Foto: Canta Rio (2001) | Divulgação MK Music
Continuando nossa Rocklogia, seguimos num dos pontos altos da carreira de Brother Simion. Após ficar de fora do Katsbarnea e de toda a visibilidade que a mídia da Renascer em Cristo poderia lhe fornecer, o cantor foi indicado pela banda Oficina G3 para a gravadora MK Music. O selo interessou-se por Simion, que o contratou.
Quem conhece relativamente a carreira de Brother sabe que o artista é muito mais que um cantor e compositor: já fez algumas (poucas) produções musicais, toca vários instrumentos e tem total autonomia artística para produzir um disco. Assim, em 2001, o cantor iniciava as gravações do projeto sucessor de Na Virada do Milênio: Redenção. Em contrapartida, este disco em especial, é muito diferente de Na Virada: desta vez, Brother Simion optou por fazer um som mais contemplativo, introspectivo e pop. O que, provavelmente pode ter sido uma sugestão da gravadora, também encontrou embasamento em uma vibe que o músico ainda não tinha explorado. Particularmente, me agradam bastante as canções “Eclesiastes“, “Redenção” e “É de Manhã”. A capa do disco foi produzida pela esposa do cantor, e Simion tocou vários instrumentos no disco, como piano e guitarra, além de ter assinado a produção musical com Alex Conti. A obra foi masterizada no estúdio Midas.
Em entrevista ao Super Gospel em 2005, o cantor disse a respeito de Redenção:
“Foi um bálsamo pra minha vida, fiquei feliz porque recebi muito retorno das pessoas dizendo que foram abençoadas por este trabalho”.
No ano seguinte, Simion lançaria outro disco mais básico, desta vez com canções mais hard rock. Era lançado, então, A Volta de Johnny. A canção carro-chefe do disco, claramente, é uma continuação de seu maior sucesso no Kats, “Extra”. Não existem quaisquer informações sobre o desempenho comercial dos álbuns de Brother Simion lançados pela MK Music.
Em 2003, o cantor lançaria uma biografia, chamada Johnny não morreu, em que o músico conta seu testemunho e algumas histórias de sua vida. Não permanecendo na MK, lançaria um disco ousadíssimo em 2004 de forma independente, o qual veremos em breve.
Deixe um comentário