Categoria: Colunas

  • Limão com Mel – Ser ou não ser gospel: eis a questão!

    A famosa frase “Ser ou não ser: Eis a questão!” do famoso William Shakespeare vem bem a calhar neste texto que tentarei discorrer. Talvez ainda não tenha lhes vindo à mente do que irei falar, mas a questão é bem simples: Ser gospel ou não? Afinal, é obrigado ser gospel?

    Em meados de 2012 e 2013, um dos assuntos mais comentados na internet no segmento gospel foi o possível ingresso da cantora Joelma da Banda Calypso no meio gospel. O fato levantou uma série de argumentações, críticas e suposições. Algumas dessas críticas põem em cheque a fé da cantora em questão. Teria realmente a cantora Joelma “se convertido”?

    Essa situação não é exclusividade da Joelma. Outros cantores também vivem da música “secular” mesmo tendo afirmado serem evangélicos, a exemplo do César da dupla César Menotti e Fabiano. Músicos menos famosos, ou desconhecidos, sem oportunidades no gospel, seguem tocando na noite como forma de sobrevivência.

    Em cima disto, outras perguntas surgem: que direito tenho eu de questionar a fé de alguém seja quem for? Infelizmente, nós evangélicos tidos como os “normais”, dentro dos padrões usuais da nossa igreja acabamos formando um “pré-conceito” com todos os que fogem a esses padrões. Fato é que apenas Deus conhece o íntimo da cada um, apenas ele, que sonda nosso interior é capaz de saber se ouve ou não mudança (interessante que Deus sonda o nosso interior, mas a igreja* valoriza o exterior).

    Mas a Bíblia fala que quem aceita Jesus precisa mudar seus atos… Hum… Justamente! Mas quem convence o ser humano da necessidade de mudança é o Espírito Santo, não é pastor, eu ou você. Já vi casos de novos convertidos abandonarem a igreja porque foram chamados à atenção por continuar usando brinco, calça, etc. (veja como isso soa ridículo hoje). A mudança geralmente é gradativa, se realmente ela for necessária. O tempo de Deus não é o meu tempo…

    Outro detalhe que não posso deixar passar em branco é justamente o inverso. Há nas igrejas pessoas aparentemente convertidas, santas e justas mas… mas são ocas, vazias, más! Lobos em pele de cordeiro. Afinal, o que me garante que todos os cantores gospel aclamados pelo público é mais santo que Joelma? Você sabe o que ele faz fora do palco, do púlpito? Conhece suas ações e pensamentos? Deus sabe.

    Cantor que se converte tem que cantar gospel!

    Todo tipo de profissional pode se converter sem problema algum, ninguém ignora. Mas se um cantor secular se converte já se olha com olhos de desconfiança. (Tomé ficaria feliz). A grande massa começa a fazer hipóteses: “Será que onde ele estava não dava mais dinheiro? Agora que o gospel está dando lucro…” Como se os cantores gospel não quisessem dinheiro também. Me poupem. Será que tem mesmo que haver um interesse financeiro pra que um cantor aceite Jesus?

    Temos diversos casos de cantores que se renderam ao Senhor e passaram a cantar música gospel. Posso citar Felipão, ex-Forró Moral, hoje contratado da Graça Music, Thalles da Universal Music, Daniel Diau, ex-Calcinha Preta, Perlla que está lançando discos pela Central Gospel, Chris Durán, entre outros.

    Mas isso é regra? Talvez. Pelo menos para atestar e validar o “diploma” de evangélico, o cantor deve mudar de profissão, ou pelo menos de público pra mostrar que mudou. Seu comportamento, suas ações, caráter, isso pelo visto não valem nada.

  • Ser Ester – A Moda do Crochê

    As tramas do crochê são velhas conhecidas de todas nós. Prática milenar, todo mundo tem uma mãe,tia, avó ou amiga que domina a agulha com gancho.

    Técnica muito utilizada na confecção de assessórios domésticos, o crochê também aparece em roupas, mas nem sempre com bons resultados.

    Até pouco tempo, eu considerava a linha que separava as roupas de crochê da cofonice bastante tênue, para não dizer que achava cafona assim de cara.

    Tudo mudou ao conhecer o trabalho da top estilista Vanessa Montoro que modernizou e trouxe frescor à técnica, aliando-a ao tricot. As peças atuais e românticas de Vanessa são confeccionadas com fios de seda e tingidos manualmente, o que lhes agrega muito valor $$$, se é que vocês me entendem…

    A partir do trabalho da estilista, passei a pesquisar um pouco mais sobre o tema e descobri outras excelentes marcas que trabalham com peças de crochê, elevando a técnica que, para mim, até então era caseira, à níveis muito elevados de beleza e elegância. Nomes como Giovana Dias e Alzira Vieira merecem destaque.

    Se você não tem uma montanha de dinheiro para comprar uma boa peça pronta, o grande segredo para encomendar daquela tia prendada uma peça de crochê é a escolha da linha. Se a linha for parecida com barbante, você certamente estará fadada a se fantasiar de capa de almofada. Linhas finas e tramas fechadinhas dão leveza à peça e deixa o visual sofisticado e moderno #FicaDica

    A técnica do crochê tem se tornado cada vez mais democrática e agora, além das capas de botijão de gás, ela vai de uma saída de praia estilosa até um vestido para festa noturna, passando por biquínis, saias, blusas, coletes, dentre outras peças.

    Que tal se aventurar no maravilhoso mundo do crochê?

    Vestido Longo

    A personificação do romantismo e feminilidade. Versátil, o vestido longo de crochê pode ir de um almoço até uma vesta noturna mais formal, mudando apenas os acessórios. Com certeza, quem usa um desses é única e marcante em qualquer evento.

    Vestido Longo

    Vestido Curto

    Românticos, delicados e marcantes, os vestidos curtos também transitam bem entre dia e noite. Para não correr o risco de deixar o look com cara de praiano, caso essa não seja a ideia, vale se jogar no salto alto. Elegância garantida.

    Vestido Curto 1

    Vestido Curto 2

    Saia de Crochê

    O look com apenas uma peça de crochê mostra o quanto essa técnica é versátil. Uma saia, por exemplo, vai bem com tudo. Seja uma jaqueta de couro, uma malha, blusa de seda, ou mesmo camisa de algodão, qualquer peça pode combinar com uma saia de crochê. Se você é discreta e não quer se arriscar muito opte por combinações que, mesmo misturando texturas, tenham cores neutras.

    Saias de Crochê

    Blusa de Crochê

    Eu tenho uma regra de estilo na vida: se Kate Middleton usou, então é bonito e pode ser usado. Essa blusa azul marinho com detalhes branco combinada com saia plissada molinha fez extremo sucesso quando a duquesa usou e ganhou diversas versões inspiradas pelo mundo. Com as blusas, vale a mesma regra que com as saias: misturar texturas. O que dizer, por exemplo, dessa linda combinação com saia longa de couro que a cantora Ana Paula Valadão usou em Israel?

    Blusas de Crochê

    Crochê e a Alta Costura

    Grandes grifes nacionais e internacionais também já investiram nas peças de crochê. Da clássica Chanel à moderna Dolce & Gabbana, passando pela sofisticada Salvatore Ferragamo e a brasileiríssima Cavendish, diversas marcas viram o potencial das tramas e não deixaram passar a chance de colocar na passarela lindas peças de crochê.

    Alta Costura

    E então? Vai dizer que essa não é uma belíssima opção, seja para o verãozão de agora ou inverno próximo. Roupa de crochê sem cara de caminho de mesa já é moda e promete se manter atemporal. É garantia de sucesso, elegância e exclusividade.

    Estejam com Deus e até a próxima!

  • Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    O que te faz viver? Um iPhone? um pendrive? um amigo? namorado(a)? esposo(a)? igreja? Deus? redes sociais? mãe? pai? dinheiro? viagens? profissão? sucesso? fama? luxo? faculdade? O que te faz viver? Foi essa pergunta que a banda Tanlan fez com a música “Um dia a mais”. Mas em um desses dias comuns que a gente costuma ter, parei para prestar atenção na letra da músicaDançandodo Agridoce (projeto paralelo folk da Pitty e o guitarrista da banda Martin). E uma frase me chamou muito atanção: “Algo pra justificar uma vida morna”. Calma, não vou falar de como viver uma vidinha melhor, ser um ser humano mais tolerante e uma pessoa amável. Este texto, por mais que tenha uma ou duas características, não é de autoajuda. Quem sou eu pra te dar conselhos? Quem sou eu pra dizer a você o que é certo ou errado a fazer? Quem sou pra que você tirasse um tempinho para ler um texto meu? Não sou ninguém importante. Sabe o que é isso? Sentimento. Sem ladainhas, sem caô, sem lero-lero, isto é sentimento do coração direto para as páginas de caderno e agora na tela do seu computador.

    Não quero que responda nenhuma das perguntas que fiz logo acima. Não são perguntas que vão ou não contribuir para o bem deste texto. Há duas semanas venho tentado sair de um quadrado comum. Venho tentado sair de uma coisa morna. O período de festas foram embora, e agora inicia-se um novo ano de realizações que cobram bastante de nós. Quando ouço esta música, não ouço só uma música, eu sinto tudo o que a música reflete, entende? Não. Você não entende. “O mundo acaba hoje eu estarei dançando!”: os problemas estão a mil, mas estou sorrindo ao invés de chorar. Tenho quem ouça meus lamentos interiores. E Ele me pediu para que eu tivesse bom ânimo. Sabe o que é isso? Vida! Vida, cara. Vida, moça. Vida, jovem. Vida, homem. Vida, mulher. Vida, galera. Consegue entender por que você chora? Sabe por que a tua vida as vezes é um desastre? Tudo parece desmoronar e nada mais fazer sentido? E se eu te disser que escrevo este texto chorando agora? As lágrimas ainda não caíram, mas meu interior nada em prantos, e ao mesmo tempo se alegra com todo o desastre que rola no mundo. Sabe o que é você abrir uma página em um site jornalístico e ver tantas mortes? Isto é vida! Vida que se foi. Talvez sem nunca ter a oportunidade de dançar. Nunca ter a oportunidade de ter ouvido um “eu te amo” de verdade. Sabe o que é você perder uma mãe ou um pai? Pois é, essas tantas pessoas que morreram tinham família. Por mais que erradas, mas eram família. Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã, um irmão. Gente que nunca mais vai poder saber o significado de um abraço. E você aí? O que vai fazer agora que leu este texto?

    Vai sorrir e zombar do autor dizendo que sou muito sentimental e não consegui mexer nenhum pouquinho com os seus sentimentos? Ou vai dizer que durante todas essas linhas rabiscadas eu só fiz perguntas e mais perguntas idiotas que não ajudam em nada? Isso! Eu só fiz perguntas idiotas! Pois hoje te convido a fazer uma das coisas mais perigosas do mundo: VIVER! Dance, mesmo sendo todo desengonçado. Cante, mesmo sendo um desastre vocal. Pule, mesmo que isso pareça patético. Saia nas ruas agora pedindo um abraço para qualquer estranho que você ver! Seja estranho! Pegue aquele vestido que você não usa mais, e der juntamente com uma carta bem bonita para a pessoa que você mais ama! Rapazes, pegue aquela sua blusa que já está pequena em você, e der para aquela criança que você só conhece de longe, juntamente com algo que a faça feliz! Sabe o que é isso? VIDA! Nada vai conseguir justificar uma vida morna, pois ela é o nível mais alto do clichê. Todos que não vivem, são existentes que partilham de uma vida morna. Sem sentido, sem inovação, sem amor! Um brinde à vida!

  • Conectados no Amor – Ano novo, vidas velhas

    Feliz ano novo, leitores

    Esse é o primeiro post do ano e isso é muito gratificante.

    A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional.” (Carlos Heitor Cony)

    Começar o ano diferente parece uma ótima proposta para que ele seja distinto de todos os que já se foram. Quando completamos o ciclo anual, esperamos que o novo tempo traga novidades a nossa vida mesquinha e medíocre. 1 de janeiro tem um valioso símbolo na vida das pessoas: mudança.

    Para uma data que julgamos tão especial, não faltam os vários tipos de festividades. Ficar a madrugada inteira acordada só para se empanturrar, beber, conversar com familiares e amigos e se divertir. O homem adora uma surpresa, após um ano cheio de lutas.

    Em um canal de TV, um pastor muito conhecido de BH disse que o ano novo é um ato profético e que ele foi criado por Deus. Nos eventos festivos, pessoas vestem cores simbólicas, principalmente o branco, numa forma de trazer bons resultados no ano que vai nascer. Cada tonalidade, uma energia que o ser humano vai receber.

    Se sua simpatia, ato profético, feitiço, profecia e não sei mais o quê, é uma declaração de mudança em sua vida, sinto muito te dizer, mas você está sendo trapaceado pelas mistificações humanas. Nada disso vai mudar, e o ano novo é só mais um ano em sua velha vida.

    Ouvindo 5:50 do Resgate, a gente vê que tudo é igual, e que apesar do novo dia nascer cheio de bombas coloridas no céu, somos os mesmos desde que o homem vive. Aquela velha música, “Adeus ano velho / Feliz ano novo”, parece um canto de hipocrisia sobre o que nada muda.

    Esse final de ano, a morte veste de branco, pois se é para acompanhar o homem nesse dia tão mentiroso, ela se disfarça das simpatias humanas e da paz escrita nas camisas. Se os símbolos tivessem realmente poderes, o branco significaria morte, pois continuamos mortos, apesar de vivermos. E quando você olhar para o céu e ver um pombo tão alvo voando, o que vai ver é apenas um pombo, não a paz.

    Feliz ano novo para quem está lendo. Que antes de buscar qualquer coisa nesse ano, realizar projetos e sonhos, possamos finalmente viver de verdade: viver e ter intimidade com Deus. Deixar aquela velha vida, e realmente viver a novidade.

    Disseram que o Teu amor é novo a cada dia

    Eu pensei

    Quero ouvir a Tua voz falar o que eu queria

    São dez pra seis

     Se é pra Te servir e então matar aquela velha sede

    Se é pra Te seguir e nunca mais cair na mesma rede”

  • Rocklogia – O dia menos esperado do ano

    Ontem foi dia 31 de dezembro. E ainda parecia ser mais um dia como qualquer outro. Trabalho, tarefas diárias. A família, distante. As lojas fechadas. O clima monótono. Parece bizarro ter a “pior” virada do ano num de seus melhores anos, mas quando se está só, muitas das melhores ideias e reflexões surgem.

    Andar pelas ruas num fim de tarde deste dia é um estímulo enorme. Primeiro, porque nota-se, em grande parte dos motoristas uma calma mascarada. Nas ruas, principalmente nas distribuidoras de bebidas, alguns já se reúnem. Os estabelecimentos comerciais, em grande parte fechados e prontos para um descanso de dois dias. Assaltantes se preparando para as casas nas quais almejam roubar. No ouvido eu tinha fones, relembrando algumas canções que foram importantes no ano. Músicas que lembram pessoas, que lembram situações. E de repente surge o pensamento: Onde elas estão? O que fazem? Como se sentem agora?

    A caminhada é a mesma, o ambiente é o mesmo, mas as pessoas não. Tudo está mais vazio e silencioso. Ao entrar em seus aposentos, poder notar um clima ainda mais solitário. Olhar para cada planta, a luz do sol que se põe…

    Há certeza que, por mais tola que seja, podemos usar qualquer coisa neste dia para fazer uma retrospectiva. Ao abrir os arquivos no celular, imagens, fotos, vídeos, mais músicas e até mesmo mensagens. Reler, visualizar parece um exercício masoquista para os que lamentam por este ano, no entanto é nostálgico para quem teve um de seus melhores anos, como eu.

    Penso que, apesar de cada comemoração num ano novo ser meramente simbólica, nossa postura muda a partir destes acontecimentos e ditam como serão nossos próximos dias. São as coisas que nos movem em cada momento a querermos alcançar sonhos e projetos. São pessoas que, assim como nós puderam extrair um pouco de cada um, assim como extraímos um pouco delas. E permaneci pensando: onde elas estão?

    Quando penso nelas, também penso em planos. Quando penso em planos, noto que as coisas que planejo nunca saem exatamente como quero. Algumas vezes, até mais grandiosas, outras fogem totalmente do meu controle ao passar de um ano. E essa linha do tempo, na qual é a vida nos reserva surpresas meticulosamente apresentadas pelo Criador, nos fazendo cada dia mais sonhar com o amanhã. Há muito tempo escrevi uns versos, pensando como seria o meu último dia na Terra. Pensei: por mais que os anos passem, ainda sonhamos com o amanhã, mesmo que ele não exista e nem existirá para nós. E notei que parte do sofrimento de muitos está no fato de não observar o hoje, no qual existe e está para vivenciarmos cada segundo.

    Portanto, desejo a você que, em 2015 viva cada vez mais o hoje. Esteja ao lado das pessoas que hoje podem estar com você, mas amanhã podem não estar. Traga à sua memória aquilo que é importante, e mais do que tudo, procure aprender a cada situação vivenciada.

    E assim passei uma virada monótona sozinho, mas satisfeito por tudo o que aconteceu nestes 365 dias. Olhei para trás, senti a vontade de voltar à alguns meses de 2014 e reviver tudo de novo. Certamente, esta virada foi o dia menos esperado deste meu ano que passou.

    PS: A canção abaixo não está nem perto dentre as que mais me marcaram este ano, mas possui uma reflexão imensamente compatível e inerente ao que está escrito.

  • Limão com Mel – Humanos no pedestal, até quando?

    Este é um assunto um tanto quanto espinhoso, porém necessário que se discuta. Ironicamente, é muito raro alguém admitir que isso exista no meio gospel, mas não precisa ser nenhum gênio da biofísica pra perceber que existe e aos montes.

    Mais conhecida como idolatria, a divinização de pessoas famosas está cada dia mais “normal”. Os fã-clubes de “divas e divos gospel” se proliferam na internet de forma espantosa. Geralmente, quem sofre de “idolatrite” não reconhece sua condição. Insistem em se rotular como “admirador”, “intercessor (sic)” e os mais modernos se consideram “fãs”, mas idólatra, não!

    O problema é que a boca diz uma coisa, mas as atitudes dizem outra beeeemmm diferente! Chega ser irritante a forma como esses “intercessores” se colocam, principalmente nas redes sociais. Seu relacionamento com os “divos e divas do gospel” é tão meloso que chega a dar náuseas. Geralmente, chuvas de elogios desmedidos, tentando de alguma forma, chamar a atenção, ou receber um (mísero) retuite ou uma menção, e agressividade extrema aos que se opõem ou que criticam o trabalho do idolatrado salve, salve.

    Basta ver os comentários em posts que criticam o trabalho deste ou daquele cantor em blogs, fanpages e sites para perceber o quanto esses fãs são idólatras. Bordões do tipo “não toque no ungido”, “Ela louva pra Deus, não pro mundo”, “Não julgues, só Deus pode julgar”, “Não toquem na menina dos olhos de Deus” já estão surrados de tão usados. Obviamente, estes são os educados. Os mal-educados (ou os sinceros), descem no mais baixo nível vocabular para agredir aqueles que não gostam, ou criticam seus ídolos.

    Isso é normal? Está se tornando normal. Os cantores sabem disso? Obviamente que sabem. Alguns já se colocaram contra essa postura, cito como exemplo, Nívea Soares, que num vídeo emocionante, fala da perca do foco, deixando o Criador pela criatura. Mas há outros que são sim coniventes com isso! Sabem e nada fazem. Não se pronunciam. Claro, esses “intercessores” lhes defendem com unhas e dentes (e garras e línguas afiadas), compram qualquer coisa que lancem, de CDs a peças íntimas, fazem divulgação gratuita (pra que assessoria?), além de fazer o impossível para estar em seus shows (até vender a mãe, ou não). Então, pra que perdê-los?

    Certa vez, um grupo (grande) de intercessores de uma cantora, indignados porque ela não iria participar de um evento de grande proporção e exposição, passaram o dia no Twitter com o único propósito: interceder levantar uma tag para exigir a presença da diva no evento. Quem liga pra contratos? Ela é diva e tem que estar lá e pronto! A tag ficou entre os assuntos mais comentados. Ironicamente, a cantora ao invés de repreender uma ação tão patética, realizou uma Twitcam para agradecer aos fãs pelo empenho, mas não poderia estar presente por incompatibilidade de agenda. Oi? Traduzindo: “continuem assim queridos! Adorei estar nos TTs, vocês são 10!” Mudar pra que? Vergonha alheia define.

    Infelizmente, temos a sensação de que esse quadro ainda irá piorar. Enquanto esses projetos de crente não sabem quantos livros há na Bíblia, conhecem toda a discografia do cantor favorito. Alimentam o espírito (se é que podemos dizer assim) com as frases prontas da tal cantora, e nunca abriu a Bíblia para ler a Palavra de Deus. Pouco vai à igreja, mas não perde um show gospel, e prefere assistir os cultos da IBL pela internet do que congregar em uma igreja do bairro.

    Antes que acusem este editor de estar julgando, de antemão me defendo: estou apenas constatando o óbvio e que muitos insistem em varrer pra debaixo do tapete. Está se levantando uma geração de adoradores! Mas não adoradores de Deus, mas adoradores de homens! Geração que não ora, não jejua nem lê a Bíblia. Resta saber para qual céu estão se preparando pra ir…

  • Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Não sei se você já percebeu, mas diariamente somos sujeitos ao erro. Erramos as vezes por muito pouco. Até poderíamos ter evitado, mas a preciptação foi maior. Um dia desses percebi isto na prática: após passar dias e mais dias focado, um simples discuido me fez tropeçar e perder todo o controle da situação (que já não era grandes coisas). Este é o meu último post de 2014 no O Propagador. Entrei para este time ainda neste ano, e sei o quanto ainda preciso aprender com essas pessoas brilhantes que compõem o site. E eu havia prometido para mim mesmo que, neste fim de ano não iria escrever nada relacionado ao tema, porém, como luto todos os dias contra mim para ser um cristão mais tolerante e um homem segundo a vontade de Deus, resolvi colocar minha visão inversa que tenho sobre o fim do ano.

    A famosa e conceituada emissora de TV Rede Globo, costuma repetir em todos os dezembros, uma musiquinha mais ou menos assim:

    Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou, nesses novos dias, as alegrias, serão de todos, é só querer, todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou“.

    Através deste trecho, faço 2 análises sobre o fim do ano:

    1º) Como Cazuza já dizia: “o tempo não para”, e esta música cela isto, pois diz “de um novo tempo que começou”, o que me leva a entender é que o tempo passa muito rápido e as vezes nem dá tempo para tentarmos consertar algo aqui, outro ali. Assim, o fim de ano é apenas um fim de ano, pois um novo tempo já começou, assim como começa todas as zero horas de cada dia;

    2º) “as alegrias, serão de todos, é só querer”. Daqui acho que já dá para o caro leitor deixar a paranoia de querer fazer “milagrosas” promessas para um novo ano pois acredita que será melhor que o ano que está findando. As alegrias serão de todos, basta você querer. Então deduzo que, o espaço-tempo não determina felicidade-tristeza, pois somos nós que fazemos as escolhas.

    E por que estou falando tudo isto? Qual o fundamento e objetivo?

    Em Provérbios 12, temos uma pequena aula de como deixarmos de querermos ser “donos do próprio nariz”, de como abandonarmos nossas tolices e de como podemos ser sábios. Estou escrevendo tudo isto para tentar ser útil a sua vida o mais básico, porém eficiente. E o fundamento de tudo isto é unicamente a graça de Deus a qual me permitiu escrever isto e permitiu você ler. Que tal neste fim de ano, ao invés de prometermos parar de dar dor de cabeça para as mães, por que não nos esforçamos para ser motivos de orgulho? Por que ao invés de comprar o presente mais caro para a família toda, não damos um abraço a todos eles e fazemos uma fogueira e viramos a noite conversando? Por que ao invés de um bom vinho, não brindamos o adeus do nosso erro? É isto que o Um Brinde te proporciona hoje: que você repense o seu natal e fim de ano, em um jeito de mandar todos os teus vícios e defeitos banais irem embora. E proponho também cantarmos uma música diferente neste período… até breve!

  • Conectados no Amor – Um dia especial e tudo igual

    A semana mágica entre o natal e o ano novo é uma fantasia que não conseguimos realizar o ano inteiro. Festas, parentes unidos, etc. É tudo tão belo, festivo, empolgante, e alegre. É por isso que todo mundo é ansioso para que esses benditos dias cheguem logo. Geladeira farta, a mesa cheia, presentes debaixo da árvore de natal, parentes reunidos festejando, comendo, bebendo, se alegrando com a comemoração natalina.

    Mas sabe, isso tudo parece um despisto em frente à solidão. Assemelha-se a uma espécie de festa de finados, comemorando a nossa morte. Depois de um ano de vazio e sem paz, paramos para exagerar no consumismo e encher a alma que nunca se farta. Achamos nossas crianças tão inocentes por acreditarem em Papai Noel, mas nós somos tão iludidos de achar que o natal vai enganar a guerra dentro de nós.

    Olhe ao seu redor. Olhe para o mundo. Atrás dos sorrisos veem-se corações quebrados e partidos, atrás das mansões há famílias destruídas, atrás de shoppings, veem-se barracos com a fome reinando, debaixo de árvores e presentes, há crianças de ruas, no meio dessa casa cheia há seres vazios, entre a prosperidade sonhada há desigualdade gerada, às costas da conversa alegre há almas tristes, no círculo de encontro natalino cheio de paz e diversão há ódio, rancor, facção, inveja, etc., há vazio e escuridão no meio de tanta luz colorida.

    Eu poderia falar de como o natal é um dia alegre, de que a data em que foi escolhida para comemorar a vinda de Jesus a nossa terra tem que haver harmonia, de como é bom dar presentes a quem ama, mas prefiro falar o que ocorre na verdade, comigo e com todos ao meu redor, do que o menino Jesus veio nos salvar, do motivo do Natal, de o quanto tudo está tão mal. Sim, a vinda de Jesus deve ser comemorada, mas para que não haja um dia especial e feliz, mas um ano mais cheio de amor e paz. Então, quero desejar um feliz natal para todas as pessoas.

    Feliz natal para quem está triste.

    Um natal cheio de paz para quem se encontra em guerra.

    Um natal próspero para quem está pobre.

    Muito dinheiro para encher o bolso menor que o vazio do seu interior.

    Muita saúde para quem está doente e cansado de viver.

    Feliz natal para quem está enchendo a barriga, mas ainda está com fome de mais.

    Corações sujos como aquela estrebaria
    Em um lindo shopping center decorado pro Natal…

  • Fique Sabendo – Lauriete, Observ, Jonas Maciel e muito mais!

    O natal acabou de passar, mas muitas novidades ocorreram esta semana. É hora de mais um Fique Sabendo, o último do ano!


    Lauriete lança novo CD

    A cantora Lauriete acabou de lançar um novo álbum, de título No Olho do Furacão. Após vários anos sem um disco de inéditas e com mais de trinta anos de carreira, a expoente do pentecostal traz um álbum com canções no estilo dos anteriores, no entanto a capa deixou a desejar.

    O último álbum de Lauriete foi Tô na mão de Deus, de 2012.


    Observ lança clipe com participação de fãs

    A banda de rock Observ acabou de lançar um novo clipe em divulgação de seu álbum O Mar que nos Envolve, listado aqui no O Propagador como um dos melhores álbuns de 2014. A canção “Anjo” é perfeitamente condizente com o clima natalino, a destacar-se sua letra, que versa a importância de ser um anjo na vida de uma pessoa que está a sofrer.

    Para criar o clipe, a banda convocou o público a gravar vídeos cantando. As imagens enviadas foram compiladas e lançadas.

    https://www.youtube.com/watch?v=mSViE0p68Vc


    Jonas Maciel lançará novo álbum pela Som Livre

    O cantor Jonas Maciel está prestes a lançar o álbum Feliz de Novo pelo selo gospel da gravadora Som Livre, a Você Adora. O disco foi produzido por Daniel Silveira e será lançado em breve.


    Israel Salazar lançará álbum solo

    O vocalista da banda Diante do Trono, Israel Salazar, lançará o seu primeiro disco solo. Intitulado de Jesus, é composto por canções autorais e será distribuído pela gravadora independente do Diante do Trono. As informações foram divulgados pelo próprio cantor, além do DT.


    Universal Music anuncia novidades para 2015

    A gravadora Universal Music lançou um vídeo institucional, no qual anunciou algumas novidades de seu cast para 2015. Isso inclui um álbum romântico de Thalles, discos de Pedras Vivas, Pregador Luo e Hadassah Perez, além de DVDs de Eli Soares e Luo.


    Boas festas e até o ano que vem!

  • Rocklogia – Enquanto é dia…

    Sem Janires, sem Carlinhos Felix, sem Paulo Marotta, sem ninguém. Pedro Braconnot era o único integrante restante do Rebanhão. Diferentemente de outros grupos, como a Oficina G3, em que Juninho Afram é o único integrante da formação inicial, mas conta com outros integrantes de longa data na banda, como Duca Tambasco (desde meados de 1993) e Jean Carllos (desde 1996), o caso do Rebanhão foi bastante complexo. A formação mudou drasticamente de 1990 para 1992. Do quarteto, apenas Pedro sobrou. Ou era encerrar a banda de vez, ou então recrutar novos músicos do zero. Braconnot foi pela segunda opção, e para, talvez não parecer um projeto solo, procurou por mais um cantor para dividir os vocais. Paulo Marotta, que estava saindo por questões pessoais também ajudou na reformulação. Durante este tempo como único integrante da formação inicial, o Rebanhão tocou com vários músicos convidados, como o baixista Murilo Kardia, na época ex-integrante do Complexo J, que vinha de uma fase de auge pelo lançamento do álbum 3 pela MK Music. Kardia chegou a ser integrante do grupo, mas permaneceu apenas durante um ano, e teve que sair, dando lugar à Rogério dy Castro.

    Em 1993, a formação estava completa e fixa. Pablo Chies na guitarra, Rogério dy Castro no baixo, Wagner Carvalho na bateria e Dico Parente para completar nos vocais (apenas como participação temporária). Curioso que, quase dez anos antes, Wagner participou do álbum Janires e Amigos, nos vocais de “Jesus Cristo Super Heroi”. O primeiro disco desta formação foi Enquanto é Dia…, que assim como os anteriores apostou num projeto gráfico conceitual, embora um pouco sombrio. Toda a musicalidade deste projeto é mais intimista e fechada, bem diferente do que o Rebanhão apresentava antes, embora não inferior.

    Em todas as músicas, Pedro Braconnot é compositor, algumas com parcerias. Logo percebe-se em “Me Leva pra Casa” um álbum centrado no piano e sintetizadores, e os arranjos de metais por Zé Canuto. “Como as Ondas do Mar”, já conhecida, recebeu algumas adaptações por Pedro. Sua letra, de adoração congregacional também marca um dos momentos mais intimistas do projeto. “Te louvamos Senhor porque podemos ver o Seu amor, agindo sobre toda a Terra com sabedoria e glória. Levantamos a nossa voz como as ondas do mar se levantam para exaltar-Te oh Senhor. És o rei das nações, reina pra sempre em nossos corações”.

    Marquinhos Gomes colabora na faixa-título, que instrumentalmente é próxima do estilo pop rock da banda. Dico Parente assina duas canções com Pedro, também cantando-as, “Janelas do Céu” e “Mistério”. “Comando de Cristo” tem a participação de Pablo Chies e Dico, mas Braconnot é o intérprete. Pedro é, ainda autor de “Velho Amigo” e “Luz de um Campeão”, esta última cantada por Dico. Em homenagem a Janires, a banda regrava “Baião”, que claramente é a cara do início do grupo. A canção, que não aparecia muito nos shows da banda voltou a ser executada. Enquanto Felix, Marotta e Braconnot sempre se apresentaram mais contidos, Dico mostrou-se mais extravagante e excêntrico, tanto nas apresentações ao vivo quanto nas gravações em estúdio. Por um lado, se define a identidade própria do músico, não se encaixa tão bem com os moldes já conhecidos do Rebanhão, ainda mais se tratando de um substituto.

    Mais ousado, o álbum tem muitas influências do hard rock, e sonoridades que remetem ao estilo de algumas bandas. É perceptível, por exemplo, a influência do Queen em “Luz de um Campeão”, nos sintetizadores utilizados (uma música do álbum seguinte também lembraria fortemente esta banda). Os vocais agudos de Dico lembram uma característica comum nas bandas do estilo, tanto dos anos 70 e 80.

    O álbum, que é bom, mas não se compara aos da formação clássica teve um bom alcance e encerrou a fase da banda pela gravadora Gospel Records. Durante os shows, a banda cantava canções como “Elo Perdido”, “Baião”, “Mistério”, e é claro, “Palácios”. Dico Parente saiu do grupo três meses após o lançamento, e pouco se sabe sobre o cantor após este período. Os outros permaneceram.

    Na versão em LP e na remasterização em CD, Dico Parente é citado apenas como uma participação especial, pelo fato de ter uma participação temporária na banda. Ainda, como bônus vieram quatro faixas do álbum Pé na Estrada remasterizadas.