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  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • Fique Sabendo – Tanlan, Novo Som, Nani Azevedo e muito mais

    Hoje é sexta-feira, portanto, dia de mais um Fique Sabendo, o último do mês. Vamos lá!


    Tanlan lança novo clipe e single: “A Maior Aventura”

    Três anos após o disco Um Dia a Mais, a banda Tanlan acaba de lançar a canção “A Maior Aventura”, prévia de um disco futuro, a ser lançado pela gravadora Sony Music Brasil. A canção foi mixada e masterizada por Rodrigo Del Toro, e a direção de vídeo ficou por conta de Mateus Raugust. Assista:

    Leia: entrevista com Fábio Sampaio


    Novo Som segue cumprindo agenda, mesmo com as proibições de Lenilton

    Nesta quarta-feira, o fundador e ex-baixista do Novo Som, Lenilton, proibiu a banda de tocar e gravar suas composições. Ocorre que o músico é o letrista majoritário da maioria das músicas e praticamente de todos os sucessos do Novo Som. O desabafo do artista em suas redes sociais causou comoção nos fãs do grupo, que em massa exigiram esclarecimentos e desculpas de Alex Gonzaga e Mito ao ex-colega e afirmando que sem o ex-músico, o Novo Som “não tem graça”. Eles seguem cumprindo agenda, tocando, desta vez, músicas que não são de Lenilton. Uma delas foi “Teu Choro”, escrita exclusivamente por Mito.

    Alex Gonzaga falou sobre o assunto, assista:


    SBB lança coletânea do Chá de Mulheres

    conviteO álbum é fruto do Chá de mulheres, evento idealizado por pastor Marcos Batista, coordenador de desenvolvimento Institucional da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e organizado pela atriz e apresentadora Eliana Ovalle.

    Com início em abril de 2009, o evento acontece a cada última quinta-feira do mês e reúne mulheres no Centro Cultural da Bíblia (RJ). Várias cantoras de muito talento frequentam o evento e tem a oportunidade de louvar a Deus, algumas delas se tornam frequentadoras assíduas. Foi a partir daí que Eliana teve a ideia de gravar uma coletânea, um CD do Chá das Mulheres na SBB.

    O álbum reúne canções de louvor e adoração e tem produção musical do maestro Lito Figueroa. Participam do projeto: Eliana Ovalle, Fátima de Souza, Glaucia Leite, Ivana Viana, Janete Bandez, Luci de Sá, Luciene Camargo, Patrícia Andrade, Renata Martins, Zenir Nevez, cada uma delas participando com uma canção e Sylvia Jane Crivella, que realiza uma belíssima oração no encerramento do disco.

    O lançamento do projeto acontece neste sábado (29), na Igreja Assembleia de Deus Cidade Nova (RJ).


    Jossana Glessa investe em música e vídeo de qualidade duvidosa

    A cantora Jossana Glessa acaba de lançar um novo clipe, da canção “Som do Trovão”. No entanto, a qualidade do vídeo deixou muito a desejar e a canção aposta em todos os clichês possíveis do gênero, utilizando-se de temáticas antropocêntricas.


    Nani Azevedo apresenta capa do novo CD, Eu Confiarei

    O cantor Nani Azevedo acabou de apresentar a capa de seu novo álbum, Eu Confiarei. Confira o post abaixo:

    https://www.facebook.com/cantornaniazevedo/photos/a.603807722972924.1073741825.184133124940388/1000252466661779/?type=1


    Duca Tambasco divulga música instrumental, “Woods”

    O baixista da Oficina G3, Duca Tambasco, iniciou, recentemente, um novo projeto musical, chamado Música e Prosa. A música divulgada, em seu canal oficial, foi “Woods”. Assista:


    Daniela Araújo lança música “Agosto”, com Mauro Henrique

    O vocalista da Oficina G3, Mauro Henrique, acaba de participar na música “Agosto”, de Daniela Araújo, canção divulgada nas redes sociais da intérprete.


    Até a próxima!

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: 1990 a 1994

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, chegamos a década de 90, mas desta vez, dividindo entre a primeira metade da década e segunda. Foi o boom, grandes bandas se destacaram, outras se despediam, e tivemos grandes discos. Em votação, o primeiro lugar ficou para a banda Oficina G3, mas Rebanhão, Fruto Sagrado e Resgate entraram com dois discos, cada um. Confira!

    [infobox title=’10º: Pé na Estrada’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Pé na Estrada - 1991Jhonata: Um disco sincero do início ao fim. Inspirador, “Existe um Lugar” mostra um Rebanhão denso. Destaco “Ovelha Perdida” e “Pedaço do Céu”.

    João: Gosto de algumas músicas desse disco, mas não me faz a cabeça e inclusive passa longe do que eu esperaria do Rebanhão. P.S.: Cadê as bandas de Brasília nessa lista? Mó foco no eixo Rio/Sampa aqui, curti não (risos).

    Phil: Se lembro bem, eu não votei nesse álbum, mas fico feliz que tenha entrado na lista final. É o trabalho sonoramente mais acertado, mais técnico da banda. Foi feito na mesma época em que Carlinhos Felix gravou seu primeiro trabalho solo. Também foi o último com membros da chamada “formação clássica”. As letras voltaram a ter um pouco do teor crítico que Janires colocava nas composições, e a atmosfera já não é tão pop quando o trabalho anterior, Princípio; aqui já vão pra um lado mais experimental, progressivo, art rock. Mas me parece que tudo o que tem nome Rebanhão é ouro. Tudo o que sai dos caras é bom, mesmo que não seja um primor (geralmente é), mas é bom do mesmo jeito!

    Thiago: Pé na Estrada teve uma sonoridade que mesclou mais gêneros musicais como o anterior, e peregrina pelo art rock, pop rock, rock progressivo e rock experimental. Sempre focado nas interpretações de teclado, o disco conta com uma produção musical muito agradável, os vocais da banda sempre eficientes, principalmente a voz Keith Green de Carlinhos Felix, a melhor voz do Rebanhão pós-Janires. Minha preferida foi a música “Fé”, com riffs de guitarra limpa e ótimos solos. “Elo Perdido” tem uma construção musical e lírica muito impactante também, falando sobre a solidão humana a busca do elo perdido. Contudo, como outros trabalhos do grupo, esse tem também seus defeitos, como a moda dos modelos de teclado da época que eu nunca consegui gostar. Eu coloquei esse álbum em nono lugar, e no final sua posição ficou em último, portanto, acho justo a colocação desse, sendo que chegou a disputar a posição com vários trabalhos fora da lista que possuem seus méritos. como Está Consumado (Catedral), Katsbarnea (Katsbarnea)  e Enquanto É Dia (Rebanhão).

    Tiago: Certeza de que muitos não vão concordar, mas é necessário entender que Pé na Estrada é sim, um disco merecedor de estar nesta lista (talvez até mesmo em uma posição melhor). O álbum é a despedida do trio clássico da banda, e é aqui que Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta alcançam o ápice sonoro. Os arranjos nunca soaram tão maduros e a banda tão entrosada. “Elo Perdido” será, sempre, a melhor música do Rebanhão feita sem Janires. Um rock progressivo de primeira (sim, Rebanhão sabe fazer progressivo com excelência). Poderia ser o melhor álbum da banda desde 1983, se não tivessem incluído a horrível “Nzile Nzulu” e claro, acrescentado alguma música de peso maior ao disco. Carlinhos Felix, claramente estava concentrado mais em sua carreira solo (o ótimo Coisas da Vida foi lançado neste mesmo ano, meses antes e vale menções honrosas), e as melhores letras são escritas por Braconnot e Marotta. Por fim, vale mencionar a ótima capa (a melhor, em toda a carreira da banda).

    [infobox title=’9º: Brother’]Artista: Brother Simion
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Brother - Brother Simion - 1992Jhonata: A tentativa dele de fazer um som folk – estilo Bob Dylan – e ainda sim conseguir fazer um som praiano, é válida. O ruim disso tudo, é o resultado: não sai legal. “Brota” é a única que escapa nessa confusão toda. “Cura da Terra” me deixa tonto e eu não consigo entender nada do que o autor quis passar com tal letra. Enfim, um álbum muito abaixo da média (como diz nosso amigo Thalles).

    João: Amo esse disco, acho Simion fantástico, simplesmente isso. O estilo de cantar a lá Evandro Mesquita ou Raul Seixas dele, meio que ditando os versos é algo que eu sempre curti, e as letras desse disco desde que ouvi ele inteiro a primeira vez a uns 10 anos atrás me faz chorar até hoje. Produção simples e bem do-it-yourself, gosto dessa autenticidade que Brother imprimiu, bem como bandas dessa época como Átrios, Akza e Calvário.

    Phil: Esse cara é doidão! (risos) Não bastasse ser vocal e compositor do Katsbarnea, que já era um rock’n’roll com pegada, apesar de experimental: ele ainda teve fôlego pra encaixar outras composições suas num projeto paralelo, que era solo. Esse álbum tem uma cara folk, um rock acústico, muito bem feito. Mas acho que o que se destaca é o jeito doidão dele mesmo, bem diferenciado, legal pra caramba.

    Thiago: Até hoje eu não sei se cometi a blasfêmia de ter deixado esse álbum fora da lista pessoal. A decisão foi difícil, mas inclui outro no lugar, sendo o único da lista que não inclui na minha pessoal. O disco é um folk rock/ folk muito bom de ouvir, e me deixou muito na dúvida se eu o colocaria ou não nas minhas colocações devido a sua sonoridade voz e violão e algumas canções fracas. “Brota” é a melhor com seu country/folk. “Retrovisor” é muito extravagante com o ritmo blues rock e rock and roll e “Together” é o tipo de canção folk que você só ouve nos gringos da vida. No entanto, o disco não tem apenas coisas boas: “Contato” e “Salve a Tua Paz” são duas canções fracas. A primeira exibe um folk chato na maior parte da duração dela em contraste com a letra muito interessante sobre um contato com o Criador, e a segunda passeia também pelo folk, daqueles bem tropicais, com referências a natureza. “Grito de Alerta” também não me agradou muito, com cantos de súplica do Brother a ecoar pelo microfone. Contudo, é um álbum que tem sua importância e mesmo eu não tendo o indicado para a lista final, ele merece estar aqui.

    Tiago: Há uma coisa que muitos músicos e pessoas comuns tem dificuldade de entender: em muitas das vezes, menos é mais. O disco do Brother Simion é um excelente exemplo. Ele só precisou de um violão, voz e harmônica. A qualidade do repertório e da execução dos instrumentos levou o álbum a outro nível, e o que se nota é uma sucessão de músicas agradáveis de ouvir. Destaque para “Brota”, “Grito de Alerta”, “Cura da Terra” e, claro, sempre uma faixa em inglês que não pode faltar nos discos de Simion, “Together”.

    [infobox title=’8º: Jesus, Vida & Rock n Roll’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Resgate 1991Jhonata: Sou suspeito em falar desse álbum, porque gosto muito. Foi o primeiro trabalho do Resgate que ouvi, quando estava começando o curso técnico em administração. Todas as canções conversam entre si e isso faz do álbum um compacto de músicas boas!

    João: Outro que eu não inclui na minha lista. Esse inclusive eu tenho em LP (foi o primeiro LP evangélico que eu comprei na vida), mas não me enche tanto os olhos ante os outros da banda e outros discos da época que não apareceram por aqui. No geral, é um bom disco, mas não é dos melhores.

    Phil: Eu acho que o Resgate ainda levaria um tempo pra se definir enquanto banda, fechar algum conceito, mas certamente é rock’n’roll do bom, feito num estilo bem brazuca mesmo. Talvez seja um pouco forçado colocá-los no TOP 10, mas por serem promissores e bem produzidos, e com letras inteligentes e edificantes, ganham seu lugar. Ah… quem nunca pulou ao som de “Rock da Vovó”? 😀

    Thiago: Jesus, Vida & Rock’n’Roll é álbum até bom, só tem um problema: uma boa parte das canções foram relançadas no disco seguinte, o que faz com que seja um álbum de poucas inéditas no sentido de se estar numa lista de melhores do Brock, mas isso não elimina seu mérito. A musicalidade anda sobre o hard rock e rock and roll, o mais leve entre os gigantes do hard na época, como o Oficina G3 e Fruto Sagrado. Das cinco que não foram relançadas no álbum seguinte, sendo elas as faixas “Ainda Há Tempo”, “Mestre”, “Eu Passei”, “Quem é Ele?” e “Sem Deus”, a melhor foi “Quem é Ele?”, um rock and roll com um riff muito legal de guitarra. A famosa “Rock da Vovó” foi lançada primeiramente nesse álbum, e é uma das melhores também. O disco é legal, e a posição foi justa para a banda.

    Tiago: Um álbum do Resgate, de 1991, numa lista de melhores? Vocês estão de brincadeira, né? Esse disco é muito fundo de quintal.

    [infobox title=’7º: Fruto Sagrado’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Fruto Sagrado - 1991Jhonata: Sem comentários, ruim demais.

    João: Já esse disco eu não inclui na lista, mas é sim um ótimo disco de estreia do FS, com faixas que já diziam quem era a banda, a sonoridade tá mais pra um hard rock com muitos teclados na linha do Rush, isso é bem legal. Mas no geral não tá entre meus prediletos, sorry.

    Phil: Um hard rock com bastante pegada e virtuosismo. Dizendo assim parece normal, mas na real o diferencial do Fruto Sagrado são as letras. Além do louvor a Deus, temas como críticas ao sistema religioso, heresias e críticas sociais permeiam a banda, sendo escritas de uma maneira geralmente bem ácida, inteligente, forte e ainda assim bem encaixadas com as composições. Bênlio, Marco Antônio e Flávio fizeram um belo trabalho, um bom disco pra chamar de primeiro.

    Thiago: Três anos após a fundação da banda, o primeiro álbum do Fruto Sagrado, com o mesmo nome da banda, saía do forno. O notável desse grupo era suas letras nada convencionais, diretas e críticas ao sistema, tanto como social e político, como religioso, de acordo com uma cosmovisão cristã. Esse tipo de abordagem foi predefinida pelos seus integrantes. As ideias trabalhadas são legais, porém, no início da banda, a composição das letras ainda estavam sendo moldadas, a construção dos versos, etc. Ao contrário dos álbuns posteriores, esse álbum foi bem menos criativo musicalmente para mim, com uma sonoridade bem presa ao hard rock, um estilo que era bem desenvolvido na época, e voz do Marcão ainda não era essa potência a qual chegou nos trabalhos mais recentes. Na maior parte, o disco foi preenchido por canções compostas por Bênlio e Marcão. No geral, a obra exibiu um trabalho mediano, coerente com a posição em que está.

    Tiago: O Fruto Sagrado teve a melhor estreia dentre quase todas as bandas aqui. Aquele disco que você vê que, quando uma banda tem um bom repertório e arranjos, isso basta para um disco soar bem. Acho que não preciso me alongar.

    [infobox title=’6º: Na Contramão do Sistema’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 8[/infobox]

    Fruto Sagrado - Na Contramão do SistemaJhonata: Fruto Sagrado está entre as bandas que preciso ouvir muuuuuuuuuuuuuitaaaaas vezes ainda para me convencer de que são boas. Eu até entendo a dedicação para ser considerada uma “banda-de-rock-pesado” mas, acredito que todos nós precisamos “se tocar” um dia. Como segundo disco, este é regularmente bom. Fica no meio-termo de “Brasil” (primeira) até “Involução” (última faixa).

    João: Segundo melhor disco do Fruto Sagrado ever. Simples assim. Tem quem diga que esse é O melhor, mas a segunda metade da década vai mostrar que não (risos). Enfim, hard rock de primeira, as letras continuam ácidas, falando de tudo: política (“Brasil”), preconceito (“Jimmy”), pobreza (“Meninos de Rua”), falso evangelho (“Lobo Mau”) e demência social (“Involução”, a letra mais atual da história, depois de “Ponte”, de Janires), e a interação dos integrantes da banda à época é perfeita. Sem dúvida um disco pra ter orgulho de possuir original.

    Phil: Em meio à “síndrome dos dois anos”, em que eles chamavam guitarristas pra ajudar na banda, efetivavam os caras e depois eles davam no pé (mas não era sacanagem dos guitarristas, eram motivos legítimos e até bons, eu diria), o trio Marcão, Bênlio e Flávio chegou a 93 pra fazer o segundo disco. Esse trabalho saiu ainda na linha hard rock virtuosa, mas com uma cara um tanto progressiva. Aqui as letras ficaram mais pesadas! “Jimmy”, “Lobo Mau”, “Meninos de Rua”, essas faixas pesam na cuca, viu. Além disso, é bom destacar a gravadora Gospel Records que fez uma divulgação intensa do disco, segundo Marcão.

    Thiago: Fruto Sagrado sempre foi a banda mais ácida em nível de crítica contra igreja e sistema. Esse título anticapitalista é o resumo de uma boa parte de sua discografia. O álbum passeu pelo hard rock e heavy metal, com referências até da música eletrônica. As letras do Fruto nesse disco tem o mesmo tom ácido, mas em algumas partes foram mal construídas, escapando da métrica ou versos quebrados. Contudo, o álbum tratou de ótimas questões relacionadas à nossa cultura consumista e individualista, os problemas sociais e de nosso sistema. Nesse sentido, Fruto Sagrado sempre foi único. As canções marcantes do disco: “Lobo Mau”, um hard que fez analogia a história do lobo mau com os falsos profetas; “Investimento”, com seu blues louco, semelhante a “Mistérios” do Resgate, mas a interpretação vocal foi broxante; “Involução” e seu riff oriental e genial, música muito boa; “Brasil”, hard rock para animar qualquer um, até com DJ; e “Jimmy” a base eletrônica hard rock heavy metal criticando o racismo. “Exceção à Regra” é uma música muito boa, mas deixou um terrível sentimento broxante em mim: tem uma introdução épica e clássica de violão, um nome que lembra uma música muito boa sobre crítica, no entanto a impressão só fica no início. Logo a música une peso de guitarra com uma letra romântica, coisas que eu ainda aprendi a não gostar juntas dessa forma. Marcão melhorou bastante com relação ao primeiro álbum, e a parte instrumental ficou muito boa.

    Tiago: Vamos entender o seguinte: o Fruto Sagrado sempre foi uma banda boa de letras. Eles sempre tiveram a intenção de fazer uma música diferenciada. Na Contramão do Sistema é o melhor disco da banda nos anos 90. É uma música muito bem feita e autêntica, você vê que eles estão em pleno voo. Dentre faixas ácidas e sarcásticas, podemos dizer que este é um dos melhores discos do rock cristão.

    [infobox title=’5º: 3′]Artista: Complexo J
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Complexo J - 3 - 1992Jhonata: 3 é indiscutivelmente um disco singular. Quando o ouvi pela primeira vez, me perguntei: “CARA, POR QUE DEMOREI TANTO PRA OUVIR ISSO?” A banda era muito bem arrumadinha. A oscilação dos vocais são linearmente agradáveis. “Sábado Quente” me prendeu e fiquei repetindo o refrão por várias semanas (principalmente pelo calor enorme que faz aqui em Rio Branco), “Choro da Natureza” dá uma aula sem pôr defeitos em “Terra”, do Katsbarnea. “Com Jesus” me fez lembrar minha conversão e, destaco as guitarras e o baixo que, por mais assemelhado que tenha ficado com os outros de bandas da época, aqui ele soa mais particular, mais COMPLEXO J.

    João: Criatividade é pouco pra definir esse disco. Da capa à última música, o último disco genuinamente rock’n roll da Complexo J, trouxe novamente letras geniais (destaque eterno pra “Sábado Quente”, que é um tapa na cara da society, rsrs), os vocais intercalando entre a voz masculina e feminina é o ponto mestre dessa banda, e sem dúvidas um diferencial. Nessa época só a Troad (que não era bem rock) e a Metanoya (da Soraya Moraes) tinham em mente colocar mulheres cantando rock. Os cariocas realmente se inspiraram mesmo. Tenho que dizer o mesmo que no review passado: que que essa turma de RJ, como o Complexo J, Catedral e cia têm na mente pra serem tão ácidos e verdadeiros? (risos)

    Phil: Confesso que só ouvi uma vez esse álbum, então se eu tivesse dado mais atenção poderia ter algo mais específico pra falar. Mas o que eu tenho lido é que esse foi o melhor álbum deles. Eles seguem a mesma linha da maioria das bandas da época (incluindo as desta lista), que tratam bastante de análise de temas da vida, porém o Complexo J é um tanto mais sutil nas letras. O que li em algum vídeo do YouTube, em um comentário, é que em 1992 saíram alguns integrantes da banda, o que acabou modificando a sonoridade. A banda nunca parou, apesar disso, tem até página no Facebook.

    Thiago: Esse LP ficou em sétimo lugar na minha lista pessoal. A banda teve um relativo sucesso em sua própria época, chegando a figurar em um programa de TV, sendo que o 3 foi seu maior sucesso. “Sábado Quente”, sua canção mais famosa, é a melhor do álbum. Possui uma letra bem interessante sobre como somos controlados pelo sistema que tanto criticamos. O conjunto da obra em si é cheio de músicas boas e algumas medianas, acho que algum do Fruto Sagrado poderia ter estado na frente desse. Algumas partes da letra de “Consciência Limpa” me incomodou um pouco, com um pouco de ego escondido, mas não é de todo ruim. Esse álbum conta com bons instrumentais, solos de guitarra, e é uma mistura de hard rock e prog rock. Algumas composições do álbum ousou a crítica forte contra o sistema, como a já citada “Sábado Quente” e “Abra Seus Olhos”.

    Tiago: Discaço, e deveria estar em segundo lugar! Além do Rebanhão, outra banda que vivia o seu auge, no início da década, era o Complexo J. Contratados pela MK Music, lançaram o melhor álbum da carreira, 3. É um disco que usa teclados e loops a seu favor, e você nunca os verá exagerando. As letras são tão polêmicas quanto as composições de bandas undergrounds da época. Eles estão lá, questionando o sistema religioso com o hit “Sábado Quente”, criticando o humanismo em “Abra seus Olhos”, falando da destruição do meio-ambiente em “Choro da Natureza”, e nos brindando até mesmo com faixas instrumentais em “Yom Kippur”. Os vocais de Liza Cardoso são os melhores do disco, e certamente marcam o diferencial dentre tantos grupos exclusivamente masculinos. A capa do álbum, por sua vez, é um destaque a parte.

    [infobox title=’4º: Princípio’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1990
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Princípio - 1990Jhonata: Eis aqui um álbum que beira a perfeição para a época em que foi gravado. “Fronteiras” descreve mais ou menos muito do meu respeito pela banda Rebanhão. “Palácios” é um clássico indiscutivelmente maravilhoso de se ouvir. Os metais usados no disco, teclado e guitarra foram muito bem encaixados. Enfim, Princípio é digno de estar nessa lista.

    João: No princípio era o vazio, e o Rebanhão disse sim, sim pro rock’n roll e pra música gospel! Os precursores se tornaram o porta-voz inicial do movimento, trazendo a formação clássica e mais consistente do grupo, a sonoridade que os consagrou na segunda metade dos 80 e sendo realmente uma ponte de ligação entre a fase dos primórdios com o movimento gospel. Elogios inclusive à arte de capa desse disco, alias, dos 5 primeiros da lista (na verdade, a do Resgate é bem pobrinha comparada a dos outros 5 rsrs). Destaque também pra letras mais críticas novamente na linha das do saudoso Janires, como “Princípio”, “Muro de Pedra”, “Arsenal” e claro, a clássica “Palácios”.

    Phil: O princípio de um monte de coisa: primeiro álbum de música cristã brasileira a ser lançado no formato de CD, primeiro álbum lançado pela Gospel Records, primeiro lançado logo após o início do chamado movimento gospel brasileiro. Ok, mas e o conteúdo? Musicalmente eles amadureceram um bocado vindos da década anterior, com arranjos mais complexos, mas ao mesmo tempo com uma sonoridade mais acústica, talvez art rock/pop rock seja mais exato, o que ainda remete ao pop rock nacional oitentista. E não se engane, não é fácil chegar na sonoridade que se ouve em álbuns desse estilo. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot seguraram muito bem a onda da banda depois da saída do Janires, mesmo com a (óbvia) mudança nas composições. Mas as letras continuam com o selo Rebanhão de qualidade! Ô Abreu, traz o carimbo aqui.

    Thiago: Princípio ocupou uma posição que poderia ter sido disputada por outras bandas abaixo dela, como Fruto Sagrado, até Resgate e pela própria banda ocupada. O álbum é um pop rock com pegadas do art rock, rock progressivo e muitas outras influências musicais, e o que mais fica enfático nas suas músicas são suas letras, com boas críticas, como as de “Palácios” e “Fronteiras”. “Metrô”, com a bela interpretação de Pedro Braconnot no piano e a voz à lá Keith Green do Carlinhos Felix, é a minha predileta. Algumas músicas desse álbum às vezes conseguem ser medianas e boas ao mesmo tempo, como “Ele Te Ouve” (tem uma introdução que parece que vai deixar a música meio chata, mas ela muda para um arranjo mais rápido e fica legal) e “Selo de Perdão” (a sonoridade do teclado ficou muito quadrada). Apesar da letra legal e da construção sonora interessante, “Fronteiras” é uma composição um pouco chata, a introdução de teclado dessa música é daquelas bem pop antigão. Senti falta da guitarra em algumas músicas, a influência do pop ficou mais forte, e o timbre do teclado me incomodou bastante, mas foi o melhor desta lista, juntamente com Pé na Estrada, em termos de qualidade vocal, letrística e produção musical.

    Tiago: Antes de tudo, este disco tinha que estar em primeiro! Passando meu protesto, digo: Ser vanguarda durante uma década, remodelando seu som, e depois ainda ser vanguarda numa década seguinte é para poucos. O Rebanhão, nessa época, ativo há dez anos, expandia a sua popularidade como quarteto, mas, no entanto, aos poucos perdia a veia crítica de seus primeiros anos. E Princípio, primeiro lançamento da história da gravadora Gospel Records, consegue recapturar o que estava se perdendo. A figura central deste disco é o tecladista e cantor Pedro Braconnot. Enquanto nos discos anteriores sua imagem estava ofuscada pelo destaque de Carlinhos Felix, é neste álbum em que suas letras tornaram-se fundamentais para o êxito da obra. Das dez faixas, cinco possuem sua participação. E, justamente, várias delas são as melhores do álbum: a clássica “Palácios”, que se tornou um hit por muitos anos, “Fronteiras” e sua melodia suave, “Metrô” e sua vibe MPB, conduzida apenas por um piano, além de ter escrito, juntamente com Carlinhos, a balada “Grito de Silêncio”. Esta obra consegue representar, em letras, toda a inventividade que o chamado movimento gospel (sem o significado pejorativo que esse termo possui hoje) procurava fazer. É um álbum que questiona os poderosos da sociedade, fala do sujeito desiludido, deprimido e por vezes esquecido pela igreja, e consegue filosofar em canções como “Muro de Pedra”. A produção musical ficou a cargo dos próprios membros, e marca um entrosamento muito positivo entre eles. Paulo Marotta escreve, também, uma faixa para o álbum, estando dentre as melhores.

    [infobox title=’3º: Cristo ou Barrabás’]Artista: Katsbarnea
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Katsbarnea - Cristo ou Barrabás - 1992Jhonata: Eu já disse uma vez por aqui que não gosto do Katsbarnea. E é fato que nenhum dos trabalhos deles vai me agradar por completo. Quase não tenho o que dizer sobre esse disco. “Terra” é uma canção que em pleno 2015 eu ainda suspeito que o seu compositor estava sob efeito de drogas quando escreveu. “Congestionamento” traz uma áurea até interessante e a faixa-título não conseguiu me convencer.

    João: Ah, esse disco, esse me fez ver que o Kats não era só um clone bizarro da Blitz (risos). Enfim, disco de grande qualidade, o experimentalismo contido nele é surpreendente, Brother estava muito inspirado mesmo nas letras do álbum, além dos arranjos, sem focar somente no rock inclusive, colocando até surf music (Ondas Agitadas, grande música pra luaus) e o progressivismo de “Terra”, ótima canção pra começar o disco, eu cheguei a pular várias vezes sozinho em casa com essa música. Faz falta discos assim no rock “gospel” atual.

    Phil: Depois de Estevam Hernandes chutar metade dos integrantes pra fora da banda (até hoje ninguém sabe por que), restaram 5 e apenas esses seguiram na banda, por enquanto. Então ele perdeu um pouco da linha que tem o álbum anterior (Katsbarnea), mas parece que saiu mais focado. Esse álbum tem uma cara bem hard rock, apesar de eu ter uns motivos pra preferir o álbum Katsbarnea, as percussões de Paulinho Makuko enchiam um pouco o saco. E ele ainda percussiva no Cristo ou Barrabás, mas bem menos, além de que ao vivo assumiu a bateria e mandou bem, segurou a onda dos caras que gravaram no estúdio. Brother Simion aparentemente consegue lidar bem com duas bandas (Kats e solo), até porque ele direciona suas composições pra uma ou outra banda já que as propostas musicais são diferentes. Ah, e Rick Bonadio produzindo os caras.

    Thiago: O terceiro lugar poderia ser disputado pelo Katsbarnea e Fruto Sagrado. Cristo ou Barrabás representa um progresso musical, pois nesse álbum a banda deixa de usar mais o violão, colocando mais guitarra. Assim, ficou mais pesado do que os três anteriores, unindo vários estilos musicais, como o folk rock, hard rock, heavy metal, rock progressivo e metal progressivo. “Parede Branqueada”, com todo seu peso do prog e heavy metal, é a mais genial do disco. A introdução psicodélica de Terra, o folk rock meio faroeste de “Shine on Your Face” (lembrou-me a canção “Babe I’m Gonna Leave You” do Led Zeppelin), as canções cômicas “Congestionamento” (com pequenas influências do funk rock, cheia de efeitos de congestionamento) e “Remédio Pra Dormir”, “Cristo ou Barrabás” e “Meio Fio” são outras que merecem atenção. Três características que ficaram muito interessantes e legais, e vale ressaltar: os efeitos musicais e arranjos diferenciados inseridos na maior parte das músicas, como a da “Cristo ou Barrabás”, que dá a sensação de se estar num julgamento, e outras do “Parede Branqueada”, “Terra”, “Congestionamento” e “Remédio Pra Dormir”; a gaita do Brother Simion que como sempre dá uma beleza maior as canções, como na “Shine on Your Face”; e as boas participações da guitarra solo, que foram mais enfáticas do que nos álbuns anteriores. A percussão de “Ondas Agitadas” sempre me incomoda, e o reggae do “Amor”, com uma introdução a La “D’Yer Mak’er” do Led Zeppelin, ficou mediana. Em resumo, esse álbum representa um avanço gigante para o Katsbarnea, com o peso da guitarra em ênfase e as letras legais e diferenciadas.

    Tiago: As mudanças que Estevam Hernandes obrigou a fazer no Katsbarnea, em 1991, foi uma sacanagem sem tamanho. Você percebe, em relação ao disco Katsbarnea (1990), que a sonoridade para Cristo ou Barrabás (1992) é brutalmente distinta. Enquanto o disco anterior era mais rico musicalmente, com influências de outros gêneros extra rock, Cristo ou Barrabás é mais uniforme, “redondo” e encapsulado. Não é um álbum ruim, não. As letras de Simion continuam a abrilhantar, e se você notar, ainda há elementos na sonoridade antiga que restaram, como a harmônica do vocalista e a percussão de Makuko. O único ponto realmente negativo da obra, é que a banda não soa confortável fazendo um som hard rock. Experimentalismo é uma marca registrada do Katsbarnea, e o que vemos nesta obra, por vezes, é um som que tenta emular o que grupos como o Fruto Sagrado e Oficina G3 faziam na época e não consegue da mesma forma. Assim, posso destacar que Rick Bonadio, conforme seu estilo de produção, não ajudaria muito neste aspecto, não é mesmo? Foi só no ótimo Armagedom, produzido por Paulo Anhaia, em que o grupo encontraria uma vertente para seguir após o enxugamento forçado da formação.

    [infobox title=’2º: Novos Rumos’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Resgate - Novos Rumos - 1993Jhonata: Resgate nunca foi uma banda que esteve nas minhas preferências musicais. Acho que ainda não encontrei o “tchan” da banda pra entender a vibe dos caras. ‘Ignorantemente’ acho as letras deles muito fracas e, sinceramente, não entendo como uma geração enorme de jovens e adultos tem a banda como REFERENCIAL-MUSICAL-CRISTÃO-NO-BRASIL. Deixando isso de lado, Novos Rumos é um álbum muito bom. Sem exageros e sem falsa modéstia. Eu gosto da banda assim como gosto de Roberto Carlos e, consideravelmente, eles se assemelham na minha preferência: a massa considera eles MUITO BONS e eu apenas acho eles legais. “Florzinha” mostra um hardcore que raramente você encontrará em bandas como o Resgate. “A Paz” é uma canção tecnicamente boa em todos os quesitos: letra, instrumental e temática…

    João: Musicalmente falando o Resgate ainda não era aquele Resgate, ainda tavam no comecinho, mas no quesito letras eles já eram bem inteligentes. Claro, não estou contando com “Florzinha” (risos), e sim com músicas como “A Paz”, “Todo Som”, “Consciência” e “Controle”, que pra mim são pontos altíssimos desse disco. A evolução comparando ao primeiro disco é notável e a banda conseguiu manter seu estilo com classe, preparando-se pro impressionante terceiro disco.

    Phil: Aqui o Resgate começa a amadurecer! Deram passos importantes no aprendizado como músicos e como banda. Faixas como “Daniel” e “Todo Som” são destaque nesse álbum. E a hilária “Florzinha”, claro (risos). Ainda faltava algo para que o Resgate fosse considerado uma banda realmente show de bola no rock cristão nacional, mas que esse álbum é bom, isso é. E com Rick Bonadio por perto, ele de novo!

    Thiago: As posições de primeiro e segundo lugar, com uma enorme pontuação de distância do resto é, em minha opinião, algo completamente normal. Os lançamentos dessas bandas, no início de suas carreiras, mostrariam aonde chegariam mais tarde. Resgate, principalmente por causa da personalidade do Zé Bruno, é o melhor hoje, levando em conta o trabalho conceitual e musical, dentro e fora dos palcos. Novos Rumos aparece como um rock and roll em si pautado no hard rock. Os riffs desse álbum são muito bons, citando como exemplo as feras introduções de “Novos Rumos”, “Controle”, “A Paz”, “Quem É Ele?” (uma regravação do primeiro trabalho), fazendo com que eu chegasse a colocar esse álbum em primeiro lugar (apesar de ter percebido a superioridade do G3 depois), e sempre achei tão legal as participações intercaladas nos solos do Zé Bruno e Hamilton. Quero agora citar especificamente quatro canções marcantes: a primeira é o “Rock da Vovó”, faixa retirada do primeiro álbum que foi reeditada em Novos Rumos, e que durante vários anos a frente foi cantada bastante nos álbuns ao vivo; o rock ácido e cômico com a boa pegada do punk de “Florzinha”, uma característica que Resgate nunca deixou; o louco rock and roll de “Mistério”, que tem um riff hiper mega fera de guitarra (a introdução com o violão ficou muito legal), só ficando avacalhada pela propaganda da Renascer com os versos “E era um cara de terno na praça/ Que falava com uma Bíblia na mão”; por último, uma qualidade que sempre gostei no Resgate é de fazer boas baladas com a pegada folk rock, e “Todo Som” é um belo exemplo. A balada levada por lindos toques de violão ficou bem harmoniosa com a letra sobre a grandeza de Deus. “Daniel” foi outro hit do álbum, mas não se compara as quatro citadas. Esse álbum não tem canções tão medianas, acho que só há na maioria música boa misturada a canções muito boas. Já na parte letrística, ainda não se via a identidade satírica que a banda chegaria a construir depois.

    Tiago: Novos Rumos é, antes de tudo, um disco mediano. Você vê que o Resgate evoluiu bastante em relação ao disco anterior. Algumas coisas fogem da fórmula inicial, como o uso de violão e teclado. Mas, no geral, não é um trabalho marcante. Acho intensamente exagerada a presença deste disco aqui. Resgate, para mim, só em 1995 pra frente.

    [infobox title=’1º: Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho’]Artista: Oficina G3
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 8[/infobox]

    Oficina G3 - Nada é tão novo, nada é tão velho - 1993Jhonata: Um álbum que tem suas particularidades e defeitos. Mas como primeiro álbum de uma banda que logo menos viria ser uma banda de grande sucesso no cenário cristão, este álbum foi feito na medida certa com solos super animados, no nível de uma banda de rock profissional (sem nem se isso existe! hehe). Músicas como “Mais que Vencedores” e “Pastor” trazem uma pegada introspectiva muito boa de ouvir, o problema (e acredito que único) de ambas as faixas são as repetições em termo de letra. Eu sou chato com letra, então não gosto muito de repetições. “Valéria” realça a ideia das grandes bandas de rock que tem uma historinha contada em uma música: Legião Urbana tem “Faroeste Caboclo”, Titãs tem “Marvin” e o Oficina não podia ficar pra trás…

    João: Eu realmente curto muito esse disco, mas não poria em primeiro… sei lá, enfim, é um disco que me traz boas recordações, muito legal de se ouvir, Manga mais solto nos vocais e sem o Túlio Regis do lado (com todo respeito, sempre achei essa combinação bizarra), arranjos bem hard rock numa linha que é digna de atenção por muitos críticos do rock nacional, porque é bem rara aqui no Brasil, enfim, eu achei bem legal mesmo, na época que eu o ouvi me surpreendeu muito porque eu era acostumado apenas com os acústicos do Oficina e esse disco deu um barato na minha mente (risos).

    Phil: Meio complicado falar de Oficina sem parecer que é “oficinático”, porém oficinático que não volta no tempo não pode ter esse adjetivo! A banda já fazia um som de qualidade, hard rock bem característico dessa fase inicial, ainda na Gospel Records, e que ainda hoje influencia muito músico que queira fazer hard rock. Os vocais de Manga são mais loucos do que melodiosos, mas cheio de atitude que ele é, ficou uma mistura boa, além de umas canções que Juninho solta a voz – e bem! O CD é muito consistente, acertado, bem mixado – dadas as condições da época – e ainda hoje tem diversos temas aclamados até por quem nem é fã antigão. É merecedor do 1º lugar!

    Thiago: O segundo álbum da Oficina G3 já demonstrava um pouco da proficiência desta famosa banda. Contando com Luciano Manga no vocal principal, Juninho Afram na guitarra e vocal em algumas músicas, Wagner García no baixo e Walter Lopes na bateria e vocal na música “Pastor”, com participações de Duca Tambasco no baixo em “Naves Imperiais”, Marcos Pereira na guitarra e Marcio “Woody” de Carvalho nos teclados, o resultado foi um hard rock, heavy metal com pegadas do blues rock. A principio, admito uma falha: coloquei esse álbum em segundo lugar por ainda achar que Novos Rumos merecia mais essa posição, mas a musicalidade do G3 se manifestava melhor do que o Resgate, principalmente, por causa da genialidade dos riffs e solos de Juninho Afram na guitarra. Oficina G3 indiscutivelmente é a maior banda de rock cristão brasileira em questão de eficiência musical, e essa condição não é superestimação, eles realmente são bons. “Cante” é a melhor música do disco, sendo uma brilhante exposição de técnica, com influências do power metal, arranjado pelos graves do baixo, os solos majestosos do Afram e a velocidade da guitarra e da bateria. O blues rock fenomenal de “Pastor”, (Marcio “Woody” de Carvalho foi eficiente com os teclados nessa canção), o hard rock com pegada do blues rock de Valéria, o hard e heavy metal de Razão, Consciência de Liberdade e Mais Que Vencedores são composições que valem ser lembradas como ótimas produções. Por último, ressalto separadamente a famosa “Naves Imperiais” por sua beleza artística. As baladas do vinil, como “Resposta de Deus” e “Deus Eterno”, pelo menos para mim, só ocuparam a posição de música mediana que quase todo álbum tem. Em resumo, repito que a obra se superou graças ao líder da banda, Juninho Afram, enquanto que na parte letrística não vejo nada de novo. O nome do álbum é para lá de curioso e um mistério para mim.

    Tiago: A saída de Túlio Regis da banda pode não parecer um acontecimento marcante na Oficina G3, mas foi. Além de ser um dos vocalistas, ele era o principal compositor e letrista da banda. Em sua primeira gravação de estúdio, outro membro teve que ocupar a função de vocalista, o guitarrista Juninho Afram. Neste álbum, a Oficina G3 escancaradamente assume a influência do Stryper em sua sonoridade, o que chega a ser um incômodo, por muitas vezes. Luciano Manga, como intérprete, só surpreenderia no lançamento subsequente, o clássico Indiferença. A capa do disco é criativa, embora a execução não seja tão eficiente. Este álbum me soa como uma banda buscando evoluir, buscando sair da dependência do Túlio, sem muito sucesso, e não creio que merece a posição que alcançou nesta lista.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes.

  • Ser Ester: O estilo dos cantores gospel

    Olá pessoal!

    Comecei diferente, não saudando apenas as meninas, por um motivo nobre: O tema de hoje é estilo… masculino.

    Depois de muito falar sobre as meninas do mundo gospel, o tema neste post é conhecer mais sobre o que os cantores evangélicos brasileiros apostam, quando o tema é moda. Selecionei 11 moçoilos cantantes dos mais variados estilos musicais e visuais para mostrar que, além do talento de cantar, eles também fazem bonito na hora de se vestir.

    Aviso importante: os nomes estão listados em ordem alfabética, logo, a lista não é um ranking à moda TOP 10 😉
    Vem!


    André Valadão

    André Valadão, dentre os cantores aqui listados, é provavelmente um dos que mais aparenta gostar de moda. O cantor não tem um único look com cara de desleixado ou não pensado. Pelo contrário! Todos os seus visuais demonstram um bom senso de estilo e preocupação na hora de compor cada montagem. Sem medo de abusar das cores e com um armário cheio de peças modernas, André tem uma coleção de blazers com padronagens/cores pouco usuais, indo do xadrez ao camuflado, passando pelo jeans manchado. O cantor é adepto das calças skinny e sapatos diferenciados como modelos bicolores ou o super fashionista de veludo azul marinho com dourado da primeira imagem. Mesmo quando aposta em um visual mais básico, André sempre arruma um jeito de dar o seu toque, seja com um chapéu, óculos ou estampa criativa.

    André 1André 2

    Jonas Vilar

    O estilo do sertanejo Jonas Vilar pode ser definido com diversas palavras, mas ‘discreto’ não é uma delas. O cantor ama visuais chamativos e combina seus jeans rasgados, manchados ou coloridos com camisas de cores vibrantes ou texturizadas. Para completar o look, jaquetas de couro colorido, paletós com estampa tié-dye ou coletes. Para ocasiões que pedem uma produção mais discreta, o músico mantém a mesma base de estilo, mas com cores mais sóbrias, mas arrematando tudo com sapato social de bico mais afinado.

    Jonas 1Jonas 2

    Jotta A

    O menino prodígio que encantou o Brasil e faz sucesso até em outros países, é pura ousadia e alegria quando o assunto é estilo. O garoto não tem medo das cores e está sempre bem arrumado. O cantor ama combinar camisas estampadas ou camisetas com paletós largos e de tecidos inusitados, como tweed e moletom. Nos pés, presença constante de coturnos e tênis modelo botinha. Jotta gosta de compor visuais com detalhezinhos modernos, como jaqueta mais curta que camisa, barra da calça dobrada e paletó com a manga puxada. Um acessório que sempre figura nas composições de cantor é belo par de óculos. Jotta sempre aposta em modelos grandes e chamativos que contrastam bem com sua figura mignon.

    Jotta 2Jotta 1

    Leonardo Gonçalves

    O talentoso cantor Leonardo Gonçalves, marido de uma quase unanimidade fashion do mundo gospel, Daniela Araujo, é o mais básico da nossa lista. Sem grandes ousadias, Leo aposta no combo anti-erro de jeans e camisa/camiseta com tênis em eventos mais despojados e terno nos momentos mais formais. Os lampejos de ousadia do cantor vêm com alguma calça colorida ou as gravatas xadrez cheias de bossa.

    Leo 1Leo 2

    Marcos Almeida

    O ex-Palavrantiga e atual cantor solo, Marcos Almeida, é outro que figura na nossa lista com um estilo que é a plena materialização de sua música. Dono de um visual meio desgrenhado e com uma pegada boêmia, o cantor sempre combina suas camisas estampadas e camisetas molinhas, com paletós coloridos curtos e com estrutura pouco enrijecida.

    Marcos 2Marcos 1

    Mauro Henrique

    Mauro Henrique, o vocalista da banda Oficina G3 e uma das principais vozes do rock nacional na atualidade, é outro cantor que esbanja estilo. Embora roqueiro, Mauro não cai nos clichês do estilo, mas aposta em um rock style mais fashionista. Mesmo tendo o preto como cor sempre presente, o cantor não costuma ser monocromático, mas combina suas calças skinny com camisas estampadas que podem vir acompanhadas por jaquetas. Nos pés, um dos pontos altos de qualquer composição visual de Mauro, o cantor aposta em coturnos de couro, moccasins, botinhas e sneaker tênis.

    Mauro 1Mauro 2

    Paulo César Baruk

    O cantor e produtor super carismático Paulo César Baruk trás boa parte de seu bom humor para os visuais que compõe. Passeando entre o estilo básico e o nerd divertido, ele aposta muito em camisas estampadas, jeans escuros e jaquetas de tom neutro, coletes ou suéteres. Diferentemente de vários outros artistas aqui listados, Baruk não é adepto das cores vibrantes, mas sim um amante dos tons frios. As produções barukianas do dia-a-dia ficam com a cota divertida, com camisas abotoadas até o último botão combinadas com bermuda, bolsa tiracolo e sapatênis diversos. Nos shows, os principais acessórios são um ‘usualíssimo’ par de pés de pato e equipamento de mergulho.

    Baruk 1Baruk 2

    Pregador Luo

    Um dos maiores nomes do rap gospel do Brasil, Pregador Luo esbanja estilo. O uniforme do cantor é composto por jeans largo, camiseta preta mega estampada e tênis chamativo. A partir desse quadro básico, o cantor incrementa o visual com acessórios chamativos, tais como lenços estampados pendurados na calça, relógio grande, cordão dourado, boné com aba reta e óculos escuros em qualquer hora do dia. Para completar, Luo capricha no carão.

    Luo 2Luo 1

    Salomão do Reggae

    O maior nome do reggae gospel nacional, o talentoso Salomão, é dono de um estilo extremamente característico de sua música. Apostando em visuais despretensiosos e com aparência mais largada, o cantor está quase sempre com o ar de quem está de férias no litoral. Com muitas peças de algodão, Salomão abusa dos tons crus e terrosos contrastando com detalhes na indefectível combinação de amarelo, vermelho e verde, cores da bandeira da Jamaica e características do reggae. Como acessório coringa, as inseparáveis toucas que arrematam o visual e colar longo feito com materiais naturais.

    Salomão 1Salomão 2

    Thalles

    O controverso, mas dono de inequívoco sucesso, Thalles, também é cheio de pressão quando o assunto é a forma de se vestir. O cantor é adepto a poucas peças de tendência fashion, mas que trazem referências de vários outros estilos. Com um visual que mistura elementos esportivos com peças inusitadas e chamativas, o cantor abusa de sobreposição de camisetas com blusas de manga compridas justas, jaquetas esportivas, calças ajustadas e muitas cores vibrantes contrastando com preto ou branco. Em eventos que exigem traje mais formal, Thalles aposta em ternos bem cortados, mas com algum toque inusitado, como uma cor pouco usual ou tecido brilhante, sempre combinado com tênis ou sapato social sem meia.

    Thalles 1Thalles 2

    Ton Carfi

    O cantor pop Ton Carfi, tem um estilo com várias referências da cultura hip hop street americana, compondo visuais com calças justas, muito preto, tênis grandes e chamativos, além de bonés com aba reta. O cantor, no entanto, não adota esse estilo literalmente e acaba dando a ele seu toque pessoal, deixando tudo mais sóbrio e com uma cara mais arrumadinha. Quando se apresenta em eventos de igrejas, Ton lança mão de visuais mais básicos, deixando a grande ousadia para shows, onde apostas nos casacos com capuz, calça de couro e óculos escuros.

    Ton 1Ton 2

    Gostaram da nossa matéria sobre o estilo dos cantores gospel? Legal ver que os meninos também são cheios de estilo e fazem bonito na hora da produção.

    Até a próxima!

  • Análise: DVD Histórias e Bicicletas – Oficina G3

    Um dos trabalhos mais aguardados e ousados no meio cristão em 2015, finalmente saiu. Depois de um bom tempo querendo ter acesso ao DVD – e que agradeço honrosamente ao Tiago Abreu por me ajudar nisso e por me deixar fazer a resenha -, enfim consegui assistir Histórias e Bicicletas e poder comentá-lo aqui.

    Quem ouve rock já há algum tempo, com certeza já se esbarrou com algum DVD de uma banda famosa que tinha um making of muito bem produzido. Eu já vi vários e confesso que isso me agrada demais, pois você consegue analisar o que a banda é de verdade. O que faz um grupo não é sua interpretação, mas sim o que os motiva a interpretar. No meio cristão, com uma pequena exceção do Rosa de Saron, o qual gravou o Rosa na Estrada, eu ainda não tinha visto um trabalho desses e com tanto conteúdo deste tipo.

    De cara, o Histórias e Bicicletas, o filme, já me encantou. Não por suas músicas, as quais, através do CD já sabia quais seriam tocadas, mas por sua hegemonia. Você já percebe isso, através da oração feita antes mesmo de começarem a tocar. Por isso, conhecemos uma banda cristã não por suas letras, mas pela vida dos integrantes.

    É claro que, neste trabalho, há muitos defeitos. Quando digo “muitos”, me refiro a quantidade de variações de defeitos e não no sentido quantitativo da palavra. Confesso que serei “chatamente” prolixo por não ouvir Oficina G3 há muito tempo e nem com muita frequência. Seria muito simples escrever duas ou três notas sobre o trabalho e só, como já fiz com análises de outras bandas. Mas eu reconheço o quão popular o quarteto é no meio cristão. Entendo o quanto suas músicas são importantes para muitos jovens e verdadeiramente marcou muitas pessoas em suas caminhadas com Cristo.

    Final de 2012, começo de 2013. Nesse período eu estava passando por várias, VÁRIAS transições na minha vida. Estava sem congregar, longe da igreja e de Deus até que voltei aos poucos para os braços do Pai indo a uma congregação aqui, outra ali e tudo mais. Fiquei indo para uma aos domingos até que conheci alguns guris na parada de ônibus que iam em galera para a igreja, e não demorou muito para que eu começasse a ir com eles. Eu tinha acabado de chegar no bairro, não conhecia ninguém. Os caras ouviam rock muito pesado e até então, o único rock (cristão) mais pesado que eu tinha escutado em toda minha vida era de uma banda chamada Pillar. Nessa época eu também era muito fã do Rosa. Um instante: eu era fã mesmo nessa época, hoje não sou muito, em termos de intensidade. Naquele período, foi mais ou menos o qual ouvi o álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) do Oficina por esses amigos (doidos) dessa congregação que eu passei a ir constantemente. Eu já estava ouvindo o Depois da Guerra, o anterior trabalho de estúdio do Oficina, mas não conhecia o Histórias e Bicicletas até que me passaram – a meu pedido – e daí foi paixão a primeira ouvida. O álbum me agradou de uma forma que eu só conseguia ouvir isso. Reproduzia de “Diz” a “Save Me From Myself” várias vezes sem enjoar. Lembro que, na época, eu estava cursando o curso técnico em administração e esse disco foi meio que um registro do momento que eu estava vivendo e que com certeza, como eu já disse aqui, foi um dos três álbuns que me marcaram em 2013. Logo quando cheguei no O Propagador, verifiquei que já tinha saído análise desse álbum, então não pude fazer, mas agora com o DVD, dá para falar um pouco do trabalho.

    Uma coisa que eu sinto muita falta no Oficina são canções críticas que expressam o descaso político e adjacências. A banda tem potencial pra isso, mas por algum motivo resolvem ficar a mercê de letras que versam outros temas. Histórias e Bicicletas foi uma remada grande contra a maré. Não que a banda tenha sido mais crítica: mas eles soaram mais poéticos, a começar pelo título do disco.

    Indo ao DVD, que é o ponto crucial dessa resenha: a direção de Hugo Pessoa deu um peso enorme ao trabalho. O produtor já havia trabalhado em D.D.G Experience, gravado em 2009 e no clipe de “Incondicional”. Recentemente trabalhou, também, na direção dos clipes “Algoritmo” e “Quando Tiver Sessenta” da banda Rosa de Saron e em DVDs do Livres para Adorar, Damares, Trazendo a Arca, Heloisa Rosa, dentre outros grupos e intérpretes.


    Filmagem

    Eu não sou o melhor para falar de filmagem, mas acredito que a do DVD ficou boa, embora eu ache desnecessário alguns 5 segundos focados em cenas dispersas, como a de Duca Tambasco mexendo no celular e os controles da mesa de som. Portanto, isso não tira o fato da filmagem ter alcançado êxito.


    Interlúdios

    Chegamos em um ponto interessante da análise: os interlúdios. O que é algo bem presente nesse DVD, consiste nos integrantes falando um pouco de suas visões sobre a arte, o chamado de Deus, sonhos e experiências. E fizeram isso muito bem. Também deram um show de poesia e maturidade. Mostraram que o (novo) Oficina tem uma atmosfera filosófica muito maior do que cantar em primeira pessoa como se fosse Deus falando, a exemplo da música “Eu Sou”, do álbum D.D.G. e daquele clichê gospel “eu ando pela força do Senhor, eu vivo pela suas promessas”. O Oficina nunca foi uma banda que me cativou ao ponto de permanecer na playlist do meu celular por mais de uma semana. Mas o álbum Histórias e Bicicletas foi uma grande exceção, porque me trouxe muitas reflexões que estavam perdidas dentro de mim.


    Músicas

    As músicas que compõem o filme são as mesmas presentes no disco lançado em 2013. “Save Me From Myself” não entrou, talvez porque a banda na época que filmou o DVD, ainda não havia conseguido a liberação para gravá-la, não sei. Achei interessante uma mudada nas canções e, que foi apenas um ensaio da banda, então não chega a ser suas versões originais. A participação de Leonardo Gonçalves em “Lágrimas” foi a parte do projeto em que eu mais me identifiquei. Primeiro pela canção, que é a minha favorita no disco e, segundo: pela combinação das vozes. O Mauro é um cantor nato, isso é indiscutível. O Léo então, nem se fala: tem um vocal muito bem apurado e uma expressão vocal incomparável.


    Produção musical e visual

    A produção musical do filme foi toda da Oficina G3 e a mixagem ficou por conta de um cara que sou muito fã, Leonardo Ramos, vocalista da banda Supercombo. Eu sou o pior da rede pra falar de produção musical de DVD, mas como tenho um canal no YouTube e sou eu quem produzo os vídeos, digo que os insights que construíram a ideia da produção foram bem pensados, porém, eles poderiam ter feito melhor.

    Quando eu vi a divulgação de Histórias e Bicicletas, me enchi de expectativas e disse: “vai ser tão bom quanto o CD”. Mas, infelizmente, não foi tão bom assim: por vários momentos, a ideia que é passada é que aquilo não é uma gravação de um DVD contando os bastidores da produção de um disco, e sim que eles estão apenas filmando o dia-a-dia deles sem se importarem com o resultado. Desculpe-me Oficina e seus fãs, mas o DVD deixou muito a desejar! (pelo menos pra mim).

    É um DVD bom? Sim. Mas, para a proposta, que foi mostrar a produção do disco Histórias e Bicicletas, repito: deixou a desejar.

  • Saiba como eram os primeiros sites de cantores evangélicos

    O início da internet provocou mudanças profundas no meio musical e sua indústria. E, nos anos 90, a música evangélica brasileira ainda sentia os efeitos do movimento gospel. Nesta época, começaram a surgir os primeiros sites dos cantores e bandas, e os maiores nomes da época, neste período, foram os pioneiros.

    Até 1999, a cantora Aline Barros e as bandas Oficina G3, Rebanhão, Catedral, Fruto Sagrado e Vencedores por Cristo tinham seus portais. De 2000 para frente, a maioria dos cantores cristãos notórios nos dias de hoje tiveram seus sites.

    Confira, abaixo, como eram esses sites, na época (como as versões são antigas, algumas imagens e ícones podem não aparecer corretamente).


    Oficina G3 (oficinag3.com.br – início de 2001)

    Oficina G3


    Fernanda Brum (fernandabrum.com.br – início de 2001)

    Brum


    Rebanhão (rebanhao.net – novembro de 1999)Rebanhão


    Diante do Trono (diantedotrono.com – início de 2001)DT3


    Comunidade de Nilópolis (comunidadedenilopolis.com.br – início de 2001)Comunidade de Nilópolis


    Brother Simion (brothersimion.com.br – outubro de 2000)Brother Simion


    Mara Lima (cantoramaralima.com.br – início de 2001)Mara Lima


    Aline Barros (alinebarros.com.br – novembro de 2001)Aline Barros


    Catedral (bandacatedral.com.br – meados de 2000)Catedral


    Fruto Sagrado (frutosagrado.org – outubro de 1999)Fruto Sagrado


    Cristina Mel (cristinamel.com.br – início de 2001)Cristina Mel

  • TOP 10 – Intérpretes do rock cristão nacional mais importantes

    O rock cristão brasileiro, embora não muito popular contribuiu imensamente para a modernização da música cristã. Desde os anos 70, até atualmente, surgiram bandas e músicos de diversos subgêneros e propostas. De todos estes, dez homens se destacaram, fizeram história, e outros continuam a fazer. Apresentamo-os abaixo.

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    Marcos Almeida (ex-Palavrantiga)

    Dentre todos deste TOP10, é o mais jovem. Era líder, compositor e vocalista da banda Palavrantiga, e mesmo tendo a deixado em 2014, o músico tem sido um dos nomes, se não o maior em popularização do chamado novo movimento. Seu discurso para o fim dos rótulos, e uma música que derrube muros neste mesmo chão tem sido elogiado, criticado e difundido à medida que sua banda tem se popularizado. Também é escritor e escreve os textos do blog Nossa Brasilidade. (n. 1983)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    JT (Metal Nobre)

    O cantor JT, frontman do Metal Nobre, é seu integrante fundador. De voz marcante, também é o principal compositor desta banda que faz seu hard rock competentemente há quase vinte anos. Foi candidato à deputado distrital nas eleições de 2014. (n. 1964)

    https://www.youtube.com/watch?v=XTBF0qcb54g

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    Guilherme de Sá (Rosa de Saron)

    O vocalista do Rosa de Saron, Guilherme de Sá, é integrante do grupo desde o início dos anos 2000. Sendo o principal compositor por trás das letras extremamente poéticas e complexas da banda, o intérprete já marcou o seu espaço por sua interpretação forte e cheia de feeling. (n. 1980)

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    Rodolfo Abrantes

    Vivenciador de uns dos maiores testemunhos no meio cristão protestante nacional, o ex-compositor e vocalista da banda punk Raimundos deixou o grupo em seu auge por conta de sua conversão. As letras do Raimundos, apesar de divertidas e criativas, carregavam conteúdos que, na visão de Rodolfo não possuíam compatibilidade com suas novas crenças. O músico ainda fundou o Rodox, e mais tarde, pelo fim desta optou pela carreira solo. Até hoje, com seu punk rock, gênero pouco explorado no meio cristão lançou quatro álbuns solo, porém possui uma carreira com cerca de vinte anos como músico. (n. 1972)

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    PG (ex-Oficina G3)

    PG foi ex-vocalista da Oficina G3 entre 1997 e 2003. De personalidade forte, assim que entrou no grupo, passou a ter forte participação nas composições, mesmo o guitarrista Juninho Afram e o baixista Duca Tambasco serem os letristas majoritários. Saiu de forma polêmica, e ingressou numa carreira solo, a qual já possui mais de dez anos. Até hoje, suas interpretações vocais são bastante elogiadas, tanto por sua proficiência nos graves e agudos. (n. 1976)

    https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Marcão (ex-Fruto Sagrado)

    Sua voz “rasgada”, embora firme e sempre destacável nos álbuns do Fruto Sagrado deu tom as críticas sociais, religiosas e políticas de sua banda. Mais que um vocalista, Marcão também foi líder e principal compositor do grupo, e também baixista até meados de 2003, quando o grupo passou a trabalhar com músicos convidados. Por desentendimentos com o tecladista Bênlio, que mais tarde saiu do grupo realizando várias críticas a Marcão, este passou a liderar o Fruto de forma total, lançando seu último trabalho pelo conjunto em 2005. Participou também dos álbuns Meu Alvo de Kleber Lucas, e Além do que os olhos podem ver da Oficina G3. Anos depois, deixou o Fruto Sagrado em função de priorizar seu ministério pastoral. Hoje, afastado da música, é pastor no Rio de Janeiro. (n. 1966)

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Kim (Catedral)

    Cantor, compositor e instrumentista, Kim é até hoje uma figura importante, e ao mesmo tempo polêmica no rock cristão. O líder do Catedral, banda que recentemente encerrou as atividades, é o principal compositor das canções do grupo, o músico ainda possui, em paralelo uma carreira solo de canções românticas. Devido à semelhança de sua voz com o cantor Renato Russo, Kim foi alvo de críticas negativas por parte do público. Sendo citado por alguns, juntamente com o Catedral como precursores do crossover no Brasil, desde aos tempos em que o grupo fazia parte da MK Music suas letras continham um teor de reflexões e fuga do comodismo. Kim também é psicólogo. (n. 1967)

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Brother Simion (ex-Katsbarnea)

    Ele foi usuário de drogas, órfão e morou em vários países do exterior antes de se tornar cristão. Com mais de 20 anos de carreira, Simion é um dos três compositores mais particulares e geniais do rock cristão brasileiro. Durante os anos 90, teve repertório suficiente para sustentar uma carreira solo e a liderança do Katsbarnea, banda a qual foi o único compositor com suas letras reflexivas, divertidas e evangelísticas. Também participou dos primeiros álbuns do Renascer. Suas melodias experimentais, usando vários instrumentos como a guitarra, piano, teclado e gaita guiavam a originalidade do grupo. Saiu do Katsbarnea em meados de 1999, posteriormente se desligando da Igreja Renascer em Cristo. Em carreira solo, lançou dois álbuns pela MK Music, e mais tarde, de forma independente distribuiu seu último trabalho de inéditas até hoje, Eclipse, com influências do new metal. Em 2007, com quase 20 anos de carreira lançou Gênesis for new generation, com 10 de seus maiores sucessos. Também é escritor, contando seu testemunho no livro Jhonny não morreu, lançado em 2003. Atualmente trabalha em evangelismos e missões com a família, mora em São Paulo. Um futuro disco inédito é incerto. (n. 1954)

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    Zé Bruno (Resgate)

    Produtor musical, guitarrista, cantor, engenheiro civil e pastor, Zé Bruno é uma voz ativa e forte desde o início dos anos 90, e atualmente mais ainda. De personalidade forte e polêmica, o vocalista do Resgate também foi o produtor musical de vários discos do Renascer Praise e compositor de algumas canções da banda. Como pastor, foi o bispo primaz da Renascer em Cristo até 2010, quando o deixou por discordâncias teológicas. Fundador da Igreja A Casa da Rocha, tem sido constantemente elogiado por suas ações transparentes a favor de um evangelho puro. É o compositor da maioria das canções do Resgate. (n. 1966)

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    Janires (ex-Rebanhão, Banda Azul)

    Não é o mais famoso, mas possui um título ao qual nenhum músico da categoria também é digno de receber. Janires, além de pai do rock cristão, é um dos maiores influenciadores para a modernização da música cristã brasileira, e do movimento gospel. Fundador do Rebanhão, o músico estampava, além do rock progressivo característico de bandas como Pink Floyd, Genesis e Beatles a música brasileira com Novos Baianos, 14 Bis, dentre outros. Além do mais, foi multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor musical. Em sua liderança, o Rebanhão gravou o primeiro disco ao vivo cristão no Brasil. Após deixar o Rebanhão, realizou alguns projetos, e fundou a banda Azul, a qual viajou por vários locais do Brasil, divulgando seu trabalho. Com 34 anos de idade, foi vítima fatal de um acidente, em 1988. Janires foi homenageado em 2003 com o disco Tributo a Janires, que também contém vários depoimentos de pessoas que conviveram com ele. Vários músicos cristãos, dentro e fora do rock se declaram influenciados por Janires. (n. 1953 – m. 1988)

    https://www.youtube.com/watch?v=fFsIWrQ7tkA

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    O que achou deste nosso TOP 10? Concorda com os intérpretes citados? Comente!

  • Rocklogia – O incompreendido Elektracustika

    Quando falo com alguns fãs da Oficina G3 que Elektracustika é um de seus melhores álbuns, muitos discordam e acham absurda a afirmação. Não que eu queira generalizar, mas grande parte dos admiradores das músicas da banda valorizam extremamente a velocidade e peso no rock. Ou seja, amam fritações. É legal? Sim. Mas particularmente, creio que outros critérios devem vir em primeiro lugar.

    Elektracustika é um disco diferente por ser um projeto comemorativo dos 20 anos da Oficina G3. A banda fez uma fusão muito bem feita do acústico com o elétrico neste álbum, e o rock progressivo deste trabalho, além de excelentemente executado, possui seus toques G3lianos. As flautas celtas também são interessantíssimas, e toda a instrumentação é técnica, complexa, ao mesmo tempo delicada, mesmo que soe aparentemente simples. Desde a canções mais recentes, como “Desculpas” a mais antigas, como “Razão” e “Resposta de Deus”, o álbum cumpre muito bem o seu papel. As inéditas “Eu, Lázaro”, “Me faz Ouvir”, “A Deus” e outras também são parte das melhores baladas que a banda já fez em sua carreira. No lugar de Lufe e Déio Tambasco, temos Alexandre Aposan e Celso Machado.

    É uma clara suposição minha, mas eu também acredito que Elektracustika é um bálsamo na carreira de Juninho Afram, por tê-lo dado mais tranquilidade como frontman da banda. Até porque, já é muito difícil tocar os arranjos complexos da banda, imagina também cantar? As canções acústicas, sem dúvida, contribuiu para que o músico aguentasse toda a carga das canções mais complexas. Duca afirmou, mais tarde que, realmente, o público não compreendeu o álbum e questionaram se era a volta da fase pop. Mas o certo é que, Elektracustika foi a bela despedida da Oficina G3 como um trio, fase que tenho como predileta (embora eu goste dos vocais de Mauro Henrique).

    Uma curiosidade: Inicialmente, o álbum se chamaria OficinelektracustikamenteG3, mas ainda bem que decidiram mudar o título!

    Elektracustika também é o último álbum que a Oficina G3 trabalha com o tecladista e produtor Geraldo Penna, que produziu cerca de sete álbuns da banda.

  • Fique Sabendo – Davi Sacer, Fernandinho, Thalles e muito mais

    Mais uma sexta-feira chegou e vamos ver as novidades desta semana. Vamos lá?


    Davi Sacer grava DVD com inéditas e regravações do Trazendo a Arca

    O cantor Davi Sacer gravou, na semana passada, um novo projeto, chamado Meu Abrigo. O disco, considerado um grande desafio em sua carreira, foi composto majoritariamente por faixas inéditas, produzidas por Ronald Fonseca, ex-tecladista do Trazendo a Arca. Além de conter algumas (poucas) músicas do seu trabalho anterior, Venha o Teu Reino, o músico incluiu duas regravações do Trazendo a Arca: “Contigo Habitarei”, do álbum Salmos e Cânticos Espirituais e “Quero ser Como Tu”, de Na Casa dos Profetas.


    Músicos cristãos prestam tributo aos pais nas redes sociais

    Neste último domingo, foi o dia dos pais, e músicos cristãos prestaram tributo a ele nas redes. Um deles, foi Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e irmão do cantor Déio Tambasco: “[…] quando cresci e notei isso, aí ficou ainda mais patente pra mim, “esse cara é um norte pra mim! é o exemplo de caráter que quero imitar, que quero levar adiante””, disse o instrumentista, em uma foto com seu pai e irmãos.

    Cantores também falaram acerca de pais falecidos, como o caso de João Alexandre e Vanilda Bordieri. João disse: “Aprendi tantas coisas vivendo com ele! O valor da honestidade, da perseverança do dia a dia, da tarefa de cuidar (com seus defeitos muito menores do que suas virtudes!) da educação e dos rumos dos filhos, da importância da firmeza com doçura que um pai deve ter!”. Vanilda, que já escreveu uma canção sobre o falecimento de seu pai, postou no Instagram: “Homem honrado abençoado pai de 16 . Nunca nos deu mau testemunho. Ficou cego aos 60 anos. Cuidava das mandiocas, milhos Fazia sorvete. e deixou um legado repleto de Bons exemplos. Morreu com mais de 80 Segurando minha mão e a mão da @celiasakamoto”.

    Leia também: TOP 10 – músicas para os pais


    Thalles inicia parceria com o Renascer Praise

    Após ser consagrado pastor da Igreja Renascer em Cristo, Thalles iniciou uma parceria com o Renascer Praise. Em uma foto publicada no Instagram, o músico estava ao lado do instrumentista Daniel Silveira, a quem prestou homenagem. Em setembro, ocorrerá o Congresso Cheios do Espírito Santo. Confira abaixo uma das canções do RP19, escrita por Thalles:


    Mariana Ava apresenta capa de novo disco, Pés Firmados

    A cantora Mariana Ava divulgou, em suas redes sociais, a capa de seu novo disco, que será lançado pela Sony Music. Pés Firmados teve a direção de arte de Lincoln Baena e será o primeiro trabalho da cantora desde sua última indicação ao Troféu Promessas.Mariana Ava - Pés Firmados


    Confira a capa do novo CD de Fernandinho, Galileu

    Abaixo, veja a capa do novo álbum ao vivo de Fernandinho, Galileu:Fernandinho - Galileu - 2015


    Até a próxima semana!

  • TOP 10 – músicas para os pais

    O segundo domingo do mês de agosto é o dia dos pais! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre esses homens tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de pais: aquele que está longe, o que está perto, o que ora, o que batalha, o que está a cuidar de seus filhos e mesmo aquele que já partiu para a eternidade. Na lista temos Oficina G3, Cristina Mel, Ana Paula Valadão, entre outros.

    Confira!

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    Momentos de Ternura – Oficina G3

    Abrindo a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise de Oliveira. Nesta canção, mais direta sobre filhos, nos lembramos que a missão dos pais é de proteger, cuidar dos seus filhos com ternura, e, acima de tudo, ajudá-los na caminhada cristã. Assim como Deus nos quer por perto, com certeza, seu pai também. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1Nxzm2Y3DBI

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    [tab title=”9º”]

    Um Puro Coração – Ana Paula Valadão

    A maioria das pessoas conhece (ou já ouviu falar) na família Valadão. Notórios tanto para o protestantismo, quanto para a música gospel brasileira, os familiares da cantora Ana Paula Valadão estão por aí. Seu pai, Márcio Valadão, é pastor e presidente da Igreja Batista da Lagoinha. E é exatamente a ele que Ana presta o seu tributo. Assim, através desta canção, muitos de nós lembramos que nossos pais nos ensinaram (ou ao menos deveriam) a servir a Deus, praticando aquilo que Cristo ensinou. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=xfkvATv60F8

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    [tab title=”8º”]

    Pai Herói – Paulo André e Noemi Nonato

    O oitavo lugar vai para “Pai Herói”, de Paulo André e Noemi Nonato. Quem de nós nunca nos lembramos do carinho de nossos pais quando crianças? Conduzida por uma sonoridade sertaneja, esta música chega-se bem ao tema, com a reflexão do eu lírico, que relembra o pai que já partiu: “Pai, sou teu fruto, sou lembrança / Faço parte, sou herança / Que um dia você deixou / E aqui vou seguindo e vou cantando / Eu sou um eterno cantador“(2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=WXODRY3alZE

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    O Prêmio É Meu – Brenda

    Temos os nossos pais, que são bênçãos do Criador, e, na verdade, os presenteados somos nós. É exatamente isso que “O Prêmio É Meu”, gravada por Brenda, quer retratar. A canção apresenta o filho que se sente agraciado pelo pai que possui: “Feliz, sou eu! O prêmio é meu! / Me orgulho em chamar você de pai“. Esta canção também foi regravada por Cristina Mel, anos depois. (2011)

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    Meu Pai, Meu Amigo – Cristina Mel

    Ter um pai é muito mais do que ter, simplesmente, um progenitor. Esta canção, gravada num dos álbuns infantis de Cristina Mel, é outra de homenagem a aquele amigo que é sangue do seu sangue. “Meu Pai, Meu Amigo”: “No dia em que eu nasci, ele já estava ali / Me recebendo nos braços da família / Eu não sabia de nada, mas ele já me amava / E me ofertava a sua companhia” (2003)

    https://www.youtube.com/watch?v=QAbP796T1_M

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    [tab title=”5º”]

    Herança – Os Arrais

    Os Arrais também gravaram uma canção para o pai que possuem. Irmãos, a dupla André e Tiago Arrais dedicou esta homenagem em “Herança”, canção que trata de um pai que consagra sua família a Deus, levanta cedo, para garantir o sustento da casa, e retorna pela noite. “Nas mãos de Deus derrama a sua vida / Que trocaria pela salvação / De cada membro de sua família / E esta é a herança que deixou”. Esta canção foi gravada no álbum Mais, segundo trabalho da dupla. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=jl61mbxlSWQ

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    [tab title=”4º”]

    Papai – Banda Azul

    Ex-vocalista do Rebanhão e Banda Azul, Janires teve uma infância muito difícil. Abandonado pelo pai ainda pequeno, e criado apenas por sua mãe, toda a tristeza que passou não o impediu de gravar uma canção de tributo aos pais, chamada “Papai”. Em suas palavras, muitas das vezes, os pais não são tão lembrados quanto as mães, e pensando nisso, escreveu esta canção, com sonoridade suave e letra poética. Sem dúvida, uma das melhores desta lista. (1987)

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    Queria de Verdade Estar Contigo – Vanilda Bordieri

    Assim como outras canções desta lista, e de forma muito mais forte, “Queria de Verdade Estar Contigo” é o abrir do coração. Neste caso, Vanilda Bordieri nos relembra que um dos pontos ruins de ser filho é que, geralmente, um dia veremos nossos pais partirem. Através das palavras da cantora, a esperança da eternidade é mais vívida e forte, e a saudade fica com as lembranças, tão fortes na mente de um filho. Dessa forma, esta bela canção, de Vanilda, recebe nossa medalha de bronze. (2012)

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    Filhos – Ao Cubo

    Tão triste quanto perder um pai é não tê-lo por perto. Infelizmente, esta é a realidade de muitos. Seja por conta de trabalho ou divórcio, os filhos sentem o peso de terem o pai longe. A banda Ao Cubo grava “Filhos”, conduzida por Kleber e Dona Kelly, irmãos, numa música, ao que parece, totalmente autobiográfica. Na falta de um sujeito a quem se espelhar, encontraram em Deus o reflexo perfeito de caráter para seguirem. Por fim, a dupla afirma que os filhos sempre são os que sofrem mais com a declaração dos pais. Foi lançada no álbum Um por Todos. (2009)

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    Papai, Amo Você – Marcelo Nascimento

    O primeiro lugar vai para o cantor Marcelo Nascimento, com um de seus maiores sucessos, “Papai, Amo Você”. Bem antes das músicas dedicadas aos pais se tornarem regularmente lançadas, até mesmo por coletâneas, Marcelo fez este tributo, em seu primeiro trabalho, o álbum De Todo Meu Coração. Vale a pena ouvir! (1995)

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    Este é o nosso TOP 10 sobre pais. Gostou da nossa seleção? Mande esse texto para o seu pai, como homenagem!