Aos fãs mais recentes da Oficina G3, mil desculpas, mas existem álbuns na discografia da banda que sejam melhores que o tão comentado, bajulado e superestimado D.D.G. O que parece controverso para alguns é óbvio para outros. Assim, Indiferença é, talvez o grande exemplo disso.
Lançado em meados de 1996, este disco foi, sem dúvida, o primeiro divisor de águas na carreira da banda Oficina G3. Duca Tambasco já tinha participado em poucas faixas de Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho, mas é neste momento em que o baixista faz realmente sua estreia. No entanto, ele não era o único. Um tecladista brasiliense, chamado Jean Carllos era recém-chegado, para somar a formação que tinha Juninho Afram, Luciano Manga e Walter Lopes como veteranos.
Outro destaque no disco é a produção musical de Paulo Anhaia, que tinha, recentemente trabalhado com o Resgate e Katsbarnea. Com o ótimo resultado de On The Rock e Armagedon, o óbvio era que o futuro trabalho da Oficina G3 ampliasse a visão do grupo. E foi o que aconteceu.
As canções do álbum são escritas por quase todos os integrantes, embora a maioria sejam resultado do trabalho individual de Juninho. Com mais faixas instrumentais como “Glória” e “Duca’s Jam”, os pequenos espaços no álbum são preenchidos por performances proficientes dos músicos. Nos vocais, Manga comanda com maestria, embora haja participação de Afram e Lopes em outras. Os sintetizadores de Jean são perfeitamente adequados ao que cada música pede.
Embora o repertório não seja completamente inédito, as regravações do primeiro álbum da banda foram competentemente produzidas, com novos arranjos e interpretações. Um grande exemplo é “Magia Alguma”, uma das melhores baladas do Oficina G3. Vale lembrar que o maior sucesso do grupo está no disco, a clássica “Espelhos Mágicos”.
Algumas performances do Oficina G3, nesta época podem ser encontradas na internet. No ano seguinte, Luciano Manga saiu do grupo. Na verdade, a banda já estava preparada para isso, já que Manga era pastor, e em algum momento precisaria se ausentar. Mas, para não atrapalhar a Oficina G3, Manga ajudou-os na escolha de outro vocalista, e encontraram num rapaz chamado Pedro Geraldo (mais tarde, conhecido como PG) a personalidade perfeita para substituí-lo. PG era vocalista e baixista de uma banda de metal cristão da época, e aceitou entrar no grupo.
Luciano Manga é amigo dos integrantes do Oficina G3 até hoje, e ajudou o grupo em outros momentos, como na indicação de Celso Machado para guitarrista base convidado. Manga fez participação especial em dois álbuns posteriores do grupo, na canção “Pirou”.
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