Surgida em Niterói no fim da década de 80, o Fruto Sagrado é uma das bandas de rock cristão mais conhecidas e polêmicas. Com Marcão, Bênlio Bussinger e Flávio Amorim, a banda se destacou na cena durante os anos 90, e hoje possui uma formação bastante distinta da inicial.
Guia discográfico
Fruto Sagrado (Bompastor/1991): Com letras questionadoras ao som de um hard rock preenchido com muitos teclados na linha do Rush, o disco já dizia quem era a banda. (Nota: [usr 3])
Na Contramão do Sistema (Gospel Records/1993): O álbum mais orgânico do Fruto Sagrado, é um protótipo de tudo o que a banda apresentaria nos anos seguintes: letras de crítica social e religiosa, influências eletrônicas aqui e acolá, porém com a mesma simplicidade e peso dos primeiros anos. (Nota: [usr 4])
O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar (Gospel Records/1995): Com forte influência do Dream Theater, o quarteto explora bem as guitarras através do novo integrante Bene Maldonado, enquanto as letras e arranjos de Marcão e Bênlio soam cada vez mais complexos. O baterista Flávio Amorim não fica atrás, com bons desempenhos. O álbum, no geral é bastante uniforme. (Nota: [usr 4.5])
Acústico – 10 anos (Salmus Produções/1999): As novas versões são bem tocadas e arranjadas, mas no geral, a proposta do acústico não chegou a surpreender. Destaque para a participação especial de Carlinhos Felix. (Nota: [usr 3.5])
O Segredo (Top Gospel/2000): A formação pode ter mudado pouco, mas o suficiente para a sonoridade do FS ser remodelada por completo. Os responsáveis por isso são a dupla Bene e Sylas, que aos poucos colocam elementos do new metal nas canções. Bênlio ainda está aqui e acolá, embora sua influência esteja diminuída. (Nota: [usr 3.5])
O que na Verdade Somos (MK Music/2003): Se por um lado, a música do Fruto Sagrado perdeu em feeling com a influência diminuída de Bênlio, a banda ganhou e muito nos aspectos técnicos, com Bene Maldonado fornecendo riffs poderosos, perfeitamente intricados nas baquetas de Sylas Jr. As letras do disco são fortes, questionadoras, resultando num álbum de new metal que não perde seu valor por se adequar aos padrões musicais da época. (Nota: [usr 4.5])
Distorção (MK Music/2005): Mais pesado, mais forte, Distorção é tudo o que todos os fãs esperam (ou quase todos), já que as letras nunca soaram tão desconexas com o espírito de uma banda cristã. Em tom triunfalista, o disco desagrada, especialmente com a acusadora “O Preço”, repleta de indiretas. (Nota: [usr 2])
Fruto Sagrado 20 anos (Independente/2010): Apenas baladas soam relativamente condizentes com o chamado “novo Fruto Sagrado”, que não possui ligação alguma com a banda fundada 20 anos antes. No entanto, a nova roupagem de “Ninguém me Encontrará Entre os Fracos”, por exemplo, é inconsistente. O que realmente soa interessante são as duas inéditas, de qualidade bem mediana. (Nota: [usr 2])
Universo Particular (Independente/2012): Ainda soa impraticável a associação do nome Fruto Sagrado sem a participação de, ao menos, Marcão e Bênlio. As composições de Vanjor são esforçadas, fogem do local comum, mas não possuem nenhuma associação, em termos sonoros com a música do FS. À exceção, “Planeta Vermelho” possui fantasmas da antiga explosão da banda. (Nota: [usr 2])
Melhores músicas
A Missão, A Sanguessuga, Amor de Deus, Base Forte, Forrock, Guerra interior, Jimmy, Livre Arbítrio, Lobo Mau, Na Contramão, Não quero mais acordar assim, No Porão da Alma, O Novo Mandamento, O que na Verdade Somos, O Sangue de Abel, Pra Acordar, Podridown, Retórica, Superman, The Time is Over e Uma Noite de Paz.
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