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  • Limão com Mel – Acabou o sal?

    Ultimamente o Facebook tem sido palco de diversos vídeos exibindo performances musicais e pregações em igrejas evangélicas sempre seguidas de uma enxurrada de críticas. Não podemos negar que com a forma vertiginosa em que vem se aumentando o número de denominações, aumentam também os costumes, as permissividades e aquilo que antes poderia ser tido como “marca registrada” do povo evangélico talvez não faça mais tanto sentido.

    Não se trata de certo ou errado, pecado ou não, se vai pro céu ou não, afinal, quem somos nós pra determinar o que fazer pra herdarmos a vida eterna? Todas essas respostas já estão publicadas na Bíblia. Mas essa é outra questão: a igreja atual lê a Bíblia? Às vezes fica a sensação de que os “moveres” dentro das igrejas são muito mais importantes que a leitura bíblica em si. O importante é que Deus se faça presente, e qual a melhor forma de comprovar sua presença que com rodopios, sinais de poder, línguas estranhas, profecias e profetadas e uma série de outras coisas tão em voga?

    Assim como no mercado empresarial, a concorrência entre igrejas hoje é algo evidente e as estratégias para vencer a concorrência são as mais variadas. Igrejas que antes eram bastante rígidas tornaram-se mais flexíveis sob o risco de ficarem vazias. Mas aí surge outro problema: igrejas cheias de pessoas vazias. O que é pior?

    Já percebeu como o mundo vem embrenhando nas igrejas de forma sutil e quase imperceptível? Sempre com alguma justificativa “plausível” trazemos aquilo que é mundano para dentro das igrejas. Não raro hoje ver igrejas que fazem seus próprios carnavais, festas juninas, arraiás, baladas e afins. Afinal, quem disse que precisamos ser diferentes?

    Certamente se Daniel e seus amigos vivessem hoje, não teriam se abstido dos manjares do rei. Talvez não tivessem visto nada demais em comer aquilo que lhes era oferecido pelos pagãos. Mas será que a diferença notável entre eles e os demais mancebos da época teria sido notada?

    Que sal temos sido? Que luz temos sido para o mundo?

    “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens”. (Mateus 5, 13).

  • Análise: CD Cartas ao Remetente – Rosa de Saron

    Pode até ser exagero, ou o fato de eu ser fã da banda, justifique, mas “Cartas ao Remetente” foi o melhor álbum de rock nacional lançado neste ano. Já ouvi o Amianto do Supercombo e o EP Eu Sou a Maré Viva da Fresno lançados este ano, mas nenhum é tão bom como o CAR.

    Cartas ao Remetente é o 13° álbum da banda católica Rosa de Saron. Para muitos, é o melhor disco de inéditas do grupo, porém, ainda acho O Agora e O Eterno melhor.

    A faixa que abre o disco chama-se Reis & Princesas, que tem uma temática bem parecida com a música Autor Desconhecido, também foi composta pelo vocalista Guilherme de Sá, e a mesma abre o último álbum gravado em 2012. O projeto inicia com um “teor” de suspense , e um eco eletrônico do início da canção sendo reproduzida antes dos primeiros riffs de guitarra. A poesia perdura e prende o ouvinte já na primeira estrofe quando é cantado “Eu não sei, se eu sigo a ver navios ou se ponho neles os animais”. O refrão é empolgante e chamativo pelo grito de manifesto de uma pessoa que já fez de tudo por uma boa relação com um inimigo – ou outra pessoa qualquer – e nada adiantou. Destaque para o solo com um arranjo melódico que muito lembra alguns clássicos do Creed.

    O disco segue com uma pegada eletrônica em algumas partes, típico da banda que sempre gostou dessa sonoridade desde a entrada do Guilherme, assumindo os vocais. Solte-me! é outra canção que remete o manifesto pessoal. Isso é caracterizado pela frase “Solte-me! Solte-me! Por favor liberte-me, solte-me!“. Também é uma faixa viciante pela versatilidade das palavras e traduz o sentimento de quem tenta, tenta, tenta mas não consegue realizar-se. Deixando claro que as músicas do Rosa as vezes – ou quase sempre – é muito difícil de se definir, e o grupo sabe tão bem disso, que deixa que os próprios fãs tirem suas conclusões.

    A terceira música é a faixa-título. A partir daí o ritmo agitado dá lugar a uma canção semi-acústica (digamos assim). A letra passa a mensagem de que se só tivéssemos o amanhã, será que iríamos buscar à Deus? Qual seria nossa última oração? “Se de fato fosse mesmo o último adeus“, “viva como quem soube que vai morrer” e “uma verdadeira causa pela qual morrer” são umas das várias frases de efeito que leva o ouvinte a refletir sobre seus atos. Destaques para os violões e riffs bem detalhados.

    O disco segue com sua sonoridade muito boa e atraente, agora com uma canção acústica, e uma forte candidata a melhor música do CD. Após ouvir, tente imaginar um clipe da mesma e a ouça outra vez! Quando tiver sessenta é um exemplo nato de música folk tocada por uma banda de rock. O instrumental me lembra o acústico do Scorpions, mas podem discordar de mim. A canção tem um lado futurista/saudosista, vida/morte, certezas/incertezas bem reflexivas. Costumo dizer que essa não é uma música pra todas as horas, pelo fato de ser reflexiva e pessoal. Essa foi uma fase complexa na vida do autor pois sofreu muitos ataques por membros de sua própria fé, e chegou até pensar em aposentadoria. Junto com a faixa 3 (Cartas ao Remetente) e 14 (Fleur De Ma Vie), chorou compondo e gravou-as chorando. Segundo a banda, a letra é um combate ao imediatismo que vivemos e que dos 86.400 segundos que recebemos de Deus durante o dia, gastamos apenas 2 segundos para dizer: “Senhor, obrigado por este dia”.

    Adiante temos Nada entre o valor e a vergonha. A música tem requisitos de balada no instrumental e um protesto à balada na letra. A sonoridade faz-me lembrar algumas canções do Snow Patrol e substituiu bem a faixa Jamais Será Tarde Demais do seu último de inéditas. Seguindo a base mais pesada do disco temos Algoritmo que traz a temática das misericórdias de Deus em nossas vidas, e que Ele sempre nos perdoa, mas insistimos continuar no erro. A poesia traduz esse sentimento nos versos “Setecentas e setenta e sete luzes não puderam iluminar, a sombra que escondeu-se do seu lar“. Destaque com louvor para os riffs e acordes definidos de guitarra e do peso sonoro bem encaixado da bateria. Uma das melhores do disco.

    Continuando no peso “rock rosariano”, temos Neumas D’arezzo. Guido d’Arezzo foi um monge italiano, teórico musical que criou a notação moderna com a criação do tetragrama, encerrando com o uso de neumas na História da Música, e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si (que antes eram ut, re, mi, fa, sol, la e san). Essa é mais uma das variáveis canções de protesto pessoal da banda com um grito que traduzido a fala ante a música, seria: “DEIXA-NOS FAZER NOSSO TRABALHO EM PAZ!“. Instrumental perfeito com linhas de baixo bem posicionadas com a simplicidade dos solos de bateria dando um ar de hardcore. E essa mesma bateria perdura durante os 3:42min. de Verdade/Mentira. Destaque sem igual pela boa harmonia de guitarra, contra-baixo e bateria e o encerramento marcante com “Afinal o Pinocchio era apenas um cara de pau“.

    A seguir, temos duas composições do guitarrista Eduardo Faro com Dias Assim e Meus Medos. Ambas expressam o sentimento de dependência do amor de Deus. Pra quem conhece o lado devocional do autor, sabe que suas letras são sempre muito profundas. Destaque para solos sutis e voz marcante do Guilherme. Seguindo, encontramos uma faixa que é bem explícita quanto a fase de Invernia que o vocalista e autor da canção passou. Inicia-se com um questionamento profundo: “Deus, o que há comigo?”. Marcada com um arranjo “trovadorístico” de violinos, arranjados com delicadeza e devoção de Aramis Rocha e Robson Rocha. Destaque pela letra e voz quando é cantado o alívio de “Vai passar, eu sei, vai passar“. Seguindo o pique de canções reflexivas , ouvimos a belíssima O Mestre dos Ventos que também traz os violinos e fala metaforicamente de um mendigo. Há um sentimento de abandono explícito na letra. Outra forte candidata a melhor música do álbum.

    Prestes ao término, nos encontramos com a irreverente Seis Nações. Com solos e bem norte-americanizados, a música fala da imperfeição e desejo pelo melhor. Frases como “Na medida da perfeição, eu sou um imperfeito” e “Quem sempre teve Deus como o centro das atenções, jamais precisou secar as lágrimas quando o amor se ausentou” dão um toque doce na melodia e desejo de ouvir mais vezes. E encerrando o ótimo disco, somos agraciados com a ingênua Fleur De Ma Vie, que traduzido significa Flor da minha vida. Introduzida com sinos e juntado com acordes dedilhados de violão, a canção é uma declaração de amor do autor à sua filha recém-nascida, Lívia Gallo de Sá. E o que mais marca – pelo menos pra mim – é o francês fluente do cantor no final do disco.

    Cartas ao Remetente é um disco bem atual, mas com quesitos futuristas. Mais uma obra totalmente produzida pela banda e divulgado pela Som Livre. A produção musical é do vocalista Guilherme de Sá e o produtor Ricardo Domingues, que também assinou o último disco. Enfim, recomendo. Fiz questão de comprar o disco e baixar pelo iTunes! Abraços!

  • Para refletir – Somos um nada e temos medo do nada

    Dentre tantas coisas na Bíblia, as vezes nos perdemos em pequenas questões. Certas vertentes teológicas centram-se no sofrimento humano, outras nas bênçãos materiais e espirituais, outras em questões da antiga aliança, em costumes e tradições. Mas a atemporalidade de Eclesiastes está sempre lá. Acontece que, enquanto houver sociedade humana, haverá tempo, enquanto tiver tempo haverá vaidade.

    Nascemos nus, desprotegidos, ignorantes, sem a menor consciência de onde viemos e o que será de nós a partir de então. A medida do crescimento, agregamos noções, ideias, conhecimentos. Vemos que a vida não é tão cor-de-rosa o quanto talvez pensávamos. Num conflito de ideias, filosofias de vida, vamos andando sob a corda bamba. Na busca de sentido, encontramos um Evangelho, as palavras de um homem, que se dizia filho de Deus há mais de dois mil anos atrás. Este homem morreu por nós, e cita a Bíblia que ressuscitou. Acreditamos e vivemos isso.

    Mas, a realidade é que, hoje, e talvez desde sempre a maior parte das pessoas vivessem como se não houvesse nada após tudo isso, como se não cressem verdadeiramente no que afirmam. O medo do nada? Afinal, que parte do conhecimento palpável poderia nos provar de que realmente existe um Deus, um ser superior operando este enorme sistema no qual somos nada? Somos insignificantes no meio de um universo tão complexo.

    Trabalhamos, comemos, relutamos contra e a favor de tantas coisas, para que depois de vários anos morramos num leito de hospital após o desenvolvimento de um câncer devastador. Ajuntamos riquezas com tanto suor que mais tarde serão esbanjadas de forma irresponsável por nossos filhos, ou até mesmo retidas em benefício de alguém que sequer conheceremos. Somos engraçados: estamos no nada, somos um nada e trazemos outros para um nada na busca de que esse nada não tenha menos sentido do que já tem.

    Ter talvez é uma forma de sentirmos que nossa passagem pela Terra não seja tão aparentemente inútil e que teimosamente, se esforçamos um pouco, deixaremos uma marca nossa aqui, já que, pelo menos os que creem em Cristo acreditam que não são daqui. Mas, de que adianta? Buscar o máximo de conhecimento não me fará superior ao ignorante que morre de fome num país subdesenvolvido. Chamados, nada levaremos. Poderia eu ter sobre o meu corpo contatos físicos com várias pessoas. Mas, se revelaria outra vaidade.

    Poderia, até mesmo fazer de Deus como um salva-vidas, um paraquedas, um balão de oxigênio, um seguro de vida, mas meu egoísmo revelaria novamente o nível de vaidade que isso alcançaria. Será que tudo o que estamos vivenciando não é apenas uma demonstração de nossa fragilidade, impotência, decadência, incapacidade de escolha e a soberania do Criador para que cresçamos e desenvolvemos em humildade e renúncia a tudo que, vindo de nós atribuímos como grande e importante?

    A vida é uma escada rolante que não volta, não pede nossa opinião. E por mais que queiramos alongar ou diminuir nossos prazos, há tempo para tudo. Nascer, morrer, alegrar, entristecer. Devemos ter, em nossos corações um real entendimento disso.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=qls3zF6Bl-s]

  • Baús e Vitrolas – Aclame ao Senhor

    O Baús e Vitrolas de hoje traz uma das canções mais cantadas nos últimos tempos, Shout To The Lord, ou como ficou popularmente conhecida no Brasil: Aclame Ao Senhor.

    Composta aproximadamente em 1993, por Darlene Zschech, uma das maiores ministras de louvor da atualidade, Shout To The Lord tem uma história peculiar. A canção teria sido composta em um período intrigante da autora, quando ela e seu esposo sofriam dificuldades financeiras, com dois filhos. Há relatos, inclusive, de que Darlene teria composto Aclame Ao Senhor após receber o convite para tornar-se líder de louvor na Hillsong Church. Mas Darlene teria escrito este hino, exatamente em um dos quartos da casa do casal Zschech, onde os brinquedos eram guardados, e havia um piano. Ao tocá-la, pela primeira vez, ao então pastor de música da Hillsong Church, Geoff Bulock, ela teria feito um pedido a ele, para que ele virasse o rosto, enquanto ela tocava e cantava a canção.

    Baús e vitrolas - Vinil Mini aclame ao senhorShout To The Lord foi gravada, pela primeira vez, em 1994, no álbum People Just Like Us (Gente como Nós), e já foi regravada em mais de duzentos álbuns, por diferentes artistas e em vários idiomas. Entre eles, Rivers OfJoy, de Don Moen, em 1995; Authentic, de Chris Tomlin, em 1998; Diante do Trono, pela Igreja Batista da Lagoinha, em 1998; Em Tu presencia, com Don Moen, em 1999; Aclame ao Senhor, pela Igreja Batista da Lagoinha, por convite da Integrity Music, em 2000; e mais recentemente pela própria compositora, em seu mais recente álbum ao vivo, Revealing Jesus, em 2012. Outros grandes nomes da música cristã internacional, como Sandi Patty, Michael W Smith, Kevin Jonas, Rich MullinsMatt Redman também a regravaram.

    Shout To The Lord é também a faixa que intitula o primeiro álbum, da Integrity Music, produzido e liderado por uma ministra de louvor, sendo disco de ouro nos EUA, e chegando a ser indicado ao Dove Awards 1997, como álbum de louvor e adoração do ano, e ganhando na categoria de canção do ano, pelo Dove Awards 1998. Ela ainda foi cantada para personalidades como o Papa, e o presidente dos EUA.

    Em abril de 2008, no American Idol, a canção foi executada com a letra alterada, substituindo a palavra “Jesus”, do primeiro verso, por “Pastor”, o que não obteve aprovação nem de Darlene, nem da Hillsong Church. E a canção precisou ser regravada com sua letra original, na abertura do show da noite seguinte, a pedido da equipe do Hillsong.

    Estima-se que este hino seja cantado ao longo dos anos, por cerca de mais de 20 milhões de pessoas, a cada fim de semana, pelo mundo todo.

    No Brasil, além de Ana Pala Valadão que consagrou sua versão em português da canção, com o ministério Diante do Trono, a Igreja Bíblica da Paz e o cantor PG também a regravaram.

    O fato é que Shout To The Lord tornou-se um sucesso, e mesmo após 20 anos de seu surgimento entre as ondas sonoras que ecoam sobre o planeta, milhares de vidas têm sido alcançadas pelas promessas incomparáveis cantadas entre seus versos.

    E sobre tudo o que a canção tem provocado no mundo todo, Darlene diz: “Eu não posso tomar nenhum crédito pelo impacto dela. Deus decidiu colocar Sua bênção sobre esta canção”.

    Assista à canção, regravada recentemente no álbum ao vivo de Darlene Zschech, Revealing Jesus, com Michael W Smith:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=tk5yLJbQCbI]

  • TOP 10 – melhores álbuns do Rebanhão

    O Propagador apresenta aos leitores o TOP 10 discografias, em que, de certo tempo apresentaremos listas detalhadas sobre a obra de um certo artista ou banda.

    Este é o ano do Rebanhão. Há 35 anos, Janires fundava a banda juntamente com Pedro Braconnot, Paulo Marotta, Kandell, Carlinhos Felix e Zé Alberto. Agora, em 2014 a banda, com sua formação clássica (Pedro, Carlinhos, Paulo) e Pablo Chies gravará um DVD antológico que representará as obras lançadas durante os 20 anos em que esteve ativo.

    A banda passou por evidentes quatro fases: a primeira durou de 1979 a 1985, na qual Janires foi o principal destaque como frontman. Nesta época, o som da banda teve forte influência do rock progressivo unido a movimentos musicais brasileiros, como o tropicalismo. Após a saída de Janires, até cerca de 1992, foi a fase conhecida como a da formação clássica, em que Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix unidos ao baterista Fernando Augusto consistiram na fase mais popular do grupo, mantendo as influências iniciais, porém com um som mais voltado ao pop. Com a saída de Fernando em 1990, Carlinhos em 1991 e Paulo em 1992, o Rebanhão entrou na terceira fase, que durou de 1992 a 1997, com Pedro sendo principal vocalista e compositor, trabalhando com Pablo Chies, Rogério dy Castro e Wagner Carvalho. Nos últimos anos da banda, o Rebanhão seguiu com outros integrantes.

    Nós do O Propagador, considerando os dez álbuns lançados pela banda, resolvemos elencar os de maior destaque do grupo carioca que marcou a história da música cristã brasileira.


    Vamos Viver o Amor10º: Vamos Viver o Amor (1999)

    Pode-se dizer que Vamos Viver o Amor é o único projeto da banda que não convenceu, e é desconsiderado por alguns como parte real da banda. Com sua segunda formação encerrada, Pedro Braconnot nos apresenta novos integrantes. O álbum não é um dos mais brilhantes de sua discografia, mas possui alguns pontos interessantes, como a textura de “Unção”, a pegada pop de “Mais que um Amigo” e a própria canção-título.

    Ouça: Vamos Viver o Amor Josué


    Capa9º: Por Cima dos Montes (1996)

    Um registro mais denso e homogêneo, Por Cima dos Montes apresenta o ápice da criatividade de Braconnot nos sintetizadores – que também é o intérprete de todas as faixas. O trio formado por Chies, Castro e Carvalho também se destacam em canções como “Eu Voltarei” (que lembra “Mother Love”, do Queen). Além das inéditas, como “Sempre Estar Contigo”, “Ligado na Videira”, algumas regravações merecem destaque, principalmente “Flor do Campo”.

    Ouça: Eu Voltarei, Ligado na Videira e Por Cima dos Montes


    Semeador8º: Semeador (1985)

    Sem a menor dúvida, Janires colocou a parte lírica da banda num nível dificílimo para o alcance de Carlinhos Felix e Braconnot. Entretanto, apesar de não surpreender como o seu anterior, Semeador demonstra a unidade da formação clássica do grupo e na sonoridade, mais pop do que de costume. Canções não autorais como “Paz do Senhor” revelam outro lado do grupo que foi muito bem explorado posteriormente.

    Ouça: Paz do Senhor, A Flor do Campo e Viajar


    Capa7º: Enquanto é Dia… (1993)

    Entre canções contemplativas e pesadas, o Rebanhão, em nova formação oscilou sem escorregar em letras mais evangelísticas, como “Comando de Cristo”, hard rocks que exploravam muito bem a capacidade vocal de Dico Parente, como “Mistério” e faixas guiadas pelo piano, como a intimista e profunda “Me Leva pra Casa”. Um terceiro lado do grupo até então não explorado, sai-se com êxito na proposta devocional.

    Ouça: Me Leva pra Casa, Comando de Cristo e Mistério


    6º: Novo Dia (1987)

    CapaMais consistente ainda que seu antecessor, Novo Dia é um passo mais ousado no amadurecimento do Rebanhão pós-Janires. Apesar de suas características oitentistas que soam um pouco datadas (bateria eletrônica cheia de reverb e muitos sintetizadores), o destaque se vai para as composições autorais – a letra direta e pessoal de Pedro em “Razão”, a pegada percussiva de Tutuca em “Você Precisa de Deus”, e os fundamentais riffs de Paulo Marotta em “Entre eu e Você” (ele não facilita para ninguém). Também, para um disco que contém clássicos como “Primeiro Amor” e o gospel de Lionel Richie aqui em versão decente por Paulinho Rezende de título “Jesus é Amor”, impressões positivas são o mínimo que se pode esperar.

    Ouça: Razão, Primeiro Amor e Nele Você Pode Confiar


    5º: Pé na Estrada (1991)

    Pé na EstradaNão há a menor dúvida que a saída de Fernando Augusto, baterista de longa data afetaria os integrantes de alguma forma. Mas Pé na Estrada é um registro tão maduro e forte como o seu anterior. O entrosamento entre o trio Felix/Marotta/Braconnot alcança o seu ápice, e canções como “Elo Perdido”, “Existe um Lugar”, “Ovelha Ferida” e “Fé” são os pontos altos do projeto, embora músicas como “Nzile Nzulu” e “Pedaço do Céu” pouco contribuem positivamente no geral. O projeto gráfico, de longe é o melhor em toda a carreira da banda e é claro resultado da criatividade da canção-título, escrita por Paulo Marotta.

    Ouça: , Criação e Elo Perdido


    4º: Janires e Amigos (1985)

    Janires e AmigosIndependentemente de o álbum ter sido lançado inicialmente como obra solo de Janires (mais tarde incluído como discografia do Rebanhão), há de se imaginar que, em pleno 1985 não dava para pensar em Rebanhão sem seu líder, e Janires sem sua banda. O cantor, aqui apresenta de alguma forma sua versão pura do grupo, com canções dedicadas a pessoas importantes em sua vida. E apenas pessoas tão geniais como Janires poderiam ser tão delicados, diretos e verdadeiros em seus discursos. De longe, “Helena” e “Mamãe” são as melhores do disco, mas ainda temos canções singulares como “Jesus Super Heroi” e “Arca”. Grande valor histórico também possui, afinal foi o primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional.

    Ouça: Mamãe, Arca e Helena


    3º: Luz do Mundo (1983)

    Luz do MundoCom o sucesso de Mais Doce que o Mel, o Rebanhão poderia muito bem descansar sob a sombra e fazer algo comum. Mas Luz do Mundo é um salto mais alto e mais evidente no aspecto técnico: foi gravado nos Estúdios Transamérica, referência em gravação na época e o entrosamento da banda é bem superior. Janires, com seu clássico ovation abrilhanta canções autorais, como “Hoje Sou Feliz” e “Ano 2000”, enquanto Carlinhos Felix apresenta boas baladas pop, mas não tão brilhantes quanto as contidas no projeto de estreia do Rebanhão. Paulo Marotta estreia nos vocais, e Pedro Braconnot surge com um Phophet-5, grande sintetizador da época.

    Ouça: Hoje sou Feliz, Taças de Cristais e Casa no Céu


    2º: Princípio (1989)

    PrincipioDiferentemente de todos os álbuns do Rebanhão, Princípio foi um disco que representou uma nova vibe na música cristã nacional, dando “start” ao chamado movimento gospel. Com a cabeça dentro dos anos 90, o destaque do álbum vai para Pedro Braconnot, que é o compositor da maioria das músicas e apresenta três grandes obras, “Fronteiras”, “Metrô” e “Palácios”. Esta última tornou-se um hino para as multidões que assistiam as apresentações da banda, como um discurso vívido do cristianismo intercalado com crítica e consciência social. Paulo Marotta surpreende com seu “Muro de Pedra”, e Carlinhos Felix mantém sua proficiência na criação de baladas, com destaque para o hit “Selo do Perdão”.

    Ouça: Palácios, Muro de Pedra e Selo do Perdão


    1º: Mais Doce que o Mel (1981)

    Mais Doce que o MelApesar de Luz do Mundo apresentar uma consistência técnica superior, Mais Doce que o Mel é de longe o disco mais marcante da banda, no qual cada canção funcionaria perfeitamente caso apresentadas de forma individual. Janires nunca gravou canções tão criativas, como a grandiosa “Casinha”, a balada “Mel” e o especial pot-pourri, no qual “Salas de Jantar” é o grande destaque. As composições de Carlinhos Felix, apesar de ofuscadas são muito bem articuladas, principalmente “Passageiro”, que brinca com arranjos de metais. Pedro Braconnot surge com “Refúgio”, uma das canções mais feelinzeiras do grupo. O projeto também foi extremamente revolucionário para a sua época e, de longe é um dos trabalhos mais importantes da música cristã nacional no século XX.

    Ouça: Casinha, Refúgio e Passageiro


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Comente, sua opinião é importante!

  • Rose Nascimento assina com Som Livre e planeja gravação de DVD

    Nesta quinta-feira 17, a Som Livre reuniu representantes da mídia evangélica em sua sede na Barra da Tijuca para anunciar mais uma grande contratação. Depois de muita expectativa, a gravadora anuncia a aquisição da cantora Rose Nascimento que  chega pra reforçar ainda mais o segmento pentecostal da gravadora.

    “Começamos aqui tendo que renovar todo o cast da gravadora, realizar muitas mudanças, e trazer a Rose Nascimento é a consolidação daquilo que tínhamos planejado fazer, que era trazer grandes nomes, fazer com que a gravadora fosse mais respeitada, tivesse mais credibilidade, e eu creio que a partir de agora, muitas outras coisas boas e muitas outras surpresas virão”, declara Claudia Fonte, coordenadora do setor gospel da Som Livre.

    Segundo Rose Nascimento, que recebeu propostas de outras gravadoras, a decisão de assinar com a Som Livre, além do fato de ser uma grande gravadora, é o fato de poder trabalhar novamente com Claudia Fonte. Os discos Sempre Fiel, Sempre Fiel Ao vivo, Aqui tem alegria, Para o mundo ouvir além dos DVDs Sempre Fiel – Ao vivo e Para o mundo ouvir ao vivo foram lançados com a direção de Claudia pela extinta gravadora Zekap Gospel.

    Desde 1999, Rose nascimento esteve apenas em gravadoras de menor expressão, mesmo assim lançando discos de grande repercussão no mercado sendo o último disco “O menor da casa” lançado por selo próprio. Seu último disco pela Art Gospel alcançou mais de 200.000 cópias vendidas.

    Agora pela Som Livre, Rose Nascimento começa a preparar a gravação de um novo DVD contendo sucessos da carreira e canções do seu último álbum “O Menor da casa”.

    A contratação de Rose Nascimento é mais um passo da nova gestão do setor gospel da Som Livre na consolidação e diversificação do setor na gravadora que já conta com nomes como Daniel e Samuel, Andrea Fontes e Banda Som e Louvor no estilo pentecostal.

    A cantora deixou um recado para os leitores do site O Propagador, confira:

  • Rocklogia – Os Cantores de Cristo

    Além das bandas já comentadas aqui na Rocklogia, tive a oportunidade de conhecer alguns títulos do grupo Os Cantores de Cristo. Na proposta jovem dos anos 70, Os Cantores de Cristo é talvez a primeira banda de rock cristão do Brasil (surgiu praticamente na mesma época que o Êxodos ou até mesmo antes). Surgiu no Rio de Janeiro.

    Segundo entrevista ao portal Arquivo Gospel (leia aqui), a banda afirma que surgiu como um conjunto vocal em 1968, adicionando elementos instrumentais anos depois. Dos anos em que esteve ativo, saíram quatro álbuns, nos quais são: Olhando o Infinito, de 1973, Bonança, de 1975, Pra Você, de 1979 e Manso e Suave, de 1982. Lançado pela gravadora Favoritos Evangélicos, “Bonança” provavelmente foi o lançamento mais relevante do grupo. Sonoramente temos uma banda pop rock, com elementos tímidos do progressivo influenciados pelo grande Pink Floyd, formando uma sonoridade já ousada para a época, mas com letras ainda bem diretas sobre o cristianismo. O destaque maior vai para os arranjos vocais.

    Após o fim do grupo, alguns integrantes tentaram seguir como um grupo vocal, mas o projeto se dissolveu antes dos anos 2000. Com o fim da gravadora Favoritos Evangélicos, o material da banda tornou-se uma raridade.

    A antológica música “Arca” de Janires, gravada no álbum Janires e Amigos, mais tarde creditado como álbum do Rebanhão cita Os Cantores de Cristo, mostrando a relevância do grupo na época.

  • Como desativar a reprodução automática de vídeos no Facebook

    Se você assim como eu detestou essa atualização do Facebook que praticamente obriga os usuários a verem a qualquer custo os vídeos que são publicados na rede social, tenho uma boa notícia!

    Depois de retirar sem aviso prévio a opção de desativar a reprodução automática de vídeos das configurações do Facebook (acho que ficaram com medo de que todo mundo desativasse), Mark Zuckerberg voltou atrás (com medo do povo se encher disso e cair fora do Facebook) e disponibilizou novamente a opção de desativar a reprodução automática de vídeos no Facebook. Pelo visto a ideia não foi bem aceita, eu mesmo inclusive mandei uma reclamação para a central do Facebook sobre o caso.

    Segundo alguns, a ideia era atrair anunciantes para o formato de vídeo, já que os vídeos seriam vistos pelos usuários da rede automaticamente. Acontece que muita gente coloca vídeos bizarros no Facebook, de assassinatos, acidentes, proibido para menores e na maioria das vezes o conteúdo só é avaliado depois que é denunciado à rede. Assim muitos usuários passaram a reclamar e exigir de volta a opção de desativar essa irritante atualização.

    Leia também: 10 erros que artistas gospel cometem no Facebook

    Vamos lá?

    Desativando a reprodução automática de vídeos no Facebook no computador

    Passo 1: Vá em configurações;

    print 1

     

    Passo 2: Procure pela aba “Vídeos”;

    print 2

     

    Passo 3: Aqui você vai ver que a reprodução automática de vídeos está ativada por padrão. Para desativar, basta clicar em desativar e pronto, vida que segue.

    print 3

    Note que esta configuração serve apenas para quando você estiver usando o Facebook em seu computador. Quando estiver usando a rede social pelo celular, os vídeos vão continuar reproduzindo automaticamente, a menos que você siga o passo a passo abaixo e desative também.

    Desativando a reprodução automática de vídeos no Facebook no celular (Android)

    Passo 1: Clique na aba ajuda e configurações (é só clicar no ícone das três barrinhas horizontais) como na imagem. Em seguida, clique no menu “Configurações do aplicativo”.

    Passo 2: Procure por “Reprodução automática de vídeo”. Note que a reprodução está ativada por padrão. Clique sobre e você verá a tela do passo 3.

    Passo 3: Aqui é só clicar em desativado e pronto. Agora os vídeos só vão reproduzir no seu celular se você clicar sobre eles.

    print celular

    Fácil não é? Se você acha que seus amigos do Facebook também gostariam de desativar a reprodução automática dos vídeos, compartilhe este post com eles!

  • TOP 10 – músicas sobre a teologia da prosperidade

    Como cada corrente teológica, uma teologia apresenta uma interpretação de textos bíblicos, seja a visão aceita como verdadeira ou não. A teologia da prosperidade é uma das vertentes mais conhecidas e polêmicas da atualidade. Intimamente ligada ao movimento neopentecostal, tem rendido frutos e ao mesmo passo discussões acaloradas sobre sua essência. Na música, se por um lado, várias músicas fazem apologia a respeito do assunto, outras criticam fortemente.

    Em linhas simples, a teologia da prosperidade defende, usando-se de várias referências advindas da Bíblia que o crescimento financeiro é um desejo de Deus para os cristãos. Entretanto, outras correntes teológicas discordam de tal ponto defendido, e neste TOP 10, vamos trazer canções que façam crítica ao consumismo, dinheiro, e até mesmo a teologia da prosperidade. Vamos lá?

    OBS: O portal O Propagador não possui pretensões em defender ou combater a teologia da prosperidade.

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    Semideus – Brother Simion

    Após mais de cinco anos sem um álbum relevante, Simion volta com tudo (literalmente) em Eclipse. Letras do estilo que consagrou o cantor. Mas o destaque mesmo vai para “Semideus”, uma canção de protesto nunca vista na carreira do músico, criticando pastores que transformam seu ministério em business, se perdendo nas coisas deste mundo. Vale ressaltar que Brother Simion, por anos, frequentou a uma igreja adepta à teologia da prosperidade. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xrZ2RlE6-sk]

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    Gadara – Luiz Arcanjo

    Bem distante do estilo ao qual é conhecido através do Trazendo a Arca, Luiz Arcanjo apresentou com seu álbum solo uma forte letra de crítica social, na participação de Pregador Luo. A letra faz referência da passagem de Jesus em território gadareno, quando a população o expulsou da região após ter expulsado uma legião de demônios de um homem e o lançado sobre porcos, deixando a entender que os porcos, os quais obtinham lucro eram mais importantes do que a cura vivida pelo homem.

    “O povo de Gadara prefere os porcos do que as pessoas”, diz o refrão de “Gadara”. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=3jpgd7koY-s]

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    The Time is Over – Fruto Sagrado

    Do álbum O Segredo, o Fruto Sagrado apresenta uma de suas várias canções que contém visões críticas despejadas na cabeça dos ouvintes. A banda sempre foi conhecida por abordar temas polêmicos e complexos. “The Time is Over” aborda a história fictícia de um pastor que deixou o primeiro amor e se iludiu com as riquezas deste mundo e tem sua alma levada por um anjo da morte para o inferno.

    Nos shows da época, o grupo utilizava uma pequena parte teatral durante a execução desta canção. (2000)

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    Eu não Aceito – Godcore

    Uma banda independente, que alcançou uma quantidade de visualizações interessante com seu primeiro clipe, “Eu não Aceito”. Misturando elementos de rock, reggae e rap, a banda apresenta um tema polêmico, de uma das formas mais polêmicas possíveis, criticando abertamente a campanhas a favor da teologia da prosperidade feitas por igrejas neopentecostais e a valorização do dinheiro. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=fqZ3uYQCE7w]

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    Eu Espero em Ti – Davi Sacer

    Chega até ser curioso um cantor extremamente criticado por algumas letras de apologia a prosperidade ter uma canção como “Eu Espero em Ti”. Sim, pois é. Davi Sacer lançou em 2008 o álbum Deus não falhará, que segue na mesma linha da canção citada.

    A letra é muito interessante, e a execução instrumental também. A letra e a melodia são de autoria do próprio Davi Sacer. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=2evNSRyBBBs]

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    O Último Julgamento – Mara Lima

    Mara Lima é a representante pentecostal deste TOP 10. E em, “O Último Julgamento” faz algo um pouco semelhante ao Fruto Sagrado, defendendo através da letra que Deus está acima de qualquer bem material. Também aborda a falta de amor por missões e ao egoísmo. (1999)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=65TGUkMx0Q8]

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    Põe na Conta – Ao Cubo

    O consumismo irracional e a sede enorme de comprar é tratado muito bem pelo Ao Cubo, de forma bem humorada e inteligente. “Guarde o seu tesouro onde o ladrão não alcança”, e é com base nisso que a banda estrutura toda a sua letra. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=59vHSr_ll0c]

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    Tudo é Vaidade – João Alexandre

    João Alexandre pode ser considerado um dos músicos, senão o mais completo dentre os cristãos. Produtor, compositor, instrumentista conceituado, João também é notável por afirmações e canções polêmicas, que, como o Fruto Sagrado (inclusive a banda e João já gravaram juntos) apresenta assuntos sem a menor pretensão de agradar egos. Tanto é que Alexandre já foi imensamente prejudicado em sua carreira por afirmações.

    “Tudo é Vaidade” é uma união de várias críticas, desde a valorização do dinheiro, a teologia da prosperidade e até tudo que dê ar de superioridade ao ser humano. No final, o cantor apresenta um trecho da canção “Palácios”, um clássico do Rebanhão. (2000)

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    Eles Precisam Saber – Resgate

    Considerada por muitos como uma das melhores músicas de 2012, “Eles Precisam Saber” é uma crítica na autoria de Zé Bruno a venda de fé. Em suas palavras, as pessoas necessitam apenas de salvação e da compreensão de que não há barganha com Deus.

    A canção em si originalmente seria gravada com a participação do guitarrista e líder da banda Oficina G3, Juninho Afram, mas por questões relacionadas às gravadoras, não foi possível. (2012)

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    Último Dia – Apocalipse 16 e Templo Soul

    Esta canção fez um enorme sucesso, e somente no YouTube possui cerca de cinco milhões de acessos. Aborda a história fictícia de alguém que pôs o dinheiro como seu deus, e de forma inescrupulosa correu atrás de riquezas. “Último dia” faz parte do álbum Apocalipse 16 e Tempo Soul, uma parceria entre as duas bandas. (2006)

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  • Ser Ester – Especial Pamela

    Ela faz sucesso desde a adolescência, tem uma carreira consolidada, emplacou vários hits, é referência para jovens de todo o Brasil e… é linda. Sim, senhoritas! Estou falando da cantora Pamela. Hoje, o Especial da SER ESTER é com ela.

    Vem conferir que está super! Tem entrevista, raio X de estilo e muitas dicas.

    ENTREVISTA

    1- Você é uma referência de beleza para jovens de todo o Brasil. Como você encara essa responsabilidade de saber que o que você usa e faz influencia tantas garotas? Isso pesa em algum momento?

    Isso não pesa pra mim não, mesmo que acabe sendo uma responsabilidade, porque meu gosto em relação a moda, a beleza é bem comportado e me visto pra ficar bonita, não sensual. Eu uso o que gosto e acho super legal jovens curtirem o que eu uso.


    2- Você aparenta gostar de moda e, por vezes, mostra em seus looks referências atuais do mundo fashion, como as calças estampadas, por exemplo. Você acompanha as novidades da moda? Tem essa preocupação em seguir tendências?

    Eu gosto de moda, acompanho o que esta na moda, mas se eu não gostar não adianta que eu não uso. Muitas vezes eu misturo tudo que eu curto e fica bem legal. Acompanho alguns blogs de moda e acho super bacana, é bom pra gente ficar por dentro e dá mais ideias pra inventar e fazer a minha moda.


    3- O que não pode faltar no seu guarda-roupa? Que peça de roupa ou acessório é fundamental na composição do seu estilo pessoal?

    O bom e velho Jeans! Da pra usar em qualquer situação e combina com tudo! É tiro certo! E eu amo usar Jeans. Misturo com um Blaser, uma T-Shirt, coloco uns acessórios e já estou pronta. Estou usando muitas pulseiras, misturo várias e isso ajuda a compor o look. Acho que isso ajuda sim a fazer o estilo e uma pessoa.


    4- Quais são seus principais rituais de beleza? Você segue uma rotina de cuidados com o corpo?

    Eu faço algumas coisinhas sim… Malho de 3 a 4 vezes por semana (quando dá e quando eu estou no RJ) gosto de correr e faço musculação. Fazer as unhas uma vez por semana é obrigatório! Costumo hidratar os cabelos em casa. Agora estou curtindo usar os cabelos cacheados, comprei o Miracurl e estou amando! Limpeza de pele uma vez por mês (como uso maquiagem todos os dias é fundamental!), Pelling de Cristal a cada 15 dias. Uma vez por semana faço massagem e drenagem. Agora estou loira então tenho que retocar as mechas a cada 2 meses.


    5- Você já está com 30 anos, mas com cara de 18. Como faz? [É mágica, genética, campanha de oração por colágeno?]. Você é ligada a cosméticos e tratamentos estéticos? Você pode nos contar algum de seus truques para manter a pele sempre bonita?

    Eu tenho certeza que é genética! Obrigada Jesus! Mas há dois anos comecei a usar uns creminhos pra o rosto, pra o corpo, uso filtro solar todos os dias, tenho me alimentado melhor, cuidado mais da minha saúde. Isso reflete muito no nosso corpo. Eu vou sempre a minha dermatologista e ainda não tomo colágeno! Toda vez que vou malhar levo uma garrafinha de água gelada com um saquinho de gelatina light e bebo tudo durante meu treino.


    6- Embora atualmente o tema já seja comum em nosso meio, a divulgação gosto pela moda ainda não é unanimidade entre todos os segmentos evangélicos. Para você, existe algum limite na moda para uma pessoa evangélica? Se sim, qual? O que você não usa/usaria?

    Claro que existe limite! Não uso nada que venha me deixar sensual, decotado… Temos que nos vestir com decência sem ser vulgar. Tem muitas meninas que não usam calça porque algumas Igrejas não permitem, mas usam saias super curtas e apertadas, eu não acho legal usar saia assim.


     

    7- Você mulher, cristã, tem uma carreira sólida, é casada e ainda arruma tempo para ser linda. Para nós, isso é Ser Ester! Como você faz para ser essa Ester que é uma mulher moderna e bonita, mas não descuida de sua vida espiritual e comunhão com Deus?

    Dá trabalho, não é fácil mesmo, mas temos que da um jeito! Eu acordo cedo e procuro dormir cedo (quando dá), tenho um marido que me ajuda também. Tenho que saber organizar a minha agenda pra dar tempo pra tudo, e graças a Deus dá! Procuro estar na minha Igreja nos cultos de domingo ou quarta-feira. Ainda faço escola Rhema todas a terças a noite e estudo inglês duas vezes por semana. Além de estar sempre viajando pra louvar . Posso dizer que dá tempo sim! Se a gente quiser e se organizar dá tempo sim. Tem que ter foco!


    RAIO X: PAMELA

    Combinando com a música pop que apresenta, Pamela tem um estilo bastante jovial e que super serve de inspiração. O visual padrão é calça, geralmente skinning, combinada com blusa ou T-Shirt com algum charminho, seja estampa, brilho ou aplicações. Acessórios múltiplos são obrigatórios na composição do estilo da cantora.

    TENDÊNCIA

    Antenada, ela gosta de usar referências e informações de moda para montar seu visual. Um hit das últimas temporadas que ela tem usado bastante é a calça estampada.

    A dica básica para usar essas peças é procurar optar pela parte de cima mais discreta, ou em cores neutras ou lisas em alguma cor que tenha destaque na estampa. Pamela gosta de combinar com o bom e velho branco. No look da penúltima foto, a cantora fez uma composição interessante com duas estampas. Nesse caso, esperta que é, ela usou peças com padronagens diferentes, mas cores familiares.

    MONTAGEM 1

    JEANS, JEANS, JENS…

    Pamela já nos falou que ama um bom jeans. Skinning, reto, liso, com lavagem, colorido, rasgado, estampado… não importa. A calça jeans é uma grande aliada na composição de visuais desde os mais descolados até os mais arrumadinhos e sérios. Ela segue aquela nossa velha regrinha: se a calça é justa, a parte de cima, geralmente, é mais larguinha ou comprida para equilibrar as proporções visuais. A combinação que ela gosta de apostar é com T-Shirt e paletó. Um charme.

    MONTAGEM 2

    SAIAS E VESTIDOS

    Já sabemos que a Pamela não apoia saia curta. Em eventos, a cantora geralmente usa calças, mas quando aposta em saias e, especialmente, vestidos, ela opta por modelos comportados e de preferência longos. Modelos mais curtos ganham o complemento de uma calça justinha para ajudar a deixar tudo devidamente comportado.

    MONTAGEM 3

    ACESSÓRIOS 

    Se o corte dos looks é simples, Pamela potencializa o visual com muitos acessórios. A cantora já nos contou que está curtindo a onda do pulseirismo, que basicamente é a mistura de estilos de pulseiras no mesmo pulso. A onda é combinar descombinando, colocando juntas peças de materiais, cores e formas diferentes.

    Outro acessório que está sempre rondando as composições da cantora é o cinto. Os modelos são quase sempre largos e chamativos, geralmente com uma influência country, seja pela cor marrom, pelas franjas ou fivelas. Esses modelos mais destacados e, especialmente, os localizados abaixo da linha do umbigo funcionam bem para quem, como ela, tem o copo pequeno. Para quem for mais cheinha, uma boa aposta são os cintos marcando a cintura, pois eles afinam a silhueta.

    MONTAGEM 4

    CABELO, BELEZA E CUIDADOS CORPORAIS

    Pamela é bastante cuidadosa com os cabelos, afinal, quem tem fios claros, principalmente tingidos, deve ter cuidado redobrado para mante-los sempre bonitos. Ela faz hidratação em casa e retoca as mechas bimestralmente. Para quem gosta de cuidar das madeixas, não faltam opções boas e baratas para a hora de deixar os cabelos macios e saudáveis.

    Um item que ela disse que tem e está gostando muito é o Miracurl, o chamado babyliss mágico. O produto está fazendo um super sucesso pela praticidade e por apresentar excelentes resultados até nas mãos de quem não tem experiência com os modeladores tradicionais. Para quem gosta de cachear os cabelos, essa é uma ótima pedida. Várias marcas já estão produzindo seus modelos e o preço vem diminuindo. Vale a pena apostar.

    Quanto à pele e corpo, a dica da gelatina é sensacional. Para quem não sabe, a gelatina é rica fonte de colágeno, uma proteína que previne a flacidez e ajuda a impedir deformação dos tecidos. Ela ainda ajuda a prevenir doenças, como artrose e osteoporose, alem de ser uma ótima aliada na cicatrização. Gelatina é show.

    MONTAGEM 5

    E então, meninas, curtiram nosso especial com a querida Pamela?

    Fiquem ligadas que estamos preparando novos especiais e as tags de sempre.

    Estejam com Deus e até a próxima!