Tag: Oficina G3

  • Fique Sabendo – Oficina G3, Jonas Maciel, Pedro Braconnot e Cristina Mel

    Chegamos em maio, e com muitas novidades. É hora de mais um Fique Sabendo!


    Jonas Maciel lança novo clipe pela Som Livre

    O cantor Jonas Maciel, contratado pelo selo gospel da Som Livre, lançou um clipe de seu último álbum, Feliz de Novo. A faixa-título, foi produzida no estúdio do Grupo Mix 360, de Belo Horizonte.


    Pedro Braconnot anuncia retorno à atividades de produção musical no Rio de Janeiro

    O multi-instrumentista, arranjador e produtor musical Pedro Braconnot anunciou, em sua página, o retorno de suas atividades no Rio de Janeiro. Pedro tinha um estúdio na capital carioca, o qual gravou vários discos de músicos e artistas do meio cristão nacional, como Cristina Mel, Aline Barros, Denise Cerqueira, Sérgio Lopes e vários outros. É vocalista e tecladista do Rebanhão.


    Oficina G3 lança Histórias e Bicicletas – O Filme

    A banda de rock Oficina G3 lança mais uma produção audio-visual, desta vez com caráter de documentário. As gravações do álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) foram registradas em meados de 2012 pelo diretor Hugo Pessoa, que viajou junto com o grupo. As imagens também mostram Alexandre Aposan ainda como integrante.


    Cristina Mel lança clipe de canção acústica

    A cantora Cristina Mel lançou um clipe de uma de suas canções de carreira, “De Tarde”, do álbum Você é um Vencedor, de 2002. A produção foi divulgada pela Sony Music.


    Até a próxima semana!

     

     

     

  • Rocklogia – Oficina G3, O Tempo e Rock in Rio

    Com a saída do Catedral do cast da MK, após uma parceria da gravadora com a Warner Music Brasil que rendeu lucros exorbitantes para o selo carioca, era interessante ter outro grupo de rock. A MK Music, de fato, nunca foi a gravadora ideal para bandas de rock cristão, mas, depois da Gospel Records, foi a que mais se propôs a lançar discos do gênero. Tentaram nos anos 90 com o Complexo J, Semeando, Raízes, Contato Vital, e até mesmo com Carlinhos Felix, que aos poucos tendeu mais ao pop. A maioria destes nomes não obtiveram grandes resultados, exceto Carlinhos, que preferiu lançar sua própria gravadora, e o Complexo J, que migrou para a Gospel Records.

    Quando o Catedral lançou seu primeiro álbum pela WEA, o então ex-integrante do Oficina G3, Túlio Régis, ciente da vontade dos integrantes da banda de mudarem de gravadora, tentou contato com a MK para levá-los à gravadora carioca. Em entrevista cedida ao Ruben Mukama, o cantor afirma que, apesar do grupo ser o que mais vendia na Gospel Records, seu contrato era ‘animalesco’.

    Eu sou um dos culpados disto. Um dia disse: por que vocês estão na Gospel Records ainda? Porque eles se submetiam ao distrato que sofriam, como bandinha, deveriam voar mais alto, independente ou indo para uma gravadora melhor; ficaram receosos, porque tinham o apoio de mídia da Renascer e do apóstolo, e temiam retaliação. Comentei sobre a MK Publicitá, e disse que o Marquinhos, um amigo de uma banda legal do RJ poderia dar uma força. Eles ficaram na dúvida. Eu liguei para o Maquinhos, comentei sobre e justamente quando o Catedral havia saído se abriu uma brecha para eles, o Marquinhos não acreditou que poderia ter esta oportunidade boa… Enfim, a negociação foi feita e o Oficina G3 se transferiu para a MK, a condição é que eles não mais teriam mais direitos sobre os diretos das músicas e afins produzidos por eles na Gospel Records, este foi o trato.

    Era fato de que os tempos para a banda eram bons. Luciano Manga fez sua despedida em alto estilo com Indiferença, e os álbuns acústicos com o novo vocalista PG eram comercialmente promissores. Com isso, a presidente da MK, Yvelise de Oliveira, sugeriu à banda que neste primeiro trabalho fizessem canções mais pop, ideia que a banda já cogitava abraçar. Com isso, O Tempo se afastou parcialmente do hard rock dos últimos inéditos, mesclando bastante influências do pop rock.

    Infelizmente, os fãs mais radiciais do Oficina G3 dilaceram o disco, como se um registro pop rock fosse a pior coisa que a banda teria feito. Ocorre que, não é necessária uma análise profunda para notar que, embora comerciais, a maioria das músicas são bem construídas, com arranjos criativos, o que faz o trabalho ter seus grandes méritos. Ainda há de se considerar que o sucesso da banda deve-se muito a este CD, que na época, chegou a vender quase 200 mil cópias e, até hoje é seu o maior sucesso comercial.

    Em 2001, a banda foi convidada para participar do Rock in Rio 3. Até aquele momento, nenhuma banda de rock cristão tinha participado do evento, e o Oficina, além de outro grupo chamado Os Nazaritos (que nunca abordei aqui por não considerar o trabalho deles importante para a história do rock cristão nacional) tiveram a grande chance. Antes mesmo da participação ocorrer, várias igrejas se opuseram ao fato, com acusações ferrenhas ao conjunto. O que parecia soar como uma grande chance de expandir o seu trabalho tornou-se um fracasso, pois a banda foi forçada a iniciar a sua apresentação antes dos portões se abrirem, passando parte do show tocando e cantando para ninguém. Isso os deixou imensamente decepcionados.

    Muitas outras polêmicas aconteceriam com a banda, mas isso é para o próximo post, a respeito do álbum Humanos.

  • Rocklogia – Acústicos, acústicos e mais acústicos

    A moda dos acústicos chegou no rock cristão nacional, e de 1998 até 2003 teve alguns trabalhos do tipo que até hoje são marcados como projetos marcantes na carreira de algumas bandas. Apesar de serem álbuns que pouco agradam aos fãs de rock, ajudam na vinda de novos públicos que não apreciam tanto ‘peso’.

    A primeira banda a apostar em gravar um disco do tipo foi a Oficina G3, com o Acústico de 1998. Um álbum de estúdio, como se fosse um cartão de apresentação do novo vocalista, PG que substituía Luciano Manga. É um álbum mediano, que agrada bem mais pelas duas inéditas (Quem? e Autor da Vida) do que pelas novas versões. No ano seguinte, foi gravada a versão ao vivo deste álbum, com mais músicas acústicas, e o resultado foi bem melhor que o anterior, lembrando uma boa época da Oficina G3.

    Foi no mesmo ano de 1999 que o Fruto Sagrado também gravou um acústico comemorando dez anos de carreira. Diferentemente da Oficina G3, a banda explorou novos arranjos, como em “Investimento”, numa execução bem melhor que a original.

    Mas o melhor acústico, sem dúvida foi o do Katsbarnea, de 2000. É claro que o vocal de Paulinho Makuko está longe de ser um dos melhores, mas em nenhum dos outros discos citados neste texto possui tanta participação do público como este do Kats. É audível por todo o projeto o público vibrando a cada canção. Até se fosse um mudo cantando, este disco seria muito bom.

    Em 2001, foi a vez do Resgate. A própria banda não gostou do resultado final, mas particularmente acho um bom álbum, além da inclusão da inédita “Água Viva”. Mas, se a banda desejar gravar outro acústico melhor que este, creio que todos aguardarão bem satisfeitos.

    https://www.youtube.com/watch?v=GGNmSZyxO7M

    Numa atitude um tanto quanto insana, Paulinho Makuko resolveu fazer outro álbum acústico no Katsbarnea em 2002. Profecia une o acústico com a música clássica, e embora não seja completamente acústico, foi um disco na hora errada, ainda mais por trazer músicas da carreira solo do ex-vocalista Brother Simion.

    O Catedral, mesmo não se intitulando cristão ou gospel, lançou pela Line Records o Acima do Nível do Mar, em 2003, que faz uma boa fusão do rock com a MPB, com músicas inéditas e regravações. É considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo carioca.

  • Rocklogia – Indiferença

    Aos fãs mais recentes da Oficina G3, mil desculpas, mas existem álbuns na discografia da banda que sejam melhores que o tão comentado, bajulado e superestimado D.D.G. O que parece controverso para alguns é óbvio para outros. Assim, Indiferença é, talvez o grande exemplo disso.

    Lançado em meados de 1996, este disco foi, sem dúvida, o primeiro divisor de águas na carreira da banda Oficina G3. Duca Tambasco já tinha participado em poucas faixas de Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho, mas é neste momento em que o baixista faz realmente sua estreia. No entanto, ele não era o único. Um tecladista brasiliense, chamado Jean Carllos era recém-chegado, para somar a formação que tinha Juninho Afram, Luciano Manga e Walter Lopes como veteranos.

    Outro destaque no disco é a produção musical de Paulo Anhaia, que tinha, recentemente trabalhado com o Resgate e Katsbarnea. Com o ótimo resultado de On The Rock e Armagedon, o óbvio era que o futuro trabalho da Oficina G3 ampliasse a visão do grupo. E foi o que aconteceu.

    As canções do álbum são escritas por quase todos os integrantes, embora a maioria sejam resultado do trabalho individual de Juninho. Com mais faixas instrumentais como “Glória” e “Duca’s Jam”, os pequenos espaços no álbum são preenchidos por performances proficientes dos músicos. Nos vocais, Manga comanda com maestria, embora haja participação de Afram e Lopes em outras. Os sintetizadores de Jean são perfeitamente adequados ao que cada música pede.

    Embora o repertório não seja completamente inédito, as regravações do primeiro álbum da banda foram competentemente produzidas, com novos arranjos e interpretações. Um grande exemplo é “Magia Alguma”, uma das melhores baladas do Oficina G3. Vale lembrar que o maior sucesso do grupo está no disco, a clássica “Espelhos Mágicos”.

    Algumas performances do Oficina G3, nesta época podem ser encontradas na internet. No ano seguinte, Luciano Manga saiu do grupo. Na verdade, a banda já estava preparada para isso, já que Manga era pastor, e em algum momento precisaria se ausentar. Mas, para não atrapalhar a Oficina G3, Manga ajudou-os na escolha de outro vocalista, e encontraram num rapaz chamado Pedro Geraldo (mais tarde, conhecido como PG) a personalidade perfeita para substituí-lo. PG era vocalista e baixista de uma banda de metal cristão da época, e aceitou entrar no grupo.

    Luciano Manga é amigo dos integrantes do Oficina G3 até hoje, e ajudou o grupo em outros momentos, como na indicação de Celso Machado para guitarrista base convidado. Manga fez participação especial em dois álbuns posteriores do grupo, na canção “Pirou”.

  • Oficina G3 – discografia e obra

    Surgida em São Paulo no fim da década de 80, a Oficina G3 é uma das bandas de rock cristão mais conceituadas. Com quase 30 anos de estrada, a banda é lembrada principalmente por seus integrantes de longa data, Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos.


    Guia discográfico

    Ao Vivo (Gospel Records/1990): Ainda em busca da identidade, a Oficina G3 parece se sustentar nas composições de Túlio Regis, mas são os vocais de Luciano Manga que realmente causam atração. (Nota: [usr 3])

    Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho (Gospel Records/1993): Sem Túlio Regis, a Oficina G3 parece se reinventar nas mãos de seu integrante mais notável, Juninho Afram, que juntamente à Luciano Manga dão um ar de originalidade nas interpretações. O hard rock simples, mas característico faz o álbum, em sua maior parte valer a pena. (Nota: [usr 3.5])

    Indiferença (Gospel Records/1996): O produtor Paulo Anhaia, juntamente aos novos integrantes Duca Tambasco e Jean Carllos solidificam a identidade do Oficina G3, reforçando sua proficiência no hard rock contido no álbum anterior. Mas vai além disso: composto por elementos do rock progressivo, pop rock, heavy metal e até mesmo baladas acústicas e instrumentais, é impossível ter alguma faixa como ruim, ainda considerando que Luciano Manga dá uma vitalidade as músicas que nenhum vocalista posterior conseguiria. (Nota: [usr 5])

    Acústico (Gospel Records/1998): Apesar de desconfortável nas antigas músicas de Manga, PG mostra seu potencial através das inéditas, como “Autor da Vida” (de sua autoria) e, principalmente à melancólica “Quem?”. Os arranjos de cordas vieram bem a calhar, mas o disco ainda peca pelas versões das canções antigas. (Nota: [usr 3.5])

    Acústico ao vivo (Gospel Records/1999): Extraindo os pontos positivos do último álbum e acrescentando novas versões, Acústico ao vivo fecha muito bem a década de 90 para o grupo, mostrando que de uma banda underground do hard rock, a Oficina G3 poderia se converter para um ícone do rock cristão mainstream sem se forçar. (Nota: [usr 4.5])

    O Tempo (MK Music/2000): Mais pop, a Oficina G3 desta vez prefere criar um som mais estável, mas sem perder a sua qualidade. Obviamente odiado por seus fãs mais extremistas, mas de inegável importância, O Tempo é um disco que consegue equilibrar com louvor aspectos geralmente antagônicos em álbuns: qualidade musical, letras atraentes e um som comercial. (Nota: [usr 4.5])

    The Best of Oficina G3 (Gospel Records/2001): Como o título define, The Best of Oficina G3 é um excelente Greatest Hits do grupo, abrangendo todas as músicas de destaque em todos os álbuns da Oficina G3 lançados pela Gospel Records. (Nota: [usr 5])

    Platinum (Gospel Records/2001): Ao considerar que uma coletânea de maiores sucessos estava recentemente lançada, e não há diferenças significativas no repertório, não existe nenhuma necessidade em ter sido lançado Platinum. (Nota: [usr 1])

    O Tempo [vídeo] (MK Music/2002): Seguindo a tendência de sua versão em estúdio, O Tempo ao vivo dá base para toda a proposta musical feita fora dos palcos. O que realmente incomoda é a tentativa forçada do vocalista PG em soar como uma espécie de Bono Vox. Lembrado também pela performance ao vivo de “Glória” por Juninho Afram, é o registro de despedida do baterista Walter. (Nota: [usr 3])

    Humanos (MK Music/2002): Pior trabalho da Oficina G3, é tão confuso quanto os próprios seres humanos. De faixas de peso influenciadas pelo new metal como “Onde está?” e “Apostasia”, o álbum flerta com baladas extremamente cansativas e desgastantes, embora “Te Escolhi” seja perfeitamente padronizada para as rádios, o que justifica seu sucesso. (Nota: [usr 2])

    Além do que os Olhos Podem Ver (MK Music/2005): É o reflexo que, acima de quaisquer outros que passaram pelo grupo, o Oficina G3 sobreviveria muito bem somente com Juninho, Duca e Jean. O trio, que assina quase todas as músicas juntos demonstram maturidade musical e um repertório imprevisível, fortemente influenciado pelo metal progressivo. Com a participação de Déio Tambasco, Lufe e Marcão (ex-vocal do Fruto Sagrado), é a prova que a saída de PG não causou falta alguma. (Nota: [usr 4.5])

    MK CD Ouro: as 10 mais do Oficina G3 (MK Music/2006): Destacar que são as dez melhores do Oficina G3 e ter “Sempre Mais” no repertório é simplesmente uma gozação. Com apenas uma faixa de Além do que os Olhos Podem Ver, o álbum mescla músicas que realmente são bons sucessos, como “O Tempo” e “Ele se Foi”, mas se esquece de faixas grandiosas, como “Lugar Melhor”, “Até quando?” e até mesmo “Apostasia”. (Nota: [usr 2])

    Elektracustika (MK Music/2007): Com a elegância de um projeto comemorativo e sem perder o gosto de ineditismo, Elektracustika é um dos álbuns mais refinados da Oficina G3, com arranjos suaves e moderadamente melancólicos, fundindo muito bem o acústico com o elétrico. Canções como “A Deus”, “Eu, Lázaro”, “Me Faz Ouvir” e até antigas como “Resposta de Deus” garantem alguns dos melhores momentos deste registro. (Nota: [usr 4])

    Som Gospel (MK Music/2008): Sequela do MK CD Ouro, poucas novidades são incrementadas. Sem foco e propósito, soa como uma seleção aleatória da banda. (Nota: [usr 2.5])

    Depois da Guerra (MK Music/2008): Com 20 anos de carreira, foi uma missão arriscada trazer um novo vocalista. Mas Mauro Henrique incorporou bem as canções, dando-lhes boas interpretações. Jean Carllos surge nos vocais, cumprindo uma parte fundamental para o desenvolvimento da obra. Nada se ofusca, nem o baixo de Tambasco, as guitarras de Afram e principalmente a bateria de Alexandre Aposan. No entanto, o álbum carece de mais identidade. (Nota: [usr 3.5])

    D.D.G. Experience (MK Music/2010): Hugo Pessoa é o grande responsável pela qualidade da produção que se destaca por sua iluminação, local e principalmente o efeito bullet time, que se faz muito presente nas primeiras faixas. (Nota: [usr 4])

    Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) (MK Music/2013): Um soco para os fissurados em um som “pesado”, a Oficina G3 apresentou um disco tecnicamente complexo, mas sem vícios e maneirismos. Num contexto de desastres pessoais na vida dos integrantes, um trabalho tão conceitual era o adequado. (Nota: [usr 4])

    Gospel Collection – ao vivo (MK Music/2014): Abordando momentos ocorridos de 2001 a 2009, Gospel Collection é atraente pelas performances ao vivo da Oficina G3 enquanto trio. A inclusão de gravações de O Tempo e D.D.G. Experience, no entanto, pouco acrescentam, mas é a melhor coletânea da banda já lançada pela MK Music. (Nota: [usr 3])

    Histórias e Bicicletas [DVD] (MK Music/2015): Na proposta de transmitir os bastidores da gravação do álbum de estúdio, o filme falha em ser em um registro despretensioso demais. (Nota: [usr 3])


    Melhores músicas

    A Lição, Água Viva, Até quando? (Humanos), Autor da Vida, Cante, Davi, Desculpas, Espelhos Mágicos, Eu, Lázaro, Incondicional, Indiferença, Lágrimas, Mais que Vencedores, Naves Imperiais, Magia Alguma, Mais Alto, Meus Próprios Meios, O Fim é só o Começo, O Tempo, Onde está?, Perfeito Amor, Preciso Voltar, Quem e Valéria.


    Notícias e matérias sobre a Oficina G3

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado a Oficina G3 no O Propagador, clique aqui.

  • Rocklogia – SOS da Vida e as bandas de rock

    O SOS da Vida é uma peça importante na história do rock cristão brasileiro. Este evento, no qual também conta uma parte positiva do legado da Igreja Renascer em Cristo apresentou várias bandas que hoje são de “estudo” obrigatório aqui na Rocklogia. Ainda, somos apresentados às formações de cada grupo, o quanto cada música apresentada se insere no contexto daquela juventude, com seus impactos.

    A primeira edição do evento ocorreu em 1991, no Ginásio do Ibirapuera. Há de se destacar que, considerando a gravadora Gospel Records, o evento acabou, de certa forma dando suporte às bandas novas que estavam surgindo. Talvez a mais beneficiada tenha sido Katsbarnea. Na internet, é possível encontrar apresentações do conjunto em várias de suas edições. Gosto bastante de “Cristo ou Barrabás” no terceiro evento. Com o guitarrista Tomati, Paulinho Makuko e Jadão fornecendo uma base pulsante, é talvez a melhor performance ao vivo desta música. Na sexta edição, “Get out of Babylon” também ficou bem legal.

    Outras bandas também estiveram presentes no festival. Do Resgate, por exemplo, é possível encontrar “Quem é Ele?”, do primeiro álbum, com sua pegada fortemente hard rock. O Rebanhão participou de várias edições. Em 1992, ainda com Pedro Braconnot e Paulo Marotta na formação, em 1993 com a participação da nova formação (incluindo Dico Parente) e em 1994, com Braconnot novamente sozinho.

    O Fruto Sagrado também participou várias vezes do evento, tanto na época do álbum Na Contramão do Sistema e O que a gente faz fala muito mais do que só falar, ambos lançados pela Gospel Records. Neste último, Bênlio está definitivamente nos teclados, quando ocorre a entrada do guitarrista Bene Maldonado na formação. O Oficina G3 destaca-se pela presença de palco do vocalista Luciano Manga. É claro, Juninho Afram também colabora nos vocais e os registros são de uma das melhores fases deste grupo.

    Na edição de 1993, a grande atração foi a banda norte-americana Bride, que recentemente encerrou as atividades. O grupo simplesmente gravou um registro áudio-visual completo no Brasil, em seu auge, numa performance memorável.

    https://www.youtube.com/watch?v=yOJZe66W92o

    Infelizmente, o evento foi perdendo sua força com os anos. Um dos motivos consiste no “fechamento” da visão evangelística da Renascer, que mais tarde daria espaço aos seus escândalos no fim dos anos 2000. Mas isso é outro assunto…

    Continuem acompanhando a Rocklogia que em breve teremos textos incríveis e com material atualizado. Abraços!

  • TOP 10 – músicas sobre o Brasil

    O Brasil é nossa pátria amada, as vezes tão criticada, em muitas muito odiada pelos seus “filhos”. O país já foi tema de várias canções, algumas enaltecendo suas qualidades, em outras evidenciando suas falhas. Com isso, O Propagador apresenta aos leitores este TOP 10 de músicas sobre o Brasil, com destaque ao meio gospel.

    Vamos lá?

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    Somos Tua Igreja – Renascer Praise

    O Renascer Praise tem quase 25 anos de carreira, e apesar de ter muitos sucessos, algumas canções do grupo paulista foram esquecidas com o tempo. “Somos Tua Igreja” é uma delas, ressaltando o peso e a importância do povo de Deus no país, e exaltando-o como Senhor desta terra. Certamente, é uma das merecedoras músicas que falam sobre o Brasil. (1996)

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    Árvore de Bons Frutos – Apocalipse 16/Pregador Luo

    O Apocalipse 16, hoje praticamente a carreira solo de Pregador Luo lançou esta música, que retrata a importância de nós, cristãos, gerarmos fruto em nossas vidas. A partir desta abordagem, Pregador Luo cita estados e cidades brasileiros como forma de exemplificar que existem “árvores de bons frutos” por todo o país. O clipe da música pode ser conferido a seguir. (2009)

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    A Voz do Brasil – Khorus

    “A Voz do Brasil” talvez seja um dos maiores sucessos da banda Khorus e uma das músicas sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A canção relaciona o programa de rádio A voz do Brasil com o país em si, evidenciando vários problemas da nação em aspectos sociais, e a redenção de Jesus Cristo. (2003)

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    País da Adoração – André Valadão

    Utilizando-se da popular afirmação de que o Brasil é o país do futebol, André Valadão cita, em sua composição que o território também é o lugar da adoração. Integrante do álbum Alegria, a canção tem uma pegada pop rock e utiliza-se de arranjos de metais. Em 2014, pela Copa do Mundo, André a regravou e lançou como single e novo clipe. (2006)

    https://www.youtube.com/watch?v=AAQVpyXJouM

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    O Brasil é do Senhor – Damares

    Damares é uma das artistas mais famosas do meio pentecostal, e “O Brasil é do Senhor” é integrante do seu álbum Diamante. A canção, escrita por Agailton Silva cita todos os estados do Brasil e suas respectivas regiões, reafirmando que o país “é do Senhor”. (2010)

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    Brasil – Oficina G3

    A canção, do álbum O Tempo aborda as mazelas sociais do Brasil e críticas ao próprio povo, que parece não se voltar, tampouco importar com as coisas de Deus. Seu refrão é enfático: “Brasil! Se volte pra Deus“. Destaque para a interpretação vocal de PG e os riffs de Juninho Afram. (2000)

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    Jesus, o Brasil quer Te Adorar – Eyshila

    A mais recente dentre as músicas sobre o Brasil desta lista, “Jesus, o Brasil quer Te Adorar” fala sobre a receptividade dos brasileiros, também traçando um equilíbrio entre os pontos bons e ruins da nação. Também trabalha com muitos arranjos de metais e sonoramente faz uma espécie de crossover com o samba. (2012)

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    Pra Cima Brasil – Milad/João Alexandre

    João Alexandre é um expoente da música cristã nacional. Com mais de trinta anos de carreira, o cantor já apresentou várias músicas de reflexão e crítica social. “Pra Cima Brasil” é uma delas. Gravada com o grupo Milad e regravada pelo cantor em carreira solo, a música aborda várias questões que remetem à violência, injustiça e desigualdade econômica. Vale lembrar que, o período em que a canção foi gravada foi o mais difícil que o Brasil pós-ditadura vivenciou. O grupo Arautos do Rei também já a regravou. (1990/1991)

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    [tab title=”2º”]

    A Hora do Brasil – Resgate

    O Resgate é uma das bandas mais conceituadas do rock cristão. E o rock cristão, em sua essência apresenta muitas críticas sociais. Desta forma, o grupo nos brinda com “A Hora do Brasil”, uma de suas canções recentes mais explosivas, abordando todas as contradições visíveis: “Diziam que eram coitados, amordaçados pela censura / Agora, desfilam nas bancas e imprimem a própria ditadura” (2010).

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    Brasil – Diante do Trono

    O primeiro lugar vai para o Diante do Trono, com uma das músicas que falam sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A letra, de Ana Paula Valadão relaciona também o arrependimento da população de seus pecados para que Cristo sare a Terra. (2002)

    https://www.youtube.com/watch?v=w3_FLOgMQmM

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o Brasil vocês conhecem?

  • TOP 10 – Polêmicas gospel de 2014

    Assim como nos anos de 2012 e 2013, fizemos uma lista com as dez maiores polêmicas gospel que rondaram o ano, desta vez de 2014. Este ano foi um pouco menos efusivo que os anteriores, porém também com fatos que marcaram a mídia e o público cristão.

    Vamos lembrar?

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    Marcelo Aguiar“A volta do filho”

    Em setembro, Marcelo Aguiar, pastor e cantor foi acusado de manter um caso extraconjugal com uma mulher. As informações foram divulgadas através de um vídeo publicado no YouTube. Também fazendo referência à canção “A Volta do Filho”, lançada pelo cantor em 2013 a respeito de seu retorno à Igreja Renascer em Cristo, as imagens do vídeo mostram fotos da suposta amante e acusações ao músico.

    Marcelo Aguiar confirmou a veracidade das informações, porém enfatiza que está recuperado do erro cometido. (leia mais sobre o caso)

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    Robinson MonteiroAmeaças e denúncias

    O cantor Robinson Monteiro envolveu-se numa polêmica recente, ao publicar em seu Instagram prints que envolvem ameaças do diretor da agência JR Louvor. Segundo o artista, a JR Louvor o deve mais de 6500 reais. O ocorrido envolveu uma discussão virtual com troca de ofensas públicas e a participação de várias personalidades conhecidas no gospel, como a cantora Flordelis e a pastora Sarah Sheeva.

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    Ana Paula Valadão - polêmica das lideranças gordasÉ a hora da igreja?

    Um TOP 10 de polêmicas gospel não é um TOP 10 completo sem Ana Paula Valadão. Pela terceira vez consecutiva, a vocalista do Diante do Trono figura esta lista por uma profecia proferida sobre a política brasileira. Segundo muitas pessoas, as palavras de Ana profetizavam a vitória de Marina Silva nas eleições presidenciais de 2014. Entretanto, a polêmica dividiu opiniões, pois a cantora não citou diretamente o nome de Marina, nem muito menos outros detalhes que confirmariam a veracidade de tais especulações.

    Em resposta às acusações, Ana Paula Valadão publicou um texto, no qual negou as acusações de ter profetizado a vitória de Marina, e reiterou que se referia à proliferação de cristãos na política nacional.

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    Marcela Taís“Não me representa!”

    As eleições de 2014 foi um dos assuntos mais comentados na rede sem a menor dúvida, e não há coincidência neste fato. Por causa dela, ocorreram várias discussões, polêmicas, debates nas mais diferentes esferas da sociedade, incluindo o meio cristão. O sétimo lugar é protagonizado pela cantora Marcela Taís, que fez duras críticas ao deputado do PSOL, Jean Wyllys. Segundo a artista, o parlamentar denigre a fé cristã, além de um tweet polêmico, na qual ela afirmou ter visto antes que Jean apagasse rapidamente. Wyllys negou as acusações de Marcela.

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    valeu-aposanEscravidão?

    Em julho, o músico Alexandre Aposan deixou a banda Oficina G3, na qual era baterista há alguns anos. O motivo foi descrito, inicialmente em um comunicado, alegando que questões contratuais o impediam de continuar no conjunto. Mais tarde, um vídeo do instrumentista criticando abertamente os contratos de gravadoras foi amplamente divulgado pela rede, embora Aposan não tenha citado o nome de nenhuma.

    Segundo afirmações de Alexandre neste vídeo, novos contratos que a Oficina G3 estava para assinar previam exclusividade total do músico com a banda, sob multas milionárias caso quebrado. Entretanto, conhecido por tocar com vários cantores bandas, de diferentes gravadoras, Aposan resolveu sair. Ainda, endossou que, em sua opinião tais contratos são exemplo de escravidão.

    https://www.youtube.com/watch?v=VwQ8rE2KW0I

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    [tab title=”5º”]

    Jotta A e Bekah CostaVai feder

    Em abril, Jotta A publicou em seu Twitter que seu celular tinha sido roubado. Dentro do smartphone estavam algumas composições, fotos e um vídeo do cantor e da cantora adolescente Bekah Costa, que meses depois “viralizou” pela rede, sendo alvo de notícias de vários sites cristãos. O conteúdo mostrava os dois em uma brincadeira, com uso de palavras inadequadas num contexto politicamente correto.

    A respeito do ocorrido, Bekah pediu desculpas publicamente pelo ocorrido e o vídeo desapareceu da rede. Neste ínterim, Jotta A deixou de fazer parte do cast da gravadora Central Gospel silenciosa e misteriosamente.

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    André Valadão“Nunca em minha carreira vendi tão pouco”

    Em fevereiro, o jornalista Lauro Jardim, da Revista Veja publicou uma pauta, falando de uma suposta má situação que ocorria no selo gospel da gravadora Som Livre, citando um email de André Valadão que, segundo ele foi enviado à cúpula da gravadora, queixando-se das baixas vendas do álbum Fortaleza alegando que o disco não estava chegando nas lojas.

    Sobre o fato, André Valadão não se pronunciou publicamente.

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    Rodolfo Abrantes100% arrependido

    Em entrevista à Revista Trip, o cantor e compositor Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos afirmou que se sente 100% arrependido de sua fase na ex-banda. As palavras geraram a ira de fãs do grupo, além de Digão e Canisso, integrantes do conjunto, acusando Abrantes de hipocrisia por se arrepender daquela fase, mas continuar recebendo os direitos autorais das músicas, causando imensa repercussão midiática.

    Em resposta, o músico disse que todos os seus ganhos de direitos autorais chegam misturados, oriundos de obras que abrangem todos os seus anos de carreira e que seus ganhos são lícitos. 

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    Valnice Milhomens e Ana Paula ValadãoTransferência de gerações

    Durante o décimo quinto Congresso de Adoração e Intercessão Diante do Trono, a artista Ana Paula Valadão fez um ato profético polêmico, no qual, utilizando-se de orações com mãos impostas dos mais velhos para os mais jovens, a “unção” era transferida de geração para geração.

    A repercussão na mídia gospel foi imediata. Lideranças religiosas, teólogos reprovaram o ato feito pela cantora, tornando-se o fato mais comentado do ano. Parte da polêmica também se deve ao fato de Valnice Milhomens, fortemente criticada por sua ligação ao G12, participar do ato.

    https://www.youtube.com/watch?v=U00ziuepZNQ

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    “[…] não durou 24 horas e 4 tweets do Malafaia

    Malafaia Marina gamersO primeiro lugar vai para a participação de Silas Malafaia durante as eleições presidenciais de 2014. A começar, por suas críticas à candidata Marina Silva, que se estendiam desde as eleições de 2010. Durante a campanha, Marina publicou seu programa de governo, no qual previa o casamento civil igualitário. Imediatamente, Silas Malafaia criticou duramente a candidata. Curiosamente, logo depois, Marina Silva voltou atrás e disse que aquele ponto era um erro. O fato levou ao desapontamento dos eleitores homossexuais e um argumento forte de crítica nas mãos de Luciana Genro, candidata do PSOL. Além disso, a “bipolaridade” de Marina foi o ponto-chave usado por Dilma Rousseff desconstruir a imagem da candidata durante as eleições.

    Mas a maior polêmica envolvendo Silas Malafaia foi a respeito de um vídeo do pastor divulgado pela rede a partir do discurso de Dilma para a ONU. Segundo ele, as palavras de Rousseff, que defendeu um diálogo com o Estado Islâmico foram inadmissíveis. O vídeo foi removido por ordem do TSE.

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    Assim encerra-se o TOP 10 das polêmicas gospel de 2014. O que achou? Faltou alguma polêmica? Comente! E feliz 2015…

  • Oficina G3 lança clipe de “Encontro”

    A banda Oficina G3, durante sua série de eventos pelo Brasil está produzindo o #G3NaIgreja, como forma de aproximar o público do grupo ao ambiente congregacional. Durante esta semana, em seu canal oficial, o grupo lançou o clipe da música “Encontro”, que traz, inclusive a participação do ex-baterista Alexandre Aposan.

    “É um clipe novo, um dvd, uma apresentação, ou sei lá mais o quê? rs.
    não! é mais do que isso!
    Foi a maneira que encontramos para agradecer a todos vocês que nos acompanham; é nossa gratidão à igreja que nos é refúgio, fonte de inspiração e comunhão”, disse a banda em sua página oficial.

  • Rocklogia – Os primeiros anos da Oficina G3

    A Oficina G3 surgiu no mesmo ano que o Catedral (banda que abordamos no último post). Em 1987, a formação da banda era bastante distinta da que conhecemos hoje.

    No início da Rocklogia, lá nos anos 70 abordamos as igrejas da década que abraçaram a causa jovem e que, de alguma forma ajudou o rock cristão brasileiro a engatinhar. A Igreja Cristo Salva, a mesma que Janires frequentou enquanto era a instituição que, na década seguinte surgiria a banda de hard rock Oficina G3.

    O hard rock é geralmente associado à imagem do Led Zeppelin, que se tornou a maior banda de rock da época após o fim dos Beatles. Black Sabbath, Deep Purple, The Who, AC/DC e Queen também foram de extrema importância durante esta época. Nos anos 80, além de várias outras bandas, tivemos Bon Jovi e Guns n’ Roses. Naquela época, o glam metal ganhava força, e uma forte influência para a Oficina G3 foi o Stryper.

    O grupo começou como uma espécie de power trio, composto por Walter (bateria), Maradona (baixo) e Juninho Afram (guitarras). Túlio Regis e Luciano Manga, primeiros vocalistas também estavam nesta época. Inclusive, Manga lançou um livro sobre os primeiros anos da banda.

    Nesta época, eles eram o terceiro grupo da igreja e se autointitulavam como Grupo 3. Com uma sugestão alheia, posteriormente foi adotado Oficina G3, sendo oficina uma alusão ao fato do conserto deste estabelecimento e o sacrifício de Cristo que originou uma nova vida.

    Na parte criativa, no início do grupo o principal compositor era Túlio Regis. Ele foi autor das músicas mais importantes do grupo neste período, embora Juninho e Maradona tenham escrito algumas músicas também.

    Nesta mesma época, surgia a gravadora Gospel Records. Com aproximações cada vez maiores com a Renascer em Cristo, a banda gravou seu primeiro álbum, intitulado Ao Vivo. Alguns desinformados afirmam que este foi o primeiro álbum gravado ao vivo na música cristã nacional, mas em 1985 o Rebanhão lançava Janires e Amigos. Além deste, em 1988 saiu Fruto dos Lábios, da Comunidade da Graça.

    Nesta época, Túlio Regis estava passando por problemas familiares, e segundo o artista não recebeu o apoio esperado pela banda. O cantor saiu da Oficina G3, ficando a cargo de Manga, e ocasionalmente Juninho e Walter os vocais.