Categoria: Polemizando

  • Polemizando – Os cinco cantores mais chatos da música gospel

    Tenho que confessar: Atuar no segmento gospel não é tarefa fácil.

    O gospel tem suas peculiaridades e não raramente encontramos algumas figuras bem difíceis de lidar. Neste post, vou apresentar a vocês cinco dessas figuras chatas de plantão.


    O cantor paradoxal

    Ele é artista, mas não aceita o rótulo de artista, vê o termo negativamente e acredita não ser algo condizente com “sua verdade”. Normalmente, o cantor paradoxal também não quer fazer sucesso. Qualquer tentativa de convencê-lo a investir em estratégias para alavancar o seu trabalho é refutada por este argumento. Mas ele gasta dinheiro produzindo e lançando um trabalho, manda links de vídeos pra geral, marca meio mundo no Facebook. Definitivamente, esse cantor me irrita bastante. Voltemos à lógica.


    O sonhador-mor

    A sua carreira é um sucesso retumbante. Seus vídeos rapidamente alcançam milhares de visualizações. Sua música não para de tocar nas rádios e sua agenda é disputada a tapa. Isso tudo, claro, vai ser realidade depois que ele lançar o melhor CD do mundo e for contratado por uma grande gravadora. É claro que a página dele tem menos de 5 mil likes e nem tem um site.


    O parça

    Este é aquele que é super teu parceiro. Pede dicas, opiniões, mas nunca contrata teu serviço, mas somos parceiros. Claro, sempre que ele precisa de uma ideia, ou de um servicinho simples. “Só uma coisinha de nada, me dá uma moral aí parceiro?”


    O sabichão

    Ele sabe de tudo. Ele sabe design. Marketing, assessoria, produção. Este típico cantor mala se autossabota. Ninguém aguenta trabalhar com ele, até porque ninguém é bom o suficiente, nem tem ideias tão boas quanto as suas. Ele sabe que é preciso investir, qualquer proposta que você indique ele diz: “sim eu sei, tem que investir mesmo”. Ele sabe, mas não faz. Por algum motivo ele ignora tudo o que supostamente sabe e segue errando. Alguém entende?


    O coitado

    Ele sempre está na pior. Mas tem uma promessa. Vendeu o rim pra gravar o CD e agora não tem um real pra investir em marketing e assessoria. Vive mendigando likes e serviços. Ele também é injustiçado e vive reclamando que cantores com menos qualidade fazem sucesso e ele não. “O brasileiro não gosta de música de qualidade”, resmunga.


    Se você se enquadra num destes perfis, pare para seu próprio bem e para o bem geral da nação. Reveja os seus conceitos e avalie se realmente o que está fazendo é o que você quer para sua vida. A vida é muito curta para se gastar tempo, dinheiro e a paciência dos outros.

  • Polemizando – Por que o compositor não é valorizado?

    Você certamente sabe quem canta aquela música do momento, aquele sucesso que não para de tocar nas rádios. Mas você sabe quem é o autor dela?

    A maioria esmagadora do grande público desconhece quem são os compositores da maioria das músicas. Não é incomum encontrar aqueles que creditam, ao intérprete, o crédito exclusivo sobre uma canção, o que é um grande equívoco. Atrelado a isso, é possível notar o pouco interesse do mercado musical em mudar isso. Seguimos com cantores cada vez mais famosos e ricos e compositores citados obrigatoriamente apenas nas letrinhas miúdas do encarte cujo material a maioria do grande público não lê. Eu entendo que, no meio gospel, muitos vão dizer que não se deve buscar glória na Terra, nem reconhecimento humano o que é uma grande balela usada para silenciar os insatisfeitos, mas não se trata disso. Trata-se de equidade e justiça.

    Isso porque, legalmente, o dono dos direitos autorais de fato é o compositor, não o cantor. O intérprete e demais músicos, produtores que estejam envolvidos na gravação de uma música possuem direitos conexos. Somente o compositor pode autorizar que suas canções sejam regravadas por outro artista, e não o intérprete. Somente ele segue tendo direito sobre todas as versões futuras. Ainda que este tenha repassado os direitos administrativos para uma editora (que neste caso pode ceder as canções ou monopolizá-las), o autor segue detentor dos direitos, recebendo uma parcela não muito expressiva dos royalties gerados pela canção.

    Pelo menos é o que se espera. Vez ou outra surgem casos de compositores reclamando direitos não recebidos, seja por má fé, falta de conhecimento ou descaso com o artista por trás da música.

    Em pleno 2015, em que a música digital é uma realidade, uma parte significativa dos lucros vem partindo desta nova fatia do mercado. Gravadoras e artistas independentes tem derramado CDs inteiros no YouTube, mas será que todos os compositores tem ciência de quanto suas canções rendem apenas nesta plataforma? Creio que nem os cantores saibam ao certo, já que ainda é tudo nebuloso e falta conhecimento.

    Nas plataformas usuais, controladas mais severamente pelo ECAD, é possível ter uma noção mais clara deste rendimento, agora quanto às plataformas digitais ainda não é possível assegurar com precisão até que ponto cada artista envolvido numa canção recebe os repasses. Veja abaixo, um organograma dos repasses de direitos autorais e conexos:

    Divisão

    Se você é compositor, antes de assinar um contrato, veja quais são as cláusulas que envolvem também a distribuição digital. Se liga!

    Para finalizar, deixo claro que quando falo sobre crédito aos compositores vou além de apenas cumprir com a obrigação de repassar a este o que lhes é devido, mas também de reconhecer este profissional como peça fundamental neste segmento. Sem compositor não há música!

    Sei que muita gente floreia o ato de compor como algo natural ou entregue de bandeja por um anjo, mas acredite, compor uma música não é fácil. Não existe receita de bolo. Compor uma música que seja aceita pelo mercado é muito mais complicado que se parece. Portanto, ao ouvir uma música, pare por um instante e pense o quanto a pessoa que a escreveu se dedicou para criá-la e quão talentoso e hábil foi o dono  das mãos que cruzaram madrugadas dedilhando acordes para colocar em sons suas angústias, alegrias, sonhos e fé.

    Quando você começar a admirar mais que o resultado final, vai entender que o cara por trás das letras geniais certamente merece um pouco mais de crédito.

  • Polemizando – Gays na igreja: O problema é ser ou assumir?

    Durante esta semana, foi divulgada, através da imprensa, a notícia de que o Hillsong NY havia colocado um casal homossexual para liderar o louvor. O caso obteve grande repercussão, não apenas local, mas também aqui no Brasil. Não podemos discutir a veracidade do fato, até porque já foi negado pelo pastor da igreja, mas podemos dialogar sobre o assunto.

    A Hillsong, apesar de negar a presença do casal na liderança do seu ministério, afirma que os gays são bem-vindos lá. Brian Houston, pastor sênior da Hillsong, em um artigo publicado num blog da igreja, declarou: “Se você é gay, você é bem-vindo no Hillsong Church? Claro! Você está convidado a participar, cultuar conosco e participar como um membro da congregação com a garantia de que você será incluído e aceito dentro de nossa comunidade. Mas [aqui é onde fica irritante], você vai poder assumir um papel de liderança ativa? Não. Isso não vai deixar todos felizes e, para alguns, essa postura pode até ser vista como hipócrita. Somos uma igreja que acolhe o gay, mas não somos uma igreja que aprova o estilo de vida gay”.

    Nem todos concordam de fato com a postura do Pr. Houston ou da Hillsong. Críticas continuam pelas redes sociais, mas a questão é: se a Hillsong está errada, qual deve ser, então, a postura correta? Qual deve ser o veredito da igreja ante os “gays evangélicos”? Eu usei as aspas, mas nem deveria. Afinal, sim há muitos gays dentro das igrejas evangélicas, inclusive pregando e ministrando o louvor. E nem precisa ser nenhum James Bond para encontrá-los.

    Pode parecer irônico que a mesma a igreja que prega veementemente contra a homossexualidade e se coloca como oposição à luta homossexual, tenha entre seus membros numerosos homossexuais. Mais irônico – pasmem – é que, na maioria das vezes, a liderança conhece boa parte dos casos. Por que a igreja os ignora?

    Você deve estar se perguntando como é possível existir gays dentro das igrejas mesmo com toda essa “caça às bruxas” promovida pelas instituições, mas garanto que nem é difícil assim entender. Primeiro: boa parte destes cresceu dentro da igreja e sair dela é bem mais difícil quando toda a sua família está lá. Portanto, é correto afirmar que suas vidas foram construídas dentro daquela realidade. Segundo: outros entram crendo ser possível, através da igreja, mudar sua “condição sexual” e acabam criando vínculos e mesmo construindo sua própria visão de cristianismo, em que é possível ser salvo se buscar o sacrifício e a negação “dos desejos carnais”.

    De qualquer forma, eles estão lá e não parecem incomodar. A situação aparentemente harmônica muda e causa incômodo apenas quando surgem provas contundentes da vida do membro, a qual expõe publicamente sua condição sexual ou quando este assume, sem cerimônias, ser gay. Aí, nestes casos, vira um problema para a igreja. Podemos comparar isso com a situação das jovens que, enquanto não aparecem grávidas são virgens. E os pastores celebram o casamento sem nenhum problema. Isso soa como uma hipocrisia para você?

    A igreja atual parece não chegar a um consenso sobre o assunto e qual deve ser a postura correta. O que se vê é uma repetição exaustiva de que a Bíblia condena a homossexualidade. Que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Um dos versículos bastante usados para isso é o de Romanos 1:27: “E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”. No entanto, é possível apontar outros versículos que condenam outras posturas também como, por exemplo, a mulher ministrar com a cabeça descoberta: “Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”.

    O texto citado acima também foi escrito por Paulo, em sua carta aos Coríntios. Será que a igreja está “relativizando”a Bíblia? Sendo a Bíblia a regra para a correta vida cristã, não deveria esta ser aplicada integralmente?

    As discussões que este tema já suscitou e ainda levantará são muitas e ironicamente não há um consenso nem mesmo entre as igrejas. Há quem acredite na chamada cura gay, a qual consiste na cura através da fé, removendo todos os desejos homossexuais. Em contrapartida, outros acreditam que a questão é comportamental e depende do indivíduo ter força de vontade e buscar a mudança de vida, tendo a igreja importante papel neste processo. Existe também uma vertente que não acredita no fim dos desejos, mas sim na abdicação destes, em que o indivíduo convive com o desejo homossexual, mas negando os desejos.

    Cada visão citada, sendo ela a correta ou não, vai exigir uma postura diferente por parte da igreja. Independente da que for adotada, não podemos esquecer que Jesus morreu por todos indiscriminadamente. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16). Além disso, se considerarmos o que Jesus disse em Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” não seria a igreja o lugar ideal para onde gays deveriam ir?

  • Polemizando – Festa junina é coisa de crente?

    Acabamos de sair do mês de junho, mês em que acontece uma das festas mais tradicionais do país, as Festas juninas que comemoram dias de diversos santos da Igreja Católica.

    A festa popular foi, por muito tempo, ignorada e rejeitada pelos evangélicos, pois era tida como idolatria. Todas as comidas típicas não podiam ser consumidas porque, na visão dos protestantes em geral, eram oferecidas aos ‘ídolos’ católicos.

    Na minha infância eu vivi isso e confesso que morar numa região rural predominantemente católica não facilitava muito. Mas eu entendi que devíamos ser diferentes. Aprendi com Daniel que às vezes devemos abdicar os manjares para alcançarmos algo maior.

    Porém, no entanto, todavia, a igreja atual meio que deu um “jeitinho brasileiro” de enfiar a Festa junina dentro do calendário de comemorações anuais. Rebatizaram para santificar e festejar o São João com a consciência limpa. Arraiá Gospel, Festa Jesuína (misericórdia), Festa do milho, Festa caipira e por aí vai. A música é gospel, e a bebida não tem álcool. Mas e a motivação? Jesus? Por que estamos sendo influenciados pelo mundo quando deveria ser o contrário? De que serve o sal que não salga?

    Você pode até achar que estou sendo radical e que isso não tem nada a ver. Talvez você tenha razão. Mas o que pensar e concluir diante de uma igreja cada dia mais corrompida pelo mundo? Sinto que as igrejas tem deixado de ser hospitais e estão se transformando em clubes. E hospitais devem acolher doentes, pessoas que muitas vezes não tem nada em troca para oferecer.

    Em contrapartida, clubes são para os que podem R$. São feitos para pessoas cuja contribuição paga a presença. E isso lhes traz benefícios. Assim, podemos concluir que clubes focam no lucro e, quanto mais contribuintes, melhor: mais estrutura, mais benefícios e mais nome. Por este motivo, creio que o sentido de ser igreja esteja se perdendo e festejar o são João seja só um sintoma do mundanismo que entra sorrateiramente nas igrejas.

    Festa junina é coisa de crente? Parece que sim. Agora de salvos, eu já não tenho tanta certeza.

  • Polemizando – Jotta A: o que há de errado com ele?

    O jovem e talentoso cantor Jotta A tornou-se sucesso repentino após vencer um concurso de calouros em um programa de TV. Alçado rapidamente a estrela da música gospel, o então pré adolescente Jotta A saiu do completo anonimato para o assédio tresloucado de fãs. Contratado pela Central Gospel Music, Jotta A lançou seu primeiro disco, Essência, vendendo mais de 80 mil cópias e alcançando repercussão em todo o Brasil e até fora dele. Tudo parecia perfeito e realmente poderia ter sido.

    No entanto, logo começaram as polêmicas. Ataques de estrelismo em eventos, desabafos ácidos nas redes sociais, conivência e incentivo à idolatria dos fã-clubes. A fama parecia ter começado a mostrar seu lado destrutivo. O cantor, além de ter mudado radicalmente de vida, também passava por uma de suas fases mais complicadas como ser humano: A adolescência. Como seguir uma vida profissional tão cedo sem misturar os problemas pessoais de ordem natural?

    Depois de lançar Geração de Jesus, o jovem cantor se consolida entre os mais populares cantores cristãos. Com isso, Jotta A ganha mais público e mais exposição. O problema é que nem sempre essa exposição é positiva. Assuntos pessoais e até banais comuns à maioria dos garotos de sua idade ganharam a rede causando alvoroço e enxurrada de críticas. Mas, o que esperamos de um garoto, que ele seja perfeito e não erre? A fama infelizmente não transforma ninguém em super herói.

    Afinal, o que tem de errado com o Jotta A? Não há nada de errado com ele, mas em nós, sim. Por que cobramos a perfeição de outro ser humano quando nós não somos perfeitos? Você pode estar justificando pelo fato de ele ser cristão. Mas quem disse que sendo cristãos somos perfeitos? Somos humanos. A diferença é que ninguém vai dar importância se algum desconhecido faz um vídeo cômico e joga na internet, pois, no máximo, a família vai ver. Mas o famoso? A repercussão é outra, justamente por acreditarmos que ele é superior e tem mais responsabilidades. Assim, esquecemo-nos de que muitas vezes ele é só um garoto jogado cedo demais num mundo competitivo, onde as pessoas parecem estar sempre dispostas a dar uma rasteira e jogar no chão.

    Reafirmo: não há nada de errado com Jotta A. Seus “erros” tão apontados são apenas reflexo de sua humanidade transparente. Na verdade, o falta alguém que lhe ensine a ser menos humano e mais artista: é preciso ocultar emoções, opiniões. Não é permitido errar. O erro, por mais bobo que pareça, consegue tomar proporções inimagináveis na boca de muitos. Por isso, é preciso interpretar e parecer politicamente correto. É preciso zelar da imagem ainda que ela não reflita exatamente a realidade. Porque o público não se importa, afinal, não querem a realidade, e sim a aparência de perfeição. E isso nem é tão difícil de se conseguir.

    Para alcançar esta imagem, basta algum investimento em assessoria, gestão de carreira, marketing digital. E, provavelmente, o único erro do cantor é o de não ter os profissionais certos para gerir sua carreira. Jotta A precisa entender que José Antônio e Jotta A não são a mesma pessoa e um não pode interferir na “vida” do outro. Enquanto José Antônio não entender que Jotta A não passa de um produto de mercado, mais e mais dedos serão apontados para ele.

  • Polemizando – Seus likes te condenam

    A rede social mais popular do mundo, atualmente com mais de 64,8 milhões de brasileiros, o Facebook tornou-se parte do dia a dia de todos nós. Inclusive é neste espaço que nos encontramos, em páginas de notícias, em grupos pessoais e de fãs, em todos os espaços que compõem esta rede social.

    Nosso país é o segundo em número de usuários do Facebook, perdendo apenas para os EUA. Porém, é nesta mesma proporção, a quantidade de pessoas que utilizam a rede social sem critérios e sem reconhecer a expressividade a qual possui.

    Talvez ainda “viciados” pela ideia do “Orkut” com suas comunidades, joguinhos e scraps, muitos veem essas redes sociais como forma de passatempo ou diversão. E nem está errado este conceito, porém obviamente, o Facebook está longe de ser apenas isso. Há tempos que muitas empresas estão o usando para expandir seus ganhos, reconhecendo o potencial que a rede social oferece. Além disso, as empresas hoje vasculham a vida virtual de seus possíveis contratados e é aí que mora o problema.

    As pessoas esquecem que as redes sociais funcionam como um cartão de visita virtual, tudo que postamos pode ser usado contra nós. Não pense que você não será desclassificado de uma possível vaga de emprego por um comentário discriminatório, uma piada de mau gosto ou uma imagem imprópria compartilhada porque vai! A falsa segurança que um grupo privado no Facebook oferece pode colocar-nos em situações constrangedoras. Vendo nossas publicações serem expostas ao mundo, nem os chats estão seguros depois dos famosos prints.

    Nossos likes nos condenam! Basta vasculharmos os perfis e vermos o que andamos curtindo, comentando. E será que nossa postura na rede condiz com um papel de “luz do mundo”? Se devemos nos preocupar com o que nossos chefes ou possíveis contratantes podem pensar da nossa vida virtual, e de Deus? Tem se preocupado com o que Ele pensa?

    É tempo de rever nossa postura antes que paguemos o preço de um tweet postado e mal interpretado! Prova disso é o que acontece com personalidades gospel, e suas frases publicadas em seu perfil ou certas opiniões defendidas. Vale lembrar que falar algo apenas para evangélicos conhecedores da palavra é diferente de postar algo aberto ao mundo que pode fazer suas próprias interpretações.

    Tudo é muito subjetivo e o que pode parecer inofensivo pode se tornar um grande problema, virando uma bola de neve sem fim. Que possamos ser mais cautelosos com o que publicamos nas redes sociais, compreendendo que, faz muito tempo que elas deixaram de ser espaço de diversão e passa tempo! Lembre-se, seus posts, likes e retuítes denunciam quem você é.

  • Polemizando – Silas Malafaia, o Dom Quixote gospel

    Determinado a defender sua amada Dulcinéa e eliminar os vilões que ameaçam a terra, o destemido cavaleiro Silas Malafaia decide levar uma vida de batalha em batalha confrontando tudo que aos seus olhos representa uma ameaça. Ou seria Dom Quixote?

    Numa releitura de suas peripécias, o nosso Dom Quixote gospel tomou como objetivo de vida defender sua Dulcineia, neste caso, a igreja cristã e, neste contexto, o modelo de família tradicional.

    Sempre disposto a combater as hostes do mal que se levantam para destruir sua amada, nosso herói parece estar 24 horas em alerta, na expectativa pelo próximo embate. Lutar pelo ideal da família perfeita tradicional, da ordem e dos bons costumes é sua razão de viver. Claro que todo o retorno midiático que sua luta obtém parece ser um combustível extremamente importante para si.

    Sua última façanha é digna de ser registrada e cantada por muitas gerações. Trata-se do tragicômico embate com o jornalista Ricardo Boechat. Os desdobramentos de uma batalha vexatória tem sido, no mínimo cômicas.

    Tudo começou quando o maligno apresentador e jornalista comentou sobre o caso de uma garota que foi alvejada por pedras ao sair de um culto de candomblé. Apesar da falta de provas mais consistentes, baseado em depoimentos, os agressores eram evangélicos. O caso foi registrado como lesão corporal e intolerância religiosa.

    Aproveitando o caso, Boechat criticou a postura de alguns pastores em determinadas igrejas que estariam incentivando a intolerância.

    “Os evangélicos são uma massa monumental de brasileiros, sempre ficam muito sensíveis quando se faz alguma crítica que generalize a abordagem. E nesse sentido, eu quero deixar bem claro que essa crítica é uma crítica muito dirigida a pastores e algumas igrejas neopentecostais, e alguns grupos específicos dentro de algumas agremiações religiosas que estão estimulando e levando a cabo ações de hostilidade contra outras religiões, especialmente as religiões de origem africana”.

    Se ainda não ouviu o áudio da fala de Boechat que deflagrou o fight, ouça abaixo:

    Para muitos seria apenas mais um comentário, mas não para nosso cavaleiro. Com seus olhos e ouvidos em todos os lugares, Dom Quixote gospel não poderia perder a oportunidade de causar acabar publicamente com mais um gigante inimigo. Sacou sua espada virtual e revidou o ataque.

    Possivelmente seu escudeiro tenha avisado que não havia necessidade de atacar, o gigante na verdade  não passava de um moinho, mas o destemido guerreiro tinha certeza. Ele via além, sua visão era muito mais apurada que a da maioria. “Vou te derrotar gigante! Pare de falar asneira e venha lutar com honra! Te desafio a uma batalha corpo a corpo!”

    O resultado você já deve ter lido e ouvido mais de um vez na internet. Boechat não deixou barato e de forma pitoresca, sugeriu que Silas Malafaia fosse procurar uma rola, além de vomitar vários adjetivos controversos em seu microfone. Ouça abaixo:

    Pronto! O circo está armado e os holofotes apontados. Todos a postos para acompanhar as próximos episódios das aventuras de nosso incansável Dom Quixote, o justiceiro gospel. Quem será o próximo inimigo? Quem será o próximo a ser desafiado para uma batalha pública?


    Em tempo…

    O comentário de Boechat sobre pastores em algumas igrejas incitando a intolerância religiosa foi preconceituosa no momento em que dá margem a generalização, mas não está de tudo equivocado.

    O Pr. Silas Malafaia não está errado em defender o que acredita. Porém, a forma como faz isso leva a situação ao ponto de total falta de respeito e banalização da causa. Boechat pode até ter se excedido em seu comentário, mas afirmar que ele falava asneiras publicamente e chamá-lo de idiota não ajudou muito ao Reino…

    Ricardo Boechat foi extremamente infeliz em sua resposta a Silas Malafaia. Fez tudo o que não se espera de um jornalista em um veículo de imprensa. Se havia alguma verdade em seu discurso, perdeu totalmente o crédito.

  • Limão com Mel – Até quando você permitirá ser um ídolo gospel?

    Atualmente os cantores evangélicos são seguidos por legiões de fãs que admiram seu trabalho, compram seus CDs vão aos seus shows. Enfim, algo muito parecido com o meio secular. Fã-clubes se multiplicam nas redes sociais, e há desde crianças até adultos envolvidos nestes. Quem se envereda por este meio percebe rapidamente que na maioria dos casos a postura de seguidores de Cristo passa longe. Não é possível generalizar, mas o que vemos atualmente entre os fãs de cantores, não os diferenciam em nada aos fãs de Justin Bieber, Luan Santana, Beyoncé ou Iron Maiden.

     

    Para qualquer cantor é positivo ter admiradores, pessoas que intercedam por seu ministério, que divulguem o seu trabalho para outras pessoas, comprem seus CDs. Mas não é só isso o que vemos: Estes admiradores passaram a ver seus “admirados” (argh! O termo aplicável é “ídolos”) como um ser supremo, perfeito e intocável e ai de quem diga o contrário! Se um veículo publicar algo que de alguma forma vá contra os interesses da “fanzaiada”, prepare-se para as pedras. Há uma ditadura do fale bem, ou fique calado, que é melhor.

     

    A pergunta que não quer calar é: onde estão nossos ministros que “não veem” isso? Fazem vistas grossas a atitudes inaceitáveis e não se posicionam contra essa idolatria que tem tomado conta dos jovens cristãos. Muitos sequer pisam na igreja, mas não perdem um show. Não sabem quantos livros há na Bíblia, mas sabem de cor e salteado TODAS as canções da diva / deus grego gospel.

     

    Até quando você vai se omitir? É muito conveniente fingir que não enverga o óbvio, mas até quando? Até quando o lucro e o dinheiro valerá mais que almas? Provavelmente se impor, falar a verdade vai arranhar a imagem perante os fãs, poderá perder possíveis consumidores de seus inúmeros produtos, mas até quando? Será que é preciso ser engolido por uma baleia para que você fale? João Batista perdeu a cabeça por dizer a verdade ao rei Herodes. Paulo e Silas foram presos e mortos por pregarem o evangelho aos povos. No entanto, isso já é pedir demais para os “ministros modernos”, não? Até quando você vai aceitar ser um ídolo gospel?
  • Limão com Mel – “Eu não sou artista!”

    Este é um assunto um tanto quanto espinhoso, mas necessário de ser discutido. Afinal, por que alguns (muitos) cantores não gostam e rejeitam o termo “artista”? Por que em pleno século XXI, ser um artista cristão ainda é tabu? E por que alguns “levitas adoradores” repudiam o termo artista, mas leva vida de astro e estrela? Hum…
     
    Com algumas perguntas que não querem calar abertas, tentaremos na medida do possível encontrar as respostas.
     
    Primeiro, há um equívoco na interpretação do termo artista! Segundo o pai dos burros Mini Luft, o termo artista significa:
     
    1. (Pessoa) que pratica arte ou que revela sentimento artístico. 2. (Pessoa) que tem talentos. 3. (Pessoa) que faz da arte um meio de vida.
     
    Cadê o problema cantores? Pessoa que pratica arte ou que revela sentimento artístico. E música é o quê? Para os desavisados, genericamente falando, música é a arte de combinar sons. Se você combina sons e grava num CD, e usa esses sons combinados como um meio de vida, queridinho e queridinha de Jesus, lamento informar, mas você é um(a) artista! (Ai que triste! rs).
     
    Assim entendemos o porquê de o termo artista ainda ser tabu no meio gospel: burrice, ignorância, idiotice, chame do que quiser.
     
    Mas se ser artista é algo “normal” por que cantores gospel rejeitam o termo? A conclusão é simples: por causa do bendito “politicamente correto”. Se a massa acha que cantor gospel não deve ser artista (como se isso fosse uma escolha), então não vamos ser. Não se pode passar uma “imagem” ruim. Tem-se que manter a aparência mais certinha possível (ainda que seja só aparência mesmo).
     
    Na verdade, há uma certa rejeição (aparentemente sendo superada) da postura de superstar adotada por alguns representantes da música gospel. Segundo o site Bem Falar, superstar é um indivíduo (artista, político, líder religioso, atleta etc.) que apresenta algum talento em alto grau e é por isso extremamente aplaudido, famoso e requisitado”. Conhece algum? Assim, ser artista não garante que se é ou será famoso, aplaudido e requisitado. Mas se é famoso, é porque faz alguma coisa (nem sempre arte, nem sempre algo bom).
    Por fim, por que há cantor que repudia o termo “artista”, mas leva vida de super astro? Sim, astro! Afinal, cobrar cachê de 40 mil, possuir jatinho e ser convidado para participar de programas de TV não é para qualquer um. Ou não? Isso é incoerência do que se fala para o que se vive. Faz muito tempo em que a diferença entre cantores seculares e gospel se tornou tênue. (e os seculares não foram os influenciados).
    Não há problema algum em ser artista, viver da arte que produz. O problema está em negar o que se vive. Se são astros, famosos e reconhecidos, então parem com a hipocrisia de fingir que não são. É aquela velha história citada por Jesus em Mateus 23 verso 24: “Condutores cegos! Que coais um mosquito e engulais um camelo”.
  • Limão com Mel – Ser fã é saudável?

    Não há mais como voltar atrás. O termo “fã” já foi incorporado ao vocabulário do mundinho gospel. Mas ser fã é saudável? Até quando?

    Pra começo de conversa, o “fã gospel” (rs) sempre existiu. Hoje ele apenas “saiu do armário”, se assumiu. Pelo menos foi-se a hipocrisia. Ponto positivo.

    Mas… nem tudo é positivo. Há uma confusão e grande quando o assunto é ser fã. Segundo o Dicionário Web, fã é: Pessoa que tem grande admiração por artistas (de cinema, teatro, televisão) ou figuras populares (campeões esportivos, jogadores de futebol etc.). Admirador.

    Quem não admira algum cantor ou banda/ministérios? Sempre há aqueles que preferimos, que gostamos de ouvir e comprar os CDs assim que lançados. Normal. Por mais “santo” que alguém seja, não é possível que não nutra admiração a ninguém.

    O problema visível hoje é que muitos extrapolaram esse limite faz algum tempo. O fã vem virando (já virou) fanático, desprovido de senso crítico, cujo seu admirado (ídolo) torna-se um semi-deus. Um ser inalcançável, incomparável e perfeito!

    Vai alguém criticar ou questionar pra ver uma coisa… (sugiro que não façam isso a menos que não tenham problemas em serem depreciados pelas fãs).

    Veja o que o Dicionário Web diz sobre fanático: Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido etc. Dedicação excessiva.

    Soa familiar? Ninguém pode criticar o “ídolo” que vira alvo dos fãs. Infelizmente, algo comum de se ver principalmente nas redes sociais. E o que falar daqueles que criam rivalidades entre cantores? A “guerra santa” dos fãs rola solta. Até parece que Jesus não vem mais…

    Não é objetivo deste texto afirmar o que seja certo ou errado. Mas sim levantar uma reflexão do nosso papel como “luz do mundo”. Lembremos do que disse Paulo aos Coríntios (1 Co 6. 12): “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.”

    Será que o fanatismo convêm ao povo que se diz sal da terra e luz do mundo?