Categoria: Conectados no Amor

  • Conectados no Amor – Ser como Jesus

    Imagine um homem de shorts, tranquilo e sereno, andando nas ruas por aí, parando e sentando-se no chão para conversar com pessoas que todo mundo tem vergonha de conversar. Imagine um cara enfrentando políticos e religiosos, ao mesmo tempo, vivendo da paz e semeando o amor, uma espécie de Gandhi quando o assunto é provocar rebelião sem guerra. Imagina um cara tranquilo que não se preocupava com coisas, avesso ao nosso sistema onde a riqueza e o poder é o único motivo para sobreviver. Seria aquele cara que quando estivesse passando por um parque, jardim, bosque ou um lugar cheio de flores e árvores, pararia, iria respirar e dizer: “que lugar belo”. Ele saberia olhar para tudo com amor. É o cara perfeito que andava na direção contrária do mundo, do nosso sistema político e religioso. Era o líder perfeito, que ao invés de propagandas, estaria nas ruas ajudando as pessoas.

    Esse é Jesus, um homem que fez história. Ele consegue influenciar milhares de pessoas até hoje. É o exemplo perfeito que sabe dizer o que é amor e servir ao irmão, que sabe se igualar aos menores da sociedade, e que conseguiu até a sua morte cumprir seu propósito.

    Esse cara trazia uma história maluca de rei e reinos, um novo lugar diferente do nosso. Claro que ninguém o entendia. Os políticos e religiosos da época achavam que Deus iria trazê-los para uma terra rica e frutífera, que Ele mandaria alguém grande e majestoso para guiá-los a terra prometida e reinar sobre eles com paz. Achava que eles seriam o povo de Deus, pela promessa feita sobre Abraão. Mas esse cara que se dizia o homem enviado por Deus, pregava uma coisa tão diferente do que eles pensavam. Não era o cara majestoso que esperavam, falava de um reino e uma terra prometida que não era na Terra, de um povo escolhido por Deus, mas não eram os judeus. Os políticos e os religiosos da época se enlouqueceram com ele. E ainda por cima, fazia coisas que eram contra os princípios deles, trazendo uma nova percepção da lei (a única certa, aliás).

    É claro que eles o prenderam e o acusaram de pena de morte. Mas ao invés de reclamar, por ser um homem justo, aceitou a pena. Pouca gente deve saber, mas até a morte dele tinha algum propósito. Ele não morreu sem querer, ele morreu porque quis. E da sua morte, nasceu o reino o qual ele tanto queria formar. A morte dele era a forma de ele justificar aqueles a qual haviam percebido o que Jesus veio ensinar e que queriam entrar para o reino sem terra.

    E que reino é esse? Denominações de igreja, visão ministeriais, um sistema religioso ou político? Não, quem acreditava nisso era os judeus religiosos e fanáticos. Além de crer que eles são o povo escolhido por Deus, zombaram de Cristo colocando uma placa escrita “Jesus, rei dos judeus” sobre sua cabeça na cruz porque o homem crucificado dizia ser rei de algum lugar, coisa que os religiosos da nossa época sabem bem fazer quando acham que são salvos por ter uma carteirinha de membro de igreja, ou quando fazem propaganda de nome de igreja.

    O reino de Deus é algo tão invisível que a única forma de nós reconhecermos seus participantes é seus frutos e suas atitudes. E se não há fruto, essa pessoa não é integrante do reino de Deus. Logo, o que chamamos de pessoas cristãs e que fazem parte do reino de Deus é realmente filho de Deus?

    Eu acredito sim

    Amar é repartir

  • Conectados no Amor – Arrependimento e medo

    I JOÃO 04:18 No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.

    Andam por aí propagando uma ideia errada sobre o arrependimento. Os pregadores do medo, do evangelho imposto e não exposto, nunca tem e nem terá um fim. Desde os remotos tempos da Igreja Católica, onde a salvação era comprada por indulgências, e o medo imposto nas pessoas de ver o fogo do inferno depois de suas mortes a induziam a comprar a sua salvação, as pregações que usam o medo como forma de propagar o evangelho é um dos instrumentos usados pelos protestantes, principalmente pela parte dos pentecostais.

    Sabe daqueles cultos típicos de pregações do fim do mundo, que a metade dos versículos usados vem de Apocalipse, o terrível livro temido pelos medrosos, e o pregador usa a frase que todos temem: “essa pode ser a última chance de você entregar a sua alma”? E para complementar a pregação, o pregador fica uma hora insistindo no microfone para novas pessoas levantarem as mãos e se converterem.

    Isso é o que eu chamaria de ideia completamente errada e confusa sobre arrependimento. As pessoas se ligam tanto no resultado de suas más obras do que na própria causa, ou seja, no próprio ego. Nem por uma confissão e repetição de palavras como “eu aceito Jesus como meu salvador” te livra do temível inferno. Não é do medo que vem o arrependimento e nem ele provoca algum tipo de arrependimento. Metades das pessoas que fizeram a confissão na frente de altar e também por medo pode talvez tiver seu destino direto no inferno.

    A salvação não é mérito de ninguém e não pode ser conquistada. Quando a gente se deparar com a ideia de que não podemos nem conseguir a salvação por nós mesmos, as coisas começam a ficar nos seus devidos lugares.

    Arrependimento não consiste em ter medo do inferno. Um culto sobre arrependimento não é algo que vem com uma temática de destruição de tudo e sobre o nosso destino depois que a vida passar. É uma chamada ao inconformismo contra o próprio ego, um incentivo ao medo do que nós mesmos podemos fazer, a uma mudança de interior e da forma de viver. Arrependimento não é choro, medo e palavras. É mudança de atitude e o reconhecimento de que não conseguimos mudar sozinhos sem a ajuda de Deus.

    Nós podemos achar que após uma confissão de salvação, poderemos estar salvos enfim de uma condenação, mas na verdade, ainda há um espaço oco e vazio dentro de nós clamando por um verdadeiro arrependimento e para ser preenchido pelo Espírito de Deus. Arrependimento verdadeiro é algo tão invisível, mas demonstrado por frutos que só uma pessoa que está com Deus conhece.

    Apocalipse não é um livro que veio pregar medo. Em meio a uma época de desespero e de perseguição contra os cristãos, o livro surgiu como para trazer esperança sobre aqueles que sofriam e um incentivo a busca de Deus.

    Arrependimento não é medo do inferno, mas medo de si mesmo.

    O mundo em volta de mim vende uma promessa vazia
    Constroem-lo só para ver você cair
    É hora de encontrar isto cara a cara

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=RG8yA4xq9KY]

  • Conectados no Amor – Sábio, uma pessoa triste

    ECLESIASTES 07:

    2 Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.
    3 Melhor é a mágoa do que o riso, porque a tristeza do rosto torna melhor o coração.
    4 O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria.
    5 Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção dos tolos.
    6 Pois qual o crepitar dos espinhos debaixo da panela, tal é o riso do tolo; também isso é vaidade.

    Os caminhos são realmente difíceis para quem quer um caminho de sabedoria. E a sabedoria, verdadeira, completa e não ideias supérfluas provem do Senhor e de uma caminhada com Ele.

    Felicidade engloba coisas boas. Mas a felicidade pode ser algo meio fútil no seu contexto. O sábio Salomão dizia isso que o tolo vive na alegria, mas o sábio na tristeza. Os sorrisos trazem algo de aparência e só na superfície e reflete a exterioridade, o que está por fora. Quando a tristeza vem, é como se a exterioridade caísse, o véu se quebrasse e pudéssemos nos deparar com o que vem depois do exterior. É o que se percebe em Eclesiastes.

    A tristeza vem para nos colocar no horizonte divino, para fazer nossos olhos se encontrarem com o interior. E toda sabedoria que Deus quer nos passar é adquirida através de experiências e lições e não com ideias rápidas ou frases que devem ser aceitas por si mesmas.

    Jó 42:5 – Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te veem os meus olhos.

    Depois que Jó percebeu o que havia atrás de toda sua alegria, quando lhe foi tirado o véu, ele havia visto realmente a glória de Deus.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=CRKg-XdixTI]

  • Conectados no Amor – Dias, uma esteira para o nada

    Tanta correria, competitividade, busca pelo sucesso que parece que estamos vivendo em uma esteira que senão corrermos, iremos tropeçar e cair. Os dias estão corridos e a nossa função é correr para sobreviver. Se alguém acredita que está vivendo, na verdade está sobrevivendo. Vivemos pesados correndo na esteira dos dias, sentindo a contagem regressiva de uma bomba na cabeça que irá explodir e nos tirar do mundo.

    O mais irônico de tudo isso é que no final tudo passa. Não há nada tão eterno e duradouro, nem bem que dure e mal que perdure, vivendo num mundo regido pelo tempo. É como se corrêssemos contra a esteira e quando finalmente conseguimos vencê-la, nos jogamos a um abismo no meio do nada. Tudo que conseguimos, conquistamos é jogado fora.

    Qual é a graça da vida? Para que ter uma vida se apenas sobrevivemos? É quando Cristo se oferece para correr por nós e nos pega no colo. Ele se oferece para levar o fardo e nos dá a oportunidade de viver de verdade. Cada dia de uma vida já não é um fardo de ter que viver crescendo, buscando formas para não tropeçar e cair e com a morte a nos assombrar, mas descansar em Deus e viver livre para amar e ser amado.

    Ainda vale a pena viver a vida, longe do medo do tempo e da corrida frenética. Não precisamos erguer castelos, conquistar riquezas se isso tudo passa. Não precisamos ter uma vida para sobreviver nos dias corridos da humanidade. Podemos ser o propósito único e pessoal que Deus quer de cada um sem ter medo de que vamos morrer, perder tudo e deixar que a eternidade comece a nascer no meio do tempo, algo que só alguém eterno consegue fazer.

    Não compreendo esse tempo
    Se o dia clama, não posso parar
    Na esteira dos dias
    Meus pés cansados, mal podem acompanhar

    Porém insistente
    Ele vem e tira-me o chão
    Anestesiado, decido me entregar

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=lLnYLgpyht4]

  • Conectados no Amor – Isso é o lar

    O Sobrinho do Mago

    “Crescendo no solo de nosso mundo, muito longe da voz de Aslam e do ar novo de Nárnia, não deu frutos que fizessem reviver uma pessoa doente, como aconteceu com a mãe de Digory, embora suas maçãs fossem mais belas do que todas as outras da Inglaterra, incrivelmente salutares, mas não de todo mágicas.
    Mas dentro dela, na sua própria seiva, a árvore (por assim dizer) nunca se esqueceu da árvore de Nárnia à qual pertencera. Às vezes balançava-se misteriosamente, quando não havia vento soprando. Creio que nesses instantes havia altos ventos em Nárnia.” (C.S. Lewis)

    Árvores. Somos como umas árvores. Terrenas, passageiras, mas balançando por uma tempestade em outro lugar. Nossa árvore ainda sente as vibrações de onde ela veio, um lugar onde ela ainda não conhece, mas recebe vislumbres desse lugar daqui da terra. E assim, como um ferro atraído pelo imã, a árvore é atraída pela sua origem. Mesmo desgastada pelas tempestades, ela tem dentro de si a seiva de outro lugar que a faz ter esperança de que um dia possa retornar a sua semente original.

    Assim somos. Árvores normais, mesmo troncos que todas as outras, mas na raiz, a vida transborda. Damos frutos mais belos, orgânicos, puros, não frutos que mal conhecemos sua composição. E exultamos com a esperança de poder voltar para o Lar.

    Somos árvores de outro lugar. Não sabemos onde é, onde está, mas iremos para lá. O atemporal, o todo, o absoluto, o eterno se encontra nesse lugar, que é inimaginável, mas vislumbrado e admirado. A terra é um símbolo desse lugar.

    Se nossos galhos perdem as folhas, se tempestades quebram nossos ramos, uma bela árvore está plantada no profundo de nosso ser, invisível, como o Criador é invisível, iluminada, que dá frutos poderosos. Um dia, as aparências, os símbolos vão desaparecer, e o que é real virá. Se formos plantados em outro lugar, nosso ser tem no que exultar. Seremos o que somos interiormente.

    Enquanto as aparências não caem, estamos caminhando para o Lar, de encontro ao Criador. Temos a eternidade plantada em nossos corações e é por isso que vivemos. E cada segundo, cada dia que vivemos, é algo que coloca-nos mais perto da eternidade.

    This Is Home

    Estive na busca

    Para um lugar só meu

    Agora eu achei

    Talvez seja este o lar

    Sim este é o lar

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=IGs7hHce6Qw]

  • Conectados no Amor – As cores

    Os homens são como cores. Cada um tem a sua cor e eles colorem o mundo cada um na sua cor. Mas um homem para ter sua cor vista precisa de luz. Não se vê cores no escuro, apenas tudo preto.

    A beleza das diferenças culturais e artísticas, a criatividade humana, tudo isso reflete a soberania de Deus. Cada pessoa com suas características próprias e suas belas qualidades refletem a criatividade de Deus e Sua vida. Somos criados à semelhança Dele.

    Há pessoas que acreditam que o Reino de Deus é um lugar para pessoas que não tem envolvimento com a cultura, que a “mente de Cristo” é uma espécie de mente que encaixa as pessoas e prende elas a uma forma só de viver. Na verdade, Deus disse que somos o corpo de Cristo e cada um teria sua função e parte. Deus não criou ninguém igual, mas criou pessoas diferentes e especiais para uni-las como em um arco íris com várias cores, cada homem sendo uma cor e Ele sendo o espectro que forma essas cores.

    Mas os homens estão afastados dessa luz. É como se você pegasse um desenho cheio de cores e o colocasse num quarto escuro e por isso não o pudesse ver. Sem a luz divina, somos “inexistentes”. Não temos diferenças, não passamos de algo que não existe, somos pessoas apáticas, e procurando uma forma de viver de verdade e de se encontrar. Deus é a luz que dá a vida as pessoas, que mostram à elas mesmas seus defeitos e suas qualidades. Deus é a própria forma de elas se encontrarem, de se reconhecerem e se verem.

    Não consigo entender como os cristãos não conseguem reconhecer a beleza da criação, dos próprios homens, apesar da queda humana. Somos a sombra de algo real, o símbolo de uma vida maior, a pintura de um lugar incrível que ainda não pode ser visto. Os homens são cegos e confundem símbolos por coisas reais, vivendo na superficialidade, ou são cegos para os próprios símbolos.

    Será que você está no escuro, e não sabe quem é ou é uma lâmpada acesa que sabe o que é e para que vive?

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=T7mInwu3Mwg]

  • Conectados no amor – Estações

    Todas as pessoas são bombardeadas por problemas. A vida é uma caminhada sobre estações: enfrentamos frio e calor, tempos secos e frutíferos. Não há como ficar parado em uma estação, querendo ter uma primavera eterna, sentindo o frescor do ar, ver flores nascerem e desabrocharem e experimentar frutos saborosos. O inverno chega e leva isso tudo.

    As pessoas em um desejo ardente de busca por essas coisas criam frases positivas, vivem uma utopia e sempre buscam forças para que seu bem dure para sempre. Criam uma bola de cristal e entram dentro delas para verem seus projetos realizados e ignoram que na verdade, estão cheios de problemas.

    Mas não adianta, tudo passa. Não adianta fingir que a vida é constante em uma fase linda e alegre, sendo que por trás, não conseguimos nem ser completamente realizados em nossos desejos. Adolf Hitler vivia uma fase miraculosa na Europa. Estava a dominando por inteira. Com certa euforia e orgulho, tentou dominar a Rússia. O que ninguém esperava aconteceu, seu desejo de dominar se perdeu e ele viu a Rússia derrotar seu exército usando o frio como arma contra seus soldados.

    E agora? Desistir da vida porque viu sonhos quebrados, porque admitiu que tudo passa e você nunca conseguirá tudo o que quer? O que a vida é? O que a vida foi feita para ser? Se vivemos nossa vida para ganhar dinheiro, nossa vida se resume a isso? Se não conseguirmos bastante dinheiro desistiremos da vida? Ou seja, nossa vida não passa de uma nota de cem reais?

    Eu penso que o homem é um animal estranho. Ele ama o verão, mas sabe que o verão passa e terá que comprar roupas de frio. Mas se perguntar para ele sobre seus sonhos, ele não sabe como deixar isso se elas não se realizarem e se aquecer para quando coisas que ele deseja passarem.

    A vida é verões? As pessoas são apenas isso, coisas? Ou são algo que vale mais que dinheiro?

    A primeira forma de escapar de um inverno frio e guardar o que ganhou no verão é uma casa. Em uma casa, não somos atacados pelo frio, mas estamos aquecidos em um lar. Onde está nossa casa? Onde moramos? Será que temos feito para nós uma morada ao ar livre, ou seja, em nossos próprios desejos?


    Salmos: 27. 4. Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.

    5. Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me esconderá; sobre uma rocha me elevará.

    Se fizermos Dele nossa morada, teremos proteção contra a adversidade da vida. E onde é essa morada senão em nós mesmos. Se o frio vir, teremos como nos aquecer e se o verão vir poderemos guardar os frutos disso. Mas aquele que fica correndo atrás de estações uma hora perceberá que elas vão passar.


    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=NNDPU6SmaXY]

    Não somos infinitos.

    Não somos permanentes.

    Nada é imediato.

    Somos tão confiantes, em nossas realizações.

    Olhe para nossa decadência.

     

  • Conectados no amor – Cadê minha face?

    Antes de tudo, o motivo desse texto não é criticar as tribos, e sim quem as cria.

    É muito comum ver grupos sociais e tribos urbanas na sociedade contemporânea. Eles chamam a atenção por onde quer que passem. Nos centros urbanos, por onde passamos, vemos sempre uma tribo. Pessoas com características semelhantes, exóticas reunidas num mesmo local, ou passeando, é a conhecida tribo urbana. São conhecidos por terem ideais semelhantes, jeito de se vestirem semelhantes e em resumo uma cultura própria. Também existem os famosos grupos religiosos que adotam entre si doutrinas e práticas religiosas para se diferenciarem dos demais. Por exemplo, judeus que usam suas vestiduras e seus acessórios notáveis. A questão sempre é a mesma: como ser diferentes dos demais? E arriscando mais uma questão: como ser maior que os outros?

    Alguns grupos, tribos, numa busca implacável de fazer sua retórica imperar sobre os demais, de superar os outros, vivem em constantes rachas e brigas com outras tribos. Ou melhor, parece não existir um que não tenha conflitos com outros grupos. Skinheads contra punks, nazistas contra judeus, roqueiros contra funkeiros, etc. Dentro das paredes da visão cristã, vemos a constante briga entre calvinistas e arminianos, tradicionais e pentecostais, etc. Qual é a causa de tantas brigas? Por que tribos e grupos existem? Por que as pessoas entram num grupo e numa tribo?

    A principal questão é o porquê do homem criar uma tribo urbana ou um grupo social. Para responder essas questões, vamos ver quais são as necessidades humanas para tal ato. Uma das necessidades humanas para criar um grupo é a proteção. Em um mundo cheio de perigos e de alta criminalidade, a sensação de estar protegido em um grupo aumenta. Mas na realidade, é o contrário. Alguém, por exemplo, que se sente inseguro e resolve entrar numa gangue para ter mais proteção, começa a ter mais risco de vida por causa das intrigas com outras gangues. Tem outra necessidade humana que pode levar à criação dos tais grupos sociais e tribos é a vontade de enriquecimento. Outra necessidade que é bastante notável e bastante importante, é a necessidade de se sentir amado. Geralmente uma pessoa que sofre rejeições familiares e de amigos, buscam afeto em uma tribo urbana ou um grupo social. Mas ignorando essas necessidades ou quaisquer outras, retratarei a maior necessidade humana. Essa é o centro do homem e a força para ele viver. A maior necessidade humana é o desejo de uma identidade. Estão atrás de uma face na terra. E a procura pela identidade deriva-se de uma falta de identidade. Por que procurar algo que já tenho?

    O homem é vazio e sem rosto. Os grupos sociais surgem disso. Surgem da necessidade de responder a falta humana, de completar seu vazio e de dar uma face para sua falta de identidade. E a humanidade se afunda nesse vazio sem fim, rumo a uma grande depressão. E quanto mais grupos sociais e tribos urbanas são criadas, mais a criminalidade aumenta, mais a guerra cresce, e ovazio continua o mesmo. Qual é a resposta para homem? Onde está a identidade que ele tanto procura?

    A resposta para o homem é Deus. Deus é a face que o homem tanto procura. O homem quer ser alguém porque não é ninguém, é vazio e sem identidade. Porque Dele, por Ele e para Ele nós fomos feitos. Assim que quebramos isso, quebramos a vida. A separação de Deus causa uma falta de identidade, como se fôssemos pessoas sem rostos. E enquanto não voltarmos para Ele, permaneceremos sem uma identidade.

    E por isso a intriga entre as tribos continuam. Incomodados pelo vazio interno, buscam ser aceitos na sociedade, mostrarem as pessoas nada mais ou menos seus rostos sem rostos, seu exterior com o interior vazio.

    Chegando ao término do texto, quero ressaltar novamente: meu obejtivo não é criticar a existência das tribos. O exterior de nada valerá se o interior não for moldado. Meu objetivo com esse texto é fazer a seguinte a pergunta: por que você cria uma tribo urbana ou um grupo social?

    Essa música expressa bem sobre essa falta de identidade da humanidade. Fala sobre um eu lírico vazio e sem identidade que suplica a Deus que o enche e complete esse vazio.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=JeIgoVgpSIQ&w=700&h=420]

    Textos para reflexões:
    • Romanos 3 e 5
    • 2 Coríntios 7.10
  • Conectados no Amor – Servir

    O mundo em que vivemos sempre foi algo baseado no extremo consumismo e egocentrismo. Por exemplo, temos o sistema escravista, que sugava a força dos escravos para ter o seu sustento. O homem sempre foi esse ser que para ser feliz, faz o que for necessário para conseguir sua felicidade. Uma sanguessuga que faz de tudo seu objeto de consumo.

    Provérbios: 30. 15. A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; 16. o Seol, a madre estéril, a terra que não se farta d’água, e o fogo que nunca diz: Basta.

    A sociedade contemporânea não é diferente. O sistema que rege o mundo é extremamente consumista e procura sempre enriquecer alguns empobrecendo outros, apesar de nossa moral se basear na igualdade. Temos também uma enorme quantidade de divórcios porque o parceiro “não foi feliz na relação”.

    Eclesiastes 04:1 Vi ainda todas as opressões que se praticam debaixo do sol: eis as lágrimas dos oprimidos! E não tinham consolador. Do lado dos seus opressores havia poder, mas eles não tinham consolador.

    2 Pelo que louvei os mortos que já morreram mais do que os vivos que ainda vivem.

    3 Reputei mais venturoso do que uns e outros ao que ainda não nasceu, nem tem visto as más obras que se fazem debaixo do sol.

    4 Então eu vi que todo o trabalho e toda a destreza em obras não é senão a inveja que o homem tem do seu próximo. Também isto é vaidade e desejo vão.

    Apesar desse contínuo crescimento do ego humano, uma pessoa chegou nessa terra mostrando o contrário, mostrando como deveria ser o ser humano. Ele provou na vida e na morte que enquanto vivemos a vida só existe para nós amarmos. Amar não é um mero sentimento vazio, mas como servir o outro sem querer algo em troca. Esse homem se chamava Jesus. O motivo de viver é servir.

    Mateus 20:26 Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva;

    27 e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo;

    28 assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

    João 12:47 E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.

    Todo aquele que se diz cristão, deveria atentar-se para essa verdade. O que nos fazem diferentes dos que não são cristãos é o amor. O que resume nossa história na terra, é que devemos servir e não ser servidos. Lembre-se: o único que faz alguém feliz é Deus, pois somos seres incompletos sem Ele. Deus nos fez para Ele. Se nos afastarmos Dele, perdemos a vida. Se essa é a verdade, se nós somos felizes em Deus aqui na terra, por que insistimos tanto em buscar nossa felicidade aqui, em pessoas, coisas, em vez de buscarmos fazer o próximo feliz?

    I João 03:10 Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão.

    I João 04:8 Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.

    20 Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu.

    21 E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão.

    O mundo espera isso de nós. Deus espera isso de nós. Deus é amor, quem vive em Deus ama, serve. Aquele que quer ser maior vá servir. Em todos os sentidos. Nos nossos vários relacionamentos, devemos procurar servir e ajudar o outro.

    Romanos 09:12 foi-lhe dito: O maior servirá o menor.

    Mateus 23.11 Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo.

    João 13.4 Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.

    Então por que, mesmo Jesus vindo e mostrando um novo mandamento que é o amor, insistimos tanto em receber? Por que queremos tanto nos enriquecer e buscamos a felicidade incessantemente nas igrejas, sendo que o evangelho diz para nós servir, sair da posição de conforto? O mundo com tanta dor espera uma mensagem de esperança, espera nossas atitudes, mas estamos tão preocupados com nossa prosperidade, com o nosso crescimento e só com nós mesmos e esquecemo-nos do outro, do oprimido, dos que nada tem. Em um mundo caótico e cheio de dor, o que as pessoas mais querem é amor.

    Textos para reflexões:

    • 1 Coríntios 13
    • Mateus 20:26-28
    • 1 João 4:7-21
    • João 13:13-17

    Um videoclipe da música O Que Na Verdade Somos da banda Fruto Sagrado para refletir sobre o assunto.