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  • Polemizando – Os cinco cantores mais chatos da música gospel

    Tenho que confessar: Atuar no segmento gospel não é tarefa fácil.

    O gospel tem suas peculiaridades e não raramente encontramos algumas figuras bem difíceis de lidar. Neste post, vou apresentar a vocês cinco dessas figuras chatas de plantão.


    O cantor paradoxal

    Ele é artista, mas não aceita o rótulo de artista, vê o termo negativamente e acredita não ser algo condizente com “sua verdade”. Normalmente, o cantor paradoxal também não quer fazer sucesso. Qualquer tentativa de convencê-lo a investir em estratégias para alavancar o seu trabalho é refutada por este argumento. Mas ele gasta dinheiro produzindo e lançando um trabalho, manda links de vídeos pra geral, marca meio mundo no Facebook. Definitivamente, esse cantor me irrita bastante. Voltemos à lógica.


    O sonhador-mor

    A sua carreira é um sucesso retumbante. Seus vídeos rapidamente alcançam milhares de visualizações. Sua música não para de tocar nas rádios e sua agenda é disputada a tapa. Isso tudo, claro, vai ser realidade depois que ele lançar o melhor CD do mundo e for contratado por uma grande gravadora. É claro que a página dele tem menos de 5 mil likes e nem tem um site.


    O parça

    Este é aquele que é super teu parceiro. Pede dicas, opiniões, mas nunca contrata teu serviço, mas somos parceiros. Claro, sempre que ele precisa de uma ideia, ou de um servicinho simples. “Só uma coisinha de nada, me dá uma moral aí parceiro?”


    O sabichão

    Ele sabe de tudo. Ele sabe design. Marketing, assessoria, produção. Este típico cantor mala se autossabota. Ninguém aguenta trabalhar com ele, até porque ninguém é bom o suficiente, nem tem ideias tão boas quanto as suas. Ele sabe que é preciso investir, qualquer proposta que você indique ele diz: “sim eu sei, tem que investir mesmo”. Ele sabe, mas não faz. Por algum motivo ele ignora tudo o que supostamente sabe e segue errando. Alguém entende?


    O coitado

    Ele sempre está na pior. Mas tem uma promessa. Vendeu o rim pra gravar o CD e agora não tem um real pra investir em marketing e assessoria. Vive mendigando likes e serviços. Ele também é injustiçado e vive reclamando que cantores com menos qualidade fazem sucesso e ele não. “O brasileiro não gosta de música de qualidade”, resmunga.


    Se você se enquadra num destes perfis, pare para seu próprio bem e para o bem geral da nação. Reveja os seus conceitos e avalie se realmente o que está fazendo é o que você quer para sua vida. A vida é muito curta para se gastar tempo, dinheiro e a paciência dos outros.

  • Ser Ester especial: Priscilla Alcântara

    Olá meninas! A coluna hoje está mais especial que o molho do Big Mac! Nosso papo é com a linda cantora e apresentadora Priscilla Alcântara.

    A Pri, que está lançando seu novo disco, Até Sermos Um, tirou um tempinho para falar com a gente sobre coisas de meninas. Então, dê o play na música Espírito Santo, seu novo single, e vem junto porque está bem legal!


    ENTREVISTA

    Ser Ester – Seu estilo pode ser descrito com diversos adjetivos, mas ‘básico’ não é um deles. Como você se define, quando o assunto é moda?

    Olha… Não sei me definir (risos), porque sempre depende de como me sinto no dia. As vezes quero me arrumar muito, fazer uma verdadeira produção, ou apenas vestir o que me deixa confortável. Através disso, reflito muito de mim mesma. Sempre gosto do que é diferente.

    S.E. – Você gosta de estar antenada com as novidades do mundo da moda? Quais as tendências do momento você tem curtido experimentar?

    Sim. Estou amando usar chapéus! Fiz até uma franja pra ficar legal (risos). Calças rasgadas também. Minha mãe fica louca porque customizo todas as minhas!

    S.E. – O que não pode faltar no seu guarda-roupas? Qual peça ou acessório é fundamental para compor seu estilo?

    Legging! Peça simples, mas fundamental! Mil looks diferentes com uma legging, além do conforto delas.

    S.E. – Suas mudanças capilares sempre dão o que falar. Quais são os principais cuidados que você tem para manter os fios sempre saudáveis?

    Muita hidratação e usar sempre os produtos certos, que sejam realmente bons! Ainda mais para o loiro, que dá um trabalhão e judia bem dos fios. Mas, com o cuidado certo, ele fica ótimo!

    S.E. – Como ter uma carreira, ser famosa dentro e fora do universo cristão, ser jovem, bonita e ainda não descuidar da fé?

    Colocando Jesus como o primeiro em tudo! O que ele não gosta, eu não faço.


    RAIO X DE ESTILO

    A Priscilla nos contou que não tem um estilo definido. Tudo o que usa, depende do humor do dia. Verdade! A cantora aposta em diversas vertentes, mas sempre optando por peças inusitadas e com alguma “interessância”.

    INFLUÊNCIA ESPORTIVA MODE ON

    No dia-a-dia, Priscilla abusa dos looks com uma vibe esportista, lançando mão de t-shirts com número e criando visuais super despojados. O legal é que essa influência pode ser super feminina, combinando a camisa com uma saia rodada, mais ousada, quando combinada com uma calça estampada, por exemplo, ou skater, com tênis e calça folgada.

    T-Shirt com Número

    MINHA SAIA, MINHA VIDA

    Priscilla é dona de um estilo bem despojado e focado fundamentalmente em calças e afins. Quando aposta nas saias ou vestidos, a cantora sempre acompanha com peças mais inusitadas, como botinhas, sapatos coloridos ou chapéu.

    Saias

    TENDÊNCIAS

    Falando em chapéu, a cantora disse que está super curtindo o acessório. O modelo coco preto tem sido fiel escudeiro em diversas produções. Para quem quer usar chapéu, mas é mais discreta, uma boa dica é apostar em uma peça de cor próxima ao tom do cabelo. O resultado é mais sutil e igualmente fofo.

    Ainda falando sobre tendência, outra que sempre aparece nos looks da cantora é o quimono. A peça de origem oriental tem feito sucesso nas composições. Versátil, vai bem com saia, calça, legging… com tudo. É aposta certa para criar um viausl atual e interessante.

    Quimono

    NOITE FEAT. GLAMOUR

    Em eventos com dresscode formal, Priscilla aposta em sua veia mulherão, com vestidos glamurosos e o combo make e cabelo poderoso. Falando nisso, deixo aqui meu protesto por não encontrar uma única boa foto de corpo inteiro deste vestido nude rosado maravilhoso que a Pri usou no The Noite. Para quem não a assistiu no programa, clique aqui e divirta-se.

    Noite

    CALÇAS NADA BÁSICAS

    Priscilla também disse que está amando muito usar jeans rasgado. E está mesmo! Interessante que ela tem aderido à customização em todas as variações de jeans. Tem skinny, boyfriend, flare, shorts… tudo pode ser rasgado para deixar a peça ainda mais despojada. Essa tendência, embora tenha seu ar rebelde, é bastante versátil e, a depender dos acompanhamentos, vai do clássico ao rocker com louvor. A Pri, no caso, aposta sempre no casual despojado, que é sua cara.

    Jeans Destruído

    Falando em calças, além dos jeans destruídos, a cantora ama ousar em peças “diferentonas”, seja no shape ou em estampas chamativas. A regrinha básica para quem quer fazer o mesmo é deixar que a calça seja o destaque do look. No caso das estampadas, para fugir dos tons neutros mais óbvios, uma boa dica é escolher uma das cores da estampa e usá-la na blusa, assim como ela fez na segunda e última foto da montagem abaixo.

    Calças nada Básicas

    LEGGING

    A legging, fiel companheira, é figura constante nas produções da Priscilla. Esperta, a cantora segue a dica básica para usá-la. Por se tratar de uma peça extremamente justa, ela sempre a combina com blusas larguinhas e mais compridas, equilibrando as proporções. Sobreposições de camisetas e casacos amplos também são sempre bem vindos para dar uma disfarçada na região dos quadris.

    Legging

    EVOLUÇÃO CAPILAR

    O cabelo da Priscilla sempre foi lindo e já passou por diversas transformações. Do castanho original ao loiríssimo atual, os fios já foram ruivos, ganharam texanas e outras infinitas mechas, inclusive rosa e lilás. Tanta mudança cobra seu preço e a cantora não se descuida.

    Para quem quer seguir os passos capilares da moça, a principal dica é não economizar negligenciar jamais a hidratação, que deve virar rotina semanal. Outra boa dica é fazer reconstrução quinzenal com queratina.

    Evolução Capilar


    E então, meninas? Curtiram conhecer mais sobre o estilo da Priscilla Alcântara?

    Para saber mais sobre o novo projeto, Até Sermos Um, deem uma olhada no teaser. Muito bacana!

    Acompanhe a Pri em suas redes: site oficialFacebookInstagramTwitter e YouTube

  • Um Brinde – O meu chamado é ser ponte

    Um Brinde – O meu chamado é ser ponte

    Nunca parei para refletir sobre o “meu chamado” e sobre para quê Deus me chamou na sua obra. Em miúdos, nunca me questionei sobre “quem sou eu no corpo de Cristo?” Mas reflito sobre uma citação do Fernando Pessoa: “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. Acredito que o meu chamado (não só o meu) foi assim: Deus quis, eu sonhei e assim a obra está sendo feita.

    Deus me colocou em um lugar onde poucas pessoas acham/pensam que é um chamado: chamou-me pra ser ponte entre o homem e o Evangelho. Em Mateus capítulo 5, verso 16, Cristo nos orienta a sermos luz para que possamos dar testemunho da graça de Deus. Eu posso ser missionário e mesmo assim não ser ponte. Ou seja, posso falar de Deus por aí, mas se não viver o tal Evangelho que prego, soo hipócrita e herético.

    Pontes têm a função de ligar, estabelecer relações, conectar. Pontes são referências. Principalmente aqui em Rio Branco, onde moro, cujas cidades definimos pelas pontes que as ligam.

    No entanto, ninguém quer fazer o papel de “ponte” no corpo de Cristo. Talvez porque seja mais atrativo ser pastor, missionário, cantor, palestrante, escritor, teólogo etc. Talvez pelo modismo neopentecostal impregnado em nossa cultura evangélica do quanto mais alto, melhor. Talvez seja porque fomos ensinados a sempre querer mais do que já temos. O Reverendo Geoffrey Thomas escreveu um artigo em 2013, intitulado O Chamado para o Ministério, e aqui eu separo algumas frases do autor que serviram de base para o título desse texto: “Uma vez que você entender que o seu trabalho deve ser focado principalmente no serviço ao Senhor, então você terá o desejo de saber onde poderá melhor apreciar o que isso requer.”

    Entendi que o meu chamado é ser ponte quando me toquei que toda minha vida reflete o amor do Pai. É claro que quem discorda dessa definição vai dizer que todos os outros “chamados” tem essa função. Compreendo. Mas o que digo é: ser ponte é estar aberto a todos os grupos sociais. Este é o meu chamado, porque Deus me capacitou para comunicar-se com todas as tribos e, isso é característica de poucos cristãos atualmente. Sou ponte, pois Jesus foi ponte e não impôs limite e nem padrão de “pessoas evangelizáveis”.

    É fácil falar de Deus para um universitário, por isso quero ver falar para um pedreiro. É simples evangelizar casais, quero ver evangelizar homossexuais. É tão fácil falar do amor de Deus para as gatinhas da praça, quero ver falar desse amor às prostitutas. Se você também não impõe limites e acha necessário que todos ouçam o Evangelho, então esqueça o cargo nominal que te deram na sua igreja pois você é ponte.

    “Os pais da Igreja, os Reformadores, os Puritanos e muitos outros o fartarão como modelos ministeriais” O estudo. Esse é um dos pontos fundamentais para um ministério. Estudar a bíblia, teologia, filosofia e o melhor, estudar a história da Igreja, nos ajuda bastante a entendermos o nosso chamado. “O ministério não é lugar para homens solitários ou sem amigos.” Quando estou próspero de bônus no celular, ele freneticamente já espera meus dedos discarem os números de amigos. É para eles que conto as minhas dores e risos, peço oração e opiniões sobre qual decisões tomar. Mas acima de tudo, evangelho é compromisso e não entretenimento. Não é para “ter algo pra fazer” e sim para cumprir aquilo que Deus quer pra nossas vidas. “(…) é o Senhor que faz com que os homens sejam pescadores de homens.” Acredito que só vamos parar de fazer balanços entre os dons ministeriais quando entendermos isso: é Deus quem escolhe, chama e capacita.

    Devemos ser essa ponte que conecta o evangelho aos pecadores e os conduz a Cristo. Pontes para quem tem dificuldades em enxergar o cais do outro lado. Por isso, a cada dia precisamos viver o Evangelho, pois sem Ele, o ministério não faz sentido. Sem Cristo não existe nem evangelho e nem ministério. Sejamos pontes. Um brinde!

  • Entrevista: Priscilla Alcântara

    Cantora, compositora e apresentadora de TV, Priscilla Alcântara é uma artista multitarefa e chega, em 2015, com um novo lançamento no mercado musical cristão, chamado Até Sermos Um. Ainda jovem, a intérprete assinou com o selo gospel da divisão brasileira da Sony Music, e em entrevista ao O Propagador fala um pouco da sua carreira musical.


    O PROPAGADOR – Como é a sua relação com a emissora SBT nos dias de hoje?

    Não tenho muito contato, a não ser quando participo de alguns programas de lá. Mas lá existem muitas pessoas que amo, saí “de bem” com aquela casa, que sempre me recebe muito bem.


    O PROPAGADOR – Você está no meio ‘gospel’ há certo tempo, mas a história da música cristã é muito mais longeva. Quais foram os músicos, no cenário nacional, que mais fizeram parte das suas audições? E no cenário não-religioso? Há algum(a) intérprete ou banda que tenha mais admiração?

    Sempre ouvi mais a música americana porque amava a black music, os grandes corais americanos, etc. Claro que tive as referências daqui também, amava ouvir Raiz Coral.


    O PROPAGADOR – Fale-nos um pouco da sua última gravação ao vivo acústica.

    Foi a gravação de um DVD acústico especial, dos meus 10 anos de carreira. Foi uma setlist cronológica de todos os trabalhos musicais que lancei nesses 10 anos. Foi muito especial, a casa estava lotada de pessoas que não considero fãs, mas amigos que foram comemorar aquele momento comigo.


    O PROPAGADOR – Você é responsável pelo Vlog de Tudo no YouTube, que tem feito sucesso, somando mais de 7,5 milhões de visualizações em apenas 4 meses. Como surgiu a ideia? Tens plano de expandir o conteúdo de vídeo?

    A ideia surgiu por eu sempre gostar de assistir vlogs e porque notei o quanto meu público se interessava no meu lado descontraído. Decidi fazer o vlog para fazer as pessoas darem risadas, e tem sido muito bom para mim e para eles! Quero expandir, sou apaixonada por produzir conteúdo de vídeos, amo criar!


    O PROPAGADOR – Você tem sido uma das jovens cantoras evangélicas que mais possui influência nas redes sociais, inclusive, em quatro meses você conquistou 400 mil inscritos em seu vlog. Como você usa essa influência no seu ministério e no que ela contribui para a divulgação desse novo trabalho?

    Em tudo o que faço coloco Jesus no meio. Muitas vezes sem usar palavras, mas com atitudes que refletem muito mais. Mas tenho sim um grande retorno nas redes sociais e sem medo de “perder likes” as uso para falar da verdade. Através das minhas postagens nas redes recebo inúmeros testemunhos, esse é meu objetivo. E claro, esses números colaboram muito para a divulgação do meu trabalho. O mais legal são as interações que posso fazer com meus seguidores, fazendo eles se sentirem por dentro de tudo. Aliás, são essenciais.


    O PROPAGADOR – Você, recentemente, lançou uma música em inglês, “I’ve Been Waiting”. Daqui um tempo, você tem pretensão de alçar voo para uma carreira internacional?

    Com certeza. Já tenho um projeto completo de um CD com minhas composições em inglês. Espero o momento certo para isso.

  • TOP 10 – músicas sobre santidade

    Sem santidade, ninguém verá o Senhor. Uma vida cristã buscando pureza é fundamental para todo cristão, e, pensando nisso, a equipe do O Propagador apresenta dez canções sobre este tema. Confira nossas escolhas!

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    Santidade – André Valadão

    Escrita por R.R. Soares, André Valadão e Ruben di Souza, “Santidade” é uma canção suave, conduzida pelo piano de André, e com uma interpretação bastante agradável. Sua letra pede para que seus ouvidos e visão sejam na mesma direção e foco que os de Cristo. (2010)

    https://www.youtube.com/watch?v=ukJSQqtkKQ4

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    Santificação – Elaine Martins

    “Santificação”, composição da dupla Gislaine e Mylena, magistralmente interpretada por Elaine Martins, se tornou um grande sucesso nas rádios por todo o país e teve grande aceitação nas igrejas. Com uma letra forte e que agrada em cheio o público pentecostal, o refrão “só entra no céu quem aqui for fiel, santificação pra morar lá em Sião”, foi um dos preferidos dos corais jovens Brasil a fora. Uma inquestionável e merecida canção para este TOP 10. (2014)

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    Santo – Ministério Unção de Deus

    De autoria do cantor Davi Sacer, “Santo” é uma das grandes canções do Ministério Unção de Deus, bem interpretada por Rafael Novarine. O eu lírico da canção afirma ser separado deste mundo e nascido de novo: “Eu sou santo / separado pra Cristo / Eu sou santo / sou nascido de Deus / Eu sou santo / minhas vestes no sangue lavei / ando no espírito sim“. (2005)

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    Obediência – Oficina G3

    Escrita pelo músico Celso Machado, “Obediência” faz parte de Depois da Guerra, um dos álbuns mais aclamados da Oficina G3. A letra desta canção é forte, afirmando que “o mundo é transitório / mas a verdade é eterna“, também alertando para a necessidade de ter obediência à Deus. (2008)

    https://www.youtube.com/watch?v=Tk3wiBeW7Ow

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    Remédio Sobrenatural – Anderson Freire

    Anderson Freire nos brinda com “Remédio Sobrenatural”, que faz parte de seu álbum Identidade, e é um clamor por santidade: “O mundo está enfermo e eu preciso me cuidar / Mas não é o que entra que vai me contaminar / O perigo mora dentro do meu coração / E quando sai é um veneno pra população / Tua santidade é o antídoto pra mim / Te perder de vista é enxergar meu fim“. (2010)

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    Guarda o que Tens – Lauriete

    Do álbum As Águas, “Guarda o que Tens” é um alerta gravado por Lauriete. A canção faz o ouvinte refletir o quão é necessário orar mais, buscar mais, ler mais a Bíblia e procurar, constantemente contato com Deus. Afinal, ninguém sabe o dia e a hora em que Ele virá. (2009)

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    Santidade – Aline Barros

    Parte do clássico Som de Adoradores, “Santidade” foi escrita por Davi Fernandes, e possui uma condução agradável. “Se meu corpo errar o caminho / Meu coração clamará por Ti / Abraça-me com Tua misericórdia / Vem me envolver, Tua face quero ver” são versos desta música, a qual é levada em forma de oração e cantada por Aline Barros. (2004)

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    Tudo o que eu Quero – Fernandinho

    A medalha de bronze vai para o cantor Fernandinho, com “Tudo o que eu Quero”, do álbum Sede de Justiça. Esta música é simples, mas direta no que se propõe, lembrando que “aquele que começou a boa obra em minha vida / não terminou“. (2007)

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    [tab title=”2º”]

    Na Corte do Egito – Trazendo a Arca

    “Na Corte do Egito” foi escrita por Deco Rodrigues e Luiz Arcanjo, mas foi cedida inicialmente para Fernanda Brum, que a gravou no álbum Profetizando as Nações. No entanto, a versão do Trazendo a Arca foi muito mais bem sucedida, tanto em público e crítica, com um arranjo criativo de Ronald Fonseca. Esta versão pode ser encontrada no clássico Marca da Promessa e ganha nossa medalha de prata. (2007)

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    Eu quero ser Santo – Eyshila

    O primeiro lugar vai para a cantora Eyshila, com “Eu quero ser Santo”, estruturada em forma de oração. O eu lírico diz que deseja ser mais alvo que a neve, renunciando tudo o que este mundo oferece com o intuito de agradar a Deus. Ouça. (2005)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Rocklogia – O fim da Aeroilis e de um ciclo

    A Aeroilis, como já dito aqui no site, foi o primeiro nome do chamado novo movimento. Em nossa última postagem, o grupo, em 2006, tinha um repertório para um próximo disco, mas uma série de contratempos ocorreram, o que demorou para a produção.

    Não são todos que possuem a oportunidade de viver somente da música. Muitos músicos, a maioria deles, possuem famílias, outras atividades, e não podem se concentrar totalmente numa carreira musical. Raphael Campos e Arvid Auras, em 2008, estavam lá, firmes e fortes, juntamente aos novos integrantes Fi Silveira e Alan Wenning. A primeira faixa divulgada ao público foi a canção “Cega Inocência”, uma crítica subliminar aos cristãos que são enganados por falsas doutrinas. Com mais teclados, experimentações e uma produção musical mais afiada, era a prévia de um grande álbum: Nada Mais Além.

    O disco foi lançado para download em 30 de abril de 2010 (mesma data do lançamento de Ainda não É o Último), e foi masterizado pelo experiente Lampadinha. Duas músicas em particular me agradam: “Não Importa Mais” e “Seguirei”. No geral, o trabalho é expressivo, consegue conter os vícios e exageros do primeiro e mesmo não nos deixando um clima de despedida, fecha muito bem sua curta discografia.

    A ideia de lançar pela internet se mostrou bem acertada, com tantos downloads, o servidor teve problemas. Por isso, a banda acabou distribuindo o disco também em SMD, por um preço de cinco reais. O material ainda acompanha um pequeno encarte, com as letras das músicas.

    https://www.youtube.com/watch?v=1aAw9gQUTdE

    O retorno do grupo aos palcos foi lento, mas ocorreu. Alguns shows foram feitos até 2013. O grupo se juntou a Tanlan e o Quarto Fechado em algumas apresentações, mas, em 2013, Arvid Auras anunciou o fim do grupo, uma decisão que partiu principalmente de Raphael Campos, tornando realidade, então, o fim da Aeroilis. No entanto, os dois discos produzidos, sem dúvida, ficarão na história do rock cristão nacional.

    O disco Nada Mais Além, aliás, representa, em minha visão particular, um fim de um movimento. Após este disco e Esperar é Caminhar, do Palavrantiga (que falaremos semana que vem), o novo movimento parece ter deixado de passar o seu sentido original (uma resposta e contestação musical/lírica para a decadência do movimento gospel) para se tornar uma mera ideologia de mercado abraçada por artistas de vários gêneros. Aliás, seria muito incoerente um movimento de início nos anos 2000 perdurar por mais de uma década.

    Para mim, o fim do novo movimento em meados de 2010 é visível, já que em 2011, vários novos artistas absorvidos pelo mercado, com poesias e músicas para o público jovem lançam discos de estreia, como Marcela Taís e Bruno Branco, além de ganhar força o conceito inconsistente de crossover, mercadologicamente falando, para a boca de artistas e gravadoras.

    Aliás, o conceito de novo movimento ainda precisa ser melhor trabalhado aqui na Rocklogia, e estou convicto de que o próprio texto o qual escrevi ano passado encontra-se muito desatualizado e, em partes, equivocado. Mas um dia chegaremos lá, nem que seja em uma publicação futura. Prometo.

  • Um Brinde – “Gravidade” do Supercombo e o otimismo cristão

    A música que dominamos como “secular” a ser analisada hoje nessa humilde coluna se chama “Gravidade”, da banda Supercombo. Já fazia tempo que eu queria fazer uma série de textos de músicas do Supercombo e, acho que agora vou conseguir fazer isso. Esta banda de rock é, indiscutivelmente, uma das melhores do cenário nacional. E depois de sua passagem pelo reality show Superstar da Rede Globo, sua notoriedade ficou mais ampla.

    Conheci a banda no início de 2014 e foi logo quando lançaram seu álbum mais ousado, Amianto. As letras e voz de Léo Ramos, baixo de Carol Navarro, guitarras de Pedro Ramos, os teclados de Paulo Vaz e a batera do Raul, são elementos que estranhamente se combinam e mesmo sendo muito diferentes um do outro, eles conseguem ser bem parecidos quando se trata de música boa. Para quem me acompanha a mais tempo, sabe que já escrevi aqui sobre pessimismo baseado em um outro texto do meu colega Tiago Junior. Mas hoje eu quero falar um pouco do otimismo cristão.

    A música fala de duas pessoas e aí você pode encarar essas “duas pessoas” como bem quiser: relação de homem e mulher, relação de amigos, relação de chefe e empregado e, até relação do homem e Deus. Decidi elencar alguns trechos da música e relacionar com o nosso comportamento otimista. Que o Senhor nos guie em amor e nos faça perceber que precisamos muito dele.

    Eu vou te mostrar o quanto eu sou

    Capaz de aguentar o que for Preciso

    Preciso

    A música já começa com uma promessa: “eu vou te mostrar”, que indica a necessidade de aguardar. Cristo disse que voltaria a nós (João 14:18). Essa segurança que temos diante de situações as quais nos mostramos fracos são essenciais para o nosso aprendizado e crescimento. Mais a frente, o eu lírico explica o porquê da promessa e justifica que vai mostrar que ele é “capaz de aguentar o que for preciso”.

    Cristo aguentou o que foi preciso morrendo na cruz, mesmo muitos não acreditando e esperando que ele desse um jeito de escapar dali. Afinal de contas, Ele era o filho de Deus, tinha poder, podia sair dali a qualquer momento e se livrar da morte. Nós muitas vezes agimos assim: podemos escapar daquela amizade que só nos leva pra pior, podemos terminar com aquele namorado chato que só quer o nosso corpo, podemos terminar com aquela garota que só olha pra nossa conta bancária, podemos sair do nosso curso chato que entramos só porque não conseguimos algo melhor no ENEM. Mas, mesmo assim, não o fazemos. Continuamos firmes, mesmo com sequelas, continuamos mesmo não sabendo o porque. Levamos tanto tapas na cara que até nos perguntamos se realmente devemos passar por isso. E isso acontece por que? Não tenho outra resposta senão o pecado. Ele é o que nos afasta de Deus e Deus é O Alfa e Ômega, Ele é quem manda e desmanda, quer e efetua. Ele não compactua com o pecado. Mas nós somos capazes.

    Lembro que quando fui fazer a prova para entrar no curso de música, eu fiz uma singela oração: “Pai, seja feita a Tua vontade / Mesmo que essa vontade implique na minha tristeza / Na minha derrota e na minha ira / Seja feita somente a Tua vontade!” Quando nós fazemos isso, Deus nos responde com um “eu vou te mostrar o quanto eu sou / capaz de aguentar o que for preciso”. Esse “aguentar” significa a paciência de Deus com os nossos pecados. E onde está o otimismo nisso tudo? Na plena confiança em Deus.

    Estou há mais ou menos 6 meses sendo missionário urbano e, até hoje nenhuma pessoa chegou pra mim e disse “Jhonata, eu quero viver pra Jesus agora. Ore por mim!”. Detalhe: “ore por mim!” eu sempre ouço mas o “eu quero viver pra Jesus agora” não. Mas eu creio na soberania de Deus e sei que todo o processo de conversão de qualquer individuo é dEle. Eu disse TODO O PROCESSO. A minha ação de ir e pregar não é um fim para a conversão, pois Deus já escolheu os seus antes da fundação do mundo (Efésios 1:4).

    Não há nada

    Que nos prenda

    De alcançar um lugar ao sol

    Largar o que é ruim

    Não esquenta

    Um dia agente vai envelhecer

    E rir do que passou

    Essa é a parte mais otimista da música. “Largar o que é ruim” tem tudo a ver com o que eu disse mais acima: largar o pecado e viver pra Deus. Aqui a música nos dá um outro indicativo interessnte: não há nada. Graças a morte de Cristo, a misericórdia infinita do nosso Deus e a sua graça em nos amar e salvar, podemos dizer que não há nada que nos prenda e impeça de buscarmos o Pai. O maior inimigo de nossas vidas somos nós mesmos. O nosso próprio pecado confronta com toda nossa boa vontade. Largar o que é ruim é reconhecer que precisamos de melhoras. Precisamos ser mais humildes e otimistas com as nossas escolhas.

    Devemos mostrar para Deus que podemos suportar o que for preciso para agradá-lo. Podemos aguentar toda essa confusão que nos ronda no mundo, podemos suportar as crises existenciais, filosofias erradas e até a morte se for preciso em amor do seu nome. Por amor a sua graça, a Ele e por tudo que ele faz por nós. O maior otimismo de nossas vidas é a fé. E não é uma fé barata e nem suspeita, é a fé em Cristo que nos salvou mesmo antes de nascermos. O amor dele nos faz ser otimistas mesmo quando somos pessimistas.

    Meu caso, por exemplo, sou pessimista com o homem e com a política, mas minha fé me possibilita crer em dias melhores. Eu não sairia da minha casa para evangelizar se eu não acreditasse na mudança do homem. Mas eu acredito e acredito que podemos largar o que é ruim todos os dias: a começar pelo nosso orgulho, algo muito grande; e depois pelos nossos mais íntimos pecados que nos afastam de um vida em santidade com Cristo. Ouça a música inteira e ore para que Deus trate o que há de ruim em você. Um brinde!

  • Análise: CD Janelas da Alma – Gisele Nascimento

    Análise: CD Janelas da Alma – Gisele Nascimento

    Gisele Nascimento é uma mezzo-soprano e dona de um timbre belíssimo. Conhecida pela voz calma e suave, a cantora vem ganhando muitos admiradores ao longo dos anos de seu ministério. Logo depois da parceria com sua irmã, Michelle Nascimento e seu primo, Wilian Nascimento no Trio Nascimento, cada um seguiu seu caminho indo trabalhar em seus próximos projetos solos. Agora em 2015, Gisele nos apresentou seu oitavo álbum, Janelas da Alma, com produção de seu pai, Tuca Nascimento, lançado pela gravadora MK Music. O disco traz duas participações: Tuca Nascimento e Alice (intérprete da primeira versão de O Sonho Não Acabou).

    Escolhida como single, Janelas da Alma, de Anderson Freire, recebeu boa aceitação pelo público e já está sendo executada em várias rádios e igrejas. Ao som do piano, a canção começa ganhando destaque pela suavidade imposta pela intérprete. Essa música ganhou um videoclipe que merece ser visto e ouvido! Em seguida, escrita por Vinicius Marquezani, temos Ele te Escolheu, que vem suavemente. A canção cresce com o seu desenrolar, Gisele passa uma mensagem muito forte, versando sobre a fidelidade de Deus sobre às nossas vidas, sendo assim uma das melhores do álbum.

    Imensurável é assinada por Anderson Freire, versando poeticamente acerca da grandeza de Deus e em Seu poder. Na voz de Gisele, a canção ganhou um brilho inexplicável. Parabéns ao compositor e a intérprete. Não Nego, Sou Servo é composição das irmãs, Gislaine e Mylena. É essencialmente pentecostal, desde a letra até aos arranjos, apesar da inserção do pop. Essa é aquela música que parece ser feita especialmente para os grupos de jovens, com um refrão fácil e movimentado. Gisele trouxe uma ótima interpretação para esta canção que poderia virar mais um clichê pelo tema, portanto, o resultado final foi espetacular.

    Em Confiança temos um dueto simples, porém marcante. Gisele convidou sua amiga, Alice, que deu a honra de participar deste projeto. A canção é composta por Anderson Freire e Stefano de Moraes, sua mensagem principal é a esperança, mostrar que é necessário esperar em Deus, pois é depois da tempestade que a bonança vem.

    Com um título instigante, Guerra dos Santos de Dione Freire, vem pra completar o time das canções pop/pentecostais do álbum. Essa canção está dividindo opiniões, alguns acham que Gisele veio com um tom muito alto, já outros gostam do que lhes foi apresentado. Apesar de tudo, vale a pena ouvir esta canção que tem uma ministração incrível no final, porém, acho que a música ficaria melhor na voz de sua irmã, Michelle Nascimento.

    Anderson Freire estava inspirado quando escreveu Sistemas, a sétima faixa deste álbum. Com uma letra que fala sobre os fariseus e o sistema, a canção mescla passado com atualidade. O refrão é um pedido para o Senhor, querendo uma válvula de escape desse conformismo presente nos dias de hoje na vida de muitos cristãos. E se você não prestar atenção, a participação de Tuca Nascimento vai passar despercebida.

    Não tem como não comparar Cálice da Renúncia com “O Mapa do Tesouro”. A letra e a melodia desta canção lembra muito o sucesso anterior, digamos que é uma continuação da mesma. Gisele ainda nos deixa uma referência no final quando diz “não despreze a sua cruz”.

    Na sequência vem mais uma composição do Anderson Freire, Formação Adorador, está aqui é a minha preferida de todo disco. Letra e arranjo se encaixaram perfeitamente, formando um ótimo conjunto. Nela, entendemos que a essência da nossa vida é ser um adorador que adora a Deus em todo tempo, seja na alegria ou na dor.

    E quando chegamos na última faixa, Através da Fé de Eduardo Schenatto, Gisele mostra que não perdeu o fôlego e ainda tem muito a nos passar. Com autoridade e ousadia em cada nota desta canção que fala sobre a importância da fé nos momentos de adversidade, Gisele fecha o repertório com chave de ouro, destaque para os backing vocals que se destacaram.

  • Cassiane – discografia e obra

    Nascida em Nova Iguaçu, Cassiane foi a cantora pentecostal mais notória no fim dos anos 90/início de 2000, com discos que venderam milhões de cópias, sob a produção de seu marido, Jairinho Manhães. Até hoje, continua a ser uma das principais cantoras do meio cristão nacional.


    Guia discográfico

    Cristo é a Força (Melodia Celeste/1981): Basicamente pop, com arranjos simplórios e um vocal em evolução, Cassiane iniciaria sua carreira tratando dos desafios e sofrimentos da vida cristã. (Nota: [usr 2])

    Dou Glória a Deus (Melodia Celeste/1983): Trazendo melodias mais bem arranjadas, com influências do pop, country e da Jovem Guarda, a obra mostra a cantora bem melhor desenvolta em relação ao primeiro trabalho. (Nota: [usr 3])

    Rosa de Saron (Melodia Celeste/1985): Em evidente puberdade, a voz de Cassiane passou a mudar, em fase de transições, enquanto a sonoridade seguiu as influências da Jovem Guarda, sem maiores novidades. (Nota: [usr 2])

    Desafio (Som e Louvores/1987): Se movendo cada vez mais para temáticas pentecostais, é o primeiro disco de Cassiane que traz os elementos musicais que a fariam notória. (Nota: [usr 3.5])

    União (Som e Louvores/1991): Primeiro disco da cantora nos anos 90, evolui musicalmente ao trazer arranjos de metais e uma produção musical dentro das tendências da época. (Nota: [usr 3.5])

    Atualidades (MK Music/1992): Totalmente dentro de sua zona de conforto, Atualidades não proporciona nenhuma novidade, sonoramente falando, de Cassiane. (Nota: [usr 2])

    Força Imensa (MK Music/1993): Primeira produção de Jairinho, o disco é um dos mais ecléticos da carreira de Cassiane, fundindo pop, sertanejo, axé, enriquecendo o repertório, que contém músicas como “Igreja Pequena” e “Força Imensa”. (Nota: [usr 4])

    Puro Amor (MK Music/1994): Assemelhando-se  a proposta de Força Imensa, em Puro Amor, no entanto, a sonoridade não soaria tão eclética, mas se tornaria fundamental para seu sucessor, Sem Palavras. (Nota: [usr 3])

    Sem Palavras (MK Music/1996): Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua, assim como as anteriores, mas que, desta vez, remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje. (Nota: [usr 4.5])

    Para Sempre (MK Music/1998): Com uma produção musical mais bem trabalhada em relação a todos os discos anteriores, Para Sempre faz Cassiane uma cantora mais forte, especialmente pelo hit “Vou Seguir”, um clássico em sua carreira. (Nota: [usr 4])

    Com Muito Louvor (MK Music/1999): Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais. (Nota: [usr 4.5])

    Recompensa (MK Music/2001): Uma sequela perfeitamente agradável de Com Muito Louvor, este disco não perde o fôlego e brinda o ouvinte com grandes faixas, como “500 Graus”, “Recompensa”, “Minha Bênção” e “Aqui tem Glória”. (Nota: [usr 4.5])

    A Cura (MK Music/2003): A produção mais inventiva de Jairinho, mas não tão sólida quanto as anteriores, mostra Cassiane buscando se renovar, musicalmente, falando. (Nota: [usr 3.5])

    Sementes da Fé (MK Music/2005): Com a participação de bons músicos, como Emerson Pinheiro e Bene Maldonado, é um registro que tenta trazer, na verve pentecostal, o contexto congregacional que explodiu no início dos anos 2000 trazendo, aliás, um shofar. (Nota: [usr 3.5])

    25 Anos de Muito Louvor (MK Music/2006): Trazendo os seus maiores sucessos, 25 Anos de Muito Louvor não é apenas um registro bem-sucedido de Cassiane, mas conta a trajetória da música pentecostal, de fato. Com a participação de Jayane, e de seu marido Jairinho, consegue abranger, muito bem, todas as fases da artista. (Nota: [usr 4])

    Faça Diferença (Reuel Music/2007): Com composições, em maioria, assinadas por Anderson Freire, apresenta uma Cassiane mais tradicional ao pentecostal do que em relação aos trabalhos anteriores. (Nota: [usr 3])

    Viva (Sony Music/2010): Buscando sonoridades diferentes, é um dos álbuns mais pop rock de Cassiane. Utilizando-se de mais violões, guitarras e cordas, as melodias do álbum foram ecléticas sem perder o tom do pentecostal. (Nota: [usr 3])

    Ao Som dos Louvores (Sony Music/2011): Prometido como um “retorno às origens”, o álbum trouxe, em menor consistência, temáticas e arranjos que Cassiane apresentou durante sua carreira. Ao Som dos Louvores é um disco cansativo, com harmonias engessadas, temas repetitivos e uma crise de criatividade do produtor Jairinho Manhães. (Nota: [usr 2.5])

    Um Espetáculo de Adoração (Sony Music/2013): O setlist foi composto de canções dos álbuns Viva e Ao Som dos Louvores além do romântico O Amor Está no Ar e três faixas inéditas: “Não vou me calar”, “Avivamento” e “Na orla do teu manto”. Nenhum sucesso estrondoso, mas são canções de qualidade inegável e que ganharam um fôlego a mais no ao vivo, abrilhantadas pela presença de palco de Cassiane. (Nota: [usr 3.5])

    Tempo de Excelência (MK Music/2013): Com músicas agradáveis de se ouvir, repertório muito bem escolhido e interpretações interessantes de Cassiane, o engavetamento do projeto mostrou-se um desperdício tanto para a artista, quanto a gravadora. (Nota: [usr 3])

    Eternamente (MK Music/2015): Com composições mais bem trabalhadas, produção musical mais correta, mas com a influência pop dos discos anteriores, Eternamente se sai positivamente. (Nota: [usr 3.5])


    Melhores músicas

    500 Graus, Amigo Espírito Santo, Com Muito Louvor, Desafio, Hino da Vitória, Igreja Pequena, Imagine, Minha Bênção, Minha Morada, Oferta Agradável a Ti, Recompensa, Sementes da Fé, Tudo Novo e Vou Seguir.


    Notícias e matérias sobre a Cassiane

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado a Cassiane no O Propagador, clique aqui.

  • Deus em Debate – O Argumento Ontológico

    De volta à série “Por que acreditar em Deus?”, trataremos agora do Argumento Ontológico.

    O Argumento Ontológico demonstra de forma clara, lógica e simples a necessidade da existência de Deus. Inicialmente, o argumento ontológico foi proposto por Santo Anselmo (d.C. 1033–1109) nos capítulos II e III do seu texto “Proslogium”, escrito em 1077 – 1078.

    Além disso, este argumento tem sendo criticado e acolhido por muitos dentre os séculos, homens como São Tomás, Kurt Gödel, Leibniz, René Descartes e Kant perscrutaram este argumento apresentando suas observações e críticas. Porém, meu objetivo não é apresentar a opinião ou observação destes homens, mas sim explanar o argumento ontológico de forma clara e prática.

    Ontológico é tudo aquilo que é relativo à Ontologia “ontos” (ser) e “logos” (estudo, discurso) que significa “estudo do ser”. A aparição do termo data do século XVII e sua origem é grega. Este conceito é muitas vezes confundido com metafísica, e isto é totalmente equivocado. Na verdade, a ontologia é um aspecto da metafísica que procura categorizar o que é essencial e fundamental em determinada entidade.


    Graham Oppy, filósofo australiano, classificou os argumentos ontológicos em: definicional, conceitual, modal, Meinongian, experimental, mereológico e hegeliano. Analisaremos a versão modal deste argumento que trata das possibilidades empregadas nas premissas apresentadas em favor da existência de Deus. O argumento modal de Alvin Plantinga é provavelmente o melhor argumento para a existência de Deus. Ele usa as leis da lógica modal que age semelhante a uma prova matemática. Analisemos juntos as premissas de Plantinga:

    1. É possível que um ser perfeito exista.
    2. Se é possível que um ser perfeito exista, então um ser perfeito existe em algum mundo possível.
    3. Se um ser perfeito existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.
    4. Se um ser perfeito existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no atual.
    5. Portanto, um ser perfeito existe no mundo atual.
    6. Logo, Deus existe.

    a) Análise das premissas: Bem, depois dessa série de premissas você pode ter ficado, a princípio, meio confuso com o que foi apresentado, mas não se preocupe, pois vamos esclarecer passo a passo os pontos supracitados.

    1. É possível que um ser perfeito exista.

    A primeira premissa é a mais importante, pois é através dela que todo o raciocínio será desenvolvido. Caso esta premissa falhe, então todo o argumento se tornará obsoleto. Faça a si mesmo a seguinte pergunta: É razoável a ideia de um ser perfeito? Se sua resposta for sim, então estamos prontos para ir para a próxima premissa, se for não, continue mesmo assim, pois quero levá-lo à compreensão do argumento como um todo, bem como livrá-lo de possíveis erros de má interpretação acerca do mesmo.

    2. Se é possível que um ser perfeito exista, então um ser perfeito existe em algum mundo possível.

    Primeiramente, você deve entender um conceito filosófico chamado mundo das ideias, ou eidos (em grego), pois esta é uma maneira dos filósofos testarem uma ideia para ver se é lógica, indagando se ela existiria em um mundo possível semelhante ao nosso, contudo, a única coisa que as pessoas parecem não entender perfeitamente no argumento é a forma pela qual Deus é definido. Há três maneiras de definir um ser ou entidade no Argumento Ontológico: Entidade impossível, isto é, não existe em nenhum mundo possível. Exemplo: um círculo quadrado. Entidade contingente, isto é, existe em alguns mundos possíveis. Exemplo: unicórnio. Entidade necessária, isto é, deve existir em todos os mundos possíveis Exemplos de entidades necessárias são: Números, verdades absolutas e definições de formas (figuras geométricas).

    3. Se um ser perfeito existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.

    Um ser perfeito, sendo uma entidade necessária, não pode ser falso ou falhar em existir em qualquer mundo possível. Consequentemente, ele tem que existir necessariamente em TODOS OS MUNDOS POSSÍVEIS, pois do contrário não seria perfeito. As próximas premissas são deduções lógica-modais incontroversas, ou seja, não será necessário apresentar explicações para as mesmas.

    4. Se um ser perfeito existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no atual.

    5. Portanto, um ser perfeito existe no mundo atual.

    6. Logo, Deus existe.


    Então, se sente convencido? Bem, a questão não é a forma como você se sente, mas sim a maneira como é o argumento é logicamente coerente. Agora que, felizmente, você sabe como Deus é definido no argumento, você pode entender como o Argumento Ontológico funciona. Concluímos que o argumento ontológico, sendo cabalmente compreendido, é uma prova irrefutável da existência de Deus através dele mesmo, ou seja, sem a necessidade de nossas experiências ou evidências pessoais. Se você quer aprender sobre este e outros argumentos, então fique ligado na coluna Deus em Debate e, é claro, deixe seu comentário, elogio, ou crítica abaixo. O importante é seu feedback.


    Referências

    Geisler., N. (2002). Argumento Ontológico. São Paulo: Enciclopédia Apologética.