, apologética, e produtividade.

    Bem, agora chega de falar de mim e vamos ao que interessa. Nesta coluna, Deus em Debate, eu pretendo tratar de questões cruciais sobre a maioria dos temas polêmicos que envolvem a Bíblia, a fé cristã, o Evangelho, e o cristianismo, além de tentar respondê-las de forma clara, sucinta, e fidedigna à palavra de Deus, trazendo os temas à própria luz das Escrituras Sagradas. E é aqui que surge a Apologética cristã, tá, beleza, mas daí você se pergunta:  O que é Apologética cristã?

    A palavra “apologia” vem de uma palavra grega que significa “dar uma defesa”. Apologética cristã, então, é a ciência de dar uma defesa da fé cristã. Há muitos céticos que duvidam da existência de Deus e/ou atacam a crença no Deus da Bíblia. A missão da apologética cristã é refutar as oposições contra o Evangelho de Cristo e a Sagrada Escritura.

    O versículo chave para a apologética cristã é provavelmente 1 Pedro 3:15-16: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor…”

    Não há nenhuma desculpa para um cristão ser completamente incapaz de defender sua fé. Todo cristão deve ser capaz de, pelo menos, dar uma apresentação razoável de sua fé em Cristo. Não, nem todo cristão precisa ser um especialista em apologética, no entanto, deve saber defender aquilo em que acredita, a fim de poder compartilhar de sua fé com outras pessoas e defendê-la se necessário.