Ultimamente o Facebook tem sido palco de diversos vídeos exibindo performances musicais e pregações em igrejas evangélicas sempre seguidas de uma enxurrada de críticas. Não podemos negar que com a forma vertiginosa em que vem se aumentando o número de denominações, aumentam também os costumes, as permissividades e aquilo que antes poderia ser tido como “marca registrada” do povo evangélico talvez não faça mais tanto sentido.
Não se trata de certo ou errado, pecado ou não, se vai pro céu ou não, afinal, quem somos nós pra determinar o que fazer pra herdarmos a vida eterna? Todas essas respostas já estão publicadas na Bíblia. Mas essa é outra questão: a igreja atual lê a Bíblia? Às vezes fica a sensação de que os “moveres” dentro das igrejas são muito mais importantes que a leitura bíblica em si. O importante é que Deus se faça presente, e qual a melhor forma de comprovar sua presença que com rodopios, sinais de poder, línguas estranhas, profecias e profetadas e uma série de outras coisas tão em voga?
Assim como no mercado empresarial, a concorrência entre igrejas hoje é algo evidente e as estratégias para vencer a concorrência são as mais variadas. Igrejas que antes eram bastante rígidas tornaram-se mais flexíveis sob o risco de ficarem vazias. Mas aí surge outro problema: igrejas cheias de pessoas vazias. O que é pior?
Já percebeu como o mundo vem embrenhando nas igrejas de forma sutil e quase imperceptível? Sempre com alguma justificativa “plausível” trazemos aquilo que é mundano para dentro das igrejas. Não raro hoje ver igrejas que fazem seus próprios carnavais, festas juninas, arraiás, baladas e afins. Afinal, quem disse que precisamos ser diferentes?
Certamente se Daniel e seus amigos vivessem hoje, não teriam se abstido dos manjares do rei. Talvez não tivessem visto nada demais em comer aquilo que lhes era oferecido pelos pagãos. Mas será que a diferença notável entre eles e os demais mancebos da época teria sido notada?
Que sal temos sido? Que luz temos sido para o mundo?
“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens”. (Mateus 5, 13).
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