Categoria: Conectados no Amor

  • Conectados no Amor – Cansado de religião

    Uma guerra é o que todos nós queremos evitar. A paz é um momento a qual toda pessoa quer prolongar, até que passa, e na hora da angústia, os tempos pacíficos são como lembranças de outro mundo. Na vida, tudo é passageiro, porém queremos evitar essas mudanças a todo custo. A vida machuca todo mundo. E com o tempo, não resta super homens lutando por suas glórias, no entanto humanos fracos e dependentes. Sobre o que está apoiado nosso orgulho? Em nossos feitos?

    Às vezes, parece que o cristianismo cria indivíduos egocêntricos, que acham que são os poderosos na terra, gente que pode julgar os outros e se considerar como perfeitos. Como dói encontrar semideuses na igreja, e não vidas cansadas, decepcionadas, magoadas com o mundo.

    O Reino de Deus não é o lugar para orgulhosos, que fingem ser boas pessoas, cheios de currículos e títulos, mas de indivíduos que reconheçam o que são, suas máscaras, porém o mais importante, é de pessoas que buscam mudar o próprio coração, antes de desejarem mudar as atitudes.

    Estamos criando lobos, autoritários, egocêntricos, hipócritas, fariseus, e o ainda pior, estamos gerando pessoas machucadas, feridas, ovelhas perdidas, que anseiam por um bom pastor.

    Até quando, até quando?

    Somos uma bela decepção
    Dolorosamente inseguros
    A igreja dos marginalizados
    Dos perdedores, dos pecadores,
    Dos falhos e dos tolos…
    Que bela decepção
    Somos sal na ferida?
    Hei, vamos cantar uma harmonia verdadeira!

  • Conectados no Amor – Preparem-se para a glória

    O filme 300, dirigido por Zack Snyder, traz uma grande lição: a glória de morrer. A produção cinematográfica conta a história do povo de Esparta, que foi afrontada por um desejo de Xerxes I, o rei da Pérsia, de dominá-los. O rei de Esparta, Leónidas, um homem que aos sete anos entrou para um ritual de privações e testes a qual todos espartanos passavam, ergueu-se contra os persas e contra a tirania de Xerxes, e liderou trezentos guerreiros que provocaram um grande estrago no exército inimigo. No entanto, todos esses trezentos soldados morrem no final do filme.

    A história narra majestosamente o sentido de honra e coragem dos espartanos contra os persas, lidando com o verdadeiro sentido de glória. E esse valor demonstrado no filme que pode trazer muitas reflexões para uma vida cristã.

    Cristo deixou aos seus discípulos que todo aquele que quisesse o seguir, deveria tomar a sua cruz, e porfiar por um caminho estreito.

    Mateus: 10. 38. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. 39. Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.

    Caminhar sobre estrada é ser desligado da própria vida, viver com a condição de que será provado todos os dias por algo maior que o próprio respirar. Paulo dizia que somos mais que vencedores, pois nosso propósito trata-se maior que vitórias e batalhas ganhas, porém na glória de perseverar pelo Reino de Deus em qualquer circunstância. Aquele que não está disposto a morrer, não pode entrar por esse caminho.

    A morte tem vários aspectos na vida cristã, sobre desejos pecaminosos, por tristezas e provações, mas a honra em persistir nos momentos difíceis produz eternos frutos de glória. Em uma certa parte do filme, um soldado espartano em conversa com um soldado comum de um povo que se juntou a eles para lutar contra os persas de espiona o campo inimigo. O espartano ri de alegria, enquanto o comum estava tremendo de medo. Essa eufórica felicidade é uma expressão do desejo de glórias maiores que a própria guerra, mas de uma honra provinda do próprio ato de morrer por seu povo.

    Preparem-se para a glória.” (300)

  • Conectados no Amor – A verdade é relativa?

    A relatividade é um pensamento que afirma que um valor é subjetivo, ou seja, se dobra aos joelhos das experiências pessoais de cada indivíduo. Cada paradigma levantado não pode ser levado como verdade absoluta, porém apenas como uma regra individual. Essa teoria surge como uma arma contra a imposição de ideias, uma tese desenvolvida por humanistas. Olhando esse argumento de um modo mais profundo, nota-se que cada costume ditado no tempo foi criado baseado nas vivências de cada homem, e não de um ser superior que ditou essas leis. Além disso, essa concepção usa como principal base a questão de como a cultura muda ao longo dos anos e, portanto, seus costumes.

    O seguinte problema: sem valores absolutos que definiriam algo, qual é a lógica da crítica? A crítica difere da dúvida, pois a primeira confere a um sentido de refinação de algo, ao contrário do que as pessoas pensam que é, que o pensamento dele é ser uma espécie de “do contra”. Ela aparece com uma função de conferir algo de acordo com um modelo de qualidade, pois não existe uma percepção analítica sem um horizonte.

    A dúvida é o ato de indagar uma ideia recebida. A dúvida não consiste no ceticismo exagerado, mas na procura de uma verdade em tantas teorias ditadas. O mais importante não são as respostas, mas as perguntas, pois elas revelam um receptor que deseja entender algo. Se existissem apenas verdades relativas, qual seria a lógica da dúvida, se a própria se baseia na busca de uma verdade absoluta?

    A dúvida e a crítica são instrumentos da  racionalidade. Essa, por sua vez, é completamente contra a concepção da relatividade. A racionalidade constrói um pensamento baseado num conjunto de conexões, formando um sistema interligado, e se uma parte dessa construção possuir uma quebra, ou uma parte solta, ele cai por terra. Ao dizer que tudo depende de um ponto de vista, o fundamento da razão quebra-se ao meio, pois ela precisa de pontos fixos para construir conceitos. Logo, tudo é nada, e não há nada de verdadeiro no mundo. A mentira pode ser verdade, o que é pode ser que não é, e qualquer ideia de luta por direitos humanos é apenas uma luta por nada, pois isso também é subjetivo.

    Por último, o próprio raciocínio de que tudo é relativo gera um pensamento absoluto, o que seria uma verdadeira contradição. Se eu proclamo essa ideia, estou dizendo de outro juízo fixo para julgar as coisas. A própria palavra “ideia” significa algo absoluto, já que relatividade é uma ideia. Consequentemente, defender esse argumento é defender a irracionalidade, ou seja, a loucura.

    Todas as pessoas, mesmo que não percebam, buscam uma forma concreta de pensar, pois é essa busca que gera críticas e dúvidas, e se ao dizer que as coisas dependem de um horizonte pessoal, essa procura seria em vão. Do ponto de vista humano, a verdade absoluta é algo pessoal e que ocasiona uma luta para proclamá-la, pois o próprio sentimento de estar fundamentado algo leva a um anseio de espalhar isso às outras pessoas, porque todo mundo sabe que estamos lidando com um mundo muito confuso. A própria livre expressão baseia-se nessa ideia, pela vontade de divulgar os nossos pensamentos individuais a todo mundo, algo que tem gerado ao longo dos anos diversos movimentos, religiões, etc. como, por exemplo, o feminismo, o LGBT, movimentos socialistas, liberais, o cristianismo e muitas outras crenças.

    Há uma diferença entre verdade relativa e opinião. Se juntarmos uma multidão com fundamentos pessoais, isso não ocasionaria num monte de verdades, mas de opiniões sobre ela. A opinião é relativa, a verdade não. Há uma única só, e vários modos de pensar buscando-a. Logo, o respeito à opinião diversa é que deve ser pregado, não a uma imposição dessa ideia humanista que quer encaixar todos os indivíduos num mesmo modo de pensar absoluto.

    Racionalidade e relatividade não se juntam na mesma ideia. Não existem crítica e dúvida em um pensamento relativista.

  • Conectados no Amor – Por que o Senhor não retira o mal do mundo?

    “Caso o Senhor retirasse todo o mal

    Eu seria o primeiro na fila

    Ele teria que acabar com todos nós e com todas as pessoas

    It Is Time II – HB

    Há certa canção da banda brasileira Fruto Sagrado que dizia que, se a verdade é tão simples, onde estaríamos errando? Os olhos dos homens não são cegos para algo de extrema dificuldade, que necessita de um complexo entendimento, porém, não veem algo que está diante dos seus olhos.

    É verídico que nós gostamos de criar discursos e teses para todos os tipos de problemas, de levantar linhas de pensamentos, mas no final de tudo todas caem na mesma contradição ou na falta de efeito. E ao se deparar com a insolubilidade de uma questão, nos levamos a crer que a verdade é relativa. A humanidade complica tudo, de forma exaustiva, cheias de argumentos, mas essas suposições não respondem nossas maiores indagações. Como diz a canção “Neófito” do Resgate, “tanta teoria pra me embriagar”.

    Eis que isto tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.”  Eclesiastes 7:29

    Uma das grandes perguntas que se desenrolam neste planeta é sobre o porquê Deus permite o mal. Definitivamente, o ser divino não tem pacto com o mal, e Ele não criou o mal, apenas definiu o que seria errado. O mal não é uma coisa em si, como um objeto, mas uma ação. Escuridão é ausência de luz, assim como o mal é ausência de luz, logo não precisa de um criador. E o Eterno definindo o que é bom, logo mostrou o que era ruim.

    No entanto, uma das faces dessa questão é aplicar a Deus algo que nós somos plenamente responsáveis. E é aqui que mora a centralidade desse texto: Se Deus pudesse dar um cabo no mal por inteiro, os que indagam a integridade divina não teriam em mente que eles estariam nessa fila de destruição dEle.

    A fonte do mal mora em um ser: homem. Se percebermos que a fonte de toda bondade mora nEle, então perceberemos que ao se afastar dEle, estaremos na escuridão, que é um vazio, um vácuo. Em Romanos 3.23, diz que todos os homens estão destituídos da glória de Deus. Destituição é falta de algo. Assim caminha a humanidade, vazia da luz divina. Logo, antes de indagar o caráter de Deus, veja se está sendo uma pessoa plenamente boa, pois se ao questionar porque Ele não destrói o mal definitivamente, você está oferecendo logicamente o seu corpo para a ira dEle.

    Não há mais teorias que possam solucionar nossos problemas, apenas vão amenizá-los, no entanto, toda nossa resposta se encontra em Cristo.

    https://www.youtube.com/watch?v=g4AbFfejefE

  • Conectados no Amor – Dia das Mães

    Efésios: 6. 1. Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

    A comemoração de dia das mães é marcada por festas, presentes e uma data especial para aquelas que já criaram e criam seus filhos. Porém, o principal aspecto desta comemoração, por várias vezes, é a marca da hipocrisia. Passa-se o ano inteiro entre confusões, filhos ingratos agindo como se fossem perfeitos diante de seus responsáveis e anos de dores pela mulher que exerce a função da educação familiar e recebe como recompensa o desgosto de seus filhos.

    Não sei se tenho algo para comemorar nessa data. Talvez o que eu posso colocar nessa festa é a minha infelicidade comigo mesmo, e a dor de não ser quem eu deveria ser. Não posso festejar algo que não passará de palavras vazias, e de máscaras num dia tão belo.

    Na fase da adolescência e da juventude, é o tempo que se reconhece menos o que nossos pais passam por nós. Ninguém tem mães perfeitas, mas a falta de perdão e de compreensão tem destruído muitas famílias. Não, não tenho muito o que comemorar, além de tristezas.

    Cada dia que passa, elas perdem um pedaço de si, dando-se para nós, mas as horas que passam só servem para aumentar a divisão familiar. Até que se vão, e deixam marcas de melancolias dentro daqueles que ficam, pois não usaram o tempo que dispunham para agradecerem por tão grande amor. Não perca nenhum momento para ser grato com aqueles que realmente te amam, não deixe passar as ocasiões doces e de se esforçar para amar as suas mães. Elas não são eternas e não terão toda vida para ouvir isso.

    Dia 10 de maio, uma data com motivos mais que especiais, no entanto, sinto-me como o mais melancólico e pródigo filho retornando a casa de seu pai, depois de o ter abandonado dentro de seu próprio lar.

  • Conectados no Amor – Todas as pessoas irão sofrer

    Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

    JOÃO 16:33

    Ao contrário da mensagem que tem sido pregada com bastante frequência, a proposta do evangelho é mostrar as pessoas uma verdade inevitável: o sofrimento que vão enfrentar. Por causa da falsa mensagem de prosperidade divulgada nos púlpitos de algumas igrejas, homens têm sido colocados em ilusões que uma hora ou outra destruirão sua fé.

    A cada dia que nasce teremos que lidar com esta verdade dolorosa: a vida não é fácil e nunca será. Infelizmente, pessoas procuram o cristianismo no desejo de ter um bom casamento, bom emprego, serem prósperos e felizes. No entanto, menos para tomar a cruz e seguir o caminho de arrependimento. A verdade é que dificuldades são barreiras as quais existem na estrada de todas as pessoas.

    Quantas vezes fazemos propósitos e buscas para que Deus responda nossas orações, jejuns para receber uma vitória, campanhas para abrir a porta, com corações totalmente fechados para as coisas celestiais, e fazendo barganhas para que o Pai possa fazer as coisas segundo nossas vontades?

    Um filósofo existencialista chamado Søren Kierkegaard dizia que “a função da oração não é influenciar Deus, mas especialmente mudar a natureza daquele que ora”, ou seja, é o pedido de “faça-se tua vontade”. Nessa caminhada até a eternidade, ou você segue a vontade de Deus, vivendo livre de si mesmo, ou continuará na sua caminhada própria vivendo escravo de si. Já que ninguém é obrigado a ser cristão, então não venha para o cristianismo com interesses próprios.

    O evangelho é uma chamada de venha e tome sua cruz, e sim, ele representa uma estrada difícil, onde poucos encontram. Mas este caminho representa a paz interior, a felicidade e preenchimento do lado mais profundo de nosso ser. É essa paz, essa energia que fortalece os cristãos a caminhar, não as coisas visíveis e passageiras. O sermão das boas aventuranças é um chamado para valores interiores e não a tranquilidade exterior. Assim, viveremos em meio a guerras, mas em paz de espírito.

    Fiquem com a música “Superman” e reflitam nas dificuldades da vida, pois todas têm seus planos.

    Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;

    Mateus 16:24

  • Conectados no Amor – “Naquela Rua”

    Fotografia: HVL | Wikimedia Commons

    “Naquela Rua”, uma filosofia de vida.

    MATEUS 06:

    25 Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
    26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
    27 Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
    28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
    29 contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
    30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
    31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
    32 (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.
    33 Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
    34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

    A canção “Naquela Rua”, de Marcela Taís, é uma das minhas favoritas da compositora, mas muito pelo seu conteúdo. Essa música se encaixaria no que eu chamo de filosofia de vida, ou o que tento fazer de ideologia no meu viver. Ela parece uma expressão poética das palavras de Jesus em Mateus 6.25-36.

    Essa rua que a cantora reflete parece ser o belo Reino de Deus. O Reino da igualdade, simplicidade, e da paz. A manifestação perfeita do Reino se dará na eternidade, em outro lugar, mas caminhar para ele, vendo brilhos dele aqui na terra é uma tarefa a qual vale nossa vida inteira.

    A música parece fazer referência à velha cultura de nossos pais, quando podiam fazer coisas na rua sem se preocuparem com a insegurança. Aquela famosa frase, “na nossa época brincávamos na rua”, parece ser a orientação da letra da composição. No entanto, a transmissão de paz e tranquilidade que a obra transmite é a sua maior beleza.

    Hoje vou voltar na rua que eu nasci
    Hoje eu quero lembrar como é ser feliz
    Lá nossas crianças brincavam mais
    Hoje vivemos os dias sempre tão iguais

    O encanto se alastra por cada verso. “Voltar na rua que eu nasci” é uma verdadeira prefiguração do nosso retorno ao início de tudo, à origem das coisas, uma regressão a Deus. E nos nossos caminhos impuros, esquecemos-nos da verdadeira vida nEle. Se encontrar com Deus, é se lembrar de como é ser feliz. Se encontrar com Ele, é se tornar uma criança. Uma criança não tem medo e nem vergonha de ser quem é, vive a simplicidade, e está segura sob a proteção de quem cuida dela. Em Mateus 18.3 está escrito que ninguém entrará no Reino dos Céus sem se tornar uma criança. Nesses dias velhos, numa cidade a qual cada vez mais cresce, que avanços acontecem, mas o desespero aumenta, a tristeza aperta nos corações das pessoas, é tão bom retornar ao lugar de onde vim.

    O tempo vai, vamos decidir
    Vamos sonhar antes de dormir

    Então, todos os dias, eu decidirei sonhar com isso, com o que os olhos nunca viram. E esse sonho está aberto às pessoas que desejam um lugar que possam viver em paz, em amor, e em união com todos, e principalmente, com Deus.

    Vem me visitar e não repare
    Que hoje a casa eu nem vou arrumar
    Senta aqui na minha varanda
    Temos tempo e deixa as plantas
    Hoje nem vou regar
    Que a chuva vai trabalhar,
    Enquanto ela cai vamos conversar
    A vida repartir, juntos vamos ser feliz
    Como naquela rua continua aqui

    Cristo dizia para não se preocupar com o que haveria de comer e vestir, pois se os pássaros e as plantas Ele os vestia e alimentava, imagina como seria o trato dEle conosco. Na minha caminhada até o céu, só vejo como necessidades duas coisas: Deus e as coisas que são necessárias para reconstrução do meu interior. Temos tempo, temos uma vida inteira para viver pela verdade, para amar a Deus e ao próximo, por que nos preocupamos tanto com coisas passageiras?

    Não precisamos de nos preocupar com nada, Ele já está cuidando das coisas. Bob Marley dizia “Se Deus criou as pessoas para amar, e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas?”. Com base nisso, parece que os supostos avanços tecnológicos morais, atualmente, é só uma prova do quanto temos caído. Em vez de as preocupações humanas se voltarem para riquezas, para construir e erguer castelos, em busca de felicidade, a atenção do homem deveria se voltar para justiça, igualdade, para o amor. Esqueça as coisas, ame as pessoas, seja feliz e faça feliz a quem está do seu lado.

    Hoje eu vou voltar na rua que eu nasci
    Hoje eu quero lembrar como é ser feliz
    Ensinem as crianças a brincarem mais
    Vamos plantar mais flores em nossos quintais

    Hoje em dia, o tema publicidade infantil tem criado polêmicas. Infiltrar a vida adulta num menino gera complicações com toda certeza, porém, antes de ensinar a uma criança habilidades que vão definir seu futuro, ensinem a elas a viverem sempre como elas são. Elas já vivem assim, mas quando chegam à vida adulta, máscaras começam a ser colocadas em seus rostos. Portanto, incentivem a elas buscarem a Deus e o seu reino transformando o que são, e não o que fazem, pois o que as crianças fazem apenas mudará completamente se elas mudarem o interior do coração delas.

    Entretanto, o que mais desejo ressaltar é a importância de nós mesmos, os que já deixaram a infância, se tornarem como elas, não tendo medo de ser feliz de verdade, de viver em tranquilidade, pois esse caminho trata-se de uma ida à direção contrária do mundo inteiro. Ao invés de colocarmos no jardim do nosso coração o ódio, a luxúria, o interesse próprio, dinheiro, vamos trocá-las por amor, pela justiça, por tudo que é bom, agradável e respeitável.

    Se essa, se essa rua fosse minha
    Não deixava, não deixava ela mudar
    Brincadeira, brincadeira todo dia
    Porque, a vida porque a vida ela não pode parar

    Se formos filhos do Rei, o nosso destino é traçado por uma busca por seu Reino. Quem vive a espera de um lugar melhor, sem caminhar para ele, sem fazer do seu mundo ao redor um campo do Reino de Deus, não sentiu ainda a verdadeira manifestação da salvação de Cristo. A busca tem que ser diária, deveremos caminhar para isso, cada vez nos tornando mais crianças, inocentes, e sendo nós mesmos, à medida que nosso ser se transforma a cada dia. Devemos nos preocupar, mas em amar ao nosso próximo do que juntar muitas coisas e morrer sem nada. Viva cada dia como se fosse o único na existência terrena, plantando o amor de Deus.

    As preocupações viram, as lutas cruzaram nossos caminhos, mas maior quem está conosco que qualquer dificuldade. Deixem a simplicidade no caminho ao invés de conquistas sem propósito algum.

    Ouçam a música, tenho certeza que ela fala muito melhor do que as meras palavras deste texto.

  • Conectados no Amor – Um orgulho vazio

    Quem disse que a caminhada é garantida com esforços pessoais? Quem disse que se nossa salvação é por méritos pessoais? Quem disse que alguém tem que se orgulhar de estar em Deus por si mesmo, e pior, de se considerar como boas pessoas? Dizia C.S. Lewis que se Deus não quiser revelar algo, não há quem o possa contrariar. No livro “Cadeira de Prata”, do mesmo autor, Jill Pole e Eustáquio chamaram em seu próprio mundo a Aslam para que os livrasse de uma encrenca e os carregasse a Narnia. Chegando lá, pensaram que eles haviam chamado ao Leão, mas na verdade, foi Aslam que os chamou e eles apenas haviam respondido a esse chamado. Apesar da discussão se há ou não livre arbítrio, entendo que qualquer possibilidade de relação divina se parte primeiramente dEle.

    Mas nesse grande progresso até a perfeição, caminhamos por duras provas, lições, que ao passar por elas, nos vangloriamos com méritos vazios, sem entender o valor de uma situação difícil. Cada momento é algo que deve ser valorizado, os bons para serem bem vividos e com gratidão, os ruins com bastante reflexividade e gratidão também. Mas ser grato numa situação difícil, que coisa difícil, em? O modo evangeliquês de passar na provação é dando glórias a Deus. E quando passa, o orgulho anda lá em cima, e a humildade debaixo do seu sapato social todo engraxado.

    No entanto, a provação nunca serviu para provar a Deus algo. O que Ele não sabe sobre você? Logo, uma lição não busca ensinar nada a Ele. A resposta do aspecto da batalha começa em nós. Quando Deus coloca uma luta na vida de alguém, Ele busca uma gama de ensinamentos com isso. Uma das primeiras características é o de conhecimento sobre si mesmo. Como dizia Sócrates, “conheça a ti mesmo e conhecerá a Deus”, a lição nos ensina a ver nosso interior. Como assim? No teste do grande professor chamado Deus, o aluno faz a prova buscando provar o que sabe e o que não sabe, o que aprendeu e não entendeu ainda. Quando erramos em algo, Ele simplesmente já sabia disso, mas diz para você: é aí que você erra, é aí que você tem defeito. E também, para mostrar onde acertamos, onde nós mesmos enxergamos forte o bastante para exercer nossas qualidades que Ele mesmo nos deu.

    Sócrates ensinava o conhecimento de si mesmo. A realidade das pessoas é que a exploração do interior tem se resultado em falsos ensinamentos. O homem que entende sua verdadeira realidade, entende a vida.

    Segundo, um momento difícil nos faz mais perto de Deus. Cada lição tira empecilhos entre mim e o ser divino, e fortalece a relação. Por último, uma batalha nos ensina novas coisas, e fortalece nosso espírito, e competências que temos. É como um homem que tem músculos, mas quer aumentá-los saudavelmente com práticas esportivas, ou um músico que deseja melhorar sua habilidade técnica com estudos musicais. A luta do cotidiano é uma prática de fortalecimento espiritual.

    Nessa infindável quantidade de propósitos que Deus nos oferece no dia a dia é uma demonstração de que a lógica das dificuldades não está em pessoas provarem que são alguém, mas tornar seu ser alguém. Eu não sou ninguém e só me formo nessa relação entre Deus e eu. Não tenho que provar-Lhe o que consigo, mas tornar o meu eu algo que seja perfeito. Isso sim alegrará o coração de Deus, quando nosso coração bater na mesma sintonia dEle, deixando o coração de pedra se quebrar por inteiro. O meu orgulho será quando eu manifestar a verdadeira criação, o verdadeiro sentido de viver. O resto será jactâncias vazias.

    Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem (e não orgulho) daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8.28

  • Conectados no Amor – O progresso do arrependimento

    Mateus: 3. 2. dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

    Esse versículo expõe duas direções: Reino dos céus, ou o reino do ego. Arrependimento é um caminho, se você o toma, você obviamente anda nele. Ou seja, se converto à esquerda, eu vou tomar essa direção e me aproximar do que quer que tenha nesse caminho. O caminho até o Reino dos Céus, Cristo, é tomado através de arrependimento. Se eu tomar esse caminho, vou apresentar o fruto desse caminho. Arrependimento sem mudança de mentalidade é tão falso e inexistente como apontar a seta da direção do carro à esquerda e virar à direita. Arrependimento é a mudança de coração, colocar o coração em rumo ao Reino dos Céus. Uma cultura cristã que prega o evangelho, mas não induz pessoas à busca do evangelho em si é inútil. A fé de alguém precisa apresentar obras, assim como alguém que anda sobre Cristo. Cada passo nesse caminho representa as obras provindas de um coração regenerado em Cristo. Mesmo que rastejando, precisamos caminhar sobre Ele.

    Para finalizar, a passagem de Tiago 2 define o valor das obras em virtude da fé. Ela comprova o verdadeiro arrependimento.

    1. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?

    2. E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,

    3. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

    4. Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

    5. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

    6. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.

    7. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

    8. Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?

    9. Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

    10. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

    11. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

    12. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?

    13. Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

    Tiago 2:14-26

    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se levantar do chão
    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se mexer
    Como se o ‘hoje’ nunca tivesse acontecido
    O ‘hoje’ nunca aconteceu

  • Conectados no Amor – Reflexões em Judas

    Reflexões Judas 1-25

     1. Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo:

    1. Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados.

    2. Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos.

    3. Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

    4. Ora, quero lembrar-vos, se bem que já de uma vez para sempre soubestes tudo isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;

    5. aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia,

    6. assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.

    7. Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades.

    8. Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda

    9. Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem; e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem.

    10. Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré.

    11. Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas;

    12. ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas.

    13. Para estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de santos,

    14. para executar juízo sobre todos e convencer a todos os ímpios de todas as obras de impiedade, que impiamente cometeram, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram.

    15. Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências; e a sua boca diz coisas muito arrogantes, adulando pessoas por causa do interesse.

    16. Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;

    17. os quais vos diziam: Nos últimos tempos haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias concupiscências.

    18. Estes são os que causam divisões; são sensuais, e não têm o Espírito.

    19. Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,

    20. conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

    21. E apiedai-vos de alguns que estão duvidosos;

    22. e salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne.

    23. Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos,

    24. ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.

    Judas 1.3-8

    Precisamos lutar pela fé que temos a honra de carregar, inclusive no meio dos que se dizem cristãos. Os que dizem proclamar a boa vontade do nosso Senhor, mas provoca dissensões, o hedonismo, cria lobos, em vez de ovelhas, crianças mimadas na fé, do que soldados que lutam em uma guerra caída de um mundo caído. A salvação não vem por obras, mas por meio da fé nAquele que pode operar toda a sua vontade em nós, inclusive a salvação e seu processo. E aqueles que dizem pregar a boa vontade de Deus, tem pregado a si mesmos. Iremos contra o mundo, e uma boa parte deles são formados por evangélicos.

    Judas 1.10-24

    Esses, transformam a verdade divina, em objeto de uso pessoal para satisfazer seus próprios engodos. Tiram tudo do seus contextos e se aproveitam disso para beneficiar seus interesses, entendem as coisas espirituais pelo modo carnal, transformam o poder de Deus em operações de sobrenaturais místicos. Deus não está no meio deles, e eles verão o fruto do que estão plantando. E Deus há de salvar os que são seus, os que creram em sua obra pela sua obra, e desejam isso de todo o coração, há de livra-los do mal, guardá-los de si mesmo, da dúvida, e eles verão o lugar onde haverá alegria de verdade. Que possamos andar na contramão do mundo!