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  • Um Brinde – Sobre afastamentos, crises internas e eternidade

    Um Brinde – Sobre afastamentos, crises internas e eternidade

    Nessa última semana, me senti sozinho e mal por dentro. Sozinho não no sentido “sem ninguém” da palavra, mas no sentido de “preciso de alguém para ouvir o que estou sentindo”. Tenho um amigo que também está passando por uma barra difícil e, temos lidado com isso da melhor maneira que podemos. As vezes é necessário que sofremos uma barra difícil, cuja solidão nos dê forças para revigorar nosso interior. Em alguns casos, é necessário ser traído para entendermos a imperfeição humana. As vezes é necessário que fiquemos mais alerta para não deixarmos nos influenciar pelas coisas que nos afastam de Deus. Esse texto com certeza sairá mais como um desabafo do que algo devocional ou teológico. Que Deus nos guie em amor!

    Não faz muito tempo que eu tive de me afastar de alguns amigos. Isso é até estranho, porque se afastar de pessoas que você ama é algo muito ruim e que nos machuca demais. Mas o motivo deste afastamento foi por amor a eles. Com amor, eu precisava fazer e creio que fiz a coisa certa. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co 13:7). Mesmo o meu coração ardendo de desejo para estar com eles, se envolver nas coisas que eles estão fazendo, prefiro renunciar esse desejo e deixar que eles fiquem à vontade sem mim. É aí, nestes momentos, você entende que nunca fez parte daquilo. Em todo o tempo, você foi intruso, esteve lá de penetra. Não estou julgando meus amigos e esse texto nem é para falar deles, mas estou querendo dizer que até a boa amizade precisa ser interrompida quando um dos envolvidos não se sente bem com a sua presença. Esse texto é pra apontar para o nosso interior e arrumar a bagunça que existe lá. É nesses momentos que passamos quando entendemos a imperfeição e do quanto precisamos da graça de Deus.

    Talvez por essa fase de sentir-se sozinho ou por eu ainda gostar, voltei a falar com minha ex-namorada e, estamos nos dando muito bem como sempre. Passei a vê-la como uma amiga, alguém que eu posso contar ao invés de apenas desejá-la como mulher e querer que ela satisfaça minhas vontades. E é disso que quero falar: relacionamentos. Quando colocamos nossas vontades acima do querer do outro, daquilo que o outro pensa e deseja, estamos sendo egoístas e nada cristãos.

    Eu gostaria que pensássemos relacionamento como algo intrínseco e presente em nossas vidas. Indo além, nossos relacionamentos estão 24hs acontecendo, em movimento sempre e correndo riscos. Estamos sujeitos a perder amigos por causa da rotina, por causa de nossos interesses egoístas e até por não querermos entendê-los. Gostaria que pensássemos o quão nossos relacionamentos dependem da dedicação dada a eles. Sempre vai existir duas classes: colegas e amigos. Colegas são aquelas pessoas a qual fomos obrigados a ter vínculos, seja pelo trabalho, faculdade, igreja local etc. Amigos são os colegas que através de uma seleção pessoal escolhemos para que façam parte de nossas vidas. Eu valorizo ambas as classes. Zelo pelos colegas, pois sei quem os colocou em minha vida e Ele não faz nada aleatoriamente. Zelo pelos amigos, pois eles são os escolhidos de Deus para correr comigo nesse caminho chamado vida.

    No entanto, é inevitável não pensar que nunca teremos de nos afastar das pessoas que amamos. Não faz parte da nossa cultura desenvolver uma técnica que faça com que as coisas ruins da vida sejam louvavelmente agradáveis e para o nosso crescimento pessoal. Fomos ensinados que as coisas ruins só servem para uma coisa: ser tiradas de nós. Concordo que não precisamos e nem devemos ficar com algo ruim se podemos tirá-las, mas isso pode nos fazer olhar mais pra si e menos para o problema. Mais para o que é eterno e menos para o que é efêmero. Mais para Deus e menos para os homens. Se afastar de que ama dói, mas as vezes é necessário. Sofrer sozinho é algo muito ruim, mas necessário para pensarmos melhor em nossas atitudes e relacionamentos. E olhar para Deus é muito melhor do que qualquer coisa. Ele é o centro, Ele é o foco. Para quem você tem olhado?

    Um brinde!

  • Análise: CD Eternamente – Cassiane

    Depois de quatro anos sem lançar um projeto inédito, Cassiane lança o álbum Eternamente, que marca sua volta à gravadora MK depois de oito anos. Com o início das gravações em 2014, o disco foi produzido por seu esposo, Jairinho Manhães, e gravado no estúdio do casal, o Reuel Estúdios. Provisoriamente chamado de Minha Essência, seria distribuído pela Onimusic, contudo, após a intérprete voltar para MK Music teve seu título alterado.

    Cassiane surpreendeu a todos no ano de 2007 com a notícia que, praticamente, ninguém esperava: sua saída da gravadora MK Music. A cantora afirmou que para Deus tudo tinha um tempo e Ele vinha direcionando-a para essa decisão. No final de novembro do mesmo ano, Cassiane lançou o disco Faça Diferença de forma independente e o resultado foi um sucesso – 100 mil cópias em apenas 15 dias de lançamento – mas a história não parou por aqui.

    Logo após, a gravadora mostrou que não aceitou muito bem a decisão de Cassiane e entrou com um processo contra a cantora que foi acusada por formação de quadrilha e teve que retirar todos os discos do mercado, caso contrário pagaria multa por cada CD que fosse encontrado nas lojas. Depois de toda essa confusão, ficou decidido que a intérprete voltaria para entregar um último projeto dando fim, de uma vez por todas, no contrato.

    No ano de 2010, Cassiane entregou o álbum Tempo de Excelência como forma de encerrar o contrato com a MK. No entanto, o disco nunca foi lançado no formato físico, somente em formato digital, três anos depois. É nítido que o engavetamento do projeto mostrou-se um desperdício tanto para a artista, quanto para a gravadora. A cantora assinou contrato com a Sony Music Brasil, pela qual lançou dois álbuns inéditos, um projeto de músicas da Harpa, DVD de bastidores, além de um CD e DVD ao vivo composto de canções dos álbuns Viva (2010) e Ao Som dos Louvores (2011), fora o romântico O Amor Está no Ar e três faixas inéditas: “Não vou me calar”, “Avivamento” e “Na orla do teu manto”. Viva, por exemplo, recebeu a melhor certificação de Cassiane desde o álbum 25 Anos de Muito Louvor (2006), disco de platina duplo pela Associação Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD).

    Em 2015, sem nenhum vínculo com outra gravadora, – após sair da Sony Music depois de lançar o CD e DVD Um Espetáculo de Adoração (2013) – a cantora assinou contrato com a sua antiga gravadora, MK Music, para alegria de muitos e descontentamento de outros. Se comercialmente a cantora vive tempos bons, musicalmente não alcança tanto consenso. Com a entrada na antiga gravadora, fãs mais saudosistas acreditam numa “volta por cima” de Cassiane e seu produtor Jairinho, que surpreenderam o público pela última vez com A Cura (2003). Contudo, ainda é muito cedo para tirar conclusões precipitadas.

    Minha Essência, de Tony Ricardo, foi a canção escolhida como single e enviada para as rádios de todo o Brasil. A música fala sobre fidelidade a Deus e em não se deixar ser influenciado pelo mundo. A escolha, certamente, foi equivocada: o CD tem canções muito melhores para serem trabalhadas. Assim como ocorreu em Ao Som dos Louvores certamente acontecerá também aqui, em que a música de trabalho foi “Gritai”, mas o maior sucesso e hit moral daquele álbum foi outro, “Amigo Espírito Santo”, tocada até hoje em diversas rádios e igrejas. Sonoramente, a canção é pop rock, com destaque para a bateria e o baixo, executado por Marcos Natto.

    Eternamente, de Marcos Brunet, tem uma letra curta e vertical, tratando sobre o poder de Deus. Destaque para o trecho em que Cassiane canta “Hosana nas alturas e glória em toda terra”, juntamente com um arranjo de cordas e os vocais de apoio, formados por Lilian Azevedo, Josy Bonfim, Hedy Barbosa, Paulo Zuckini e Roby Olicar. Jairinho soube conduzir muito bem seus arranjos nesta canção, fazendo uma música simples ‘roubar a cena’.

    Na sequência vem Submisso, escrita por Jonathas Santos e Bruna Dezid. Sem a menor dúvida, é um hit em potencial. O arranjo foi preciso. Destaque para a bateria de Sidão Pires, que se entrelaça bem com a cozinha instrumental, especialmente no trecho “Eu me submeto ao teu querer, a resposta vem da oração, minha vitória tem data marcada, é o tempo de Deus, a vontade de Deus”. Embora seja um tema clichê, a interpretação da cantora agregou valor.

    A Oferta Sou Eu, de Tony Ricardo, tem um dos discursos mais importantes do álbum. Contrariando todos os chavões neopentecostais, a canção transgride o antropocentrismo no meio evangélico e reforça a soberania de Deus, ao som de um arranjo suave, com destaque para as cordas e violão.

    Composição de Anderson Freire, A Carta traz os elementos que tornaram o músico conhecido pelo país. A letra versa, de forma emocional, acerca do que muitos cristãos passam atualmente. Anderson fez uma boa referência ao falar sobre o Calvário nessa faixa. Cassiane soube dar o tom certo para a música e o resultado final é belíssimo. Merece destaque a frase “Tua vida é uma carta que Deus está lendo para o mundo ouvir”. Essa é, sem dúvidas, uma das melhores faixas do disco.

    Compositor dos maiores sucessos de Cassiane nas igrejas, como “Abraço do Noivo” e “Tremendo e Santo”, Rogério Junior é quem assina a próxima canção, Pra Casa Eu Vou. Após dez anos sem uma composição sua nos discos da cantora, a parceria foi retomada em grande estilo, pois é a melhor música do álbum. A faixa fala sobre o arrebatamento e o que a igreja faz enquanto espera a volta de Cristo, “oh, aleluia, ninguém vai roubar minha coroa, eu sei que estou chorando as últimas lágrimas”. Esta canção tem tudo para ser uma das melhores do ano, com ótimos arranjos e uma interpretação marcante da artista.

    A Muralha, de Tony Ricardo, lembra aquelas músicas com temática acerca do exército de Deus. Musicalmente, traz todos os elementos clássicos das produções de Jairinho: vocais de peso, arranjo de metais e andamento acelerado. A letra fala que a estratégia dada por Deus para vencer a guerra é a fidelidade à adoração. Em contrapartida, apesar de ter uma letra interessante, se assemelha muito a “Gritai”, single de Ao Som dos Louvores.

    Mais uma composição de Anderson Freire, Tempo e Sacrifício conta a história de Jesus, falando sobre sua vida aqui na Terra. Os versos enfatizam que não foi na cruz que o Senhor se entregou, mas foi no Calvário quando a glória deixou, Ele consumou, pensando em nós em todo instante. Se fôssemos fazer um resumo da mensagem dessa faixa, poderíamos dizer que Jesus se sujeitou ao tempo de Deus. E se até Jesus soube esperar o tempo de Deus, por que nós queremos fazer as coisas diferentes? Fica a reflexão. Em seguida, Gigantes, de Jonathas Santos e Bruna Dezid deixa sua marca no álbum.

    Meu Ar, de Tony Ricardo, lembra outra composição do cantor, “Amigo Espírito Santo”. Com uma letra congregacional, mostra que nesse CD, Cassiane veio com mais canções neste estilo. Talvez por estar pastoreando uma igreja em São Paulo, a Adalpha – Assembleia de Deus Madureira em Alphaville –, a intérprete e seu marido tenham se influenciado por outros tipos de canções para o louvor das igrejas. A canção ganha brilho ao ser conduzida com piano e um naipe de cordas.

    De forma animada, chega a próxima faixa, Vai Dando Glória, de Douglas Alves. Com elementos de forró, recai no gênero que não pode faltar nos discos da artista. Em seguida, Sangue do Cordeiro, de Junior Maciel e Josias Teixeira é uma canção pop rock que chega a lembrar a vibe dos grandes sucessos da cantora. Cassiane soube impostar a autoridade em sua voz para cantar essa música de refrão forte.

    Mostra-me Tua Glória, de Vânia Santos é uma canção que vai emocionar muita gente, principalmente, pela letra, que acompanha as modulações instrumentais. O piano, por sua vez, dá espaço aos demais instrumentos. A musicalidade cresce, até atingir seu ápice. Os versos demonstram intimidade, em primeira pessoa: “eu sou contigo, tu és meu filho! Sou teu Deus, sou teu Deus!”. É a mensagem que falta nos discos de muitos cantores evangélicos do cenário atual.

    A última faixa é Tome Posse, composta por Tony Ricardo. Seus versos tratam da importância de se receber o milagre de Deus. Embora o título, talvez, sugira que se trate de um forró, a sonoridade é pop. Destaque para a ponte no final, principalmente, na frase “Deus comprou tua causa e não vai recuar”.

    Eternamente é um bom disco. O repertório e os arranjos foram bem construídos. É perceptível a significativa melhora da produção musical em relação aos projetos anteriores. Em contrapartida, a influência pop continua, e o álbum retoma, com timidez, a poucos elementos sonoros contidos nos projetos mais antigos de Cassiane.

  • TOP 10 – músicas sobre o preconceito

    O preconceito é um assunto que, infelizmente, nunca sai de moda. Manifestado através do racismo, xenofobia, bullying, etnocentrismo, no geral se manifesta através do julgamento alheio, sem qualquer prática de amor. Pensando nesta temática, apresentamos dez canções que falam de preconceito. Leia e dê o play.

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    Pedro Zé, um Nordestino – Catedral

    A banda Catedral, no terceiro trabalho, gravou a canção “Pedro Zé, um Nordestino” que, como o nome sugere, trata da questão da exclusão social e da xenofobia. Acabou se tornando um sucesso do grupo. (1991)

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    Somos Iguais – Semeando

    A nona posição é do grupo Semeando, que gravou a canção “Somos Iguais” no final dos anos 90. Esta música trata de forma bem simples que todos são iguais, independente dos preconceitos do homem: “Viver com dignidade é conseguir fazer / Do amor a força para vencer / Todo o sofrimento que o preconceito traz / É dar as mãos aonde há separação / Não há discriminação / Pra Deus somos iguais / Apesar do que o homem faz“. (1998)

    https://www.youtube.com/watch?v=mCGWrcbkCmk

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    Se – Rosa de Saron

    O oitavo lugar vai para o Rosa de Saron com “Se”, do álbum Lagitude, Longitude. A música, que conta com uma reflexão introdutória de Guilherme de Sá sobre o julgamento alheio pela aparência, sintetiza, toda a letra, que trata de amar sem preconceitos. (2013)

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    Meio Fio – Katsbarnea

    O Katsbarnea, em seu álbum Cristo ou Barrabás, escreveu “Meio Fio”, de autoria do ex-vocalista Brother Simion, em parceria com Estevam Hernandes. Na verdade, esta canção faz uma reflexão acerca do amor de Deus que, em sua visão, “está disponível a toda criatura“, afirmando que não importa quem seja o indivíduo, Cristo o ama. (1992)

    https://www.youtube.com/watch?v=N9lPMEn0AtI

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    Lucifeia – Resgate

    Tratando acerca do padrão de beleza, o Resgate gravou, no seu disco acústico, a canção “Lucifeia”, que trata de uma jovem que não enxerga a sua beleza interior desde que é pequena. Quando entende que a verdadeira beleza vem de dentro, a felicidade surge. (2001)

    https://www.youtube.com/watch?v=t3yPNwobBMc

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    Bullying, sai pra Lá – Cristina Mel

    Em seu disco infantil Fazendo a Diferença, Cristina Mel foi ousada e tratou de questões “espinhosas”, mas necessárias para as crianças. Uma delas, que ganhou destaque nas mídias, foi a pedofilia. Mas a cantora também cantou sobre o bullying, em “Bullying, sai pra Lá”. Ouça. (2014)

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    Olhos da Fé – PG

    Do álbum Senhor, Exaltado Tu És, PG escreveu uma música que trata do preconceito a deficientes e discriminação racial. “Olhos da Fé” também contém a participação de Juninho Afram, da Oficina G3, nas guitarras, nesta canção que trata de uma temática pouco comum no meio cristão, afirmando que “O homem atenta para o exterior / Deus vê o coração / Aprenda a ver com os olhos do Criador / Veja com os olhos da fé“. (2015)

    https://www.youtube.com/watch?v=fCSviY98YS0

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    Viver o Amor – Luiz Arcanjo

    A medalha de bronze é de Luiz Arcanjo que, em seu disco solo, escreveu o samba “Viver o Amor” que, como o nome presume, é uma canção que trata da importância de amar as pessoas sem olhar a quem. Na música, o cantor cita que o amor deve ser dado a cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, homossexuais, prostitutas, mendigos, a quem for. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=4LPgYoNsj2E

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    [tab title=”2º”]

    Ame Mais, Julgue Menos – Marcela Taís

    Carro-chefe do álbum Moderno à Moda Antiga, a canção “Ame Mais, Julgue Menos”, de Marcela Taís, é enfática na questão do julgamento e falta de amor, muito presente na ocorrência de preconceito: “Quem somos nós pra ditar / O valor de alguém? / Somos pó / Não podemos julgar ninguém“. (2015)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Jimmy – Fruto Sagrado

    O primeiro lugar vai para uma das poucas músicas que falam diretamente e muito claramente sobre o preconceito mais conhecido: o racismo. “Jimmy”, do Fruto Sagrado, conta a história de um jovem chamado Jimmy que, sendo negro e com o carro quebrado num local do Rio de Janeiro, não foi ajudado pelas pessoas em sua volta por causa da cor de sua pele. A canção foi tocada por quase uma década nos shows da banda. (1993)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções sobre o preconceito? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Fique Sabendo – André e Felipe, Gabriela Rocha, Aline Barros e muito mais

    No Fique Sabendo desta semana você fica por dentro do que aconteceu no segmento gospel e o foi novidade na música cristã. Esta edição está especialmente recheada de vídeos, o que evidencia a tendência dos cantores em investir em audiovisual.

    MK divulga trailer do DVD Extraordinária Graça de Aline Barros

    Nesta segunda-feira (26) foi lançado no canal oficial da MK Music no Youtube o trailer do novo registro audiovisual da cantora Aline Barros. O projeto gravado no HSBC Arena (RJ) no dia 13 de junho e contou com participações especiais dos cantores Bruna Karla e Fernandinho. Ao todo, o DVD reúne oito canções do CD Extraordinário amor de Deus, oito do CD Graça e uma canção inédita.

    + Aline Barros – Discografia e obra

    https://youtu.be/GG6U0Rlpnr8


    Sony Music lança projeto Sony Music Live com Gabriela Rocha e Paulo César Baruk

    Apresentado como um projeto inovador pela gravadora, O Sony Music Live o primeiro Sony Music Live – apesar do nome – não é ao vivo. O primeiro vídeo foi lançado no dia 20 deste mês e busca se diferenciar dos clipes normais por ser pouco editado e mais espontâneo.

    +Análise do CD Pra onde iremos? – Gabriela Rocha

    Confira abaixo o vídeo de estreia com a cantora Gabriela Rocha:


    Teleton 1

    A 18ª edição do Teleton, programa beneficente que promove arrecadação de recursos para a AACD superou sua meta que era de 26 milhões em doações superando a marca dos 31 milhões, feito notável mesmo o país enfrentando um momento de crise. Artistas evangélicos também marcaram presença representando a comunidade cristã. Régis Danese cantou a canção Profetizo, single do seu álbum mais recente pela MK. Priscilla Ancântara, Damares e Aline Barros também se apresentaram no palco do programa.

    +Top 10 cantores gospel de maior destaque na atualidade

    Veja vídeo:


    Teleton 2

    O Napster, plataforma de distribuição de música via streaming abraçou a causa do Teleton e criou o projeto Napster em Casa. Diversas apresentações foram transmitidas ao vivo através do sistema do Napster nos dias que antecederam o programa. Durante a exibição dos shows os expectadores podiam realizar doações em tempo real para o Teleton 2015.


    Tanlan renova com Sony Music

    Uma das precursoras do novo movimento, a banda Tanlan renovou contrato com a Sony Music e segue na casa. Ainda não foram dadas informações a respeito de projetos futuros.

    +Entrevista com Fábio Sampaio (Tanlan)


    Pai – Musile lança clipe do projeto Porção dobrada com Vanilda Bordieri e Célia Sakamoto

    As irmãs Vanilda Bordieri e Célia Sakamoto, conhecidas na música pentecostal por suas carreiras solo, também levam paralelo o projeto Porção Dobrada que está em seu quinto volume. O projeto que tem uma levada mais pentecostal raiz com nuances do sertanejo. O clipe da canção Pai contou com direção de Rodolfo Cauhi. Confira:


    André e Felipe lança clipe da canção Quem é esse com participação de Daniela Araújo

    Fenômeno do sertanejo universitário gospel, os irmãos André e Felipe lançaram nesta quinta-feira (29) o videoclipe da canção Quem é Esse? com participação especial da cantora Daniela Araújo. A música faz parte do novo projeto da dupla gravado ao vivo na praia de Itapuã, em Vila Velha (ES). “Acelera e pisa”. A participação da cantora no entanto foi feita em estúdio e segundo informações a canção deve constar apenas no CD, mas cogita-se que o clipe conste nos extras do DVD que conta com direção de Hugo Pessoa. Assista:

    +Análise do CD Acelera e pisa – André e Felipe

  • Rocklogia – Este Lado para Cima e as polêmicas de Zé Bruno

    Após o lançamento de Ainda não É o Último, como dito, a agenda do Resgate continuou a aumentar, e os compromissos de Dudu Borges também. Enquanto isso, comemorando os vários anos de carreira, a banda decidiu revisitar os seus discos antigos e fazer um greatest hits definitivo: Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito. Para quem já teve a oportunidade de conferir a obra física em mãos, nota-se que o acabamento foi interessante, com fotografias antigas, depoimentos e o repertório bem escolhido e remasterizado. Mais que uma coletânea, a obra é praticamente um documentário sobre o Resgate.

    Nesta época, Dudu Borges forneceu uma entrevista ao Super Gospel, e afirmou que cada vez mais seu tempo para a banda estava diminuindo. Borges passou a faltar vários shows, e teve que deixar o grupo para dedicar-se à sua crescente carreira de produtor musical. E não preciso dizer que o Resgate perdeu muito com isso, mas Dudu também perdeu. Afinal, sua atividade no rock lhe rendeu grande parte da sua formação e experiência musical, tanto como instrumentista, quanto como compositor.

    Após a saída de Dudu, quem produziria um disco de respeito do Resgate? Só restou um nome: Paulo Anhaia. O produtor de On the Rock, após dez anos de Eu Continuo de Pé, estava de volta assinando um disco do quarteto. Acabou que a sonoridade também se tornou mais crua, voltada ao hard rock, em relação às influências pop trazidas por Dudu.

    As gravações do disco se seguiram durante o inverno de 2012. Em junho, a bateria para o disco, e depois o baixo, foram gravados. Um ponto a salientar é que, pela primeira vez, as sessões de gravação e produção foram detalhadamente filmados e divulgados no canal da banda. E este trabalho com a internet é um dos pontos positivos do Resgate em seus últimos anos.

    Ao contrário do disco anterior, este trabalho conteria mais material individual de Zé Bruno, que aliás, envolveu-se em várias polêmicas por conta de algumas afirmações ácidas, as quais também são parte do conceito do disco Este Lado para Cima. A primeira delas foi na semana de lançamento do disco. Zé divulgou um texto na página da banda, chamado Quero Ganhar o Troféu Promessas, com críticas diretas ao prêmio e a toda forma e estrutura do chamado ‘mercado gospel’. Um dos trechos, falando sobre versões, irritou uma legião de fãs do Diante do Trono, que se juntaram em peso para promover ataques a Zé Bruno nas redes sociais. O fato foi notícia aqui no site e até entrou na lista das maiores polêmicas de 2012.

    É claro que as críticas não ficaram por assim mesmo, e no Troféu Promessas 2013, o Resgate não foi candidato em nenhuma das categorias. Foi decidido pela comissão organizadora que a banda seria banida do prêmio.

    Após a primeira polêmica, o músico fez uma segunda parte do texto, parafraseando a canção “O Pulso”, dos Titãs. Este texto, curiosamente, foi excluído das redes sociais, mas você pode lê-lo aqui. O disco foi lançado durante a Expocristã 2012, no dia 27 de setembro, e é um dos discos mais conceituais da banda. Este Lado para Cima é um álbum que retrata a importância de nos desligarmos deste mundo terreno e caminharmos em direção ao céu. As letras seguem o que o Resgate fez nos últimos anos, mas trazendo críticas mais explícitas. O destaque foi para “Eles Precisam Saber”,  com uma crítica contundente ao neopentecostalismo, como um todo.

    Falando em “Eles Precisam Saber”, nas gravações do álbum, o guitarrista da Oficina G3, Juninho Afram, participou no solo explosivo da música, mas a gravadora MK Music não permitiu que fosse lançado. Por conta disso, Zé e Hamilton regravaram o trecho.

    Numa entrevista ao Missão Gospel, Zé Bruno falou um pouco sobre o conceito do disco:

    Acho que a própria fase que a gente está vivendo, no meio apologético, de recomeço, da nossa fé, do nosso cristianismo, acabou desembocando, Fora do sistema, Eles precisam saber, falando um pouco da missão como Eu estou aqui, Errando e aprendendo. Resgate nunca foi assim uma banda muito comum, e como agora estamos também em um momento pastoral, de igreja, de mudança, acabou que culminou nisso aí.” [Zé Bruno, sobre o álbum, 2013].

    O lançamento do álbum foi gravado, e mais tarde tornou-se um DVD, de título Aos Vivos. Além dos sucessos, as faixas de Este Lado para Cima, muitas canções de Ainda não É o Último estiveram neste projeto. O Making Of deste projeto traz um pouco da história da banda, com seus membros a falar acerca de vários assuntos.

    Em 2013, as polêmicas não diminuíram, e durante a Feira Internacional Cristã, no lançamento de Aos Vivos, uma entrevista da banda para a TV Boas Novas foi notícia pelas declarações de Zé, Hamilton Gomes e Marcelo Bassa. No vídeo, os músicos criticaram a forma que o cristianismo tem sido utilizado por instituições e afirmaram a necessidade de se ‘acordar’. Com todos estes acontecimentos, a mensagem do álbum soou mais contundente e contextualizada.

    A mim, particularmente, Este Lado para Cima representa simplesmente a volta definitiva do Resgate a essência do rock. Não em termos de sonoridade, mas de discurso. A grande função do rock, em sua história, foi de transcender limites, denunciar e falar o que deve ser dito, conflitar com o sistema: e depois de muitos anos, o Resgate fez isso lindamente. O período de letargia da banda, que chegou ao seu ápice entre 2002 e 2008, não foi um período sem grandes canções, no entanto, o renascimento do grupo em seus discos mais recentes tem provado que nem tudo está perdido no meio musical protestante.

    Confira, também, uma entrevista com Zé Bruno feita este ano para o Super Gospel.

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: 2000 a 2004

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, iniciamos o período dos anos 2000. É uma época em que os grandes dos anos 90 continuaram a “dominar”, e cresce uma certa ‘crise’ na cena. No entanto, ainda somos brindados com bons discos. Por isso, confira a nossa seleção, dominada por Brother Simion e Fruto Sagrado.

    Leia também as listas anteriores: Década de 70, década de 801990-1994 e 1995-1999

    [infobox title=’10º: Fóssil Praise’]Artista: Luciano Manga
    Ano de lançamento: 2003
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Luciano Manga - Fóssil Praise - 2003Jhonata: Esse disco me parece uma mistura simples e preguiçosa do bom hardcore norte-americano da época, música cristã contemporânea dos anos 80 e uma tentativa de pôr um rock nacional no negócio (entenderam?). Não é um álbum ruim como um todo, mas particularmente não gostei… é isso!

    João: A inclusão desse disco é bem-vinda. Um raro álbum de releituras de grandes músicas antigas no universo “gospel”, muitas da era pré-gospel, como as do mestre Adhemar de Campos (“Leão da Tribo de Judá” e “Nosso General”) e do VPC (“Somos Convidados”), além de boas versões para “Valéria” e “Naves Imperiais” da sua ex-banda Oficina G3. Poucos sabem o valor que esse disco possui, infelizmente meio que passou despercebido no início dos anos 2000 e a explosão do pseudo-rock “congregacional” (argh!) e os grupos de worship & praise cópias de Hillsong e os de “louvor jovem”. O rock gospel nessa época produziu muita banda boa, como Pontocom, Escarlate e similares, mas que ficaram tristemente relegadas ao esquecimento pela mídia evangélica.

    Márllon: Apesar de hoje em dia não o escutar tanto, quando o conheci ele não saia de dentro do meu rádio. A proposta do disco é algo que sempre gostei, pois como sou de berço Batista tradicional, estava mais do que acostumado com a grande maioria desses hinos e ouvi-los nesta roupagem foi bem bacana, principalmente porque eu estava começando a me interessar pelo rock em si. Tive o prazer de conhecer pessoalmente Eval Arantes, da banda Escarlate (que fizeram o instrumental do disco) e ouvi várias histórias sobre a produção do mesmo. Triste foi saber que as guias originais foram perdidas 🙁

    Thiago: Fóssil Praise do Luciano Manga é uma mistura de regravações de clássicos, como a “Paz do Senhor”, do Rebanhão, e canções com a banda Oficina G3. Hard rock, new metal e punk rock são encontrados nesse álbum. Eu não votei nele e, pessoalmente, não sou o melhor juiz para julgar se esse álbum deveria ou não estar aqui, mas a posição é justa, se estivesse mais acima seria injusto.

    Tiago: Fóssil Praise é o disco mais simples desta lista: Luciano Manga revisitando canções que por si só são ótimas. O cantor, ex-vocal do Oficina G3, desempenha bons vocais e faz versões interessantes junto a banda Escarlate. É o seu melhor trabalho solo e gostei demais por vê-lo aqui.

    [infobox title=’9º: O Segredo’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 2001
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Fruto Sagrado - O Segredo - 2001Jhonata: Sem comentários.

    João: A todo momento que li essa lista me perguntei “O QUE ESSE DISCO FAZ AQUI?” Só isso tenho a dizer. OK, representou uma mudança na sonoridade do Fruto, que muitos amam essa fase dos anos 2000 (e eu tenho ojeriza), mas basicamente é um disco muito confuso. Só gosto de algumas faixas, e mesmo assim elas são muito desconexas.

    Márllon: Ah, aquelas prensagens promocionais de R$ 6,90 da Top Gospel (risos). Aqui a gente encontra de um tudo: pop rock, forrock, baladas, rap metal e por aí vai. Pode parecer mais um balaio de gatos, só que aqui a coisa é bem feita, com destaque absoluto para “O Novo Mandamento”, que, se fosse lançada por uma gravadora de maior porte, iria enjoar de tanto que seria tocada.

    Thiago: Muita gente pode discordar desse álbum ter figurado aqui, mas eu o considero uma boa produção. O Segredo representa uma nova mudança no estilo da banda, que vinha de uma obra diferente e baseada no metal progressivo, para o new metal, época em que o gênero estava na alta. Os trabalhos posteriores foram guiados pela mesma pegada. Há quatro canções que foram nesse caminho: “A Mensagem,” com seus riffs velozes e o bom solo de guitarra; “No Porão da Alma”, uma das melhores do disco, que tem peso e uma boa letra; “O Segredo”, o qual curti muito o arranjo de violão colocado; e “The Time Is Over”. “Forrock”, a melhor do disco, mistura o forró, o hardcore e o rock, aquela coisa à lá Raimundos, com uma crítica política, que soou, em parte, pouco profunda. O disco é recheado de baladas. Tem “Livre Arbítrio”, que é uma boa canção sobre perdão e pessoas desviadas, “O Impossível”, com a clássico ambiguidade amorosa da banda, mas essa é declaradamente a Deus e “A Resposta”. “O Novo Mandamento”, quase a melhor do disco, é uma balada que tem uma bela letra sobre o amor cristão, o novo mandamento, e uma boa crítica ao denominacionalismo e divisão no Reino de Deus. O grupo finalmente conseguiu se encontrar nas canções românticas (o que produziam do assunto era muito estranho) e “Love’n Roll” representa essa boa produção. A partir desse disco, o violão começou a ser mais usado e os teclados de Bênlio quase abandonados. Ainda contém três faixas instrumentais. Bom disco, eu diria que até merecia uma posição melhor.

    Tiago: Sinto sempre que há um apelo pró-FS e anti-FS nestas listas… desta vez, a galera anti-FS tem razão: O Segredo não merece estar entre os dez. É um disco sem um conceito bem trabalhado, um pouco preguiçoso e é conduzido como vai. Nem se compara a Na Contramão do Sistema (1993) e O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar (1995).

    [infobox title=’8º: Metal Nobre III’]Artista: Metal Nobre
    Ano de lançamento: 2001
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Metal Nobre IIIJhonata: Eu nunca gostei de Metal Nobre e, sinceramente me envergonho disso, porque na minha concepção musical, é necessário ter um motivo convincente para que o teu “não gosto” faça sentido para quem gosta. Mas, ouvindo esse álbum, entende-se um pouco o porquê há uma galera que gosta da banda: a única resposta que encontrei foi guitarras. Talvez para uma banda, sei lá, de hard/heavy metal, as guitarras sejam óbvias e eminentemente necessárias, mas os meus caros colegas terão que concordar comigo que o mínimo que esperamos de um grupo de rock são GUITARRAS. Então, considerar isso como um ponto para indicá-la nessa lista, seria de uma piada imensa. E esse deve ser o momento em que eu chego e digo: “porém, esse álbum é bom”, certo? Errado. Pra quem me conhece sabe o quanto sou chato com letras, e a lírica desse disco é uma piada, né gente? Imaginei meu irmão de 8 anos escrevendo isso. Sem mais…

    João: Particularmente eu prefiro o disco Revelação do MN, mas esse foi o primeiro disco que eu ouvi da banda, e realmente é ótimo (só não sei se tanto pros 10 mais, e se nos 10 mais, não sei se oitavo seria o correto). Não é tão “metálico” como os dois primeiros, mas rende momentos fantásticos. “Mensageiro” por muito tempo foi meu hino de guerra (risos). “Paraíso” com uma pegada meio rockabilly deixou o disco muito dançante. As baladas “Só Há um Deus”, “Volte” (que originalmente era da banda Akza) e “Vou Confiar” não são aquela coisa pedante e grudenta que muitas bandas fazem, o “Corinho” é bem divertido medley de canções clássicas (o MN ama fazer essas viagens no tempo) e as músicas “Apocalipse” e “Servo de Deus” garantem os momentos mais “metalheads”. “Blues 121”, outra regravação, dessa vez da antiga banda do JT, Kadesh (que virou Virtud anos depois), ficou bem melhor que a versão original, mais na linha do hard blues.

    Márllon: Nunca gostei do som do Metal Nobre em estúdio. Aliás, o único CD que realmente gosto deles é o ao vivo que foi lançado em 2002 e que tem parte de seu repertório baseado nesse disco, que, para mim, não fede nem cheira. Respeito o grupo e quem curte o seu som, mas não é pra mim.

    Thiago: Na lista de 95-99, afirmei que a entrada do Metal Nobre na lista seria mais justa que a do Rosa de Saron e acabou que  ela ficou de fora. Nesta lista, agora penso o contrário: MN não deveria estar aqui em comparação a outros discos e o Rosa de Saron poderia ter ocupado essa posição. Musicalmente, é um álbum bem produzido, com algumas canções de hard rock bem legal, como, por exemplo, as brilhantes “Mensageiro”, “Servo de Deus” e o blues rock de “Blues 121”, e “Apocalipse”, “Paraíso” e “Corinho”, mas as letras da banda e algumas baladas açucaradas demais a estragam.  Parece grupo de metaleiro gospel. Não há uma letra que se salva direito. E a voz de JT, que é até interessante, me dá mais ainda essa sensação. Não dá apara ouvir essa banda mais do que uma vez. Não é pelas repetições, no entanto é os mesmos assuntos e jargões tratados dentro do mundo do evangeliquês.

    Tiago: Metal Nobre é uma banda que tem uma importância enorme na descentralização do eixo Rio-SP, oriunda da região centro-oeste. OK, mas até hoje nenhum disco deles chega a impressionar. Metal Nobre III é um desses. Definitivamente, preferiria o solo Na Estrada, de Walter Lopes, no lugar. É um trabalho muito melhor e que quase ninguém se lembra.

    [infobox title=’7º: Na Virada do Milênio’]Artista: Brother Simion
    Ano de lançamento: 2000
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Na Virada do Milênio - Brother Simion - 2000Jhonata: Sem comentários. Por mais que esse álbum tenha boas referências, continuo não gostando do tal Simion.

    JoãoBrother Simion é o sinônimo básico de uma música do Katsbarnea: “Revolução”. Pois bem, e esse disco realmente foi algo fora do comum. A sonoridade está bem naquela linha que todo mundo queria fazer “na virada do milênio”, aquela transa transcendental de “Era de Aquarius”, new age, música eletrônica e ambiente. OK, tudo isso hoje em dia além de soar brega pra caramba é muito tosco, mas naqueles tempos era algo completamente novo, e o Simion soube se encaixar nessa viagem doida inteira muito bem. Lamento profundamente não ser um frequentador de bancas de revistas naquela época, pra comprar o disco direto de uma delas, outra novidade que infelizmente (ou não) ficou só com o Brother mesmo, quando ele lançou esse disco pelo selo do Lobão (outro louco incompreendido por muitos). Fantástico. “Sede”, “Profecia” e aquela faixa lá cheia de números e puro noise a lá Revolution 9 dos Beatles são as mais top do disco.

    Márllon: Não curto a carreira solo do BS, próximo item da lista.

    Thiago: Na Virada do Milênio me provou o ecletismo musical do Brother Simion. O álbum, com influências eletrônicas, mistura o techno e o rock. Outro disco que não votei, não o considero melhor que outros da lista para estar aqui. O disco tem muitas letras muito interessantes, e até cômicas, como “É Preciso Mais”. As canções são bastante incomuns, devido a influência estampada da música eletrônica. É o álbum mais exótico da lista, isso é óbvio. “A Marca”, “Uai! Why?”, “Onde Encontrar”, “É Preciso Mais”, “Caos” e “Help” foram as minhas preferidas. Uma obra que tem um instrumental com nome “01001011” e uma faixa silenciosa sem título, com toda certeza, não é nada comum.

    Tiago: É um dos discos mais ousados que o rock cristão nacional já viu. Naquela altura do campeonato, nenhum cantor ou banda sabia melhor onde chegar além de Simion. Na Virada do Milênio é uma combinação de rock alternativo e techno. A capa e todo o projeto gráfico me faz crer que há muita influência de Matrix no negócio: as letras versam sobre o caos na sociedade em vésperas de um novo milênio, a tristeza, a solidão, numa sonoridade estranha, as vezes que te aproxima, por vezes te repele. É um disco bastante difícil de digerir. Talvez seja por isso que, por vezes, seja daqueles álbuns os quais você ama ou odeia.

    PS: Aquela foto de Simion, Ciça e Jadão juntos, denuncia tudo…

    [infobox title=’6º: O Tempo’]Artista: Oficina G3
    Ano de lançamento: 2000
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Oficina G3 - O Tempo - 2000Jhonata: O Tempo tem boas letras, por mais que eu as ache pouco criativas. Juninho Afram segura a peteca do disco em vários momentos e deve ser por isso que o disco não se torna tão enjoativo. Indiscutivelmente, a faixa-título é a melhor do disco e ela vale por todo o resto. Se você ouvir só a faixa-título, você não precisa ouvir mais nada do álbum.

    João: Digam o que quiserem dizer: esse disco é muito bom. OK, é o nível mais extremo do pop que o Oficina G3 se enfiou, antes da tentativa TOSCA de sair daí com o Humanos (e outra tentativa muito mais bem-sucedida com o Além do que os Olhos Podem Ver), porém o disco é consistente, fácil de ouvir e curtir e certamente marcou uma geração inteira de fãs. Diversas pessoas que hoje amam rock cristão (e até vertentes mais pesadas como o punk e o metal) lá no início dos 2000 começaram nesse. É um disco legal, e também o primeiro a mandar uma banda cristã brasileira para o Rock in Rio (junto com Os Nazaritos – QUEM?) e pro TOP 20 da extinta MTV Brasil (quer dizer, isso se não contarmos com o Catedral na época do Para Todo Mundo). Não destaco faixas porque esse é um disco que vale a pena ouvir completo, da intro (uma das duas do Oficina desde q eles começaram com essa onda de intros que eu realmente gostei – a outra foi a D.A.G.) até à última faixa.

    Márllon: Hoje em dia nem escuto esse álbum, mas ele foi o responsável pela minha entrada (e de muita gente também) do mundo do rock. Falando através da nostalgia, é um álbum que foi muito especial, mas analisando friamente é apenas um pop rock comum e sem sal. Há alguns lampejos de criatividade aqui e ali, mas no geral fica muitíssimo aquém do que os músicos eram capazes. Aliás, o maior pecado desse álbum é dar início a praga que seria chamada de ‘Oficináticos’.

    Thiago: Muita gente deve ter rechaçado esse álbum para ele estar nessa posição. O Tempo, apesar de toda a crítica direcionada a fase pop rock da banda, é bom. Eu conheci Oficina G3 através da versão ao vivo desse lançamento e me tornei fã da banda. O disco representa uma mudança de estilo do álbum anterior, que era hard rock, para uma sonoridade pop rock, porém, não esse de fácil consumo que se apresenta no mercado, mas com mais técnica, cuja habilidade Juninho Afram, Duca Tambasco, Jean Carlos e Walter Lopes sabem esbanjar. Juninho Afram, seja em qualquer estilo, faz tudo da melhor forma possível, inovador, cheio de feeling nos dedos e no ouvido. As canções continuam tendo os típicos solos do guitarrista e também dos outros músicos. PG entra na banda, com a saída de Manga, para ocupar o espaço de vocal e, às vezes, de guitarrista base. As melhores são “Ele Vive”, “Atitude”, “Necessário”, “Brasil ” e  “Tua Voz”. A única realmente chata e horrível do disco, “Sempre Mais”, até começa com uma introdução bacana, mas é muito sonolenta e pedante no nível hardcore. “Preciso Voltar”, minha impressão é dualista, às vezes curto, às vezes detesto. As que eu não citei são todas boas. Esse disco merecia uma posição melhor.

    Tiago: O Tempo é um dos discos mais subestimados da Oficina G3. É pop, é açucarado, mas é a proposta feita com competência. Aqui o grupo mostra a proficiência em fazer baladas com um vocalista de grande habilidade para o gênero. PG entra com suas novas músicas (com aquele visual de quem quer ser o Bono Vox do cenário nacional). Mas no instrumental é Juninho Afram e Duca Tambasco que roubam a cena, especialmente com “Preciso Voltar”. Não consigo entender o porquê as pessoas, no geral, optam pelo Humanos, pior disco da banda. O disco sucessor faria uma mistura estranha e inconsistente de new metal com baladas pop rock. Foi cansativo, chato e pouco criativo.

    [infobox title=’5º: Seaquake’]Artista: Stauros
    Ano de lançamento: 1995
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Stauros - 2000 - SeaquakeJoão: Nunca fui muito fã desse disco do Stauros, não pelas letras em inglês (que são meio que um dogma no metal, então pelo contrário, é muito legal) ou pela sonoridade mais prog metal do que nunca (eu não sou tão fã desse gênero, mas esse disco não peca em excessos dreamtheatereanos), mas sim o vocal. Mil perdões ao Carlos César, que até que se esforçou no disco, mas Celso de Freyn é mil vezes melhor. Nesse mesmo ano uma banda menos conhecida, Getsêmani, lançou um disco também pela Gospel Records e o vocal se saiu bem melhor que o do César.

    Mas enfim, indo ao disco, os instrumentistas estavam mais inspirados que nunca. As faixas “Seaquake”, “Rusty Machine”, “Dance of Seeds” “Victory Act” e “Every Pain II” pra mim são as melhores do disco inteiro, fora a jornada de “The First Mile” e “The Second Mile” e a épica “Faith in the Arena”, com suas quatro partes, tornam o disco uma peça genial do metal progressivo (fora que a letra dessa última faixa é muito impactante por falar dos mártires cristãos). Quatro faixas desse disco foram lançadas numa coletânea da gravadora australiana Rowe Productions (do vocalista da lendária Mortification, Steve Rowe), junto com duas outras bandas do Brasil (Völlig Hellig, que mudaria de nome logo a seguir pra Belica, e a Light Hammer). Oficialmente, em 2000 quando a coletânea era planejada a mesma aparentemente teria mais bandas, mas só as três acabaram certas, o que foi ótimo pra elas, que apresentaram muito mais faixas pro mercado externo (o disco foi lançado na Austrália – edição limitada -, EUA e Brasil). Com isso o Seaquake acabou ficando bem conhecido no exterior, fazendo da Stauros a segunda banda de metal cristã mais conhecida do Brasil, depois da Antidemon.

    Márllon: Um álbum divisor de águas na carreira da Stauros. O vocalista da formação clássica não estava mais em sua formação, o estilo saiu do metal mais ‘clássico’ para algo mais prog e o português deu lugar ao inglês. De longe foi a fase onde a banda teve mais exposição, chegando a fazer abertura para o lendário Mortification em sua única tour pelo Brasil. A única cosia que me incomoda (e muito) é o timbre do vocalista César. Nos tons baixos ele arrebenta, mas chega os momentos mais altos e a coisa tende a incomodar. Gosto muito da faixa título, “Vital Blood”, das baladas “Every Pain II”, “Victory Act” e “Love in Vain”, além de “Faith in the Arena”, com claras influências de Metallica na fase do Black Album.

    Thiago: Seaquake esbanja heavy metal, metal progressivo e até thrash metal, de forma bem feita e a voz do tecladista César combinou bem com a proposta, apesar de destoar em algumas partes. Ao contrário da última produção, resolveu apostar em boas letras na língua inglesa. Eu faço parte da opinião que músico brasileiro tem que fazer música para o Brasil, porém esse disco consegue ser ótimo mesmo assim. Rusty Machine tem uma pegada que me lembrou da banda Metallica. The First Mile herda a mesma pegada. A balada “Victory Act” é inspirativa, com a camada de violão muito bem colocada. “Vital Blood” serve um prato de riffs cadenciados de guitarra, andando para o lado heavy metal. “Friendly Hand” caminha nos passos do “Vital Blood”, com guitarras bem melódicas. “Every Pain II” é uma exposição de progressividade que a banda sabe fazer. O disco também apresenta um banho de poesias bem escritas, com ideias bastante interessantes, como ter comparado o homem a uma máquina em Rusty Machine, e a bela letra da faixa-título. As canções citadas são poucas para o que Stauros proporcionou no disco. Foi justa a banda ter aparecido na lista.

    Tiago: Confesso que eu tenho preconceito com metal brasileiro em inglês. Engraçado né, geralmente é o contrário. Mas minha ‘birra’ é geralmente pela necessidade que muitas bandas possuem de se projetar internacionalmente, e pelo mau sotaque. Devaneios à parte, o disco da Stauros funciona. Demonstra uma clara mudança musical em relação ao anterior, tendendo para uma vertente mais progressiva, o que seria continuado em Adrift (2001).

    [infobox title=’4º: Eclipse’]Artista: Brother Simion
    Ano de lançamento: 2004
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Brother Simion - 2004 - EclipseJhonata: Não, pera! Dois álbuns do tal Brother Simion na lista? Eu não estou entendendo. Será que existe algo de errado comigo que não consigo ver o que de tão sensacional tem esse cara? (desculpem, mas esse álbum é muito ruim).

    João: “Semideus, desce do pedestal, grande orador, grande negociador!” Com esses versos Simion traria de volta pro rock (no caso, o rock cristão, claro) aquilo que o rock sempre teve, a contestação. É notório que a carreira-solo do Brother, além de errática (os dois discos que separam esse do Na Virada do Milênio, lançados pela MK, são bem inferiores musical e liricamente), nunca conteve o espírito contestador do Kats. Mas nesse disco ele jogou tudo pro alto e voltou com letras mais urgentes, inclusive no “Prelúdio” do disco o aviso é dado: “À todos aqueles que transformaram igrejas, o corpo de Cristo, em empresas, e se acham proprietários daquilo que só a Deus somente pertence!” Um aviso bem direto do que vai se ver aí: letras que falam da exploração de falsos pastores (Semideus), da miséria e pobreza  na sociedade (“10 Real”), e da necessidade desesperada dos homens por Deus, em faixas como “Ei, Amigo”, “O Despertar dos Loucos” e “Noite de Johnny” (inspirada num festival que o próprio Simion organizou por um tempo).

    Na linha do nu metal, estilo esse tão em voga no início dos anos 2000, causou estranheza decerto em muitos, e a selvageria de “Semideus” mostrou que o Brother estava mesmo antenado em tudo, sendo um dos primeiros “filhos do gospel” (embora teoricamente Brother foi um dos “pais” [risos]) a se rebelar contra a simplicidade do mercado e da sujeira de muitas instituições ditas “cristãs”.

    Márllon: Idem à sétima posição.

    Thiago: Brother Simion se confirma nesse disco como o músico mais incomum e inovador no meio cristão. Eclipse apresenta um novo experimento do cantor: new metal. “Semideus”, “10 Real” e “All Right” caminham nesse som. “Memorandum” tem influências desse estilo, apesar de eu considerá-lo mais metal alternativo. “Hotel Paradiso” e “Onde Deus Me Levar” oferece um rock alternativo de primeira. “Noite de Johnny” é influenciado pelo punk rock. Já “Perdoar” é um hardcore puro no estilo Simion. “Ei, Amigo” é a típica canção folk rock com toques de gaitas presentes nos álbuns antigos do Brother, contudo, distinta, numa pegada mais Eclipse. O mais interessante nesse disco foram as letras, contendo boas críticas a teologia da prosperidade (como é perceptível na introdução), e outras poesias inovadoras, como a da cômica “10 Real”. Aliás, com o “Prelúdio”, que parece tema de jogo de guerra, eu já estava esperando um álbum eletrônico, o que não aconteceu. Os efeitos desse tipo foram usados na obra, mas com equilíbrio.

    Tiago: Esse disco podia estar em terceiro (não entendo a “censura” que vocês tem com o Simion). O trabalho inédito de “despedida” do cantor, é praticamente um amontoado de novos temas aliados a uma certa dose de retrospectiva e nostalgia. “Semideus” é uma crítica maravilhosa ao neopentecostalismo, “Ei, Amigo” em relação aos conflitos em amizades, sem falar nas faixas em inglês que estavam tão sumidas nos discos anteriores, como “All Right”. Mas é em “Onde Deus me Levar” que você vê Brother olhando para trás e implicitamente dizendo: fui longe, essas décadas deram certo. Pena que o cantor não chegou a lançar ainda o álbum que gravou em 2012. Estamos aguardando, Johnny.

    [infobox title=’3º: Praise’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 2000
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Resgate PraiseJhonata: Eu acho uma tarefa muito difícil falar de Resgate. Não sei se já disse isso aqui, mas ela está na minha lista de artistas/bandas que ainda não decidi se mantenho ou deleto de vez do computador. Esse álbum é muito bom por suas referências do rock inglês e letras suficientemente agradáveis. O que não me entra são os títulos de álbuns que a banda escolhe pôr nos trabalhos.

    João: Fantástico. Eu não sei dizer muitas palavras desse disco. Ele me marcou demais. Esse disco me tornou fã do rock cristão para todo o sempre. O melhor disco da geração ‘praise’ brasileira, que seguiu bem os moldes dos Praises do Petra (apesar de não regravar músicas clássicas), sem ser meloso e trazendo o rock sem medo. Mais um disco que não dá pra destacar uma ou outra faixa, é um disco lindo demais e pra mim ESSE devia ser o primeiro. Mas fazer o que…

    P.S.: Paulo Anhaia, eu te amo! Ainda quero fazer um disco produzido por você! (risos)

    Márllon: Apesar de não ser muito fã da fase “Renascer” do Resgate, esse é um álbum que aprendi a gostar com o tempo. OK, é bem leve, não tem o peso de um On the Rock da vida, mas acho que o principal fator qualitativo desse álbum se encontra nas letras, sendo a de “Ao Rei” a minha favorita. Não teve o meu voto, mas foi uma grata surpresa encontrá-lo aqui.

    Thiago: Com uma temática congregacional, servindo-se de bastante de coral, Resgate produziu Praise. O álbum é considerado um divisor de águas para a banda. Nesse disco, combinaram duas coisas que posteriormente viria dar muito certo na banda: órgão hammond, piano e rock. E como essa combinação deu certo. O disco é legal, consegue atingir a proposta que teve. As guitarras, vibrantes, ficaram bem encaixadas com o disco. Eu gostei bastante dos riffs de guitarra – meio southern rock – excepcionais de “Nada Me Faltará”, o folk rock de “O Nome da Paz”. As outras faixas, mesmo não sendo citadas, foram boas. Um disco de 11 composições que não perdeu o embalo. Agora, para se estar no pódio da lista, pessoalmente, não mereceu a posição.

    Tiago: É um bom disco. Musicalmente falando, certamente é um dos mais importantes do Resgate. O som de toda uma década da banda, a partir de então, seria pautado no que alcançaram no Praise. Hammond, pianos se chocam as guitarras de Zé e Hamilton. Liricamente, me soa como o início de uma acomodação. Sugerida por Estevam Hernandes, a temática volta-se para canções de cunho congregacional. Algumas coisas no álbum caem perfeitamente, outras fogem levemente. Mas, no geral, há boas canções, como “O Nome da Paz”, “Infinitamente Mais” e “Sol do Meio Dia”. Mas prefiro o Resgate mais crítico, de 2010 para frente.

    [infobox title=’2º: O que na Verdade Somos’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 2003
    Número de faixas: 14[/infobox]

    Fruto Sagrado - O que na Verdade Somos - 2003Jhonata: Dizem ser um álbum pesado, concordo na medida em que forem me definindo a concepção de “pesado”. Não gosto de Fruto Sagrado, com exceção da canção “Superman”. Eu nunca entendi a proposta desse disco…

    João: Já falei o que eu penso dos discos pós-2000 do FS. Mas esse aqui é bom, tem algumas faixas legais pra pensar, como “O Sangue de Abel” e a faixa-título, mas não é nada demais pra mim.

    Márllon: Pra mim o campeão moral dessa lista, um disco que teve um papel de muita relevância no início da minha caminhada no rock. O impacto dessas faixas em mim continua o mesmo depois de mais de 10 anos de lançamento. “Desesperado” era a coisa mais agressiva que tinha ouvido até o momento. Não tinha ciência de quem era o FS, da sua discografia prévia ou das tretas, o que sabia é que esse álbum abriu minha mente para muita coisa dentro da música. Acho um trabalho diversificado e que tanto nas faixas mais leves ou pesadas a qualidade é o que sobressai. Clássico obrigatório na coleção de qualquer um.

    Thiago: O que falar de O que na Verdade Somos? É o meu disco preferido da banda. Bom, primeiramente, é um álbum excepcionalmente bom, embora tenha seus defeitos. Começo pelos defeitos e depois parto para os elogios. O disco é aberto por uma boa música que tem uma sonoridade new metal, mas a ideia dela é quase fajuta, não é coisa do Fruto Sagrado fazer. “Desesperado” é o tipo de composição nada haver de uma banda, mas chega a ser engraçado, com aqueles gritos inspirados em filmes de terror e de alguém endemoninhado. A mix de Sanguessuga ficou também completamente deslocada e sem sentido no disco. O segundo defeito do álbum é a letra de “Ninguém Me Encontrará Entre os Fracos” que se une à extrema hipocrisia que ocorria nos bastidores do FS. A figura de Marcão é extremamente marcada pelas máscaras que o rodeiam, em virtude de carregar a personalidade crítica da banda e ser cara de pau. Suas atitudes, suas provocações no grupo, as intrigas que ocorreram entre ele e Bênlio deixam o álbum, porém, principalmente essa música, com um ar de falsidade. Outro defeito (considero esse mais moral do que musical) foi o Bene Maldonado ter ignorado quase todos os teclados para o CD que Bênlio gravou. Enfim, depois desses problemas, o tecladista saiu da banda numa série de confusões virtuais e judiciais (com Marcão). O defeito central do álbum é isso, a hipocrisia.

    No entanto, mesmo tendo esse caráter polêmico por trás da produção, O que na Verdade Somos é uma superação. Essa obra conseguiu reunir toda a acidez e crítica na sua melhor forma, numa musicalidade que combinou. É o tipo de disco que gosto de comentar nos mínimos detalhes. Primeiro, as letras. A segunda faixa, “A Sanguessuga”, é uma das melhores músicas do FS, ou quase a melhor, difícil falar. Ela expõe uma ótima ideia sobre o vazio da humanidade, baseando se em uma passagem de Provérbios. A balada “Não Quero Mais Acordar Assim” já foi uma das minhas canções preferidas sobre solidão. É uma ótima produção, bem intimista. “De Deus não se Zomba” é o tipo exato de música que te dá vontade de quebrar algo, principalmente pela letra revoltante tratando sobre a opressão humana, fundamentando-se na passagem de Eclesiastes. Quando se fica confuso sobre o tema “ira divina”, essa canção é como uma luz sobre o assunto. Eles conseguiram repensar uma frase bíblica usada de forma tão clichê e conseguiu colocá-la de um jeito ácido, perfeitamente encaixada no contexto da letra, pedindo o fim de guerras humanas. “Vício”, como o título diz, fala sobre drogas. Essa faixa está aqui no CD por estar, é o tipo de composição que ocupa um disco para preencher o espaço. A faixa-título é excepcional. Novamente, tendo aquela dose aguçada de crítica religiosa, a balada constrói a ideia da falta de amor cristão: “Pra falar do amor tenho que aprender a repartir o pão, chorar com os que choram, me alegrar com os que cantam, senão ninguém vai me ouvir…”. O trecho final contém uma ótima reflexão sobre nossa condição, quem nós somos no mundo. A próxima faixa, até hoje penso se é a melhor do Fruto Sagrado, mas uma coisa não tenho dúvida: é a melhor canção de natal que eu já ouvi. “Uma Noite de Paz” mandou uma crítica social e religiosa para lá de surpreendente, usando o tema natal. A canção ficou simplesmente perfeita. “Involução 2003” demonstra uma crítica mais social e política do que as demais, porém não carrega o feeling das outras. “O Sonho do Profeta” é interessante, um tipo de música que busca reanimar inertes para viver o Reino de Deus. “Diferente dos Anjos” carrega a clássica ambiguidade da banda, quando quer se falar de amor. Parece ser uma confissão de devoção a Deus, mas também romântica. Contudo, me rendi a ela. Fruto Sagrado, a partir do O Segredo aprendeu a compor canções com temas amorosos. A penúltima faixa, “O Sangue de Abel”, custei a captar o sentimento da composição, entretanto, quando captei, foi um choque introspectivo. A obra consegue unir perfeitamente a confissão de pecados e crítica social, religiosa e política. Vale citar versos: “Nos perdoe, ó Deus / Pelo imperialismo, o nazismo, o comunismo, / O capital selvagem, impiedoso, inescrupuloso / A escravidão… a religião… / Sempre querendo te domesticar / Te encaixotar, te fazer de empregadinho / Perdão, por tanto fariseu se dizendo filho teu / Que não convenceu, que só dividiu / Levando muita gente boa pro covil / Nos perdoe, ó Deus, pelo terrorismo / O holocausto, a pornografia, a pedofilia / A mentira! O dinheiro mal adquirido e mal repartido / A discriminação racial, social, irracional… / Nos perdoe, ó Deus!

    Juro que esses versos chocam o meu coração, conseguem atingir um ponto que poucas críticas conseguem. Aliás, todo o álbum consegue ter este feito. Citei dois trechos de canções, mas o disco é recheado de frases de efeito. Os arranjos do disco ajudaram na captação do conteúdo do disco. O hard rock com programações de DJ, unindo se aos drives de Marcão em “A Sanguessuga”, o peso dos riffs de guitarra e de baixo completando a revoltante letra em “De Deus não se Zomba”, os acordes de violão e o solo de cordas elétricas bem postos com a crítica de “O que na Verdade Somos”, o dedilhado natalino e o excelente violão de “Uma Noite de Paz”, a brasilidade fundida ao new metal em “Involução 2003”, o som da hipócrita “Ninguém Me Encontrará Entre os Fracos”, a balada com belos dedilhados de violão da apaixonante “Diferentes dos Anjos”, o dedilhado intimista com a boa participação vocal de João Alexandre da chocante “Sangue de Abel” foram muito bem produzidas. Enfim, discaço, merecia o primeiro lugar disparadamente. Foi injustiça o segundo lugar para a banda.

    Tiago: O Fruto Sagrado naquele momento chegava ao auge de tudo: sucesso, respeito do público e da pequena crítica, e ao extremo de suas crises. Acho curioso a banda ter chegado com um disco mais forte e coeso mesmo dentro destes contextos. Talvez, porque menos cabeças pensaram naquilo. Talvez. Mas o que vale pontuar são as misturas: o new metal já abraçado em O Segredo, as influências eletrônicas (dedo do Bene) e os elementos de maracatu e outros gêneros percussivos. As letras de Marcão são ácidas, fortes, tocam na ferida, lembrando-nos que em crise ou sem crise, não haveria nenhuma banda no cenário nacional do rock cristão como o Fruto Sagrado.

    [infobox title=’1º: Aeroilis’]Artista: Aeroilis
    Ano de lançamento: 2004
    Número de faixas: 13[/infobox]

    Aeroilis 2004Jhonata: Primeiro lugar com louvor! A primeira faixa, “Onde Encontrei Tudo”, já vem mostrando que o álbum tem muito (muito mesmo!) a mostrar. A princípio o que me incomodava nesse trabalho era a bateria, até que me acostumei e conclui que ela está do jeito que deveria estar. Não me incomoda mais, nem um pouco. As letras de Arvid Auras e Raphael Campos são de qualidade genial. Não acrescentaria nada e nem retiraria nada desse disco a não ser pôr uma versão acústica de “Silêncio”. As influências do rock inglês e californiana são indiscutíveis e de resto, deixo para que os meus colegas falem.

    João: Essa lista definitivamente foi a mais bizarra que eu já tive que comentar. Desculpem-me fãs do novo movimento, mas embora sim, esse disco é revolucionário, mas daí a ficar em primeiro… não… não mesmo. Enfim, as letras são fantásticas, o início de uma nova era, de abrir as mentes dentro do rock mainstream (porque isso de letras pensantes no metal e no punk cristão brazuca não era nenhuma novidade – Ressurreição, Foco Nocivo, Justa Advertência, Trino, Saint Spirit, Berith e Disharmonical Tempest, entre outras, tão aí pra provar isso), mas no máximo esse tinha que estar em terceiro lugar, eu acho. Enfim, é isso.

    Márllon: Me recuso a comentar.

    Thiago: Aeroilis em primeiro lugar? Sério, esse disco é legal, trouxe coisa nova, mas essa posição não poderia ter sido ocupada por ela. No máximo, o segundo lugar, ou até mesmo terceiro e quarto. A produção é boa, traz um bom pop rock e rock alternativo, com canções introspectivas. Contudo, o que poderia trazê-la ao pódio é ter sido justamente a criadora do querido novo movimento, uma onda musical que buscou quebrar o muro entre o “gospel” e o “secular”, de forma independente. Por ter sido a primeira banda do meio, isso é um fato muito importante, merece uma boa posição. O álbum Aeroilis, do mesmo nome da banda, é bem aberto com a faixa “Onde Encontrei Tudo”, uma das melhores. Um disco, para provocar interesse no ouvinte, preciso de uma boa faixa inicial e esse CD conseguiu isso. “Silêncio” e “Posso Ver” tem refrões que parecem uma continuação da outra, porém, esta última é melhor e consegue convencer com o resto da canção. “Em Suas Mãos” e o seu teclado tem uma vibe muito boa. “Sei que Passou” esbanja nas teclas novamente e essa faixa é uma das melhores. Os riffs de guitarra abafadas e os vocais duplos em “Os Teus Olhos” é uma boa faixa, quebra a quantidade de composições baseadas na mesma levada. “Sigo em Paz” é outra “Sei que Passou” nos pianos, tem um refrão pegajoso e impactante. O disco é dosado de muito intimismo e equilibrado. É uma obra interessante, mas primeiro lugar foi demais para ela. Desnecessário.

    Tiago: Talvez não seja o melhor disco da época. Mas é o mais importante. O disco de estreia da Aeroilis representou, a princípio, um rompimento total com o rótulo, o meio, o chamado público do “gospel”. Produzido e distribuído de forma completamente independente, o trabalho foi lançado exatamente naquela época em que os fóruns na rede começavam a fervilhar, e estes mesmos internautas mostravam suas insatisfações com os rumos do gospel (leia-se, principalmente, dotgospel). E, de longe, a banda conseguiu verbalizar isso melhor (Tanlan chega um pouco depois, com um EP em 2005). A musicalidade vai dentro do rock alternativo, com guitarras limpas, teclados, violão e vocais de Raphael pairando pela sonoridade e claro, com todas aquelas letras introspectivas, íntimas, mas nem um pouco apologéticas (exceto “Os Teus Olhos”). Os shows, um pouco “frios”, representavam um claro desprezo a toda a parafernália evangélica que, até hoje, encanta a massa. Lembro que aqui em Goiânia as músicas da banda tocavam numa das rádios, e tocaram aqui algumas vezes, mas eu era muito novo. Uma pessoa que eu conheci numa feira evangélica deu a definição perfeita para a música do quarteto: é aquele som ambiente que você ouve enquanto conversa no bar com amigos. Particularmente, se a Aeroilis ou o Fruto Sagrado encabeçassem a lista, estaria satisfeito. São dois grandes discos desta época de 2000 a 2004.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes. Confira, nesta página, a quantidade de votos e os discos que ficaram de fora. Desta vez, Phil não pôde participar.

  • Um Brinde – Decidi orar!

    Um Brinde – Decidi orar!

    Decidi deixar de pensar. Decidi deixar de ficar deitado e refletindo sobre o próximo passo da minha vida. Decidi deixar de dar conselhos. Decidi deixar de assistir filmes em dias frios. Decidi deixar de ficar procurando sempre algo pra fazer para que o tédio não me dominasse. Decidi deixar de recorrer ao Facebook para desabafar. Decidi deixar de julgar meu irmão. Decidi parar de ler os livros teológicos que estão no computador. Decidi deixar de perturbar os amigos para pedir conselhos. Decidi parar de andar nas ruas do meu bairro à procura de um extra. Decidi deixar de brigar com a minha mãe sobre questões banais. Decidi deixar de me isolar e se relacionar mais com as pessoas. Decidi parar de ler os livros literários e de sugerir bandas para os amigos curtirem. Decidi deixar de me preocupar com a faculdade. Decidi deixar de me preocupar com emprego e o que irei comer amanhã. Decidi deixar de questionar as pessoas sobre suas opções políticas para o ano que vem. Decidi deixar de cobrar meus irmãos para começarmos o culto na hora certa. Decidi deixar de exigir atenção dos outros. Decidi parar de revirar o armário a procura de uma roupa melhor para sair. Decidi parar de folhear os cadernos procurando um texto bacana. Decidi deixar de assistir coisas que não me interessam.

    Decidi deixar de pensar só em mim e em todos os sonhos que preciso realizar. Decidi parar de querer ser o teólogo mais sábio da turma que faço parte. Decidi parar de querer ensinar alguma coisa para as pessoas. Decidi parar de pedir coisas grande e financeiramente valiosas aos meus pais. Decidi parar de desabafar para pessoas que não se importam com o meu problema. Decidi parar de lutar contra os outros e contra seus ideais. Decidi parar de pesquisar sobre uma solução ao invés de procurar entender o problema. Decidi me acalmar, me sentir bem, fazer o certo, falar menos, agir com amor.

    Eu decidi orar. Decidi lançar toda minha ansiedade em Deus e deixar que ele me ajude a melhorar. Decidi buscar seus conselhos ao invés dos meus que não servem absolutamente nada pra mim. Decidi receber o carinho do Pai e o seu amor furioso por mim! Decidi chorar de joelhos e ouvi-lo sentado em minha leitura bíblica diária. Decidi ouvir mais. Um brinde!

  • Análise: CD O Olhar de Deus – Rayssa e Ravel

    Em comemoração aos 25 anos de carreira, Rayssa e Ravel lançaram o álbum O Olhar de Deus, sendo o 15º disco dos irmãos pela MK Music. Desta vez, com produção de Silvinho Santos, os irmãos tentam se renovar e fugir do temido desgaste. Nos dias atuais, muitos intérpretes estão surgindo, mas são poucos os que se destacam ao ponto de se estabelecer no meio gospel. Ponto positivo para a dupla por isso.

    Rayssa tem uma interpretação forte e imponente, uma das melhores vozes do ramo, já Ravel vem com uma voz mais harmoniosa e doce. Neste disco, a qualidade vocal dos dois está ótima, aliás, como sempre. Sem um gênero e estilo totalmente exclusivo no repertório, a dupla vai do sertanejo ao pentecostal. O trabalho contém dez faixas assinadas por nomes como Ronaldo Santos, Cláudio Louvor, Anderson Peres, Jesus Afrânio, Rodney Santos, Willian Santana, Washington Gama e duas canções assinadas pelos intérpretes, Rayssa e Ravel.

    A primeira faixa, Dupla Honra, tem uma letra polêmica que fala sobre exaltação humana. Nela, é dito que “vai chegar no ouvido de quem te humilhou que Deus te colocou de pé”. Lembra um pouco uma música que ficou muito conhecida um tempo atrás por ser, digamos, vingativa. Em minha opinião, não é necessário desmoralizar alguém para mostrar que Deus está conosco. É só se lembrar de que tudo o que é plantado, é colhido.

    O single do disco, Levanta, de Claudio Louvor, agrada tanto pela letra como também pelo estilo ‘pra cima’. Ótima escolha para a música de trabalho, com destaque para o acordeom! Lá Vai Ela conta a história da mulher que tinha sido abandonada por todos com apenas um odre de água, um pão e um menino no deserto. Depois dela comer o pão e beber a água, o menino acorda com sede e ela fica sem saber o que fazer, mas no mesmo instante Deus escuta o choro do menino e faz jorrar a água no deserto para ele beber. Essa canção fala sobre encorajamento e esperança, mostrando que não importa o tamanho do problema, pois Deus é maior que qualquer um deles. Mais uma composição de Claúdio Louvor.

    O título do disco foi escrito por Anderson Pontes. O Olhar de Deus traz uma mensagem de conforto, dizendo que mesmo que o mundo não te enxergue, o olhar de Deus vê em você um campeão. Em seguida, temos Pedrada, uma moda de viola bem sertaneja, nos remetendo aos álbuns antigos da dupla. Aqui eles voltaram as suas raízes, cantando sobre superação e vencer as adversidades com Deus.

    Na faixa Filho de Davi, Rayssa e Ravel dividem os vocais com Wilian Nascimento e Gisele Nascimento. Participações especiais sempre trazem um diferencial para um disco, às vezes é até essencial para tirar o enfado. A escolha dos colegas de gravadora para esta canção foi bem pensada e o produtor foi muito feliz nos arranjos.

    Em contrapartida, quem esperava um álbum totalmente pentecostal ou sertanejo irá ficar desiludido. Silvinho Santos foi ousado até demais na escolha dos arranjos para o repertório, passeando por diversos gêneros musicais e perdendo o foco da musicalidade que caracteriza melhor a dupla Rayssa e Ravel. Por isso, O Olhar de Deus não se assemelha e não pode ser comparado com os clássicos dos irmãos como, Inesquecível ou Além do Nosso Olhar.

  • Carlinhos Felix – discografia e obra

    Conhecido também por ser vocalista e guitarrista da banda de rock Rebanhão, Carlinhos Felix mantém carreira solo desde o início dos anos 90 e é um dos intérpretes mais conceituados da música cristã.


    Guia discográfico

    Coisas da Vida (Warner/1991): A essência musical de Carlinhos nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.. (Nota: [usr 4.5])

    Carlinhos Felix (BMG Ariola/1992): Seguindo a parceria com Paulinho Guitarra e fazendo muitas críticas ao desmatamento e destruição do meio ambiente, o disco conta com bons arranjos, com um repertório de não tanto destaque. (Nota: [usr 3.5])

    Basta Querer (MK Music/1993): Um de seus discos mais conhecidos, Basta Querer consegue ser mais eclético e alegre que o disco anterior, mas peca pela pouca coesão entre as faixas. (Nota: [usr 3])

    Nada a Perder (MK Music/1995): Seguindo a tendência dos anteriores, Carlinhos seguiu em sua pretensão em ser um multifacetado artista pop. Destaque para a regravação “Muro de Pedra”, com os vocais de Paulo Marotta  (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo (MK Music/1996): O disco ao vivo que o Rebanhão poderia ter gravado, Carlinhos revisitou as melhores músicas de sua breve carreira solo e ainda agregou clássicos, como “Autor da Minha Fé”, do Grupo Elo. (Nota: [usr 4])

    Toda Reverência (Honor Music/1997): Mais suave, mais introspectivo e mais cansativo, Toda Reverência não se diferencia, musicalmente falando, dos projetos anteriores. (Nota: [usr 2.5])

    Não Desista (AB Records/1999): Menos confortável que o anterior, e com composições mais bem desenvolvidas, e com outros clássicos: “Olhos no Espelho” (Milad) e “Teus Altares” (Jorge Camargo). (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo na Flórida (Honor Music/2001): Espontâneo e bem produzido, Ao Vivo na Flórida é o melhor trabalho ao vivo de Carlinhos.  (Nota: [usr 4.5])

    Pensando em Você (Honor Music/2003): Voltando-se ao seu som mais tradicional, este disco de Carlinhos é pouco brilhante, além de conter regravações desnecessárias.  (Nota: [usr 2])

    Na Tua Sombra (Graça Music/2004): Revistando sua sonoridade para algo mais fiel ao pop rock, Na Tua Sombra é o melhor registro de Carlinhos Felix na primeira década do século XXI. Destaque para a canção “Santo Nome” e sua influência de country. (Nota: [usr 4])

    Obediência (Boas Novas/2008): Seguindo as tendências do último disco, o cantor novamente trouxe temáticas congregacionais a um som pop rock. (Nota: [usr 3])

    Primeiro Amor – O Melhor de Carlinhos Felix (Som Livre/2011): Gravado totalmente em estúdio, o disco contém algumas versões a destacar, como a performance, totalmente guiada pelo piano e sintetizadores de “Primeiro Amor”, mas, no geral, muitas das roupagens não se justificam. (Nota: [usr 2.5])

    Lindo Senhor (Sony Music Brasil/2012): Divido em duas partes (uma inédita, outra de regravações), o disco coloca Carlinhos diante das tendências musicais de seu tempo, mas também olhando para trás. (Nota: [usr 3.5])


    Notícias e matérias sobre o Carlinhos Felix

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Carlinhos Felix no O Propagador, clique aqui.

  • Fique Sabendo – Cassiane, Quarto Fechado, Soraya Moraes e muito mais

    “Minha Essência”, primeira música do novo disco de Cassiane é divulgada

    Enquanto o disco Eternamente não sai, a gravadora MK Music enviou para várias rádios do país e lançou o lyric video da canção “Minha Essência”, escolhida como single para esse projeto. Desde os álbuns anteriores, Tony Ricardo vem fazendo uma boa parceria com a cantora e desta vez não foi diferente, pois ele é o compositor da maior parte das canções do disco e, inclusive, dessa música que versa sobre a fidelidade a Deus. Ouça:

    Aqui temos mais destaque para a orquestra, algo que os saudosos fãs de álbuns como Com Muito Louvor e A Cura pediam. Em breve, teremos uma análise aqui no site sobre o disco.


    Soraya Moraes lança o clipe “Feliz”, versão de “Happy”

    Com o título de “Feliz”, versão do sucesso mundial de Pharrel, Soraya Moraes lança seu primeiro trabalho audiovisual do próximo disco. Em visita à Bethel Church, na Califórnia (EUA), Soraya notou o uso dessa canção nos cultos e ficou ainda mais decidida a criar uma versão em português e gravá-la. A canção terá parte de seus direitos artísticos revertida ao GRAAC (Grupo de Apoio Ao Adolescente e Criança com Câncer), assim como todas as visualizações do clipe no canal oficial de Soraya Moraes no VEVO. O clipe conta com diversas locações em São Paulo e Dallas, nos EUA. Nomes como Mariana Valadão, Felippe Valadão, Pr. Lucinho, Juninho Afram, Sônia Hernandes, Priscilla Alcântara, Paulo César Baruk, Lito Atalaia e Nívea Soares participam do projeto. Confira:


    Capa do CD/DVD Extraordinária Graça, de Aline Barros, é divulgada

    Com um novo contrato assinado com a Quartel Design, responsável por todos os projetos gráficos da cantora a partir de agora, a equipe de criação da agência nos apresentou um projeto de muito bom gosto por todos os envolvidos no trabalho. Veja:Aline Barros - Extraordinária Graça


    Pregador Luo se prepara para lançar novo álbum

    Depois de divulgar “Testemunhe”, primeiro single do álbum Governe!, Pregador Luo se prepara para lançar seu primeiro disco pela Universal Music Christian Group no final do mês. Com 20 faixas inéditas de sua própria autoria, o lançamento do CD está previsto para o dia 30 de Outubro. O álbum traz uma mensagem simples: preste atenção nos caminhos que existem diante de você; não se deixe levar pela cultura a seu redor; não transfira para o diabo, para os políticos ou para os líderes religiosos as decisões que são suas: GOVERNE.

    Assista ao vídeo sobre a concepção do projeto gráfico do disco:

    Em breve o cantor irá lançar o vídeo clipe “Andei Vagando” em seu canal da VEVO.


    Quarto Fechado lança clipe “Vem”, do novo álbum

    Foi lançado o vídeo clipe da banda de rock alternativo catarinense Quarto Fechado, a música escolhida como single de seu futuro álbum, Labirinto Meu, foi a canção Vem. A produção musical é de Raphael Campos, ex-vocalista da Aeroilis.

    Veja:


    Stryper lança clipe “Pride”, do álbum Fallen

    A banda norte-americana de rock cristão Stryper acaba de lançar o primeiro clipe de divulgação do álbum Fallen, lançado este mês. Fallen é definido, pela banda e pela crítica, como o álbum mais pesado do Stryper até agora. Ouça o single:


    Shirley Kaiser lança novo disco, Novo Templo

    Depois de um longo hiato, a cantora Shirley Kaiser se prepara para lançar seu mais novo disco, Novo Templo. Após o lançamento do disco Santidade em 2011 no melhor estilo pentecostal, a cantora conquistou boa parte do público e ganhou muitos admiradores. Com isso, eles ficaram esperando um novo projeto da intérprete, foram passados quatro anos e Shirley está de volta para a alegria de todos os fãs. Desta vez, a produção ficou a cargo de Stéfano de Moraes, conhecido por produzir os discos de Anderson Freire. Portanto, vem coisa muito boa por ai. Vamos aguardar!


    Rosa de Saron lançará DVD em breve

    A banda Rosa de Saron está prestes a lançar o DVD Acústico e Ao Vivo 2/3. Confira um trecho, com a canção “Sol à Meia Noite”: