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  • Um Brinde – Graduando em pessimismo

    Um Brinde – Graduando em pessimismo

    Pessimismo: disposição de espírito que leva o indíviduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior. (Aurélio – versão eletrônica)

    Há não muito tempo fui perguntado porque sempre via as coisas pelo lado negativo. A resposta mais segura, rápida e óbvia que encontrei foi: “porque ele existe”. Mas é claro que não sou pessimista de forma integral daquele tipo que quando vê uma nuvem se formando no céu já prever uma tempestade agonizante de chuva. Arnold Bennett disse que o pessimismo, depois de se acostumar a ele, é tão agradável quanto o otimismo. Então é nessa classe, segundo o Bennett, que eu entro. A classe de pessoas que tem uma cosmovisão ampla a duas esferas de pensamentos. Uma delas é a “vai dar certo / eu acredito” e a outra é “vai dar errado / eu não acredito”. O meu amigo Thiago Junio escreveu um artigo aqui no O Propagador intitulado Um pessimista chamado cristão, em sua coluna Conectados no Amor. Pude tirar algumas boas referências de seu texto para construir esse falho e imperfeito artigo. Que Deus nos guie pela Sua verdade.

    “…ser pessimista antes de tudo é ser feliz”

    O Thiago conseguiu colocar em um só texto, todo o lado poético e introspectivo de alguém que conhece sua essência. Ser pessimista, é de fato, ser feliz. Eu entendo que o otimismo e seus contrapontos servem de base para crer em bons momentos futuros, como válvula de escape para um problema, digamos assim, e como fonte de inspiração pra vida. Portanto, um pessimista não constrói bases superficiais e não se deprime ao ver algo dando incrivelmente errado, por que? Porque ele não cogitou a possibilidade. E isso serve para os otimistas: cogitar a possibilidade do seu carro quebrar no meio do trânsito frenético em horário de pico e do seu gás acabar no meio de um jantar importante com o seu chefe. Imagine se o rei no dia do casamento de sua filha esquece de pôr a coroa. As pessoas esperam que as coisas deem certo, e se não dão, se entristecem e começam a achar culpados.

    “Eu sou pessimista com a nossa situação. Veja os fatos e compare com suas simpatias”

    Um pouquinho antes dessa afirmação, o Thiago diz: “Eu não acredito em pessoas. Elas acreditam que se vestir de vermelho vai trazer o amor perfeito da vida delas. Como? É por isso que continuam solteiras e chupando manga.” Contra fatos não há argumentos. Aqui em casa existe uma política de fim de mês, quando as coisas apertam financeiramente meus pais dizem que “Deus proverá”. Mas o engraçado (ou não) é que todo fim de mês a situação aperta financeiramente, e todo fim de mês eu ouço o clichê “Deus proverá”. Contra fatos não há argumentos. Eu não consigo crer que um evento marcado para ás 19hs vai começar ás 19hs. Não passa em minha mente que ateu irá entender a importância da morte de Jesus na cruz. Não cabe a mim acreditar que um time irá ganhar uma partida porque o outro tem um jogador a menos. Sim, eu sou pessimista. As pessoas são hipócritas e injustas, não dá para crer em seres corruptos desse nível, como eu. É impossível para mim crer em pessoas que com a mesma boca que usam para cantar lindas canções a usam para falar mal do vizinho e condenar o impostor da rua. Eu não consigo crer em pessoas más pois eu sou uma. Não consigo sequer crer em mim pois reconheço meus limites e do quanto sou fraco. O Thiago diz mais a frente: “…não deposite sua confiança em homens, mas principalmente em você mesmo. Essa filosofia hedonista que estão impregnando nas cabeças dos seres terrestres só vai te ensinar o quanto você é fracassado, pois você é mesmo”. Concluindo essa parte, não consigo crer em pessoas que usam o argumento de que a vida é curta para desperdiçá-la com coisas vãs.

    “As pessoas não sabem sonhar”

    Este é o ponto do texto do Junio a qual eu mais me identifico. Nós, seres humanos, temos o ridículo hábito de sonhar com casa própria, carro na garagem, família linda e um emprego bem sucedido, quando não, pessoas como eu, querem divulgar seu trabalho. Algum pecado nisso? Depende. Refaça a pergunta. Algum problema nisso? Não. O problema está na auto valorização. Jesus não se importava em dormir bem e nem tão pouco se iria comer no dia seguinte, mas Ele se importava veementemente com o sono e a fome de seus discípulos. Não sabemos sonhar, pois 99,9% de nossos sonhos são embasados em dinheiro e por dinheiro os homens são capazes de matar. “Quanto mais damos lucros e valores a objetos, mais eles nos escravizam. Imagina só: homens se matam, provocam contendas, divisões, por causa de um papelzinho. É por isso que os ET’s não pousam na terra”. Sinceramente, eu não consigo crer em padrões sociais bem sucedidos pois isso foi/é/será a causa de injustiças. O rapper Rashid em uma de suas letras diz: “desculpa a sinceridade mas alguém tem que perder pro meu time ganhar”. As pessoas fazem isso o tempo todo. Quando componho uma música ou escrevo algo, o mínimo que eu espero de quem ouve/ler é que aquilo ficou ruim. Se a resposta for o oposto, não terei tempo e nem emoção para vangloriar-me pois eu esperei o fracasso e fui surpreendido com algo bom.

    “Sim, eu sou pessimista porque maldito é o homem que confia no homem”

    Se o seu otimismo até hoje esteve baseado na confiança que você tem no seu semelhante, considere-se maldito. Não sou eu e nem o Thiago Junio que afirmamos isso, é a própria bíblia em Jeremias 17:5. A mesma bíblia afirma que o cobiçoso (essa espécie de pessoas que querem a vida ‘perfeita’ do outro) levanta contendas (Pv 28:25) e que quem confia em si é insensato (Pv 28:26). Não consigo alimentar minha vaidade, pois ela será minha própria recompensa (Jó 15:31) e não acredito nos ricos, financeiramente falando, os quais põem seus corações nisso, porque a bíblia me alerta desse perigo (Sl 62:10). Não dá para confiar em deputados, presidentes, reis e nem príncipes, filhos de homens, pois neles não há piedade (Sl 146:3).

    O que esperar de uma sociedade composta por homens pecadores se não o pior? Mas assim como o Thiago Junio concluiu seu texto, encerro o meu dizendo que minha fé não é pessimista. “Ela é esperançosa, sobre todo horror que se pode tirar desses pobres homens instalados na máquina terrestre, o antivírus contra o vírus chamado pecado.” o autor finaliza dizendo que é o pessimista mais esperançoso do mundo. E sabe de uma coisa? Nós cristãos somos mesmo. Agora que você terminou de ler este texto pode pegá-lo e esquecê-lo por aqui sem nem se importar com o que foi dito, mas a nossa graduação em pessimismo prevalece na Terra até concluirmos esse tão difícil curso e nos formarmos como salvos eternos no céu. Como estrangeiro desse mundo vil e fraudulento, nós estamos em contante aprendizado para ignorar conceitos e crer mais e mais na Verdade. Ignorar as teses econômicas de que o mundo está evoluindo e gerando milhões de empregos e firmar-se no Reino de Deus onde terá milhões de vagas preenchidas por pessoas pecadoras e imerecidas, que se não fosse pela graça, estariam sabe Deus como em escala de sofrimento eterno. Essa mesma graça que não tem fim, possibilita-nos crer que o homem só tem coisas más para nos oferecer, porque isso é o que ele é. Isso é o que somos. Por mais bela e agradável que seja nossa vida aqui, o pessimismo subsistirá ao olharmos para o lado e vermos mais uma mãe chorando com a morte de seu filho. Essa é a efemeridade. Longe estou de otimistas globais que anseiam a vitória e não aceitam outra coisa se não vencer, pois de nada eles me ajudarão. O mundo é uma universidade e eu estou graduando em pessimismo! Um brinde!

  • Análise: CD Moderno à Moda Antiga – Marcela Taís

    Análise: CD Moderno à Moda Antiga – Marcela Taís

    A influência da música folk e da poesia trouxe ótimos cantores ao meio cristão, como Os Arrais, Bruno Branco e a Marcela Taís. Nos últimos anos, se vê um crescimento grandioso do novo movimento no Brasil, revelando músicos com grande capacidade letrística e musical.

    Neste contexto surge o novo álbum de Marcela, Moderno à Moda Antiga. O disco foi lançado em 2 de junho pela Sony Music, produzido por Michael Sullivan, músico com uma longa trajetória no ramo. As fotos para a capa e encarte foram produzidas por Bruno Fioravanti, e o design gráfico foi criado pela própria Marcela Taís, em parceria com seu irmão, Max Munhoz. Combinando com a temática do título do CD, o projeto gráfico da obra traz um ambiente country com traços antigos, igualmente o conjunto das músicas, tanto conceitualmente como musicalmente. O resultado foi o primeiro lugar no iTunes.

    A primeira canção já revela o propósito fonográfico do disco inteiro. Ame Mais, Julgue Menos é um country tratando sobre o nosso julgamento parcial, sem conhecer a realidade de quem levantamos como réu. A interpretação de Marcela Taís é a mais adulta em comparação a todo o álbum anterior que já conhecemos, e essa mudança não sugere um avanço, mas uma perca do melhor valor de Taís, que é sua leveza, simplicidade e jovialidade tanto nas composições como nas interpretações. Vale ressaltar o banjo que durou o arranjo inteiro, identificando-a.

    Moderno à Moda Antiga, a faixa-título, é um folk que traz toques de acordeon para equilibrar-se com a concepção da letra, que se trata justamente de costumes antigos os quais estão se perdendo na sociedade.

    Muita Calma Nessa Alma é uma obra notavelmente feminina conceitualmente falando. Tem um belo arranjo, superando as duas primeiras canções neste quesito, porém a feminilidade desta chega a ser quase um clichê.

    Risco é uma combinação de poesia e reggae, se destacando acima de todas as anteriores. Com a participação especial de Salomão do Reggae, Marcela Taís conseguiu combinar perfeitamente uma boa letra e um bom arranjo na mesma faixa, resgatando a leveza e a simplicidade que marcava seu estilo, assim, trazendo traços de Cabelo Solto, seu primeiro CD.

    A quinta música é a mais contrastante do álbum, e talvez a melhor. Quando É Amor é um folk romântico à lá retrô, dando ênfase na interpretação vocal de Marcela Tais, que soube usar dos agudos de uma forma doce, e relembrando sons das décadas de 60 a 90.

    Sou Diferente conteve participação especial de Paulo César Baruk, e já se mostra a música mais agitada do álbum, com influências do rock dentro do estilo próprio de Marcela. Relata sobre ser diferente nesse mundo, e que isso às vezes é visto como piada, brega, porém é a única coisa diferente neste mundo igual.

    A sétima do conjunto, Voar é embalada por um piano. É uma composição lenta, para refletir sobre a eternidade, e a seguir, outra bela poesia como a contida em “Risco”. O arranjo é perfeito para o assunto tratado nesta faixa, e a combinação lhe torna, também, uma das melhores do disco.

    Partir é outra balada do álbum, tratando sobre deixar passar algumas coisas na vida em virtude de coisas melhores.

    Naufrágio peregrina pelo blues, e novamente conta com belos desempenhos vocais de Marcela Taís, e inspiradores riffs e solos de guitarra. A faixa trata-se de um clamor para que Deus venha salvar o eu lírico.

    A canção Homem de Verdade é um pop rock que fala sobre os valores masculinos, uma composição que se localiza como uma peça diferente no meio de uma obra tão feminina. Apesar de versar sobre a masculinidade, não deixa de ter o próprio toque feminino, pois se refere justamente a gostos de uma mulher.

    A décima primeira música do álbum, Conselho de Amiga, apresenta uma lição de autoajuda para sofrimentos amorosos de garotas. O próprio título demonstra essa ideia, mas assim como “Muita Calma Nessa Alma”, soou um pouco clichê, com mais intensidade do que a terceira canção. Conta com a participações de  Anayle Sullivan, esposa de Michael.

    Espera por Mim é uma balada romântica, um assunto a qual Marcela já andou bastante. A última canção, Pequena Alegria, é um retorno como “Risco” ao estilo simples e leve da vocalista cantar. Acompanhada por ukulele, é uma espécie de “Naquela Rua” 2, exibindo uma bela letra que versa sobre a simplicidade das pequenas alegrias que temos na vida, e que com essas curtas dádivas seríamos felizes para sempre. Outra esplêndida canção.

    Em suma, o álbum conta com arranjos levados pelo country, reggae, folk, blues e rock, uma combinação de influências antigas com o que pode ser chamado de moderno. Canções como “Moderno à Moda Antiga” e “Pequenas Alegrias” expuseram perfeitamente o conceito do registro, da mesma maneira que outras produções que, não plenamente, girou em torno deste assunto. Porém, a temática mais abordada neste álbum seguiu-se em direção à questões relativas ao público feminino. Músicas como “Muita Calma Nessa Alma” e “Conselho de Amiga”, foram as que declaradamente andaram sobre essa linha, mas outras composições do álbum se encaixam no eixo, mesmo que indiretamente.

    Apesar de Marcela Taís soar jovial em suas interpretações vocais, suas canções mais belas sempre foram as que tratavam a leveza e a simplicidade da vida, em torno de tanta competição e materialismo da sociedade moderna, como “Naquela Rua”, sua melhor criação. E justamente nesta fase de construção de pensamentos em que os adolescentes se encontram, estas ideias de Marcela Tais são ótimos temas para se tratar. No entanto, o lançamento da intérprete soou também juvenil conceitualmente falando. Tratar desilusões, problemas de garotas sem parecer clichê, imaturo, ou com o “complexo de princesa”, pode ser uma tarefa nem um pouco tão fácil, e é neste tópico que a artista pecou, assim como errou um pouco no primeiro álbum com a canção “Menina, Não Vá Desanimar”. Este disco soou demasiadamente teen, principalmente com composições como “Muita Calma Nessa Hora”, “Conselho de Amiga”, mas, contudo, Marcela com sua voz doce e que se encaixa perfeitamente em produções alegres, soltas e desapegadas, também trabalhou com ótimas músicas como “Risco”, “Pequenas Alegrias”, dentre outras. A compositora poderia aprofundar mais nesses tipos de melodias.

    O CD buscou ter uma face mais retrô, inclusive nos temas, porém, Marcela abriu mão de letras mais poéticas, para mais diretas, e isso decaiu também o seu valor. A cantora poderia ter sido mais metafórica com os assuntos abordados, e menos presa a conceitos, assim soaria mais poética e, logo, trataria melhor os assuntos, como no Cabelo Solto.

    As melhores da obra em um todo, tanto na ideia como no arranjo, são as “Quando É Amor”, “Risco”, “Pequenas Alegrias” e “Voar”. Faixas como “Muita Calma Nessa Alma”, “Naufrágio” tiveram arranjos espetaculares, no entanto, são letras que não nivelam com a qualidade das demais. “Sou Diferente”, “Homem de Verdade”, “Conselho de Amiga”, “Ame Mais, Julgue Menos”, “Moderno à Moda Antiga” foram bem produzidas, e apenas “Partir” e “Espera por Mim” soaram medianas. Portanto, Marcela fez uma boa participação vocal, a banda de apoio cumpriu sua parte, teve uma ótima produção gráfica, e cumpriu a proposta que pretendia, embora poderia ter dado outra face, outro conceito às canções.

  • Thalles – discografia e obra

    Conhecido pelo sucesso meteórico que fez a partir de 2009, Thalles é um dos músicos cristãos mais conhecidos e polêmicos da atualidade.


    Guia discográfico

    Acústico Gospel (Sony BMG/2004): Reunindo clássicos da música cristã em uma pegada alternativa, o disco se alterna de bons e fracos momentos. (Nota: [usr 3])

    Na Sala do Pai (Graça Music/2009): Um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais, mas não com tanto êxito. (Nota: [usr 3.5])

    Na Sala do Pai [DVD] (Graça Music/2010): Trazendo o registro de Na Sala do Pai em sua versão em CD, apresenta os mesmos detalhes. (Nota: [usr 3.5])

    Raízes (Graça Music/2010): Utilizando-se de várias canções do Acústico Gospel, não há novidade no disco. (Nota: [usr 2])

    Uma História Escrita pelo Dedo de Deus (Graça Music/2011): Com a produção e aperfeiçoamento técnico de Jordan Macedo, este disco retrata o melhor de Thalles ao vivo: vívido, alegre e potente. Para acrescentar, neste formato duplo, mas que não soa cansativo, as participações brilhantes de André Valadão, e especialmente Gabriela Rocha. (Nota: [usr 4])

    Raízes 2 (Graça Music/2012): Sequela do disco anterior, Raízes 2 não impressiona, e fica perdido entre a discografia do cantor. (Nota: [usr 2.5])

    Sejam Cheios do Espírito Santo (Graça Music/2013): Perdendo a simplicidade musical, adentrando em sons mais complexos, mas perdendo a função poética, S. (Nota: [usr 2.5])

    ID3 (Universal Music/2014): Corrigindo as arestas e excessos de seu último trabalho, Thalles surgiu mais comedido e sério, o que equilibrou sua obra. (Nota: [usr 3.5])

    Ao Vivo em São Paulo (Digital Music/2014): Registrando a turnê do disco Sejam Cheios do Espírito Santo, o álbum contém versões ao vivo agradáveis de sua música. (Nota: [usr 3])

    As Canções que Eu Canto pra Ela (Universal Music/2015): O melhor disco do cantor até o momento, As Canções que Eu Canto pra Ela foge dos clichês do gênero, revelando riqueza poética ao falar sobre amor (Nota: [usr 4])


    Notícias e matérias sobre o Thalles

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Thalles no O Propagador, clique aqui.

  • TOP 10 – músicas seculares cantadas por cantores gospel

    A discussão gospel x secular e sagrado x profano sempre rende muitas opiniões divididas e fortes pela rede. Nos últimos anos, tem sido comum, especialmente no Brasil, músicos não-cristãos gravando músicas cristãs, ou até mesmo começando uma carreira dentro do meio gospel. O inverso, por sua vez, é incomum e incipiente. Mas, tanto nacionalmente quanto internacionalmente, cantores e bandas cristãs já gravaram, ou tocaram músicas seculares. Por isso, decidimos trazer aqui dez canções deste tipo. Vamos lá?

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    Territory – Antestor

    Um dos ícones do unblack metal, o Antestor, em suas apresentações no Brasil, fez covers do Sepultura. “Territory”, neste caso, foi gravada em Curitiba. (2013)

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    Pra ser Eterno – Ariely Bonatti

    Ariely Bonatti gravou “Pra ser Eterno” no décimo nono registro da coletânea Amo Você. A canção, originalmente, foi gravada por uma dupla sertaneja do meio não-cristão e a artista trouxe a música secular para o meio cristão. (2013)

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    Que País é Esse? – Catedral

    Com as polêmicas e comparações em relação ao Legião Urbana, Kim e sua banda decidiram ignorar tudo e todos e tocaram “Que País é Esse” em um show. Segundo o vocalista do extinto grupo, é uma canção com uma mensagem que não pode deixar de ser cantada. (2004)

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    João de Barro – Renato Vianna

    O cantor Renato Vianna participou do concurso No Embalo da Rede – Nextel, e acabou tornando-se conhecido através da sua interpretação da canção “João de Barro”. Depois, o cantor seguiu em carreira no meio gospel. (2011)

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    Whole Lotta Love – Bride

    O Bride foi uma das bandas de rock cristão mais conhecidas no mundo, e manteve-se em atividade até 2013. Há alguns anos, a banda tocou, em um de seus shows, o sucesso “Whole Lotta Love”, clássico do Led Zeppelin. (2011)

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    People Get Ready – Oficina G3

    A Oficina G3 fez o cover de “People Get Ready”, original do grupo The Impressions, para o álbum Depois da Guerra. Conhecida mundialmente, a faixa já foi gravada por Jeff Beck, Bob Dylan, U2, Rod Stewart e muitos outros. Mauro Henrique, com sua experiência no inglês, é o intérprete da música. (2008)

    https://www.youtube.com/watch?v=NyAuHgRbnPY

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    Paradise – Hillsong

    A Hillsong Church de Londres causou forte polêmica, há alguns anos, por introduzir, em um culto, a dança Gangnam Style e músicas seculares. Na mesma época, a canção “Paradise”, da banda de rock alternativo Coldplay, fez parte do repertório da instituição. Estas canções tem sido executadas, inclusive, com efeitos de luzes e coreografias. (2012)

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    All You Need Is Love – Resgate

    Não é nenhuma novidade que os integrantes do Resgate são admiradores de várias bandas icônicas do rock e de músicas seculares. Zé Bruno, por exemplo, já disse o seu apreço por Iron Maiden, enquanto Hamilton Gomes e o ex-integrante Dudu Borges citam a influência do Queen em suas formações musicais. No álbum de 25 anos, a banda decidiu trazer os Beatles, juntamente com a canção “Amor”, do álbum Eu Continuo de Pé. Sem dúvida, é um ótimo tributo ao quarteto de Liverpool. (2015)

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    Somebody to Love – Marc Martel – Downhere

    O vocalista da banda em atual hiato Downhere, Marc Martel, surpreendeu o mundo quando gravou, de forma caseira, um cover do hit “Somebody to Love”, do Queen. Sua performance vocal, praticamente tão competente quanto à do falecido intérprete Freddie Mercury chegou a surpreender dois dos quatro membros da banda, Brian May e Roger Taylor. O sucesso foi tanto que o músico é atualmente vocalista do Queen Extravaganza, a banda cover oficial do Queen. (2011)

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    Heaven and Hell – Stryper

    O Stryper, ícone do metal cristão mundialmente, já causou polêmica entre os fãs mais ortodoxos por certas músicas e posicionamentos. Mas as “tretas” se inflamaram quando decidiram gravar um álbum inteiro de covers de grandes bandas de rock. Músicos e grupos como Iron Maiden,  Judas Priest, Kansas, Ozzy Osbourne, Van Halen, Led Zeppelin e Deep Purple foram contemplados. Mas nenhum destes foi mais polêmico que o cover de “Heaven and Hell”, da banda Black Sabbath, canção que, assim como algumas ‘músicas seculares’ do conjunto, são estereotipadas como ‘satânicas’. (2011)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais músicas seculares gravadas ou interpretadas por músicos/bandas cristãs? Comente!

  • Fique Sabendo – Aline Barros, Pedras Vivas, Catedral, João Alexandre e muito mais

    Esta já é a segunda sexta-feira do mês e temos muitas novidades para divulgar. Chega mais porque hoje é dia de Fique Sabendo!


    É hoje a gravação de Extraordinária Graça, de Aline Barros

    Aline Barros se prepara para gravar o DVD Extraordinária Graça no HSBC Brasil. O último projeto de vídeo da artista foi o disco de 20 Anos, e anteriormente a isso, a artista lançou o trabalho Na Estrada pela gravadora MK Music. Extraordinária Graça pretende reunir as canções de maior notoriedade dos álbuns Extraordinário Amor de Deus e Graça.


    Pedras Vivas lança o clipe de “Fornalha”

    A banda congregacional goianiense Pedras Vivas lançou esta semana o clipe da canção “Fornalha”, que faz parte do álbum homônimo do grupo. Fornalha é o primeiro trabalho do Pedras Vivas pela Universal Music.


    Catedral prepara para gravar último trabalho

    A banda Catedral, através da Mess Entretenimento, está em contagem regressiva para a gravação do disco Música Inteligente, que comemorá os 25 anos de carreira do grupo fluminense, e, ao mesmo tempo, encerrará sua discografia. O projeto será registrado neste sábado, em Recife. Dias depois, parte da gravação também será feita na cidade de Belém.


    Daniela Araújo lança “Junho”

    Em comemoração ao dia dos namorados, a cantora Daniela Araújo lançou a música “Junho”, parte do seu futuro álbum 2015. A canção possui uma textura melancólica, e diz sobre persistência em meio a crises conjugais.


    Cantores cristãos comentam a respeito de polêmica na Parada Gay

    O evento da Parada Gay deixou as redes sociais agitadas durante esta semana. O cantor Thalles, que declarou repudio ao evento, chegou a pedir fogo do céu para a “indecência do capeta”. Mas ele não foi o único a comentar o evento.

    João Alexandre disse: “Se hoje temos o desrespeito aos símbolos da nossa Fé por alguns “de fora”, é porque alguns “de dentro”, ao invés de professá-La na sua vivência diária, há muito tempo começaram a fazer uso dEla para seus próprios interesses, que não os do Reino de Deus! Fé que se usa e não Fé que se vive! Triste!”

    Leonardo Gonçalves, por sua vez, citou um trecho bíblico e disse: “Nós não respondemos a ofensas com mais ofensas. Não respondemos a violência com mais violência. Independentemente de sermos maioria ou minoria. Quando injuriados, bendizemos”.


    André Valadão lança single juntamente com César Menotti & Fabiano

    O cantor André Valadão acaba de lançar o single “Porque Ele Vive” juntamente com a dupla César Menotti & Fabiano. Os músicos sertanejos são cristãos, e já gravaram várias canções na temática cristã. Mas é a primeira vez que fazem alguma parceria com um artista do nicho.


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – A volta dos que não foram

    Embora a história do Fruto Sagrado tenha muitos elementos para comentar ou analisar, prefiro trazer o restante acerca da banda em um único post, até porque há muitas informações as quais não acrescentariam aos leitores acerca do grupo, e poderiam até mesmo servir para ressuscitar mágoas antigas por parte de integrantes. A verdade é que, em meados de 2002, o então quarteto possuía uma proposta promissora por parte da MK Music, e várias mudanças ocorrendo em sua estrutura interna.

    A MK, até aquele presente momento procurava expandir seu leque de artistas. O incidente com o Catedral não afetou a gravadora, que encontrou, na Oficina G3, a substituição perfeita da “representação do rock” no selo. A banda indicou Brother Simion, e, provavelmente, essas conexões abriram a porta para o Fruto Sagrado.

    Entretanto, o processo da Salmus Produções ainda estava sendo requentado na estrutura interna da banda, e as mudanças musicais se expandiam para seu disco futuro, O que na Verdade Somos. Nesta época, o vocalista Marcão deixou seu baixo para o músico convidado Francisco Falcon, enquanto Bene Maldonado atuava como produtor musical no disco. Existem muitas controvérsias acerca da gravação deste disco, as quais você poderá entender melhor nos links contidos no fim deste texto.

    Era exigência da gravadora que as pendências com a Salmus fossem resolvidas, e elas foram. Com atraso, O que na Verdade Somos foi lançado em janeiro de 2003, e o disco é, até hoje, o mais conhecido da banda. Com canções de impacto como “A Sanguessuga” e “Vício”, com muita influência do new metal, além de baladas características, como “Não Quero mais Acordar Assim”, “O que na Verdade Somos” e “Diferente dos Anjos”. É claro que o contrato do Fruto com a MK não foi recebido com louvor por parte do público, até porque, o grande medo era que a sonoridade da banda tendesse ao pop, como ocorreu com a Oficina G3 e Brother Simion nos álbuns O Tempo e Redenção. Como resposta, Marcão defendeu a gravadora afirmando em uma entrevista divulgada no DotGospel que “grande parte do que se fala a respeito da MK é lenda […]”, e um disco muito mais pesado que os anteriores. O cantor João Alexandre participa em “O Sangue de Abel”, enquanto Amaury Fontenele produz uma faixa-bônus.

    Após meses o lançamento do disco, Bênlio Bussinger estava de fora do Fruto Sagrado, e sua saída foi, certamente, o ponto mais polêmico na história da banda. Na época, o tecladista e Marcão chegaram a trocar ofensas em fóruns (principalmente o DotGospel e o Fórum Gospel Mania). É claro que nos dias de hoje é praticamente impossível verificar, afinal, além de terem removido o material, o DotGospel está fora do ar há alguns anos, mas quem viveu a época lembra-se bem. Nestes tempos, também, Bênlio ofereceu uma entrevista à Revista Eclésia, e após à publicação, queixou-se de que o material publicado não era exatamente suas palavras. Mais tarde, diria que o vocalista processou-o, embora tenha perdido na justiça.

    Uma das músicas previamente escaladas para O que Verdade Somos não chegou a ser lançada, e existem muitas especulações a respeito disso. Citam, por exemplo, que “Vai Acabar” foi censurada pela gravadora, no entanto, esta informação se choca com a afirmação de Marcão, em 2003, que a gravadora não interferiu em nenhum processo da produção do disco. “Vai Acabar” apareceu posteriormente no álbum seguinte, porém praticamente distinta de sua versão anterior, a qual apenas um trecho pode ser encontrada na rede, com letra.

    https://www.youtube.com/watch?v=dEae8jrnKws

    Como um trio, a banda retornou aos estúdios Reuel ainda em 2004, para gravar um disco que seria a resposta dos questionamentos de O que na Verdade Somos. Distorção, musicalmente, é mais duro que o anterior. “Superman” claramente tornou-se, e ainda é, uma das principais canções da banda, embora contrasta com a polêmica “O Preço”. Nesta época, Marcão estava simpaticamente alinhado com as ideias do que se tornaria o novo movimento, e parte do álbum possui letras mais complexas, mas entendíveis até mesmo por pessoas de fora do segmento evangélico. No entanto, é claro que em pleno 2005 uma gravadora não saberia utilizar-se desta característica para divulgar melhor o trabalho da banda. O contrato com a MK foi encerrado logo após este projeto.

    “Cantar ou compor coisas como “Amar ao meu irmão assim como Jesus me amou”, “chorar com os que choram, se alegrar com os que cantam” é algo de muitíssima responsabilidade. Estamos todos os 4 na mesma situação. Quem não estiver é porque é tão indiferente que nem sente a seriedade desse “cheque-mate” do mundo espiritual que você levantou. Ao que li da letra de “O Preço”, não é bem a mensagem que eu esperava ouvir do Marco e do Bene, os autores. Enquanto cristãos, isso se o Bene entrou para uma igreja depois da minha saída, porque antes não havia compromisso algum.

    É quando de fato um ministério deixa de ter esse efeito e passa a ser uma banda de artistas que dominam a arte da poesia e da música, coisa inegável entre eles. Os caras são muito, mas MUITO bons no que fazem, ainda mais com o apoio de um estúdio. Uma qualidade absurdamente boa.

    Assim que saí comecei a escrever coisas novas e vi que é difícil demais escrever o que vem do coração sem trazer à tona a confusão. Ou eu deletava as letras novas ou usava as antigas (não poucas) que escrevi e foram dispensadas com desprezo pelo Marco. A parceria Bene x Marco já estava perfeita. Letras do Marco, riffs do Bene. Eu já tinha dançado mesmo”. [Bênlio Bussinger, 2008]

    Embora tenham ocorrido tais acontecimentos, Bênlio afirmou publicamente, tempos depois, que sua situação com Marcão tinha se resolvido. Marcão afirmaria, após a saída da banda, que reconhecia vários erros cometidos durante a carreira e que preferia, naquele momento servir a Deus na comunidade local. Sylas e Bene decidiram continuar as atividades do grupo com um novo vocalista, já que Marcão tornara-se pastor. Assim, Vanjor foi integrado. Em 2010, foi lançado o álbum Fruto Sagrado 20 Anos, e durante o ano de 2012, o trio divulgou seis canções inéditas.

    “Quando eu percebi que o Fruto estava servindo mais a mim que ao Reino então eu decidi sair. Demorou pra eu perceber que eu era muito mais servido do que servia, mas o Espírito Santo me mostrou! Hoje eu continuo apaixonado por ROCK, apaixonado por música, apaixonado por Jesus e apaixonado em servir!

    O louvor aqui da minha igreja é executado praticamente todo com rock, só que agora eu vivo música pra servir a minha comunidade local que nunca foi assistida por mim… porque quem faz muito show aos fins de semana não tem tempo pra servir a igreja local – essa é que é a verdade – e vocês precisam pesar tudo isso na balança – qual é o chamado de vocês hoje? É realmente pra estar numa banda que fará muitos shows no Brasil e com isso o Reino de Deus será glorificado? Se é esse o chamado de Deus pra vida de vocês hoje, quem estiver fora estará em pecado!” [Marcão, 2010]

    https://www.youtube.com/watch?v=288hEfhYVvI


    Links

    Letra da versão original de “Vai Acabar”

    Entrevista com Marcão (2003)

    Bênlio conta, em fórum, detalhes acerca de sua saída e conflitos internos com os ex-colegas de banda (2008)

    Marcão fala sobre seus anos de banda e o motivo de sua saída (2010)

  • Um Brinde – O Deus que coloca sorriso em rostos

    Um Brinde – O Deus que coloca sorriso em rostos

    Continuando a série de textos com análises de músicas do Coldplay, hoje escrevo sobre “God Put a Smile Upon Your Face” (Deus colocou um sorriso em seu rosto) que está no segundo álbum da banda, o A Rush Of Blood To The Head, lançado em 2002. Essa é uma música muito boa em seus dois quesitos básicos: melodia e letra. Alguns teóricos musicais consideram “música boa” aquelas que cativam e faz com que seus ouvintes a ouçam repetidamente sem enjoar. “God Put a Smile Upon Your Face” tem essas características. Em Provérbios capitulo 3 verso 2, Deus nos dá boa doutrina e nos diz para não abandonar o seu ensino. E o que é o ensino de Deus? De imediato afirmamos que é a Escritura. Sabemos que a Bíblia é muito mais que um aglomerado de escritos apologéticos, ela é a própria Palavra de Deus revelada. Como disse o Yago Martins em um congresso missionário: “O livro basta!” Mas Deus deixou algo lindo e maravilhoso chamado música, o qual, também tem sua função didática. O que aprendemos com a bíblia são bases sólidas de coisas que veremos nas artes que nos cercam. O ensino de Deus na Bíblia nos dá o norte que precisamos para ver seus feitos se revelando em nossas vidas. A música do Coldplay começa assim:

    “Para onde vamos, ninguém sabe
    Tive que dizer que quando fico um pouco deprimido
    Deus me dá estilo e graça
    Deus coloca um sorriso em meu rosto”

    Vemos pontos interessantes nessa primeira parte que nos encoraja muito e nos leva a pensar melhor. Primeiro ponto é a frase: “Para onde vamos, ninguém sabe”. A princípio vemos uma pequena crise psicológica da eternidade, mas a letra reflete algo mais profundo porém simples. No livro de Salmos o salmista passa por esse mesmo processo quando questiona “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua presença?” mas sente-se aliviado quando diz “Eu Te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” O Coldplay nem chega a pôr ponto de interrogação e já se conforma em dizer que ninguém sabe e que Deus vos dá “estilo e graça”. E aqui abrimos o segundo ponto da primeira parte da música que diz “Tive que dizer que quando fico um pouco deprimido / Deus me dá estilo e graça”. Ainda usando o salmista Davi como referência bíblica vemos o seu desabafo no Salmos 31: “Tem compaixão de mim, ó Senhor, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.” Na dor Deus manifesta seu poder e graça. Um médico só pode provar que é médico de verdade quando fica diante de alguém enfermo e com Deus não é diferente. Foi por isso que o apóstolo Paulo disse que a graça de Deus basta e que o poder dele se aperfeiçoa na fraqueza (2 Coríntios, 12:9). Podemos usar o “estilo” citado pela banda como “força”. Deus nos mostra que temos força sufiente para buscá-Lo e é só desse princípio que precisamos pois Ele se encarregará do resto. O que mais me deixa contente em analisar as músicas de bandas não rotuladas como cristãs é saber que Deus com sua tamanha maestria coloca a beleza de seus ensinamentos em lugares que jamais imaginaríamos ver. Quando tiramos o cristianismo da caixa podemos experimentá-lo com autenticidade ao invés de só vermos estável. O próximo ponto importante dessa primeira parte da música foi o que me fez sorrir: “Deus coloca um sorriso em meu rosto”. Há umas semanas atrás meu irmão e eu estávamos doentes, disse a ele que o amava e ele retribuiu dizendo o mesmo. Meu irmão tem 8 anos e é uma criança afetuosa, o que aprendo com esse trecho do Coldplay é que Deus – a própria alegria – nos dá paz mesmo que a tristeza insista em nos visitar. Deus coloca um sorriso em nossos rostos quando mais precisamos sorrir. Quando eu estava doente, pegando muita febre e fraco, consegui ver graça nisso e dei glória a Deus por isso também. A música continua:

    “Onde vamos estabelecer um limite
    Tive que dizer que desperdicei todo o seu tempo, querida, querida
    Sempre que eu fico melancólico
    Deus coloca um sorriso em seu rosto”

    Costumo dizer que os limites servem para nos lembrar que não precisamos ir além do que já sabemos pois somos frágeis demais para compreender tudo. O Coldplay usa duas palavras bem familiares: “limites” e “tempo”. Em Eclesiastes 3 vemos que há tempo para tudo na vida e em Salmos 74:17 vemos que Deus estabeleceu limites. O que aprendo com isso? É que tempo perdido são limites rompidos. Perdi muito tempo acordado quando poderia estar dormindo, descansando para o dia seguinte porque isso é benção para nós. Quando Deus coloca limites e nós pensamos em romper, negligenciamos as bençãos do Pai e negamos sua graça sobre nós.

    “Agora, quando resolve tudo, eu estou pior que você
    Sim, quando você resolve tudo o que eu queria
    Agora, quando você resolve onde estabelecer os limites
    Seu palpite é tão bom quanto o meu”

    Essa é a parte da música “God Put a Smile Upon Your Face” traduzida em português, agora traduzo para o contexto bíblico que é “Deus, quando faço as coisas por mim mesmo, elas até parecem agradáveis, mas quando o Senhor é quem faz elas saem melhores. Suas decisões são muito melhores que as minhas!” Essa é a linguagem cristã na música. Os limites impostos por Deus são situações que nos favorecem mesmo quando não enxergamos assim. Quando Deus estabelece limites em nossas vidas, somos incentivados a exercitar melhor nossa fé nEle. Não podemos confiar em nossas próprias mãos pois são frágeis e inconstantes.

    “Agora, quando resolve tudo, eu estou pior que você
    Sim, quando você resolve tudo o que eu queria
    Agora, quando você resolve onde estabelecer os limites
    Seu palpite é tão bom quanto o meu”

    Quando confiamos em Deus temos convicção de que Ele pode e vai fazer tudo que precisamos. Ele põe limites para nos dá a alegria de sabermos que podemos descansar nele e as coisas vão se encaminhar. Não quero que entenda que estou dizendo que a confiança em Deus é como um fundamentalismo “hipper liberal” que acredita na mansidão das coisas simples etc. A confiança em Deus através de Cristo é o que nos dá esperança por sua graça (II Co 3:1-5). Essa foi uma maneira simples que encontrei para analisar mais uma música do Coldplay que tem muito cristianismo para nos passar. O Deus que coloca sorriso em nossos rostos é o mesmo Deus que impôs tempo para tudo e impõe limites em questões suficientes. Afinal de contas, se o copo já está cheio, não há porque continuar virando a jarra. Ouça a música e analise a letra por si mesmo! Um brinde!

  • Ser Ester indica – Moderno à Moda Antiga

    O Ser Ester indica de hoje vai ser um pouco diferente! Não vamos falar sobre nenhum artista novato e promissor ou pouco conhecido. O assunto do momento é, provavelmente, o disco mais aguardado do ano pelas leitoras dessa coluna e que, por influência de vocês, acabou virando um dos mais esperados por mim também. Trata-se do Moderno à Moda Antiga, da cantora Marcela Taís.

    A cantora de voz doce, jeitinho meigo e guarda-roupa dos sonhos (porque isso também importa aqui nesse recinto!) acabou de lançar seu segundo disco e já está fazendo muito barulho, integrando inclusive a lista dos mais vendidos no iTunes.

    O disco é uma delícia de ouvir e a empatia é absolutamente instantânea. Não rola aquela fase de estranhamento que a gente tem as vezes ao ouvir um álbum pela primeira vez.

    A Marcela Taís ficou super conhecida e identificada por músicas de temática feminina que falam de relacionamentos, como as famosas “Escolhi Te Esperar” e “Menina não vá Desanimar”. Em Moderno, os temas estão presentes em “Conselho de Amiga”, dueto com Anayle Sullivan, “Quando é Amor” e “Homem de Verdade”, duas baladinhas com pegada sessentista, e na romântica “Espera por Mim”. Estas são músicas com alto teor de Açúcar, capazes de fazer o mais hipoglicêmico dos corações ter um uma crise diabética.

    Outro destaque absolutamente positivo são as participações especiais. Além de Anayle, Salomão do Raggae faz dueto com Marcela na deliciosa “Risco”, e Paulo Cesar Baruk repete a dobradinha que fez sucesso em “Ele Continua sendo Bom”, melhor música de 2014 segundo O Propagador, em “Sou Diferente”, uma das melhores faixas do álbum e totalmente cotada para o posto de hit.

    Meus outros destaques vão para a lindíssima “Voar”, que fala sobre o céu, a excelente “Muita Calma nessa Alma”, outro hit em potencial, e “Naufrágio”, um blues bem bonito. Como não poderia deixar de ser, a música tema também é destaque por ser a cara da cantora. O primeiro single, “Ame Mais, Julgue Menos”, tem ótima combinação de letra e melodia e promete agradar em cheio o público de Marcela.

    Cheio de frases certeiras, prevejo redes sociais entupidas de trechos de músicas do Moderno. Para facilitar a vida de vocês (Eike moça boa eu), separei algumas das que mais me chamaram a atenção. Agora é só dar o Ctrl+C e Ctrl+V e encher seu Facebook e Twitter de Marcela Taís.


    • Ninguém sabe a dor que o outro passou, ninguém sabe as lutas que o outro lutou” (“Ame Mais, Julgue Menos”)11391199_926209154097629_580781824588023910_n
    • Talvez do avesso seja o meu lado certo” (Moderno à Moda Antiga”)
    • Coração bobinho se achando sozinho, escute Deus dizendo: Filho estou pertinho” (“Muita Calma Nessa Alma”)
    • Muita calma nessa Alma, vai ficar tudo bem!” (“Muita Calma Nessa Alma”)
    • Viver é um risco que risca a vida que você não arrisca” (“Risco”)
    • Coloque o medo debaixo do braço e siga!” (“Risco”)
    • No mundo de iguais, eu sou diferente” (“Sou Diferente”)
    • Viver é só um ensaio de uma vida eterna” (“Voar”)
    • Nesta vida eu nada ganho, meu vazio é do Teu tamanho” (“Voar”)
    • Você não me deu asas pois sabia que aqui eu não iria ficar / Ao conhecer as coisas lá do alto, pra Terra não se quer mais olhar” (“Voar”)
    • É certo que venha partir tudo que não me faz andar, crescer ou sorrir” (“Partir”)
    • Eu sou tão frágil, mas Tu és forte!” (“Naufrágio”)
    • Há homens puros e originais, talvez não estampem revistas, mas totalmente sensacionais, que amam a alma da mulher” (“Homem de Verdade”) Prevejo infinitas indiretas com a letra dessa música rsrsrsr
    • Deus te livrou de quem não te cuidou, Ele sim sempre te amou” (“Conselho de Amiga”) E mais e mais indiretas rsrsrsrs
    • Ninguém pertence a ninguém, mas o amor conspira por quem pode ser a resposta, da oração de alguém” (“Espera por Mim”)
    • Mas se a gente juntasse as pequenas alegrias, seriamos felizes todos os dias” (“Pequenas Alegrias”).

    Pela ordem, as músicas que integram meu Top Five de preferência são:

    1º: “Voar”

    2º: “Sou Diferente”

    3º: “Muita Calma nessa Alma”

    4º: “Risco”

    5º: “Moderno à Moda Antiga”


    Em resumo, Moderno à Moda Antiga cumpriu seu papel e, ao menos para mim, superou as expectativas. Parte das letras mantém a tão característica veia quase teen da cantora, mas não são bobinhas. Musicalmente, o disco é muito bem elaborado, rico em detalhes e com ótimos arranjos.

    Então, vale a pena ouvir, Tayse? Você está aqui ainda, fia? Venha ouvir logo porque está bom demais.

     

    Para acompanhar Marcela…

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  • PG lança novo clipe e música: “Ser Alguém”

    O cantor PG lançou neste domingo (7/6) um novo clipe e canção, a qual estará em seu próximo álbum de estúdio, S.E.T.E. A obra é “Ser Alguém”, e trata-se de uma versão da banda de metal cristão Thousand Foot Krutch, e sua música “Be Somebody”.

    Para a produção do clipe desta faixa, o cantor contou com a direção de vídeo de Marco Túlio e produção musical de Thiago Makie, um cantor do sertanejo universitário cristão.

    O clipe de “Ser Alguém” foi filmado em 4K, e foi divulgado pelo canal da gravadora Som Livre no YouTube. Além do cantor, participa a filha do músico, Hadassa.

    PG tem anunciado os bastidores do álbum com entusiasmo, dando a entender que a obra pode ser uma divisora de águas em sua carreira musical, que completou dez anos ano passado, desde que saiu da Oficina G3 em 2003.

    Recentemente, o músico também anunciou a participação de Juninho Afram, em uma das faixas. S.E.T.E. será lançado em julho pela gravadora Som Livre.

    https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg

  • Thalles pede fogo do céu sobre a parada gay

    O cantor de pop rock cristão Thalles (37), fez um discurso em suas redes sociais de repudio ao evento da Parada Gay.

    A mais recente edição da Parada Gay que aconteceu neste domingo (07) em São Paulo causou revolta em muitos cristãos, que usaram as redes sociais para tornar público o descontentamento com o que consideraram desrespeito e abuso da liberdade de expressão.

    Entre os indignados com o evento, está o cantor Thalles Roberto. O artista publicou uma foto de uma manifestante crucificada com a placa “basta homofobia LGBT”, e afirmou que o evento cospe “no nome de todos os nomes”, e disse que os manifestantes receberiam o juízo divino pelo ato de desrespeito.

    O intérprete, categoricamente, disse em letras maiúsculas: “QUE VENHA O FOGO DO CÉU SOBRE SODOMA E GOMORA! Essa parada gay acaba aqui, ano que vem não tem mais! JUÍZO ! Indecência do capeta! Povo cego!”.

    A publicação gerou vários comentários negativos de internautas, que afirmaram uma falta de compaixão do cantor, e sugeriram-no orar pelos manifestantes.

    Outros artistas e líderes religiosos midiáticos repudiaram o evento, como Marcos Feliciano, que chegou até a criticar o governo federal, intitulando-o como comunista.

    Recentemente, nas últimas semanas, Thalles se envolveu em duas polêmicas: um vídeo, em que, sem querer, falou sobre sonegação de impostos e outro vídeo em que chama certos internautas de “filhos do capeta”.