O cantor e compositor Leonardo Gonçalves decidiu, desde ontem (18/7), comentar uma das mais recentes polêmicas de Thalles, o qual afirmou, durante um evento, que seu próximo disco seria dedicado ao público não-religioso e que o meio gospel é fraco. Em outro vídeo, que também tem causado forte agitação nas mídias sociais, Thalles disse que “[…] eu sou uma pessoa melhor que todos eles juntos cantando no mesmo palco, e eu sozinho bato em todo mundo”. A forte repercussão negativa fez com que Thalles gravasse um vídeo, pedindo desculpas ao público. No entanto, Leonardo Gonçalves manifestou sua decepção com o músico em suas redes sociais:
preciso me lembrar disto: "[…] quando somos ofendidos, abençoamos; quando perseguidos, não revidamos; quando… http://t.co/IGKduDu5Ry
— lg #VidasPretasImportam (@leonardogoncal7) July 18, 2015
No mesmo dia, o ex-vocalista do Palavrantiga, Marcos Almeida, também comentou o fato, afirmando que a atitude de Thalles não tem nada a ver com o chamado novo movimento, que a divisão entre o gospel e secular é uma construção cultural e a ação de Thalles, em sua visão, apenas reforçará os estereótipos.
O diretor do selo gospel da Sony Music Brasil, Maurício Soares, com quem Thalles firmou contrato antes de ir para a Universal Music e o revelou na Graça Music, publicou uma imagem em suas redes sociais com indiretas para o cantor: “Bom fim de semana a todos os artistas de música gospel que mesmo abaixo da média levam a sério o chamado! O que importa são os frutos e não a média” (sic). Lydia Moisés compartilhou em seu perfil no Instagram.
No entanto, Leonardo Gonçalves, neste sábado, resolveu ser mais direto, e escreveu, em público, um texto direcionado a Thalles. Confira abaixo, na íntegra:
qdo alguém demonstra achar que tds q discordam dele apenas o fazem por inveja, então não há mais muito o que fazer. só orar, msm. e tenho orado bastante por vc, Thalles Roberto.
mas entenda q o problema nunca foi vc me diminuir ou diminuir meus colegas de ministério. sua opinião a nosso respeito não faz a menor diferença, nem para nós, nem para nosso público (e talvez pra ngm, msm).
o q assustou e assusta é a imagem q vc tem de si mesmo. talvez vc não saiba disto (pq chegou faz pouco tempo), mas nunca antes na história da música cristã no brasil alguém se arvorou a tanto. e é por isso q, já há algum tempo, vc está em minhas orações.
não quero e nem nunca quis sua fama e seu dinheiro. estou feliz com o q o Senhor me deu. e o q ELE me deu não é pouco! com certeza muito mais do q eu mereço. tanto pela pessoa falha q sou como pelo talento q – diga-se de passagem- ELE me deu.
não sou ngm pra questionar sua sinceridade, mas acho estranhas tb as conversas q vc diz ter com ELE e as coisas q vc diz q ELE fala, nestes diálogos. algumas delas não me parecem muito com as coisas q ELE diz em SUA PALAVRA. oro tb pra que vc encontre alguém q lhe a ajude a ler e compreender melhor SUA PALAVRA. como já disse, vc chegou faz pouco tempo e um ou outro equívoco é natural, neste processo de caminhar com ELE.
mas se ELE está chamando vc pra cantar outras coisas pra outras pessoas, faça isto! eu e muitos outros cantores cristãos estaremos orando por vc. se não der certo e vc quiser voltar, também estaremos aqui, pra receber vc de braços abertos, mais uma vez, se necessário for. pq assim é o Evangelho.
ps.: apenas para sua informação: vc não é o número 1 do meio gospel. se é q isso existe (e com certeza não importa) esse lugar é de Aline Barros. 😉
Thalles não se manifestou acerca do texto. Leonardo acabou apagando o texto de suas redes sociais, dando explicações mais tarde.
A cantora Cassiane, em uma entrevista, chegou a comentar o fato, dizendo que gosta de Thalles, mas que “meus 34 anos de ministério não podem ser medidos por alguém que acabou de chegar”. Além dela, o grupo Trazendo a Arca, a banda Metal Nobre e os cantores Samuel Mariano, Amanda Ferrari, Cristiane Carvalho, Vanilda Bordieri, Marcus Salles, Nani Azevedo e Ana Paula Valadão comentaram o fato.
Fotografia: Jean Carllos no Canta Zona Sul | MK Music, no portal da banda em 2004
Com a saída de PG, os integrantes remanescentes, de longa data do grupo, não sabiam quem colocar nos vocais. A ação foi pontual: Juninho Afram teve que se achegar com força total aos microfones. Duca Tambasco faria as partes que anteriormente eram destinadas à Juninho em algumas músicas, e Jean, que expandia sua participação nos vocais desde Humanos, sem dúvida tinha espaço total nesta nova conjuntura.
Juninho Afram não estava completamente satisfeito para atuar nos vocais, até porque muitos dos riffs da banda são complexos demais para tocar e cantar. Por isso, a banda chamou Déio Tambasco, que, na época gravava seu segundo disco solo, para atuar com a banda na guitarra base. Com a participação de Lufe na bateria, que trabalhava com a Oficina G3 por uns anos, o trio fundamental do grupo seguiu na ativa.
A turnê de Humanos foi uma das mais longas da banda, e, assim, podia ser dividida em duas fases. A segunda, da Oficina G3 como um trio, recebeu um belo registro no Canta Zona Sul, ocorrido em abril de 2003 no Rio de Janeiro. Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos demonstraram ótima proficiência em seus instrumentos, e nos vocais também. Você pode ouvir os três em “Onde Está?”, por exemplo. Essas faixas foram remasterizadas e relançadas na coletânea Gospel Collection, lançada em 2014.
Além dos shows, o grupo andava em alto vapor na produção de um álbum futuro.
É assim, honestamente, eu preferiria que Deus preparasse uma pessoa, a minha vontade seria essa. Enquanto eu tiver que fazer, eu faço, e faço com amor, com seriedade, estou dando o meu melhor. O que eu posso fazer, estou fazendo. Mas é uma coisa minha com Deus. Se Deus quiser preparar outra pessoa, pra mim seria melhor. Mas eu também não quero colocar as palavras na boca de Deus ou dar ordens para Deus. [Juninho Afram, sobre ser vocalista, G3ManiA, 2004].
As gravações de Além do que os Olhos Podem Ver foram demoradas, mas bastante positivas. O vocalista do Fruto Sagrado, Marcão, participou dos vocais e da composição de “Sem Trégua”. Déio Tambasco tocou guitarras em “O Fim é só o Começo”, música com sua influência de blues. Juninho Afram gravou os vocais, enquanto Duca Tambasco e Jean Carllos ficaram com seus respectivos instrumentos. Todo o processo de composição, no entanto, foi iniciado do zero durante seis meses, e foi o disco criado dentro da maior pressão e dificuldade já enfrentada pela Oficina.
O álbum foi lançado em fevereiro de 2005, e vendeu 20 mil cópias em apenas três dias, alcançando elogios gerais pela sonoridade de volta aos trilhos. O peso no instrumental cresceu as especulações acerca do pop na fase com PG, mas Juninho negou que a culpa fosse do ex-vocalista, e afirmou que não havia um culpado para isto. Anos depois, Jean Carllos afirmou o mesmo, em outra entrevista.
Déio Tambasco tocou com a Oficina G3 até que fosse convidado por Paulinho Makuko para voltar ao Katsbarnea, que estava sendo reformulado, e Lufe deixou de tocar com o grupo em novembro de 2006. Em seus lugares, chegariam os músicos Celso Machado e Alexandre Aposan.
Como fechar os olhos para tudo à nossa volta, acima e abaixo do céu? Me pergunto constantemente, quando a realidade está em nossa direção, mas tentamos nos desviar. Isso ocorre quando queremos que nossa vontade venha a se concretizar, e que todo o contexto à nossa volta contribua para o nosso ego.
No entanto, Deus, como o condutor de tudo, o criador, o autor, denomina um caminho para andarmos, o que nem sempre (na verdade, quase nunca) é o que queremos. Assim, entramos em conflito com nós mesmos, pois, como também nos contrariarmos?
Seguimos e permanecemos no caminho certo, por vezes sem saber, ou seja, sem refletir profundamente em meio a toda a crise. Mas lá na frente vemos o quão boa e sábia foi aquela decisão. E, dia a dia, Ele nos ensina que é Deus e cuida de nós, e justamente por nos amar, sabe que nossa independência é perigosa.
A fé é fundamental na vida de qualquer cristão. Sendo definida como a crença em algo sem a necessidade de provas, a fé é tema recorrente em várias canções cristãs. Confira a nossa lista com algumas delas.
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Fé – Lauriete
O décimo lugar vai para Lauriete, com “Fé”, uma das canções de sua carreira, que intitula um de seus álbuns. A canção afirma que, através da fé, podemos contemplar Jesus. (2008)
https://www.youtube.com/watch?v=6meGATdIbPw
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Fé – Luiz Arcanjo
“Fé”, do álbum solo de Luiz Arcanjo, possui uma pegada leve, conduzida por um violão. Seu refrão diz: “fé não se explica com a razão”, utilizando vários exemplos para definir o conceito de fé. (2009)
https://www.youtube.com/watch?v=_od4L7w_NTs
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Tudo é Possível – Ozéias de Paula
Abordando a fé como forma de enxergar o impossível, esta canção, gravada por Ozéias de Paula, faz referência à fé do tamanho de um grão que transporta montes. (1982)
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Fé – Oficina G3
Gravada no álbum Indiferença, foi escrita pelos então cinco integrantes da Oficina G3: Luciano Manga, Juninho Afram, Duca Tambasco, Jean Carllos e Walter Lopes. O baterista Walter conduz os vocais, contando vários episódios bíblicos, dizendo que não só eles como nós vivemos pela fé. (1996)
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Uma Questão de Fé – Rose Nascimento
Canção que intitula o álbum Uma questão de Fé, faz referência a vários acontecimentos bíblicos acerca do poder da fé. Assim, Rose Nascimento canta que “é uma questão de fé / pois, nenhum deles é melhor do que você“. (2006)
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Minha Fé – Lília Paz
A canção, diferentemente das anteriores desta lista, aborda as crenças erradas de muitos cristãos, que os levam à desilusão. “É tanto amuleto tanta moda e heresia / E o povo cegamente acreditando dia a dia / Mas a igreja sabe em quem pode confiar / É só em Jesus Cristo outro nunca haverá“. (2010)
https://www.youtube.com/watch?v=Ejf42AFZM0Y
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A Fé Faz o Herói – Jamily
Hit de Jamily, foi escrita por Beno César e Solange César, e de certa forma se conecta a outro sucesso da cantora, “Conquistando o Impossível”. Esta canção relaciona o impossível com a fé, afirmando que os alvos, para um herói, são conquistados através da fé em Deus. (2007)
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Pela Fé – André Valadão
Sucesso do cantor que mais gravou canções com a temática da fé, e fez do logotipo de sua carreira o escudo da fé, “Pela Fé” faz parte do álbum Sobrenatural. A música fala acerca das possibilidades trazidas através da fé em ver acontecer o sobrenatural. (2008)
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A Fé – Sérgio Lopes
Do álbum homônimo, “A Fé”, de Sérgio Lopes, retrata poeticamente a força da fé no indivíduo que está cansado, abatido e só, afirmando que “a fé tem seu segredo / não se revela ao que tem medo / mas ao que luta / até o momento da fé chegar“. (1999)
https://www.youtube.com/watch?v=xBWNz2NyJTs
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Rompendo em Fé – Comunidade Zona Sul
Um dos maiores hits no meio cristão durante os anos 90, com certeza marcou a vida de muitos cristãos em sua época. Do grupo Comunidade Zona Sul, “Rompendo em Fé” aborda a importância das provações e dificuldades no crescimento espiritual do indivíduo cristão. (1998)
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O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!
Em 2004, o Katsbarnea iniciaria um novo tempo de crises. Paulinho Makuko deixara a banda e Jadão, juntamente com Marcelo Gasperini procuravam um novo vocal. No fim do mesmo ano, o cantor retornaria a banda novamente, enquanto paralelamente produziria o disco solo 12.
Em março de 2005, após vários shows, Jadão sairia do Katsbarnea, com a vontade de se dedicar a outros gêneros musicais e cantores do meio gospel. Mais tarde, tornaria-se integrante do Filhos do Homem.
O grupo se reuniria para gravar (na formação Makuko/Gasperini/Déio Tambasco) no final de 2006, quando Déio terminou seus compromissos com a Oficina G3 (abordaremos isso em breve…).
O nosso relacionamento hoje é muito bom. Inclusive até já toquei com ele também, mas antes disso a gente se falava por telefone, MSN e quando a gente se encontrava sempre rolava uma festa – Iuhu! Antes da saída dele do Kats, ele tava dividido entre a carreira solo dele e a banda. Então ele teve que tomar a decisão. Com a saída dele o Kats voltou a andar novamente, gravou um novo trabalho. Na verdade ele não saiu né, porque a banda continuou a tocar as músicas dele… porque o Kats era o projeto principal de todos os integrantes, não havia divisão. [Jadão, sobre relacionamento com Brother Simion, Super Gospel, 2005]
A minha saída foi desgaste de convivência, eu amo o Katsbarnea, demos muitas risadas juntos, viajamos o Brasil todo ganhando almas para Jesus, ganhei muito dinheiro. Às vezes me sentia sufocado, amo os músicos que estão e que passaram pelo Kats. A minha saída foi uma questão humana, o dedo humano me fez sair, até poderia ter ficado, mas a escolha da saída foi minha. Em relação à banda não os vejo desde Janeiro de 2004 e com o Apóstolo a minha relação é maravilhosa sempre vejo ele conversamos numa boa, mesmo porque frequento a Renascer Lins e ele sempre está lá e não pretendo sair de lá também. [Paulinho Makuko, sobre saída da banda, Super Gospel, 2004]
Arredios, íntimos… próximos, distantes… tão certos, as vezes em dúvida. As vezes a vida de nós, sujeitos, parece contraditória, cercada de dúvidas e perdas de bases. Talvez seja pelos nossos tempos, mas independentemente de nossos métodos para alcançar, nossos passos sob este chão são destinados à realização, estou certo?
Pois bem. Nesse processo, difícil, mas que reconhecemos nossas capacidades, podemos encontrar muitos obstáculos e questionamentos, ainda mais quando o caminho é trilhado só. É neste momento de fragilidade que nos encontramos vazios, nus, perdidos. Como continuar, sem reconhecer a soberania do Criador? Como seguir a estrada sem bases, sem abrigo, sem um meio sólido para trilhar.
Não adianta. Para quem crê, não há outro caminho, não há quem conheça melhor o coração de alguém assim. Sem Ele somos nada, simplesmente pelo fato de sermos criaturas geradas por Ele. E, para Ele, não precisamos e nem temos como impressioná-lo. É Deus quem nos impressiona a cada instante, quando seguimos sua direção, ou quando tentamos andar sozinhos, caímos, e vemos na frente que voltamos ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.
Dando voltas, andando em círculos, assim defino, muita das vezes, nossa caminhada como seres humanos. Iludindo-nos com algo passageiro, que antes não nos impressionava, e por vezes até mesmo tinha a nossa reprovação. Mas, de volta, podemos agradecer ao Criador por Sua proteção e por nos mostrar, novamente, com toda a paciência, o caminho.
Antes de tudo, preciso esclarecer algo que nunca disse na Rocklogia: o rock cristão nacional, sim, tem participação das bandas católicas! Digo isso porque a impressão que dá, em um ano e meio de Rocklogia é que os grupos católicos não tiveram participação efetiva e importante neste processo, o que é o contrário. Mas, na minha limitada visão, me reservei a abordar bandas e músicos os quais teria mais propriedade e conhecimento para contar suas histórias. Por isso que, por exemplo, eu não mencionei o Virtud até hoje aqui, pois não conheço o suficiente sobre o conjunto para falar dele.
Ao mesmo tempo, o Rosa de Saron tem se destacado de uma forma muito positiva no meio musical em geral no meio dos anos. Quebrando as barreiras do religioso versus profano, do católico versus evangélico, sua música é bem produzida, embora não seja composta por grandes músicos (e quando falo grandes músicos, não me refiro exatamente em competência nos seus trabalhos, mas a reconhecimento). O que pode faltar no instrumental do Rosa ganha em dobro nas letras poéticas. Confesso que não conheço muito do grupo, mas há um colunista aqui do site que é fã do grupo. Creio que o Jhonata Fernandes da Um Brinde tem muito mais propriedade para falar do Rosa aqui, e por isso o convidei para escrever o post desta semana. Com vocês, abaixo, as palavras dele sobre o Rosa de Saron.
Quando recebi o convite do Tiago Abreu para falar um pouco do Rosa de Saron aqui no Rocklogia como espécie de biografia da banda, me senti muito honrado, mas ao mesmo tempo senti uma grande responsabilidade sobre mim. É difícil descrever a história de uma banda a qual você é muito fã, com uma análise crítica da trajetória musical deles. Mas, agora, vamos tentar conhecer o Rosa de Saron, que muitos só conhecem por nome e por algumas músicas consideradas românticas.
A banda nasceu da renovação carismática dentro da igreja católica em 1988 em Campinas. Rogério Feltrin, líder e baixista da banda, se uniu com Marcelo Machado, vocal, Eduardo Faro na guitarra, Alessandro na bateria, Alex Nozaki Mota na guitarra dois e Eduardo Bortolato nos teclados, e formavam a banda Rosa de Saron, primeira banda de rock católico no Brasil e acredito que foi a primeira do mundo. Lançaram seu primeiro disco em 1995, intitulado Diante da Cruz, e com uma temática bem evangelística. O álbum lançado pela CODIMUC, gravadora católica, alcançou um público gigantesco nunca antes alcançado por ministérios de louvor do mesmo segmento. O trabalho tinha elementos de hard rock e heavy metal. Marcelo Machado, vocalista, teve poucas canções de sua autoria no disco, contando com “Sacrifício Perfeito” juntamente com o Eduardo Faro, “Latas Retorcidas” junto com o Daniel Colazzos e a faixa-titulo em parceria com o Rogério Feltrin e Eduardo Faro. As nove faixas versava assuntos como drogas, dependência de Cristo e adoração ao Pai. Em 1997, era lançado Angústia Suprema, o qual a banda conseguiu expor mais seu lado católico sem ser chato. Claro, com exceção da música “Intro”, intitulada “Via Crucis”, que mais uma vez foi feita pelo tecladista Eduardo Bortolato, repetindo sua dosagem devocional que fez no “Rosa de Saron (Intro)”, do álbum de estreia, que mostra a ‘áurea’ sonora do catolicismo. Em seguida, surge “Olhos Vermelhos”, composição de Feltrin, o qual também assina “Século I” em parceria com o vocalista Marcelo Machado e o guitarrista Eduardo Faro, e “Angústia Suprema” também em parceria com o Edu. O disco é fechado com “Tempo”, “Chance”, “Carregue os Feridos”, “Caminho de Emaús”, “Anjos das Ruas” e “Linda Menina”. Além de “Angústia Suprema”, “Chance” e “Anjos das Ruas” foram as músicas de mais destaque desse álbum, sendo regravadas no álbum acústico em comemoração de 20 anos de banda em 2008. Em 1999, a banda gravou um EP com três faixas chamado Olhando de Frente. A música teve apenas “Mesmo Assim” e “Olhando de Frente” como inéditas, sendo a faixa 3 uma versão remix da música “Diante da Cruz”. O EP não foi muito sucesso. Talvez aqui venha um retrocesso do sucesso que foi o Angústia Suprema.
Ainda em 1999, Marcelo Machado, que já tinha um trabalho com sua atual banda, The Flanders, decidiu deixar o Rosa alegando estar difícil a conciliação de ambas as bandas. Uma das especulações é que ele queria investir em outros sons e isso não seria feito com o Rosa de Saron. Outros integrantes também deixaram a banda até 2000 como exemplo o tecladista Eduardo Bortolato. O baterista Grevão entrou mais ou menos nesse período de transição da banda.
Mas da formação atual, o último a entrar na banda foi Guilherme de Sá, atual vocalista e um dos melhores da atualidade no cenário rockeiro no Brasil. Em 2002, a banda voltou a gravar com o novo membro e também mudando sua estrutura de composições: se antes ouvia-se a banda identificando um problema, mostrando e dizendo uma forma para solucioná-lo, a partir de Depois do Inverno, vemos um Rosa de Saron exteriorizando os sentimentos e mostrando sua perspectiva sem se preocupar em mostrar soluções fáceis e objetivas. Em outras palavras, ficou mais poético. A entrada de Guilherme serviu para mostrar um lado que estava morno ainda: a individualidade que uma banda pode ter. Quando ouvimos Diante da Cruz, por exemplo, percebemos um aglomerado de referências musicais mas sem nada que fosse indubitavelmente autoral. Com a entrada de Guilherme, o som modificou-se, já que ele também é guitarrista e violonista. Algumas canções desse álbum ficaram marcadas, como “No meu coração”, “Estar com você” e “Muitos Choram”. Acho que o único defeito extremamente perceptível deste projeto é a capa. Sinceramente não me agrada.
https://www.youtube.com/watch?v=erOGESfTVRo
Eu tinha esquecido deste importante detalhe, mas as capas do Rosa de Saron de 1995 até 2008 que foi o lançamento do acústico, foram muito ruins. O projeto gráfico só veio melhorar – isso em minha perspectiva – em 2009 com o Horizonte Distante. Mas não julguem o trabalho da banda pela capa, pois o conteúdo faz valer a pena a falha da arte.
Em 2005, veio o Casa dos Espelhos, com produção de Guilherme de Sá, tendo grandes músicas emplacando nas rádios como “Sem Você” e “Lembranças”. Considero este como um dos melhores álbuns da banda. A dosagem de guitarras foi muito bem aplicada e a ordem das faixas fizeram muita diferença. Eles mantiveram o número de 12 faixas comparado ao trabalho anterior. E em 2007 a banda gravou um CD Acústico, e no ano seguinte um DVD Acústico e Ao Vivo na sede da Rede Século XXI em comemoração de 20 anos de banda. Não vou falar muito do acústico aqui pois já estou fazendo uma resenha sobre ele e sai em breve aqui. Mas resumindo, o acústico foi o primeiro DVD da banda e poupando palavras: ficou muito bom, a nível de acústicos de bandas famosas como Scorpions, Engenheiros do Hawaii e Aerosmith. Em 2008, foi lançado o livro Rock, Fé e Poesia – 20 anos de Rosa de Saron narrados através de suas músicas, escrito pelo baixista Rogério Feltrin.
A banda conseguiu e consegue manter lançamentos anuais. Para mim isso é ótimo, pois sou um radical-devorador-de-álbuns e 1 ano é suficiente para absorver as principais informações do disco e me preparar para o próximo lançamento da banda. Isso se repetiu com o Horizonte Distante. Após dois anos dedicados a acústico em comemoração de duas décadas na estrada, eles não descansaram e já pegaram as guitarras mais uma vez para lançarem o Horizonte Distante. E aqui eu acho importante abrir um parêntese. Este disco é ímpar no repertório da banda, porque mostra um Rosa de Saron sólido, com todos os instrumentos sendo audíveis e letras entendíveis. O que quero dizer de fato com essa afirmação? É que o HD marca um novo tempo na carreira da banda e isso é um fato inegável, pois só quem acompanha a banda desde 2006, como eu, sabe o que os caras passaram para estar onde estão. Fecha parêntese. Eu fiz resenha desse disco aqui, mas vale reforçar que 70% dele estourou nas rádios. Perdi a conta de quantas vezes eu vi a Rede Globo reprisar o comercial de divulgação do disco e de quantas tardes eu ligava a rádio 98FM daqui de Rio Branco e ouvia “O Sol da Meia-Noite” e “Perto, Longe e Depois” (que ficou de fora do disco por direitos autorais). Foi e é um disco louvável que acabou sendo disco de ouro. E se tratando de prêmios e certificações, o Rosa de Saron é especialista. Ganhou, por vários anos o Troféu Louvemos o Senhor e foi indicado, por vezes, ao Grammy Latino.
Em 2010, veio o primeiro DVD elétrico, o Horizonte Vivo Distante, gravado no HSBC, em São Paulo. O DVD foi sucesso de vendas e teve seu formato em CD também muito vendido. O trabalho teve participação especial do cantor Maurício Manieri cantando “Rara Calma” e justo no dia do seu aniversário. A banda também cantou a música “Mais uma Vez”, de composição do Renato Russo e Flavio Venturini. No ano seguinte, em 2011, foi ano de JMJ (Jornada Mundial da Juventude) em Madrid, Espanha. E a banda gravou seu segundo EP da carreira e primeiro em outro idioma. O EP contém musicas super populares no repertório da banda em espanhol e em inglês. Eu já fiz resenha desse trabalho aqui, confere lá.
Como eu já disse, todo ano eles se superam e em 2012 foi um ano fenomenal em termos de composições: eles lançavam O Agora e o Eterno, mais um pela Som Livre e que foi um sucesso de vendas, recebendo, também, disco de ouro. Considero o melhor trabalho de estúdio da banda até aqui. Em 2013, lançaram o terceiro DVD, o Latitude, Longitude, em símbolo dos 25 anos de banda, que teve muitas (boas) participações especiais, a exemplo de Mauro Henrique (Oficina G3), Johnny Voice e Renato Vianna. Em 2014, a banda lançou o CD Cartas ao Remetente e trouxe uma renovação do som pesado o qual faziam anos atrás e foi aliviado com o acústico e trabalhos mais densos. Numa apresentação da banda no programa Encontro com Fátima Bernardes da Rede Globo, falavam de religião e Guilherme opinou dizendo que a salvação não está restringida aos católicos. Em seguida, o padre Paulo Ricardo fez um vídeo em seu canal, contra-argumentando o Guilherme e chamando-o de herege. Isso abalou muito o vocalista, que até pensou em aposentadoria. Claro que essa noticia mobilizou os fãs, e comigo não foi diferente: fiz grupos no Facebook, campanha e até orei para que ele não parasse de cantar, não naquele momento e por aquele motivo.
Enfim galera, eu não sei mais o que dizer. A banda Rosa de Saron é sensacionalmente incrível! Digo como fã. Atualmente o grupo tem 150 mil acessos/mês no site oficial, mais de 2,3 milhões de fãs no Facebook, quase 200 mil seguidores no Twitter e mais de 29,8 milhões de views em seu canal do YouTube. Números grandes para bandas de rock no Brasil.
Concluindo: nunca havia feito biografia de banda nenhuma, e gostei da experiência. Queria ajudar o Tiago e falar um pouquinho da historia dessa banda. Obrigado e muito rock, fé e poesia pra nós!
O selo gospel da gravadora Sony Music Brasil distribuirá uma série de discos ainda este ano. Muitas destas novidades seriam divulgadas no Encontro de Mídias e Lojistas, a ser realizado nesta quinta (2/7). No entanto, por motivos ainda não esclarecidos, as novidades vazaram por toda a rede mundial de computadores através de um funcionário da empresa. Confira abaixo o que teremos para os próximos meses:
DVD Fazendo a Diferença – Cristina Mel: A ser lançado amanhã mesmo, o álbum Fazendo a Diferença, de Cristina Mel, vem sendo bem comentado pela proposta de não ser apenas uma coletânea de músicas infantis, mas de trazer temáticas e assuntos muito importantes para a atualidade. Um deles, por exemplo, é a pedofilia. Há alguns dias, o clipe da canção “Lobo Mau” foi lançado no canal da cantora nas plataformas Vevo.
CD Ao Vivo – Marcelo Nascimento: O cantor Marcelo Nascimento, que assinou com a Sony Music em 2012, chega ao mercado com um disco ao vivo, o qual, informações mais detalhadas não foram divulgadas pela gravadora para a imprensa.
CD [Sem Título Divulgado] – Mariana Valadão: A cantora Mariana Valadão, após sua estreia pela Sony com o disco Santo, chega com seu primeiro projeto de canções para bebês. Segundo a gravadora, o projeto será lançado em julho.
Paulo César Baruk: Também para julho, Baruk chegará com mais dois projetos, de nomes não divulgados.
CD e DVD Acelera e Pisa – André e Felipe: A dupla André e Felipe lançará, também, mais um disco ao vivo de inéditas, chamado Acelera e Pisa. Segundo a Sony Music, o CD será lançado em agosto e o DVD em setembro.
CD Habito no Abrigo – Trazendo a Arca: O Trazendo a Arca lançará, em setembro, o seu primeiro disco de inéditas pela Sony Music, que se chamará Habito no Abrigo. A obra foi gravada no final de maio, com a produção musical de Kleyton Martins e participação de Ana Nóbrega.
CD Um Lugar para ser Feliz – Marcela Taís: A cantora Marcela Taís, que recentemente lançou o CD Moderno à Moda Antiga, revelou, recentemente, que gravaria um projeto áudio-visual. Este ainda não será o projeto, mas, ainda este ano, a cantora lançará, em setembro, a trilha sonora do filme Um Lugar para ser Feliz, que terá a participação de Carlinhos Felix, Lito Atalaia e Asaph Borba.
A gravadora também prepara, para os últimos meses do ano, lançamentos de Shirley Carvalhaes, Soraya Moraes, Lydia Moisés, dentre outras intérpretes. Vale lembrar que a gravadora, atualmente, anda empenhada com os lançamentos de Damares e Resgate.
Após um longo tempo na MK Music, a dupla Alex e Alex migra para a Som Livre e lança um projeto que deve falar muito mais que os anteriores, para o bem, e, principalmente, para o mal. Tribo do Leão foi lançado em 2015 e pode ser definido como um disco pseudovariado.
Note que ecletismo é uma característica que não se força, e não se constrói sem que o artista realmente tenha uma bagagem e saiba canalizá-la para algo claro e sólido. Um dos grandes males de artistas cristãos, por vezes, é assumir uma imagem que não possuem, ou pior, sequer saberem qual identidade vão assumir.
Alex e Alex é uma dupla veterana. São músicos que deveriam saber para onde querem chegar. Mas este recente trabalho, Tribo do Leão, prova justamente o contrário: os anos passam, e os cantores não mostram se, realmente, querem assumir o posto de vanguarda, com seriedade, ou se entregam a músicas radiofônicas e pouco convincentes.
Grande parte do álbum apresenta elementos que remontam a canções de relativa notoriedade na carreira da dupla, como “Muda Minha Vida”, hit do disco Até o Céu Te Ouvir. A busca por um som que consiga fundir o soul pop com o congregacional (ou um pentecostal disfarçado), no entanto, mostra apenas que a sonoridade não consegue verbalizar a alma da dupla. Aleluia, por exemplo, segue todos os modismos do gênero, com um piano introdutório, aquele arranjo de cordas leve e suave, a subida de tom e o “peso” gradativo próximo ao refrão, acompanhando uma letra indefinida, que mescla versos de exaltação e, ao mesmo tempo, se modula em chavões pentecostais. E isso se repete na maior parte do repertório. Alex e Alex continuam, assim, a dar tiros no escuro, ao invés de procurarem fazer música que realmente definam seu estilo, que, até os dias de hoje, soa como uma incógnita.
Em Ouve Senhor e Governa-me, o diagnóstico é claro: versos pentecostais escancarados, enquanto a sonoridade continua a alcançar o lugar-comum. Os cantores, em suas interpretações estão, evidentemente, com a cabeça fincada em outro gênero. As letras falam de milagres, curas, fazem metáforas de gosto duvidoso, enquanto sintetizadores desconexos e um coral sem feeling forma o pano de fundo. Mas calma, o pior ainda não chegou.
Outra parte de Tribo do Leão é evidentemente ofensiva e chega a soar como um deboche no ouvido do ouvinte. A faixa-título, Tribo do Leão, com alguns trechos do funk, não consegue ser nem um pouco divertida. Mas não para por aí: Topo do Mundo tenta surpreender com frases como “Tudo o que tem fôlego louve ao Senhor / Te dou a minha vida e o meu amor”. A coisa chega a piorar quando a dupla entra em um clima de rave gospel e sua música continua fria e forçada, assim como Aperta o Play, que arrisca em frases pouco inspiradas como “Aperte o play / DJ / Hoje a festa é para Deus”. É, certamente, a dupla deveria pensar muito bem antes de dar, ao seu ouvinte, o qual compra discos originais em pleno tempo de crise econômica, canções de troça.
Na melhor oportunidade que tiveram para mostrar a que vieram, a dupla Alex e Alex continua a provar que seguem perdidos musicalmente falando. É um disco sem fórmulas, propostas, ou discursos. É um disco que não cai, com total gosto, em clichês da chamada teologia da prosperidade, mas consegue ser tão vazio quanto os rumos do nosso mercado gospel, torturante para os órfãos de boa música. Do que se chama de gospel nacional, é completamente esperado, para o que se convenciona de música negra, a boa herança que temos do chamado ‘gospel’ norte-americano, revela a alienação da dupla. Portanto, Tribo do Leão é um registro decepcionante.
A saída de PG é, até hoje, a história mais polêmica e controversa na longa história da banda Oficina G3. Se por um lado, com Humanos, a banda tentava impulsionar sua unidade, creditando todas as faixas aos quatro integrantes, no fim de 2003 PG tornaria-se pastor e, mais tarde, anunciaria sua saída do grupo. O grande problema a respeito de sua saída, na visão de Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos, na época, foi que o vocalista supostamente não pensou no grupo e sequer os preparou. Sabendo os motivos ou não, a manchete “PG saiu do Oficina G3” foi bastante polêmica na época.
Por outro lado, PG afirmava que suas atividades pastorais, as quais já ocorriam há uns certos meses, não encontrava apoio total de seus colegas de banda e que queria um tempo particular para exercer seu ministério como pastor. O músico ainda afirmou que, no momento de sua saída, tinha escrito cerca de oito músicas sem letras, as quais não utilizou para seu disco solo, Adoração. No entanto, a Oficina G3 nunca se pronunciou se algumas dessas oito músicas foram utilizadas em Além do que os Olhos Podem Ver.
Antes da Oficina G3 lançar um disco, PG já chegava com seu trabalho de estreia como cantor solo. Segundo o músico, grande parte do trabalho foi feito em conjunto com seu irmão, com colaborações de Emerson Pinheiro em algumas gravações. Assim, Pinheiro levou crédito como produtor musical. Vale lembrar que, no momento de sua saída da Oficina, o cantor ainda tinha um contrato a cumprir, e, através de um acordo com a MK, passou a cumprir o restante deste contrato com uma carreira solo.
Em janeiro de 2004, PG, Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos se encontraram na sede da MK Music, um encontro bastante tenso o qual não detalham. A relação entre os músicos só melhoraria anos depois.
Confira nossa seleção de citações a partir de várias entrevistas feitas na época. Uma, com PG, outra com os três integrantes da Oficina G3 e algumas citações de outra entrevista.
Este mês, fiz apenas duas apresentações. Todo o tempo restante eu dediquei à minha igreja, ministrando o louvor com a minha banda, que também é de lá. Eu sou líder de louvor de todas as nossas igrejas. Hoje tenho mais responsabilidades, e preciso de pessoas ao meu lado que entendam isso. Numa banda em que todos mandam, há conflito de idéias. Hoje existe uma liderança, mas que é conquistada, e não imposta. Nós pensamos da mesma forma. Eu acredito que ser uma banda não é comer pizza todo dia junto. É ficar uma semana sem se ver, mas mesmo assim continuar orando um pelo outro. Hoje não vou mais à igreja só aos domingos, tenho liberdade para administrar minha agenda. [PG, a respeito das mudanças da carreira solo em relação à banda, Universo Musical, 2004]
A gente realmente ficou muito decepcionado, a gente não esperava que as coisas acontecessem dessa forma. É impossível ficar indiferente diante de coisas do tipo: “olha, amanhã eu vou ser presidente da GM do Brasil e não posso mais tocar no Oficina G3″. Vou estar mentindo se falar que a gente é amigo hoje. Não dá pra dizer que continuamos amigos. Mas isso não é bom pra gente, pra mim, pro Juninho, pro Duca, pro PG! E pra ninguém. [Jean Carllos, sobre a saída de PG, G3ManiA, 2004]
Passamos por momentos difíceis como qualquer pessoa. Vivemos muito tempo juntos e, como num casamento, existem momentos de extrema alegria e de dificuldades, as vezes pintam divergências de opiniões, ocorrem desentendimentos, mas sempre conseguimos passar por cima disso. Estamos juntos há muito tempo nesta formação: Duca está há 10 anos, Jean há 8 anos e o PG ia fazer 6 anos. Houve nesses anos algumas discordâncias sim, mas sempre resolvemos numa boa. [Juninho Afram, sobre o relacionamento da banda, Revista O Levita, 2004]
Na época algumas pessoas do meio musical me fizeram essa proposta. Mas nem eu nem o pessoal da banda nunca fomos a favor disso. E eu não saí porque queria fazer uma carreira solo, mas sim por causa de um propósito, o meu ministério pastoral, que não estava sendo bem compreendido. Era aquela coisa: “eu entendo, mas não aceito”. E eu não queria ser o chato da banda. Sabe a história de Sadraque, Mesaque e Abdenego? Eles eram três, mas tinham um único objetivo. Por mais que um deles tivesse medo, eles estavam juntos, acreditavam um no outro. Comentaram muitas coisas erradas quando eu saí. Não houve briga, não saí porque queria ganhar dinheiro. Saí exatamente porque queria continuar cantando e me dedicar a outros propósitos. Onde estava eu não conseguia. [PG, sobre manter uma carreira solo junto à banda, Universo Musical, 2004]
Quando o cantor tem uma carreira solo além de ampliar os horizontes ele ganha mais. No meu caso, saí do Oficina G3 devido a um ministério; fiquei seis anos sem gravar. Mas o que efetivamente acontece é que muitas vezes as próprias gravadoras incentivam isso. O desejo de algumas gravadoras é que o CD seja vendido e as vezes Deus não faz parte deste contexto. [Luciano Manga, sobre divisões em bandas, Revista O Levita, 2004]
Realmente existia uma amizade, mas depois de tudo que aconteceu, ficou um sentimento chato, mas a gente tentou, acredito que todo mundo tentou não deixar a coisa acabar. Mas infelizmente, depois de algumas conversas, depois de um último encontro que tivemos na MK no começo do ano, que não foi muito legal, chegamos à conclusão de que o relacionamento foi embora. E hoje a gente coloca diante de Deus, na presença de dEle, pra que Deus a seu tempo possa trazer uma cura. [Juninho Afram, sobre o relacionamento da banda com PG, G3ManiA, 2004]
Em primeiro lugar, quero deixar claro que, quando saí, nunca disse que iria parar de cantar. Eu havia sido promovido a pastor, mas mesmo assim permaneci seis meses na banda. O que eu fazia no Oficina não estava mais de acordo comigo. E a Bíblia diz: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”. Esperei o tempo certo, e tenho certeza de que fiz a vontade de Deus. Quanto à sua pergunta, realmente muita gente achou que eu ia mudar de estilo. [PG, sobre a sonoridade do disco ser rock, Universo Musical, 2004]
O Manga começou com a gente. Desde o começo, ele já tinha atuação na igreja, e, depois de anos juntos, o Manga foi transferido para ser pastor no Rio de Janeiro. Chegou uma hora que se tornou impossível ensaiar, tocar. A gente tocava uma, duas vezes por mês, no máximo. Até que um dia a gente conversou com o Manga e ele mesmo chegou pra nós e falou assim “gente, realmente, do jeito que tá eu não consigo, eu não tenho como cumprir os compromissos da banda”. Foi então que, junto com o Manga, procuramos outro vocalista, e ele ajudou a achar o PG, e orou pelo PG junto com a gente. As diferenças principais são essas: quando o Manga saiu a gente já tinha o PG. Quando o PG saiu, a gente não tinha ninguém. [Juninho Afram, sobre as diferenças na saída de Luciano Manga e PG, G3ManiA, 2004]
Acho que já está mais do que provado que o Oficina G3, pelo seu tempo de estrada que já tem, é capaz de prosseguir, até porque Deus não vai desampará-los, como também não me desamparou. Acho que existe uma perda em relação à pessoa porque o PG não faz mais parte do Oficina. Mas quanto ao grupo n/ao, o Oficina G3 é um grupo amadurecido. [PG, sobre Oficina G3 sem PG, Revista O Levita, 2004].
O que eu tenho pra dizer é que, é impressionante como o Juninho come! Ele chegou aqui e falou assim “cara, não vou comer porque já jantei, que desperdício de dinheiro”. Cara, ele não parou de comer até agora! Nunca vi isso! (risos) [Duca Tambasco, sobre alimentação de Juninho Afram, G3ManiA, 2004]
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