Categoria: Colunas

  • Rocklogia – O incompreendido Elektracustika

    Quando falo com alguns fãs da Oficina G3 que Elektracustika é um de seus melhores álbuns, muitos discordam e acham absurda a afirmação. Não que eu queira generalizar, mas grande parte dos admiradores das músicas da banda valorizam extremamente a velocidade e peso no rock. Ou seja, amam fritações. É legal? Sim. Mas particularmente, creio que outros critérios devem vir em primeiro lugar.

    Elektracustika é um disco diferente por ser um projeto comemorativo dos 20 anos da Oficina G3. A banda fez uma fusão muito bem feita do acústico com o elétrico neste álbum, e o rock progressivo deste trabalho, além de excelentemente executado, possui seus toques G3lianos. As flautas celtas também são interessantíssimas, e toda a instrumentação é técnica, complexa, ao mesmo tempo delicada, mesmo que soe aparentemente simples. Desde a canções mais recentes, como “Desculpas” a mais antigas, como “Razão” e “Resposta de Deus”, o álbum cumpre muito bem o seu papel. As inéditas “Eu, Lázaro”, “Me faz Ouvir”, “A Deus” e outras também são parte das melhores baladas que a banda já fez em sua carreira. No lugar de Lufe e Déio Tambasco, temos Alexandre Aposan e Celso Machado.

    É uma clara suposição minha, mas eu também acredito que Elektracustika é um bálsamo na carreira de Juninho Afram, por tê-lo dado mais tranquilidade como frontman da banda. Até porque, já é muito difícil tocar os arranjos complexos da banda, imagina também cantar? As canções acústicas, sem dúvida, contribuiu para que o músico aguentasse toda a carga das canções mais complexas. Duca afirmou, mais tarde que, realmente, o público não compreendeu o álbum e questionaram se era a volta da fase pop. Mas o certo é que, Elektracustika foi a bela despedida da Oficina G3 como um trio, fase que tenho como predileta (embora eu goste dos vocais de Mauro Henrique).

    Uma curiosidade: Inicialmente, o álbum se chamaria OficinelektracustikamenteG3, mas ainda bem que decidiram mudar o título!

    Elektracustika também é o último álbum que a Oficina G3 trabalha com o tecladista e produtor Geraldo Penna, que produziu cerca de sete álbuns da banda.

  • Um Brinde – É isso que é ser igreja?

    Um Brinde – É isso que é ser igreja?

    Eu queria dizer que acredito nos pastores pentecostais e de igrejas tradicionais e apostólicas, dizer que eles são referências no que se propõem a fazer e que eu queria ser como eles. No entanto, não consigo dizer isso. Mesmo que eu tente, não dá. E não é nenhum preconceito contra as igrejas tradicionais. Até porque, também, não consigo acreditar em pastores meia-boca e que pregam para números e não para almas pecadoras como eles.

    Um dia desses, em uma roda de conversa com alguns colegas do meu bairro, fui zombado ao ser convidado para um culto na igreja de um deles e eu disse que tinha igreja. Ele comicamente riu de mim e disse: “tem não“. Eu já sabia o que viria e ele reforçou a anedota: “Quem é o pastor?” E eu, seriamente, disse que não tem pastor. As caras assustadas se voltaram para mim e eu os convidei para conhecer a minha igreja. Claro que isso foi em vão, porque o pior cego é aquele que não quer enxergar. Já ouviu isso?

    Isso sinceramente me preocupa. Na igreja do meu amigo, Marcos Barreto, não há pastores e sim pessoas à frente da obra. Nas Presbiterianas, também não há um cargo específico de pastor, mas há reverendos e presbíteros responsáveis pelas igrejas. Na igreja a qual faço parte, também com o Marcos, é um ministério de oração, missão e congregação. Peraê! Isso não é a função de alguma coisa que se não me foge a memória agora se chama IGREJA? Sim. Nada de rede jump, rede de jovens, rede de malha, rede de dormir, culto não sei do quê, ano da esperança, dinheiro para ser próspero e nem campanha evangelística. A igreja que eu faço parte não se preocupa com “extras” do evangelho, ela se dedica apenas em ser noiva de Cristo. Nada de discipulado individual, aconselhamento para libertar-se de algo e nem culto avivado. A igreja que faço parte almeja somente a glória de Deus. Nada de cultos numerosos com pessoas até fora do templo, nem banda com todos os instrumentos necessários para tocar o mais novo sucesso do Thalles, e nem recolhimento de dízimos e ofertas. A igreja a qual faço parte reconhece a dependência que tem de Deus e se humilha todos os dias para que Ele se faça maior.

    Não tenho nada contra pastores e nem igrejas organizacionais. Talvez um dia o ministério que congrego se torne uma igreja organizacional em termos de templo, obreiros e banda. Mas eu repudio essa classe de cristãos – que nem merecem ser chamados assim – que se acham o povo mais santo porque estão no meio dos contáveis. São 12, são 7, são os batistas, os assembleianos, os neopentecostais. São os que estão na TV, nos teatros e eventos super-divulgados, na boca da galera como igreja-super-maneira-que-toca-um-rock-maneiro-aos-sábados. A igreja de Cristo não se compromete com nenhuma divulgação salvífica se não a do evangelho. A igreja de Cristo não é um aglomerado de números, mas sim pessoas complexas e que se arrependem todos os dias pelos seus pecados. São pessoas intimamente ligadas com a cruz, que olham para a cruz e vivem Cristo como prioridade em suas vidas. A igreja de Cristo não se preocupa com status, pois sabe que os anônimos são os que “não são” e esses reduzirão a nada os que são (1 Co 1:28); a igreja de Cristo ora pelos seus pastores / presbíteros / reverendos / líderes (At 12:5); a igreja de Cristo cuida um dos outros pois sabe o preço que foi pago pela igreja (At 20:28); a igreja de Cristo toma o maior cuidado de suas vidas para não ser causa de tropeço pois sabe que sua função é ser o oposto (1 Co 10:32); a igreja de Cristo ama seus conjuges pois Cristo amou de igual modo a igreja e se entregou por ela (Ef 5:25); a igreja de Cristo está disposta a chorar, sofrer e passar aflições pelo evangelho (Cl 1:24).

    Um homem nomeado pastor, com uma Bíblia e um microfone em um púlpito pregando um sermão, templo cheio de pessoas e uma banda acompanhando é o que você chama de igreja? Isso é o que você acha ser igreja? Desculpa, mas isso não define o que igreja de fato é. Onde você está quando seu irmão precisa que alguém o abrace e ore com ele? Onde está você, quando as pessoas nas ruas vagam sem direção e anseiam ouvir uma palavra de conforto? Onde está, quando seu irmão peca e se sente um nada pela consequência de seu pecado? A verdadeira igreja se preocupa com os seus. Estão todo tempo se relacionando. A igreja é um corpo e o corpo de Cristo.

    Quando meu nariz está coçando, normalmente uso minha mão direita para coçá-lo e com a igreja não pode ser diferente: precisamos ajudar uns aos outros. Esse apoio referencial que temos por um líder, alguém que nos comande e nos der assistência ministerial não significa nada se você não se coloca como parte do Corpo, da igreja. Não vão ser os pastores que vão reduzir o que é ser igreja. Ela sempre será o que é, pois Cristo morreu por ela. Ele acredita nela e não em pastores. Nós formamos juntos o corpo de Cristo e não um corpo batista, presbiteriano, assembleiano, alagoiano e tantos outros que existem por aí. Que possamos aprender o verdadeiro significado de igreja e não o que o número que estou envolvido representa. Um brinde!

  • Fique Sabendo – Davi Sacer, Fernandinho, Thalles e muito mais

    Mais uma sexta-feira chegou e vamos ver as novidades desta semana. Vamos lá?


    Davi Sacer grava DVD com inéditas e regravações do Trazendo a Arca

    O cantor Davi Sacer gravou, na semana passada, um novo projeto, chamado Meu Abrigo. O disco, considerado um grande desafio em sua carreira, foi composto majoritariamente por faixas inéditas, produzidas por Ronald Fonseca, ex-tecladista do Trazendo a Arca. Além de conter algumas (poucas) músicas do seu trabalho anterior, Venha o Teu Reino, o músico incluiu duas regravações do Trazendo a Arca: “Contigo Habitarei”, do álbum Salmos e Cânticos Espirituais e “Quero ser Como Tu”, de Na Casa dos Profetas.


    Músicos cristãos prestam tributo aos pais nas redes sociais

    Neste último domingo, foi o dia dos pais, e músicos cristãos prestaram tributo a ele nas redes. Um deles, foi Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e irmão do cantor Déio Tambasco: “[…] quando cresci e notei isso, aí ficou ainda mais patente pra mim, “esse cara é um norte pra mim! é o exemplo de caráter que quero imitar, que quero levar adiante””, disse o instrumentista, em uma foto com seu pai e irmãos.

    Cantores também falaram acerca de pais falecidos, como o caso de João Alexandre e Vanilda Bordieri. João disse: “Aprendi tantas coisas vivendo com ele! O valor da honestidade, da perseverança do dia a dia, da tarefa de cuidar (com seus defeitos muito menores do que suas virtudes!) da educação e dos rumos dos filhos, da importância da firmeza com doçura que um pai deve ter!”. Vanilda, que já escreveu uma canção sobre o falecimento de seu pai, postou no Instagram: “Homem honrado abençoado pai de 16 . Nunca nos deu mau testemunho. Ficou cego aos 60 anos. Cuidava das mandiocas, milhos Fazia sorvete. e deixou um legado repleto de Bons exemplos. Morreu com mais de 80 Segurando minha mão e a mão da @celiasakamoto”.

    Leia também: TOP 10 – músicas para os pais


    Thalles inicia parceria com o Renascer Praise

    Após ser consagrado pastor da Igreja Renascer em Cristo, Thalles iniciou uma parceria com o Renascer Praise. Em uma foto publicada no Instagram, o músico estava ao lado do instrumentista Daniel Silveira, a quem prestou homenagem. Em setembro, ocorrerá o Congresso Cheios do Espírito Santo. Confira abaixo uma das canções do RP19, escrita por Thalles:


    Mariana Ava apresenta capa de novo disco, Pés Firmados

    A cantora Mariana Ava divulgou, em suas redes sociais, a capa de seu novo disco, que será lançado pela Sony Music. Pés Firmados teve a direção de arte de Lincoln Baena e será o primeiro trabalho da cantora desde sua última indicação ao Troféu Promessas.Mariana Ava - Pés Firmados


    Confira a capa do novo CD de Fernandinho, Galileu

    Abaixo, veja a capa do novo álbum ao vivo de Fernandinho, Galileu:Fernandinho - Galileu - 2015


    Até a próxima semana!

  • Fronteira – Estante de Livros: A sátira de C. S. Lewis com os tontópodes

    No post de hoje, eu anuncio outra série para a nossa coluna: a Estante de livros. Como a Musicografia, que aborda o meio musical, nessa vamos abordar a literatura. E hoje, traremos uma trilogia bastante famosa: Crônicas de Nárnia.

    Quem já leu Crônicas de Nárnia entende bem as analogias que C.S. Lewis fez em seus livros, relacionando o cristianismo com a fantasia. No livro A Viagem do Peregrino da Alvorada, na viagem de Lúcia, Edmundo e Eustáquio, acompanhados por habitantes de Nárnia numa embarcação chamada Peregrino da Alvorada, eles encontram numa ilha criaturas fantásticas chamadas tontópodes, anões de um único pé gigante. A princípio, os viajantes haviam encontrado nessa ilha um lugar aparentemente inabitado, mas muito bem cuidado, com jardins aparados, etc. A estranheza do local em virtude do contraste do silêncio e vazio com o cuidado e a conservação do ambiente se devia a uma coisa: tontópodes que por algum tipo de encantamento estavam invisíveis. Ao decorrer da história, através do grupo conseguiram sua visibilidade novamente.

    A característica mais peculiar desses anões é sua extrema submissão e estupidez, tudo que o chefe dos tontópodes afirmava, o grupo confirmava sem ao menos refletir sobre o que ele falou. Neste trecho um mágico responsável por governar essas criaturas ingênuas diz a Lúcia sobre suas estupidezes:

    “-Você nem pode imaginar que problemas tenho tido com eles! Há uns meses estavam lavando pratos e facas antes do almoço, porque, segundo diziam, isso economizava tempo depois. Outra vez estavam plantando batatas cozidas para não terem de cozinhá-las quando as colhessem. Um dia o gato meteu-se na leiteira, e vinte deles começaram a tirar o leite, em vez de pensar em tirar o gato. Vamos dar uma olhadela nos Tontos, agora que você terminou de comer.”

    No entanto, o mais cômico sobre os tontópodes é a sua submissão absoluta ao seu chefe. Combinar burrice com essa característica fez com que tornassem as criaturas mais idiotas de Nárnia. Leia este trecho de uma conversa entre Lúcia, o mágico e os tontópodes:

    “-Oi, camaradas, já somos visíveis outra vez – disse um de barrete vermelho com borlas, que era sem dúvida o chefe. – Quer dizer, estou dizendo que, quando somos visíveis, podemos ver uns aos outros.
    -Genial, isso mesmo, chefe – gritaram todos. – Ninguém pode ser mais genial. Nunca jamais poderia falar melhor.
    A mocinha apanhou o velhote dormindo – disse o chefe. – Ganhamos dele dessa vez.
    -É o que a gente ia dizer – retrucou o coro. – Está mais inteligente do que nunca, chefe! Continue assim, continue assim.
    -Mas como ousam falar assim do senhor? – perguntou Lúcia. – Pareciam ter tanto medo ontem. Não sabem que o senhor pode ouvi-los?
    -Essa é uma das coisas engraçadas com relação aos Tontos. Num minuto falam como se eu mandasse em tudo, ouvisse tudo e fosse muito perigoso. Um minuto depois, julgam que me apanham em armadilhas nas quais nem uma criancinha cairia.

    -Aí vem ela, aí vem ela! – gritaram. – Três vivas para a mocinha! Tapeou o velhote completamente!
    -É muito doloroso – disse o chefe dos Tontos – não podermos dar-lhe o prazer de ver-nos como éramos antes de ficarmos feios. Nem acreditaria na diferença. Sabemos que agora estamos feios de morrer. Você vê que eu não menti.
    -Estamos horrorosos, chefe, horrorosos – fizeram os outros em coro, saltando como balões. – E como diz, exatamente como diz.
    -Pois eu não acho disse Lúcia, gritando para ser ouvida. – Acho vocês até bem bonitos.
    -Escutem o que ela está dizendo, escutem. A menina está certa. Estamos muito bonitos. Não há raça mais bonita.
    Disseram isso com a maior naturalidade, sem mesmo notar que tinham mudado de opinião.
    -Ela está falando – disse o chefe – que éramos bonitos antes de ficarmos feios.
    -Isso mesmo, chefe, isso mesmo. Ouvimos o que ela disse.
    -Mas eu não disse isso gritou Lúcia. Disse que estão bonitos agora.
    -Foi o que ela disse, foi – continuou o chefe. – Que éramos muito bonitos antes.
    -Escutem o que os dois estão dizendo – clamaram os Monópodes. – Aí estão duas pessoas para lá de inteligentes. Têm sempre razão. Não podiam ter falado melhor.
    -Mas estou dizendo justamente o contrário – berrou Lúcia, batendo o pé com impaciência.
    -Pois é, pois é – responderam os Monópodes. – Não há nada como o contrário. Continuem os dois assim.
    -Vocês enlouquecem qualquer pessoa – disse Lúcia, desistindo de convencê-los. Mas os Monópodes pareciam tão contentes que ela se convenceu de que, no final das contas, a conversa tinha sido um êxito.”

    Nota-se que a idiotice chega a um extremo de mudarem o próprio sentido das palavras para afirmar algo que lhes agradam. Essa passagem no livro constrói mais do que uma engraçada situação, mas uma sátira, a qual se encaixa perfeitamente em várias situações da nossa sociedade pós-moderna, principalmente nossa época.

    A submissão exacerbada constrói pessoas mentalmente deficientes. E o que a religião consegue fazer bem é invalidar essa nossa capacidade a fim de criar dependentes religiosos para os usaram com a finalidade de seus próprios proveitos. Crer é também pensar, um assunto cujos cristãos de renome como Santo Agostinho, John Stott e C.S. Lewis trabalhavam.

    Mas não é só a religião que é boa em engessar cabeças. Nisso, também temos as escolas e as faculdades, as quais são preparadas para isso. Há pouco espaço para a reflexão dos alunos, e tampouco seu aprendizado. Como diz a música “Another Brick in the Wall, Pt. 2” do Pink Floyd: “em suma, você é apenas mais um tijolo no muro”.

    Porém, um aspecto interessante é como a nossa sociedade deturpa o significado de algo para o seu próprio interesse. O chefe dos tontópodes interpretava o que Lúcia falava de outra forma, e seus súditos fiéis o seguiam como se fosse o dono da verdade. E não é assim hoje? O relativismo não destrói apenas a moral de uma comunidade, mas a própria compreensão das coisas. Metades dos problemas seriam resolvidos com uma boa aula de interpretação.

    Dá para tirar várias metáforas e reflexões sobre essa passagem, como a alienação religiosa e da sociedade como um todo, a massificação da mídia, o problema e deturpação da interpretação, os falsos doutores de nossa época, a relativização, a submissão do público, etc, o que deixa essa trilogia com um belo prato de reflexões. Crônicas de Nárnia, além de ser um bom livro literário, é uma boa recomendação para quem quer refletir sobre vários aspectos, principalmente o que compete à área cristã e, mesmo sendo uma obra infantil, não deixa de ser profunda e reflexiva.

    Recomendo a trilogia completa para quem quer se deliciar com uma boa leitura.

  • Rocklogia – A formação do Palavrantiga

    Acredito eu que seja de conhecimento geral que os integrantes do Palavrantiga eram antigos músicos de apoio da cantora Heloisa Rosa. O guitarrista Josias Alexandre é irmão da cantora, mas antes de começar a tocar com ela, o baterista Lucas Fonseca e o baixista Felipe Vieira já trabalhavam com a artista.

    A entrada do tecladista Marcos Almeida foi a mais tardia. Heloisa precisava de alguém para tocar teclado em algumas canções, e uma de suas amigas indicou o irmão, um estudante de piano, chamado Marcos. No álbum Andando na Luz, de 2006, a formação estava completa.

    O álbum Andando na Luz, por sua vez, é bastante interessante de ouvir. Soa mais simples que Liberta-me, mas é também mais coeso. Na canção “Pai”, uma das minhas preferidas, Heloisa e Marcos fazem um dueto.

    Almeida contou, em uma entrevista cedida ao Carlinhos Veiga, que a dissidência ocorreu com o apoio de Heloisa Rosa, quando se casou e teve que dar uma pequena pausa na carreira. Nesta época, o tecladista apresentou composições próprias, e ela incentivou a criarem uma banda, a qual se tornou o Palavrantiga.

    Uma das primeiras canções que surgiu da banda foi “Casa”, regravada por Chrystian & Ralf, dupla que criou o formato SMD de discos, o mesmo formato que o Palavrantiga adotou para lançar seu primeiro EP. O álbum, de seis faixas, foi produzido por Lúcio Souza, o cantor SILVA.

  • Ser Ester Mestre Cuca: Pudim Creme de Caramelo

    Olá meninas, vamos aprender a fazer uma sobremesa daquelas?

    Esse pudim creme de caramelo é tão legal que nossa Chef Tica postou uma foto dele em seu Facebook e teve gente indo ao Restaurante onde ela trabalha pensando que tinha ele no cardápio. Uma delícia!

    Anote aí a receita e se prepare para ser o assunto mais comentado do almoço de domingo da família.

     

    INGREDIENTES11151051_829047323853664_4826494382118235041_n

    Pudim

    ♥ 400 ml de creme de leite fresco
    ♥ 1 fava de baunilha

    ♥ 200 ml de leite
    ♥ 6 ovos
    ♥ 2 latas de leite condensado

    Caramelo para o fundo da forma
    ♥ 300 gr de açúcar
    ♥ 200 ml de água

     

     

    MODO DE PREPARO

    Em uma panela, aqueça o creme de leite, o leite e a baunilha.

    Reserve até esfriar e retire a fava de baunilha.

    No liquidificador bata os ovos com o leite condensado e misture delicadamente com o creme reservado.

    Importante: misturar para calmamente para não formar bolhas, pois o Creme Caramelo é mais liso que um pudim tradicional.

    Faça o caramelo derretendo o açúcar com um pouco de água e unte a forma de furo com ele em ponto de fio.

    Coloque a mistura na forma untada e coloque para assar em forno pré aquecido a 180º.

    Assar em banho maria até ficar firme.

    Leve para a geladeira.

    Sirva gelado.

  • Um Brinde – Meninas: se arrependam!

    Um Brinde – Meninas: se arrependam!

    Essa é a primeira vez que escrevo exclusivamente para meninas/garotas/mulheres. E confesso que me sinto muito honrado em poder falar diretamente com esse público. Espero que Deus nos guie e conduza o seu coração enquanto você ler isso, em amor!

    Eu tenho poucas amigas. Tenho certa dificuldade em me relacionar com garotas e, por isso, prefiro ter só as amigas que já tenho. Nessa semana, eu fiquei viciado em uma música que, tecnicamente é “música de menina” – se é que isso existe – e essa música me fez pensar e repensar várias coisas. Ela desconstrói muita coisa e até o lance de que é exclusivamente para meninas. Estou falando de “Minha Curiosidade”, interpretada pela cantora Priscilla Alcântara, para a trilha sonora da novela Carrossel. Ela me fez pensar sobre como nós, adolescentes, agimos muito por impulso. Dessa forma, nos sentimos influenciados e condenados a fazer as coisas que os outros fazem somente para nos encaixarmos no “padrão social”, como o primeiro gole de bebida alcoólica, a primeira tragada de cigarro e a primeira transa, feitas porque os outros fizeram. No contrário, nos sentimos excluídos ou estranhos se não fizermos também.

    Eu lembro que um dia estava em uma festa de amigos, eu ainda era muito novo, e uma jovem de mais ou menos 15 anos ficou bêbada e começou a querer “dar um show”, se é que você me entende. Eu e um amigo éramos os únicos bem intencionados no meio de um bando de indivíduos sem nada na cabeça e, rapidamente, tentamos conter a situação e levá-la pra casa. Na época eu nem era cristão, mas sabia que aquilo era errado e ela iria se arrepender depois. E foi exatamente isso que aconteceu: ela se arrependeu de ter bebido demais. Outra vez, um amigo meu também bebeu muito. Resultado: falou e fez o que não devia. Eu não estava na hora, porém os amigos me disseram o que aconteceu e fiquei muito triste depois. E essas são só algumas de muitas histórias tristes que se repetem todos os dias entre jovens que estão em fase de reconhecimento pessoal e aceitação. Vejo todos os dias, TODOS OS DIAS MESMO, meninas belas e novas grávidas e tendo que interromper os estudos. Em outros casos, o pai nem aparece e esquece a moça de uma vez. Não sei quanto a você, mas isso me comove.

    Eu sou grande a favor da liberdade de escolha de cada um. Entretanto, isso não é nada a ver com livre-arbítrio (até porque ele nem existe), mas estritamente ligado com cada um ter o direito de fazer o que acha melhor pra si. Sei que muitos não me compreenderão, mas, se o cara quer ser homossexual, que seja. Não estou dizendo que concordo com a prática, porém não vou discriminá-lo e nem tentar impedi-lo caso ele decida seguir esse caminho. Por favor, não me interpretem mal.

    Voltando as meninas: como propus no início, vou falar diretamente com vocês e desejo que leiam com atenção. Desde já obrigado por sua leitura!

    Meninas, eu as chamo de “meninas” porque, por mais que vocês sejam mulheres, a alma de vocês é de uma menina que está solta no mundo e em busca de uma proteção maior pra si. Eu entendo que a maioria de vocês são orgulhosas e, esse não é um comentário machista, mas sim o reconhecimento de que vocês são determinadas e já estão cansadas de sempre ver as coisas de baixo. O orgulho de vocês tem motivo, razão e circunstância: na infância vocês foram condicionadas a querer ter apenas uma Barbie e amigas para lhes ajudar a penteá-las e brincar de casinha. Entendo que com o tempo isso foi se perdendo. Algumas de vocês cresceram sem pai e, essa ausência fez com que vocês ficassem receosas quando um homem se aproxima. Compreendo o gosto de algumas de vocês relativo a festas e bailes funks porque, se ficarem em casa, no final de semana, vão se trancar no quarto e chorar a noite inteira. Sei que algumas de vocês guardam mágoas de infância e não conseguem perdoar. Tenho a ciência do porquê de vocês vestirem, às vezes, roupas curtas porque sabem que, socialmente, vão chamar atenção e isso foi tudo o que se quis receber quando criança. E é exatamente por estas e outras coisas que vocês são mal compreendidas.

    Eu também sei que não queriam agir assim: não ser tão duras e nem muito acessíveis. Entendo que a sua curiosidade de menina te fizeram fazer coisas que você nem tinha vontade, e queriam ter algo que despertasse mais atenção que os vossos corpos. Há vezes as quais vocês queriam ser compreendidas, no entanto, não havia ninguém para conversar a não ser para julgar e apontar um erro. Por isso, escrevo a vocês com amor para dizer que eu vos entendo. Você posta fotos sensuais nas redes sociais para receber elogios porque nunca receberam elogios que mereciam dos seus pais. E muitas sonham com um príncipe encantado, mesmo já sabendo que esse “príncipe” não é tão perfeito como imaginavam. Nas madrugadas em que vocês passam acordadas, o que vocês mais queriam era um abraço amigo e alguém que entendesse sua dor. Meninas, eu entendo que vocês erraram e pisaram na bola várias vezes. Portanto, acima de tudo isso, eu também entendo e desejo que vocês se arrependam.

    O único remédio para qualquer erro é o arrependimento. A única forma de vocês terem o que merecem é reconhecendo que vocês podem ter o que merecem, mas para isso, é necessário mudar. “Não é simples buscar o perdão”. Realmente! Não é simples e eu sei disso. Mas o perdão existe e Deus é mestre em perdoar. Meninas, arrependam-se de serem tão egoístas com seus pais. É necessário se arrepender da lascívia. Se arrependam de qualquer estupidez. Meninas, se arrependem pelas palavras que vocês não deveriam ter dito e pela curiosidade que tiveram e levaram vocês para um caminho ruim e que provocou mágoas profundas. Meninas: se arrependam.

    Eu reconheço que esse texto não foi um dos melhores, mas o meu desejo é que ele sirva de conforto ao seu coração. Meu desejo é que, após essa leitura, vocês se sintam convencidas de que precisam mudar e, se por acaso você não se identifica com esses pontos, saiba que nós sempre podemos mudar ou melhorar algo em nós. Meninas, vocês são lindas! Não permitam que um simples deslize ou pensamento venha tirar de vocês esse sorriso cativante e sincero. Valorizem essa alma bela que o Criador te deu e busque o perdão, pois ele existe! Um brinde!

  • Fique Sabendo – Pamela, Cassiane, André Valadão e muito mais

    Hoje é sexta-feira, e dia de Fique Sabendo! Confira as novidades do início de agosto!


    Pamela lança clipe da canção “Vou Amar-Te”

    A cantora Pamela acaba de divulgar o segundo clipe do seu álbum Tempo de Sorrir, lançado ano passado. O clipe da canção “Vou Amar-Te” foi filmado em 4K e dirigido pela BME Multimídia, que tem dirigido vários clipes no meio cristão.


    Gislaine e Mylena apresentam a capa do novo disco, A Voz de Quem Adora

    A dupla Gislaine e Mylena, que está prestes a lançar um novo trabalho, divulgou a capa nas redes sociais durante esta semana. O disco A Voz de Quem Adora contará com faixas inéditas, produzidas por Ronny Barboza. Confira a capa abaixo:A Voz de Quem Adora - Gislaine & Mylena


    Novo álbum de Cassiane chama-se Minha Essência

    A cantora Cassiane anunciou, durante esta semana, o nome do seu novo CD. Sua estreia pela Onimusic, o trabalho se chamará Minha Essência, com produção musical de seu marido, Jairinho Manhães. A obra também reserva uma participação especial estrangeira, ainda não divulgada.


    Stryper lança o single “Fallen”

    A banda Stryper divulgou o seu segundo single. O quarteto, que tempos atrás lançou a primeira faixa do disco Fallen, segue anunciando novidades, desta vez trazendo a canção-título do projeto. Segundo o vocalista Michael Sweet, é o disco mais pesado do Stryper, que já tem mais de 30 anos de carreira e é a banda de rock cristão mais notável do mundo.


    Gisele Nascimento lança o clipe “Janelas da Alma”

    A cantora Gisele Nascimento lançou, pela gravadora MK Music, o clipe da canção “Janelas da Alma”. A canção, que intitula o seu segundo disco pela gravadora, recebeu imagens que trouxeram elogios do público. O selo tem apostado em Gisele, que tem obtido boas avaliações de seus trabalhos mais recentes.


    André Valadão lança single “Encontrei-me em Ti”

    O cantor André Valadão, prestes a gravar ao vivo um disco, divulgou a canção “Encontrei-me em Ti”. Faltou uma produção musical mais consistente, mas vale a pena ouvir.

    Daniela Araújo lança a canção “Julho”

    A cantora Daniela Araújo divulgou mais uma canção de seu futuro álbum, chamado 2015. A canção Julho, com arranjos assinados pela artista juntamente com seu irmão, trata da temática de esperar em Deus. Ouça:


    Até a próxima semana!

     

     

  • Fronteira – Musicografia: Bruno Branco

    Anunciando a primeira série da Fronteira, Musicografia é uma novidade da coluna. Unindo biografia, inspirações próprias e conhecimento musical e artístico, a presente série busca abordar músicos da cena brasileira e internacional, envolvendo suas obras, músicas, e trabalhos, estudando-as e trazendo pensamentos sobre.

    No primeiro texto da Musicografia, abordarei um compositor singular e bastante recente. Em 2011, foi lançado o que para mim representa um artista fora dos padrões e clichês evangélicos. Nesse ano, o cantor mineiro de Belo Horizonte, Bruno Branco, desponta com excelentíssimo trabalho Lado a Lado, e para completar a discografia, lança em 2014, o álbum Prato & Sino.

    Integrando a playlist de artistas folk na cena cristã juntamente com Marcela Taís, Os Arrais, e Eduardo Mano, o músico com influências do folk, pop rock e MPB, tem a habilidade de criar belas canções, ricas em poesias e arranjos que conseguem carregar o feeling de suas letras. Desse gênero musical que tem surgido na cena do novo movimento, Bruno é indubitavelmente o melhor compositor.

    Lado a Lado foi arranjado para ser um álbum totalmente voz e violão, independente, usando da simplicidade desse tipo de produção. Porém, mesmo seguindo esse tipo de estilo musical, Branco conseguiu fazer algo épico, com grandes músicas. A proposta do álbum foi devidamente cumprida, desde a primeira canção até a última.

    Analisando as faixas deste projeto, “Reforma” é a melhor do disco, expondo uma brilhante letra sobre o verdadeiro sentido da transformação de nosso ser: a capacidade de amar. Como diz a melodia, “os loucos que amaram mais acharam a pérola perdida, os loucos que amaram menos, odres velhos vinho desperdiça”. “Simples”, “Canção pra Você”, “Flores” e “Vermelho Escarlate” são outras canções magníficas e geniais. “Saberás” e “Palavras Soltas” são também belas e feras produções. A faixa título, “Lado a Lado”, é uma boa composição, mas não chega ao nível das outras canções do mesmo álbum.

    No álbum Prato & Sino, Bruno Branco fugiu da proposta folk do álbum anterior, e com a distribuição da Som Livre, resolveu usar instrumentos elétricos. O resultado que se originou de sua criatividade foi algo totalmente diferente do Lado a Lado, mas manteve o nível de qualidade artística. Preenchido por ótimas camadas de guitarra, o disco soou uma mistura de folk, pop rock, blues e MPB. É impossível dentro de sua carreira eleger uma canção ruim. As melhores de Prato & Sino foram duas composições espetaculares: “Brasília Líquida” e “Pedro Jorge”. “Brasília Líquida”, com ressalvas ao trecho grudante “Ainda temos sede de mais”, onde a combinação do instrumental com a voz do cantor foi perfeita, transmite um sentimento de como estamos correndo atrás de coisas tolas e vazias, como a canção inteira consegue expor. “Pedro Jorge”, uma criação à lá “Faroeste Cabloco”, apesar da diferença musical, segue a mesma proposta de crítica social, principalmente ao “clube social evangélico”.

    “Pai Nosso”, “Prato & Sino”, “Amor”, “Honra”, “Da Flor” são também magníficas músicas. “Cultura Nova”, “Mainstream”, “Rio” integram o álbum como ótimos lançamentos do álbum. “E Agora, José”, “Onde Estás” e “Luz” se juntam ao resto como belíssimas canções também. O álbum em si ganhou uma boa dose de crítica contra a nossa cultura de conceitos líquidos, superficiais, uma espécie de conteúdo sem base, contra o comércio do Evangelho e continuou com o toque poético do primeiro álbum.

    É difícil escolher qual álbum é melhor, pois são construções musicais com perspectivas diferentes que atingiram com perfeito sucesso o seu devido objetivo, mas o primeiro conseguiu atingir melhor a meta, reunindo canções que ficam quase no mesmo patamar de qualidade musical.

    Apesar de ser dono de uma potente voz e de ser um ótimo compositor, Bruno não considera-se como cantor, porém como poeta, é o que diz o próprio em entrevista ao site da Lagoinha: “Não queria seguir a carreira, tanto que até hoje não me enxergo como um cantor, me vejo como um poeta e uso a música para transformar o que sinto e o que penso em uma linguagem mais acessível”.

    Como músico, o mineiro tem muitos talentos, toca violão, sua voz é singular, com um timbre mesclando a rouquidão, com tons mais graves e agudos em certas partes, além de ser e é um brilhante compositor. Bruno Branco começou a sua história discográfica com dois ótimos CDs. E, tem tudo para continuar o belo trabalho que começou.

    Playlist da semanaPedro Jorge, Simples, Flores, Vermelho Escarlate, Brasília Líquida, Canção pra Você, Reforma, Saberás, Amor

  • Rocklogia – O retorno do Katsbarnea

    Em 2006, o Katsbarnea seria reformulado. A banda, agora como um trio, seria formada por Paulinho Makuko (vocal/guitarra), Déio Tambasco (guitarra/vocal de apoio) e Marcelo Gasperini (bateria). Déio veio de uma turnê agitada com a Oficina G3, na divulgação do álbum Além do que os Olhos Podem Ver, o qual possui sua participação. No baixo, dois músicos estiveram responsáveis, Villaça e Robinho Tavares. O toque final – e mais que especial – seria Dudu Borges, pianista e produtor do Resgate, na produção musical.

    Com esta equipe, foi lançado talvez o último álbum realmente interessante do Katsbarnea, A Tinta de Deus. Aqui, Makuko provou ser mais que um intérprete de composições do ex-vocalista Brother Simion, apresentando seu estilo lírico nas letras. Mas é claro, ele sozinho não conseguiria. Déio Tambasco faz um desempenho excelente nas guitarras, com riffs marcantes. O timbre da bateria de Gasperini também é um show à parte. Claro, todos estes bons elementos são evidentemente êxitos de Dudu Borges, com sua proficiência como produtor.

    O trio aproveitou para gravar um DVD ao vivo, lançado em 2009, que revisitou as canções deste disco e outras mais antigas. No geral, o trabalho ficou muito bom, sendo produzido pelo próprio grupo, e serviu como uma lembrança dos anos mais antigos. Ex-membros, como Jadão e Simion, não participaram.

    A instabilidade surgiria novamente. Déio Tambasco retornou para a carreira solo, e Marcelo Gasperini decidiu deixar o grupo. Assim foi o retorno do Katsbarnea.