Autor: Tiago Abreu

  • Entrevista: Adoração e Intimidade

    O Adoração e Intimidade é um dos grupos congregacionais que vem se destacando nos últimos anos. Formado por Adriano Mendonça (vocal), Nanni Nascimento (vocal), Alex Eduardo (vocal e teclado) e Sandro Faria (baixo), o quarteto lançou, ano passado, o álbum Ele nos Amou, que mesclou o louvor comunitário com sonoridades que envolvem o pop rock e influências eletrônicas. Conversamos com a banda acerca de sua carreira, ideologia e projetos e vocês conferem aqui no O Propagador.


    O PROPAGADOR – O grupo nasceu em 2005, mas o primeiro álbum somente saiu em 2008. Como foi esta fase de formação e preparação para o primeiro trabalho?
    A banda nasceu sem aquele pensamento de gravar CD, eram apenas adolescentes que queriam tocar música na própria igreja e acompanhar o primeiro vocalista da banda. Desta primeira formação, atualmente, ninguém está mais hoje. Do início, até o primeiro CD, muita coisa aconteceu. Tivemos a troca dos músicos, já que eram adolescentes, então suas prioridades foram mudando ao longo do tempo. Na época, estávamos com as condições financeiras preparadas para arcar com a gravação do CD, e as músicas foram chegando através do Alex, que compôs 8 das 10 faixas do projeto, todas baseadas em histórias pessoais dos membros da banda. Estávamos bem crus, não sabíamos direito o que queríamos, e gravamos o que achamos importante para nós, naquele momento.


    O PROPAGADOR – Eu Tenho um Sonho (2008), primeiro álbum de vocês, foi produzido por Ed Oliver e teve a participação de Adhemar de Campos. O que vocês acreditam ser de maior destaque neste projeto?
    O que marcou foi que tudo era novo para nós, era um novo tempo para nós. O grande destaque foi a possibilidade de eternizar em um CD as 10 faixas que escolhemos para o CD. Ed Oliver foi um presente de Deus para as nossas vidas, Adhemar de Campos com seus conselhos e sua participação foi essencial para nos direcionar no projeto. Eu Tenho um Sonho reflete muito o que tínhamos naquela época, uma sede por conhecer mais de Deus e também porque o CD nos fez amadurecer. Não foi nada fácil ensaiar aquelas canções (risos). Regravar a canção “Jesus”, do nosso querido amigo Kleber Ferraz foi muito bom, porque foi uma canção que cantamos muito nos corais da vida (risos). E regravar a canção “Made me Glad”, da Hillsong Worship, também foi um sonho realizado.


    O PROPAGADOR – Ano passado, vocês lançaram Ele nos Amou (2014), um álbum que difere bastante do primeiro disco do Adoração e Intimidade. A que vocês devem estas mudanças?
    Do novo álbum para o anterior, a única coisa que preservou são os três vocalistas e a proposta congregacional, pois acreditamos que esta vontade de cantar música para a igreja nunca sairá de nós. Estas mudanças foram necessárias para o nosso amadurecimento, algumas coisas foram bem naturais, como a inserção do eletrônico, porque fomos inundados com canções que usam muito eletrônico e queríamos inserir isto em nossas músicas. Gostamos de canções explosivas para que possam ser utilizadas no período de música na igreja, e o eletrônico veio calhar com o que já usávamos, que era o pop/rock. Com tudo isso, procuramos nos diferenciar de tudo o que estavam fazendo por aqui, principalmente a ideia de três vocalistas na condução das músicas, bem como esta sonoridade congregacional.


    O PROPAGADOR – No repertório, nota-se que vocês andam bastante atentos ao que está sendo feito lá fora, e destaque para as versões do Planetshakers. Essas versões, em especial, foram escolhidas por qual motivo?
    As versões foram escolhidas principalmente porque ouvíamos elas no original e aquela vontade de ouvi-las em português nos fez ir atrás da autorização, principalmente as do Planetshakers que já eram do nosso desejo desde o primeiro álbum e foi concretizado somente no segundo. Se ouvirem as versões agitadas principalmente (“Todo o poder a Ti”, “Levar minha Cruz” e “Em Ti Jesus”) notará a sonoridade que é muito diferente do que ouvimos em músicas agitadas nacionais, e no momento estávamos com poucas canções agitadas para o álbum, e gravar uma versão de canção agitada só nos ajudou a montar o projeto, não porque existia uma preguiça artística, mas foi totalmente pensada, a dificuldade em compor canções agitadas. A faixa “Canção do Apocalipse” porque queríamos uma canção que já fosse conhecida pelo público para puxar as demais canções, e a sonoridade dela nos agradou. Newsboys sempre foi referência para nós e tudo casou com a proposta. “O Grande Eu Sou” foi um presente para nós, é uma das canções mais executadas e versionadas de 2013/2014 e ficamos muito impactados com a música. Colocar versões no álbum nos fez subir o nível para que trabalhássemos melhor as canções autorais, porque, em alguns projetos, víamos aquela discrepância no conceito, que a versão sempre chama mais a atenção do que as faixas autorais, trabalhamos arduamente pra que as canções autorais pudessem ficar no mesmo patamar que as versões.


    O PROPAGADOR – A música de trabalho do disco é “O Grande Eu Sou”, que até recebeu uma versão em videoclipe. Dentre tantas canções no disco, o que esta, em especial representa a vocês?
    Esta em especial traz uma mensagem poderosa, principalmente na ponte da música: “montanhas se abalam, demônios fugirão, ao ouvir que o Senhor Jesus é o Rei dos reis não há poder no inferno nada resistirá diante da presença e do poder do Grande Eu sou”. É um trecho muito impactante e ele traduz muito a mensagem que pregamos no álbum que é o amor e o poder de Deus. A melodia também é bem chamativa e o que mais nos despertou foi de que na igreja em que parte da banda congrega, a Igreja Internacional Torre Forte, na primeira vez que a ministramos já foi recebida muito bem, e acabamos optando por ela. Graças a Deus temos algumas canções que poderiam ser singles também, mas por conta desta receptividade maior por parte da nossa igreja, acabamos escolhendo ela. Uma versão também chama mais a atenção e algumas informações na divulgação da faixa colaboram na propagação da música, principalmente no YouTube.


    O PROPAGADOR – Muitos dos grupos congregacionais (ou até artistas solo), quando produzem um disco, possuem um repertório autoral inferior as versões. Isso não é visto no trabalho de vocês. Isso foi pensado? Qual a política do Adoração e Intimidade quanto ao repertório?
    A nossa política é reunir o melhor repertório possível, independente se são canções próprias, de compositores parceiros ou de versões. Ouvimos mais de 200 canções para chegar no repertório final. A parte que mais desprendemos tempo foi na construção do repertório. Preocupamos-nos muito com a qualidade da melodia e da letra. Tínhamos um tema central que era Ele nos Amou e dentro disto fomos trabalhando nas letras que apareciam para compor o projeto. Para os compositores nacionais e também acreditamos dos grupos e artistas que vão fazer um CD congregacional a maior dificuldade são as canções agitadas, e com uma dica aqui e ali do nosso produtor Ruben Morais tivemos um start… “puxa existem muitas canções agitadas internacionais que poderiam calhar neste repertório, já que as composições da banda e de amigos da banda não estão tão boas como estas versões. Vamos utilizar versões para as agitadas?” Aí partimos daí para construir nosso CD. E estamos satisfeitos com isso.


    O PROPAGADOR – Vocês são de uma área que já foi mais forte na música cristã nacional. Nos últimos anos, temos visto vários grupos e ministérios tornando-se em carreira solo, ou simplesmente encerrando as atividades. Como vocês enxergam estas mudanças?
    Olha, durante o nosso crescimento musical, sempre estivemos envolvidos com a música congregacional, ela sempre esteve presente em nossas vidas. O que tem acontecido no mercado é que as pessoas andam seguindo muito a moda ou o que estão tocando lá fora, mas acredito que o que de fato chama a atenção é quem procura criar suas próprias características, pois não temos visto ninguém que copia outra pessoa fazer sucesso ou conseguir destaque. Acreditamos que, na música, as pessoas precisam focar e saber aonde quer chegar e acima de tudo ter esse chamado para trabalhar com música cristã, algo que não é nada fácil. Se olharmos para as barreiras nem teríamos gravado o primeiro álbum. Tudo existe um começo e um fim também. Esperamos que este ciclo tenha acontecido com todos os grupos e ministérios que optaram por trabalhar somente na carreira solo.


    O PROPAGADOR – Agradecemos pela entrevista cedida. Querem deixar algum recado para os leitores do O Propagador?
    Queremos agradecer a todos que tiraram um tempo para ler o que tínhamos a compartilhar. Deus abençoe todos vocês e ouçam nossos álbuns nas plataformas digitais. E que a mensagem do amor de Cristo possa abraçar todos vocês. Não existe nada do que o amor de Jesus sobre nós!


    Compre/ouça os álbuns da banda no iTunes, AmazonMP3, 7digital, e a discografia no Spotify e Deezer.

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    Agendas e imprensa: contato@adoracaoeintimidade.com | 11 98465-9758 (VIVO) – Alex

  • TOP 10 – Bandas gospel e ministérios de maior destaque na atualidade

    Esses ministérios e bandas gospel são cantados e tocados por igrejas no Brasil afora. Podem não ser os melhores, mas, há uma quantidade considerável de anos, tem conquistado um público e se destacado na cena cristã.

    Decidimos aqui colocar grupos que se intitulam como ministérios ou fazem música congregacional, não abrangendo, assim, outros estilos, como bandas gospel de rock, pop, e outros gêneros.

    Vamos conferir? (Lista atualizada em junho de 2015).

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    Ministério Unção de Deus

    O Ministério Unção de Deus surgiu em 2003, e graças a composições e produção musical de Ronald Fonseca, alcançou sucesso nacional em 2005 com o álbum Para Chamar Tua Atenção e o hit “Fala Deus”, que foi indicado ao Troféu Talento. Dando continuidade, o grupo lançou, em 2008, o álbum Separados, com composições de Ronald, Luiz Arcanjo, Davi Sacer e do vocalista Rafael Novarine. A canção “Palavra Final” se tornou bastante notória. Apesar de terem escorregado com Estou Pronto, a banda lançou, em 2014, o álbum Confia.

    https://www.youtube.com/watch?v=Bdzp99ElKF8

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    Adoração e Adoradores

    Um projeto de Massao Suguinhara, o Adoração e Adoradores foi sucesso por várias músicas, como “Vim para Adorar-Te” e até mesmo “Foi por Amor”, do seu álbum mais recente. Um dos seus destaques são as várias parcerias e participações especiais nos discos, como Ana Paula Valadão, David Quinlan, Daniela Araújo, Fernandinho, Adhemar de Campos, Fernanda Brum, Filhos do Homem, Paulo César Baruk, André Valadão e outros.

    https://www.youtube.com/watch?v=v7Lh0raMIqI

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    Ministério Ipiranga

    O Ministério Ipiranga tornou-se nacionalmente conhecido através do cantor e ex-vocalista Davi Passamani. Oriundos da Igreja do Evangelho Quadrangular, o grupo é até hoje lembrado pelo hit “Resusscita” e pela canção “Última Chance”. O Ministério Ipiranga perdeu um pouco sua notoriedade nos últimos anos com a saída de Davi, mas suas músicas ainda são lembradas.

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    Sarando a Terra Ferida

    O Sarando a Terra Ferida é uma banda gospel de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e tornou-se nacionalmente conhecido através da canção “Seja Adorado”. O grupo soma vários álbuns lançados pela MK Music, e ganha o nosso sétimo lugar dentre as bandas gospel, principalmente por seu trabalho estar recebendo, aos poucos, destaque em igrejas cristãs pelo país. O disco mais recente é Deus do Secreto, e o clipe da faixa-título já alcançou quase dois milhões de visualizações.

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    Pedras Vivas

    Apesar do nome Pedras Vivas ter surgido em 2011, a banda é muito mais antiga do que isso. Já foram chamados de Comunidade Cristã de Goiânia, quando fizeram sucesso com a música “Poder da Oração”, nos vocais de Alda Célia, do álbum homônimo, lançado pela MK Music. Quando a igreja a qual fazem parte mudou de nome, o grupo passou a ser chamado de Ministério Fonte da Vida de Adoração. Nesta época, o Pedras Vivas foi apenas um sucesso local, o que dificultava sua inserção nos louvores de outras igrejas, até mesmo de Goiânia. Após discos como Geração Apostólica (2006) e Santidade ao Senhor (2007), o grupo reduziu a sua formação, mudou seu nome para Pedras Vivas e lançou o álbum Na Tua Memória pela Sony Music. A partir disso, sua música ficou conhecida por todo o país, e ao pouco se insere nos repertórios das igrejas, logrando como uma das principais bandas gospel da atualidade.

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    Trazendo a Arca

    Se este TOP 10 tivesse sido feito em 2008, certamente o Trazendo a Arca estaria no topo em relação as bandas gospel. A cisão do Toque no Altar, que gerou este grupo, foi um sucesso meteórico com o álbum Marca da Promessa, que gerou hits como a faixa-título, “Sobre as Águas”, dentre praticamente todas as músicas do álbum. Sua gravação no Maracanãzinho em 2008, é, até hoje, uma das produções mais ambiciosas do gospel nacional. No entanto, em 2009, a banda embarcou na proposta de apresentar canções mais complexas e reflexivas, o que gerou a trilogia formada pelos álbuns Pra Tocar no Manto, Salmos e Cânticos Espirituais e Entre a Fé e a Razão. Este último foi produzido sem dois integrantes, Verônica e Davi Sacer. O Trazendo a Arca acabou escorregando no álbum Na Casa dos Profetas, gravado sem a participação de seu produtor, pianista e arranjador, Ronald Fonseca. Desde então, o conjunto nunca mais foi o mesmo de seus anos áureos. No entanto, sua coleção de sucessos ainda o faz ter um alto público em apresentações, sobretudo em relação as músicas escritas por Luiz Arcanjo, o principal e mais proficiente compositor do Trazendo a Arca desde sempre.

     

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    Voz da Verdade

    Mesmo não sendo uma banda congregacional propriamente dita, o Voz da Verdade é uma banda fundada no final dos anos 70, como o grupo musical de uma igreja com o mesmo nome. Representada pelos irmãos Carlos e José Luiz Moysés (este último, que saiu recentemente) a banda atravessou décadas, mudou seu som e integrantes. Pais e filhos passaram pelo grupo, integrantes morreram, mas o conjunto segue na ativa. Também polêmico por questões teológicas, a banda colecionou sucessos ao longo dos anos, como “4ª Dimensão”, “Lute”, “Sou um Milagre”, “Coração Valente”, “Projeto no Deserto”, “Pra que”, “O Escudo”, dentre outras. Seus discos mais recentes receberam menor apelo popular, mas o grupo contém um público muito forte nas igrejas pentecostais. Com a cisão recente na formação, em que metade dos membros saíram, o grupo lançou o álbum Heróis em 2014, mas mantém-se como uma das bandas gospel de maior tradição no gênero.

    https://www.youtube.com/watch?v=dIeFGhEIUYw

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    Renascer Praise

    O Renascer Praise sempre foi um grupo bastante conhecido nos arredores de São Paulo, mas manteve-se um pouco desconhecido nos demais locais do Brasil. A expansão de sua popularidade começou em 2010, quando o grupo assinou um contrato com a Sony Music e lançou Andando Sobre as Águas. Uma de suas canções mais conhecidas é “Lugares Altos”, e durante estes anos, o grupo contou com o apoio de cantores e bandas que eram parte da Renascer em Cristo, como o grupo de rock Resgate, o Katsbarnea, o cantor Marcelo Aguiar e o rapper DJ Alpiste. Recentemente, foram indicados ao Grammy Latino com seu décimo oitavo álbum, Canto de Sião.

     

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    Diante do Trono

    O Diante do Trono foi, por mais de uma década, e talvez até os dias de hoje, como o nome mais comum e lembrado quando se trata de bandas gospel em geral. Fundado pela cantora e compositora Ana Paula Valadão, passaram grandes nomes da música cristã pelo grupo, como Nívea Soares e André Valadão. Com canções clássicas como “Águas Purificadoras”, “Preciso de Ti” e “Coração Igual ao Teu”, várias de suas canções antigas ainda tocam em muitas igrejas pelo país. A partir de 2005, com Ainda Existe uma Cruz, as canções do grupo se tornaram cada vez mais complexas, e com a popularidade de grupos como o Toque no Altar, a notoriedade da música do Diante do Trono foi caindo gradativamente. Com os anos, novos integrantes foram entrando, com destaque a Israel Salazar. O Diante do Trono viu seu sucesso reaquecer com Creio, mas mesmo assim perdeu os trilhos nos lançamentos subsequentes. Mas é claro, o Diante do Trono é o Diante do Trono e mesmo assim possui uma base de fãs impressionantes, que lotam seus eventos por todo o Brasil.

    https://www.youtube.com/watch?v=FhbjwOWwCCk

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    Livres para Adorar

    Eles existem desde 2005, mas sua popularidade se estendeu em 2009, com o disco Pra que Outros Possam Viver. As canções “Mais Forte que a Morte” e “Vai Valer a Pena” se tornaram sucesso em muitas igrejas no Brasil, e a regravação desta última, com a participação de Heloisa Rosa, confirmou isso. Apesar do nome Livres para Adorar ser forte, a imagem do vocalista do grupo, Juliano Son, tem-se destacado fortemente nos últimos anos, quase como um cantor solo. O músico foi o autor do conceito por trás de Mais um Dia, lançado em 2011, e que foi notório por sucessos como “Quando o Mundo Cai ao Meu Redor”, “O Ladrão em Mim” e “Um Lugar para Descansar”. Com influências do rock alternativo, britpop e de composições melancólicas, Son & Cia tem conquistado espaço no repertório das igrejas.

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    E aí, o que acharam da nossa lista de ministérios e bandas gospel? Mudaria alguma de lugar, tiraria ou acrescentaria? Comente, sua participação é importante!

  • Rocklogia – Catedral após as turbulências

    Após o fim do contrato com a WEA, a banda optou pela Line Records, gravadora a qual lançaram o álbum que é considerado por muitos o melhor da Catedral, o acústico Acima do Nível do Mar que vendeu muito e mesclou canções inéditas com regravações.

    Em 2003, uma enorme fatalidade ocorre e o guitarrista Cezar morre num acidente. Obviamente, isso impactaria enormemente a carreira e vida pessoal dos integrantes da banda, principalmente seus irmãos Júlio e Kim. No ano seguinte, continuando a parceria com Carlos Trilha, lançaram A Resposta de 1 Desejo, que apresenta materiais póstumos do guitarrista e é sua última participação na banda. Os integrantes remanescentes passaram a atuar com guitarristas convidados, postura que mantém até os dias de hoje, mais de dez anos da morte do músico.

    Em meados de 2006, lançaram Atemporal, o qual contém várias canções da fase MK com novos arranjos. Afinal é de certa forma complicado manter no ostracismo anos de vastos repertórios que foram tirados de circulação. O processo ainda seguia, sem resultados.

    Após vários discos e o investimento na carreira independente, a Catedral lançou M.I.M, com uma edição limitada incluído com materiais inéditos da banda. No ano seguinte, fecharam contrato com a Sony Music e o relançaram com capa branca.

    No final de 2013, o jornalista Ricardo Alexandre publicou em seu portal sua visão a respeito da banda e a polêmica da Usina do Som. Por conta disso, logo a Catedral gravou um longo vídeo esclarecendo todas as histórias e controvérsias que a envolvem.

    Com a breve passagem pela Sony Music, e atualmente, na Mess Entretenimento, a banda prepara um trabalho de 25 anos e anunciou o término das atividades.

  • TOP 10 – músicas seculares cantadas por cantores gospel

    A discussão gospel x secular e sagrado x profano sempre rende muitas opiniões divididas e fortes pela rede. Nos últimos anos, tem sido comum, especialmente no Brasil, músicos não-cristãos gravando músicas cristãs, ou até mesmo começando uma carreira dentro do meio gospel. O inverso, por sua vez, é incomum e incipiente. Mas, tanto nacionalmente quanto internacionalmente, cantores e bandas cristãs já gravaram, ou tocaram músicas seculares. Por isso, decidimos trazer aqui dez canções deste tipo. Vamos lá?

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    Territory – Antestor

    Um dos ícones do unblack metal, o Antestor, em suas apresentações no Brasil, fez covers do Sepultura. “Territory”, neste caso, foi gravada em Curitiba. (2013)

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    Pra ser Eterno – Ariely Bonatti

    Ariely Bonatti gravou “Pra ser Eterno” no décimo nono registro da coletânea Amo Você. A canção, originalmente, foi gravada por uma dupla sertaneja do meio não-cristão e a artista trouxe a música secular para o meio cristão. (2013)

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    Que País é Esse? – Catedral

    Com as polêmicas e comparações em relação ao Legião Urbana, Kim e sua banda decidiram ignorar tudo e todos e tocaram “Que País é Esse” em um show. Segundo o vocalista do extinto grupo, é uma canção com uma mensagem que não pode deixar de ser cantada. (2004)

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    João de Barro – Renato Vianna

    O cantor Renato Vianna participou do concurso No Embalo da Rede – Nextel, e acabou tornando-se conhecido através da sua interpretação da canção “João de Barro”. Depois, o cantor seguiu em carreira no meio gospel. (2011)

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    Whole Lotta Love – Bride

    O Bride foi uma das bandas de rock cristão mais conhecidas no mundo, e manteve-se em atividade até 2013. Há alguns anos, a banda tocou, em um de seus shows, o sucesso “Whole Lotta Love”, clássico do Led Zeppelin. (2011)

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    People Get Ready – Oficina G3

    A Oficina G3 fez o cover de “People Get Ready”, original do grupo The Impressions, para o álbum Depois da Guerra. Conhecida mundialmente, a faixa já foi gravada por Jeff Beck, Bob Dylan, U2, Rod Stewart e muitos outros. Mauro Henrique, com sua experiência no inglês, é o intérprete da música. (2008)

    https://www.youtube.com/watch?v=NyAuHgRbnPY

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    Paradise – Hillsong

    A Hillsong Church de Londres causou forte polêmica, há alguns anos, por introduzir, em um culto, a dança Gangnam Style e músicas seculares. Na mesma época, a canção “Paradise”, da banda de rock alternativo Coldplay, fez parte do repertório da instituição. Estas canções tem sido executadas, inclusive, com efeitos de luzes e coreografias. (2012)

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    All You Need Is Love – Resgate

    Não é nenhuma novidade que os integrantes do Resgate são admiradores de várias bandas icônicas do rock e de músicas seculares. Zé Bruno, por exemplo, já disse o seu apreço por Iron Maiden, enquanto Hamilton Gomes e o ex-integrante Dudu Borges citam a influência do Queen em suas formações musicais. No álbum de 25 anos, a banda decidiu trazer os Beatles, juntamente com a canção “Amor”, do álbum Eu Continuo de Pé. Sem dúvida, é um ótimo tributo ao quarteto de Liverpool. (2015)

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    Somebody to Love – Marc Martel – Downhere

    O vocalista da banda em atual hiato Downhere, Marc Martel, surpreendeu o mundo quando gravou, de forma caseira, um cover do hit “Somebody to Love”, do Queen. Sua performance vocal, praticamente tão competente quanto à do falecido intérprete Freddie Mercury chegou a surpreender dois dos quatro membros da banda, Brian May e Roger Taylor. O sucesso foi tanto que o músico é atualmente vocalista do Queen Extravaganza, a banda cover oficial do Queen. (2011)

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    Heaven and Hell – Stryper

    O Stryper, ícone do metal cristão mundialmente, já causou polêmica entre os fãs mais ortodoxos por certas músicas e posicionamentos. Mas as “tretas” se inflamaram quando decidiram gravar um álbum inteiro de covers de grandes bandas de rock. Músicos e grupos como Iron Maiden,  Judas Priest, Kansas, Ozzy Osbourne, Van Halen, Led Zeppelin e Deep Purple foram contemplados. Mas nenhum destes foi mais polêmico que o cover de “Heaven and Hell”, da banda Black Sabbath, canção que, assim como algumas ‘músicas seculares’ do conjunto, são estereotipadas como ‘satânicas’. (2011)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais músicas seculares gravadas ou interpretadas por músicos/bandas cristãs? Comente!

  • Rocklogia – A volta dos que não foram

    Embora a história do Fruto Sagrado tenha muitos elementos para comentar ou analisar, prefiro trazer o restante acerca da banda em um único post, até porque há muitas informações as quais não acrescentariam aos leitores acerca do grupo, e poderiam até mesmo servir para ressuscitar mágoas antigas por parte de integrantes. A verdade é que, em meados de 2002, o então quarteto possuía uma proposta promissora por parte da MK Music, e várias mudanças ocorrendo em sua estrutura interna.

    A MK, até aquele presente momento procurava expandir seu leque de artistas. O incidente com o Catedral não afetou a gravadora, que encontrou, na Oficina G3, a substituição perfeita da “representação do rock” no selo. A banda indicou Brother Simion, e, provavelmente, essas conexões abriram a porta para o Fruto Sagrado.

    Entretanto, o processo da Salmus Produções ainda estava sendo requentado na estrutura interna da banda, e as mudanças musicais se expandiam para seu disco futuro, O que na Verdade Somos. Nesta época, o vocalista Marcão deixou seu baixo para o músico convidado Francisco Falcon, enquanto Bene Maldonado atuava como produtor musical no disco. Existem muitas controvérsias acerca da gravação deste disco, as quais você poderá entender melhor nos links contidos no fim deste texto.

    Era exigência da gravadora que as pendências com a Salmus fossem resolvidas, e elas foram. Com atraso, O que na Verdade Somos foi lançado em janeiro de 2003, e o disco é, até hoje, o mais conhecido da banda. Com canções de impacto como “A Sanguessuga” e “Vício”, com muita influência do new metal, além de baladas características, como “Não Quero mais Acordar Assim”, “O que na Verdade Somos” e “Diferente dos Anjos”. É claro que o contrato do Fruto com a MK não foi recebido com louvor por parte do público, até porque, o grande medo era que a sonoridade da banda tendesse ao pop, como ocorreu com a Oficina G3 e Brother Simion nos álbuns O Tempo e Redenção. Como resposta, Marcão defendeu a gravadora afirmando em uma entrevista divulgada no DotGospel que “grande parte do que se fala a respeito da MK é lenda […]”, e um disco muito mais pesado que os anteriores. O cantor João Alexandre participa em “O Sangue de Abel”, enquanto Amaury Fontenele produz uma faixa-bônus.

    Após meses o lançamento do disco, Bênlio Bussinger estava de fora do Fruto Sagrado, e sua saída foi, certamente, o ponto mais polêmico na história da banda. Na época, o tecladista e Marcão chegaram a trocar ofensas em fóruns (principalmente o DotGospel e o Fórum Gospel Mania). É claro que nos dias de hoje é praticamente impossível verificar, afinal, além de terem removido o material, o DotGospel está fora do ar há alguns anos, mas quem viveu a época lembra-se bem. Nestes tempos, também, Bênlio ofereceu uma entrevista à Revista Eclésia, e após à publicação, queixou-se de que o material publicado não era exatamente suas palavras. Mais tarde, diria que o vocalista processou-o, embora tenha perdido na justiça.

    Uma das músicas previamente escaladas para O que Verdade Somos não chegou a ser lançada, e existem muitas especulações a respeito disso. Citam, por exemplo, que “Vai Acabar” foi censurada pela gravadora, no entanto, esta informação se choca com a afirmação de Marcão, em 2003, que a gravadora não interferiu em nenhum processo da produção do disco. “Vai Acabar” apareceu posteriormente no álbum seguinte, porém praticamente distinta de sua versão anterior, a qual apenas um trecho pode ser encontrada na rede, com letra.

    https://www.youtube.com/watch?v=dEae8jrnKws

    Como um trio, a banda retornou aos estúdios Reuel ainda em 2004, para gravar um disco que seria a resposta dos questionamentos de O que na Verdade Somos. Distorção, musicalmente, é mais duro que o anterior. “Superman” claramente tornou-se, e ainda é, uma das principais canções da banda, embora contrasta com a polêmica “O Preço”. Nesta época, Marcão estava simpaticamente alinhado com as ideias do que se tornaria o novo movimento, e parte do álbum possui letras mais complexas, mas entendíveis até mesmo por pessoas de fora do segmento evangélico. No entanto, é claro que em pleno 2005 uma gravadora não saberia utilizar-se desta característica para divulgar melhor o trabalho da banda. O contrato com a MK foi encerrado logo após este projeto.

    “Cantar ou compor coisas como “Amar ao meu irmão assim como Jesus me amou”, “chorar com os que choram, se alegrar com os que cantam” é algo de muitíssima responsabilidade. Estamos todos os 4 na mesma situação. Quem não estiver é porque é tão indiferente que nem sente a seriedade desse “cheque-mate” do mundo espiritual que você levantou. Ao que li da letra de “O Preço”, não é bem a mensagem que eu esperava ouvir do Marco e do Bene, os autores. Enquanto cristãos, isso se o Bene entrou para uma igreja depois da minha saída, porque antes não havia compromisso algum.

    É quando de fato um ministério deixa de ter esse efeito e passa a ser uma banda de artistas que dominam a arte da poesia e da música, coisa inegável entre eles. Os caras são muito, mas MUITO bons no que fazem, ainda mais com o apoio de um estúdio. Uma qualidade absurdamente boa.

    Assim que saí comecei a escrever coisas novas e vi que é difícil demais escrever o que vem do coração sem trazer à tona a confusão. Ou eu deletava as letras novas ou usava as antigas (não poucas) que escrevi e foram dispensadas com desprezo pelo Marco. A parceria Bene x Marco já estava perfeita. Letras do Marco, riffs do Bene. Eu já tinha dançado mesmo”. [Bênlio Bussinger, 2008]

    Embora tenham ocorrido tais acontecimentos, Bênlio afirmou publicamente, tempos depois, que sua situação com Marcão tinha se resolvido. Marcão afirmaria, após a saída da banda, que reconhecia vários erros cometidos durante a carreira e que preferia, naquele momento servir a Deus na comunidade local. Sylas e Bene decidiram continuar as atividades do grupo com um novo vocalista, já que Marcão tornara-se pastor. Assim, Vanjor foi integrado. Em 2010, foi lançado o álbum Fruto Sagrado 20 Anos, e durante o ano de 2012, o trio divulgou seis canções inéditas.

    “Quando eu percebi que o Fruto estava servindo mais a mim que ao Reino então eu decidi sair. Demorou pra eu perceber que eu era muito mais servido do que servia, mas o Espírito Santo me mostrou! Hoje eu continuo apaixonado por ROCK, apaixonado por música, apaixonado por Jesus e apaixonado em servir!

    O louvor aqui da minha igreja é executado praticamente todo com rock, só que agora eu vivo música pra servir a minha comunidade local que nunca foi assistida por mim… porque quem faz muito show aos fins de semana não tem tempo pra servir a igreja local – essa é que é a verdade – e vocês precisam pesar tudo isso na balança – qual é o chamado de vocês hoje? É realmente pra estar numa banda que fará muitos shows no Brasil e com isso o Reino de Deus será glorificado? Se é esse o chamado de Deus pra vida de vocês hoje, quem estiver fora estará em pecado!” [Marcão, 2010]

    https://www.youtube.com/watch?v=288hEfhYVvI


    Links

    Letra da versão original de “Vai Acabar”

    Entrevista com Marcão (2003)

    Bênlio conta, em fórum, detalhes acerca de sua saída e conflitos internos com os ex-colegas de banda (2008)

    Marcão fala sobre seus anos de banda e o motivo de sua saída (2010)

  • PG lança novo clipe e música: “Ser Alguém”

    O cantor PG lançou neste domingo (7/6) um novo clipe e canção, a qual estará em seu próximo álbum de estúdio, S.E.T.E. A obra é “Ser Alguém”, e trata-se de uma versão da banda de metal cristão Thousand Foot Krutch, e sua música “Be Somebody”.

    Para a produção do clipe desta faixa, o cantor contou com a direção de vídeo de Marco Túlio e produção musical de Thiago Makie, um cantor do sertanejo universitário cristão.

    O clipe de “Ser Alguém” foi filmado em 4K, e foi divulgado pelo canal da gravadora Som Livre no YouTube. Além do cantor, participa a filha do músico, Hadassa.

    PG tem anunciado os bastidores do álbum com entusiasmo, dando a entender que a obra pode ser uma divisora de águas em sua carreira musical, que completou dez anos ano passado, desde que saiu da Oficina G3 em 2003.

    Recentemente, o músico também anunciou a participação de Juninho Afram, em uma das faixas. S.E.T.E. será lançado em julho pela gravadora Som Livre.

    https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg

  • Thalles pede fogo do céu sobre a parada gay

    O cantor de pop rock cristão Thalles (37), fez um discurso em suas redes sociais de repudio ao evento da Parada Gay.

    A mais recente edição da Parada Gay que aconteceu neste domingo (07) em São Paulo causou revolta em muitos cristãos, que usaram as redes sociais para tornar público o descontentamento com o que consideraram desrespeito e abuso da liberdade de expressão.

    Entre os indignados com o evento, está o cantor Thalles Roberto. O artista publicou uma foto de uma manifestante crucificada com a placa “basta homofobia LGBT”, e afirmou que o evento cospe “no nome de todos os nomes”, e disse que os manifestantes receberiam o juízo divino pelo ato de desrespeito.

    O intérprete, categoricamente, disse em letras maiúsculas: “QUE VENHA O FOGO DO CÉU SOBRE SODOMA E GOMORA! Essa parada gay acaba aqui, ano que vem não tem mais! JUÍZO ! Indecência do capeta! Povo cego!”.

    A publicação gerou vários comentários negativos de internautas, que afirmaram uma falta de compaixão do cantor, e sugeriram-no orar pelos manifestantes.

    Outros artistas e líderes religiosos midiáticos repudiaram o evento, como Marcos Feliciano, que chegou até a criticar o governo federal, intitulando-o como comunista.

    Recentemente, nas últimas semanas, Thalles se envolveu em duas polêmicas: um vídeo, em que, sem querer, falou sobre sonegação de impostos e outro vídeo em que chama certos internautas de “filhos do capeta”.

  • Análise: CD Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3

    Após a espinhosa saída de PG, o qual ingressou, posteriormente, em uma carreira solo de relativo sucesso, o trio Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos encontrou, na situação, inspiração para compor um disco sólido, pesado, e ao mesmo tempo sensível e agradável. Lançado em fevereiro de 2005 pela MK Music, Além do que os Olhos Podem Ver é justamente o que os fãs e a Oficina G3 aguardavam após tantos álbuns que, musicalmente, não iam longe.

    Ao som dos cães silenciados na Intro, Mais Alto é uma resposta à altura às especulações dos futuros do trio, embalada pelos riffs e contratempos de Réu ou Juiz, numa das performances, até hoje mais complexas de toda a carreira da banda. Ao longo do projeto, as canções não perdem o fôlego, e até mesmo as baladas, como Lugar Melhor e Queria Te Dizer, fogem muito do padrão açucarado de Humanos, o CD anterior.

    O guitarrista Déio Tambasco faz papel fundamental em O Fim é só o Começo, com suas viagens bluezísticas, e o baterista Lufe despede-se das baquetas da banda com respeito, como em Através da Porta. Mas Duca Tambasco nunca esteve tão em evidência, com suas linhas de baixo evidentes por todas as canções, o que não ofusca, obviamente, Jean Carllos, e principalmente Juninho Afram, com interpretações vocais que, sem dúvida, não devem em nada ao ex-integrante PG.

    A mensagem por trás do álbum é forte, e ao mesmo tempo, muito bem construída. Além do que os Olhos Podem Ver não é um amontoado de faixas, mas um disco que, a cada faixa, constrói uma narrativa totalmente pertinente. É um registro que questiona e toca profundamente nas ocultas e sólidas hipocrisias carregadas inconscientemente pelos cristãos, e propõe o nosso despertar para vivermos a vontade de Cristo. Ao ouvir este trabalho, fica nítido que os integrantes da Oficina G3 aprenderam a lição trazida após tantas situações desagradáveis e difíceis, sendo assim, juntamente com o posterior Elektracustika (2007) o disco mais progressivo de sua carreira.

    Confira o nosso guia discográfico sobre a banda Oficina G3 e a nossa lista dos melhores álbuns de 2005.

  • TOP 10 – Músicas sobre sonhos

    Os sonhos nos acompanham por toda a vida. Por sonhos, grandes homens e mulheres construíram legados como seres humanos e como cristãos. Planos e projetos mudaram a história da humanidade. No entanto, nossos sonhos e vontades nem sempre estão alinhados com a vontade e a soberania de Deus, certo? Em muitos momentos, Ele nos guia para outras direções, que são as mais corretas. Por isto, este TOP 10 vem a citar dez canções sobre sonhos que enfatizem a vontade de Deus sobre os seres humanos. Confere aí!

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    Sonhos não Têm Fim – Eyshila

    Faixa-título de um de seus álbuns, “Sonhos não Têm Fim” foi escrita por Eyshila, e encaixa-se nesta temática de sonhos e projetos. (2011)

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    [tab title=”9º”]

    O Sonho não Acabou – Gisele Nascimento

    Escrita pela dupla Sérgio Marques e Marquinhos, é a faixa-título de um dos mais recentes álbuns de Gisele Nascimento. Com uma letra que fala sobre o cumprimento de promessas, típico do estilo pentecostal, a cantora emprestou sua voz forte para cantar sobre a certeza e confiança em Deus, dizendo “O sonho não acabou, meu Deus realizará / Sua palavra é certa eu posso confiar / Preciso esperar”. (2013)

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    [tab title=”8º”]

    Vou Realizar – Mariana Valadão

    Escrita por Felippe Valadão, “Vou Realizar”, de Mariana Valadão abordam sonhos praticamente impossíveis, mas que, sonhados por Deus, tornam-se reais. A faixa foi regravada no álbum Vai Brilhar. (2009)

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    [tab title=”7º”]

    Na Tua Vontade – Vanilda Bordieri

    “Na Tua Vontade”, faixa-título de um dos mais recentes projetos de Vanilda Bordieri, é uma das canções que se encaixam perfeitamente na temática deste TOP 10. Alguns de seus versos afirmam: “Embora sempre diga seja feita Tua vontade / Na maioria das vezes não é bem assim / Quero que seja cumprido o que eu sonhei / Esqueço que pra mim Tu tens / Planos melhores, coisas que jamais imaginei / Sonhos que não vão me afastar do Teu querer“. (2014)

    https://www.youtube.com/watch?v=IeZ1iiR9Dgw

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    [tab title=”6º”]

    No Teu Altar – Diante do Trono

    “No Teu Altar” é mais uma canção em forma de oração. Gravada pelo Diante do Trono para o seu álbum Nos Braços do Pai, enfoca a renúncia as vontades pessoais em submissão à soberania de Deus manifestada em Seus sonhos. (2002)

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    [tab title=”5º”]

    Para Onde Ir – Davi Sacer

    Conduzida por um arranjo melancólico, “Para Onde Ir”, de Davi Sacer, é parte do álbum Às Margens do Teu Rio. Sua letra explicita um conflito entre as vontades do eu lírico, as vezes aceitas e negadas por Deus, e a súplica de que todos os seus sonhos e projetos sejam substituídos pelos planos de Deus. (2012)

    https://www.youtube.com/watch?v=v_QLefSUe6w

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    [tab title=”4º”]

    Nossos Planos – Aline Barros

    De Marcelo Manhãs, “Nossos Planos” enfatiza que “nossos sonhos são enganos / se não forem projetados por Deus“, reafirmando que mais importante é seguir os seus planos. Aline Barros a interpreta competentemente. (2003)

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    [tab title=”3º”]

    Teus Sonhos – Fernandinho

    Um dos hits do cantor Fernandinho e faixa-título de um dos seus discos, “Teus Sonhos” é uma de suas canções mais fortes, abordando a necessidade de deixar a independência e guiar-se pela vontade de Deus, focando em Seu Reino. (2012)

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    [tab title=”2º”]

    Não Importa Mais – Aeroilis

    Uma das canções mais belas da banda Aeroilis, se destaca em nosso TOP 10, na segunda posição, por possuir uma abordagem diferente em sua letra. O eu lírico observa os acontecimentos da sua vida, os planos pensados que não se realizaram, e as ocorrências, afirmando que nada disso importa, pois os sonhos e projetos de Deus são maiores que os de qualquer pessoa. Foi escrita e arranjada pelo vocalista Raphael Campos e já foi tema de uma reflexão aqui no site.  (2010)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Sonhos – Chris Durán

    O primeiro lugar é o maior sucesso de Chris Durán desde o início de sua carreira no segmento cristão. “Sonhos” foi escrita por Ismael Ramos, que faz participação especial nos vocais. De melodia suave, a faixa foi escrita em primeira pessoa, como se Deus estivesse falando ao ouvinte. Foi também regravada pela dupla Ma-Lu, numa versão bastante conhecida. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=Bz4o4rhzZ_M

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Rocklogia – Humanos

    O sucesso de O Tempo não foi de fato acomodante para a Oficina G3, até porque, após o disco, um dos dois integrantes restantes da formação inicial deixou a banda. O baterista Walter Lopes, após diferenças musicais e administrativas saíra, após cerca de quinze anos de atividade.

    A Bíblia já diz em Eclesiastes 3: 1-8 “que pra tudo tem um tempo determinado”, e esse essencialmente é o principal motivo. Houveram alguns problemas pessoais que se completaram com desencontros de idéias e princípios que divergiam da banda, o que culminou na minha saída. Claro que não foi fácil, foi um processo, onde Deus me fez entender seus propósitos, e hoje tenho paz em dizer, que “há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo….” [Walter Lopes, Super Gospel, 2002]

    Apesar disso, a banda não parou. Juninho Afram, como remanescente da formação original e agora líder do grupo decidiu que não colocaria nenhum membro fixo na bateria. PG trouxe seu irmão, Johnny Mazza para tocar com a Oficina G3 por um tempo. Mais tarde, a banda optou por tocar com o músico Luís Fernando, vulgo Lufe, que, anos atrás era integrante num trio juntamente com o baixista Duca Tambasco e seu irmão Déio.

    Nesta altura do campeonato, PG havia se estabelecido como importante compositor para a banda, mesmo que Juninho Afram continuasse como o letrista majoritário. O vocalista escreveu, juntamente com Emerson Pinheiro, aquela que se tornaria a faixa mais comercialmente viável do disco, “Te Escolhi”. As canções novas que surgiam estavam fortemente influenciadas pelo new metal (que era a tendência da época), como as pesadas “Onde Está?” e “Até Quando?”. Humanos foi lançado no final de dezembro de 2002.

    A repercussão de Humanos, até os dias de hoje foi a mais negativa de toda a carreira da banda. É preciso esclarecer que, comercialmente, o álbum saiu-se muito bem, ganhando disco de ouro da ABPD ainda em 2003 por mais de 100 mil cópias vendidas, no entanto, grande parte da crítica especializada e os fãs mais antigos “torceram o nariz” com o projeto, principalmente no que cerca à sua inconsistência. Humanos não conseguiu criar uma unidade entre suas faixas mais pesadas e o excesso de baladas. O hard rock característico da banda é inexistente, embora os integrantes da banda, na época, estivessem bastante satisfeitos com o disco: “Muitas pessoas acham que o nosso disco mais pesado é Indiferença, que tem uma concepção heavy metal. Mas eu acho que os rocks de Humanos são os mais pesados que já fizemos“, disse Juninho Afram em 2003 para o Universo Musical. Ainda disse que estava ouvindo muito P.O.D. e Linkin Park.

    Humanos foi o último álbum com a participação de PG como vocalista. Sua saída, em 2003, gerou um grande imbróglio entre os membros do grupo. Esta ocorrência será detalhada em um artigo, em breve.