Categoria: Colunas

  • Limão com mel – Que o natal seja mais que um dia…

    Nem bem o mês de dezembro chega, e já somos bombardeados com o “Espírito do Natal”. E não há como fugir disso, afinal para qualquer canto que olhemos haverá uma promoção, um cartaz, banner indicando que “chegou o Natal! venha comprar os presentes!” Seja online ou fisicamente.
    Mas será que Natal é isso? Por muito tempo me questionei sobre o que verdadeiramente era o Natal.
    Quando criança, acreditava que o Natal era um dia especial, no qual as crianças eram agraciadas com os presentes do Papai Noel. Na adolescência, descobri que no Natal comemoramos o nascimento de Jesus, mas que na verdade, não é exatamente na data que ele nasceu…
    Para piorar, percebo que o Natal, que era para ser uma data de confraternização, passou a ser algo extremamente capitalista, sendo explorado até a última gota pelos comerciantes de todas as áreas.
    Então, reflito e chego a conclusão de que o Natal não é algo imposto, uma festa pronta a ser comemorada! Cada pessoa, cada família pode fazer o seu Natal conforme acredita, conforme sua concepção do que vem a ser o Natal! Não se apegue a detalhes que não nos levam a lugar nenhum.
    Quer comemorar? Então reúna-se com os amigos, com a família, jogue conversa fora. Vá a igreja e louve, adore ao único Deus! Rei dos Reis e Senhor dos Senhores!
    Se não teve condições para comprar presentes, que importa? Pra que presente melhor do que uma amizade verdadeira? Um abraço quando se precisa? Uma palavra de conforto na hora certa? Há coisas que o dinheiro não compra, e esses são os verdadeiros tesouros, que muitas vezes não valorizamos.
    Pense nisso!
  • Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Segundo a famosa Wikipédia, Religião “é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana. A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença, privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana. “A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A raiz da palavra religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de “ler”, “lecionar”, “eleitor” e “eleger” respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) “vir”, “voltar” como em “reditivo” ou “relíquia“.

    Tá bom, mas o que importa saber tudo isto? Primeiro: preciso deixar o leitor basicamente consciente do que significa a palavra religião. Segundo: sabendo de tudo isto, vemos que religião, não é nada mais que um sistema de ideias humanas em busca de uma metafísica desconhecida, mas crente de sua existência por um fenômeno chamado FÉ.

    Agora chega de teoria, e vamos para a prática: atualmente, mesmo com todo avanço que tivemos na igreja (quando digo ‘igreja’ falo em seu sentido literal, a união de cada irmão, filho de Deus formando o corpo de Cristo), ainda observamos a droga da religião imperando em vidas por aí. E por que falo “droga da religião”? Porque é assim que a vejo. Droga é apresentada por alguém que já conhece o ramo, após a pessoa experimentar e ver uns resultados aparentemente bons, deseja mais e se vicia naquilo. Religião é o mesmo: experimente e veja os benefícios do sistema para ver se é fácil que você sai de lá. O alvo da religião não é Cristo, mas o benefício próprio por meio de uma determidada doutrina. E no livro de Efésios, o Apóstolo Paulo nos alerta no capítulo 2 verso 20 de que Jesus é a principal pedra da esquina.

    O budismo tem Buda como seu “Jesus”, e nele é firmado a base de fé de seus seguidores. Perceba que há toda uma cultura envolvida nesta base. Nós cristãos, não somos diferentes. Quando somos salvos e começamos a andar com Cristo, somos instruídos a frequentar a igreja local, participar dos cultos frequentemente e sermos obedientes aos nossos líderes e/ou pastores. Alguma coisa errado nisso? Não, de forma alguma. Mas, na medida que este conjunto de medidas a serem seguidas torna-se um círculo vicioso a fim de, que através disto possamos ser salvos, isto vira religião: padrão doutrinárias de homens sobre uma metafísica existente somente pela fé. Convido que leia o texto pausadamente para não ter complicações e antes que avance leia a definição de fé em Hebreus 11, verso 1º: “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.

    Entendo que, minha fé não é executar e crer em coisas terrenas para meu benefício aqui, usando apenas algo divino para me apoiar/incentivar/impulsionar/instruir. Não tem como priorizar Deus sendo religioso. Até tem, quando você fala, prega e testemunha de Deus compulsivamente como se todos os segundos de 24 horas foram criados apenas para isso. Essa prática chama-se fanatismo. Deus não quer robôs programados para viver somente conversando com Ele, pregando Ele e testemunhando dEle. Certo que Ele quer tudo isto de nós, mas não só isto. Ele quer que vivamos no imenso jardim que Ele criou e que cuidemos dEle enquanto estamos aqui.

    Ainda segundo o Wikipédia, o Cristianismo é a religião mais influente do mundo com 2.106.962.000 de adeptos, à frente do Islamismo que tem 1.283.424.000 e o Hinduísmo que possui 851.291.000 seguidores. Aí nasce a pergunta: Por que será que o cristianismo é o mais influente? Por que prega liberdade? Por que promete riquezas? Talvez, mas prefiro acreditar que é porque se há verdade, pois Cristo é a verdade e a vida (João 14:6). Até mesmo nas sinagogas católicas, há verdades, por mais que meio precipitadas e vivendo a pá de uma propagação de religião.

    Então, agora você já sabe o que é religião? Sabe para quê serve?

    Religião é base para homens sujos, fraudulentos e corruptos. Não quero condenar sua linha teológica (quem sou eu pra isso?), mas queria te passar um recado de que sua religião não serve para nada! Ela é podre e enganosa. Um conjunto de regras pautadas em achismos, pré-conceitos de algo inexato, uma podridão a qual a superfície que está baseada são os próprios homens errantes e preocupados com a auto-promoção. Convido-te para brindarmos o verdadeiro evangelho de Cristo e esquecermos de uma tradição podre e culturalmente desorientada. A única serventia que vejo na religião é jogá-la fora de minha vida! Brindemos!

  • Conectados no Amor – Cristianismo por fé, não por gênero

    A discussão envolvida sobre a grande parede entre o sagrado e secular tem atingido a todas as pessoas. Os radicais ainda persistem em se esconder no lado de cá da cultura gospel, ignorando a arte denominada secular por seus preceitos concebidos. Mas no meio desse muro, vem surgindo grupos que perseveram na mudança dos conceitos recebidos por parte do movimento gospel, quebrando a barreira entre o santo e profano e servindo de porta voz do cristianismo ao mundo.

    Primeiramente, por que há essa moral da divisão do religioso e não religioso? A nossa sociedade sempre persistiu nessas fronteiras onde há duas culturas completamente distintas e que vivem em guerras constantes. Quem nunca ouviu sobre essa divisão entre o sagrado e o mundano? E o pior é isso, o próprio cristão já recebe em sua consciência que enquanto vive, ele tem duas vidas: a santa, quando vai à igreja, e a profana, que condiz com o que ele escolhe fazer para ocupar seu tempo como trabalhar, se divertir, etc. Afirmar isso implica dizer que quando não estamos na igreja, Deus não está conosco, pois a santidade é o fruto do convívio com Deus. Ou seja, é um enorme erro dizer que há uma separação do santo e profano em nossa vida. Somos santos em qualquer lugar.

    Segundo, quando surge essa divisão, manifesta-se outra questão: o que é e como se tem a santidade? Como já relatado, santidade é o fruto do convívio com Deus. Santidade constitui na mudança de interior que se reflete no exterior de uma forma divina. Quanto mais buscamos a Deus, mais santos nós tornamos. E essa santidade se reflete em nossas atitudes. Mas o sagrado reflete-se em nós da Sua habitação em nossa casa. Somos templos do Senhor, e Ele escolheu a nós para sua habitação (Atos 17.24).

    Uma pintura, uma banda, uma associação artística por si é apenas uma entidade cultural. A arte não cometeu pecados, ela não precisa ser justificada e ela também não é uma habitação divina. O cristianismo é fé e não um gênero musical. A despeito do conceito de música cristã (aquela utilizada com fins evangelísticos e congregacionais), Cristo não escolheu e não morreu por nossa banda, por nossa música, por nosso desenho, ou por nosso símbolo, mas escolheu a nós, homens pecadores, e morreu para justificar a nós e mostrar a santidade divina para nós, criaturas humanas. A “música cristã” não é santa, sagrada, pois ela é apenas uma arte e um reflexo do que nós queremos falar.

    O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em bandas, entidades artísticas, música, desenhos, poesias feitos por mãos de homens.

  • Fique Sabendo – PG, Cristina Mel, André Valadão e muito mais

    Hoje é sexta-feira e mais um dia de Fique Sabendo, com as principais notícias a respeito da música cristã nacional. Confira!


    PG é o novo contratado da Som Livre

    Completando dez anos de carreira solo, o cantor PG acabou de vivenciar o início de uma nova fase, encerrando um longo ciclo com a gravadora MK Music e seu ingresso na Som Livre. O músico, que já tinha anunciado a produção de um novo disco, mesmo tendo lançado recentemente o trabalho Nova Vida promete muitas novidades, agora no selo gospel da Som Livre.


    Cristina Mel prepara lançamento de novo álbum infantil

    A cantora Cristina Mel prepara o lançamento do DVD Fazendo a Diferença para 2015, com distribuição do selo gospel da gravadora Sony Music Brasil. Dirigida por Vlad Aguiar, a produção tem como enredo um acampamento, no qual, além das canções são discutidos vários temas numa linguagem voltada ao público infantil.


    André Valadão lança clipe de “Grandes Coisas”

    O cantor André Valadão continua a promover seu último lançamento, o álbum de versões acústicas. Desta vez, lançou o clipe da canção “Grandes Coisas”, versão que foi sucesso na voz de Fernandinho. As imagens do clipe buscam retratar o clima intimista da obra e foi dirigido por Alex Passos.


    Quatro por Um encerra a produção do álbum Deixa o Céu Descer

    Com lançamento previsto para 2015, a banda Quatro por Um encerra a produção de seu álbum Deixa o Céu Descer. O álbum é o terceiro da banda com o cantor Klev Soares nos vocais. A gravadora MK Music divulgou um making of a respeito do álbum em seu canal oficial.


    Marcos Almeida lança clipe de “Biquíni de Natal”

    O cantor Marcos Almeida, que, no dia 8 deste mês lançou seu primeiro single em carreira solo, “Biquíni de Natal” acaba de lançar o clipe da canção supracitada. No vídeo, Marcos aparece num visual despojado, com imagens de paisagens. A canção foi lançada pela gravadora Som Livre.


    Resgate lança trailer do DVD de 25 anos

    A banda Resgate divulgou em seu canal oficial, nesta quinta-feira um trailer de dois minutos a respeito de seu DVD de 25 anos. O repertório, além de grandes sucessos conterá músicas esquecidas ao longo da carreira, e contém várias participações especiais. Confira!


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – Cristo ou Barrabás?

    De antemão, peço desculpas aos leitores por estar publicando mais conteúdos sobre o Katsbarnea do que as demais bandas. Porém, a fase de ouro da banda é bastante curta em relação aos demais grupos. Garanto que, nos anos 2000 vocês praticamente não verão tantos textos do Kats aqui.

    No último post da Rocklogia abordamos o início da carreira solo de Brother Simion, e as parcerias que envolviam o artista. Embora Rick Bonadio e Estevam Hernandes também participem, de certa forma do processo criativo nesta fase do Katsbarnea, a verdade é que os discos do Kats são muito diferentes dos álbuns da carreira solo de Simion. E claro que isto é intencional. Sem deixar a peteca cair, Brother consegue se desdobrar excelentemente, nos apresentando dois ótimos discos em 1992.

    Em 1991, ocorre algo um pouco desagradável para a banda. Por intervenção de Estevam Hernandes, a banda é reduzida para cinco integrantes, ao contrário do alto número que havia anteriormente. Os vários motivos para isso não são comentados pelos ex-membros, que não tinham poder o suficiente para questionar a decisão do líder religioso. Assim, cada um migrou para outros caminhos.

    Por isso, Cristo ou Barrabás não sofre de sequelas do álbum anterior. De forma muito mais direta e simples, a sonoridade da banda também tornou-se mais pesada e orientada ao rock. Na saída de Tchu, Jadão foi integrado. O músico é, sem dúvida, um dos melhores baixistas da cena cristã. “Congestionamento” é um ótimo exemplo de como esse instrumentista domina o baixo. Os músicos convidados foram Fuca Gomes, Lufe, Maurício Caruso e Robson Moura. Eu, particularmente acho que esse time de bateristas contratados não era necessário, já que a banda tinha Paulinho Makuko que poderia muito bem assumir a bateria também. A apresentação do grupo no terceiro SOS da Vida em 1993 prova que seu desempenho no instrumento é positivo.

    O curioso, nesta fase é o guitarrista Tomati, conhecido por fazer parte do sexteto do Programa do Jô ter participado da banda. Embora seja creditado como instrumentista no álbum, Tomati não gravou as guitarras deste disco. Brother Simion mostra muito bem que, apesar de não ter uma grande voz, sua performance alcança o que a música pede. “Parede Branqueada” e “Terra” são ótimos exemplos disso.

    A formação, após este disco mudaria novamente, com a saída do último membro da formação inicial restante, Paulinho Makuko.

    O que realmente matou o Katsbarnea, em todos estes anos foi a troca constante de integrantes. E, analisando a história do grupo, não foi culpa dos membros. Tirando Brother Simion e Jadão, o Kats dos anos 90 trocou tanto as formações que, mais tarde, faria cada vez mais parecer um projeto solo de Simion. Talvez este tenha sido um ponto importante pelo qual o cantor escolha ir para a estrada sozinho anos depois. Pelo menos o artista não nos deixou órfãos e lançou boas músicas em carreira solo.

  • Um Brinde – Todos estão carentes

    Um Brinde – Todos estão carentes

    A contrariedade é meio esquisita e, pensando bem, nem sei se estou em pique para contar algo sobre mim hoje, mas vamos lá: há mais ou menos 2 anos atrás, terminei o meu namoro com alguém que significou muito pra mim. E nem durou muito, foram apenas 3 meses. Minha mãe não gostava dela, meu irmão não gostava dela e meus amigos não falavam nada, mas percebia que também não iriam com a cara dela. Eu tinha 16 anos e ela 14, éramos muito jovens e imaturos, mas tínhamos algo diferente dos outros casais: comprometimento. Porém, o ponto principal do texto de hoje não é o meu nem o seu namoro que não deu certo. Quero falar da falta que um alguém nos faz. Dominguinhos expressou bem essa falta na música “Eu só quero um Xodó”. Se o próprio Deus fez a observação de que não é bom que o homem viva só, então quem somos nós para querermos viver só né? OK, eu espero ser breve neste texto, mas claro e objetivo.

    No mundo e época que vivemos, se você tem uma boa aparência, boa condição financeira e ter uma lábia conquistadora, você só fica solteiro se quiser. Em relação as mulheres, basta ser bonita. Sendo bonita, milhares de homens te desejarão. Mas falar de como se conquista e o que precisa ter para isso também não é o ponto deste texto. Repito: Quero falar da falta que um alguém nos faz. A partir da minha condição você entenderá um pouco: estou escrevendo este texto às 2h29min da madrugada, sem um pingo de sono, ouvindo Los Hermanos, e imaginando como seria bom se eu estivesse alguém a qual eu pudesse dividir um afeto amoroso, sem maldades, sem pecado. E é  até meio estranho falar deste assunto para cristãos, pois volta e meia vem o cuidado com o “pode ou não pode”, portanto, acredito que aqueles leitores mais mente aberta, entenderam o que estou tentando passar. A carência é um perigo total. Deepak Chopra já dizia que “A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões poderosas. Ninguém pode realmente entrar dentro de você e substituir a peça que está faltando“, e isso me traz uma nova perspectiva sobre tudo isso: que talvez a carência seja apenas algo psicológico e mais nada. Exatamente o que disse Bob Proctor: ” Carência e limitação só conseguem existir quando damos espaço a elas em nossa mente”, e isso é bem subjetivo né? Vemos nossos amigos felizes e sorridentes com seus respetivos cônjuges e nos sentimos só. Incompletos. Isso é pecado? É pecado sentir falta de alguém para dividir seus mais íntimos receios e alegrias? Não. Não é!

    Estou a dois anos experimentando o tal do hiato. Lembro-me também que já faz 1 ano e alguns meses que fiz meu último show com o Distrito92. Um acústico especial de 2 anos de banda. A carência trabalha muita coisa em nós, molda muito bem nosso caráter como seres pensantes. Meu irmão mais velho está casado, minha irmã já pensa em namorar, e eu no hiato: sem namorar, sem me preocupar com namoro, sem querer uma namorada agora. Mas isso não significa que não posso estar carente. A carência é consequência de atos bons que fizemos mas que se passaram. Um(a) parceiro(a) nos faz muita falta em diversos momentos, contudo, a pior carência é a falta de Deus. Se contente com o pouco que sobrou, e espere que o “outro” uma hora vai chegar e preencher este vazio. Até lá, ouça Los Hermanos e louve ao Eterno.

  • Limão com Mel – Quando as cantoras gospel viraram divas?

    Houve um tempo em que os evangélicos não usavam o termo “fã”. Houve um tempo em que crentes não torciam (ou pelo menos não abertamente) para times de futebol e, neste tempo, o verbo adorar só poderia se referir exclusivamente a Deus. Mas o tempo passou, e nós cristãos também evoluímos (será?).

    De mansinho, ser fã se tornou normal, e “numa rodinha de crentes” ou em um papo animado no Facebook, frases como “adoro a novela das nove” são corriqueiras.

    Neste tempo de inovações dito século XXI, a flexibilidade tornou-se o “10º fruto do espírito”, onde tudo é justificável, SE for para levar o evangelho a toda criatura.
    Inserido neste contexto de termos “agospelizados” vem chegando também de mansinho e com sapato de algodão, as “Divas gospel”. E qual o problema?

    Para os que ainda desconhecem, façamos um pequeno resumo:

    diva = deusa = deus => Objeto de um culto.

    Se diva significa deusa, estamos contradizendo e desobedecendo a palavra do Senhor que diz claramente: “Não terás outros deuses diante de mim (Êxodo 20:3)”.
    Não sei se as cantoras compactuam ou não com esse endeusamento, mas para quem está presente nas redes sociais, o termo já é comum. Tão comum quanto ver as “fãzaiadas” rivalizarem por vários motivos relacionados às “divas”, seja por números de CDs vendidos ou lançados, ou pelo número de seguidores no Twitter. Enfim…

    Dizer que não “adora” um cantor(a) mas o tem como ídolo e chama-o de “diva” no mínimo é uma grotesca incoerência.
    O Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos diz: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis (01: 22 e 23). Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém (01: 25).

    Portanto meu irmão e minha irmã: se você acha que ser diva é normal e que usar este termo é aceitável, saiba que:

    Tem alguém te perseguindo,
    tá querendo te roubar, não está de mãos armadas pra vc não se assustar. Ele chega de mansinho com sapato de algodão, se você não vigiar vai cair na rede meu irmão (Sapato de Algodão – Rayssa e Ravel).

    Portanto amados, fugi da idolatria. (1 Coríntios 10: 14)

  • Janires e Amigos: primeiro álbum ao vivo da música cristã

    Existem acontecimentos, que por mais relevantes que sejam, são esquecidos por várias pessoas. Muito é dito a respeito do legado de Janires e sua importância para a música cristã nacional, mas a dimensão de seu impacto é pouco citada.

    Janires e Amigos, é talvez um destes exemplos. Considerado o único álbum solo do cantor e compositor capixaba, hoje creditado como parte da discografia do Rebanhão, o disco foi gravado com muita dificuldade e particularidade.

    Era 14 de dezembro de 1984, há exatos 30 anos. Há cerca de 5 anos, Janires, como frontman do Rebanhão provocava um verdadeiro reboliço na cena cristã da época. Com canções como “Baião”, “Casinha” (do álbum Mais Doce que o Mel), “Hoje sou Feliz” e “Casa no Céu” (do subsequente Luz do Mundo), Janires mostrava sua capacidade criativa. Mas seu sonho não era simplesmente se tornar um ícone da música cristã nacional. Eis, que durante este contexto, surge Janires e Amigos.

    Dez anos antes da gravação, em 1974, com cerca de 21 anos de idade, o cantor converteu-se e deixou um passado cheiro de “aventuras” para trás. Com a temática de dez anos de conversão, Janires chama vários amigos e parceiros e decide gravar um álbum ao vivo. Só que ninguém do meio cristão, aquela altura do campeonato tinha gravado um trabalho deste tipo: ele seria o primeiro.


    A equipe técnica

    Para gravar o álbum, Janires teve a ajuda de Ermínio (técnico de estúdio), Barney (seu assistente) e Silas (responsável pelo estúdio onde a obra foi mixada). Pela tecnologia da época e os recursos disponíveis, o álbum foi gravado numa mesa de oito canais.

    O grande problema era que, com oito canais era muito difícil comportar todos os músicos e vocais da gravação. Mas com muito jeito, conseguiram.


    O local de gravação

    O álbum foi gravado na cidade do Rio de Janeiro, no auditório da Rádio Boas Novas. Nesta época, a quantidade de rádios cristãs ainda não era muito grande, e certamente tais parcerias eram vitais para a banda. Com o álbum Luz do Mundo, por exemplo, o Rebanhão conseguiu ter músicas executadas em rádios fora do nicho cristão.


    As participações especiais

    Janires e Amigos é um disco cheio de participações especiais. A começar pela mãe de Janires, na qual foi homenageada na canção “Mamãe“. O cantor também era amigo do jogador goiano Baltazar, no qual chegou a atuar pela Seleção Brasileira de Futebol. A ele foi dedicada a canção “Baltazar, o artilheiro de Deus”.

    Juntamente com o Rebanhão, em alguns teatros, a atriz Helena Brandão, mais conhecida pelo seu nome artístico Darlene Glória contava seu testemunho de vida. Janires a homenageou com a canção “Helena”, na qual versa sua história e conversão.

    Nesta época, o cantor João Alexandre fundava o Grupo Pescador, bem no início de sua carreira. Na gravação, o cantor dividiu os vocais com Janires na música “Casinha”, até hoje uma das canções mais icônicas do Rebanhão.

    Além destes, Janires era amigo do atleta Alex Dias Ribeiro, no qual foi inicialmente homenageado em “Hoje Sou Feliz”, do álbum Luz do Mundo. Mas desta vez, o tributo foi mais direto com a canção “Alex, o Baixinho Voador”. Ainda, uma canção poética, para a Rede Boas Novas fecha o álbum, “À Minha Amiga R.B.N. (Lindas Canções)”.

    Dentre outras canções do disco, há um momento de oração, conduzido por Alex Dias Ribeiro, a regravação de “Baião” com a participação dos demais integrantes do Rebanhão, uma versão de “Jesus Cristo Mudou Meu Viver” e “Jesus Super Herói” com temática infantil, gravada num dueto entre Wagner Carvalho e Ed Wilson.

    O instrumental é tocado pela Banda Fé. Outras participações especiais incluem Ed Wilson, Clube Bíblico Jesus Vive e Waldenir Carvalho (pai de Cristiane Carvalho e Wagner Carvalho, este último que nos anos 90 foi baterista do Rebanhão).


    ARCA

    A Arca Musical Evangélica foi uma gravadora do Rio de Janeiro que distribuiu o álbum Luz do Mundo (enquanto Mais Doce que o Mel e Janires e Amigos foram pela Doce Harmonia). Curiosamente, a canção que mais se destaca no álbum é “Arca (Festa de Arromba Evangélica)”. Nesta música, Janires praticamente cita o nome de todos os cantores cristãos e bandas relevantes da época de forma muito bem humorada.

    Vinha andando, andando voando pelo meio da rua / Quando encontrei com a banda do exército da salvação / Tocando rock, rock, rock pra Jesus junto com o Edson e Tita / Sinal Verde, Ozéias de Paula e o Maurão / Grupo Logos, Imperiais, Victorino da Silva / Vencedores por Cristo tocando com Dani Berrios / Jovens da Verdade, Nicolete, Sonoros e o Grupo Semente / E Shirley Carvalhaes cantavam com a gente / B.J. Thomas, Don e Asaph, Feliciano Amaral / Grupo Atos, Edson e Telma e o Som Maior / S8, Andrae Crouch, Denise e os Cantores por Cristo / E o Paulo César do Música Viva, que que é isso?

    E descobri que estava sonhando, um sonho muito legal / Que um dia vai se cumprir no lar celestial.


    A capa

    A capa de Janires e Amigos foi produzida pelo cantor Marcos Góes. O projeto, em sua frente possui um desenho, contendo as participações do álbum listadas. Nota-se que o desenho da ovelha com o pastor foi o “logotipo” do Rebanhão em seus primeiros anos.

    O verso da capa mostra uma foto de Janires com músicos da gravação.


    Citações

    O Janires foi um cara único, ele saiu talvez porque nós não conseguíamos seguir no ritmo dele. Deus o usou de maneira especial e o levou. No entanto tinha outros planos para o resto de nós. Foi um desafio quando ele disse que ia sair, mas conseguimos seguir em frente com a graça e misericórdia de Deus. (Pedro Braconnot)

    Esta gravação foi muito legal e corajosa. Não esqueço: tudo engatilhado, mas deu certo, era tudo em cima de milagres. (Carlinhos Felix)

    Janires tinha o raro talento de dizer coisas profundas de forma simples! Hoje em dia complica-se tudo pra não dizer nada! (João Alexandre)


    Relançamento

    Inicialmente, Janires e Amigos foi lançado como um álbum solo de Janires, contendo a participação do Rebanhão. Porém, em 1994 o álbum foi remasterizado, e sua capa foi modificada, incluindo o nome da banda na lateral, em letras grandes. Incluso na discografia do Rebanhão, foram inclusas duas faixas bônus, nas quais são a gravação original de “Baião” e “Mel”, do álbum Mais Doce que o Mel.

    A ordem das músicas também foi alterada.


    Legado

    Mais do que o primeiro álbum cristão gravado ao vivo no Brasil, Janires e Amigos é um exemplo que a arte cristã não precisa se encapsular em padrões líricos e estéticos e que é possível sim prestar homenagens e tributos a pessoas mantendo o principal foco, no qual é Jesus.

  • Fique Sabendo – Damares, Trazendo a Arca, Samuel Mariano e muito mais

    É sexta-feira e dia de mais um Fique Sabendo. Confira as notícias da semana por aqui!


    Damares grava DVD O Maior Troféu

    A cantora pentecostal Damares, após um ano do lançamento do álbum O Maior Troféu grava sua versão em DVD. O projeto foi gravado na Igreja Bíblica da Paz em São Paulo, com uma estrutura moderna dirigida por Hugo Pessoa. O cantor Thalles participou da gravação em “A Dracma e seu Dono”.


    Trazendo a Arca divulga capa e título do próximo álbum – Español

    O grupo Trazendo a Arca divulgou o título e a capa de seu próximo álbum, de título Español. Este é o sexto álbum de estúdio do grupo desde Marca da Promessa, e o primeiro em língua estrangeira. Agora, na gravadora Sony Music, o quarteto formado por Luiz Arcanjo (vocal, violão), André Mattos (bateria), Deco Rodrigues (baixo) e Isaac Ramos (guitarra, violão) promete trazer seus maiores sucessos na língua castelhana. O design foi feito por David Cerqueira, que é o responsável por quase todas as capas da banda desde o seu início.

    O setlist é: Toca En El Altar / La Marca De La Promesa / Serás Siempre Dios / Em Ti Esperaré / Señor Y Rey / Dios De Promesas / Sobre Las Aguas / Restituye / Tu Gracia Me Basta / Renuncio / Despiértame / El Suelo Va A Temblar

    A banda também divulgou, nesta quinta (11/12) a canção Dios de Promessas em seu Soundcloud oficial.

    Trazendo a Arca - Español - 2014


    Samuel Mariano divulga capa e título do novo CD – Depois do culto

    O cantor Samuel Mariano, um dos nomes da música gospel que tem ganhado ascensão nos últimos anos, divulgou a capa de seu futuro álbum, intitulado Depois do Culto. A capa traz o cantor sentado em um banco ao ar livre, numa praia. No geral, o conteúdo foi elogiado pelo público.Depois do culto - Samuel Mariano


    Rebanhão gravará DVD na Barra da Tijuca em março de 2015

    A banda de rock/pop Rebanhão, após anunciar retorno em 2014 e uma possível gravação, finalmente anunciou as datas e o local de gravação do projeto. O disco será gravado no antigo estúdio da MTV, localizado na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro durante os dias 7 e 8 de março do ano que vem. Os ensaios estavam sendo feitos por Pedro Braconnot, Carlinhos Felix, Paulo Marotta e Pablo Chies juntamente com o músico convidado Lucio de Paula. A formação oficial para a gravação ainda não foi anunciada, tampouco a gravadora que distribuirá o trabalho. Resta aguardar para saber mais novidades!


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – Brother Simion em carreira solo

    No artigo sobre o início do Katsbarnea, há muitas semanas atrás, relembramos o quão experimental era o som do grupo. Mas seu frontman, o cantor e compositor Brother Simion, de certa forma tinha outros tipos de canção, que não pareciam se encaixar muito bem no estilo da banda. Foi assim, que então, em 1992 saiu seu primeiro álbum solo, Brother.

    Com composições assinadas pelo próprio músico, com Estevam Hernandes como co-autor em nove das dez faixas, é um disco basicamente folk. Vale lembrar que o álbum foi produzido por Rick Bonadio: sim, o produtor musical que já trabalhou em clássicos nacionais, como o único disco de estúdio do Mamonas Assassinas e o álbum de estreia dos Los Hermanos começou sua carreira produzindo, mixando ou gravando discos de rock cristão em seu estúdio, ou mais especificamente, artistas da gravadora Gospel Records. Brother Simion foi o primeiro deles, e além dele, Katsbarnea, Resgate, Oficina G3 e Renascer Praise são parte da história de sucesso de Bonadio.

    O destaque do primeiro trabalho de Simion, que na opinião de muitos puristas é o seu melhor (eu particularmente não concordo) está nas regravações de músicas do primeiro trabalho do Katsbarnea, que foi praticamente um cassete demo. “Contato” ganhou uma versão mais trabalhada. Nessa música, particularmente vejo influências de Raul Seixas. A faixa ganhou versão em videoclipe.

    Outra curiosidade é que, neste primeiro álbum, o nome artístico do cantor era exclusivamente Simion. O “Brother Simion” pegou e seu nome acabou saindo assim nos álbuns solos seguintes e também no Katsbarnea. No mesmo ano sairia Cristo ou Barrabás do Kats, mas Simion lançaria mais um solo no ano seguinte.

    Em 1993 saía o segundo projeto do cantor, Esperança. Esse trabalho seguiu as tendências do anterior, trabalhando bastante com o folk. Novamente, a parceria entre Simion e Rick Bonadio prosseguiu, e Estevam Hernandes é co-autor de algumas músicas, Sônia Hernandes em uma. A faixa-título é, possivelmente o primeiro sucesso da carreira solo de Brother Simion.

    Três anos depois, em 1996, Brother Simion lançou A Promessa, que já fazia uma transição entre o cantor, nos anos anteriores e nos anos seguintes. Particularmente considero-o o mais fraco de sua carreira, e contou com a participação especial da cantora Raquel Mello, na época integrante do Kaders Singers. Depois deste trabalho, Simion mostrou transformações em sua carreira que serão abordadas em outro artigo. Até a próxima semana!

    PS: Domingo teremos um post especial, não perca!