Tag: Tanlan

  • TOP 10 – músicas natalinas

    O natal é uma das datas comemorativas mais populares do ano, e não poderia deixar de ser. Mesmo polêmica, se mantém bastante comemorada entre os cristãos, e é tema de coletâneas, discos de inéditas e até mesmo faixas e singles. Por isso, decidimos selecionar dez músicas natalinas marcantes aqui no O Propagador. Confira!

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    [tab title=”10º”]

    Príncipe – Resgate

    Do clássico On the Rock, o Resgate cantou o nascimento de Jesus em sua canção “Príncipe”, com sonoridade um pouco natalina. Esta canção, aliás, traz um belo solo de guitarra e um refrão marcante: “Maravilhoso / Conselheiro / Deus forte / Pai da eternidade / E príncipe da paz“. (1995)

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    [tab title=”9º”]

    É Natal – Tanlan

    A banda de rock alternativo Tanlan também entrou na vibe de canções natalinas e lançou, especialmente, este single, que teve suas vendas revertidas para o Lar Restaurar, um projeto social em Porto Alegre. A sua versão em videoclipe também apresenta bastidores da gravação da canção. (2013)

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    [tab title=”8º”]

    Alegria de Natal – Quatro por Um

    De uma coletânea, a banda Quatro por Um gravou uma canção natalina, chamada “Alegria de Natal”, contendo a letra mais básica de todas até aqui. Ouça. (2014)

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    [tab title=”7º”]

    Biquíni de Natal – Marcos Almeida

    Após deixar o grupo Palavrantiga, o cantor Marcos Almeida ingressou em carreira solo e já lançou um single e clipe, a canção “Biquíni de Natal”. Com um título atípico e com influências de bossa, o cantor mineiro ganha o nosso sexto lugar aqui na lista. (2014)

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    [tab title=”6º”]

    É Natal – Kades Singers

    Nos anos 90, o Kades Singers fazia a sua estreia no meio musical com um disco completamente natalino. É Natal, carro-chefe do álbum, segue a temática de todas as demais canções, no entanto, trazendo o conceito coral que sempre imprimiu suas músicas. (1996)

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    [tab title=”5º”]

    Maria Saibas que – Cristina Mel e Marcus Salles

    Uma das parcerias mais bem-sucedidas do final da década, Cristina Mel se juntou ao então vocalista do Quatro por Um, Marcus Salles, neste dueto que tem temática natalina. “Maria Saibas que” foi lançada numa coletânea de músicas de natal. (2009)

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    [tab title=”4º”]

    Vem Chegando o Natal – Aline Barros

    Apesar de ter sido lançada há mais de uma década e de ser uma versão, “Vem Chegando o Natal” é até hoje uma das canções evangélicas de natal mais conhecidas e tocadas no país. No fim dos anos 90, Aline Barros gravou um EP só com canções de natal, algo que ainda era pouco prático no meio musical. (1998)

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    [tab title=”3º”]

    Uma Noite de Paz – Fruto Sagrado

    Uma das canções mais fortes e questionadoras sobre o natal, o Fruto Sagrado lançou “Uma Noite de Paz”, uma canção praticamente acústica, tratando do viés comercial do natal, sendo a música mais atípica do nosso TOP 10. Assim, sua letra enfatiza o quanto as pessoas se esquecem do verdadeiro sentido do natal e reforçam a quem a data é realmente direcionada. (2003)

    https://www.youtube.com/watch?v=tz4_DClFuY8

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    [tab title=”2º”]

    Nasce a Esperança – União Central Brasileira

    Com a participação de vários músicos adventistas, “Nasce a Esperança” ganha nossa medalha de prata, com seu arranjo vocal bem produzido. A faixa conta com os vocais de Leonardo Gonçalves, Laura Morena, o grupo Novo Tom, Arautos do Rei, Regina Mota, Sonete, Fernando Iglesias e Daniela Araújo. (2009)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    É Noite em Belém – Grupo Elo

    O primeiro lugar, obviamente, vai para o saudoso Grupo Elo, com a música “É Noite em Belém”. Escrita em 1979 pelos vocalistas Jayrinho e Paulo Cezar, ficou guardada por várias décadas, até que foi remasterizada e lançada para o público. De forma poética e muito bem conduzida, temos, aqui, a melhor música natalina do meio cristão. (2010)

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    Gostou de nossa lista? Mande esse TOP 10 para as pessoas que você ama, desejando-lhes feliz natal! Até breve.

  • Rocklogia – Citações

    Este é o post mais simples, e talvez o mais “divertido” da Rocklogia. Em grande parte dos textos aqui já publicados, utilizei de citações e citei entrevistas. Mas está na hora de apresentar, aqui, uma série de citações interessantes, alguma até então pouco conhecidas.


    “Somos amigos da galera do G3. Nos afastamos na época da saída deles da Renascer, coisa de igreja, infantilidades denominacionais, mas amamos os caras”. [Zé Bruno, sobre saída da Oficina G3 da Gospel Records, Ruben Mukama, 2012]

    “Conheci o Rebanhão que… na minha época era como se fosse o Metallica do meio gospel (risos), era o terror de todos os pastores e eu me tornei uma versão piorada de tudo isso”. [Marcão, sobre sua inserção no rock cristão, no The Talk GO!, 2015]

    “Nós queríamos entrar na igreja com bateria e guitarra com som distorcido. No início houve um certo preconceito, depois eles aceitaram”. [Carlinhos Felix, sobre o início do Rebanhão e as resistências de cristãos, Folha de S. Paulo, 1991].

    “Pois é, coragem é sinônimo de Catedral! Queiram ou não temos história, fatos, resultados que confirmam tudo isso, enquanto muita gente ainda tem que comer muito feijão com arroz em vários sentidos…”. [Kim, sobre declarações de Marcos Almeida acerca do Catedral, O Propagador, 2013]

    “Fiz de tudo. Meditação, ioga. Um dia, aqui em São Paulo, o pastor Estevam Hernandes Filho, idealizador da Fundação Renascer, me viu tocando e disse para eu tocar para Deus. Eu disse: esse cara tá meio pirado”. [Brother Simion, sobre sua conversão religiosa, Folha de S.Paulo, 1993]

    “[…] não inventaram nada depois de Beatles e Queen!” [Dudu Borges, sobre suas referências musicais, Ruben Mukama, 2008]

    “Havia um cenário muito criativo desde os anos 60. Várias canções de autores famosos expressavam o melhor de suas angústias, desejos e celebrações. Algumas letras foram de fato tocantes para muitos corações e, creio eu, usadas por Deus ao menos para despertar indagações e sonhos”. [Wolô, em entrevista pessoal, 2015]

    “As pessoas ainda pensam que música evangélica é bater bumbo na praça”. [Marco Salomão, sobre a incipiência do mercado evangélico, O Globo, 1991]

    “Não acho que seja a MK a responsável pela mudança nas bandas. Sempre falei que ela é empresa, não entidade filantrópica. E uma empresa é boa quando sabe fazer dinheiro. O profissionalismo acima do comprometimento com a verdade, sim, transforma o caráter de uma banda ou cantor. A MK não é babá espiritual de ninguém. A falta de palavra, se seriedade, de honestidade, tudo isso que em geral vem no kit com a fama é que faz uma banda se transformar da noite pro dia”. [Bênlio Bussinguer, sobre a MK Music, Dot Gospel, 2005]

    “Quero agregar o máximo de bandas e artistas nessa caminhada. O que eu lamento, é que muitas vezes me sinto o único a pensar assim. Todos estão tão preocupados com o seu, e em fazer a sua história, que esquecem que juntos a gente pode ir mais longe”. [Fábio Sampaio, sobre sua ligação com outras bandas do novo movimento, O Propagador, 2014]

    “Já tocamos com moçada pesada, como os Ratos de Porão. O som da gente é semelhante. A diferença está nas letras”. [Luciano Manga, sobre a agenda da Oficina G3, Folha de S.Paulo, 1993]

    “Em tempos em que o “serviço de implantação de novos produtos no mercado” andava de vento em popa entre as gravadoras e as rádios, a música “Eu quero sol nesse jardim” já tocava em FMs jovens. Nem a Legião Urbana soaria tão caricaturalmente Legião Urbana quanto naquela balada de violãozinho com vocal empostado e letra sobre jardins, luz da manhã e azul do céu”. [Ricardo Alexandre, no artigo Catedral e o Juízo Gospel, 2013]

    “Acho que podemos falar algo sobre o rock gospel nacional, que é a nossa praia e que em geral é fraco, poderia ter mais qualidade e ser mais inovador principalmente, além de proporcionar mais espaço aos novos compositores que surgem e desaparecem a cada ano por falta de espaço”. [Arvid Auras, sobre o rock cristão brasileiro, Super Gospel, 2005]

    “[…] como banda, posso dizer que originalmente Stryper foi uma das grandes influências do Oficina G3”. [Duca Tambasco, sobre as influências musicais dos integrantes da Oficina G3, Troféu Talento, 2009]

    “Só costumo ouvir as minhas músicas”. [Paulinho Makuko, sobre suas preferências musicais, Super Gospel, 2004]

    “Sou um artista pop. O meu CD tem de tudo, de baião a rock. Por isso, não vejo por que tenha de ficar limitado às lojas de gospel”. [Carlinhos Felix, sobre parcerias com supermercados e Lojas Americanas para distribuição do álbum Toda Reverência, O Globo, 1997]

    “Acho que o “gospel” é um malabarismo entre o universo da fé e do entretenimento. Ora é culto, ora é entretenimento”. [Marcos Almeida, sobre o movimento da música evangélica, Lagoinha, 2014]

    “O rótulo “gospel” para a música de conteúdo cristão foi uma imposição mercadológica”. [Murilo Braga, sobre o movimento gospel, O Propagador, 2015]

    “Há muito tempo que não vejo a galera do Fruto Sagrado. Marcão, Bênlio, Flávio… As letras do Fruto são demais, até hoje sinto que há uma lacuna. Ninguém faz o que eles faziam. Não conheço a nova formação, parece ser bem legal, quando digo saudades, é daqueles caras”. [Zé Bruno, sobre músicos dos tempos da Gospel Records, Super Gospel, 2015]

    “Somos um povo desunido. Não nos entendemos em diversos aspectos. Por isso não somos mais fortes”. [Jean Carllos, sobre os cristãos, Território da Música, 2006]

    “Acho que o movimento perdeu o fio da meada e se envolveu numa profusão de bandas, reuniões sem propósito, gente oportunista e falta de visão do Reino de Deus”. [Paulo Marotta, sobre o movimento gospel, Revista MPC, 2000]

    “Começamos como uma banda puramente evangelística. Viajávamos, por exemplo, até 22h de ônibus sem ganhar nada para levar a palavra de Deus em vários estados do país”. [Bênlio Bussinguer, sobre o propósito do Fruto Sagrado, para a Revista Eclésia, 2004]

    “Quando começamos, ninguém falava de Rookmaaker ou Schaeffer. Não existia um embasamento teórico/teológico para o que a gente fazia”. [Fábio Sampaio, sobre o seu início com a Tanlan, O Propagador, 2014].

    “Vivemos em uma sociedade cada vez mais sectária, excludente, onde tudo é categorizado, dividido, rotulado, departamentado para que aquele que faz parte do grupo A não se misture com o B. Entendemos que a mensagem do Evangelho é de inclusão, mistura, unidade e não de divisão. Procuramos contextualizar a música e a mensagem para que não exista essa divisão entre “rock cristão’, “rock secular”, louvor, evangelismo ou qualquer outra segmentação. Fazemos música. Fazemos rock. Pregamos o evangelho”. [Fábio Garcia, sobre o rótulo “rock cristão” na música dos Militantes, Super Gospel, 2015]

    “Fui para e escola com a manga da camisa maior que todas as outras crianças e ai o pessoal pegou no meu pé”. [Luciano Manga, sobre seu apelido, Super Gospel, 2003]

    “Eu não tenho idéia de gravar um CD gospel. Sou evangélico, mas meu trabalho é este. Quero fazer música para todos aqueles que estão no “mundão”. Quero passar uma mensagem positiva”. [Rodolfo Abrantes, sobre planos de carreira ao lado do Rodox, Super Gospel, 2002]

    “A banda Oficina G3, por exemplo, é rock’n roll puro e da melhor qualidade”. [Carlinhos Felix, sobre o preconceito com certos ritmos musicais, G1, 2012]

    “Existe um enorme preconceito. O mínimo que uma igreja poderia fazer era acompanhar a banda, fechar as portas e levar a galera pra prestigiar o trabalho e ajudar a evangelizar, mas não é isso que acontece. Alguns ainda criticam porque estamos lá no meio. Não entendo muito bem como funcionaria essa evangelização (rs). Mas enfim, ninguém vence a guerra sem um exército, concorda?” [Marcelo, sobre a apresentação da banda PontoCom num evento não-religioso, Super Gospel, 2004]

    “O Tchu, antigo baixista tinha saído, e eu queria tocar com a banda. Afinal, quem não gostaria, até um funkeiro como eu gostaria de tocar no Kats, mesmo sendo rock. Finalizando, o Simion saiu dali e foi falar para o Ap. Estevam o que a gente conversou”. [Jadão, sobre sua entrada no Katsbarnea mediada por Brother Simion, Super Gospel, 2005]

    “Sendo bem honesto, a gente não tem medo de nada. Acho que um dos grandes diferenciais do G3 é esse: a gente faz o que dá na cabeça”. [Jean Carllos, sobre o filme Histórias e Bicicletas, Guia-me, 2015].

    “Aonde chegaremos com tanto legalismo e distorções teológicas a respeito da arte? Será que em nosso atual “ambiente” ainda existe oxigênio criativo? Quantos observam estarrecidos a ditadura da mediocridade que impera em grande parte das livrarias, programas de TV, rádios, gravadoras e igrejas?” [Marcão, em artigo, Dot Gospel, 2004]

    “[…] só depende do público gospel exigir na programação de TV, rádios e jornais mais a presença da música gospel. São mais de 26 milhões de evangélicos no país (público tem: é so começar a correria!)”. [Betinho Fonseca, sobre a presença da música evangélica e do Juízo Final nas grandes mídias, Super Gospel, 2003]

    “Tem muita gente hoje que é referência no Brasil porém, para mim, o Oficina G3 é exemplo de compromisso com o Reino e com o público”. [JT, sobre suas referências, Super Gospel, 2004]

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: 2005 a 2009

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, apresentamos a nossa segunda votação de álbuns na década de 2000. Desta vez, tivemos vários artistas novos, mas alguns bandas já conhecidas também. Confira os dez colocados!

    Leia também as listas anteriores: Década de 70, década de 801990-19941995-1999 e 2000-2004

    [infobox title=’10º: A Tinta de Deus’]Artista: Katsbarnea
    Ano de lançamento: 2007
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Katsbarnea - A Tinta de Deus - 2007

    João: Finalmente o Paulinho acertou a mão no Kats (risos). Não é o disco mais brilhante da banda (tanto que está em 10º), mas foi o melhor da fase de Makuko como líder. Essa sonoridade à lá rock inglês foi muito positiva pra banda, seria bom que eles tivessem mantido nessa linha, com certeza teria sido fabuloso. Enfim, é uma alegria rever o Kats por aqui.

    Márllon: Nunca fui grande fã do Kats, aliás esse é um dos 2 únicos CDs que tenho da banda, mas esse trabalho atinge (na minha concepção) o objetivo da música: Entreter o ouvinte. Não há nada de fora de série aqui, mas são boas músicas e de fácil audição.

    Phil: CD legal, viu. Depois de mais de 10 anos sem lançar nada novo, A Tinta de Deus foi um bom álbum. Por mais que eu não curta demais Paulinho Makuko, não posso negar que é um trabalho muito bem feito e o baiano arregaçou no vocal e nas composições. Talvez não tenha tanto a “identidade Katsbarnea” porque as letras não são de Estevam Hernandes nem de Brother Simion, mas mesmo assim leva um pouco da loucura da banda… a boa loucura, fruto de uma mente da velha guarda do rock cristão brasileiro. Musicalmente, com Dudu Borges (mito) na produção e Déio Tambasco nas guitarras não tem erro! Só não ficou tão hard rock como outros trabalhos antigos (e tem faixas com bastante pegada), mas isso não tira nenhum mérito do álbum. Décimo lugar pra ele e talvez merecesse mais.

    Thiago: A Tinta de Deus é o primeiro disco inédito sem a presença de Brother Simion e solidifica a manutenção de Paulinho Makuko como vocalista (calma, apenas como vocal, sem aqueles irritantes sons de percussão). Começa com uma canção que esbanja nas guitarras, “Primavera”, e com riffs velozes de introdução. Dudu Borges e Déio Tambasco capricharam nos arranjos e na produção. O disco é bastante diferente do que o Katsbarnea já havia feito, todo pautado no rock alternativo, sem as influências tropicais, progressivas e exóticas de Brother. As canções foram escritas, na maior parte, por Makuko. Disco bom, posição justa.

    Tiago: Antes de tudo, acho que esta lista foi a mais difícil de todas. Pelo menos acho todos os álbuns entre os dez bons, sem exceção. E já começar vendo A Tinta de Deus em décimo é meio desanimador, porque eu queria que ele estivesse em uma posição melhor. O trabalho é simplesmente o melhor que Paulinho Makuko fez em sua carreira. Amadurecendo suas letras desde o solo 12 (Gospel Records, 2005), a grande vantagem do disco se deve a parceria com vários músicos, desde as guitarras de Déio Tambasco, a bateria de Marcelo Gasperini e os baixos de Rob Tavares e Villaça. Os versos são bem trabalhados. Até me assusto quando as comparo com o sucessor Eis que Estou à Porta e Bato… O que aconteceu com Makuko, afinal?

    [infobox title=’9º: Target: Human, Mission: Destroy’]Artista: Krig
    Ano de lançamento: 2009
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Target - Human Misson - Destroy - Krig - 2009

    João: Krig foi uma das melhores bandas de metal cristão do Brasil de todos os tempos. Pra mim esse é o melhor disco deles, sem sombra de dúvidas. Só pelas faixas de abertura “Mercenary Pastor” e “Fatality Brutality”, indispensáveis em quaisquer shows que a banda faria de 2009 em diante, já valeria estar entre os 10, mas eles ainda mandaram mais letras impressionantes, seja pela parte crítica da sociedade (“Fast Food”, “My Intestine is Displayed”, “Amazon Bleeds”, “Politicians in the Pigsty” e “Beautiful Mutilation” – essa última trazia uma temática melhor desenvolvida no seu sucessor “Narcissistic Mechanism”), como nas religiosas “Chaos in the Air”, “You Will Be Hated” e “My Abstract Side”. Um disco completo, provando que death metal e cristianismo podem dar muito certo sem serem letras “mata-capeta” o tempo todo. Merecia estar entre os 3 primeiros, desculpem-me.

    Márllon: De longe o melhor da discografia desses mineiros. Bruto, cru, carniceiro e instigante como todo bom trabalho de death metal precisa ser. O que me atrapalha em ouvir o Krig em alguns de seus álbuns é que muitas vezes a música é tão técnica que perde um cado daquele feeling, o que não ocorre neste álbum. Instrumental (muito) pesado com toques de Grind e Death Melódico e letras que saem do lugar comum do estilo, esse é Target: Human, Mission: Destroy.

    Phil: Quando ouvi a introdução da primeira faixa já saquei que ia tremer tudo. Quando o álbum acabou eu me espantei como minhas orelhas não caíram. Krig é death metal, brutal, podrão, denso, sem frescura e com todos os pig squeals que você quiser. Esse álbum em particular tem uma atmosfera grindcore (o que contribui pra podridão) e lirismo niilista/pessimista/destrutivo/DESTROYEVERYONEDESTROYEVERYTHING que me fez pensar como o álbum deve ser importante pra galera que curte o lado negro da força. Eu não sou tão fã de death (vou dar a cara a tapa: gosto de metalcore, desde que bem feito, o que é raro) mas Krig me surpreendeu. Aliás, o álbum foi bem produzido e mixado também. Ah véi, pare de ler e vai ouvir logo.

    Thiago: Com gritos guturais e pig scream, graves riffs de guitarra, bateria pulsante, com o peso do death metal, Krig produziu Target: Human, Mission: Destroy. Apesar de que eu não curto pig scream, o disco é bom para o estilo, tem peso, corre na contramão do tipo de música de mercado. Achei justo estar nessa lista.

    Tiago: Não é muito o tipo de metal que gosto de ouvir, mas é bom sim e merece estar entre os dez.

    [infobox title=’8º: Tudo que eu Queria’]Artista: Tanlan
    Ano de lançamento: 2008
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Tanlan - Tudo que eu queria - 2008

    João: Nunca fui muito fã da Tanlan, mas após começar a me aprofundar no novo movimento, percebi o como os caras são geniais. As letras de todos os discos da banda são fora dos padrões do gospel, e sempre trazem reflexões, letras introspectivas, aqueles desejos perdidos que vivem nos arredores de nós e em nossa religiosidade farisaica e hipócrita negamos sentir. Outro disco que está muito abaixo de onde deveria. O primeiro lugar seria perfeito para ele.

    Márllon: Nos vemos na resenha do sexto disco 🙂

    Phil: Textos e reviews costumam empurrar Tanlan pra definição do “novo movimento” e até faz sentido, mas prefiro dizer que Tanlan é uma banda brasileira de rock. Em muitos momentos me lembra Jota Quest (que a turma adora malhar, mas quando toca um clássico ninguém fica parado). Dito isso, não curto tanto esse álbum. Não sei o que falta… Talvez um pouco mais de pegada? Talvez letras mais incisivas? Ou uma produção menos clean e radiofônica? Não sei. Mas essas minhas soluções acabariam com a identidade da banda, e tá bom do jeito que dá, porque é o jeito deles de ser.

    Thiago: Rock alternativo e post-grunge, letras diferentes e reflexivas, músicas fora do padrão gospel são encontrados nesse disco. É um clássico disco do novo movimento, sem as rimas e frases repetitivas evangeliquês. Para um disco de estreia é um bom lançamento. “Tudo que eu Queria”, “Bem Vindo”, “Quando eu Vejo”, “Eu Sei”, “Marionetes”, “Aprender” são algumas das boas obras encontrados nesse CD. “Bem Vindo” tem uma letra com uma influência, ou melhor, a mesma ideia da letra de “Dare You to Move”, a semelhança delas é enorme. Aliás, o disco tem uma influência musical pequena do Switchfoot, uma das bandas que mais influenciaram os músicos que seguiram a ideia do novo movimento ou mesmo do crossover.

    Tiago: O primeiro disco da Tanlan merecia estar lá em cima, sem dúvida. E, depois do disco de estreia da Aeroilis, talvez este seja o mais importante lançamento do novo movimento até hoje. Diferentemente de bandas como a própria Aeroilis e o Palavrantiga, a Tanlan de fato fez um disco com pouquíssimas referências religiosas, fazendo com que conseguissem tocar, por muito tempo, em eventos de fora do nicho evangélico. Os elementos eletrônicos, com as letras existenciais, foram talvez o melhor lançamento dos gaúchos até o momento em que escrevo este texto.

    [infobox title=’7º: Consciência Limpa’]Artista: Complexo J
    Ano de lançamento: 2008
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Complexo J - Consciência Limpa - 2008

    João: Não ouvi esse. Sendo do Complexo J deve ser muito bom, mas não ouvi, também irei opinar muito.

    Márllon: Nos vemos na resenha do sexto disco 🙂

    Phil: Meu irmão, que álbum arretado. Parece que Complexo J é das bandas que tudo o que toca é sucesso. E é mais outro feito por cabeças da velha guarda, o que reforça o ditado “panela velha é que faz comida boa”. Err, wait… enfim, é o tipo de CD que eu botaria no carro pra fazer uma viagem bem boa, porque é muito gostoso de ouvir, e as letras são igualmente boas (again, velha guarda). Se minha internet não tivesse falhado tanto durante a época de audições e votações pra essa lista eu teria colocado esse álbum em alguma posição mais pra cima (risos). Rock de primeira nas primeiras faixas, o final mais acústico e tranquilo, transição legal no álbum. Vá embora ouvir também!

    Thiago: Tive a coragem de colocar esse disco em uma posição bastante alta. O que me motivou é a banda ser um dos clássicos do rock cristão nacional, ter inovado o seu som, pautado no hard rock nesse CD, e apresentar uma musicalidade diferenciada do que eu já estou acostumado a ouvir. “O Dia do Senhor” abre com um hard muito bom, “Marcas no Coração” continua nesses mesmos passos, persistindo até a sétima faixa. A partir da oitava faixa, o forrock “Sua Cabeça”, o estrutura musical das canções muda bastante. Complexo J apresenta blues, baladas com saxofone e folk rock com violões. Aliás, saxofone foi usado no disco inteiro. Consciência Limpa é o resultado de inovação de uma banda que ajudou a estruturar o BRock cristão.

    Tiago: O Complexo J ficou sem nos presentear um disco de inéditas por mais de uma década. Tempo suficiente para uma geração inteira esquecê-los. E, mesmo desfalcados, se sobressaem com Consciência Limpa. Marco Salomão canta sozinho todas as músicas (e neste aspecto, Liza faz muita falta), mas temos todos os demais elementos que caracterizam as músicas da banda nos anos 90: crítica, versatilidade, humor e progressivismo musical.

    [infobox title=’6º: Até eu Envelhecer’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 2006
    Número de faixas: 11[/infobox]

    Resgate - Até eu Envelhecer - 2006Jhonata: Resgate é uma banda que sempre conquistou seu público pelas letras e instrumental. Neste disco, é perceptível um amadurecimento. Questiono muito a base teológica da banda, mas eles conseguem fazer rock cristão de qualidade. As músicas são boas, mas poucas. Sabe quando você ouve um disco e quando ele acaba você pergunta: “Só? Cadê o resto?”. Até eu Envelhecer acaba soando morno demais.

    João: Começa minha jornada de perguntas “o que esse disco faz aqui?”. Sou fã inconteste de Resgate, e na próxima lista já adianto que votarei na banda sem dúvidas, mas esse disco nem na lista dos dez mais deveria entrar. O 666 Corporation do Trino merecia mais, muito mais.

    Márllon: Até 2010 eu até ouvia o Resgate mas não nutria grandes amores por eles ou o seu repertório prévio, mas com o lançamento de Ainda não É o Último passei a ouvir com maior atenção os trabalhos anteriores e foi assim que “descobri” essa pérola em questão. A sonoridade mais vintage (assim como alguns arranjos) é o ponto alto do disco. Sim, existe o ranço da Renascer em algumas letras, mas que não desmerece musicas como “A Gente” (uma das minhas favoritas deles) e “Meus Pés”.

    Phil: Curto esse álbum! Primeira vez que o ouvi na verdade foi através do DVD Até Eu Envelhecer ao Vivo, porque sou fã de coisas ao vivo. 🙂 Mas é fato que eu curti pra caramba quando vim ouvir a versão de estúdio. OK, concordo quando dizem que certas canções são “desnecessárias” ou “demais” (pejorativamente), tal como Fruto Sagrado costumava fazer. Por favor, gente… risos. Mas aí sim, fomos surpreendidos novamente: Como Resgate leva muito do trabalho deles num viés humorístico, eles fazem do desnecessário um “engraçado” e do demais um “interessante”. É, mais uma vez, a tradição do Resgate contorna as próprias limitações.

    Thiago: Eu gosto dos arranjos desse disco. É aberto por uma canção bem seca, “Meus Pés”, com gritaria de Zé Bruno nos microfones. Até eu Envelhecer marca a entrada de Dudu Borges, uma parceria que daria muito, mas muito certo. As camadas de guitarra de Zé e Hamilton Gomes, combinadas ao piano e órgão hammond do novo integrante caíram perfeitamente no som da banda, identificando-a. A viajada “Astronauta”, o punk country “A Gente”, “O Médico e o Monstro” (inspirada no filme de mesmo nome, por Victor Fleming), o folk/country/blues “O Perdido e o Sentido” são as melhores. “Eu Vou Chegar Lá” achei entediante. O que estraga o disco é a influência da Renascer  e do neopentecostalismo na construção lírica de algumas canções. “Meus Pés” tem uma sonoridade destruidora, mas peca nos versos. A palavra do Estevam Hernandes avacalhou no final.

    Tiago: Engraçado que os integrantes do Resgate soavam elegantes mesmo atolados na lama podre do neopentecostalismo. Mas claro, não é porque temos “Meus Pés” e “A Gente” no repertório que o bebê deve ser jogado fora junto com a banheira. Até eu Envelhecer é, musicalmente falando, um dos discos mais consistentes do Resgate. E isso é, principalmente, mérito de Dudu Borges. Recém-integrado, o músico deu uma cara diferente para a banda. Os arranjos soaram melhores, mais ricos e menos previsíveis. Até as duas músicas anteriormente citadas, sonoramente, são muito boas de ouvir. Mas as melhores são “Passo a Passo”, “Astronauta” e “Te Encontrar”. Estão, de longe, entre as melhores músicas que já produziram. Nota-se como amadureceram neste projeto. E, espiritualmente, amadureceriam mais em Ainda não É o Último, o sucessor.

    [infobox title=’5º: A Vida Como Ela Era’]Artista: Hibernia
    Ano de lançamento: 2009
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Hibernia - A Vida Como Ela EraJhonata: Ah, banda Hibernia! Gravaram este disco super demais em 2009 e sumiram: nunca mais gravaram nada (não que eu saiba). A faixa-título é uma introspectiva reflexão sobre a inocência dos dias passados, a mesma narrativa que o restante do álbum segue.

    João: Conheci Hibernia num post daqui do site, e eu me apaixonei à primeira ouvida. Essa banda me fez querer ouvir mais bandas do novo movimento, confesso. Uma lástima que a maioria segue uma receita de bolo chata pra caramba de indie cosplay mal-feito de O Teatro Mágico (que eu amo), ou pior, um Mombojó ou Los Hermanos falsiê (como se Los Hermanos já não fosse algo chato o suficiente…). Mas Hibernia conseguiu ser muito original, e esse disco… cara, eu preciso ouvir mais, pra inspirar meus poemas e arrancar tantas das decepções do meu dia-a-dia e quem sabe acalmar mais minha alma conturbada por vezes.

    Márllon: Pulo.

    Phil: Hibernia? Quem? Não sei, mas achei o álbum muito massinha. Quero dizer, não é o tipo de rock que eu escuto com frequência, mas musicalmente é muito bom. Gostei. Dito isso, eu quase dormi ouvindo o álbum. Acho que umas posições abaixo não seria ruim. E só.

    Thiago: A Vida Como Ela Era é muito intimista. Outro disco do novo movimento, o som é estruturado por bastantes teclados, misturado ao brit rock, resultando em um bom rock alternativo. A concepção do disco se resume ao retorno da vida como ela era, simples, inocente e dependente, com letras poéticas e introspectivas. Não gostei tanto da voz do Renato Santana, porém isso não diminui a qualidade do disco. Ulster ficou deslocada no disco (ela me lembrou “Hosanna”, do Hillsong United). Gostei da capa. Em resumo, um bom CD.

    Tiago: Disco fantástico. Hibernia é uma das melhores bandas do novo movimento. A Vida Como Ela Era é, sobretudo, nostálgico. Toda a sonoridade e versos remetem a uma saudade da infância, dos tempos de inocência. Introspectivo, profundo e triste, sem dúvida foi um dos melhores lançamentos de 2009.

    [infobox title=’4º: Satanichaos’]Artista: Antidemon
    Ano de lançamento: 2009
    Número de faixas: 19[/infobox]

    Antidemon - Satanichaos - 2009

    João: “O que esse disco faz aqui?”² – É um disco legal pra bater cabeça e só, sorry.

    Márllon: Com todo o respeito aos membros da banda, mas esse álbum não merecia estar nem entre os 50 primeiros da lista. De longe o mais fraco da banda, produção limpa demais para uma banda do estilo, composições que no geral não empolgam. Com esforço consigo salvar 3 faixas dentre as 19. Não é um lixo total, mas tá muitíssimo aquém do que a banda poderia oferecer.

    PhilVéi… eu gosto de Antidemon, mas esse álbum não merecia 4º lugar. Sem querer ser chato, mas ficou meio farofa pro potencial da banda. Não é um álbum ruim, mas acho que forçamos a posição. Mas não posso reclamar, eu não votei nessa lista mesmo ¯\_(ツ)_/¯

    Thiago: Eu acho esse disco do Antidemon muito grindcore, músicas muito rápidas, sem criatividade, apenas peso e riffs velozes, mas vale por ser uma música pouco comercial, e fazer algo assim é difícil nos nossos tempos.

    Tiago: Ouvi e já não me lembro das músicas. Maior vacilo da lista. Ninguém votou conscientemente nisso. Podem bater na gente, eu deixo.

    [infobox title=’3º: Depois da Guerra’]Artista: Oficina G3
    Ano de lançamento: 2008
    Número de faixas: 15[/infobox]

    Oficina G3 - Depois da Guerra - 2008

    João: “O que esse disco faz aqui?”³ – Gozado, tenho originais os três discos que fiz isso, mas… esse em especial é o mais superestimado exagerada e erradamente do Oficina G3. A produção é fantástica e panz, mas é um disco desnecessário, igual quando o Petra tentou nos EUA lançar Jekyll and Hyde tentando passar-se por banda pesada – um disco bom, bem produzido, mas que não tem nada demais.

    Márllon: Se for analisar o mainstream cristão, foi um álbum de grande impacto, pois apresentou uma sonoridade mais pesada para uma galerinha marota. O problema foi que essa turma deu origem a uma das pragas mais chatas , os imprestáveis dos oficináticos. Gosto da faixa título, uma das minhas favoritas da banda, mas analisando a fundo, não tem nada de novo nesse trampo. Qualquer um com um pouco mais de vivência de som sabe que o Oficina G3 adora chupinhar o que está na crista da onda, e naquela época não foi diferente.

    Phil: Esse CD tem uns aspectos interessantes. Muitas histórias por trás dele. O Alexandre Aposan (ainda não efetivado na banda) que era um batera de pagode(!) e mesmo não tendo participado do processo criativo aprendeu tudo na boa, arregaçou na batera e ficou em bastante evidência durante a turnê, surpreendendo todo mundo. Ele calou os pseudocríticos da internet que desciam o sarrafo xingando-o de pagodeiro na comunidade do Oficina no Orkut (sim, meus amigos!). Celso Machado gravou algumas (poucas) guitarras e violões. Mauro Henrique que ia estudar algo de música (não lembro exatamente o quê) na Irlanda, mas com o chamado do Oficina ficou por aqui e o resultado tá lá no álbum: O vocal poderoso do recém-chegado. A própria banda trouxe outros produtores (os caras da Korzus) para esquematizar o álbum. Inclusive porque tiveram que mudar o tom de algumas músicas, que estavam na voz de Juninho Afram e depois tiveram que encaixar pra Mauro. E, claro, outros compositores. A soma dos fatores criou o álbum que foi o mais barulhento de 2008 a 2010 no mainstream cristão brasileiro. Não digo isso só pelo som: Por todos os lados eu via e ouvia gente falando do Oficina G3, Depois da Guerra isso, que o DVD DDG Experience aquilo, tinham ganho um Grammy Latino, que “Meus Próprios Meios”, o clipe de “Incondicional”, etc e tal. Então, por mais que o álbum não tenha sido muito “Oficina” foi importantíssimo, e, ei, ficou um trabalho do caramba, vá. Metalcore, progressivo, hard rock, pra tremer tudo, meu amigo.

    Thiago: Depois da Guerra é o disco mais pesado do G3, mas não o mais criativo. Eu gosto bastante dele, a banda mantém sua regularidade nessa obra misturando metal progressivo com metalcore. Inova com os guturais de Jean Carlos (nem  foram tantos, se resumem a trechos de “Meus Próprios Meios”, “Meus Passos”, “Muros”, “Obediência” e de “Better”). A capa desse disco foi bem produzida, é uma das melhores do rock cristão brasileiro. A quebradeira de “Meus Próprios Meios” e “Meus Passos” (as duas parecem uma continuidade uma da outra, com a mesma ideia a La Romanos 7 e com a mesma musicalidade), a ponte e o refrão grudante de “Eu Sou”, a velocidade de “Depois da Guerra” (bem power metal) e o seu solo celestial, “A Ele” (outro solo celestial) e a faixa mais distinta do álbum, o cover “People Get Ready” do The Impressions, a melhor balada do disco, com sua letra exibindo de forma poética a graça de Deus e as camadas delirantes de guitarra. Juninho Afram, Jean Carlos, Duca Tambasco e Alexandre Aposan mantém um ótimo desempenho no disco. Mauro Henrique, com sua voz potente, também, porém, ao vivo, é em parte broxante.

    Tiago: Se não me engano, eu lembro que ouvi “Incondicional” em uma rádio pela primeira vez no final de 2008, quando o disco foi lançado. Foi engraçado, porque até o locutor dizer que se tratava da banda, não me passava pela cabeça que era eles. E era. A sensação que DDG me deixou, por tempos, foi essa: um disco bem produzido, projeto gráfico impecável, algumas músicas de fato excelentes, mas nunca reconheci a Oficina G3 nisso. Outro defeito do álbum é o excesso de compositores externos. Oficina nunca foi uma banda dependente de compositores de fora (embora, sempre em um disco tivesse uma música de outro letrista). “Meus Próprios Meios”, a grande música das pesadas, é escrita por Déio Tambasco. A balada veio da FullRange. As vezes pensava que eu gostaria mais do disco se Juninho tivesse gravado os vocais, mas quando o bom Histórias e Bicicletas foi lançado, vi que o problema não era exatamente as vozes do Mauro. Hoje não sei dizer se Depois da Guerra é um bom disco. Acho-o um mix de exageros.

    [infobox title=’2º: Cadeira de Rodas’]Artista: Desertor
    Ano de lançamento: 2006
    Número de faixas: 20[/infobox]

    Desertor - Cadeira de Rodas - 2006

    João: SURPRESA! Não merecia estar no segundo lugar, mas nos dez mais com certeza! Um disco fantástico de um ritmo tão pouco explorado no cenário cristão em geral e principalmente no Brasil, a fusão perfeita de metal e punk/HC: Crossover (não, metalcore não é a melhor e nunca será, não tem o peso necessário pra isso, chorem moderninhos!). Esse disco eles conseguiram a combinação perfeita que o anterior Aborto não! não tinha conseguido, virando um disco claramente inspirado em Ratos de Porão (só que bem melhor, digo mesmo). Se você gosta de peso pesado de verdade, esse é o disco. Agora se você não é adepto, passe longe (eu mesmo na primeira vez que ouvi me assustei, confesso, mas depois gamei muito nesse disco). Como faz falta bandas desse gênero no Brasil, além deles só vi a desaparecida Theosophy dos anos 90 e a recente e caruaruense Proffetos HC.

    Márllon: Muito me surpreendi com esse trabalho nessa lista, ainda mais em uma posição tão alta. Cadeira de Rodas é um divisor de águas no cenário nacional. Apesar de termos tido trabalhos fabulosos no underground BR, nenhum (a meu ver) atingiu um nível de excelência quanto esse álbum. Produção meticulosa, arte gráfica decente, letras fortes e de impacto e com apoio de um selo de verdade, que manjava dos paranauês. Indispensável na coleção de quem curte som porrada.

    Phil: Punk hardcore! Meus olhos brilharam quando descobri isso aqui! Cara, que incrível. Na verdade tem uma influência bem Ratos de Porão, e bem, eu gosto muito de RdP, mas Desertor é mais rápido e mais pesado, até com uma cara thrash. Lógico, Cadeira de Rodas é um daqueles álbuns cheio de faixas de um minuto (ou menos), algo que muita banda loucona hardcore costuma fazer isso. Normal, e legal na verdade. Mas o que me impressiona é a produção e a arte gráfica. O CD é muito bem feito. OK, é hardcore e por isso não tem a intenção de soar podrão. Mas assim como o Krig fez um death intencionalmente podre, porém bem produzido. Desertor conseguiu mandar pra galera um álbum pesado mas não descontrolado, dentro da proposta que eles queriam mandar. E a capa foi bem feita pacas. Imagino que isso foi bem importante já que esse era o primeiro álbum completo deles. E as letras? Como todo punk, falam de tudo. Drogas, guerras, injustiça social, política, alienação, e etc. Mas com um enfoque cristão, bem realista. Como eu disse anteriormente, não votei pra essa lista… mas fico feliz que meus companheiros botaram Desertor no pódio!

    Thiago: Cadeira de Rodas tem um estilo que ouço muito pouco, crossover thrash. Misturando hardcore e thrash metal, riffs velozes e pesados, bateria pulsantes e vocais rosnados, fazem um tipo de música muito pouco comum dentro do rock cristão tupiniquim. Não tenho tanta propriedade para falar da banda, mas a sua música valeu a entrada.

    Tiago: Cadeira de Rodas é fantástico. Um disco de uma banda independente que longe está das bandas mais conhecidas do rock cristão nacional em segundo lugar nesta lista mostra o quanto este trabalho se sobressai. A Desertor produz um som crossover, com elementos de thrash e hardcore, mas com a agressividade punk.

    [infobox title=’1º: Além do que os Olhos Podem Ver’]Artista: Oficina G3
    Ano de lançamento: 2005
    Número de faixas: 14[/infobox]

    Oficina G3 - Além do que os Olhos Podem VerJhonata: Talvez esse seja o único disco dessa lista que eu discordo severamente de estar nessa posição. Para ser mais claro, considero Além do que os Olhos Podem Ver um bom álbum, mas muito inferior a, por exemplo, Casa dos Espelhos do Rosa de Saron. Eu também não entendo o louvor que as pessoas colocam em cima desse trabalho pois, para mim, continua sendo um Oficina G3 forçado tentando fazer rock pesado além do que consegue (o nome desse álbum poderia ser perfeitamente Além do que o Oficina Consegue Ser). Mas, nem tudo são pedras: o disco realmente é bom ao nível da banda e a situação em que os integrantes estavam. É um rock pra curtir, refletir e acreditem, dançar.

    João: Ahhh só estamos falando do segundo melhor disco da carreira do Oficina G3! O Indiferença sem dúvidas é o melhor, mas esse disco é fantástico. Engraçado é notar que numa mesma época dois discos foram feitos por bandas que passaram praticamente pelo mesmo problema com integrantes: O G3 e o Fruto Sagrado, ambas lançaram discos com músicas que num nível ou outro falavam dessa situação (esse disco e o Distorção do FS), e chega a ser bizarro pensar que o grupo conseguiu acertar em cheio (e não, não tem nada a ver com o fato de terem mais fama) e o Fruto falhou miseravelmente. Além é muito bem produzido, a voz de Juninho é linda demais, os arranjos baseados no rock/metal progressivo estão entre os melhores da história do rock cristão mainstream e as letras estão fantásticas, como a faixa título, “Réu ou Juiz”, “Mais Alto”, “Amanhã”, “Sem Trégua”, “Lugar Melhor” e a “Numb”, digo, “A Lição” (é, porque os arranjos dessas duas são tão parecidos em alguns pontos que eu e um amigo meu costumávamos brincar com isso [risos]). Ele e o da Tanlan mereciam muito estar em primeiro, já que foi o G3, coroado está com honras.

    Márllon: Depois de uma sequencia de álbuns puramente comerciais, o Oficina G3 fez uma mudança radical neste primeiro álbum sem o seu antigo vocalista. Após álbuns mais simples foi bom ver e ouvir a banda se arriscando em campos mais ‘intricados’ instrumentalmente falando. A voz de Juninho casou perfeitamente bem nas musicas mais lentas mas não fez feio nas mais agressivas. E tirando a música em parceria com Marcão do FS, não há música ruim nesse CD.

    Phil: Após um período tenso entre a mudança de hard rock pra pop rock com o CD O Tempo (que teve lá sua importância) e depois pra uma coisa híbrida e mal feita (Humanos), PG saiu da banda e não vou falar sobre isso; a internet tem links explicando ambos lados dessa separação. O fato é que agora o Oficina, seguindo oficialmente como trio, parecia ter retomado o caminho do Oficina. Entendam: Além do que os Olhos Podem Ver seguiu um caminho que muitos fãs de O Tempo acharam bem ruim. É lógico, a maioria da galera que se aproximou nessa época curtiu o pop, o rock tranquilo; esse álbum retornou às raízes pesadas, mas agora com ideias de metalcore, contratempos, mais distorção, e virtuosidade, então é natural que torçam o nariz. Mas, na boa? Esse era o caminho natural que o Oficina seguiria! Basta analisar o caminho feito antes da era PG. O Oficina iria ficar mais e mais pesado, cedo ou tarde. Era inevitável. Só que, acontecidos os fatos, me soou como uma redenção e o retorno da fênix (que nunca tinha morrido, só foi passear no bosque). Pra mim, é o melhor álbum de inéditas do Oficina até hoje, e é o meu preferido. As letras, por sinal, mudaram pra muito melhor, em minha opinião. Juninho Afram arregaçou nos vocais, cara! Eu prefiro ele a qualquer outro vocal que tenha passado pelo Oficina (mas compreendo que ter que cantar e ainda tocar tudo o que ele toca é difícil; que venha Mauro em 2008). E acho que falar melhor desse álbum do que desse jeito só se eu analisar faixa a faixa, e não cabe aqui. Por hora, esse é o campeão, merecidíssimo!

    Thiago: Além do que os Olhos Podem Ver marca a saída de PG e a consolidação de Juninho Afram como vocalista principal. É prog metal puro, com peso, músicas com mudanças tonais, quebras de ritmos, tudo que é característico desse estilo. Tem uma das canções preferidas minha do Oficina G3, “A Lição”, música de muito feeling e com uma letra espetacular. O desempenho dos músicos se manteve num nível alto desde a primeira faixa até a última, sem perder o embalo. Não há faixa mediana no CD. “Mais Alto”, uma das melhores do disco, é bem estruturada, pesada e tem um solo numa velocidade complexa. “Réu ou Juiz” manteve o embalo, “Meu Legado”, também uma das melhores, persistiu nos passos da energia transmitida nas primeiras canções. “Através da Porta” (introdução clássica), mantendo a qualidade de “Meu Legado”, foi inspiradora com seus bends delirantes. “Além do que os Olhos Podem Ver” (introdução clássica também), uma semibalada e uma das melhores do disco, é reflexiva com sua letra sobre saudades da eternidade. “A Lição” une feeling, reflexão e peso, “O Fim É Só o Começo”, também uma das melhores do disco, teve a participação de Déio Tambasco (perfeita, pra constar) com riffs delirantes de blues (blues é a coisa mais sentimental do mundo), é celestial. “Lugar Melhor”, uma balada intimista, é ótima, “Amanhã”, (introdução no estilo “Através da Porta” e “Além do que os Olhos Podem Ver”) une peso e guitarras harmônicas de forma muito boa. “Sem Trégua” conta com uma ótima participação do polêmico Marcão, é poderosa, “De Olhos Fechados”, com riffs harmônicos e slides na guitarra eletrizantes, “Ver Acontecer” tem uma ótima letra, e, terminando,“Queria te Dizer”, uma balada, é a canção menos boa do disco. O notável é Juninho ter mantido o ótimo desempenho nas execuções complexas nas seis cordas, nos solos regados a sentimento, bends, velocidade e técnica, e também, um ótimo papel no vocal. Duca Tambasco mostra todo o seu potencial no baixo, e Jean Carlos faz sua parte. Ótimo disco.

    Tiago: Não tem jeito, tem coisas que beiram o gosto pessoal. E para uma banda que já mudou tanto, como a Oficina G3, a missão de escolher o melhor álbum sempre será difícil. Considero Além do que os Olhos Podem Ver um dos melhores. Após um bom tempo em letargia e colhendo os frutos de seu sucesso, o trio Juninho, Duca e Jean precisou mudar a direção, rever conceitos e entregar algo bom para o público. Crise, para muitos, é terreno de boas criações, e no caso do G3 foi inspirador. Como um grupo de três de fato, os músicos assinaram quase todas as músicas, mas apoiados por Déio Tambasco e Lufe. O resultado foi extremamente positivo. Um disco em que as reflexões são bem mais articuladas, menos piegas/religiosas, além da sonoridade. Além do que os Olhos Podem Ver lhe dá a sensação de que a banda conseguiu desbravar novos sons a partir da estrutura que já tinham. Juninho se encaixou bem nos vocais.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes. Confira, nesta página, a quantidade de votos e os discos que ficaram de fora. Desta vez, Jhonata não pôde comentar todos os álbuns.

  • TOP 10 – músicas sobre a vaidade

    A vaidade consiste em uma estima exagerada de si mesmo, uma afirmação esnobe da própria identidade, e infelizmente pode atingir a todos. Esta questão foi tratada em muitas das músicas cristãs, e por isso decidimos trazê-las aqui no O Propagador. Confira.

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    [tab title=”10º”]

    O que não Precisa – Resgate

    Abrindo a lista, temos “O que não Precisa”, da banda de rock Resgate. A faixa alerta o esquecimento das coisas de Deus, atentando-se para questões passageiras deste mundo. (2012)

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    [tab title=”9º”]

    Tudo o que eu Preciso – Nívea Soares

    O nono lugar é de Nívea Soares, com “Tudo o que eu Preciso”. Do álbum Reina Sobre Mim, esta canção é uma oração, a qual pede que Deus venha tirar o foco das coisas deste mundo e que neguemos a nós mesmos. (2003)

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    [tab title=”8º”]

    Tudo Passa – Rebanhão

    Escrita pelo cantor Carlinhos Felix, “Tudo Passa” abre a discografia do Rebanhão nos lembrando que “tudo neste mundo é ilusão”, e que, mesmo dias, meses e anos passando, Cristo nunca passará. O músico ainda canta que Cristo “é tempo sem perder”. (1981)

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    [tab title=”7º”]

    Quem Sou Eu? – PG

    Embora se trate de uma versão do Casting Crowns, “Quem Sou Eu” foi um sucesso importante na carreira de PG. Sua letra é uma reflexão do quão pequenos, frágeis e tolos que somos, sem poder para controlar tudo ao nosso redor. Deus, ao contrário de nós, não é passageiro. (2007)

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    [tab title=”6º”]

    Vaidade – Hibernia

    A maior parte do repertório da banda Hibernia é composto por canções introspectivas e extremamente reflexivas. “Vaidade” não foge deste padrão, e analisa a prevalência da transitoriedade a qual lidamos todos os dias, além da nossa vontade constante de ter coisas fúteis. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=_GhhqSpO_cg

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    [tab title=”5º”]

    Milímetro – Daniela Araújo

    Canção que abre a carreira solo de Daniela Araújo, “Milímetro” é uma reflexão sobre a brevidade da vida, tão curta em relação à tudo em nosso redor. E, de tempos em tempos, seres nascem, seres morrem, num ciclo de repetições. (2011)

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    [tab title=”4º”]

    Senhor do Tempo – Paulo César Baruk

    Uma reflexão acerca dos nossos dias tão frenéticos, e as vezes, cada vez mais distantes do Criador, “Senhor do Tempo” é uma das melhores canções na carreira de Paulo César Baruk. O clipe para esta canção alcançou alta popularidade, tendo mais de um milhão de visualizações, e foi feito em relação ao conceito gráfico do álbum Entre. (2013)

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    [tab title=”3º”]

    Vaidade – Tanlan e Marcos Almeida

    A medalha de bronze vai para a banda Tanlan, com a participação do cantor Marcos Almeida. “Vaidade” explora justamente as definições deste conceito, mas, de forma esperançosa, afirma que “a vida ainda vale a pena” e que a busca pela realidade o levou até a este ponto. (2012)

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    [tab title=”2º”]

    Tudo é Vaidade – João Alexandre

    João Alexandre é notável por afirmações e canções polêmicas, sem a menor pretensão de agradar egos, abordando verdades bíblicas. “Tudo é Vaidade” é uma união de várias críticas, desde a valorização do dinheiro, a prosperidade até tudo que dê ar de superioridade ao ser humano, afirmando que tudo isto é vaidade. No final, o cantor apresenta um trecho da canção “Palácios”, um clássico do Rebanhão. (2000)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Vaidade – Heloisa Rosa

    O primeiro lugar vai para a cantora Heloisa Rosa, com “Vaidade”. O mundo cada vez mais frenético e acelerado. Os anseios consumistas nos fazem que, de tempo em tempo, busquemos por coisas que realmente não precisamos. “Vaidade” vai exatamente neste tema, com o clamor de que Deus nos atraia para perto dEle e longe dos propósitos deste tempo. (2008)

    https://www.youtube.com/watch?v=_uD7m8zfaVs

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Fique Sabendo – André e Felipe, Gabriela Rocha, Aline Barros e muito mais

    No Fique Sabendo desta semana você fica por dentro do que aconteceu no segmento gospel e o foi novidade na música cristã. Esta edição está especialmente recheada de vídeos, o que evidencia a tendência dos cantores em investir em audiovisual.

    MK divulga trailer do DVD Extraordinária Graça de Aline Barros

    Nesta segunda-feira (26) foi lançado no canal oficial da MK Music no Youtube o trailer do novo registro audiovisual da cantora Aline Barros. O projeto gravado no HSBC Arena (RJ) no dia 13 de junho e contou com participações especiais dos cantores Bruna Karla e Fernandinho. Ao todo, o DVD reúne oito canções do CD Extraordinário amor de Deus, oito do CD Graça e uma canção inédita.

    + Aline Barros – Discografia e obra

    https://youtu.be/GG6U0Rlpnr8


    Sony Music lança projeto Sony Music Live com Gabriela Rocha e Paulo César Baruk

    Apresentado como um projeto inovador pela gravadora, O Sony Music Live o primeiro Sony Music Live – apesar do nome – não é ao vivo. O primeiro vídeo foi lançado no dia 20 deste mês e busca se diferenciar dos clipes normais por ser pouco editado e mais espontâneo.

    +Análise do CD Pra onde iremos? – Gabriela Rocha

    Confira abaixo o vídeo de estreia com a cantora Gabriela Rocha:


    Teleton 1

    A 18ª edição do Teleton, programa beneficente que promove arrecadação de recursos para a AACD superou sua meta que era de 26 milhões em doações superando a marca dos 31 milhões, feito notável mesmo o país enfrentando um momento de crise. Artistas evangélicos também marcaram presença representando a comunidade cristã. Régis Danese cantou a canção Profetizo, single do seu álbum mais recente pela MK. Priscilla Ancântara, Damares e Aline Barros também se apresentaram no palco do programa.

    +Top 10 cantores gospel de maior destaque na atualidade

    Veja vídeo:


    Teleton 2

    O Napster, plataforma de distribuição de música via streaming abraçou a causa do Teleton e criou o projeto Napster em Casa. Diversas apresentações foram transmitidas ao vivo através do sistema do Napster nos dias que antecederam o programa. Durante a exibição dos shows os expectadores podiam realizar doações em tempo real para o Teleton 2015.


    Tanlan renova com Sony Music

    Uma das precursoras do novo movimento, a banda Tanlan renovou contrato com a Sony Music e segue na casa. Ainda não foram dadas informações a respeito de projetos futuros.

    +Entrevista com Fábio Sampaio (Tanlan)


    Pai – Musile lança clipe do projeto Porção dobrada com Vanilda Bordieri e Célia Sakamoto

    As irmãs Vanilda Bordieri e Célia Sakamoto, conhecidas na música pentecostal por suas carreiras solo, também levam paralelo o projeto Porção Dobrada que está em seu quinto volume. O projeto que tem uma levada mais pentecostal raiz com nuances do sertanejo. O clipe da canção Pai contou com direção de Rodolfo Cauhi. Confira:


    André e Felipe lança clipe da canção Quem é esse com participação de Daniela Araújo

    Fenômeno do sertanejo universitário gospel, os irmãos André e Felipe lançaram nesta quinta-feira (29) o videoclipe da canção Quem é Esse? com participação especial da cantora Daniela Araújo. A música faz parte do novo projeto da dupla gravado ao vivo na praia de Itapuã, em Vila Velha (ES). “Acelera e pisa”. A participação da cantora no entanto foi feita em estúdio e segundo informações a canção deve constar apenas no CD, mas cogita-se que o clipe conste nos extras do DVD que conta com direção de Hugo Pessoa. Assista:

    +Análise do CD Acelera e pisa – André e Felipe

  • Rocklogia – Um dia a Mais

    Antes de tudo, após a Tanlan ter lançado o Tudo que eu Queria, o vocalista Fábio Sampaio ficou notório na rede pelo cover que fez de “É Preciso Saber Viver”, na época, um dos vídeos mais assistidos do YouTube. Se você ainda não viu, dá uma olhada:

    Após as perguntas feitas em Tudo que eu Queria, a Tanlan preparou-se para dar as respostas em um disco chamado Um Dia a Mais, que claramente se contrasta com o anterior. É preciso deixar bem claro que, na altura do campeonato, o “público cristão” da banda era muito pequeno, a banda estava bem mais inserida dentre eventos não-religiosos. Este segundo disco, então, meio que ‘supre’ esta falta, ou até mesmo desequilibrou a “gangorra” dos públicos.

    Em 2010, a revista Época tenta falar de um suposto movimento dentro do meio protestante que, segundo a publicação, é uma “nova reforma protestante”. Dentre alguns nomes, na parte musical, citaram a Tanlan. O texto é um pouco confuso, mas a intenção da Época valeu. Sobre este assunto, vale ouvir um episódio do podcast irmaos.com.

    No mesmo ano, após as prévias dadas através das músicas “De Onde Vem” e “Fingir”, divulgadas no site da banda, o grupo estava a todo vapor para produzir um disco que acabou soando mais ‘gospel’ que o anterior (se é que podemos chamá-lo assim, para uma compreensão mais geral).

    “Louco Amor”, faixa que abre o álbum, mostra bem o que o grupo se propôs a fazer neste projeto: com letras que falam mais evidentemente do cristianismo do que o anterior e versos bem marcantes, a sonoridade ficou menos experimental e mais direta, com um post-grunge que lembra bastante bandas como o Foo Fighters. Os teclados, mais presentes no trabalho anterior, ficaram ofuscados e deram espaço para mais guitarras, gerando mais “peso”.

    Outro destaque acerca do disco foi a participação de Marcos Almeida nos vocais de “Vaidade”. O disco foi lançado de forma independente, e meses depois, atraiu o interesse da Sony Music, que decidiu relançá-lo, distribuindo-o com o novo selo. Um pequeno problema entre a Som Livre e a Sony ocorreu, pois a gravadora queria vetar a faixa com a participação de Marcos. No fim das contas, a versão lançada pela Sony tem só os vocais de Fábio (como podem conferir no Spotify).

    Beto Reinke acabou tendo que se afastar do grupo, embora tenha participado das gravações. Em seu lugar, a banda efetivou Lucas Moser, que já estava tocando com a Tanlan há um bom tempo. Após algumas diferenças e discussões internas com o grupo (leia nossa entrevista com Fábio para entender), acabou saindo. Beto voltou e segue com a banda nos dias de hoje.

  • Fique Sabendo – Tanlan, Novo Som, Nani Azevedo e muito mais

    Hoje é sexta-feira, portanto, dia de mais um Fique Sabendo, o último do mês. Vamos lá!


    Tanlan lança novo clipe e single: “A Maior Aventura”

    Três anos após o disco Um Dia a Mais, a banda Tanlan acaba de lançar a canção “A Maior Aventura”, prévia de um disco futuro, a ser lançado pela gravadora Sony Music Brasil. A canção foi mixada e masterizada por Rodrigo Del Toro, e a direção de vídeo ficou por conta de Mateus Raugust. Assista:

    Leia: entrevista com Fábio Sampaio


    Novo Som segue cumprindo agenda, mesmo com as proibições de Lenilton

    Nesta quarta-feira, o fundador e ex-baixista do Novo Som, Lenilton, proibiu a banda de tocar e gravar suas composições. Ocorre que o músico é o letrista majoritário da maioria das músicas e praticamente de todos os sucessos do Novo Som. O desabafo do artista em suas redes sociais causou comoção nos fãs do grupo, que em massa exigiram esclarecimentos e desculpas de Alex Gonzaga e Mito ao ex-colega e afirmando que sem o ex-músico, o Novo Som “não tem graça”. Eles seguem cumprindo agenda, tocando, desta vez, músicas que não são de Lenilton. Uma delas foi “Teu Choro”, escrita exclusivamente por Mito.

    Alex Gonzaga falou sobre o assunto, assista:


    SBB lança coletânea do Chá de Mulheres

    conviteO álbum é fruto do Chá de mulheres, evento idealizado por pastor Marcos Batista, coordenador de desenvolvimento Institucional da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e organizado pela atriz e apresentadora Eliana Ovalle.

    Com início em abril de 2009, o evento acontece a cada última quinta-feira do mês e reúne mulheres no Centro Cultural da Bíblia (RJ). Várias cantoras de muito talento frequentam o evento e tem a oportunidade de louvar a Deus, algumas delas se tornam frequentadoras assíduas. Foi a partir daí que Eliana teve a ideia de gravar uma coletânea, um CD do Chá das Mulheres na SBB.

    O álbum reúne canções de louvor e adoração e tem produção musical do maestro Lito Figueroa. Participam do projeto: Eliana Ovalle, Fátima de Souza, Glaucia Leite, Ivana Viana, Janete Bandez, Luci de Sá, Luciene Camargo, Patrícia Andrade, Renata Martins, Zenir Nevez, cada uma delas participando com uma canção e Sylvia Jane Crivella, que realiza uma belíssima oração no encerramento do disco.

    O lançamento do projeto acontece neste sábado (29), na Igreja Assembleia de Deus Cidade Nova (RJ).


    Jossana Glessa investe em música e vídeo de qualidade duvidosa

    A cantora Jossana Glessa acaba de lançar um novo clipe, da canção “Som do Trovão”. No entanto, a qualidade do vídeo deixou muito a desejar e a canção aposta em todos os clichês possíveis do gênero, utilizando-se de temáticas antropocêntricas.


    Nani Azevedo apresenta capa do novo CD, Eu Confiarei

    O cantor Nani Azevedo acabou de apresentar a capa de seu novo álbum, Eu Confiarei. Confira o post abaixo:

    https://www.facebook.com/cantornaniazevedo/photos/a.603807722972924.1073741825.184133124940388/1000252466661779/?type=1


    Duca Tambasco divulga música instrumental, “Woods”

    O baixista da Oficina G3, Duca Tambasco, iniciou, recentemente, um novo projeto musical, chamado Música e Prosa. A música divulgada, em seu canal oficial, foi “Woods”. Assista:


    Daniela Araújo lança música “Agosto”, com Mauro Henrique

    O vocalista da Oficina G3, Mauro Henrique, acaba de participar na música “Agosto”, de Daniela Araújo, canção divulgada nas redes sociais da intérprete.


    Até a próxima!

  • Rocklogia – O primeiro álbum da Tanlan

    Como dito no primeiro post da Aeroilis, a Tanlan surgiu no início dos anos 2000, com uma proposta semelhante. De um projeto solo do cantor Fábio Sampaio, evoluiu para uma banda. Em 2005, foi lançado o primeiro EP de canções do grupo, que tornou-se um álbum completo em 2008, produzido por Kiko Ferraz.

    Este primeiro trabalho da Tanlan é liricamente mais ousado do que o primeiro projeto da Aeroilis. Evidentemente, as composições são mais implícitas, o que facilitou o sucesso da banda no meio em geral. A Tanlan seguiu um rumo um pouco diferente das bandas do novo movimento: o seu público, na maioria dos anos, era, em maioria, formado por não-cristãos. O grupo tinha imensa dificuldade de, por exemplo, fazer agendas em igrejas. Com os anos, isso foi mudando.

    Tudo que eu Queria é basicamente um álbum de rock alternativo, com canções alegres, com o destaque das execuções instrumentais do guitarrista Beto Reinke. Vale salientar que este projeto alcançou relevância na mídia local de Porto Alegre, o que colaborou para a continuação do grupo e expansão de sua agenda para outros estados do país. Destaco as canções “Castelo” e “Bem-Vindo”, as quais só tive a oportunidade de conhecer no início de 2012.

    Entre o primeiro e o segundo álbum, algumas coisas em relação ao grupo, especialmente em relação ao rótulo que receberia dos meios de comunicação, foram mudando, mas isso é assunto para outro post, daqui a algumas semanas. Aguardem!

  • Fique Sabendo – Fruto Sagrado, Livres para Adorar, Jonas Villar e muito mais

    Hoje é sexta-feira, e como sempre, é dia de Fique Sabendo. Esta semana tivemos várias novidades. Confira com a gente!


    Fruto Sagrado lança single “Fé Canibal”

    A banda Fruto Sagrado, atualmente formada por Bene Maldonado (guitarra), Sylas Jr. (bateria) e Vanjor (vocal) lançou um novo single, chamado “Fé Canibal”. É a primeira música inédita da banda desde 2012, quando produziram o trabalho Universo Particular. A canção tem influências do metal alternativo e receberá análise aqui no site na próxima semana. Aguardem!


    Livres para Adorar divulga capa do álbum Só em Jesus

    O grupo Livres para Adorar divulgou a capa de seu novo álbum, Só em Jesus. O trabalho tem sido aguardado com bastante expectativa pelo público, principalmente devido ao sucesso dos dois últimos trabalhos da banda, que a tornou uma entre os grupos de maior destaque no cenário evangélico atualmente. No entanto, o projeto gráfico causou polêmica, e foi acusado de plágio, por se tratar de uma ideia muito semelhante ao Typomania, o qual é um blog de referências tipográficas. Por conta dos efeitos negativos, a banda alterou seu post e assumiu a “influência” na capa, produzida pelo Studio Cais.Livres para Adorar - Só em Jesus - 2015


    Jonas Villar divulga teaser do novo DVD

    O cantor Jonas Villar divulgou, através da BME Multimedia, o teaser de seu novo DVD, gravado em Belo Horizonte. Com direção de vídeo de Marco Túlio (o mesmo responsável pelo clipe de “Ser Alguém”, de PG) o projeto conterá músicas inéditas e regravações de sucesso no meio evangélico.


    Oficina G3 segue com o G3 na Igreja, recebendo elogios do público

    A turnê G3 na Igreja, da banda Oficina G3, em que o grupo ‘deixa de lado’ sua agenda em grandes casas de shows para se apresentar em igrejas em todo o país, tem recebido retorno positivo do grupo. Fazendo participações em diversas denominações evangélicas e até mesmo em igrejas para-cristãs, o quarteto abandonou, por um tempo, o formato elétrico de suas canções, e tem se apresentado de forma mais acústica e intimista, aproximando suas ligações com o público das igrejas.


    Marcela Taís é destaque no Spotify

    Nos últimos dias, o Spotify divulgou uma ferramenta que lista as canções mais ouvidas em várias cidades do mundo. Marcela Taís, por sua vez, contém canções dentre as mais ouvidas no aplicativo, em várias cidades do Brasil, como Goiânia, Vitória e São Luís, com o álbum Moderno à Moda Antiga, competindo destaque entre artistas como Wesley Safadão e Jorge & Mateus.


    Dan e Janaína lançam novo CD pela Som Livre

    A gravadora Som Livre lançará o primeiro CD da dupla Dan e Janaína, que é uma dissidência de outra dupla sertaneja, Dan e Daniel (conhecidos pela música “Coração pra Deus”). Os músicos se separaram e Dan decidiu seguir a carreira musical com sua esposa. O disco se chamará Tudo Novo.


    Tanlan participa de concurso para o Rock in Rio 2015

    A banda de rock Tanlan é uma das participantes de um concurso para estar no Rock in Rio em 2015. O grupo musical mais votado estará num dos palcos do evento, e a votação foi compartilhada nas mídias sociais da banda.

    https://www.facebook.com/tanlan/photos/a.199875063396857.69567.127198933997804/1002131469837875/?type=1&theater


    Até a próxima semana!

     

  • Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    O que te faz viver? Um iPhone? um pendrive? um amigo? namorado(a)? esposo(a)? igreja? Deus? redes sociais? mãe? pai? dinheiro? viagens? profissão? sucesso? fama? luxo? faculdade? O que te faz viver? Foi essa pergunta que a banda Tanlan fez com a música “Um dia a mais”. Mas em um desses dias comuns que a gente costuma ter, parei para prestar atenção na letra da músicaDançandodo Agridoce (projeto paralelo folk da Pitty e o guitarrista da banda Martin). E uma frase me chamou muito atanção: “Algo pra justificar uma vida morna”. Calma, não vou falar de como viver uma vidinha melhor, ser um ser humano mais tolerante e uma pessoa amável. Este texto, por mais que tenha uma ou duas características, não é de autoajuda. Quem sou eu pra te dar conselhos? Quem sou eu pra dizer a você o que é certo ou errado a fazer? Quem sou pra que você tirasse um tempinho para ler um texto meu? Não sou ninguém importante. Sabe o que é isso? Sentimento. Sem ladainhas, sem caô, sem lero-lero, isto é sentimento do coração direto para as páginas de caderno e agora na tela do seu computador.

    Não quero que responda nenhuma das perguntas que fiz logo acima. Não são perguntas que vão ou não contribuir para o bem deste texto. Há duas semanas venho tentado sair de um quadrado comum. Venho tentado sair de uma coisa morna. O período de festas foram embora, e agora inicia-se um novo ano de realizações que cobram bastante de nós. Quando ouço esta música, não ouço só uma música, eu sinto tudo o que a música reflete, entende? Não. Você não entende. “O mundo acaba hoje eu estarei dançando!”: os problemas estão a mil, mas estou sorrindo ao invés de chorar. Tenho quem ouça meus lamentos interiores. E Ele me pediu para que eu tivesse bom ânimo. Sabe o que é isso? Vida! Vida, cara. Vida, moça. Vida, jovem. Vida, homem. Vida, mulher. Vida, galera. Consegue entender por que você chora? Sabe por que a tua vida as vezes é um desastre? Tudo parece desmoronar e nada mais fazer sentido? E se eu te disser que escrevo este texto chorando agora? As lágrimas ainda não caíram, mas meu interior nada em prantos, e ao mesmo tempo se alegra com todo o desastre que rola no mundo. Sabe o que é você abrir uma página em um site jornalístico e ver tantas mortes? Isto é vida! Vida que se foi. Talvez sem nunca ter a oportunidade de dançar. Nunca ter a oportunidade de ter ouvido um “eu te amo” de verdade. Sabe o que é você perder uma mãe ou um pai? Pois é, essas tantas pessoas que morreram tinham família. Por mais que erradas, mas eram família. Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã, um irmão. Gente que nunca mais vai poder saber o significado de um abraço. E você aí? O que vai fazer agora que leu este texto?

    Vai sorrir e zombar do autor dizendo que sou muito sentimental e não consegui mexer nenhum pouquinho com os seus sentimentos? Ou vai dizer que durante todas essas linhas rabiscadas eu só fiz perguntas e mais perguntas idiotas que não ajudam em nada? Isso! Eu só fiz perguntas idiotas! Pois hoje te convido a fazer uma das coisas mais perigosas do mundo: VIVER! Dance, mesmo sendo todo desengonçado. Cante, mesmo sendo um desastre vocal. Pule, mesmo que isso pareça patético. Saia nas ruas agora pedindo um abraço para qualquer estranho que você ver! Seja estranho! Pegue aquele vestido que você não usa mais, e der juntamente com uma carta bem bonita para a pessoa que você mais ama! Rapazes, pegue aquela sua blusa que já está pequena em você, e der para aquela criança que você só conhece de longe, juntamente com algo que a faça feliz! Sabe o que é isso? VIDA! Nada vai conseguir justificar uma vida morna, pois ela é o nível mais alto do clichê. Todos que não vivem, são existentes que partilham de uma vida morna. Sem sentido, sem inovação, sem amor! Um brinde à vida!