Limão com Mel – “Eu não sou artista!”

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Este é um assunto um tanto quanto espinhoso, mas necessário de ser discutido. Afinal, por que alguns (muitos) cantores não gostam e rejeitam o termo “artista”? Por que em pleno século XXI, ser um artista cristão ainda é tabu? E por que alguns “levitas adoradores” repudiam o termo artista, mas leva vida de astro e estrela? Hum…
 
Com algumas perguntas que não querem calar abertas, tentaremos na medida do possível encontrar as respostas.
 
Primeiro, há um equívoco na interpretação do termo artista! Segundo o pai dos burros Mini Luft, o termo artista significa:
 
1. (Pessoa) que pratica arte ou que revela sentimento artístico. 2. (Pessoa) que tem talentos. 3. (Pessoa) que faz da arte um meio de vida.
 
Cadê o problema cantores? Pessoa que pratica arte ou que revela sentimento artístico. E música é o quê? Para os desavisados, genericamente falando, música é a arte de combinar sons. Se você combina sons e grava num CD, e usa esses sons combinados como um meio de vida, queridinho e queridinha de Jesus, lamento informar, mas você é um(a) artista! (Ai que triste! rs).
 
Assim entendemos o porquê de o termo artista ainda ser tabu no meio gospel: burrice, ignorância, idiotice, chame do que quiser.
 
Mas se ser artista é algo “normal” por que cantores gospel rejeitam o termo? A conclusão é simples: por causa do bendito “politicamente correto”. Se a massa acha que cantor gospel não deve ser artista (como se isso fosse uma escolha), então não vamos ser. Não se pode passar uma “imagem” ruim. Tem-se que manter a aparência mais certinha possível (ainda que seja só aparência mesmo).
 
Na verdade, há uma certa rejeição (aparentemente sendo superada) da postura de superstar adotada por alguns representantes da música gospel. Segundo o site Bem Falar, superstar é um indivíduo (artista, político, líder religioso, atleta etc.) que apresenta algum talento em alto grau e é por isso extremamente aplaudido, famoso e requisitado”. Conhece algum? Assim, ser artista não garante que se é ou será famoso, aplaudido e requisitado. Mas se é famoso, é porque faz alguma coisa (nem sempre arte, nem sempre algo bom).
Por fim, por que há cantor que repudia o termo “artista”, mas leva vida de super astro? Sim, astro! Afinal, cobrar cachê de 40 mil, possuir jatinho e ser convidado para participar de programas de TV não é para qualquer um. Ou não? Isso é incoerência do que se fala para o que se vive. Faz muito tempo em que a diferença entre cantores seculares e gospel se tornou tênue. (e os seculares não foram os influenciados).
Não há problema algum em ser artista, viver da arte que produz. O problema está em negar o que se vive. Se são astros, famosos e reconhecidos, então parem com a hipocrisia de fingir que não são. É aquela velha história citada por Jesus em Mateus 23 verso 24: “Condutores cegos! Que coais um mosquito e engulais um camelo”.

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