Olá meninas!
O inverno se inicia oficialmente em 21 de junho, mas a queda nas temperaturas na maior parte do Brasil já nos faz começar a pensar nos looks para os dias mais frios.
Uma das opções que promete ser febre é a saia de couro. Nas semanas de moda que aconteceram no inverno do hemisfério norte, a peça foi um item quase obrigatório das fashionistas que atraem todos os flashs dos especialistas em street style.
Pensando nisso, resolvi fazer um apanhado de dezenas de ideias de como usar saia de couro de forma criativa, despojada, romântica, rocker, tradicional etc. Vem ver que está cheio de inspirações e boas referências!
Se o assunto é inverno e não passar frio é lei, uma ótima combinação da saia de couro é com um tricô. Uma boa dica para deixar o look harmonioso é o bom e velho equilíbrio das proporções. Como o tricô tende a ser mais larguinho, o ideal é apelar para uma saia em modelo lápis ou com cintura bem marcada.
Uma combinação inusitada que vem fazendo a cabeça das mais antenadas é com o moletom. Essa é uma forma de deixar o visual mais despojado e, a depender dos acessórios, vai bem tanto de dia quanto de noite. Para quem não tem coragem de ousar muito, vale a pena apostar em um moletom em cor neutro e com pouca informação.
Seguindo a linha de mistura de texturas, outra combinação que vem dando o que falar é o couro com jeans. Na verdade, essa é uma velha conhecida da galera do rock, com suas calças jeans e jaqueta de couro. Agora, a ordem se inverteu e a combinação saiu do ambiente roqueiro e foi compor visuais extremamente femininos. É moderno, mas sem deixar de ter uma carinha clássica. Um charme.
Ainda apostando na ideia de deixar a saia de couro mais despojada, uma super dica é combina-la com T-shirts divertidas e coloridas. Certeza de um visual moderno e marcante. O que dizer, por exemplo, do charme que é este último look com camiseta e camisa xadrez de flanela amarrada na cintura? Pura ousadia.
Quer uma combinação sem erro? Couro preto com animal print! Essa é uma dupla que pode tanto ser clássica, quanto descolada. Se vier com detalhes vermelhos, o sucesso é garantido. A estampa animal pode vir no sapato, paletó, cardigan, camisa, pashmina ou bolsa.
Saia de couro com T-Shirt cinza mescla molinha é, provavelmente, uma das combinações mais garantidas. Não tem como ficar ruim. Pelo que ando notando, das últimas temporadas que vem trazendo a saia de couro de volta, essa foi a primeira combinação a ganhar destaque nas seções de street style das revistas e sites especializados em moda. É uma belíssima forma de usar a peça de forma discreta e acertada. Versátil até não poder mais, uma simples alteração de acessórios leva o look do dia para a noite em um instante.

Essa é, provavelmente, uma das combinações mais clássicas com a saia de couro. Com camisa de linho é garantia de sofisticação para o dia. Trocando por um modelo de seda, é glamour para a noite. Sofisticação pura.
Nem só de preto e marrom vive a saia de couro, mas sim de quase todas as opções da paleta de cores do arco-íris. Certeza de look marcante e fora do lugar comum.
Até algumas temporadas, a saia de couro era basicamente preta e de modelo lápis. Hoje ela foi revisitada e além de novas cores, ganhou também novas formas. O modelo midi rodado, um dos preferidos das fashionistas no verão passado, ganhou ares invernais com o couro e serve para compor visuais românticos e modernos. Dessa montagem abaixo, não desejo nada menos do que todos os looks.
E aí? Vamos arrumar uma saia de couro? Inspiração de composição de looks não falta!

“e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”
(Mateus, 18:3)
Confesso que este foi um dos melhores textos os quais tive o prazer de escrever. Passei algum tempo observando a novela Carrossel, da emissora SBT, cuja produção está sendo reprisada em horário nobre. Nela, Cirilo é um dos principais personagens e é um menino doce, amável, educado e que todos querem estar perto, exceto, Maria Joaquina. Ela é filha de um médico, vive uma vida confortável e estabilizada, que mostra um contraste socioeconômico enorme com a vida a qual Cirilo leva. A indiferença de Maria Joaquina para com o Cirilo me passa duas lições: 1) nós cristãos, muitas vezes mostramos essa indiferença para os que ainda não conhecem a Cristo; 2) precisamos ser mais crianças independentemente de regalias.
Já ouvi várias vezes alguns ditos cristãos agindo com tamanha prepotência com os não crentes, e isso, sinceramente me incomoda. Quase todos os cristãos assistem a TV e deveriam ter uma cosmovisão lapidada, permitindo serem “ministrados” pelo Cirilo. Não somos melhores que o ateu, budista, espírita, etc, mas somos fracos e imerecidos como qualquer ser humano pecador. A palavra é clara quando diz “TODOS PECARAM” (Rm 3:23), mas pela graça gratuita de Deus somos salvos (Rm 3:24). Somos pecadores que não merecem nada de Deus e por isso nossa indiferença não é válida, apenas só mostra o quanto somos miseráveis e incoerentes. Me entenda: não estou dizendo para você sair por aí distribuindo abraços com um sorriso falso no rosto, mas para não se achar como se fosse do grupo que vai de primeira classe para o céu, pois se você for, não é por mérito, mas pela graça. Ouço diariamente, numa igreja pentecostal que há na frente da minha casa, que “se fizermos as coisas certas Deus nos dará um galardão no céu”. Acho que a metáfora tem a ver com Mateus 5:12 mas a Bíblia é clara quando diz que esse “galardão” depende unicamente de Deus. Já ouvi barbaridades maiores como “cada alma que você ganha para Jesus é uma pedrinha que ganha em sua coroa no céu!” Deus capitalista? Deve ser por isso que a teologia da prosperidade tem atraído tantas pessoas.
O aprendizado que fica é que devemos ter o coração puro como criança, fazendo a vontade do Criador como uma criança obedece seu pai. O primeiro passo que Jesus ensinou foi “converterdes” e depois “fizerdes como crianças”. Se ignoramos a conversão, jamais seremos como crianças. Como podemos entender o princípio de Cristo do amor ao próximo se ainda não fomos transformados pela graça? Como podemos ser crianças se ainda nem nascemos para Cristo? O Cirilo me passa a mensagem de que precisamos amar, simplesmente amar, mesmo que esse amor não seja reconhecido. O personagem se mostra afetuoso sempre com a Maria Joaquina mas isso não é recíproco, pois ela sempre lhe trata mal e mostra-se preconceituosa. Isso te lembra algo? Como o amor que damos ao próximo e somos retribuídos com “crentes são tudo hipócritas”, “a igreja é para alienados” e uma infinidade de outras frases que não vale a pena mencionar aqui. Não que eu esteja defendendo a massa de cristãos que existe hoje, mas me refiro aos que são crianças e entenderam o porquê de ser criança. Quando o apóstolo Paulo afirma ter atingido a maturidade, ele usa o termo “menino” para dizer o que deixou de ser e não criança (1Co 13:11). Por que será? Porque não podemos perder nosso lado criança. Foi Cristo mesmo que nos disse que é necessário receber o reino [a mensagem] como crianças (Lc 18:17).
Em vários episódios, vemos o Cirilo querendo impressionar a Maria Joaquina várias vezes, mas nada adianta. Vejo um reflexo disso na nossa pregação. Em muitas vezes, tentamos impressionar as pessoas e elas nos ignoram sem nos dar ouvidos. O antídoto rápido e fácil não tenho, mas precisamos ser mais claros e menos repetidores de ideias, pois as pessoas estão cansadas de ouvirem o que funcionou com você, sobre os milagres que ocorreram com você, a sua vida pouco importa, elas precisam ouvir a Palavra, elas precisam ouvir falar de Jesus como Ele é e não como você o vê. O Cirilo que eu quero ser é aquele que não desiste de tentar se aproximar dos amigos, afim de estabelecer um relacionamento com eles. O Cirilo que eu quero ser é este que mesmo não sendo retribuído, continua amando incondicionalmente. Um brinde!

Dando continuidade as análises da discografia do Rosa de Saron, hoje, resenho um dos melhores trabalhos da banda, o disco Horizonte Distante. Lançado em 2009, é o primeiro trabalho da banda pela Som Livre, uma das maiores gravadoras do Brasil. Após dois anos dedicados ao acústico de comemoração de seus 20 anos, o Rosa apresenta seu quinto álbum de estúdio. As 13 faixas conceituais e bem estruturadas fez com que o disco atingisse a marca de 100 mil cópias vendidas. Muitos fãs da banda consideram este, o seu melhor trabalho de estúdio. Dividi minha análise em três critérios importantes dentro do disco que são composições, arranjos e interpretação.
Guilherme de Sá (vocalista)
O disco inicia com O Sol da Meia Noite, letra de Guilherme de Sá e que traz um lado poético e profético muito bacana. A música é esperançosa, assim como todo o disco. O compositor carrega uma frase consigo que diz “o Horizonte pode estar distante, mas Ele existe”. Facetas poéticas pra lá de intrigantes, Menos de um Segundo vem em seguida, agora com a temática morte/eternidade, contando, de forma simples, a dura realidade do sofrimento de quem perdeu um ente querido. O que mais me atrai na banda, além do instrumental, é a forma de composição do Guilherme feita sempre na primeira pessoa. O compositor volta a escrever sozinho na quinta faixa chamada Mais que um Mero Poema que é um protesto contra a hipocrisia do país e de como a juventude vai se perdendo em seus vícios. Na sétima faixa, a minha favorita do disco, Sobre Marés & Angra que, segundo o autor, foi inspirada em uma história real na praia. É uma canção bem particular e conflituosa com as escolhas que tomamos. Um trecho bem marcante é a pequena parte do refrão que diz “eu me perdi num abismo infinito”. Quantas vezes não nos perdemos em infinidades de razões? Entre Aspas é uma música autobiográfica de vida com banda que viaja quase todos os dias para fazer shows. Os integrantes disseram no DVD Rosa na Estrada – Especial Rede Século XXI que o Rosa de Saron é um instrumento de missão. Então, eles não só fazem música, mas passam a mensagem da cruz por elas. Meu Lugar é outra bela canção que quase todas as vezes que dou play, sinto uma imensa vontade de chorar. Primeiro: pois diz muito do que sou – um jovem que tem poucos amigos e a maior parte do tempo fica no quarto escrevendo, lendo e ouvindo música. Segundo: expressa um sentimento de liberdade bem profundo. E a última composição do Guilherme sozinho é Velhos Outonos, a qual, na verdade é uma poesia musicada. O refrão embala bem e arrepia: “vai ficar ou vai correr? Vai salvar ou esquecer? Eu só quero que me ame até o por do sol”.
Considerações: eu sou muito suspeito para falar das composições do Guilherme. Sou muito fã do cara em todos os quesitos musicais. Ele de fato é uma grande referência para mim. Mas tentando deixar o lado fã de lado o elogio pelo sua espontaneidade de pôr o que ele vive de forma que se confunda com quem as ouve. É difícil fazer isso. Eu raramente consigo colocar meus conceitos de fé que creio sem que aquilo soe religioso e padronizado “gospel”. O Guilherme consegue e faz isso com uma naturalidade. Percebemos que ele não foge do cristianismo. Ele não tenta esconder que a banda é cristã e nem que ele não seja, pois isso é notório. Basta ouvir bem e ver o que se trata.
Eduardo Faro (guitarrista)
O Dudu tem uma forma de escrever muito única. O compositor é alguém único no meio artístico, isso é inquestionável. Neste disco ele não assina nenhuma música sozinho e para ser sincero, nem sei se a parte letrista tem uma pitada dele. Mas vamos lá: Folhas do Chão (parceria com o Guilherme de Sá) mostra o mesmo lado de escolhas que o “Sobre Marés & Angra”, a diferença é que aqui, é perceptível o lado de peregrino. Ou melhor, o lado de que o homem precisa rever seus conceitos, policiar-se e encontrar-se em Deus. Na Chuva ao Fim da Tarde é um rock bem empolgante e não tem como vibrar com o refrão “não tenho tempo pra fingir, não tenho tempo pra ficar aqui pois sei que nessa noite vai me iluminar”. Mesma Brisa, outra parceria com Guilherme, é uma canção que expressa o sentimento de adorador. A entrega, o desafio, o desejo de servir e pagar qualquer preço pelo evangelho.
Considerações: o Eduardo é um bom letrista e a maioria de suas composições ficarão eternizadas na vida dos Rosarianos. Neste disco ele pôs a dosagem certa que o trabalho pediu. Acredito que essa era a vibe da banda.
Rogério Feltrin (baixista)
O Lerão, apelido carinhoso dado ao Rogério, assim como o Eduardo, não compôs nenhuma canção do disco sozinho, mas rendeu muitas canções boas, o melhor, as melhores desse álbum tem uma pitada dele. A forma como o Feltrin compõe também é bem devocional. Começando por Um Novo Adeus, música que ele começou e o Guilherme terminou, fala do sentimento de saudade que os músicos sentem de suas famílias e do pouco tempo que passam com elas e logo tem que dizer adeus outra vez. Considero esta uma das melhores do disco. Me marcou muito no último ano do ensino médio. Apresentei ela a uma amiga e ela viciou também. Invisível é outra parceria com o vocalista, e reflete a realidade daqueles que não tem voz ou ao menos de nós cristãos, os quais, muitas das vezes queremos pregar o evangelho e as pessoas não param para ouvir. A freneticidade em que as coisas andam fazem com que tenhamos uma certa tristeza, mas lembramos da Luz maior. Esta é a Luz que nos possibilitou ser luz e assim somos incentivados a “crer que alguém pode escutar”. Por isso, é uma música muito, muito, muito boa mesmo! Ela ficou muito melhor ao vivo no DVD Horizonte Vivo Distante. Minha Triste Imperfeição foi uma das faixas de trabalho do disco e parceria do Rogério com Alex Alva. A parte devocional/poética do Rogério é muito agradável. Acredito que como líder da banda ele se propõe em colocar toda a sua verdade na letra, e dá muita certo. Além do mais, é uma letra que o Guilherme de Sá soube interpretar muito bem!
Considerações: as três músicas que o Rogério Feltrin assinou são muito bem estruturadas em termo de letra. São canções que refletem o lado humano em relação a Deus. Sem dúvidas, todas elas merecem destaques e a banda também por ter três bons compositores.
Esse álbum é digno de elogios pela versatilidade dos instrumentos a cada faixa. O som lembra muito o rock britânico, e o conjunto da obra foi bem pensado.
O Guilherme, como sempre, mostrou todo o seu talento e técnica vocal nesse disco. Assim como os outros integrantes, o vocalista fez sua parte e conduziu muito bem o disco a ser o que ele é: um dos melhores de 2009. Assim encerro a analise dizendo que este disco já ficou na história não só da música cristã mas do Brasil por ser um disco sólido, temático e contagiante!
A relatividade é um pensamento que afirma que um valor é subjetivo, ou seja, se dobra aos joelhos das experiências pessoais de cada indivíduo. Cada paradigma levantado não pode ser levado como verdade absoluta, porém apenas como uma regra individual. Essa teoria surge como uma arma contra a imposição de ideias, uma tese desenvolvida por humanistas. Olhando esse argumento de um modo mais profundo, nota-se que cada costume ditado no tempo foi criado baseado nas vivências de cada homem, e não de um ser superior que ditou essas leis. Além disso, essa concepção usa como principal base a questão de como a cultura muda ao longo dos anos e, portanto, seus costumes.
O seguinte problema: sem valores absolutos que definiriam algo, qual é a lógica da crítica? A crítica difere da dúvida, pois a primeira confere a um sentido de refinação de algo, ao contrário do que as pessoas pensam que é, que o pensamento dele é ser uma espécie de “do contra”. Ela aparece com uma função de conferir algo de acordo com um modelo de qualidade, pois não existe uma percepção analítica sem um horizonte.
A dúvida é o ato de indagar uma ideia recebida. A dúvida não consiste no ceticismo exagerado, mas na procura de uma verdade em tantas teorias ditadas. O mais importante não são as respostas, mas as perguntas, pois elas revelam um receptor que deseja entender algo. Se existissem apenas verdades relativas, qual seria a lógica da dúvida, se a própria se baseia na busca de uma verdade absoluta?
A dúvida e a crítica são instrumentos da racionalidade. Essa, por sua vez, é completamente contra a concepção da relatividade. A racionalidade constrói um pensamento baseado num conjunto de conexões, formando um sistema interligado, e se uma parte dessa construção possuir uma quebra, ou uma parte solta, ele cai por terra. Ao dizer que tudo depende de um ponto de vista, o fundamento da razão quebra-se ao meio, pois ela precisa de pontos fixos para construir conceitos. Logo, tudo é nada, e não há nada de verdadeiro no mundo. A mentira pode ser verdade, o que é pode ser que não é, e qualquer ideia de luta por direitos humanos é apenas uma luta por nada, pois isso também é subjetivo.
Por último, o próprio raciocínio de que tudo é relativo gera um pensamento absoluto, o que seria uma verdadeira contradição. Se eu proclamo essa ideia, estou dizendo de outro juízo fixo para julgar as coisas. A própria palavra “ideia” significa algo absoluto, já que relatividade é uma ideia. Consequentemente, defender esse argumento é defender a irracionalidade, ou seja, a loucura.
Todas as pessoas, mesmo que não percebam, buscam uma forma concreta de pensar, pois é essa busca que gera críticas e dúvidas, e se ao dizer que as coisas dependem de um horizonte pessoal, essa procura seria em vão. Do ponto de vista humano, a verdade absoluta é algo pessoal e que ocasiona uma luta para proclamá-la, pois o próprio sentimento de estar fundamentado algo leva a um anseio de espalhar isso às outras pessoas, porque todo mundo sabe que estamos lidando com um mundo muito confuso. A própria livre expressão baseia-se nessa ideia, pela vontade de divulgar os nossos pensamentos individuais a todo mundo, algo que tem gerado ao longo dos anos diversos movimentos, religiões, etc. como, por exemplo, o feminismo, o LGBT, movimentos socialistas, liberais, o cristianismo e muitas outras crenças.
Há uma diferença entre verdade relativa e opinião. Se juntarmos uma multidão com fundamentos pessoais, isso não ocasionaria num monte de verdades, mas de opiniões sobre ela. A opinião é relativa, a verdade não. Há uma única só, e vários modos de pensar buscando-a. Logo, o respeito à opinião diversa é que deve ser pregado, não a uma imposição dessa ideia humanista que quer encaixar todos os indivíduos num mesmo modo de pensar absoluto.
Racionalidade e relatividade não se juntam na mesma ideia. Não existem crítica e dúvida em um pensamento relativista.
Durante muito tempo, vemos nomes e grupos se destacando na cena gospel, e do nada pararam de lançar discos, ou não ouvimos falar com tanta frequência. Pensando nisso, a equipe do O Propagador apresenta uma lista de cantores gospel desaparecidos, que estão há um tempo sumidos ou com velocidade reduzida de lançamentos.
Vamos lá?
[tabs]
[tab title=”10º”]
O Fruto Sagrado foi uma das bandas de rock cristão mais famosas no Brasil. Após mudanças internas no grupo e polêmicas envolvendo integrantes, o grupo, lembrado por músicos como Marcão, Bênlio Bussinger, Bene Maldonado e outros lançou seu último disco de inéditas em 2005, de título Distorção. Após isso, o vocalista Marcão deixou o Fruto Sagrado, que atualmente tem um novo vocal, Vanjor.
[/tab]
[tab title=”9º”]
J. Neto foi, durante os anos 90 e o início dos anos 2000 um dos cantores masculinos mais conhecidos da cena cristã. A semelhança de sua voz com a do cantor Roberto Carlos é sua maior peculiaridade. Um dos pontos altos de sua carreira foi com o álbum Além das Aparências, lançado pela Line Records, além da canção “Conquista”, indicada ao Troféu Talento. Recentemente, o músico está na Mess Entretenimento, e lançou, nos últimos anos uma nova canção, chamada “Eu sou esse cara”.
https://www.youtube.com/watch?v=4Ktw2H7H7Pk
[/tab]
[tab title=”8º”]
Tino foi sucesso na música cristã nacional em meados de 2004, quando lançou seu primeiro disco, com o sucesso “Quando o Vento Soprar”. No entanto, o cantor praticamente desapareceu após este lançamento. De lá pra cá, o músico lançou dois discos. O mais recente foi lançado em 2013, de título Adorador.
[/tab]
[tab title=”7º”]
A Banda Azul, que encerrou as atividades em 1994, retornou a ativa em 2012 com a formação modificada. Chegaram a lançar uma música nova com a participação de Nívea Soares, mas nada foi comentado deste então.
[/tab]
[tab title=”6º”]
Zé Marco e Adriano, conhecida dupla sertaneja do meio gospel, lançou seu último disco há uma quantidade considerável de anos. Seus materiais nas redes sociais não anunciam apresentações no momento.
https://www.youtube.com/watch?v=-8k9IsbDw_s
[/tab]
[tab title=”5º”]
Leonor, cantora de longa data da Line Records, iniciou sua carreira no início dos anos 90, lançando vários discos no mercado cristão. Seu último álbum foi lançado ainda em 2009, e teve por título, Primícias.
https://www.youtube.com/watch?v=AURv2ayPWCU
[/tab]
[tab title=”4º”]
Álvaro alcançou grande sucesso no meio cristão por sua qualidade vocal, lançando discos por gravadoras multinacionais. No entanto, reduziu a quantidade de lançamentos nos últimos anos. Seu disco mais recente é Reinas em Glória, lançado em 2011 pela Sony Music.
https://www.youtube.com/watch?v=4qsODC9I26Q
[/tab]
[tab title=”3º”]
Brother Simion foi, e ainda é um dos maiores representantes do rock cristão brasileiro. Foi líder e vocalista do Katsbarnea. Em carreira solo, seu último trabalho totalmente inédito foi Eclipse, de 2004. Nos últimos anos, esteve morando no exterior com o objetivo de evangelizar, mas atualmente está de volta ao Brasil, cumprindo agenda em eventos e igrejas. Em 2012 lançou uma faixa inédita, prévia de um disco que teve o lançamento cancelado.
https://www.youtube.com/watch?v=APwRHJinCrM
[/tab]
[tab title=”2º”]
Melissa foi destaque na cena durante os anos 90. No segundo lugar, a cantora é lembrada, principalmente pelo hit “Minha Razão de Viver”. Lançou vários discos pela Line Records, e seu mais recente é Seja Constante, lançado ainda em 2008.
[/tab]
[tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]
O primeiro lugar vai para o cantor Ozéias de Paula, um dos nomes mais conhecidos na música cristã nacional no último século. O músico, nos últimos anos reduziu substancialmente a quantidade de lançamentos e mudou-se para os EUA. Ano passado, em suas redes sociais, manifestou o desejo de gravar um próximo disco com a produção musical de Pedro Braconnot, e certamente, o público aguarda um novo trabalho de inéditas do cantor, que se tornou conhecido nacionalmente através de “Cem Ovelhas”.
https://www.youtube.com/watch?v=G1Slhy4Y368
[/tab]
[/tabs]
E aí, o que acharam da lista? Quais cantores vocês também acham que estão sumidos? Comentem!
Hoje é mais uma sexta-feira, final de maio, e mais um Fique Sabendo: confira as novidades da semana
Fernanda Brum e Emerson Pinheiro fazem visita ao local de gravação do novo DVD
O álbum Da Eternidade, já analisado aqui, receberá um registro em DVD em Israel. Fernanda Brum, juntamente com seu marido, o produtor e tecladista Emerson Pinheiro aproveitaram o momento para renovarem seus votos de casamento. Os músicos são casados desde o final de 1995.
Fernanda disse em suas redes sociais: “Aproveitamos a visita técnica para o DVD da Eternidade, em Israel, para vivermos um momento muito especial…. Renovação de votos em Israel. São 19 anos de muito amor… E eu disse sim outra vez! Ele sempre terá meu sim! Meu amado, Emerson Pinheiro. Assim como a noiva, a Igreja espera o noivo para se casar… Jesus está voltando para buscar sua igreja.”
Marcela Taís lança prévia e anuncia data de lançamento do novo álbum
A cantora Marcela Taís divulgou, nesta quinta-feira, um prévia de seu novo trabalho, o álbum Moderno à Moda Antiga. O projeto foi produzido por Michael Sullivan e é o segundo da carreira musical da jovem brasiliense, que atualmente faz parte do selo gospel da Sony Music Brasil. O CD será lançado dia 2 de junho. Ouça:
https://www.youtube.com/watch?v=Z7nFEVj-13k&feature=youtu.be
Primeiro lote de ingressos de shows do Skillet estão esgotados
A banda de rock Skillet, a qual fará uma turnê pelo Brasil, aos poucos consegue atrair a atenção de um grande público para as suas apresentações, que ocorrerão nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O grupo estará pelo Brasil em outubro, prometendo divulgar o seu mais recente projeto, Rise.
Jairo Bonfim divulga nova música, “Ressurreto”
O cantor Jairo Bonfim, através das mídias da MK Music, divulga “Ressurreto”, faixa de seu futuro álbum, intitulado Confiança. Ouça:
Até a próxima semana!
Foto: Canta Rio (2001) | Divulgação MK Music
Continuando nossa Rocklogia, seguimos num dos pontos altos da carreira de Brother Simion. Após ficar de fora do Katsbarnea e de toda a visibilidade que a mídia da Renascer em Cristo poderia lhe fornecer, o cantor foi indicado pela banda Oficina G3 para a gravadora MK Music. O selo interessou-se por Simion, que o contratou.
Quem conhece relativamente a carreira de Brother sabe que o artista é muito mais que um cantor e compositor: já fez algumas (poucas) produções musicais, toca vários instrumentos e tem total autonomia artística para produzir um disco. Assim, em 2001, o cantor iniciava as gravações do projeto sucessor de Na Virada do Milênio: Redenção. Em contrapartida, este disco em especial, é muito diferente de Na Virada: desta vez, Brother Simion optou por fazer um som mais contemplativo, introspectivo e pop. O que, provavelmente pode ter sido uma sugestão da gravadora, também encontrou embasamento em uma vibe que o músico ainda não tinha explorado. Particularmente, me agradam bastante as canções “Eclesiastes“, “Redenção” e “É de Manhã”. A capa do disco foi produzida pela esposa do cantor, e Simion tocou vários instrumentos no disco, como piano e guitarra, além de ter assinado a produção musical com Alex Conti. A obra foi masterizada no estúdio Midas.
Em entrevista ao Super Gospel em 2005, o cantor disse a respeito de Redenção:
“Foi um bálsamo pra minha vida, fiquei feliz porque recebi muito retorno das pessoas dizendo que foram abençoadas por este trabalho”.
No ano seguinte, Simion lançaria outro disco mais básico, desta vez com canções mais hard rock. Era lançado, então, A Volta de Johnny. A canção carro-chefe do disco, claramente, é uma continuação de seu maior sucesso no Kats, “Extra”. Não existem quaisquer informações sobre o desempenho comercial dos álbuns de Brother Simion lançados pela MK Music.
Em 2003, o cantor lançaria uma biografia, chamada Johnny não morreu, em que o músico conta seu testemunho e algumas histórias de sua vida. Não permanecendo na MK, lançaria um disco ousadíssimo em 2004 de forma independente, o qual veremos em breve.

Hoje, continuarei falando da banda Simonami. Diga-se de passagem, os caros leitores já perceberam o quanto admiro a banda, certo? OK. Além de falar desse grupo, vou tratar de um tema que eu nunca tratei antes: suicídio. Talvez por ser um assunto muito delicado, ou por eu achar bem longe da minha realidade, neguei-me a escrever sobre isso por tanto tempo. Mas hoje é o dia e tecnicamente irei ser sucinto.
“Janela” é a segunda música do álbum Então Morramos, da banda curitibana Simonami. O disco tem nove faixas e traz um estilo folk/MPB bem intrigante. Calma, eu não irei fazer uma resenha. Mas é como eu disse: nunca falei de suicídio antes, então é fato que eu iria enrolar durante o texto todo para poder começar a falar do assunto proposto.
Por mais que “Janela” não seja uma música escrita para ser especificamente sobre suicídio, é inegável que em sua letra narra o drama de alguém que está prestes a tirar a própria vida e num rápido instante, desiste. A canção se divide em uma estrofe e um refrão. Sendo que a estrofe e o refrão repetem com uma palavra acrescentada.
“Eu escalo a cama do alto e
Olho de dentro pra fora
Miro a janela pro salto e
O medo estoura o meu coração
Me aperta o sangue
Tanto que corte nenhum vaza
O sol não aumenta o calor, e eu já não sinto mais” (na repetição acrescenta o “nada”)
Vamos lá: a pessoa está aflita e já fez de tudo, até cortou os pulsos (ou tentou cortar, não sei). Trêmula e com medo, o indivíduo está em meio de decidir o futuro de sua vida. É só pular e pôr fim em tudo. Peraê! Abre um parêntese. É só pular e tudo acabou? Mas o que levou-a a fazer aquilo não continuará existindo e causando o mesmo efeito em outras pessoas? OK, o suicida não mais sentirá a dor mas ela não vai morrer, quem vai morrer é o suicida. Imagina se eu vou sair matando todos os cachorros que vejo porque um me mordeu. Isso seria grave, não? Fecha parêntese. Levando em conta essa minha observação, o suicídio não mata a dor, mata o corpo, assim como o caçador não mata o animal, e sim a caça.
E eu sei que tudo o que eu estou escrevendo aqui não faz muito sentido para alguém que já pensou em suicídio ou foi amigo de alguém que se matou. Mas eu não sou psicólogo, sou um músico, então dá um desconto vai. Refrão:
“Chega, o tempo da sua vez
De que contar até três
Não faz passar, não faz passar
Deixa, eu nem quero mais
Não vou mais fazer por onde
Parece que tudo se esconde” (na repetição acrescenta “de mim”)
Agora entende o título do texto? Eu sinceramente não entendo esse refrão e sabe, para mim não importa entender. O que eu leio e ouço nessa parte é o suficiente. Talvez, só quem vive o drama de chegar ao ponto de tentar um suicídio, é que entende isso. E aqui nem cabe levantar aquela questão de “o suicida vai para o inferno?”, mas levanto a questão do por enquanto, do efêmero e doloroso. Sei o quanto a solidão dói e o quanto isso parece injusto. Davi expressa no Salmos 44 verso 22 que por amor a Deus somos mortos/ou levados a morte todos os dias. O suicídio afugenta algo que não é possível entender para nós que conseguimos lidar bem com a dor. Ninguém é obrigado a ser um experiente nato em lidar com o sofrimento e por isso, a depressão como o último estágio da dor humana, como define o psicanalista Augusto Cury, nos leva a querer matar isso. Tirar a própria vida pode ser definido como aliviar um sofrimento insuportável, o qual é incômodo conviver.
Então, o que eu aprendo com esta música? Aprendo que somos frágeis e incapazes. Somos flagelos que facilmente são levados pelo vento em dias de inverno. Somos peças fora do lugar tentando se achar a cada movimento. Somos pó (Salmos 113.14) e carentes de Deus. O sentimento de querer se matar é a externa revelação de que precisamos urgentemente dos carinhos de Deus, do Pai protetor que rege a Terra com toda maestria de um Pai perfeito! “Eu nem quero mais”. Se você caiu nesse texto com a intenção de procurar um alívio e leu essa frase, repita consigo e diga alto outra vez, EU NEM QUERO MAIS! Não vale apena se entregar porque somos maiores do que a dor, somos humanos! Superamos!
Um brinde!
“Caso o Senhor retirasse todo o mal
Eu seria o primeiro na fila
Ele teria que acabar com todos nós e com todas as pessoas”
It Is Time II – HB
Há certa canção da banda brasileira Fruto Sagrado que dizia que, se a verdade é tão simples, onde estaríamos errando? Os olhos dos homens não são cegos para algo de extrema dificuldade, que necessita de um complexo entendimento, porém, não veem algo que está diante dos seus olhos.
É verídico que nós gostamos de criar discursos e teses para todos os tipos de problemas, de levantar linhas de pensamentos, mas no final de tudo todas caem na mesma contradição ou na falta de efeito. E ao se deparar com a insolubilidade de uma questão, nos levamos a crer que a verdade é relativa. A humanidade complica tudo, de forma exaustiva, cheias de argumentos, mas essas suposições não respondem nossas maiores indagações. Como diz a canção “Neófito” do Resgate, “tanta teoria pra me embriagar”.
“Eis que isto tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.” Eclesiastes 7:29
Uma das grandes perguntas que se desenrolam neste planeta é sobre o porquê Deus permite o mal. Definitivamente, o ser divino não tem pacto com o mal, e Ele não criou o mal, apenas definiu o que seria errado. O mal não é uma coisa em si, como um objeto, mas uma ação. Escuridão é ausência de luz, assim como o mal é ausência de luz, logo não precisa de um criador. E o Eterno definindo o que é bom, logo mostrou o que era ruim.
No entanto, uma das faces dessa questão é aplicar a Deus algo que nós somos plenamente responsáveis. E é aqui que mora a centralidade desse texto: Se Deus pudesse dar um cabo no mal por inteiro, os que indagam a integridade divina não teriam em mente que eles estariam nessa fila de destruição dEle.
A fonte do mal mora em um ser: homem. Se percebermos que a fonte de toda bondade mora nEle, então perceberemos que ao se afastar dEle, estaremos na escuridão, que é um vazio, um vácuo. Em Romanos 3.23, diz que todos os homens estão destituídos da glória de Deus. Destituição é falta de algo. Assim caminha a humanidade, vazia da luz divina. Logo, antes de indagar o caráter de Deus, veja se está sendo uma pessoa plenamente boa, pois se ao questionar porque Ele não destrói o mal definitivamente, você está oferecendo logicamente o seu corpo para a ira dEle.
Não há mais teorias que possam solucionar nossos problemas, apenas vão amenizá-los, no entanto, toda nossa resposta se encontra em Cristo.
https://www.youtube.com/watch?v=g4AbFfejefE