Categoria: Colunas

  • Um Brinde – Minhas sinceras desculpas

    Um Brinde – Minhas sinceras desculpas

    Observando meus textos no site, especificamente aqui na coluna Um Brinde, percebo o quão superficial e morno fui nos assuntos que queria abordar. Antes de tudo, quero dizer aos caros e amáveis leitores, que esse texto será tematicamente explicativo, ou seja, vou comentar como geralmente escrevia os textos para o site e como quero fazer a partir de hoje. Escrevia os textos para o Um Brinde sempre relacionado com algo que estava vivenciando, igualmente como faço com tudo o que escrevo. Há um pedaço da minha vida em cada letra e frase de efeito. Mas então, isso é ruim? Não. Seria ruim se eu não vivenciasse o que escrevia, aí seria hipocrisia gritante de minha parte. O fato é que quase sempre escrevo os posts apressado e por isso saem aparentemente incompletos, como se fossem falados e não escritos. E realmente é isso mesmo: não dou tudo de mim, não reflito o que sou no tema que quero tratar, não dou atenção exclusiva ao site como deveria, não me sinto parte da equipe. Isso é bom? Não. Péssimo! Quero pedir sinceras desculpas a todos vocês que me leram até hoje. Perdão pela incoerência de alguns textos; perdão por não ler mais a bíblia e livros teológicos antes de escrever qualquer texto aqui; perdão por não orar antes de moldar minha ideia. Perdoe-me!

    Percebi essa falha quando comecei escrever a série de textos Sobre ideologias, cultura secular e prédios sagrados. Fui forçado (no sentido mais positivo e espontâneo da palavra) a ler mais, pesquisar mais e especialmente, orar mais. Tive que olhar pra dentro de mim. Apontar minha falha, meu erro, minha imperfeição de ser. Santo Agostinho dizia que: “conhece-se melhor a Deus na ignorância” e isso vivenciei na prática para relatar tudo isso aos fiéis internautas. E não há teologia e/ou filosofia que defina o quão grato sou por poder ser propagador do evangelho de Cristo por esse meio muito importante de  informações. Percebo também, e essa percepção é exclusiva como a de um leitor visitante, que os textos do Um Brinde são bem rotineiros, ou seja, de coisas que diariamente acontecem comigo. Coisas que ouço, assisto e penso. Temo ser um propagador de ideias cruas, sem verdades e alicerces suficientes para cativar quem me dá a honra de sua leitura. Quando publiquei o texto que escrevi com minha namorada, pensei como aquilo refleteria daqui a uns meses ou anos. Mas também pensei em como aquele texto podia servir de edificação para as pessoas que o lê-se. Deixei de pensar no meu futuro para pensar no presente do outro. E é assim que quero escrever agora aqui: quero publicar textos mais pensados, lapidados e revisados.

    Não prometo textos maiores, pois corro o sério risco de falar coisas desapropriadas para o tema e o momento, mas me esforçarei ao máximo para trazer textos com mais eficiência e que seja edificação para nossas vidas. Ainda também não prometo trazer temas mais complexos , pois por mais que meu coração arda pra que eu escreva sobre temas mais difíceis, tenho convicção de que tenho muito que aprender para que meus argumentos se solidifiquem. Porém, no grau mais regular de minha humildade, me comprometo a ler mais a bíblia, ser mais honesto comigo mesmo, ouvir as musicas com mais delicadeza e atenção antes de fazer uma resenha, orar mais antes de começar a escrever sobre algo que quero muito e claro, estudar sobre os temas. Fica aqui minhas sinceras desculpas! E um brinde ao novo Um Brinde!

  • Conectados no Amor – Ser ou fazer: eis a questão!

    Há dias que parece que o sol não nasceu para nós, na nossa existência. Escrever semanalmente conteúdos que edifiquem pessoas de uma forma diferente, fora da caixa, às vezes tem seu espinho: o de produzir e não de refletir. Tem semanas que o desejo é de não escrever para aquela data pela falta de conteúdo, pela falta de reflexão. E contrariando meu gosto, boto no papel algum texto qualquer, cheio de informações e pouca coisa digerida.

    Quando recebemos alguma função, o nosso foco volta-se todo para o exercício daquela posição. Parece que o que se deve fazer é criar para cumprir o que lhe foi designado. A dor da responsabilidade. Mas esquecemos o principal de uma função: exercer quem somos.

    Função antes de tudo deveria ser vocação. Eu não produzo algo, mas sou um eco do meu eu interior.  Seja como estou, o que sou, minha arte é aquilo que sou. Eu sou muitas coisas, nem um pouco original, mas a minha composição deve refletir o que sou.

    Arte forçada não é arte. Forçar um pensamento, uma visão, em um texto que reflete tudo menos nós é hipocrisia. Eu sou o que sou, e o que eu faço deve vir do que sou. Se eu quero fazer diferente, devo ser diferente. Fazer e ser são diferentes, um é fruto do outro. Não adianta mudar o que eu faço, o exterior, se eu não mudar o que sou, o interior.

    Eu queria mandar um texto de carnaval para esse dia tão igual, queria refletir sobre essa festa de hipocrisia, mas nesse baile de máscaras chamado carnaval, eu sou o que mais tem disfarces.

    Acho que carnaval é todo dia, no ano inteiro. Festa do ter e do exterior, celebração da carne, que extingue o ser, o interior, o Espírito.

    “Nós temos o fogo, quem tem os fósforos?
    Dê uma olhada ao redor, nesse mar de máscaras
    Venha um, venha todos, bem vindo à grande bola (…)

    Bem vindo ao baile de máscaras”

    https://www.youtube.com/watch?v=waGIiTXPxXk

  • Rocklogia – Os últimos anos do Rebanhão

    Muito se fala no contrato do Catedral com a Warner Music Brasil em 1999, mas bem antes disso vários músicos cristãos assinaram com a ‘gravadora secular’. O Rebanhão foi uma delas.

    Aquela altura do campeonato, a nova formação estava estável há três anos. Sem mais vocalistas, creio que o álbum seguinte, Por Cima dos Montes pode ser tranquilamente considerado um álbum solo de Pedro Braconnot, e mostra um afastamento mediano à proposta inicial e musical do grupo. Lançado em janeiro de 1996, musicalmente, é um bom álbum, com arranjos muito interessantes e criativos e produção musical polida. A maturidade instrumental alcançada aqui é admirável. Mas, em letras é uma maré extremamente baixa. Pedro é compositor da maioria delas, a exceção de “Louvor” (Jorge Guedes) e “Eu Voltarei” (Tutuca Borges e Sobreira Batell). “Ligado na Videira”, que é a canção um pouco mais próxima do Rebanhão antigo tem a contribuição de Pablo Chies na autoria.

    Por Cima dos Montes também é um álbum marcado por regravações. Um pot-pourri de “Salas de Jantar” (Janires) e “Contemplar” (Pedro Braconnot), “Razão” do álbum Novo Dia e “Flor do Campo”, do Semeador. Quando pensamos em regravações, há a firme certeza que a nova versão deve superar a original, e ainda bem que neste ponto o álbum não falhou. A exceção de “Razão”, todas as demais regravações ficaram muito boas, principalmente “Flor do Campo”, gravada exclusivamente em piano e voz.

    https://www.youtube.com/watch?v=oZ-Cza9xlCo

    Capa do relançamento do álbum, lançado em 2002.
    Capa do relançamento do álbum, lançado em 2002.

    “Sempre Estar Contigo”, “Noiva” e “Salmo 147”, como dito antes aproximam-se um pouco mais de um estilo mais devocional. A faixa-título, “Por Cima dos Montes” de início lembra um pouco um vocal sertanejo, mas não é. O refrão é bom, e garante um dos momentos interessantes do projeto. “Crazy of Jesus” é a música mais forçada do CD, e consequentemente o pior ponto. Basicamente, Por Cima dos Montes é um disco de art rock, e possui muitas influências da época. Particularmente, a textura do álbum me lembra muito o CD Made in Heaven do Queen, lançado em dezembro de 1995, um mês antes do projeto do Rebanhão.

    A formação deixou de ser estável logo depois. Rogério dy Castro e Wagner Carvalho, em 1997 saíram para fundar uma banda. Com Wagner Derek e Davi Fernandes surgiu a Primeira Essência. Os últimos anos do Rebanhão seguiram-se com Pablo Chies tocando com Pedro por mais um tempo, até em gravações de outros artistas, como Marina de Oliveira e Cristina Mel. Braconnot participou do segundo álbum da coletânea Amo Você da MK Music, juntamente com sua esposa Ayna, época que a gravadora ainda tinha abertura a cantores de fora do cast.

    Pablo Chies acabou saindo também, e mais uma vez Pedro ficou sozinho. Recrutou vários outros músicos, e de forma independente foi lançado, pelo nome Rebanhão o projeto Vamos Viver o Amor, que é uma maré ainda mais baixa que Por Cima dos Montes. Absolutamente nada no álbum lembra o Rebanhão, embora tenha a regravação de “Fronteiras”, do Princípio. Em 2000, o Rebanhão fez seus últimos shows. Pedro Braconnot foi entrevistado por uma revista sobre música, e na mesma época decidiu ‘dar um tempo’ na banda. Porém, o hiato tornou-se permanente. O grupo recebeu convites para voltar, mas Pedro recusou, afirmando que não pretende viver apenas da banda e tem em vista outras coisas a fazer. Carlinhos Felix prestou homenagens ao grupo, regravando várias de suas músicas em carreira solo. Paulo Marotta participou de seu álbum Nada a Perder, lançado pela MK em 1995 na música “Muro de Pedra”.

    Em janeiro de 2013, na Igreja Congregacional de Bento Ribeiro, Pablo Chies, Carlinhos Felix e Pedro Braconnot cantaram várias canções do Rebanhão, e em 2014 a surpresa da volta da banda (um assunto para um post futuro). Acima de tudo, em vinte anos, provou ser uma das bandas mais criativas do rock cristão nacional, e merece todo o crédito pelo legado que construíram.

  • Limão com Mel – Conheça Gospelândia, a cidade ideal

    Quem nunca desejou morar em um lugar perfeito? Apresento-lhes agora este lugar tão sonhado: Gospelândia! Como seria a cidade ideal para o movimento gospel?

    Sem dúvida, já que abordamos a música, acredito que em Gospelândia não existe download de CDs! Todos os moradores desta incrível cidade são evangélicos politizados, portanto cientes de que além de ser crime, o download ilegal de CDs é pecado!

    Por estas bandas, comprar CDs é como comprar pão na padaria! Faz parte da rotina dos habitantes, além de ser algo essencial ao desenvolvimento intelectual e crítico dos cidadãos! Até por que, não haveria problema em adquirir os CDs, pois em Gospelândia, as gravadoras vendem os CDs a preços bastante acessíveis, não causando impacto ao orçamento familiar dos menos favorecidos (estes também merecem acesso à cultura!).

    Fã? O que é isto em Gospelândia? Esta palavra não existe lá, até por que todos os cantores são admirados igualmente, todos são respeitados, amados e fazem o mesmo sucesso! Não importa a qual gravadora pertença, A, B, C ou independente, todos fazem parte da mesma família! A família “Gospelândia”, e este laço familiar está acima de tudo, de qualquer interesse pessoal ou comercial…

    Quando se liga a TV, tem lá vários programas de qualidade. Shows de cantores 24 horas e sem comercial! Estes cantores são acessíveis, no Twitter, por exemplo, todos conversam entre si, não se restringindo a artistas famosos.

    A mídia “especializada” não é feita por blogueiros amadores, mas sim por grandes jornalistas com mestrado e se possível doutorado nas áreas da música. Grandes formadores de opinião, especialistas no movimento gospel, proporcionam conteúdos qualificadíssimos ao seu público.

    Ir aos shows é algo muito tranquilo em Gospelândia! Lá os cantores seguem os horários marcados, sempre iniciando e terminando as apresentações no tempo certo.

    Ninguém precisa andar sobre ovos. Em Gospelândia todos os moradores são verdadeiros. Não existe tapinha nas costas, camaradagem, falsidade, favorecimento, e muito menos depreciação do outro…

    Gostou de Gospelândia? Eu também! Só que se ela existisse, pra que mesmo ir para o céu? Ficaria em Gospelândia mesmo! Delirei?

  • Um Brinde – Sobre ideologias, cultura secular e prédios sagrados

    Um Brinde – Sobre ideologias, cultura secular e prédios sagrados

    Ultimamente tenho procurado ler muitos blogs e sites cristãos a respeito de assuntos que possam me indicar uma referência plausível sobre questões vivenciais de um cristão e como se relacionam com não-cristãos. Um exemplo muito bom é o blog Minha Vida Cristã, a qual eu já consegui tirar muitas coisas pra minha vida mesmo. Entendo vida cristã a partir de um pressuposto vivencial e ideológico que, só pode ser explicado – ou ao menos tentado ser explicado – através da fé. Considerando que ela [a fé] ” é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:01), podemos concluir que fé é ter certeza das coisas que virão (futuro) por meio dAquele que não vemos (Deus). Minha busca por conteúdos cristãos é constante, mas não procuro somente nas mídias globais da internet, também as procuro no dia-a-dia, segundo minha ótica teológica e de amor ao próximo. Cada “pregação” que vejo no terminal, senhores entregando panfletos com uma mensagem evangelística ou uma criança pedindo colo a sua mãe, me levam a refletir sobre nossa mera existência. Schopenhauer dizia que “uma vida feliz é impossível. O máximo que se pode ter é uma vida heroica.” e é assim que vejo milhares de heróis no corre-corre diário atrás de suas metas em busca da sobrevivência, longe de uma vida perfeita, mas crentes de que tem uma vida a zelar. E o que dizer dos ateus? Sua existência é pautada no que a ciência diz, pensa e comprova. Posso dizer que, por anos, acreditei numa ciência certa de vez e suficiente para vivermos, até perceber que ela não me dá nenhuma certeza suficiente para continuar acreditando na minha própria vida.

    Tenho amigos ateus, mas cada um é diferente do outro: uns odeiam Deus, outros não queriam ter nascido e outros até leem a bíblia, mas como se fosse um livro qualquer. E diante de tantas ideologias fundamentadas, como o número de ateus pode aumentar ou se manter estável? Simples: falta uma suficiência  que os garanta que vale apena acreditar naquilo. E aqui defino como algo que bastará para viver. Por mais que haja outras coisas tão boas quanto essa suficiência, a ausência delas não fará diferença, pois você já tem o suficiente. E percebo que, está cada vez mais comum vermos pessoas totalmente desprovidas de quaisquer tipo de conhecimento teológico e filosófico, dando seus palpites de lei moral, cultura secular, etc. Escrevo como alguém que já vive com Cristo aproximadamente um ano longe dos templos, distante dos rótulos religiosos, e procuro todos os dias me relacionar com a Igreja que estou envolvido. Comprovo que sim, é possível existir Igreja fora dos prédios ditos como “sagrados”. Não que isto seja uma regra ou maneira específica e fundamentalmente necessária para um cristão verdadeiro. Nos relacionamos como Igreja, nunca esquecendo os princípios da mesma. Talvez seja isto o que falta entre nós: voltar ao princípio do que é Igreja. Relacionamento com aqueles envolvidos na mesma congregação (Continua…)

  • Conectados no Amor – Vivendo no meio de ilhas, a procura de continentes

    Foram-se os dias que havíamos deixado a ditadura e demos o passo para a redemocratização. Nossos pais rebeldes fizeram histórias contra a imposição estatal. A história da humanidade é uma caverna rica de histórias. Em milhares de anos, somos um povo que construiu coisas, das cavernas a prédios.

    Sim, a tecnologia evoluiu, a ciência evoluiu, mas o homem só retrocede. A ciência tenta materializar o ser humano, transformando-o em cadeias químicas e biológicas, um sistema de fenômenos explicáveis por um microscópico, mas as guerras aumentam, e a depressão agora é o mal do século. A razão tenta explicar todo o mundo, mostrar que toda a existência é perceptível pelos sentidos humanos, mas não explica a individualidade, e os fenômenos físicos de culpa humana continuam aumentando. Em pleno século XXI, conseguimos criar a bomba atômica, voar com aviões, navegar por mares, mas não conseguimos amar nossos inimigos.

    Assim, pode-se dizer, somos um povo conectado, unidos, mas individualistas por dentro. Mas por trás desse egocentrismo exacerbado, a espécie humana vive sob uma condição: está interligada com os seres ao redor. Não existem processos históricos de características individuais, somos seres sociais, o que fazemos influencia todos ao redor. Sim, o seu individualismo afeta a todo mundo. Você, liderando empresas, ganhando dinheiro, financiando suas ações, ficando milionário, o dinheiro que você possui, uma criança lá na África está precisando dele para comprar comida, pois quem tem e quer demais, possui o que é dos outros. Você quer justiça, mas planta injustiça. Como queremos um mundo sem desigualdades se ainda desejamos ter mais e conquistar, ganhar, somar?

    Nossa intelectualidade é um poço fundo vazio. Criamos grandes mentes lotadas de títulos e estudos, mas com pouca profundidade. Valorizamos a embalagem e não o conteúdo. Os títulos são os almejados, as honras e as grandezas estão no topo de nossos sonhos, mas a interioridade de nosso cérebro é destruída por tanta decoração e intensivas ministrações. Formamos muitos inteligentes, poucos sábios. E o pouco que aprendemos é utilizado apenas para aumentar nossa glória, mas também as deficiências de nossos achegados.

    Nossos empregos, nossas áreas, nossos cursos são tão deturpados, vazios de justiça e igualdade. Não se produz mais para construir uma sociedade melhor, mas para crescimento profissional. Nossas funções são carregadas de corrupção. A política não constrói leis para melhorar a sociedade, nosso sistema judicial não estabelece a justiça, mas uma disputa de direitos, o povo não luta pelo país, mas quer um lugar cheio de perfeições, nossos meios de comunicações corrompidos pela mídia baseada na fama e no sucesso. Nosso tempo é um dia baseado em esteiras de luta por sucessos, mas para sobreviver à guerra terrena.

    Cristo veio estabelecer um Reino capaz de transformar pessoas. O Reino de Deus não é um reino de homens, que coloca o ser humano como centro de tudo, como na época da ditadura católica, que pregava o geocentrismo, colocando a terra como o ponto central. Mas coloca Deus como centro de tudo (Rm 11:36). Quando a tese do heliocentrismo foi divulgada, os religiosos da época acusavam os criadores da teoria de hereges, de todos os tipos de críticas, cegos pela própria barriga, mas não sabiam que estavam tremendamente enganados. Pregavam que o homem era o centro de tudo, e que Deus o havia feito assim, para dominar, e que tudo fora criado para honra de seu próprio eu. Mas o heliocentrismo afirmou, mesmo sendo condenado como uma heresia, que o sol era o centro do universo. É assim conosco. Se algum religioso, humanista, egocêntrico te condenar por pregar que todas as coisas foram feitas para Deus, lembre-se que a verdade sempre esteve invisível para aqueles que só olham a si mesmos.

    E o Reino dos Céus veio trazer a verdade divina:
    Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; (Mateus: 16. 24)

    Aquele que deseja seguir a Cristo deve negar a si mesmo, negar a individualidade, o seu eu, e viver sob o arrependimento. Seguir a Cristo implica amar ao seu irmão mesmo quando não quer amá-lo, é abnegar de seus caminhos para tomar um trajeto, de sobremaneira, maior, mas estreito, dolorido. É deixar de viver pelo mundo e por coisas passageiras, para viver por um lugar eterno, o amor.

    Quando Cristo morreu na cruz, o madeiro mostrava dois mistérios: o vertical e o horizontal. O tronco era o vertical, ligava o homem a Deus, e o horizontal nos braços, ligava os homens em amor, em comunhão. E estava Cristo no meio estabelecendo o perdão. Ele destruiu o pecado para trazer a paz e a harmonia.

    Porque então, estamos vivendo no meio de ilhas individualistas, a procura de continentes solidários. Pois é isso que buscamos, a comunhão sobrenatural, a solidariedade, o amor correndo nas veias exteriores de nossos relacionamentos e nas nossas socializações. Enquanto o ódio provoca mares tempestuosos, cria oceanos enormes, que separam pessoas umas das outras, o Reino de Deus é um continente que emana o amor.

  • Rocklogia – Indiferença

    Aos fãs mais recentes da Oficina G3, mil desculpas, mas existem álbuns na discografia da banda que sejam melhores que o tão comentado, bajulado e superestimado D.D.G. O que parece controverso para alguns é óbvio para outros. Assim, Indiferença é, talvez o grande exemplo disso.

    Lançado em meados de 1996, este disco foi, sem dúvida, o primeiro divisor de águas na carreira da banda Oficina G3. Duca Tambasco já tinha participado em poucas faixas de Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho, mas é neste momento em que o baixista faz realmente sua estreia. No entanto, ele não era o único. Um tecladista brasiliense, chamado Jean Carllos era recém-chegado, para somar a formação que tinha Juninho Afram, Luciano Manga e Walter Lopes como veteranos.

    Outro destaque no disco é a produção musical de Paulo Anhaia, que tinha, recentemente trabalhado com o Resgate e Katsbarnea. Com o ótimo resultado de On The Rock e Armagedon, o óbvio era que o futuro trabalho da Oficina G3 ampliasse a visão do grupo. E foi o que aconteceu.

    As canções do álbum são escritas por quase todos os integrantes, embora a maioria sejam resultado do trabalho individual de Juninho. Com mais faixas instrumentais como “Glória” e “Duca’s Jam”, os pequenos espaços no álbum são preenchidos por performances proficientes dos músicos. Nos vocais, Manga comanda com maestria, embora haja participação de Afram e Lopes em outras. Os sintetizadores de Jean são perfeitamente adequados ao que cada música pede.

    Embora o repertório não seja completamente inédito, as regravações do primeiro álbum da banda foram competentemente produzidas, com novos arranjos e interpretações. Um grande exemplo é “Magia Alguma”, uma das melhores baladas do Oficina G3. Vale lembrar que o maior sucesso do grupo está no disco, a clássica “Espelhos Mágicos”.

    Algumas performances do Oficina G3, nesta época podem ser encontradas na internet. No ano seguinte, Luciano Manga saiu do grupo. Na verdade, a banda já estava preparada para isso, já que Manga era pastor, e em algum momento precisaria se ausentar. Mas, para não atrapalhar a Oficina G3, Manga ajudou-os na escolha de outro vocalista, e encontraram num rapaz chamado Pedro Geraldo (mais tarde, conhecido como PG) a personalidade perfeita para substituí-lo. PG era vocalista e baixista de uma banda de metal cristão da época, e aceitou entrar no grupo.

    Luciano Manga é amigo dos integrantes do Oficina G3 até hoje, e ajudou o grupo em outros momentos, como na indicação de Celso Machado para guitarrista base convidado. Manga fez participação especial em dois álbuns posteriores do grupo, na canção “Pirou”.

  • Ser Ester especial: Bekah Costa

    Olá meninas, hoje é dia de Ser Ester Especial. A entrevistada da vez é a cantora Bekah Costa, referência entre os adolescentes.

    Aos 15 anos, a cantora tem um estilo super descolado e condizente com sua idade. Mesclando peças que vão do romântico à influência hip hop, passando por referências nerds, a palavra de ordem no armário da Bekah parece ser “divertido”.

    Louca por moda e maquiagem, Bekah mostra que é gente como a gente: no fundo, no fundo, ela “usaria pijama e moletom o dia inteiro”.

    Vamos conferir a entrevista exclusiva aqui para a Ser Ester. Depois, tem Raio X de estilo. Vem ver porque está imperdível.


    ENTREVISTA

    Qual a sua relação com a moda? Você acompanha, gosta de pensar o look com antecedência, ou é mais desencanada com isso?

    Gosto muito da moda e sempre que vou sair me preocupo saber qual é o tipo de ambiente, como as pessoas costumam se vestir e etc! Sigo diversas páginas no Instagram sobre moda, e também tenho minha personal style, Raquel Carvalho, que tem sido um anjo na minha vida! (risos). Sempre que vou pra algum lugar e fico confusa em relação ao meu look, mando um whats pra ela me socorrer e pronto! rsrsss

    Como você se define em questão de estilo?

    Sou detalhista, porem despojada e ao mesmo tempo tento ser delicada! Nada de decote e sempre que a saia é um pouco mais curta, uso meia calça preta por baixo, porque alem de alongar minhas pernas dá um ar de elegância. Amo camisa de super-heróis/personagens/trocadilhos…! Mas, pra ser sincera; eu usaria pijama e moletom o dia inteiro! (risos)

    O que não pode faltar no seu guarda-roupa? Que peça de roupa ou acessório é fundamental na composição do seu estilo?

    Meus tênis! Como eu só posso usar tênis, por conta do aparelho que uso na perna, às vezes fica difícil combiná-los com a roupa, ou seja; tenho que ter um de cada cor/estilo e sou perdidamente apaixonada por Vans, All Star e etc! Mas, graças a Deus nunca tive dificuldade em aceitar isso, muito pelo contrário, por ser mais confortável e fica até mais bonito! Minhas maiores paixões são pulseiras e colares, gosto de algo mais rústico/antigo/retrô. Gosto de batons, esmaltes, perfumes e esses itens, sem dúvida, não podem faltar. Infelizmente o estilo que gosto é muito difícil de encontrar em lojas, mas, Deus sempre envia umas(ns) amigas(os) que tem o dom de criar e produzir e depois, me presenteiam com seus trabalhos! Não é uma benção isso?

    Você aparenta gostar muito de maquiagem. Que dicas você poderia passar para nossas leitoras? Qual item é indispensável para a make perfeita.

    Amo make, mas, se eu parar pra pensar eu basicamente uso base, rimel e blush. Às vezes uso uma sombra, mas gosto de algo puxado pra o marrom/preto. Sou meio preguiçosa, acabo não passando quase nada. Descobri uma dica maravilhosa: passar lápis de olho apenas do lado de fora dos olhos, sem passar por dentro! Sabe por quê? É para dar uma realçada maravilhosa no olhar! Por fim, e principalmente, importante, meus batons e esmaltes… Algumas pessoas não gostam e isso é super normal. Gosto de cores escuras e bem alternativas. Amo as cores vinho, roxo, rosa pink, nude, um meio preto meio avermelhado que eu tenho, vermelho cereja, enfim, amo qualquer tipo de cor que realce algo que desejo que apareça! Acabou sendo minha marca registrada: os lábios com batons fortes e vibrantes e meus esmaltes.

    Você tem um incontável número de meninas que te acompanham e se inspiram no seu estilo descolado. Como você encara essa responsabilidade de saber que o que você usa e faz influencia tantas garotas? Isso pesa em algum momento?

    Sei que tenho uma responsabilidade imensa! Eu amo mudar meu visual, principalmente o meu cabelo, mas, sempre tomo cuidado. Já tive cabelo rosa, roxo, azul, violeta, loiro, meio ruivo, moreno, californianas, de todos os tipos possíveis! (risos). Mas, agora o loiro, que é cor que mais combina com minha cútis, veio pra ficar por um bom tempo! Acho que os cabelos é o item que eu tenho tomado o máximo de cuidado, por conta de ser aquilo que dá o charme e fica bem visível, né?

    Ser referência jamais será um peso. É necessário ser exemplo em todos os aspectos sendo ou não uma pessoa pública! Ver alguém me marcando em uma publicação dizendo: “Bekah, gostei tanto disso que resolvi fazer” é maravilhoso e eu, desde pequena, me inspiro em tanta gente… Saber que hoje sou uma referência para alguém é algo muito forte, um sonho que jamais imaginei que acontecesse um dia. Sei que não sou perfeita e que sempre necessitarei do amor e misericórdia de Deus e do perdão das pessoas.

    Fofa, né? Vamos ao Raio X?


    RAIO X DO ESTILO

    Bekah tem um estilo bem cool, despojado e repleto de referências legais para nós. Particularmente, acho o máximo como ela consegue misturar peças românticas e delicadas com outras mais descoladas, criando visuais bem montados, mas com cara de despretensiosos. Uma graça!

    Bekah Style

    T-Shirts

    Lembram que há poucas semanas eu falei aqui sobre a moda das camisetas? Pois bem, Bekah mostra que como sempre eu tenho razão. A cantora é fã declarada de camisetas divertidas, seja com referências cristãs, trocadilhos ou de super heróis. Vamos combinar: tem coisa mais amor do que essa T-shirt do Capitão América? Vamos negociar, Bekak?

    T-Shirts

    Tênis

    Por conta de seu aparelho ortopédico, Bekah só pode usar tênis. O que ela faz? Chora, se descabela, compra um monte de sapatos de salto para sofrer? De jeito nenhum! Bekah ama tênis e conseguiu incorporar a peça obrigatória com perfeição em seu estilo. Ela tem modelos para todos os gostos. Para quem, assim como ela, curte muito os tênis, uma dica legal é combinar os modelos coloridos com peças de cores contrastantes. Fica divertido e atual. Essa combinação, por exemplo, do verde-água com a calça amarela ficou super cute.

    Tênis

    Acessórios

    Bekah é adepta da moda do pulseirismo, que nada mais é do que misturar em um único braço pulseiras de diversos modelos, cores e texturas. O estilo que ela mais gosta é artesanal com uma pegada boho, que ela ganha das amigas. (espaço reservado para protestar contra a falta de comprometimento das minhas amigas para me doar acessórios. Grata). Outra coisa que a Bekah ama é esse colar artesanal. É um fiel escudeiro que a acompanha desde os looks de camiseta até vestido de noite. Mais versátil que isso, impossível.

    Acessórios

     

    Make

    Se tem uma coisa que dona Rebeca ama é maquiagem. A cantora não tem medo de se arriscar e abusa dos batons inusitados, ou como ela mesma os define: “alternativos”. Para Bekah, toda cor é cor, e se é cor, é passível de ir para a boca. Simples assim! Ela transita do nude ao roxo e do preto ao vermelho com tranquilidade e leveza. Para quem também quer se jogar no batom, vale a dica de maneirar a mão nos olhos. Um rimel e retoque nas sobrancelhas já é o suficiente para não carregar muito no visual. Bekah faz isso e dá super certo. Rá! A regra inversa também vale: se o destaque estiver nos olhos, é melhor deixar a boca mais discreta.

    Make

    Esmalte Mania

    Além da marca registrada dos batons fortes, outro forte identificador do visual da Bekah são os esmaltes coloridos. Quando eu digo coloridos, são coloridos mesmo. Ela ama misturar cores nas mãos, deixando a unha do dedo anelar com uma cor ou arte diferente das demais, ou então radicalizar geral, abrir todos os vidrinhos de esmalte e pintar cada unha de uma cor. Para quem, assim como a Bekah, ainda está na adolescências, essas “extravagâncias coloríficas” são super divertidas e bem vindas.

    Unhas

    Cabelos

    A Bekah comentou com a gente sobre seus cabelos e disse que gosta de muda-lo. Como agora ela já falou que o loiro veio para ficar por um bom tempo, a cantora dá um up nas madeixas com diversos acessórios divertidos e fofos. Quem não quer radicalizar nos fios, mas quer ficar com um visual mais inusitado, super vale a amarração de lenços, assim como a Bekah usa. Tiras, gorros, bonés, coroas de flores e lenços fazem parte do arsenal de acessórios capilares que Bekah usa para não ficar no comum.

    Cabelos


    E então meninas, vocês também amaram o estilo da Bekah? Eu amei demais!

    Para quem gostou, vale a pena conhecer mais sobre o trabalho da Raquel Carvalho, personal stylist que assessora a Bekah. Raquel é top e já trabalhou com Leonardo Gonçalves, Daniela Araújo e Gabriela Rocha.

    Ela é ótima: ( ) sim; ( ) com certeza; (x) todas as anteriores.

    Para acompanhar a Bekah:

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    Para acompanhar a Raquel Carvalho:

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  • Conectados no Amor – Game of Theology

    Quem já leu, viu ou ouvir falar da série Game of Thrones? É um seriado americano famoso, inspirado no livro de George R. R. Martin, que conta a história de uma disputa intensa do trono de ferro dos Sete Reinos de Westeros, e o jogo de poder entre as famílias. Os Stark, Lannister, Baratheon, Tully e outras, travam intrigas em Westeros, enquanto no exterior, ameaças vindas do dothrakis, selvagens, começam a surgir com frequência. O longa metragem é um sucesso, comparando-se a grandes seriados, e popularizou o estilo épico fantástico.

    Imagine então uma disputa pelo trono da teologia brasileira. O Reino do Evangelho com as casas Arminiana, Calvinista, Pentecostal, Liberal pleiteiam pelo Trono Superior. O detentor do Trono Superior comanda o Reino do Evangelho, e atualmente, o castelo do trono tem sido ocupado pela casa Arminiana. Mas ela tem sido abalada por uma casa que vem crescendo: Calvinismo. Calvinistas são conhecidos por serem destros na guerra, brutos, habilidosos com armas de ataques e por possuírem uma ótima capacidade mental. Os arminianos os temem e os odeiam. Eles são conhecidos por usarem mais o coração do que a mente, e conseguem persuadir as pessoas, pois são os mais ricos das casas. Mantêm um relacionamento amoroso com a casa Pentecostal. Na verdade, os pentecostais nasceram deles.  Um da casa arminiana casou com um filho do dragão, formando os pentecostais, que queimam por onde passam. Os arminianos deram terras especiais para eles. Anos depois, um pentecostal casou-se com um arminiano, e deles originou o primeiro neopentecostal. Em questões de décadas, os pentecostais estavam perdendo o solo para os neopentecostais, pois esses conseguiam enriquecer mais, dar mais tributos aos arminianos que o povo pentecostal. Além disso, desenvolveram a capacidade controlar o fogo, logo não ficavam queimando toda hora.

    No meio dessa barafunda, os liberais surgiram como uma casa complexa e com várias divisões genealógicas, alguns dizendo sobre ter moradores do reino em lugares distantes. Os liberais eram os mais odiados, e eram friamente reprimidos pelos calvinistas. Mas muitas genealogias dos liberais eram conhecidas por obras sociais, e criar organizações de ajuda.

    Nessa guerra maluca, os calvinistas sempre lutam com todos, crendo serem eles os donos do trono, e sua principal briga tem sido com os grandes e populosos arminianos. Os arminianos detêm terras por todos os cantos, e o seu inimigo milenar não aprova isso. Os calvinistas insistem que são os melhores, e que o reino será melhor nas mãos deles. Na disputa do trono, os neopentecostais têm sido veemente atacados por calvinistas, principalmente por seus interesses sobre as terras. Alguns liberais têm atacado a todas as casas.

    Os calvinistas querem o trono e governar o reino, os arminianos estão na retranca, os pentecostais não gostam dessa guerra, mantêm-se afastado, os neopentecostais tem entrado para ajudar os arminianos e desejam ardentemente continuar como maioria no reino, mas principalmente continuar a prosperar com as plantações e comércio, os liberais divididos em várias genealogias, sendo atacados por calvinistas, e ainda há outras pequenas casas. Todos no fundo querem o trono. Mas enquanto as intrigas acontecem dentro do reino, há rumores de ameaças externas que só aumentam a cada ano. Selvagens e Rebeldes querem invadir o reino e destruí-lo.

    Mas há uma regra explícita: nenhuma casa, homem deverá ocupar o trono. O Trono Superior pertence ao Rei. E o Rei de Reino do Evangelho havia deixado o trono vazio, mas retornaria para ele, e aí de quem o ocupasse. A Sua ordem foi clara e objetiva: mantenham-se unidos e resistam, os Selvagens e os Rebeldes desejam tomar o Reino, mas vocês precisam resistir até minha volta.

    Quem ocupa o lugar do trono que devemos dar ao Rei? Quem ocupa o trono de seu coração?

  • Rocklogia – Armagedon

    Era 1995. Nem o próprio Simion sabia, mas era seu último trabalho como vocalista do Katsbarnea. A banda estava muito bem após Cristo ou Barrabás?, mesmo com as constantes trocas de formação. Dos músicos de longa data só restou, com ele, Jadão. Com a participação de Paulo Anhaia na produção musical (o que sem dúvida foi fundamental para o resultado final), o Katsbarnea (ou, naquela época Simion e banda) lançou o tão elogiado Armagedon que, de longe é o melhor trabalho de sua discografia.

    O Kats já tinha flertado com muita coisa. Já foram simpatizantes do glam, fizeram músicas hard rock, pop rock, rock experimental e até mesmo umas faixas com folk. Desta vez, resolveram unir muitos destes elementos e fazer o álbum que definitivamente teria a cara da banda.

    Mais sombrio que os anteriores, Armagedon por pouco não é um álbum conceitual. Muitas das músicas versam sobre questões relativas à ação maligna e a libertação por Cristo. É um tema relativamente comum nas canções anteriores divulgadas pela banda, mas de forma bem mais complexa e polida. Dos sintetizadores que duram mais de dois minutos antecedendo à agressividade de “Invasão”, a interpretação de Brother Simion em “Armagedon” e a letra forte de “Crack (Atos 11)”, o disco tem suas partes mais pesadas, mas une-se à baladas e canções pop. “Gênesis” foi o seu maior sucesso, mas particularmente, creio que “Do Céu” é a melhor faixa, com um belo solo de guitarra de Déio Tambasco, que na época estava como guitarrista da banda.

    Há várias participações especiais no disco. Uma delas é Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e Esdras Gallo, do Renascer Praise. Mas é Jimena que rouba a cena nos vocais em “Get out of Babylon” juntamente com Simion. Brother, neste álbum também ficou a cargo dos teclados, partilhando com o músico Giovani Bon.

    Após Armagedon, a banda continuou se apresentando, só que, mais tarde Simion migraria para a carreira solo. Mas este é um assunto para outro post. Até mais!