Os homens são como cores. Cada um tem a sua cor e eles colorem o mundo cada um na sua cor. Mas um homem para ter sua cor vista precisa de luz. Não se vê cores no escuro, apenas tudo preto.
A beleza das diferenças culturais e artísticas, a criatividade humana, tudo isso reflete a soberania de Deus. Cada pessoa com suas características próprias e suas belas qualidades refletem a criatividade de Deus e Sua vida. Somos criados à semelhança Dele.
Há pessoas que acreditam que o Reino de Deus é um lugar para pessoas que não tem envolvimento com a cultura, que a “mente de Cristo” é uma espécie de mente que encaixa as pessoas e prende elas a uma forma só de viver. Na verdade, Deus disse que somos o corpo de Cristo e cada um teria sua função e parte. Deus não criou ninguém igual, mas criou pessoas diferentes e especiais para uni-las como em um arco íris com várias cores, cada homem sendo uma cor e Ele sendo o espectro que forma essas cores.
Mas os homens estão afastados dessa luz. É como se você pegasse um desenho cheio de cores e o colocasse num quarto escuro e por isso não o pudesse ver. Sem a luz divina, somos “inexistentes”. Não temos diferenças, não passamos de algo que não existe, somos pessoas apáticas, e procurando uma forma de viver de verdade e de se encontrar. Deus é a luz que dá a vida as pessoas, que mostram à elas mesmas seus defeitos e suas qualidades. Deus é a própria forma de elas se encontrarem, de se reconhecerem e se verem.
Não consigo entender como os cristãos não conseguem reconhecer a beleza da criação, dos próprios homens, apesar da queda humana. Somos a sombra de algo real, o símbolo de uma vida maior, a pintura de um lugar incrível que ainda não pode ser visto. Os homens são cegos e confundem símbolos por coisas reais, vivendo na superficialidade, ou são cegos para os próprios símbolos.
Será que você está no escuro, e não sabe quem é ou é uma lâmpada acesa que sabe o que é e para que vive?
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