O que te faz viver? Um iPhone? um pendrive? um amigo? namorado(a)? esposo(a)? igreja? Deus? redes sociais? mãe? pai? dinheiro? viagens? profissão? sucesso? fama? luxo? faculdade? O que te faz viver? Foi essa pergunta que a banda Tanlan fez com a música “Um dia a mais”. Mas em um desses dias comuns que a gente costuma ter, parei para prestar atenção na letra da música“Dançando” do Agridoce (projeto paralelo folk da Pitty e o guitarrista da banda Martin). E uma frase me chamou muito atanção: “Algo pra justificar uma vida morna”. Calma, não vou falar de como viver uma vidinha melhor, ser um ser humano mais tolerante e uma pessoa amável. Este texto, por mais que tenha uma ou duas características, não é de autoajuda. Quem sou eu pra te dar conselhos? Quem sou eu pra dizer a você o que é certo ou errado a fazer? Quem sou pra que você tirasse um tempinho para ler um texto meu? Não sou ninguém importante. Sabe o que é isso? Sentimento. Sem ladainhas, sem caô, sem lero-lero, isto é sentimento do coração direto para as páginas de caderno e agora na tela do seu computador.
Não quero que responda nenhuma das perguntas que fiz logo acima. Não são perguntas que vão ou não contribuir para o bem deste texto. Há duas semanas venho tentado sair de um quadrado comum. Venho tentado sair de uma coisa morna. O período de festas foram embora, e agora inicia-se um novo ano de realizações que cobram bastante de nós. Quando ouço esta música, não ouço só uma música, eu sinto tudo o que a música reflete, entende? Não. Você não entende. “O mundo acaba hoje eu estarei dançando!”: os problemas estão a mil, mas estou sorrindo ao invés de chorar. Tenho quem ouça meus lamentos interiores. E Ele me pediu para que eu tivesse bom ânimo. Sabe o que é isso? Vida! Vida, cara. Vida, moça. Vida, jovem. Vida, homem. Vida, mulher. Vida, galera. Consegue entender por que você chora? Sabe por que a tua vida as vezes é um desastre? Tudo parece desmoronar e nada mais fazer sentido? E se eu te disser que escrevo este texto chorando agora? As lágrimas ainda não caíram, mas meu interior nada em prantos, e ao mesmo tempo se alegra com todo o desastre que rola no mundo. Sabe o que é você abrir uma página em um site jornalístico e ver tantas mortes? Isto é vida! Vida que se foi. Talvez sem nunca ter a oportunidade de dançar. Nunca ter a oportunidade de ter ouvido um “eu te amo” de verdade. Sabe o que é você perder uma mãe ou um pai? Pois é, essas tantas pessoas que morreram tinham família. Por mais que erradas, mas eram família. Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã, um irmão. Gente que nunca mais vai poder saber o significado de um abraço. E você aí? O que vai fazer agora que leu este texto?
Vai sorrir e zombar do autor dizendo que sou muito sentimental e não consegui mexer nenhum pouquinho com os seus sentimentos? Ou vai dizer que durante todas essas linhas rabiscadas eu só fiz perguntas e mais perguntas idiotas que não ajudam em nada? Isso! Eu só fiz perguntas idiotas! Pois hoje te convido a fazer uma das coisas mais perigosas do mundo: VIVER! Dance, mesmo sendo todo desengonçado. Cante, mesmo sendo um desastre vocal. Pule, mesmo que isso pareça patético. Saia nas ruas agora pedindo um abraço para qualquer estranho que você ver! Seja estranho! Pegue aquele vestido que você não usa mais, e der juntamente com uma carta bem bonita para a pessoa que você mais ama! Rapazes, pegue aquela sua blusa que já está pequena em você, e der para aquela criança que você só conhece de longe, juntamente com algo que a faça feliz! Sabe o que é isso? VIDA! Nada vai conseguir justificar uma vida morna, pois ela é o nível mais alto do clichê. Todos que não vivem, são existentes que partilham de uma vida morna. Sem sentido, sem inovação, sem amor! Um brinde à vida!
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