Rocklogia – Humanos

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O sucesso de O Tempo não foi de fato acomodante para a Oficina G3, até porque, após o disco, um dos dois integrantes restantes da formação inicial deixou a banda. O baterista Walter Lopes, após diferenças musicais e administrativas saíra, após cerca de quinze anos de atividade.

A Bíblia já diz em Eclesiastes 3: 1-8 “que pra tudo tem um tempo determinado”, e esse essencialmente é o principal motivo. Houveram alguns problemas pessoais que se completaram com desencontros de idéias e princípios que divergiam da banda, o que culminou na minha saída. Claro que não foi fácil, foi um processo, onde Deus me fez entender seus propósitos, e hoje tenho paz em dizer, que “há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo….” [Walter Lopes, Super Gospel, 2002]

Apesar disso, a banda não parou. Juninho Afram, como remanescente da formação original e agora líder do grupo decidiu que não colocaria nenhum membro fixo na bateria. PG trouxe seu irmão, Johnny Mazza para tocar com a Oficina G3 por um tempo. Mais tarde, a banda optou por tocar com o músico Luís Fernando, vulgo Lufe, que, anos atrás era integrante num trio juntamente com o baixista Duca Tambasco e seu irmão Déio.

Nesta altura do campeonato, PG havia se estabelecido como importante compositor para a banda, mesmo que Juninho Afram continuasse como o letrista majoritário. O vocalista escreveu, juntamente com Emerson Pinheiro, aquela que se tornaria a faixa mais comercialmente viável do disco, “Te Escolhi”. As canções novas que surgiam estavam fortemente influenciadas pelo new metal (que era a tendência da época), como as pesadas “Onde Está?” e “Até Quando?”. Humanos foi lançado no final de dezembro de 2002.

A repercussão de Humanos, até os dias de hoje foi a mais negativa de toda a carreira da banda. É preciso esclarecer que, comercialmente, o álbum saiu-se muito bem, ganhando disco de ouro da ABPD ainda em 2003 por mais de 100 mil cópias vendidas, no entanto, grande parte da crítica especializada e os fãs mais antigos “torceram o nariz” com o projeto, principalmente no que cerca à sua inconsistência. Humanos não conseguiu criar uma unidade entre suas faixas mais pesadas e o excesso de baladas. O hard rock característico da banda é inexistente, embora os integrantes da banda, na época, estivessem bastante satisfeitos com o disco: “Muitas pessoas acham que o nosso disco mais pesado é Indiferença, que tem uma concepção heavy metal. Mas eu acho que os rocks de Humanos são os mais pesados que já fizemos“, disse Juninho Afram em 2003 para o Universo Musical. Ainda disse que estava ouvindo muito P.O.D. e Linkin Park.

Humanos foi o último álbum com a participação de PG como vocalista. Sua saída, em 2003, gerou um grande imbróglio entre os membros do grupo. Esta ocorrência será detalhada em um artigo, em breve.

Comentários

2 respostas a “Rocklogia – Humanos”

  1. […] história mais polêmica e controversa na longa história da banda Oficina G3. Se por um lado, com Humanos, a banda tentava impulsionar sua unidade, creditando todas as faixas aos quatro integrantes, no fim […]

  2. […] e até mesmo as baladas, como Lugar Melhor e Queria Te Dizer, fogem muito do padrão açucarado de Humanos, o CD […]

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