Um Brinde – Sobre ideologias, cultura secular e prédios sagrados

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Ultimamente tenho procurado ler muitos blogs e sites cristãos a respeito de assuntos que possam me indicar uma referência plausível sobre questões vivenciais de um cristão e como se relacionam com não-cristãos. Um exemplo muito bom é o blog Minha Vida Cristã, a qual eu já consegui tirar muitas coisas pra minha vida mesmo. Entendo vida cristã a partir de um pressuposto vivencial e ideológico que, só pode ser explicado – ou ao menos tentado ser explicado – através da fé. Considerando que ela [a fé] ” é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:01), podemos concluir que fé é ter certeza das coisas que virão (futuro) por meio dAquele que não vemos (Deus). Minha busca por conteúdos cristãos é constante, mas não procuro somente nas mídias globais da internet, também as procuro no dia-a-dia, segundo minha ótica teológica e de amor ao próximo. Cada “pregação” que vejo no terminal, senhores entregando panfletos com uma mensagem evangelística ou uma criança pedindo colo a sua mãe, me levam a refletir sobre nossa mera existência. Schopenhauer dizia que “uma vida feliz é impossível. O máximo que se pode ter é uma vida heroica.” e é assim que vejo milhares de heróis no corre-corre diário atrás de suas metas em busca da sobrevivência, longe de uma vida perfeita, mas crentes de que tem uma vida a zelar. E o que dizer dos ateus? Sua existência é pautada no que a ciência diz, pensa e comprova. Posso dizer que, por anos, acreditei numa ciência certa de vez e suficiente para vivermos, até perceber que ela não me dá nenhuma certeza suficiente para continuar acreditando na minha própria vida.

Tenho amigos ateus, mas cada um é diferente do outro: uns odeiam Deus, outros não queriam ter nascido e outros até leem a bíblia, mas como se fosse um livro qualquer. E diante de tantas ideologias fundamentadas, como o número de ateus pode aumentar ou se manter estável? Simples: falta uma suficiência  que os garanta que vale apena acreditar naquilo. E aqui defino como algo que bastará para viver. Por mais que haja outras coisas tão boas quanto essa suficiência, a ausência delas não fará diferença, pois você já tem o suficiente. E percebo que, está cada vez mais comum vermos pessoas totalmente desprovidas de quaisquer tipo de conhecimento teológico e filosófico, dando seus palpites de lei moral, cultura secular, etc. Escrevo como alguém que já vive com Cristo aproximadamente um ano longe dos templos, distante dos rótulos religiosos, e procuro todos os dias me relacionar com a Igreja que estou envolvido. Comprovo que sim, é possível existir Igreja fora dos prédios ditos como “sagrados”. Não que isto seja uma regra ou maneira específica e fundamentalmente necessária para um cristão verdadeiro. Nos relacionamos como Igreja, nunca esquecendo os princípios da mesma. Talvez seja isto o que falta entre nós: voltar ao princípio do que é Igreja. Relacionamento com aqueles envolvidos na mesma congregação (Continua…)

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