Oficina G3 – discografia e obra

Surgida em São Paulo no fim da década de 80, a Oficina G3 é uma das bandas de rock cristão mais conceituadas. Com quase 30 anos de estrada, a banda é lembrada principalmente por seus integrantes de longa data, Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos.


Guia discográfico

Ao Vivo (Gospel Records/1990): Ainda em busca da identidade, a Oficina G3 parece se sustentar nas composições de Túlio Regis, mas são os vocais de Luciano Manga que realmente causam atração. (Nota: [usr 3])

Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho (Gospel Records/1993): Sem Túlio Regis, a Oficina G3 parece se reinventar nas mãos de seu integrante mais notável, Juninho Afram, que juntamente à Luciano Manga dão um ar de originalidade nas interpretações. O hard rock simples, mas característico faz o álbum, em sua maior parte valer a pena. (Nota: [usr 3.5])

Indiferença (Gospel Records/1996): O produtor Paulo Anhaia, juntamente aos novos integrantes Duca Tambasco e Jean Carllos solidificam a identidade do Oficina G3, reforçando sua proficiência no hard rock contido no álbum anterior. Mas vai além disso: composto por elementos do rock progressivo, pop rock, heavy metal e até mesmo baladas acústicas e instrumentais, é impossível ter alguma faixa como ruim, ainda considerando que Luciano Manga dá uma vitalidade as músicas que nenhum vocalista posterior conseguiria. (Nota: [usr 5])

Acústico (Gospel Records/1998): Apesar de desconfortável nas antigas músicas de Manga, PG mostra seu potencial através das inéditas, como “Autor da Vida” (de sua autoria) e, principalmente à melancólica “Quem?”. Os arranjos de cordas vieram bem a calhar, mas o disco ainda peca pelas versões das canções antigas. (Nota: [usr 3.5])

Acústico ao vivo (Gospel Records/1999): Extraindo os pontos positivos do último álbum e acrescentando novas versões, Acústico ao vivo fecha muito bem a década de 90 para o grupo, mostrando que de uma banda underground do hard rock, a Oficina G3 poderia se converter para um ícone do rock cristão mainstream sem se forçar. (Nota: [usr 4.5])

O Tempo (MK Music/2000): Mais pop, a Oficina G3 desta vez prefere criar um som mais estável, mas sem perder a sua qualidade. Obviamente odiado por seus fãs mais extremistas, mas de inegável importância, O Tempo é um disco que consegue equilibrar com louvor aspectos geralmente antagônicos em álbuns: qualidade musical, letras atraentes e um som comercial. (Nota: [usr 4.5])

The Best of Oficina G3 (Gospel Records/2001): Como o título define, The Best of Oficina G3 é um excelente Greatest Hits do grupo, abrangendo todas as músicas de destaque em todos os álbuns da Oficina G3 lançados pela Gospel Records. (Nota: [usr 5])

Platinum (Gospel Records/2001): Ao considerar que uma coletânea de maiores sucessos estava recentemente lançada, e não há diferenças significativas no repertório, não existe nenhuma necessidade em ter sido lançado Platinum. (Nota: [usr 1])

O Tempo [vídeo] (MK Music/2002): Seguindo a tendência de sua versão em estúdio, O Tempo ao vivo dá base para toda a proposta musical feita fora dos palcos. O que realmente incomoda é a tentativa forçada do vocalista PG em soar como uma espécie de Bono Vox. Lembrado também pela performance ao vivo de “Glória” por Juninho Afram, é o registro de despedida do baterista Walter. (Nota: [usr 3])

Humanos (MK Music/2002): Pior trabalho da Oficina G3, é tão confuso quanto os próprios seres humanos. De faixas de peso influenciadas pelo new metal como “Onde está?” e “Apostasia”, o álbum flerta com baladas extremamente cansativas e desgastantes, embora “Te Escolhi” seja perfeitamente padronizada para as rádios, o que justifica seu sucesso. (Nota: [usr 2])

Além do que os Olhos Podem Ver (MK Music/2005): É o reflexo que, acima de quaisquer outros que passaram pelo grupo, o Oficina G3 sobreviveria muito bem somente com Juninho, Duca e Jean. O trio, que assina quase todas as músicas juntos demonstram maturidade musical e um repertório imprevisível, fortemente influenciado pelo metal progressivo. Com a participação de Déio Tambasco, Lufe e Marcão (ex-vocal do Fruto Sagrado), é a prova que a saída de PG não causou falta alguma. (Nota: [usr 4.5])

MK CD Ouro: as 10 mais do Oficina G3 (MK Music/2006): Destacar que são as dez melhores do Oficina G3 e ter “Sempre Mais” no repertório é simplesmente uma gozação. Com apenas uma faixa de Além do que os Olhos Podem Ver, o álbum mescla músicas que realmente são bons sucessos, como “O Tempo” e “Ele se Foi”, mas se esquece de faixas grandiosas, como “Lugar Melhor”, “Até quando?” e até mesmo “Apostasia”. (Nota: [usr 2])

Elektracustika (MK Music/2007): Com a elegância de um projeto comemorativo e sem perder o gosto de ineditismo, Elektracustika é um dos álbuns mais refinados da Oficina G3, com arranjos suaves e moderadamente melancólicos, fundindo muito bem o acústico com o elétrico. Canções como “A Deus”, “Eu, Lázaro”, “Me Faz Ouvir” e até antigas como “Resposta de Deus” garantem alguns dos melhores momentos deste registro. (Nota: [usr 4])

Som Gospel (MK Music/2008): Sequela do MK CD Ouro, poucas novidades são incrementadas. Sem foco e propósito, soa como uma seleção aleatória da banda. (Nota: [usr 2.5])

Depois da Guerra (MK Music/2008): Com 20 anos de carreira, foi uma missão arriscada trazer um novo vocalista. Mas Mauro Henrique incorporou bem as canções, dando-lhes boas interpretações. Jean Carllos surge nos vocais, cumprindo uma parte fundamental para o desenvolvimento da obra. Nada se ofusca, nem o baixo de Tambasco, as guitarras de Afram e principalmente a bateria de Alexandre Aposan. No entanto, o álbum carece de mais identidade. (Nota: [usr 3.5])

D.D.G. Experience (MK Music/2010): Hugo Pessoa é o grande responsável pela qualidade da produção que se destaca por sua iluminação, local e principalmente o efeito bullet time, que se faz muito presente nas primeiras faixas. (Nota: [usr 4])

Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) (MK Music/2013): Um soco para os fissurados em um som “pesado”, a Oficina G3 apresentou um disco tecnicamente complexo, mas sem vícios e maneirismos. Num contexto de desastres pessoais na vida dos integrantes, um trabalho tão conceitual era o adequado. (Nota: [usr 4])

Gospel Collection – ao vivo (MK Music/2014): Abordando momentos ocorridos de 2001 a 2009, Gospel Collection é atraente pelas performances ao vivo da Oficina G3 enquanto trio. A inclusão de gravações de O Tempo e D.D.G. Experience, no entanto, pouco acrescentam, mas é a melhor coletânea da banda já lançada pela MK Music. (Nota: [usr 3])

Histórias e Bicicletas [DVD] (MK Music/2015): Na proposta de transmitir os bastidores da gravação do álbum de estúdio, o filme falha em ser em um registro despretensioso demais. (Nota: [usr 3])


Melhores músicas

A Lição, Água Viva, Até quando? (Humanos), Autor da Vida, Cante, Davi, Desculpas, Espelhos Mágicos, Eu, Lázaro, Incondicional, Indiferença, Lágrimas, Mais que Vencedores, Naves Imperiais, Magia Alguma, Mais Alto, Meus Próprios Meios, O Fim é só o Começo, O Tempo, Onde está?, Perfeito Amor, Preciso Voltar, Quem e Valéria.


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Comentários

25 respostas a “Oficina G3 – discografia e obra”

  1. […] catastrófico, com músicas medianas (ou até mesmo horríveis). Se a “horripilância” da Oficina G3 é Humanos e do Rebanhão é Vamos Viver o Amor, o do Resgate é, de longe, Eu Continuo de Pé. A […]

  2. […] vocalista da Oficina G3, Mauro Henrique, fará um show de seu projeto Loop Session com os cantores Leonardo Gonçalves e […]

  3. […] pelo mercado e já fez parcerias até então incomuns, como, por exemplo, gravando um álbum com a Oficina G3. Suas músicas, mais complexas que a média das que fazem sucesso atualmente, não são sempre […]

  4. […] no álbum Indiferença, foi escrita pelos então cinco integrantes da Oficina G3: Luciano Manga, Juninho Afram, Duca Tambasco, Jean Carllos e Walter Lopes. O baterista Walter […]

  5. […] (guitarra/vocal de apoio) e Marcelo Gasperini (bateria). Déio veio de uma turnê agitada com a Oficina G3, na divulgação do álbum Além do que os Olhos Podem Ver, o qual possui sua participação. No […]

  6. […] por Juninho Afram, é a canção mais introspectiva e “depressiva” já gravada pela Oficina G3. Do álbum Acústico, sua sonoridade guiada por um arranjo de cordas e violões narra a vida […]

  7. […] a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise […]

  8. […] há exatamente duas semanas, o novo CD da banda de rock Oficina G3 acaba de chegar às lojas causando grande repercussão midiática. Um dos mais vendidos no iTunes, […]

  9. […] falo com alguns fãs da Oficina G3 que Elektracustika é um de seus melhores álbuns, muitos discordam e acham absurda a afirmação. […]

  10. […] 1999, a cantora Aline Barros e as bandas Oficina G3, Rebanhão, Catedral, Fruto Sagrado e Vencedores por Cristo tinham seus portais. De 2000 para […]

  11. […] quantitativo da palavra. Confesso que serei “chatamente” prolixo por não ouvir Oficina G3 há muito tempo e nem com muita frequência. Seria muito simples escrever duas ou três notas sobre […]

  12. […] Henrique, o vocalista da banda Oficina G3 e uma das principais vozes do rock nacional na atualidade, é outro cantor que esbanja estilo. […]

  13. […] outras se despediam, e tivemos grandes discos. Em votação, o primeiro lugar ficou para a banda Oficina G3, mas Rebanhão, Fruto Sagrado e Resgate entraram com dois discos, cada um. […]

  14. […] baixista da Oficina G3, Duca Tambasco, iniciou, recentemente, um novo projeto musical, chamado Música e Prosa. A música […]

  15. […] canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal […]

  16. […] obra conta com a participação do guitarrista e ex-companheiro de PG no Oficina G3, Juninho Afram, na faixa que abre o disco, Olhos da Fé. Em relação ao repertório, Ser Alguém […]

  17. […] grande façanha do primeiro CD inédito da Oficina G3 desde 2008 é de desconstruir estereótipos do público e mostrar, fielmente, tudo o que estavam […]

  18. […] outras se despediam, e tivemos grandes discos. Em votação, o primeiro lugar ficou para a banda Oficina G3, mas Rebanhão, Fruto Sagrado e Resgate entraram com dois discos, cada um. […]

  19. […] Machado, “Obediência” faz parte de Depois da Guerra, um dos álbuns mais aclamados da Oficina G3. A letra desta canção é forte, afirmando que “o mundo é transitório / mas a verdade é […]

  20. […] foi ex-vocalista da Oficina G3 entre 1997 e 2003. De personalidade forte, assim que entrou no grupo, passou a ter forte […]

  21. […] do Palavrantiga no programa da Rede Super, 6ª Básica. Além do quarteto, era noite de Oficina G3. Juninho Afram e Marcos Almeida, representando as duas bandas, falaram sobre a carreira e novos […]

  22. […] além de boas versões para “Valéria” e “Naves Imperiais” da sua ex-banda Oficina G3. Poucos sabem o valor que esse disco possui, infelizmente meio que passou despercebido no início […]

  23. […] que se tornou apenas algo em alta, no meio cristão, quando se transformou em ideologia. Agora, a Oficina G3 está claramente influenciada, e seu álbum Histórias e Bicicletas é fruto disso. Letras que […]

  24. […] em fevereiro de 2005 pela MK Music, Além do que os Olhos Podem Ver é justamente o que os fãs e a Oficina G3 aguardavam após tantos álbuns que, musicalmente, não iam […]

  25. […] cruficicado, em protesto contra a homofobia. Enquanto líderes religiosos a atacaram, o baixista da Oficina G3, Duca Tambasco, criticou pastores e alguns evangélicos por incitarem o ódio. O músico disse: […]

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