Tag: Oficina G3

  • Para refletir – O tempo do amor

    As ilusões a cada dia se inflamam. Além das clássicas substâncias químicas, criamos realidades virtuais para não nos sentirmos tão angustiados. A rotina é desagradável, e a necessidade de dar um “stop” em tudo o que vivemos aqui parece ser a solução mais fácil e palpável.

    Esta realidade não seria de espanto se não tivéssemos a noção de que há uma imensa quantidade de cristãos que enxergam absolutamente tudo com imensa tristeza. Até os trechos bíblicos triunfantes de Jesus e sua ressurreição não escapam. A grande maioria das pessoas focam com extrema dramaticidade na dor e sofrimento do nosso Salvador, ignorando que maior foi a consequência de tudo isso.

    Se os dias são maus, temos o consolo e a alegria vinda de Deus, através de Seu Espírito Santo. O sangue de Cristo lava-nos e purifica de todo o pecado. O nosso alvo está no céu. O tempo do amor está por vir.

    Nenhuma realidade virtual, por mais prazerosa que seja garante uma paz interior como a que Deus dá. Que acordemos a cada manhã sentindo-nos livres para contemplar ao Criador.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Xu1qg5owGms]

  • Conectados no Amor – Dias, uma esteira para o nada

    Tanta correria, competitividade, busca pelo sucesso que parece que estamos vivendo em uma esteira que senão corrermos, iremos tropeçar e cair. Os dias estão corridos e a nossa função é correr para sobreviver. Se alguém acredita que está vivendo, na verdade está sobrevivendo. Vivemos pesados correndo na esteira dos dias, sentindo a contagem regressiva de uma bomba na cabeça que irá explodir e nos tirar do mundo.

    O mais irônico de tudo isso é que no final tudo passa. Não há nada tão eterno e duradouro, nem bem que dure e mal que perdure, vivendo num mundo regido pelo tempo. É como se corrêssemos contra a esteira e quando finalmente conseguimos vencê-la, nos jogamos a um abismo no meio do nada. Tudo que conseguimos, conquistamos é jogado fora.

    Qual é a graça da vida? Para que ter uma vida se apenas sobrevivemos? É quando Cristo se oferece para correr por nós e nos pega no colo. Ele se oferece para levar o fardo e nos dá a oportunidade de viver de verdade. Cada dia de uma vida já não é um fardo de ter que viver crescendo, buscando formas para não tropeçar e cair e com a morte a nos assombrar, mas descansar em Deus e viver livre para amar e ser amado.

    Ainda vale a pena viver a vida, longe do medo do tempo e da corrida frenética. Não precisamos erguer castelos, conquistar riquezas se isso tudo passa. Não precisamos ter uma vida para sobreviver nos dias corridos da humanidade. Podemos ser o propósito único e pessoal que Deus quer de cada um sem ter medo de que vamos morrer, perder tudo e deixar que a eternidade comece a nascer no meio do tempo, algo que só alguém eterno consegue fazer.

    Não compreendo esse tempo
    Se o dia clama, não posso parar
    Na esteira dos dias
    Meus pés cansados, mal podem acompanhar

    Porém insistente
    Ele vem e tira-me o chão
    Anestesiado, decido me entregar

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=lLnYLgpyht4]

  • TOP10 – covers gospel e regravações

    Mais legal do que ouvir um bom sucesso é achar uma versão melhorada de tal música. Assim como é comum no meio secular, temos várias canções da categoria no âmbito cristão. Existem artistas que cedem composições para outros músicos, e logo depois gravam a mesma faixa em sua carreira. Outros prestam tributo a nomes que fortemente contribuíram na construção da modernização na qual a música cristã vivenciou. Aqui, trazemos dez ótimos covers gospel de canções que foram sucesso no meio evangélico.

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    “Aguenta Firme” – Voices (Ludmila Ferber)

    Ludmila Ferber, em sua carreira sempre gostou de produzir canções sobre superação em meio a dificuldades. A frase “Não desista!” tornou-se um bordão da cantora, e “Aguenta Firme” é uma dessas canções. Registrada no álbum Coragem, quinto título da série Adoração Profética, foi regravada pelo grupo Voices em seu álbum de despedida, Voices para Sempre. Hoje, a canção é bem mais conhecida na voz do supergrupo, até ganhando premiação no Troféu Promessas com seu clipe. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=E5BHGojGp7c]

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    “Jerusalém e Eu” – David Cerqueira (Denise Cerqueira)

    Mais do que um filho de uma cantora famosa, David Cerqueira conquistou seu espaço no meio cristão por méritos próprios, sendo compositor, ex-vocalista do Toque no Altar, designer conceituado e uma carreira solo que abrange quatro álbuns. Cristina Mel também a gravou, mas o melhor registro de “Jerusalém e Eu” é de David, que deu destaque a leveza da canção e a interpretou muito bem. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=80Dlw9Tm0Dw]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cBiWIJpA3aA]

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    “Promessa” – Anderson Freire (Marco Aurélio)

    Anderson Freire possui uma enorme lista de canções gravadas por uma série de artistas. Mas “Promessa”, também conhecida como “Vou Voar”, foi gravada e escrita anteriormente por Marco Aurélio em seu álbum Reflexão, e Freire trouxe para a sua carreira. Enquanto a versão de Marco, apesar de modesta conter elaborada interpretação, Freire aposta mais nos arranjos e na participação de Wilian Nascimento nos vocais. (2014)

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    “Primeira Essência” – Aline Barros (Anderson Freire)

    “Primeira Essência” foi gravada, inicialmente no álbum Identidade, de Anderson Freire. No mesmo ano, Aline a lançou em Extraordinário Amor de Deus, sendo uma das canções de maior sucesso do projeto. A leveza de sua interpretação e o feeling do arranjo, com execução instrumental colaborada pelos integrantes do Roupa Nova garantiu, sem dúvida o êxito da versão. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=qgJrAuedOBg]

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    Autor da Minha Fé – Cristina Mel (Logos)

    O Grupo Logos é, sem dúvida um dos maiores influenciadores da música cristã nos anos 80. As composições do Pr. Paulo César são até hoje lembradas e cantadas por várias igrejas. “Autor da Minha Fé” é um de seus principais hits, e também foi regravada por Carlinhos Felix e Paulo César Baruk.

    Já Cristina Mel surgiu no início do movimento gospel, e sem dúvida é a cantora cristã com a melhor voz e desempenho vocal. Em seu álbum Eternamente faz uma versão impressionante de “Autor da Minha Fé”, com arranjos de cordas e metais. Sem a menor dúvida, a versão uniu o bom com o agradável. (2002)

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    “Palácios” – Fernanda Brum (Rebanhão)

    “Palácios” foi o último grande sucesso do Rebanhão e ficou por muitos anos no set list de shows da banda. Foi sua época de grande auge, com o lançamento do álbum Princípio, que influenciou toda uma geração, embora Pedro Braconnot tenha declarado que a escreveu a canção anos antes e teve receio de gravar. A composição volta com o lado crítico que o Rebanhão apresentava lá no início de sua história com Janires, mas desta vez com o tecladista e compositor Braconnot à frente. Carlinhos Felix, o ex-guitarrista da banda a regravou em 1996.

    A amizade entre Pedro Braconnot e Emerson Pinheiro, marido de Fernanda Brum é antiga, e em homenagem ao Rebanhão e seu compositor, a cantora, com seu marido apresentaram uma nova roupagem de “Palácios” no álbum Glória in Rio. Sem dúvida, Pedro, que estava no show se orgulhou da regravação. (2011)

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    “Aos Pés da Cruz” – Oficina G3 (Kleber Lucas)

    Admiradores declarados do cantor, a banda apresentava uma versão de “Aos Pés da Cruz” há uns anos, mas a banda decidiu registrá-la no álbum Histórias e Bicicletas. O grande hit de Kleber Lucas, sem dúvida recebeu uma roupagem extremamente diferente e trabalhada, já que o registro original contava com a presença de um sax e efeitos de sintetizadores.

    Por outro lado, a versão da Oficina G3 apostou em transformá-la em uma balada de metal, destacando-se, como sempre na execução instrumental do guitarrista e líder do grupo, Juninho Afram. Graças a esta regravação, “Aos Pés da Cruz” voltou a ser tocada em igrejas no geral. (2013)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=GW3gAF1KPB4]

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    “Apocalipse Now” – Resgate (Katsbarnea)

    Escrita pelo cantor Brother Simion com Estevam Hernandes e lançado no álbum Cristo ou Barrabás do Katsbarnea, “Apocalipse Now” é um dos clássicos da banda, e também uma das melhores canções sobre arrebatamento já apresentadas no meio cristão. Sendo Simion pai da segunda geração do rock cristão surgido no movimento gospel, a canção tem toda aquela atmosfera experimental que marca sua carreira.

    Quase 15 anos depois, o Resgate a regrava com novos arranjos no álbum Até eu Envelhecer. A banda, durante muito tempo dividiu espaço com o Kats, e a escolha não poderia ser melhor. O tecladista Dudu Borges utilizou-se de execuções dramáticas, e os guitarristas Zé Bruno e Hamilton fazem dois ótimos solos de guitarra. Para completar, um arranjo de cordas para embelezar um dos melhores covers gospel desta lista. (2006)

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    “Marca da Promessa” – Carlinhos Felix (Trazendo a Arca)

    Carlinhos Felix, além de várias vezes homenageado é um exímio prestador de tributos. Somente em seu último álbum Lindo Senhor, foram três: um ao Fruto Sagrado, outro à Banda Azul, último projeto de Janires em vida e por fim uma versão alternativa do sucesso “Marca da Promessa”, do Trazendo a Arca. A própria banda fluminense possui duas versões da canção. Uma, mais lenta na voz de Davi Sacer e a agitada, com Luiz Arcanjo.

    Carlinhos Felix deu tons de tropicália na canção, e uma introdução com um arranjo vocal. De início, nem dá pistas que qual canção se trata, mas quando revelada, o público vai a delírio. Excelente versão. (2012)

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    “Sobre as Águas” – Trazendo a Arca (Soraya Moraes)

    A canção é de autoria de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, mas os artistas cederam a composição para Soraya Moraes gravar em seu projeto Promessa. Na mesma época, a banda deu “Caminho de Milagres” para Aline Barros (que participou na composição) e também “Na Corte do Egito” e “Aos Teus Pés” para Fernanda Brum. Mas, de todas, a versão mais bem trabalhada pelo grupo foi “Sobre as Águas”.

    A versão do Trazendo a Arca é tão superior a original que muitos a desconhecem como versão, e hoje é um dos maiores clássicos na voz do grupo. Ronald Fonseca, autor do arranjo investiu nos violões e cordas. Davi e Verônica Sacer cantam juntos. (2007)

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    Este foi nosso TOP10 de covers gospel. Lembra-se de mais algum que não esteve na lista? Comente!

  • Alexandre Aposan deixa a Oficina G3

    O músico Alexandre Aposan, que durante vários anos foi integrante da banda de rock Oficina G3 foi anunciado nesta sexta-feira (8 de julho) como ex-integrante do grupo. O anúncio foi feito pelo conjunto em sua página oficial do Facebook.

    Alexandre Aposan começou a trabalhar com a Oficina G3 em meados de 2007, e sua primeira gravação com o grupo ocorreu nas sessões de “Elektracustika”. Embora também tenha sido participado em “Depois da Guerra”, e consequentemente no registro em DVD “D.D.G. Experiente”, Alexandre tornou-se integrante oficial da banda apenas em 2011, em substituição do ex-membro Walter Lopes, que foi um dos fundadores da Oficina G3 e deixou a banda em 2002, por motivos pessoais. Entre a saída de Walter e a entrada de Aposan, o grupo também trabalhou com Lufe.

    Segundo a Oficina G3, Aposan deixa o grupo para dedicar-se à projetos pessoais. O anúncio, na íntegra está descrito abaixo.

    É com profundo pesar que anunciamos a saída do nosso batera Alexandre Aposan.

    Ele tomou essa decisão entendendo que esse é um direcionamento de Deus, para assim se dedicar mais aos seus trabalhos pessoais.
    Estamos tristes, porém entendemos que a soberania de Deus está sobre nossas vidas e ministério.
    Gostaríamos de dizer que como irmãos, nós o abençoamos e desejamos que ele continue a ser uma bênção por onde quer que passe, como sempre foi conosco.
    O Aposan é e continuará sendo um irmão querido, amado e sempre bem-vindo entre nós do Oficina G3.

    Em sua página, Alexandre Aposan explicou os motivos que o levou à deixar a Oficina G3, afirmando que o vínculo com uma gravadora atrapalharia as múltiplas parcerias e gravações que realiza com outros músicos. Antes do lançamento do último álbum da Oficina G3, “Histórias e Bicicletas”, Aposan assinou com a gravadora MK Music como baterista oficial da Oficina G3.

    É através desta nota e com profunda tristeza que pretendo informar , esclarecer alguns pontos e colocar minha posição em relação a minha saída da banda Oficina G3.

    Primeiramente gostaria de agradecer ao Juninho Afram, Duca Tambasco, Mauro Henrique e Jean Carlos, pela oportunidade que me foi dada em fazer parte do que posso com certeza chamar de “A Maior Banda de Rock Gospel do Brasil” e também dizer que me sinto horando por todo trabalho que juntos conquistamos, por cada CD/DVD que gravamos, cada show realizado e todos os bons momentos que tivemos juntos.

    Gostaria de deixar claro que o Oficina G3 sempre foi minha prioridade desde o primeiro momento que assumi como baterista da banda, e que independente de outros trabalhos e projetos que participei, a banda, para mim, sempre esteve em primeiro plano.

    Como todos sabem embora minha formação musical tenha sido iniciada na Igreja, mesmo antes de ingressar no Oficina G3, eu sempre participei de vários outros projeto dentro da música gospel e também na música secular, onde trabalhei sério, dentro dos meus princípios éticos e morais e me orgulho até hoje e estou certo que orgulharei sempre pois pude sustentar minha família tocando meus tambores. Porém a ideia de um vínculo com qualquer gravadora, acarretariam muitas mudanças impeditivas em meu Ministério.

    Por tanto, informo que me desligarei da banda em virtude dos motivos mencionados acima.

    Reitero meu orgulho de ter participado desta banda onde muito aprendi e o melhor de mim pude fornecer, pois sairei com a sensação de um trabalho feito com meu coração e minha alma.

    Espero que os mesmos sentimentos bons que tive durante todo este tempo também estejam presentes em todos vocês.

    Continuarei em minha caminhada musical e de vida como sempre fiz e estou certo que vocês também o farão.

    Tudo de melhor sempre!

    God bless you!

    Alexandre Aposan.

  • TOP 10 – Músicas sobre angústia

    A angústia ainda é um assunto de tabu no meio cristão. No extremo, em assuntos como a depressão, mais ainda. Muitos acreditam que, um cristão dificilmente passa por momentos de tristeza e desânimo, enquanto outros afirmam que este está passível a passar por isso igualmente ao incrédulo.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo atualmente, e em 2030 será a doença mais comum existente. No Brasil, cerca de 18% da população sofre. Apesar de que a angústia não seja propriamente depressão, esta é uma das características mais notáveis da patologia.

    Independente das opiniões e dos fatos, Jesus disse: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz, no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Jo 16.33

    Apresentamos, então, dez canções a respeito de angústia.

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    Por que Te Abates (Salmo 42) – Trazendo a Arca

    Do álbum temático Salmos e Cânticos Espirituais, lançado em 2009, o Trazendo a Arca apresenta uma de suas canções mais intimistas – baseada no Salmo 42, em que o salmista dialoga com sua alma, perguntando-a o motivo de sua angústia. A salvação de Deus é o alívio, a base na qual o autor se baseia. No instrumental, destaque para o arranjo de cordas, por Wagner Derek.

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    Um Lugar para Descansar – Livres para Adorar

    Poucos álbuns cristãos nacionais possuem uma textura tão melancólica, e ao mesmo tempo de tão grande esperança quanto Mais um dia, do Livres para Adorar. O projeto, conceitual teve início após o suicídio de um amigo de Juliano Son, no qual estava distante por um tempo.

    Por vários momentos, basta apenas uma mensagem de luz no final do túnel para que uma decisão, apesar de pessoal, mas drástica seja evitada. Será que Deus se esqueceu de nós? Será que, meramente respirar seja tão complexo? O discurso de Juliano, aliado as cordas no arranjo são o destaque desta música.

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    A Ilha – Voz da Verdade

    O silêncio, na maioria das vezes é a única companhia de alguém solitário. Quando todas as luzes se queimam, quando as vozes se calam. Não existem palavras, tampouco anseios futuros. No corpo, apenas a vontade de fazer algo que acabe com todo o tormento. O suicídio é a única solução encontrada por muitos. Mas, o Voz da Verdade apresenta em “A Ilha”, além de todo este sentimento introspectivo a resposta de alguém divino que possui um controle acima do humano.

    Esta canção foi gravada originalmente no ano de 1990, no álbum Um Grito de Liberdade. Foi regravada no DVD 30 anos, gravado e lançado em 2008.

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    Marcas – Fernanda Brum

    No registro de nossa pequena vida, várias situações e momentos sucedem-se. Alguns de imenso prazer, outros nos quais esquecer é o melhor. Porém, muitas das vezes não se vão, e ao invés de ficarem enterrados, de volta e meias aparecem, seja para acusar, ou lembrar-nos que não somos tão blindados o quanto pensamos. Indiferença a isso é o amor de Deus, que conforta-nos no íntimo de nossas marcas e lembranças, com sua paz singular.

    A canção, de Fernanda Brum, é registrada no álbum Quebrantado Coração, de 2002.

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    A Deus – Oficina G3

    É sempre mais fácil desistir do que enfrentar as dificuldades da vida. Ainda mais para quem não possui nenhuma garantia de vitória e superação. Dar adeus ao mundo e entregar a Deus sua alma… com este trocadilho criativo, a Oficina G3 produziu uma das mais brilhantes baladas de sua carreira, presente no álbum Elektracustika, lançado em 2007, característico pela fusão do acústico e o elétrico em todo o projeto, baseado no rock progressivo.

    “Não é tempo de dizer adeus, a Deus pertence todo o tempo, sempre que quiser dizer adeus, a Deus entregue todo o seu sofrimento”.

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    5:50 AM – Resgate

    O grande clássico do Resgate, também, demonstra, com uma simplicidade ímpar no meio cristão o clima de monotonia e cansaço de grande parte das pessoas. Os dias iguais, ações semelhantes e mecânicas. Sentido não há, apenas sobrevivendo com enorme dificuldade e peso.

    Entretanto, as misericórdias de Deus se renovam diariamente, e um novo dia, com Ele é possível. Sendo dez para as seis ou não, sempre é hora de buscar Sua face e encontrar a paz que este mundo não dá.

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    Acalma o meu Coração – Anderson Freire

    De seu mais recente projeto Raridade, Anderson Freire sabe unir o poético com um lado pentecostal. O mesmo é observado em Acalma o Meu Coração. Como num turbilhão de sensações, existem momentos em que somos barcos, perdidos em meio do nada. Abaixo, o naufrágio, e no horizonte nenhum sinal de encontro. Será que a maré vai derrubar? Será que vamos nos afogar? Como perder a agonia?

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    Não quero mais Acordar Assim – Fruto Sagrado

    Para todos, sempre existe aquele dia em que não poderia ter existido. Um imenso peso, cansaço, clara demonstração de agonia presa a uma falsa tranquilidade. Em que, olhando-se ao espelho, nada se vê além de uma capa que reveste um ser fracassado.

    É neste fracasso, no qual todos estão mergulhados que Deus se manifesta levantando, nos tornando alguém, tirando-nos da condição de meras criaturas caídas para seus filhos. Pessoas não satisfazem, bens materiais também não, mas somente a Sua voz tira toda a escuridão do nosso céu interior.

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    Esperança – Diante do Trono

    O medo é um dos sentimentos humanos mais complexos. Por conta deste evitamos o perigo. As vezes o odiamos por perdermos grandes momentos por tais receios, em outros o abraçamos como um troféu. Desfalece, perdemos a força. Pelo medo, evidenciamos as marcas e más lembranças da vida.

    Quando nos sentimos protegidos, todos os nossos monstros internos se desintegram. Nosso Deus, o nosso pai é este que ampara, protege, nos livra e esconde das preocupações que criamos ou vivenciamos, dando força para também enfrentar, em necessidade.

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    Quem Chora pra Deus – Elaine de Jesus

    Escrita por Daniel e Samuel, a letra aborda o ponto principal de nossa reflexão. Pessoas de qualquer credo ou falta dele passam por momentos de angústia. Entretanto, apenas aquele que verdadeiramente conhece a Deus sabe onde encontrar abrigo no dia mau.

    O sentimento humano é as vezes inexplicável para o próprio indivíduo, mas Deus, como nosso “programador” conhece até nossos lados mais complexos e sombrios. E é através dEle que somos levantados da melhor forma possível e na que convém ocorrer.

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  • Análise: CD Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) – Oficina G3

    Lançado há exatamente duas semanas, o novo CD da banda de rock Oficina G3 acaba de chegar às lojas causando grande repercussão midiática. Um dos mais vendidos no iTunes, com single tendo recorde de visualizações no YouTube, a banda recebe todo o reconhecimento que acumulou durante os 25 anos de carreira.

    O projeto gráfico do disco, produzido por Hugo Pessoa e Jean Carllos é interessante, conceitual. No mais, o uso da bicicleta e o design “retrô” embelezam o projeto. Também não entendo o porquê a gravadora retirou certas páginas do encarte, desvalorizando o produto final.

    Comparado ao Depois da Guerra, temos um Oficina G3 mais maduro, com canções mais poéticas, uma sonoridade mais alternativa, e em alguns pontos também bastante experimental. Isso logo é notável nas duas primeiras faixas, “Diz” e “Água Viva”. A primeira, destacando-se pela execução da bateria por Alexandre Aposan, e na segunda pelos teclados de Jean Carllos, o baixo e o vocal de apoio de Duca Tambasco. Ainda, nesta segunda, percebe-se um “casamento” perfeito da letra com o arranjo.

    Um detalhe negativo neste trabalho, em minha opinião é a baixa participação de Juninho Afram nos vocais. O músico cantou um pequeno verso em “Confiar”, single do álbum, que possui arranjos de violão e um excelente solo de guitarra com muito feeling, mas nenhuma interpretação completa em alguma música. Já Mauro Henrique, atual vocalista ainda atuou como violista, e em relação ao DDG, mostrou razoavelmente bem sua potência vocal, e fez excelentes interpretações, como em “Lágrimas”, em parceria com Leonardo Gonçalves, canção que se revela como a melhor balada do disco, e provavelmente dentre as melhores da Oficina G3 nesta categoria.

    Enquanto o cover de DDG foi “People Get Ready”, o de Histórias e Bicicletas é “Save me from Myself”, gravada anteriormente por Michael W. Smith, faixa que possui muitas influências alternativas. O cover é agradavelmente bom, sem muitos destaques, porém superando expectativas, se comparada com a versão original, principalmente pelos toques de teclado e o virtuoso solo de guitarra por Juninho. Também, a regravação do clássico de Kleber Lucas, “Aos pés da Cruz”, versão que considero superior à original, embora não haja tantas novidades. A banda conseguiu manter a essência da canção sem impedir que houvesse uma vibe rock na música.

    É interessante a inclusão do poema em cordel na faixa “Encontro”, com a participação de Roberto Diamanso, e uma letra muito interessante e rica, que trata de um tema complexo, mas de uma forma simples. Na verdade, este detalhe é notável em praticamente todas as canções deste trabalho. “Compartilhar” tem um arranjo, principalmente dos teclados que me lembram de discos mais antigos da Oficina G3, principalmente Indiferença e O Tempo. “Descanso” é uma das faixas mais lentas do repertório, escrita pela falecida esposa de Mauro em parceria com o próprio, e também a com versos mais verticais da obra. Destaque pela sonoridade progressiva, e a execução do violão.

    Por fim, comento duas das melhores canções do repertório: “Não ser” e “Sou eu”. A primeira destaca pelo peso, que lembra o DDG, porém com muitos efeitos eletrônicos. A execução do baixo por Duca na introdução é pulsante, e Alexandre Aposan faz, em minha opinião a melhor participação no disco, ao fim guturais de Jean, é a canção que, particularmente mais lembra o último disco do G3. A segunda possui uma introdução bem alternativa, que dá ao ar de uma música bem leve, porém, o peso é gradativo, até o refrão, mesclando momentos leves, comandados pelo teclado, e “pesados”, com muitos riffs de guitarra e baixo.

    São várias considerações gerais que tenho a respeito de Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança). Claramente, é um projeto mais maduro em todos os quesitos, principalmente nas letras. E, também acredito que, naturalmente este trabalho não será tão aceito pelo público o quanto Depois da Guerra foi. O novo CD da Oficina G3 traz relatos autobiográficos transformados em versos, dramas e sentimentos pessoais que se tornaram versos musicais. Nota-se, no encarte, no texto escrito por Duca Tambasco, na maior parte das composições, como “Lágrimas”, “Descanso”, “Confiar” e “Encontro”, por exemplo, reflexões humanas trazidas a primeira pessoa. O uso da bicicleta, no título e em todo o projeto fica mais entendível no texto de Duca, e inclusive elogio essa temática utilizada.

    Mais que um registro autobiográfico, Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) é a musicalização de um contexto histórico do ser humano atual, em sua individualidade, solidão, as complexidades pessoais que envolvem o seu interior, e principalmente a necessidade da existência de Deus dentro de si. Isto não é, e dificilmente será entendido por grande parte do público que curte o conjunto. Porém, não garante um fracasso do álbum. No nível de reconhecimento que a banda possui, a notoriedade que o projeto alcançou, e a qualidade técnica e poética deste trabalho tem de tudo para fazer com que este fique marcado como um dos melhores discos do ano, todavia dificilmente venha a ser mais destaque que um disco mais popular e menos complexo, desagradando parte do público.

    Noto também que, por ser um trabalho mais “leve”, a participação do tecladista Jean Carllos foi fundamental, assim como foi no disco Elektracustika. O músico soube trazer uma pegada alternativa interessante em seus arranjos, mesclando elementos musicais dos discos mais antigos. Duca Tambasco deixou de ser um mero baixista como um dos integrantes mais importantes na produção deste trabalho. Isto é percebível pelo encarte, em seu texto de reflexão, sua forte atuação como back vocal na maior parte das músicas, e por fim a sonoridade do baixo, que desta vez me pareceu mais fundamental que no último trabalho da Oficina G3. O artista também aparenta estar menos tímido.

    Juninho Afram, que outrora sempre se destacou como guitarrista e band leader recuou um pouco, e permitiu que os demais integrantes viessem a “crescer” e aparecer. Posso dizer que, atualmente a Oficina G3 não pode ser descrita simplesmente como “a banda do Juninho”, mas sim um quinteto de fato, que se completa mutuamente. Isto é notável em suas apresentações ao vivo atualmente. Mauro Henrique, além de vocalista agora tem a missão de trazer os violões, e consolidar de vez seu talento no grupo. Alexandre Aposan, que surpreendeu a todos no último álbum de estúdio do G3 mantém sua qualidade técnica neste novo trabalho, tanto em canções mais leves ou pesadas, firmando que é atualmente um dos melhores bateristas do gospel nacional. No geral, o disco é aprovado, e já está dentre os meus três favoritos deste ano.

  • TOP 10 – Músicas sobre o sacrifício na cruz

    “ Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).

    O sacrifício de Jesus na cruz é o símbolo máximo de amor e graça que a humanidade já viu. Jesus, mesmo sendo Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se de si mesmo, se fez homem, se humilhou e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Filipenses 2.6-8). A cruz de Cristo é o símbolo cristão que mostra o amor perfeito, a redenção dos homens e a esperança da vida eterna.

    Sendo a base da fé cristã, o sacrifício no Calvário é tema de canções que fizeram e ainda fazem história.

    Nesse TOP 10 especial, vamos relembrar 10 canções brasileiras de diferentes estilos e com diferentes abordagens sobre a morte de Cristo, a fim de nos lembrar do motivo da nossa fé.

    Vamos conferir? 

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    Lembranças de Jesus – Marquinhos Gomes / Fernanda Brum

    Uma canção que fala sobre trazer à memória o sacrifício de Cristo. Essa é “Lembranças de Jesus”, composição de Marquinhos Gomes, sucesso em seu disco 5 Anos ao Vivo e no Quebrantado Coração, de Fernanda Brum. A canção mostra que, mesmo em meio as dificuldades da vida, sempre podemos lembrar do sacrifício do Cristo que foi crucificado e morreu para salvar a cada um de nós. O refrão retrata justamente isso: se sofremos, podemos sempre lembrar que Ele sofreu mais por nós.É difícil carregar a cruz que Ele levou, carregou sem reclamar / É impossível esquecer Sua morte lá na cruz, lembranças de Jesus”. (2000)

    https://www.youtube.com/watch?v=DbZ14VXGYyM

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    [tab title=”9º”]

    A Contradição da Cruz – Voz da Verdade

    Composta por Carlos A. Moysés, “A Contradição da Cruz” é uma canção que fala sobre como o símbolo que representa o sacrifício salvador de Cristo é, ao mesmo tempo, um objeto de tortura e de vida. “Cruz, cruz, maldita cruz que me livrou da morte e do mal”. Essa é a contradição. Gravada no disco Magnífico pelo Voz da Verdade, a canção é um marco na carreira da banda. A letra forte ganha vida com uma interpretação marcante e arranjo denso. (1991)

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    Espelhos Mágicos – Oficina G3

    Representando o rock cristão, um clássico do gênero. “Espelhos Mágicos”, de Juninho Afram, foi gravada originalmente pela Oficina G3 no disco Indiferença. A letra tem uma abordagem interessante falando sobre a indiferença do homem que vê apenas a si mesmo, se esquecendo daquele que “nasceu, sofreu, morreu por nós / Seu sangue lá na cruz derramou”. A letra ainda fala sobre como as pessoas vivem acreditando em um Cristo morto e vencido, mas que Ele ressuscitou e venceu. (1996)

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    Cruz – Trazendo a Arca

    Gravada no disco Pra Tocar no Manto, a música “Cruz” traz uma belíssima reflexão sobre o grande símbolo do sacrifício do Calvário: a cruz. Cruz palco do amor / Onde Deus venceu a morte”. A canção é fruto de uma bem sucedida parceria entre Ronald Fonseca, Luiz Arcanjo e Kleber Lucas. Trazendo um congregacional bastante emotivo, a canção se enriquece com a interpretação impecável de Arcanjo e tem seu ápice na ponte final onde se canta “Ele está vivo! Ele está vivo!”. (2009)

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    Cenas – Novo Tom

    Uma música belíssima, verdadeira poesia, essa é “Cenas”. Composta por Daniel Salles e interpretada pelo grupo vocal Novo Tom no disco “Pode cair o mundo, estou em paz”, essa é uma canção arrebatadora. A letra apresenta o retrato de horror e amor que cercaram a crucificação. “Não há amor maior que dar o Filho pra morrer / E Ele se entregou, se fez réu e protagonizou as cenas do mais puro amor”. (2005)

    https://www.youtube.com/watch?v=hz9W_tNyPdA

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    [tab title=”5º”]

    Marcas da Dor – Shirley Carvalhaes

    O estilo pentecostal não poderia estar de fora de nossa lista. Gravada no disco Silêncio Aflito da grande Shirley Carvalhaes, “Marcas da Dor” é uma canção com uma letra longa que narra do momento da crucificação até a ressurreição de Cristo. O compositor faz uma narrativa emotiva descrevendo para o ouvinte as cenas daquele espetáculo de horror e amor. “Seu sangue jorrando, batendo no chão / Viu em todos os homens a ingratidão, mas não se irou pediu ao pai perdão e o Pai perdoou / Recebeu seu espírito e chorou”. (1999)

    https://www.youtube.com/watch?v=Q-zRqgGqTNA

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    Isaías 53 – Diante do Trono

    A principal profecia registrada no Antigo Testamento sobre o sacrifício na Cruz do Calvário está gravada no Capítulo 53 de Isaías. Mais de 700 anos antes do nascimento de Jesus, o Cristo, Isaías já profetizava a respeito de como seria e as dores que sofreria o Filho de Deus. E quando uma música simplesmente canta essa profecia? Ana Paula Valadão foi a responsável por transformar o texto bíblico na belíssima canção gravada no disco Esperança, do Diante do Trono. A beleza da letra associada ao arranjo minimalista e uma interpretação singela, fez de Isaías 53 uma canção encantadora. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=LbFbmqnu5us

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    [tab title=”3º”]

    Jerusalém e Eu – Denise Cerqueira

    A inesquecível Denise Cerqueira é a brilhante interprete de uma canção não menos inesquecível. Composta por Josué Teodoro e destaque do disco Meu Clamor, “Jerusalém e Eu” é uma das canções mais marcantes da história recente da música cristã nacional. A letra é uma poesia do ponto de vista de alguém que estava no dia da crucificação, viu o sofrimento do Mestre, sabia que ele era o Cristo, mas nada fez para defende-lo, pelo contrário, negou-o. A ideia central é que essa pessoa é cada um de nós, que conhecemos a Cristo, mas o negamos com nossa vida e precisamos de uma nova chance. É uma letra de arrependimento que aborda o sacrifício de Cristo de uma ótica diferente do que normalmente se faz. “Eu lembro seu olhar na minha direção, rogando ao Pai perdão para Jerusalém / Eu não quero errar outra vez e apesar dos meus erros refez a aliança que eu mesmo quebrei”. (1998)

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=UJ4S5yn_WFI]

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    Getsêmani – Leonardo Gonçalves

    A composição de Cleiton Schaefer é o maior sucesso da carreira de Leonardo Gonçalves. “Getsêmani” foi gravada no primeiro disco solo do cantor, Poemas e Canções. A música é uma obra prima que fala sobre a agonia de Cristo desde o horto até a cruz. A perfeita descrição do sofrimento narrada pelo autor se completa com o belo arranjo que mostra vozes retratando a multidão que pede a crucificação e a interpretação espetacular de Leonardo Gonçalves. Impossível ouvir essa canção e não visualizar as cenas narradas nos Evangelhos. O refrão é justamente um convite para o ouvinte entrar na história e ver o sofrimento de seu Salvador: “Vê os cravos nas mãos, Seu corpo a sofrer naqueles momentos de dor. Vê o mestre a chorar e foi por você que Ele mostrou tanto Amor”. (2002)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Se Isso Não for Amor – Vários

    O grande Josias Menezes é o compositor responsável pelo nascimento de um clássico. “Se isso não for amor” é um primor e já foi interpretada por grandes nomes como Shirley Carvalhaes, Luiz de Carvalho, Mara Lima, Marco Feliciano, Zé Marco e Adriano entre outros. Em 2009, no disco De Todo Meu Coração, Mariana Valadão fez uma versão singela da canção e se destacou por combinar os versos de Josias com o uma declamação sobre o imenso amor de Deus pela humanidade fundamentada em João 3.16. É difícil dizer qual é a melhor ou principal versão da canção, mas a certeza de que o refrão (“Se isso não for amor o oceano secou, não há estrelas no céu, as andorinhas não voam mais”) é uma das mais belas obras primas de nossa música.

    https://www.youtube.com/watch?v=suDauiCuMUk

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • TOP 10 – Melhores álbuns de 2013

    O ano de 2013 foi embora já faz um tempo, sabemos mas como somos brasileiros e não desistimos nunca não poderíamos deixar de fazer um TOP 10 elencando os melhores discos do ano. Apesar de 2013 não ter sido um ano com produções bombásticas, foi possível escolher entre os melhores lançamentos aqueles que de alguma forma se destacaram e merecem ser citados. Assim, acompanhe os melhores álbuns gospel de 2013!


    Renascer Praise - Canto de Sião - 201310º: Canto de Sião – Renascer Praise

    O disco ainda está sendo recebido pelo público, mas alcançou disco de ouro rapidamente. O CD foi gravado às margens do Mar da Galileia, em Israel e traz 12 faixas ao vivo, sendo 11 delas, canções inéditas do grupo e mais uma ministração da palavra pelo Ap. Estevam Hernandes. Entre as músicas que podem ser destacadas neste novo repertório, estão: “Meu Deus Pode”, “1000 Graus” e “Jesus o plano perfeito”. (texto por Renan Pablo)

    Leia a resenha do álbum Canto de Sião aqui.

    Ouça: Meu Deus Pode, 1000 Graus e Jesus, o Plano Perfeito


    Gisele Nascimento - O Sonho não Acabou - 20139º: O Sonho não Acabou – Gisele Nascimento

    Após alguns anos com pouco destaque na mídia gospel, Gisele Nascimento fez de 2013 um ano de mudanças. Em nova gravadora, a MK Music, a cantora lançou O Sonho não Acabou, seu sétimo álbum. A música tema, composta por Sérgio Marques e Cristine Ferr, é o grande destaque do projeto e tem sido bastante executada em rádios de todo o Brasil. Com uma letra que fala sobre o cumprimento de promessas, típico do estilo pentecostal, a cantora emprestou sua voz forte para cantar sobre a certeza e confiança em Deus, dizendo “O sonho não acabou, meu Deus realizará/ Sua palavra é certa eu posso confiar/ Preciso esperar”. Sem dúvida, é um dos melhores discos pentecostais de 2013. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: O Sonho não Acabou, Mapa do Tesouro e Santo És


    Pra me Alegrar - Ludmila Ferber - 20138º: Pra Me Alegrar – Ludmila Ferber

    Com produção musical de Sandro Domingues e distribuição da Som Livre, o disco traz a alegria através de canções de forte apelo emocional e motivacional. A pastora Ludmila Ferber, que compôs 12 das 13 faixas do disco, selecionou criteriosamente o repertório enfocando na necessidade de nos alegrarmos, mesmo quando aparentemente não há esperança. É um trabalho de alegria, que se reflete desde as letras, com mensagens carregadas de otimismo, de fé, perseverança, gratidão, até os arranjos ora dançantes, ora fortes e até agressivos, por vezes suaves, se adequando as mensagens de cada canção. (texto por Danilo Andrade)

    Leia a resenha do álbum Pra Me Alegrar aqui.

    Ouça: Pra me Alegrar, O Deserto Vale Ouro e Deus Está Contigo


    Pra Deus É Nada - Vanilda Bordieri - 20137º: Pra Deus É Nada – Vanilda Bordieri

    Cantora de personalidade forte, Vanilda Bordieri consegue passar essa força também para seus trabalhos, os tornando marcantes e emblemáticos. Logo ao anunciar o título do disco, Vanilda já causou certa expectativa do que poderia vir de algo com esse nome. Quem esperou por um excelente disco pentecostal não se desapontou. Canções de grande carga evangelística, o álbum Pra Deus É Nada apresentou umas das mais belas músicas pentecostais do ano. “Peregrino”, composição de Rogério Junior, é uma composição de encorajamento a todos os cristãos que peregrinam por essa terra. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: Peregrino, Pra Deus É Nada e No Meu Quarto


    O Maior Troféu - Damares - 20136º: O Maior Troféu – Damares

    Depois de dois discos, Apocalipse e Diamante, que se firmaram como grandes sucessos, a cantora apresenta seu mais recente álbum pela gravadora Sony Music. O Maior Troféu veio com a missão de manter Damares no posto de destaque pentecostal, e com o desafio de manter o sucesso de vendas de seus antecessores, mas com uma temática totalmente diferente dos seus antecessores, claramente um risco calculado. O CD caiu nas graças do público e isso se refletiu nas vendas. Com produção de Melk Carvalhedo e Emerson Pinheiro, a obra traz Damares musicalmente madura e em seu melhor momento. As interpretações estão mais comedidas, mas não menos fortes, como pede o estilo pentecostal.  (texto por Tayse Souza)

    Leia a resenha do álbum O Maior Troféu aqui.

    Ouça: O Maior Troféu, A Dracma e Seu Dono e Celebrando a Vida


    Está Consumado - Stênio Marcius - 20135º: Está Consumado – Stênio Marcius

    Acompanhado de músicos proficientes, como o pianista Felipe Silveira, filho de João Alexandre, Está Consumado segue a proposta dos últimos trabalhos solo do poeta Stênio Marcius, apostando em robustos arranjos vocais, variedade de instrumentos, valorizando a nossa brasilidade, e claro, acima de tudo, canções que falam da fé cristã sem soar clichê. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Está Consumado, Carros de Israel e Tarde Te Amei


    Histórias e Bicicletas - Oficina G3 - 20134º: Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) – Oficina G3

    A grande façanha do primeiro CD inédito da Oficina G3 desde 2008 é de desconstruir estereótipos do público e mostrar, fielmente, tudo o que estavam vivendo. Um disco de teor mais poético, melancólico, e de arranjos mais complexos que o “pedreira” Depois da Guerra, a obra mostra também uma banda mais entrosada. Se Duca Tambasco ficou ofuscado anteriormente, aqui brilha com louvor, entre ótimas linhas de baixo. Refletindo sobre a efemeridade da vida, outro destaque vai para o vocalista Mauro Henrique, que dedicou a obra a sua ex-esposa, Jack Dantas, que morreu em 2012 após uma longa luta contra um câncer. (texto por Tiago Abreu)

    Leia a resenha do álbum Histórias e Bicicletas aqui.

    Ouça: Água Viva, Lágrimas e Descanso


    Anderson Freire - Raridade - 20133º: Raridade – Anderson Freire

    Consagrado como o grande nome quando o assunto é composições, tendo sucessos na voz de Cassiane, Aline Barros, Bruna Karla e muitos outros cantores Brasil afora, Anderson Freire também se tornou um expoente na música pentecostal. Continuando o sucesso alcançado pelo seu primeiro disco solo Identidade, Raridade é sucesso de vendas, e suas canções são cantadas em praticamente todas as igrejas pentecostais. A obra possui  12 faixas, além de uma faixa bônus. Também conta com as participações especiais das cantoras Arianne, na faixa “Aliança de Sangue” e de Ariely Bonatti em “Meu Novo endereço”. Assim como Identidade, Raridade também é totalmente autoral. (texto por Danilo Andrade)

    Leia a resenha do álbum Raridade aqui.

    Ouça: A Igreja Vem, Raridade e Meu Hospital


    Jorge Camargo - Canções do Caminho - 20132º: Canções do Caminho – Jorge Camargo

    Jorge Camargo é um dos maiores compositores e músicos que a música cristã nacional já viu. Com décadas de trabalho musical, o cantor chegou com Canções do Caminho, uma obra que consegue passear pelo costumeiro ecletismo musical de Jorge, com canções poéticas e confessionais acerca da graça de Deus, riquíssimas. Vale mencionar a exploração de vários gêneros musicais, como a música popular brasileira e o jazz. (texto por Tiago Abreu)


    Mais - Os Arrais - 20131º: Mais – Os Arrais

    O melhor álbum de 2013, indiscutivelmente, o disco Mais, dos irmãos André e Tiago Arrais foi um diferencial em meio a tantos lançamentos “mais do mesmo”. Com uma forte inspiração poética, Os Arrais brindaram o público com uma verdadeira obra-prima. Mais é o segundo disco autoral dos Arrais. Lançado pela Sony Music, o álbum foi produzido em Nashville, TN, nos EUA pelo cantor e compositor Andy Gullahorn, contando com participação de excelentes músicos como Stephen Mason, Jeff Taylor, dentre outros. (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Mais aqui.

    Ouça: Rojões, Esperança e A Voz


    E pra você, quais foram os melhores álbuns gospel de 2013? Concorda com nossa opinião? Comente!

  • Para refletir – Confiar

    Todos os dias, dentre cada amanhecer e anoitecer, em nosso cotidiano somos bombardeados por situações, na grande e maioria das vezes por fatalidades extremamente desagradáveis. Pior que estar mal fisicamente é emocionalmente. Aquele objetivo não almejado, o problema que aparece logo no caminho, a angústia e a vontade de desistir que sempre jaz à porta.

    Nestes momentos, quão é difícil confiar, crer que o nosso alívio está exclusivamente em Deus? O mais curioso é, que é nestes momentos a única alternativa restante é parar, pensar e nos entregar, descansar nEle. Esquecer um pouco o mundo frenético, recarregar as forças e seguir em frente.

    Em Mateus capítulo 11, versículo 28, Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Será que este alívio tem sido buscado por nós? Será que aquele nó na garganta, a vontade de desabafar, chorar, acabar com a angústia tem sido executada da maneira certa? Você tem entregado todas as suas ansiedades, angústias no Senhor? No versículo 30, Ele diz: “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Tudo isso basta. Entregue seus fardos a Deus.Lembre-se que, além de tudo, estamos de passagem. Todos nossos sofrimentos, angústias e problemas terrenos um dia terão fim. Somos peregrinos, anseiando o dia em que iremos para um lugar superior ao atual, onde tudo será diferente.

    Tal mensagem pode ser extraída do novo single da banda Oficina G3, lançado em março de 2013, integrante do disco “Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança)”, a canção Confiar, de Mauro Henrique, Duca Tambasco, Jean Carllos e Juninho Afram. Destaque para a poesia autobiográfica contida na letra, e o instrumental envolvente que casa perfeitamente com a canção, e o peso deste no refrão. Ouça e reflita.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xZty1PR0IVw]

  • Novo single da Oficina G3 é sucesso no YouTube

    No dia 1 de março, a banda Oficina G3, juntamente com a gravadora MK Music e a rádio 93FM divulgou várias novidades a respeito do novo CD do grupo, intitulado “Histórias e Bicicletas (Reflexões, encontro e Esperança)”. Uma das novidades foi o lançamento do novo single, “Confiar”.

    Mesclando folk rock, metal progressivo e até ‘pitadas’ de country rock, a canção traz uma mensagem reflexiva em crer mesmo dentre as dificuldades e angústias da vida, e, mostra um pouco da vibe em que está vindo deste projeto.

    Com a execução da canção na rádio 93FM, vários internautas a gravaram, e a canção espalhou-se viralmente pelo YouTube. Uma dessas gravações já alcançou mais de 40 mil visualizações em cerca de três dias, uma quantidade bastante considerável para uma banda de rock religiosa. Atualmente, o vídeo se encontra dentre os mais assistidos no YouTube Brasil.