Categoria: Perfil do Artista

  • Carlinhos Felix – discografia e obra

    Conhecido também por ser vocalista e guitarrista da banda de rock Rebanhão, Carlinhos Felix mantém carreira solo desde o início dos anos 90 e é um dos intérpretes mais conceituados da música cristã.


    Guia discográfico

    Coisas da Vida (Warner/1991): A essência musical de Carlinhos nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.. (Nota: [usr 4.5])

    Carlinhos Felix (BMG Ariola/1992): Seguindo a parceria com Paulinho Guitarra e fazendo muitas críticas ao desmatamento e destruição do meio ambiente, o disco conta com bons arranjos, com um repertório de não tanto destaque. (Nota: [usr 3.5])

    Basta Querer (MK Music/1993): Um de seus discos mais conhecidos, Basta Querer consegue ser mais eclético e alegre que o disco anterior, mas peca pela pouca coesão entre as faixas. (Nota: [usr 3])

    Nada a Perder (MK Music/1995): Seguindo a tendência dos anteriores, Carlinhos seguiu em sua pretensão em ser um multifacetado artista pop. Destaque para a regravação “Muro de Pedra”, com os vocais de Paulo Marotta  (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo (MK Music/1996): O disco ao vivo que o Rebanhão poderia ter gravado, Carlinhos revisitou as melhores músicas de sua breve carreira solo e ainda agregou clássicos, como “Autor da Minha Fé”, do Grupo Elo. (Nota: [usr 4])

    Toda Reverência (Honor Music/1997): Mais suave, mais introspectivo e mais cansativo, Toda Reverência não se diferencia, musicalmente falando, dos projetos anteriores. (Nota: [usr 2.5])

    Não Desista (AB Records/1999): Menos confortável que o anterior, e com composições mais bem desenvolvidas, e com outros clássicos: “Olhos no Espelho” (Milad) e “Teus Altares” (Jorge Camargo). (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo na Flórida (Honor Music/2001): Espontâneo e bem produzido, Ao Vivo na Flórida é o melhor trabalho ao vivo de Carlinhos.  (Nota: [usr 4.5])

    Pensando em Você (Honor Music/2003): Voltando-se ao seu som mais tradicional, este disco de Carlinhos é pouco brilhante, além de conter regravações desnecessárias.  (Nota: [usr 2])

    Na Tua Sombra (Graça Music/2004): Revistando sua sonoridade para algo mais fiel ao pop rock, Na Tua Sombra é o melhor registro de Carlinhos Felix na primeira década do século XXI. Destaque para a canção “Santo Nome” e sua influência de country. (Nota: [usr 4])

    Obediência (Boas Novas/2008): Seguindo as tendências do último disco, o cantor novamente trouxe temáticas congregacionais a um som pop rock. (Nota: [usr 3])

    Primeiro Amor – O Melhor de Carlinhos Felix (Som Livre/2011): Gravado totalmente em estúdio, o disco contém algumas versões a destacar, como a performance, totalmente guiada pelo piano e sintetizadores de “Primeiro Amor”, mas, no geral, muitas das roupagens não se justificam. (Nota: [usr 2.5])

    Lindo Senhor (Sony Music Brasil/2012): Divido em duas partes (uma inédita, outra de regravações), o disco coloca Carlinhos diante das tendências musicais de seu tempo, mas também olhando para trás. (Nota: [usr 3.5])


    Notícias e matérias sobre o Carlinhos Felix

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  • Aeroilis – discografia e obra

    Fundada em terras catarinenses, a Aeroilis foi a primeira banda do chamado novo movimento, ocorrido no início dos anos 2000.


    Guia discográfico

    Aeroilis (Bompastor/2004): Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a banda já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos. (Nota: [usr 4])

    Nada Mais Além (Independente/2010): Numa sonoridade mais experimental, com teclados, sintetizadores, guiando a ambientação lírica da Aeroilis, o álbum fecha bem sua curta discografia. (Nota: [usr 4])


    Melhores músicas

    Cega Inocência, Coragem, Não Importa Mais, O Tempo, Passos Lentos e Silêncio.


    Notícias e matérias sobre a Aeroilis

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  • Cassiane – discografia e obra

    Nascida em Nova Iguaçu, Cassiane foi a cantora pentecostal mais notória no fim dos anos 90/início de 2000, com discos que venderam milhões de cópias, sob a produção de seu marido, Jairinho Manhães. Até hoje, continua a ser uma das principais cantoras do meio cristão nacional.


    Guia discográfico

    Cristo é a Força (Melodia Celeste/1981): Basicamente pop, com arranjos simplórios e um vocal em evolução, Cassiane iniciaria sua carreira tratando dos desafios e sofrimentos da vida cristã. (Nota: [usr 2])

    Dou Glória a Deus (Melodia Celeste/1983): Trazendo melodias mais bem arranjadas, com influências do pop, country e da Jovem Guarda, a obra mostra a cantora bem melhor desenvolta em relação ao primeiro trabalho. (Nota: [usr 3])

    Rosa de Saron (Melodia Celeste/1985): Em evidente puberdade, a voz de Cassiane passou a mudar, em fase de transições, enquanto a sonoridade seguiu as influências da Jovem Guarda, sem maiores novidades. (Nota: [usr 2])

    Desafio (Som e Louvores/1987): Se movendo cada vez mais para temáticas pentecostais, é o primeiro disco de Cassiane que traz os elementos musicais que a fariam notória. (Nota: [usr 3.5])

    União (Som e Louvores/1991): Primeiro disco da cantora nos anos 90, evolui musicalmente ao trazer arranjos de metais e uma produção musical dentro das tendências da época. (Nota: [usr 3.5])

    Atualidades (MK Music/1992): Totalmente dentro de sua zona de conforto, Atualidades não proporciona nenhuma novidade, sonoramente falando, de Cassiane. (Nota: [usr 2])

    Força Imensa (MK Music/1993): Primeira produção de Jairinho, o disco é um dos mais ecléticos da carreira de Cassiane, fundindo pop, sertanejo, axé, enriquecendo o repertório, que contém músicas como “Igreja Pequena” e “Força Imensa”. (Nota: [usr 4])

    Puro Amor (MK Music/1994): Assemelhando-se  a proposta de Força Imensa, em Puro Amor, no entanto, a sonoridade não soaria tão eclética, mas se tornaria fundamental para seu sucessor, Sem Palavras. (Nota: [usr 3])

    Sem Palavras (MK Music/1996): Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua, assim como as anteriores, mas que, desta vez, remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje. (Nota: [usr 4.5])

    Para Sempre (MK Music/1998): Com uma produção musical mais bem trabalhada em relação a todos os discos anteriores, Para Sempre faz Cassiane uma cantora mais forte, especialmente pelo hit “Vou Seguir”, um clássico em sua carreira. (Nota: [usr 4])

    Com Muito Louvor (MK Music/1999): Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais. (Nota: [usr 4.5])

    Recompensa (MK Music/2001): Uma sequela perfeitamente agradável de Com Muito Louvor, este disco não perde o fôlego e brinda o ouvinte com grandes faixas, como “500 Graus”, “Recompensa”, “Minha Bênção” e “Aqui tem Glória”. (Nota: [usr 4.5])

    A Cura (MK Music/2003): A produção mais inventiva de Jairinho, mas não tão sólida quanto as anteriores, mostra Cassiane buscando se renovar, musicalmente, falando. (Nota: [usr 3.5])

    Sementes da Fé (MK Music/2005): Com a participação de bons músicos, como Emerson Pinheiro e Bene Maldonado, é um registro que tenta trazer, na verve pentecostal, o contexto congregacional que explodiu no início dos anos 2000 trazendo, aliás, um shofar. (Nota: [usr 3.5])

    25 Anos de Muito Louvor (MK Music/2006): Trazendo os seus maiores sucessos, 25 Anos de Muito Louvor não é apenas um registro bem-sucedido de Cassiane, mas conta a trajetória da música pentecostal, de fato. Com a participação de Jayane, e de seu marido Jairinho, consegue abranger, muito bem, todas as fases da artista. (Nota: [usr 4])

    Faça Diferença (Reuel Music/2007): Com composições, em maioria, assinadas por Anderson Freire, apresenta uma Cassiane mais tradicional ao pentecostal do que em relação aos trabalhos anteriores. (Nota: [usr 3])

    Viva (Sony Music/2010): Buscando sonoridades diferentes, é um dos álbuns mais pop rock de Cassiane. Utilizando-se de mais violões, guitarras e cordas, as melodias do álbum foram ecléticas sem perder o tom do pentecostal. (Nota: [usr 3])

    Ao Som dos Louvores (Sony Music/2011): Prometido como um “retorno às origens”, o álbum trouxe, em menor consistência, temáticas e arranjos que Cassiane apresentou durante sua carreira. Ao Som dos Louvores é um disco cansativo, com harmonias engessadas, temas repetitivos e uma crise de criatividade do produtor Jairinho Manhães. (Nota: [usr 2.5])

    Um Espetáculo de Adoração (Sony Music/2013): O setlist foi composto de canções dos álbuns Viva e Ao Som dos Louvores além do romântico O Amor Está no Ar e três faixas inéditas: “Não vou me calar”, “Avivamento” e “Na orla do teu manto”. Nenhum sucesso estrondoso, mas são canções de qualidade inegável e que ganharam um fôlego a mais no ao vivo, abrilhantadas pela presença de palco de Cassiane. (Nota: [usr 3.5])

    Tempo de Excelência (MK Music/2013): Com músicas agradáveis de se ouvir, repertório muito bem escolhido e interpretações interessantes de Cassiane, o engavetamento do projeto mostrou-se um desperdício tanto para a artista, quanto a gravadora. (Nota: [usr 3])

    Eternamente (MK Music/2015): Com composições mais bem trabalhadas, produção musical mais correta, mas com a influência pop dos discos anteriores, Eternamente se sai positivamente. (Nota: [usr 3.5])


    Melhores músicas

    500 Graus, Amigo Espírito Santo, Com Muito Louvor, Desafio, Hino da Vitória, Igreja Pequena, Imagine, Minha Bênção, Minha Morada, Oferta Agradável a Ti, Recompensa, Sementes da Fé, Tudo Novo e Vou Seguir.


    Notícias e matérias sobre a Cassiane

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  • Complexo J – discografia e obra

    Um dos grupos mais importantes do rock cristão, surgido nos anos 80, o Complexo J é uma banda do Rio de Janeiro.


    Guia discográfico

    Solidão (Independente/1988): Com influências do rock progressivo e do hard rock, o primeiro disco do Complexo J contém bons momentos e é uma estreia razoável. (Nota: [usr 3])

    Arte Final (Gospel Records/1990): Um dos melhores discos do grupo, contém uma evolução musical considerável, com faixas instrumentais e letras instigantes. (Nota: [usr 4])

    (MK Music/1992): Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.  (Nota: [usr 5])

    Riqueza de Sons (MK Music/1994): Aproximando-se da tropicália, e com mais influências extra-rock, mantém o discurso relativamente forte do disco anterior, mas é muito mais aberto a outros tipos de som, realmente justificando o título. (Nota: [usr 3.5])

    (Gospel Records/1995): Menos forte do que o disco anterior, o disco é repleto de algumas boas canções, como “Sempre te Vejo” e “25 anos”, mas elas são a minoria do projeto. (Nota: [usr 2.5])

    10 Anos (Independente/2001): Aparentemente uma coletânea, mas na verdade um registro que mais soa como uma colcha de retalhos, o disco não faz muito sentido.  (Nota: [usr 2])

    Consciência Limpa (Independente/2008): Voltando-se ao som mais antigo da banda, o disco funciona muito bem como um registro à moda antiga da banda, trazendo, até, regravações. (Nota: [usr 4])


    Notícias e matérias sobre o Complexo J

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  • Grupo Elo – discografia e obra

    O Grupo Elo é um dos grupos mais importantes da música cristã nos anos 70, especialmente sob a participação de Jayrinho e Pr. Paulo Cezar.


    Guia discográfico

    Nova Jerusalém (Elo/1977): A introdução do grupo no meio cristão, Nova Jerusalém mostrou uma banda bem entrosada, com a participação de notáveis músicos da cena cristã. (Nota: [usr 4])

    Ouvi Dizer (Elo/1978): O melhor disco do grupo, mescla canções confessionais com uma sonoridade encorpada e arranjos vocais ricos, destacando-se pelas canções “Céu, Lindo, Céu” e “Autor da Minha Fé”. (Nota: [usr 5])

    Nova Canção (Elo/1980): Evoluindo seu som para mais guitarras e sintetizadores, Nova Canção adentra muito bem nova década com as últimas canções do Elo. (Nota: [usr 4.5])

    O Ensaio (Elo/2008): Compilando sessões de gravação do disco Nova Canção, soa como um bom e despojado registro histórico. (Nota: [usr 3.5])


    Melhores músicas

    Ao Sentir, Autor da Minha Fé, Calmo, Sereno, Tranquilo, Céu, Lindo Céu, Creio Sim, É Noite em Belém, Não me Deixará e Ouvi Dizer.


    Notícias e matérias sobre o Grupo Elo

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  • Palavrantiga – discografia e obra

    Fundada por Marcos Almeida, Josias Alexandre, Felipe Vieira e Lucas Fonseca, o Palavrantiga formou-se após anos de excursão com Heloisa Rosa. O trabalho rapidamente se destacou, com suas influências do novo movimento.


    Guia discográfico

    Volume 1 (Independente/2007): O cartão de visitas do grupo, destaca-se pela simplicidade das composições e riqueza dos arranjos, sob a produção de Lúcio Souza. (Nota: [usr 4])

    Esperar é Caminhar (CanZion/2010): Utilizando-se várias canções do EP anterior, Esperar é Caminhar soa agradavelmente pop, e ao mesmo tempo rock. Com uma mensagem cristã bem clara e sem pieguices, foi um dos melhores lançamentos de seu ano. (Nota: [usr 4])

    Sobre o Mesmo Chão (Som Livre/2012): Utilizando-se de canções menos simples que o anterior, Sobre o Mesmo Chão é repleto de algumas boas canções sólidas, mas também peca por idiossincrasias. Um disco excessivamente soberbo, perdeu a leveza dos sintetizadores e adentrou a guitarra de forma mais incisiva.  (Nota: [usr 3.5])


    Melhores músicas

    Amor que nos faz um, Casa, Deus, Onde Estás?, De Manhã, Rio Torto, Rookmaaker, Seguro Vou e Vem me Socorrer.


    Notícias e matérias sobre o Palavrantiga

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  • Fernanda Brum – discografia e obra

    Nascida no Rio de Janeiro, Fernanda Brum foi o grande nome do cenário pop da música cristã brasileira. Conhecida por suas músicas introspectivas, e por vezes, discos conceituais, a cantora soma uma carreira longeva, com milhões de cópias vendidas e uma parceria de décadas com Emerson Pinheiro.


    Guia discográfico

    Feliz de Vez (Independente/1993): [sem avaliações]

    Meu Bem Maior (MK Music/1995): Estreia da cantora pela MK Music, o projeto revelaria, inicialmente, uma parceria que se prolongaria com Emerson Pinheiro e Eyshila. Embora esquecida, a obra mantém seus sinais de consistência. (Nota: [usr 3])

    Sonhos (MK Music/1997): Com composições, em maioria assinadas por Emerson Pinheiro, o álbum segue a fórmula que faria Fernanda conhecida em território nacional. Além da faixa-título, destaque para as músicas “Sejam Um” e “As Cores do Amor” (Nota: [usr 3])

    O que diz Meu Coração (MK Music/1999): O trabalho introduz uma veia ainda pouco explorada nos trabalhos anteriores, e que seria recorrente nos discos de Fernanda: letras introspectivas e melodias que seguem esta tendência. A ideia, no entanto, seria amadurecida no lançamento subsequente. (Nota: [usr 3.5])

    Quebrantado Coração (MK Music/2002): Claramente o auge de Fernanda Brum, o disco mescla, com bastante propriedade, o pop assumido nos discos antigos, com um conceito bastante intimista e melancólico. Possui, também, uma excelente produção musical e arranjos. (Nota: [usr 4.5])

    Apenas um Toque (MK Music/2004): Buscando fazer um registro congregacional, Apenas um Toque traz, com certa inventividade pop, Fernanda Brum dentro do contexto congregacional. A produção musical, por sua vez, poderia ter sido melhor trabalhada, mas funciona. (Nota: [usr 3.5])

    Profetizando as Nações (MK Music/2006): Temático, o disco Profetizando as Nações trata das missões, tema sempre tão em baixa no meio religioso. Desta forma, a cantora conseguiu mesclar canções intimistas de entrega, como “Aos Teus Pés”, faixas evangelísticas como a que intitula o projeto, ao som de um pop rock já comum em sua carreira (Nota: [usr 3.5])

    Profetizando as Nações [DVD] (MK Music/2007): (Nota: [usr 3])

    Cura-me (MK Music/2008): Iniciando uma trilogia, Cura-me é um dos discos mais intimistas de Fernanda Brum, trazendo, como temática, a cura interior. Seguindo as influências pop que a tornaram conhecida, o trabalho contém certa dose de maturidade e consistência. (Nota: [usr 3.5])

    Cura-me [DVD] (MK Music/2009): Intimista, o DVD Cura-me pouco diferencia-se de sua versão em CD, apenas incluindo outras canções de Fernanda, condizentes com a temática, mas que faziam parte de outros discos. (Nota: [usr 3])

    Glória (MK Music/2010): Sequência de Cura-me, porém, mais otimista, Glória é o melhor álbum de Fernanda Brum pós-Quebrantado Coração. Com faixas agitadas, lentas, mas que centram-se no louvor comunitário, o disco reaqueceu a popularidade da artista (Nota: [usr 4])

    Glória in Rio (MK Music/2011): Utilizando um álbum relativamente introspectivo para uma gravação popular, Fernanda Brum soube mesclar momentos calmos e trazer novas canções para o repertório ao vivo. Regravar “Palácios”, do Rebanhão, é o grande ponto positivo deste trabalho. (Nota: [usr 3.5])

    Liberta-me (MK Music/2012): Excessivamente recluso, o disco soa muito monótono e uniforme, embora as letras do repertório sejam cristocêntricas, e por vezes, até bastante criativas. (Nota: [usr 2.5])

    Liberta-me [DVD] (MK Music/2014): Seguindo as fórmulas na versão em estúdio, não há muito o que se acrescentar sobre este DVD. (Nota: [usr 2.5])

    Da Eternidade (MK Music/2015): Mal produzido, mal arranjado e mal captado, Da Eternidade é um disco amador, excessivamente cru e pouco convincente. (Nota: [usr 2])


    Notícias e matérias sobre a Fernanda Brum

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  • Katsbarnea – discografia e obra

    Surgido em São Paulo, o Katsbarnea foi uma das mais populares bandas de rock cristão, na ponta do movimento gospel.


    Guia discográfico

    O Som que Te Faz Girar (Independente/1988): Em processo de evolução, o Katsbarnea chegava mostrando um pouco do seu trabalho, que seria amadurecido no disco seguinte. (Nota: [usr 2.5])

    Katsbarnea (New Voice/1990): Autointitulado, o disco seria o marco definidor da música do Katsbarnea: criativa, rica e com pitadas de humor. É algo, honestamente muito semelhante ao feito pela Blitz no início da década anterior, mas com a genialidade lírica de Brother Simion, a mente por trás de quase tudo. (Nota: [usr 4.5])

    Cristo ou Barrabás (Gospel Records/1992): Praticamente transformado em um projeto de Estevam Hernandes, e produzido por Rick Bonadio, Cristo ou Barrabás não tem o mesmo brilho da obra anterior, mas mergulha em novos sons, como o hard rock e a surf music. (Nota: [usr 3])

    Armagedon (Gospel Records/1995): Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs de Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado. (Nota: [usr 5])

    10 Anos (Gospel Records/1998): Juntando músicas de três distintos álbuns, 10 Anos acaba escorregando em retratar a evolução da banda durante este período. (Nota: [usr 2])

    Acústico – A Revolução Está de Volta (Gospel Records/2000): O melhor disco acústico já produzido no meio cristão, A Revolução Está de Volta resgata, suavemente, os arranjos vocais anteriores a 1991, canções brilhantes de Brother que, apesar de não ser gravadas pelo mítico ex-vocalista, ganham roupagens de respeito no comando de Paulinho Makuko. (Nota: [usr 4.5])

    Profecia (Gospel Records/2002): Desnecessário, o disco não consegue convencer, trazendo novos arranjos acústicos para músicas da banda e da carreira solo de Simion. (Nota: [usr 2])

    A Tinta de Deus (Gospel Records/2007): Talvez o único disco forte que a era Makuko trouxe, é um esforço muito admirável do grupo, sob a produção de Dudu Borges, que soube embelezar os riffs de guitarra de Déio Tambasco com seus pianos e hammonds. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo (Independente/2009): Apresentando bem as músicas do outro disco e versões elétricas de sucessos da banda, Ao Vivo pode não lembrar o clássico Kats dos anos 90, mas mostra um grupo em completa forma em 2009. (Nota: [usr 3.5])

    Eis que Estou à Porta e Bato (Independente/2013): Previsível, maçante e escancaradamente sem criatividade, o disco joga versos sem qualquer profundidade a uma sonoridade que em nada lembra a riqueza musical própria do Katsbarnea. (Nota: [usr 1.5])


    Melhores músicas

    A Tinta de Deus, Apocalipse Now, Do Céu, Extra, Grito de Katsbarnea, Invasão, Remédio pra Dormir, Revolução e Terra.


    Notícias e matérias sobre o Katsbarnea

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  • André Valadão – discografia e obra

    Ex-vocalista do grupo Diante do Trono, André Valadão é uma das vozes masculinas mais conhecidas do gospel contemporâneo. Com uma carreira solo de mais de dez anos, o cantor soma milhões de cópias vendidas.


    Guia discográfico

    Mais que Abundante (Diante do Trono/2004): Apesar da riqueza instrumental e de, teoricamente, ter sido criado para ser o sétimo álbum do Diante do Trono, Mais que Abundante só cumpriria sua função vital se tivesse carregado o nome do Diante do Trono. Há pouco, essencialmente, de André Valadão no registro, o que não desmerece, por sua vez, a qualidade dos arranjos e repertório. (Nota: [usr 3])

    Milagres (Diante do Trono/2005): Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos. (Nota: [usr 3.5])

    Alegria (Diante do Trono/2006): Dando seguimento as mudanças lentamente trazidas em Milagres, André Valadão sai, aos poucos, da sua zona de conforto. Há algumas canções que se destacam, como “Alegria”, “País da Adoração” e “Em Qualquer Lugar”. (Nota: [usr 3.5])

    Clássicos (Diante do Trono/2007): Trazendo ‘hinos’ antigos que aos poucos tem sido esquecidos, André Valadão trouxe, em sua carreira, uma ideia já comum no mercado gospel. As execuções instrumentais são impecáveis, os arranjos são interessantes, pouco ousados, no entanto, há pouco feeling nas interpretações. (Nota: [usr 2.5])

    Sobrenatural (Diante do Trono/2008): Ruben di Souza foi o responsável por dar, a André Valadão, uma identidade musical que finalmente o dissociasse do Diante do Trono. Em Sobrenatural, o cantor finalmente assume uma sonoridade pop rock, com mais guitarras e com arranjos menos densos e “pomposos” de sua ex-banda. (Nota: [usr 4])

     (Graça Music/2009): O auge conceitual e musical de André Valadão está em Fé, que conseguiu, aplicar, em uma atmosfera ao vivo, toda a maturidade alcançada em Sobrenatural. Com canções, em maioria, autorais, foi um dos melhores álbuns do ano. (Nota: [usr 4.5])

    Minhas Canções na Voz de André Valadão (Graça Music/2010): Musicalmente bem estruturado pela produção musical de Ruben di Souza, que deu a cara pop gringa necessária a André Valadão, é um disco agradável de ouvir. Se as letras de R. R. Soares não soassem tão infantis e fracas, seria um dos melhores discos de André. (Nota: [usr 3.5])

    Aliança (Onimusic/2011): Conceitualmente repetitivo, revela uma forte crise de criatividade do cantor, que não soube explorar a temática da aliança divina de Deus com o homem. (Nota: [usr 2])

    Fortaleza (Som Livre/2013): Com produção musical ruim e mal mixado, Fortaleza até tenta agradar no repertório, que é manchado por maus aspectos técnicos. (Nota: [usr 2.5])

    Versões Acústicas (Som Livre/2014): Se entregando a não gravar nenhum material autoral, o registro é a prova de decadência não apenas do artista, mas do meio fonográfico cristão. (Nota: [usr 2])


    Notícias e matérias sobre o André Valadão

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  • Fruto Sagrado – discografia e obra

    Surgida em Niterói no fim da década de 80, o Fruto Sagrado é uma das bandas de rock cristão mais conhecidas e polêmicas. Com Marcão, Bênlio Bussinger e Flávio Amorim, a banda se destacou na cena durante os anos 90, e hoje possui uma formação bastante distinta da inicial.


    Guia discográfico

    Fruto Sagrado (Bompastor/1991): Com letras questionadoras ao som de um hard rock preenchido com muitos teclados na linha do Rush, o disco já dizia quem era a banda. (Nota: [usr 3])

    Na Contramão do Sistema (Gospel Records/1993): O álbum mais orgânico do Fruto Sagrado, é um protótipo de tudo o que a banda apresentaria nos anos seguintes: letras de crítica social e religiosa, influências eletrônicas aqui e acolá, porém com a mesma simplicidade e peso dos primeiros anos. (Nota: [usr 4])

    O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar (Gospel Records/1995): Com forte influência do Dream Theater, o quarteto explora bem as guitarras através do novo integrante Bene Maldonado, enquanto as letras e arranjos de Marcão e Bênlio soam cada vez mais complexos. O baterista Flávio Amorim não fica atrás, com bons desempenhos. O álbum, no geral é bastante uniforme. (Nota: [usr 4.5])

    Acústico – 10 anos (Salmus Produções/1999): As novas versões são bem tocadas e arranjadas, mas no geral, a proposta do acústico não chegou a surpreender. Destaque para a participação especial de Carlinhos Felix. (Nota: [usr 3.5])

    O Segredo (Top Gospel/2000): A formação pode ter mudado pouco, mas o suficiente para a sonoridade do FS ser remodelada por completo. Os responsáveis por isso são a dupla Bene e Sylas, que aos poucos colocam elementos do new metal nas canções. Bênlio ainda está aqui e acolá, embora sua influência esteja diminuída. (Nota: [usr 3.5])

    O que na Verdade Somos (MK Music/2003): Se por um lado, a música do Fruto Sagrado perdeu em feeling com a influência diminuída de Bênlio, a banda ganhou e muito nos aspectos técnicos, com Bene Maldonado fornecendo riffs poderosos, perfeitamente intricados nas baquetas de Sylas Jr. As letras do disco são fortes, questionadoras, resultando num álbum de new metal que não perde seu valor por se adequar aos padrões musicais da época. (Nota: [usr 4.5])

    Distorção (MK Music/2005): Mais pesado, mais forte, Distorção é tudo o que todos os fãs esperam (ou quase todos), já que as letras nunca soaram tão desconexas com o espírito de uma banda cristã. Em tom triunfalista, o disco desagrada, especialmente com a acusadora “O Preço”, repleta de indiretas. (Nota: [usr 2])

    Fruto Sagrado 20 anos (Independente/2010): Apenas baladas soam relativamente condizentes com o chamado “novo Fruto Sagrado”, que não possui ligação alguma com a banda fundada 20 anos antes. No entanto, a nova roupagem de “Ninguém me Encontrará Entre os Fracos”, por exemplo, é inconsistente. O que realmente soa interessante são as duas inéditas, de qualidade bem mediana. (Nota: [usr 2])

    Universo Particular (Independente/2012): Ainda soa impraticável a associação do nome Fruto Sagrado sem a participação de, ao menos, Marcão e Bênlio. As composições de Vanjor são esforçadas, fogem do local comum, mas não possuem nenhuma associação, em termos sonoros com a música do FS. À exceção, “Planeta Vermelho” possui fantasmas da antiga explosão da banda. (Nota: [usr 2])


    Melhores músicas

    A Missão, A Sanguessuga, Amor de Deus, Base Forte, Forrock, Guerra interior, Jimmy, Livre Arbítrio, Lobo Mau, Na Contramão, Não quero mais acordar assim, No Porão da Alma, O Novo Mandamento, O que na Verdade Somos, O Sangue de Abel, Pra Acordar, Podridown, Retórica, Superman, The Time is Over e Uma Noite de Paz.


    Notícias e matérias sobre o Fruto Sagrado

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