Rocklogia – Armagedon

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Era 1995. Nem o próprio Simion sabia, mas era seu último trabalho como vocalista do Katsbarnea. A banda estava muito bem após Cristo ou Barrabás?, mesmo com as constantes trocas de formação. Dos músicos de longa data só restou, com ele, Jadão. Com a participação de Paulo Anhaia na produção musical (o que sem dúvida foi fundamental para o resultado final), o Katsbarnea (ou, naquela época Simion e banda) lançou o tão elogiado Armagedon que, de longe é o melhor trabalho de sua discografia.

O Kats já tinha flertado com muita coisa. Já foram simpatizantes do glam, fizeram músicas hard rock, pop rock, rock experimental e até mesmo umas faixas com folk. Desta vez, resolveram unir muitos destes elementos e fazer o álbum que definitivamente teria a cara da banda.

Mais sombrio que os anteriores, Armagedon por pouco não é um álbum conceitual. Muitas das músicas versam sobre questões relativas à ação maligna e a libertação por Cristo. É um tema relativamente comum nas canções anteriores divulgadas pela banda, mas de forma bem mais complexa e polida. Dos sintetizadores que duram mais de dois minutos antecedendo à agressividade de “Invasão”, a interpretação de Brother Simion em “Armagedon” e a letra forte de “Crack (Atos 11)”, o disco tem suas partes mais pesadas, mas une-se à baladas e canções pop. “Gênesis” foi o seu maior sucesso, mas particularmente, creio que “Do Céu” é a melhor faixa, com um belo solo de guitarra de Déio Tambasco, que na época estava como guitarrista da banda.

Há várias participações especiais no disco. Uma delas é Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e Esdras Gallo, do Renascer Praise. Mas é Jimena que rouba a cena nos vocais em “Get out of Babylon” juntamente com Simion. Brother, neste álbum também ficou a cargo dos teclados, partilhando com o músico Giovani Bon.

Após Armagedon, a banda continuou se apresentando, só que, mais tarde Simion migraria para a carreira solo. Mas este é um assunto para outro post. Até mais!

Comentários

One response to “Rocklogia – Armagedon”

  1. […] Embora Cristo ou Barrabás tenha seus pontos fortes, é um disco meio aborrecido, mas ao ouvir Armagedom você percebe que eles encontraram um rumo. O rock experimental, então, era a vertente perfeita […]

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