Não há mais como voltar atrás. O termo “fã” já foi incorporado ao vocabulário do mundinho gospel. Mas ser fã é saudável? Até quando?
Pra começo de conversa, o “fã gospel” (rs) sempre existiu. Hoje ele apenas “saiu do armário”, se assumiu. Pelo menos foi-se a hipocrisia. Ponto positivo.
Mas… nem tudo é positivo. Há uma confusão e grande quando o assunto é ser fã. Segundo o Dicionário Web, fã é: Pessoa que tem grande admiração por artistas (de cinema, teatro, televisão) ou figuras populares (campeões esportivos, jogadores de futebol etc.). Admirador.
Quem não admira algum cantor ou banda/ministérios? Sempre há aqueles que preferimos, que gostamos de ouvir e comprar os CDs assim que lançados. Normal. Por mais “santo” que alguém seja, não é possível que não nutra admiração a ninguém.
O problema visível hoje é que muitos extrapolaram esse limite faz algum tempo. O fã vem virando (já virou) fanático, desprovido de senso crítico, cujo seu admirado (ídolo) torna-se um semi-deus. Um ser inalcançável, incomparável e perfeito!
Vai alguém criticar ou questionar pra ver uma coisa… (sugiro que não façam isso a menos que não tenham problemas em serem depreciados pelas fãs).
Veja o que o Dicionário Web diz sobre fanático: Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido etc. Dedicação excessiva.
Soa familiar? Ninguém pode criticar o “ídolo” que vira alvo dos fãs. Infelizmente, algo comum de se ver principalmente nas redes sociais. E o que falar daqueles que criam rivalidades entre cantores? A “guerra santa” dos fãs rola solta. Até parece que Jesus não vem mais…
Não é objetivo deste texto afirmar o que seja certo ou errado. Mas sim levantar uma reflexão do nosso papel como “luz do mundo”. Lembremos do que disse Paulo aos Coríntios (1 Co 6. 12): “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.”
Será que o fanatismo convêm ao povo que se diz sal da terra e luz do mundo?
Deixe um comentário