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  • Limão com Mel – Ser ou não ser gospel: eis a questão!

    A famosa frase “Ser ou não ser: Eis a questão!” do famoso William Shakespeare vem bem a calhar neste texto que tentarei discorrer. Talvez ainda não tenha lhes vindo à mente do que irei falar, mas a questão é bem simples: Ser gospel ou não? Afinal, é obrigado ser gospel?

    Em meados de 2012 e 2013, um dos assuntos mais comentados na internet no segmento gospel foi o possível ingresso da cantora Joelma da Banda Calypso no meio gospel. O fato levantou uma série de argumentações, críticas e suposições. Algumas dessas críticas põem em cheque a fé da cantora em questão. Teria realmente a cantora Joelma “se convertido”?

    Essa situação não é exclusividade da Joelma. Outros cantores também vivem da música “secular” mesmo tendo afirmado serem evangélicos, a exemplo do César da dupla César Menotti e Fabiano. Músicos menos famosos, ou desconhecidos, sem oportunidades no gospel, seguem tocando na noite como forma de sobrevivência.

    Em cima disto, outras perguntas surgem: que direito tenho eu de questionar a fé de alguém seja quem for? Infelizmente, nós evangélicos tidos como os “normais”, dentro dos padrões usuais da nossa igreja acabamos formando um “pré-conceito” com todos os que fogem a esses padrões. Fato é que apenas Deus conhece o íntimo da cada um, apenas ele, que sonda nosso interior é capaz de saber se ouve ou não mudança (interessante que Deus sonda o nosso interior, mas a igreja* valoriza o exterior).

    Mas a Bíblia fala que quem aceita Jesus precisa mudar seus atos… Hum… Justamente! Mas quem convence o ser humano da necessidade de mudança é o Espírito Santo, não é pastor, eu ou você. Já vi casos de novos convertidos abandonarem a igreja porque foram chamados à atenção por continuar usando brinco, calça, etc. (veja como isso soa ridículo hoje). A mudança geralmente é gradativa, se realmente ela for necessária. O tempo de Deus não é o meu tempo…

    Outro detalhe que não posso deixar passar em branco é justamente o inverso. Há nas igrejas pessoas aparentemente convertidas, santas e justas mas… mas são ocas, vazias, más! Lobos em pele de cordeiro. Afinal, o que me garante que todos os cantores gospel aclamados pelo público é mais santo que Joelma? Você sabe o que ele faz fora do palco, do púlpito? Conhece suas ações e pensamentos? Deus sabe.

    Cantor que se converte tem que cantar gospel!

    Todo tipo de profissional pode se converter sem problema algum, ninguém ignora. Mas se um cantor secular se converte já se olha com olhos de desconfiança. (Tomé ficaria feliz). A grande massa começa a fazer hipóteses: “Será que onde ele estava não dava mais dinheiro? Agora que o gospel está dando lucro…” Como se os cantores gospel não quisessem dinheiro também. Me poupem. Será que tem mesmo que haver um interesse financeiro pra que um cantor aceite Jesus?

    Temos diversos casos de cantores que se renderam ao Senhor e passaram a cantar música gospel. Posso citar Felipão, ex-Forró Moral, hoje contratado da Graça Music, Thalles da Universal Music, Daniel Diau, ex-Calcinha Preta, Perlla que está lançando discos pela Central Gospel, Chris Durán, entre outros.

    Mas isso é regra? Talvez. Pelo menos para atestar e validar o “diploma” de evangélico, o cantor deve mudar de profissão, ou pelo menos de público pra mostrar que mudou. Seu comportamento, suas ações, caráter, isso pelo visto não valem nada.

  • Rebanhão – discografia e obra

    Formada no Rio de Janeiro, em meados de 1979, o Rebanhão foi uma das mais expressivas e notáveis bandas de rock cristão dos anos 80 e 90. Sua discografia é eclética, abrangendo diversas fases e formações na qual passou. Em seu início, o grande mestre foi Janires, no qual era vocalista e compositor de grande parte das músicas. Em sua saída, em 1985, a banda esteve centrada em três importantes figuras: Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix, todos também da formação inicial. Mais tarde, com a saída de Felix e Marotta, Braconnot recrutou novos músicos, como Pablo Chies e Rogério dy Castro, lançando mais alguns álbuns, até que em 2000 o grupo chegou ao seu fim.


    Guia discográfico

    Mais Doce que o Mel (Doce Harmonia/1981): Estreia do grupo, registra magistralmente a habilidade musical de Janires, com o choro “Casinha”, o progressivo medley contendo “Salas de Jantar” e, principalmente seu clássico “Baião”. As composições de Carlinhos Felix não ficam muito atrás, destacando-se através de “Monte”. “Refúgio”, de Pedro Braconnot é uma das melhores baladas do Rebanhão. (Nota: [usr 5])

    Luz do Mundo (Arca Musical Evangélica/1983): Dando sequência à Mais Doce que o Mel, as composições de Janires estão cada vez mais refinadas. “Hoje sou Feliz” e “Casa no Céu” possuem lírica impressionante, enquanto as composições de Carlinhos se mantém no mesmo nível. Paulo Marotta e Kandell impressionam na base instrumental. (Nota: [usr 5])

    Janires e Amigos (Doce Harmonia/1985): O disco funciona muito bem enquanto solo de Janires, de longe o melhor membro do Rebanhão. No entanto, como banda, o álbum é deslocado. Destaque para as letras de “Helena, todo o pecado estará perdoado” e “Arca (Festa de arromba Evangélica)”. (Nota: [usr 4.5])

    Semeador (PolyGram/1985): A falta das composições de Janires são notáveis, mas desta vez há uma maior unidade no quarteto com a entrada do novo baterista Fernando Augusto. (Nota: [usr 3.5])

    Novo Dia (PolyGram/1987): “Razão” é o claro exemplo de que o grupo poderia sobreviver sem Janires tendo Pedro Braconnot como compositor. Embora a produção musical seja extremamente datada, o trio Felix/Marotta/Braconnot, juntamente com Fernando Augusto apresentou um álbum coeso e maduro.(Nota: [usr 4.5])

    Grandes Momentos (Continental/1988): Abrangendo os álbuns Semeador e Novo Dia, a seleção de repertório desta coletânea foi infeliz. Músicas fundamentais como “Primeiro Amor” e “Nele Você Pode Confiar estão presentes, mas a falta de “Viajar”, “Razão” e muitas outras é inadmissível. (Nota: [usr 2.5])

    Princípio (Gospel Records/1990): Álbum que mergulhou na cara da nova década, apresentou o novo conceito de música cristã que Janires insistia em seu início. O líder, desta vez foi Braconnot, que surpreende nas reflexões feitas em “Palácios” e “Metrô”. Além de um ótimo repertório composto por faixas como “Muro de Pedra”e “Selo do Perdão”, a escolha da banda de regravar “Princípio”, que relembra a morte do ativista Chico Mendes é altamente feliz. (Nota: [usr 5])

    Pé na Estrada (Gospel Records/1991): Despedida de Carlinhos Felix e Paulo Marotta, é o disco musicalmente mais ousado feito pelo trio clássico do Rebanhão. “Elo Perdido” e seu arranjo progressivo é talvez um dos TOP5 do grupo, além do hard rock de “Criação”. O que realmente tira o mérito de perfeição de Pé na Estrada é sua faixa final, “Nzile Nzulu”. (Nota: [usr 4.5])

    Enquanto é dia… (Gospel Records/1993): Introspectivo e melancólico, Enquanto é dia… é talvez uma luz no fim do túnel para quem achava que o Rebanhão estava totalmente acabado após a saída de dois integrantes. Mas não é para se iludir: apesar de músicas incríveis, como “Me Leva pra Casa” e “Mistério”, esta última nos vocais de Dico Parente, o trabalho da banda nunca superaria o de sua formação mais notável. (Nota: [usr 3])

    Por Cima dos Montes (Warner/1996): Álbum praticamente solo de Pedro Braconnot com a alcunha do Rebanhão, é um ponto baixo na carreira do grupo. Regravações em excesso e um repertório tão melancólico quanto o anterior, porém sem o brilho apresentado antes. (Nota: [usr 2])

    O Melhor do Rebanhão (Gospel Records/1998): Na proposta de unir as melhores músicas de Princípio, Pé na Estrada e Enquanto é dia…, não dá para entender a escolha de “Nzile Nzulu”. Ainda, “Arsenal” poderia ter sido substituída por alguma faixa do álbum de 1993. (Nota: [usr 3])

    Vamos Viver o Amor (Dunamis/1999): A nova e última formação do Rebanhão não possuía nenhuma característica que remetesse ao grupo em questão, e o resultado foi um disco que em nada lembra o restante da discografia do conjunto. (Nota: [usr 1.5])


    Melhores músicas

    Ano 2000, Arca (Festa de Arromba Evangélica), Baião, Casa no Céu, Casinha, Refúgio, Elo Perdido, Fronteiras, Hoje sou Feliz, Mamãe, Me Leva pra Casa, Mistério, Muro de Pedra, Nele Você Pode Confiar, Palácios, Razão, Selo do Perdão e Viajar.


    Notícias e matérias sobre o Rebanhão

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  • Ser Ester – A Moda do Crochê

    As tramas do crochê são velhas conhecidas de todas nós. Prática milenar, todo mundo tem uma mãe,tia, avó ou amiga que domina a agulha com gancho.

    Técnica muito utilizada na confecção de assessórios domésticos, o crochê também aparece em roupas, mas nem sempre com bons resultados.

    Até pouco tempo, eu considerava a linha que separava as roupas de crochê da cofonice bastante tênue, para não dizer que achava cafona assim de cara.

    Tudo mudou ao conhecer o trabalho da top estilista Vanessa Montoro que modernizou e trouxe frescor à técnica, aliando-a ao tricot. As peças atuais e românticas de Vanessa são confeccionadas com fios de seda e tingidos manualmente, o que lhes agrega muito valor $$$, se é que vocês me entendem…

    A partir do trabalho da estilista, passei a pesquisar um pouco mais sobre o tema e descobri outras excelentes marcas que trabalham com peças de crochê, elevando a técnica que, para mim, até então era caseira, à níveis muito elevados de beleza e elegância. Nomes como Giovana Dias e Alzira Vieira merecem destaque.

    Se você não tem uma montanha de dinheiro para comprar uma boa peça pronta, o grande segredo para encomendar daquela tia prendada uma peça de crochê é a escolha da linha. Se a linha for parecida com barbante, você certamente estará fadada a se fantasiar de capa de almofada. Linhas finas e tramas fechadinhas dão leveza à peça e deixa o visual sofisticado e moderno #FicaDica

    A técnica do crochê tem se tornado cada vez mais democrática e agora, além das capas de botijão de gás, ela vai de uma saída de praia estilosa até um vestido para festa noturna, passando por biquínis, saias, blusas, coletes, dentre outras peças.

    Que tal se aventurar no maravilhoso mundo do crochê?

    Vestido Longo

    A personificação do romantismo e feminilidade. Versátil, o vestido longo de crochê pode ir de um almoço até uma vesta noturna mais formal, mudando apenas os acessórios. Com certeza, quem usa um desses é única e marcante em qualquer evento.

    Vestido Longo

    Vestido Curto

    Românticos, delicados e marcantes, os vestidos curtos também transitam bem entre dia e noite. Para não correr o risco de deixar o look com cara de praiano, caso essa não seja a ideia, vale se jogar no salto alto. Elegância garantida.

    Vestido Curto 1

    Vestido Curto 2

    Saia de Crochê

    O look com apenas uma peça de crochê mostra o quanto essa técnica é versátil. Uma saia, por exemplo, vai bem com tudo. Seja uma jaqueta de couro, uma malha, blusa de seda, ou mesmo camisa de algodão, qualquer peça pode combinar com uma saia de crochê. Se você é discreta e não quer se arriscar muito opte por combinações que, mesmo misturando texturas, tenham cores neutras.

    Saias de Crochê

    Blusa de Crochê

    Eu tenho uma regra de estilo na vida: se Kate Middleton usou, então é bonito e pode ser usado. Essa blusa azul marinho com detalhes branco combinada com saia plissada molinha fez extremo sucesso quando a duquesa usou e ganhou diversas versões inspiradas pelo mundo. Com as blusas, vale a mesma regra que com as saias: misturar texturas. O que dizer, por exemplo, dessa linda combinação com saia longa de couro que a cantora Ana Paula Valadão usou em Israel?

    Blusas de Crochê

    Crochê e a Alta Costura

    Grandes grifes nacionais e internacionais também já investiram nas peças de crochê. Da clássica Chanel à moderna Dolce & Gabbana, passando pela sofisticada Salvatore Ferragamo e a brasileiríssima Cavendish, diversas marcas viram o potencial das tramas e não deixaram passar a chance de colocar na passarela lindas peças de crochê.

    Alta Costura

    E então? Vai dizer que essa não é uma belíssima opção, seja para o verãozão de agora ou inverno próximo. Roupa de crochê sem cara de caminho de mesa já é moda e promete se manter atemporal. É garantia de sucesso, elegância e exclusividade.

    Estejam com Deus e até a próxima!

  • Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    O que te faz viver? Um iPhone? um pendrive? um amigo? namorado(a)? esposo(a)? igreja? Deus? redes sociais? mãe? pai? dinheiro? viagens? profissão? sucesso? fama? luxo? faculdade? O que te faz viver? Foi essa pergunta que a banda Tanlan fez com a música “Um dia a mais”. Mas em um desses dias comuns que a gente costuma ter, parei para prestar atenção na letra da músicaDançandodo Agridoce (projeto paralelo folk da Pitty e o guitarrista da banda Martin). E uma frase me chamou muito atanção: “Algo pra justificar uma vida morna”. Calma, não vou falar de como viver uma vidinha melhor, ser um ser humano mais tolerante e uma pessoa amável. Este texto, por mais que tenha uma ou duas características, não é de autoajuda. Quem sou eu pra te dar conselhos? Quem sou eu pra dizer a você o que é certo ou errado a fazer? Quem sou pra que você tirasse um tempinho para ler um texto meu? Não sou ninguém importante. Sabe o que é isso? Sentimento. Sem ladainhas, sem caô, sem lero-lero, isto é sentimento do coração direto para as páginas de caderno e agora na tela do seu computador.

    Não quero que responda nenhuma das perguntas que fiz logo acima. Não são perguntas que vão ou não contribuir para o bem deste texto. Há duas semanas venho tentado sair de um quadrado comum. Venho tentado sair de uma coisa morna. O período de festas foram embora, e agora inicia-se um novo ano de realizações que cobram bastante de nós. Quando ouço esta música, não ouço só uma música, eu sinto tudo o que a música reflete, entende? Não. Você não entende. “O mundo acaba hoje eu estarei dançando!”: os problemas estão a mil, mas estou sorrindo ao invés de chorar. Tenho quem ouça meus lamentos interiores. E Ele me pediu para que eu tivesse bom ânimo. Sabe o que é isso? Vida! Vida, cara. Vida, moça. Vida, jovem. Vida, homem. Vida, mulher. Vida, galera. Consegue entender por que você chora? Sabe por que a tua vida as vezes é um desastre? Tudo parece desmoronar e nada mais fazer sentido? E se eu te disser que escrevo este texto chorando agora? As lágrimas ainda não caíram, mas meu interior nada em prantos, e ao mesmo tempo se alegra com todo o desastre que rola no mundo. Sabe o que é você abrir uma página em um site jornalístico e ver tantas mortes? Isto é vida! Vida que se foi. Talvez sem nunca ter a oportunidade de dançar. Nunca ter a oportunidade de ter ouvido um “eu te amo” de verdade. Sabe o que é você perder uma mãe ou um pai? Pois é, essas tantas pessoas que morreram tinham família. Por mais que erradas, mas eram família. Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã, um irmão. Gente que nunca mais vai poder saber o significado de um abraço. E você aí? O que vai fazer agora que leu este texto?

    Vai sorrir e zombar do autor dizendo que sou muito sentimental e não consegui mexer nenhum pouquinho com os seus sentimentos? Ou vai dizer que durante todas essas linhas rabiscadas eu só fiz perguntas e mais perguntas idiotas que não ajudam em nada? Isso! Eu só fiz perguntas idiotas! Pois hoje te convido a fazer uma das coisas mais perigosas do mundo: VIVER! Dance, mesmo sendo todo desengonçado. Cante, mesmo sendo um desastre vocal. Pule, mesmo que isso pareça patético. Saia nas ruas agora pedindo um abraço para qualquer estranho que você ver! Seja estranho! Pegue aquele vestido que você não usa mais, e der juntamente com uma carta bem bonita para a pessoa que você mais ama! Rapazes, pegue aquela sua blusa que já está pequena em você, e der para aquela criança que você só conhece de longe, juntamente com algo que a faça feliz! Sabe o que é isso? VIDA! Nada vai conseguir justificar uma vida morna, pois ela é o nível mais alto do clichê. Todos que não vivem, são existentes que partilham de uma vida morna. Sem sentido, sem inovação, sem amor! Um brinde à vida!

  • Trazendo a Arca – discografia e obra

    Original do Rio de Janeiro, formada em meados de 2002, o Trazendo a Arca é uma dissidência do antigo Toque no Altar. Ganhou notoriedade nacional através de dois de seus integrantes, nomeadamente Luiz Arcanjo e Davi Sacer (este último em carreira solo hoje). Juntamente com o ex-tecladista Ronald Fonseca, os vocalistas escreveram juntos parte do catálogo de maior sucesso do conjunto, e teve sua obra reconhecida em premiações como o Troféu Talento.


    Guia discográfico

    Toque no Altar (Independente/2003): Uma estreia que mostra a que o grupo realmente veio, o repertório de Toque no Altar possui coerência do início ao fim – e mostra que a banda, liderada instrumentalmente pela dupla Ronald Fonseca/Leandro Silva tem muita força no repertório autoral. (Nota: [usr 4.5])

    Restituição (Independente/2003): Embora seja o disco de maior popularidade, seu curto tempo de duração reflete a baixa na qualidade – o álbum é sustentado por “Restitui”, “Mais”, “Bendito Serás” e “Sete Vezes Mais”. O resto passou completamente desapercebido, não por mera coincidência. (Nota: [usr 2.5])

    Deus de Promessas (Independente/2005): Escritas por Ronald Fonseca, Verônica e Davi Sacer, as canções de Deus de Promessas procuram seguir uma temática específica, e embora algumas desviem relativamente ao que foi proposto, o repertório é positivo. (Nota: [usr 3.5])

    Toque no Altar e Restituição (Independente/2006): A dupla Luiz Arcanjo/Davi Sacer nunca pareceu se completar tanto quanto no primeiro registro áudio-visual do grupo. O repertório, bem escolhido veio a apresentar o que tinham de melhor nos dois primeiros projetos do Toque no Altar, tornando um registro de mais de duas horas de duração atraente do início ao fim. (Nota: [usr 4])

    Olha pra Mim (Independente/2006):  É, de longe o melhor álbum do Toque no Altar, e de sua dissidência Trazendo a Arca. A produção de Ronald Fonseca chega a um nível de maturidade surpreendente, e canções como “Tua Graça me Basta”, “Senhor e Rei” e “O Chão vai Tremer” chegam a competir entre si dentre as melhores. (Nota: [usr 5])

    Deus de Promessas – Ao Vivo (Toque no Altar Music/2007): Pouco convincente se comparada à sua versão de estúdio, Deus de Promessas – Ao Vivo deu lugar à algumas incrementações instrumentais positivas nas faixas. Mas, em questão de vídeo, o álbum foi mal dirigido e o registro é enfadonho. (Nota: [usr 2.5])

    Marca da Promessa (Independente/2007): Dando sequência à unidade alcançada em Olha pra Mim, porém com um registro mais simples, Marca da Promessa é curto e impactante. Baladas como “Sobre as Águas” e “Não Vou Desistir” mostram a explosão que a cozinha Ronald/André/Deco/Isaac pode fazer quando está com criatividade total. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo no Japão (Independente/2007): Ao Vivo no Japão é o exemplo de que a regra “menos é mais” também pode funcionar para o Trazendo a Arca. “Mais”, por exemplo recebeu uma releitura com influências do jazz rock. Sem arranjos de metais e cordas, o instrumental dá mais espaço para improvisações e soa convincente. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo no Maracanãzinho (Independente/2008): Ao ápice de sua performance ao vivo, o Trazendo a Arca escolheu canções de seus dois melhores álbuns para um único DVD. Com a direção eficiente de Hugo Pessoa, Davi Sacer e Luiz Arcanjo soam confortáveis no grande Maracanãzinho, enquanto André Mattos e Ronald Fonseca mostram o porquê são considerados tão proficientes. (Nota: [usr 4.5])

    Pra Tocar no Manto (Independente/2009): Um filho de Luiz Arcanjo, Pra Tocar no Manto mostra uma face diferente do Trazendo a Arca, com canções que prometem trazer reflexões e confrontar o caráter do ouvinte. Ao som de faixas com mais frases de guitarra do que nos álbuns anteriores, como “Serás Sempre Deus”, o disco soa, em maior parte muito denso e complexo. (Nota: [usr 4])

    Salmos e Cânticos Espirituais (Independente/2009): Mais festivo que o anterior, um álbum conceitual de salmos é uma vitrine para um grupo que faz muitas músicas de cunho congregacional. A parceria com Wagner Derek caiu como uma luva, através de canções como “Por que Te Abates”, enquanto “Me Levanta Com Tua Destra” mostra o clássico virtuosismo de Ronald. (Nota: [usr 3.5])

    Ao Vivo no Maracanãzinho – Volume 1 (Independente/2009): Apesar do repertório impecável, dividir Ao Vivo no Maracanãzinho em um disco com mesclas do registro ao vivo não pareceu uma proposta muito atraente. O fechamento de “Olha pra Mim”/”Senhor e Rei” é demasiadamente estranho e abrupto. (Nota: [usr 2])

    Ao Vivo no Maracanãzinho – Volume 2 (Independente/2009): Apesar do repertório impecável, dividir Ao Vivo no Maracanãzinho em um disco com mesclas do registro ao vivo não pareceu uma proposta muito atraente. As interligações feitas entre “Na Corte do Egito” com “Não Vou Desistir” e de “Lembra Senhor” com “Tua Graça me Basta”  não funcionaram. (Nota: [usr 2])

    Entre a Fé e a Razão (Graça Music/2010): Seguindo a tendência de Pra Tocar no Manto, Arcanjo consegue fazer seu ouvinte refletir enquanto celebra canções como “Sobre a Terra”, com sua forte influência de Jamba. Ronald Fonseca atinge seu ápice como arranjador, mas a parceria Sacer/Arcanjo era mais marcante. (Nota: [usr 3.5])

    Live in Orlando (Graça Music/2011): Gravar o melhor do repertório de três álbuns musicalmente e liricamente semelhantes foi uma decisão previsível, mas sensata por parte do Trazendo a Arca. A produção, tanto em aspectos visuais como instrumentais atinge o padrão de excelência esperada para um disco “internacional”, e prova que a banda pode oferecer outros tipos de materiais que não sejam shows repletos de iluminação e efeitos visuais.  (Nota: [usr 4])

    10 Anos (CanZion/2012): Para escolher seus maiores sucessos, era praticamente impossível errar o repertório. No entanto, 10 anos é, certamente o pior lançamento da carreira do Trazendo a Arca. Com a falta de músicas como “Tua Graça me Basta”, a escolha de músicas como “O Melhor está por vir” e “Não Ficarão”, os cortes pesados e amadores no repertório e a repetição bizarra de “Abro mão” em duas versões, é um erro que não deveria existir. (Nota: [usr 1.5])

    Na Casa dos Profetas (CanZion/2012): Sem Ronald Fonseca, o então quarteto apresenta uma sonoridade mais crua e concentrada nas guitarras de Isaac Ramos. A transição para um som mais “rock” foi recebida com louvor para André Mattos, que ganhou mais espaço para mostrar seu virtuosismo em faixas como “Kabod”. No entanto, a produção musical soou bem amadora. (Nota: [usr 2])

    Español (Sony Music/2014): Com uma escolha abrangente do seu repertório, o primeiro trabalho em língua estrangeira do Trazendo a Arca mostrou um grupo nada incomodado pela saída de Fonseca, cada vez mais voltado aos riffs de Isaac. (Nota: [usr 4])

    Habito no Abrigo (Sony Music/2015): [sem avaliações]


    Melhores músicas

    Abro mão, Bendito Serás, Deus de Promessas, Em Ti Esperarei, Entre a Fé e a Razão, Marca da Promessa, Me Levanta com Tua Destra, O Chão vai Tremer, Senhor e Rei, Serás Sempre Deus, Sobre as Águas e Tua Graça me Basta.


    Notícias e matérias sobre o Trazendo a Arca

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  • Análise: CD End Of Silence – RED

    Análise: CD End Of Silence – RED

    É comum encontrarmos pessoas que gostem apenas de alguns álbuns da banda, ou, só de algumas músicas. A banda tem um som que lembra de longe a sonoridade do Link Park. Lançado no dia 6 de Junho de 2006, End of Silence é o álbum de estreia da banda, que para maiores consequências positivas, atingiu o número 194 do Top 200 segundo a revista Billboard. RED neste disco usou uma sonoridade que mescla o lírico ao metal, com Michael Bornes no vocal e nos pianos, Anthony Armstrong na guitarra e vocal de apoio, Randy Armstrong no baixo, piano e também vocal de apoio e Hayden Lamb no violoncelo e bateria.

    Acredito que o desafio não é gostar ou não da banda, mas reter o que a banda oferece de bom no instrumental e suas letras. “End of Silence” (Fim do Silêncio) é um grito – literalmente – de sentimentos e isso já é caracterizado no disco pela música “Breathe Into Me” (Respire em Mim), primeira faixa após o intro de 57 segundos que demarca uma confissão meio pessoal sobre o fim de seu silêncio. O que me intriga é o fato do vocalista Michael Barnes compor tão pouco e interpretar tão bem as canções que não são de sua autoria. Isso acontece com a romântica “Pieces” (Pedaços) composta por Rob Graves que também assinou “Breath Into Me” e assina boa parte do álbum.

    As letras são sentimentalmente fortes e em sua maioria, complexas. Em “Break Me Down” (Destrua-me) há um grito de sofrimento e desejo de mudança. Diferente de “Wasting Time” (Perdendo Tempo), que aparentemente é um aviso ao opressor, dizendo que ele não tem mais poder sobre o autor. A aposta da banda foi mostrar um rock pesado em tudo, e particularmente, conseguiu. Das poucas baladas do disco, “Already Over” (Já Acabou) e “Lost” (Perdido) – que contém uma versão acústica encerrando o trabalho em grande estilo – são as que mais me agradam.

    Portanto, o disco é muito bom, e merece uma atenção privilegiada!

  • Conectados no Amor – Ano novo, vidas velhas

    Feliz ano novo, leitores

    Esse é o primeiro post do ano e isso é muito gratificante.

    A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional.” (Carlos Heitor Cony)

    Começar o ano diferente parece uma ótima proposta para que ele seja distinto de todos os que já se foram. Quando completamos o ciclo anual, esperamos que o novo tempo traga novidades a nossa vida mesquinha e medíocre. 1 de janeiro tem um valioso símbolo na vida das pessoas: mudança.

    Para uma data que julgamos tão especial, não faltam os vários tipos de festividades. Ficar a madrugada inteira acordada só para se empanturrar, beber, conversar com familiares e amigos e se divertir. O homem adora uma surpresa, após um ano cheio de lutas.

    Em um canal de TV, um pastor muito conhecido de BH disse que o ano novo é um ato profético e que ele foi criado por Deus. Nos eventos festivos, pessoas vestem cores simbólicas, principalmente o branco, numa forma de trazer bons resultados no ano que vai nascer. Cada tonalidade, uma energia que o ser humano vai receber.

    Se sua simpatia, ato profético, feitiço, profecia e não sei mais o quê, é uma declaração de mudança em sua vida, sinto muito te dizer, mas você está sendo trapaceado pelas mistificações humanas. Nada disso vai mudar, e o ano novo é só mais um ano em sua velha vida.

    Ouvindo 5:50 do Resgate, a gente vê que tudo é igual, e que apesar do novo dia nascer cheio de bombas coloridas no céu, somos os mesmos desde que o homem vive. Aquela velha música, “Adeus ano velho / Feliz ano novo”, parece um canto de hipocrisia sobre o que nada muda.

    Esse final de ano, a morte veste de branco, pois se é para acompanhar o homem nesse dia tão mentiroso, ela se disfarça das simpatias humanas e da paz escrita nas camisas. Se os símbolos tivessem realmente poderes, o branco significaria morte, pois continuamos mortos, apesar de vivermos. E quando você olhar para o céu e ver um pombo tão alvo voando, o que vai ver é apenas um pombo, não a paz.

    Feliz ano novo para quem está lendo. Que antes de buscar qualquer coisa nesse ano, realizar projetos e sonhos, possamos finalmente viver de verdade: viver e ter intimidade com Deus. Deixar aquela velha vida, e realmente viver a novidade.

    Disseram que o Teu amor é novo a cada dia

    Eu pensei

    Quero ouvir a Tua voz falar o que eu queria

    São dez pra seis

     Se é pra Te servir e então matar aquela velha sede

    Se é pra Te seguir e nunca mais cair na mesma rede”

  • TOP 10 – melhores composições de Luiz Arcanjo

    Diferentemente de várias bandas do meio cristão, o Trazendo a Arca, na maioria das vezes atuou em conjunto nas composições. Porém, Luiz Arcanjo forneceu várias canções nas quais construiu sozinho – algumas são clássicas do grupo. Também sempre se destacou de forma diferenciada dos demais integrantes compositores, o baixista Deco Rodrigues e os ex-integrantes Ronald Fonseca e Davi Sacer na temática e poesia de suas letras.

    Neste TOP10 escolhemos por nossa opinião as dez melhores obras exclusivas de Luiz Arcanjo gravadas e lançadas pelo Trazendo a Arca, desconsiderando, assim, músicas de sua carreira solo ou gravações de outros artistas.

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    [tab title=”10º”]

    “Perdoa” – do álbum Pra Tocar no Manto

    Em Pra Tocar no Manto, de forma indireta Luiz afirmou sua capacidade de liderar o lirismo do Trazendo a Arca, apresentando um discurso cristocêntrico e confrontante. Do álbum mais maduro do grupo, temos “Perdoa”, um pop rock em primeira pessoa, como uma oração do eu lírico, por tantas vezes ter negado a Cristo como o centro de suas motivações. Do arranjo, destacam-se o solo e os riffs de Isaac Ramos. (2009)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    “Graça” – do álbum Na Casa dos Profetas

    Música que anteriormente era prevista como provável título do álbum Na Casa dos Profetas, “Graça” tem todos os elementos do que uma clássica música do Trazendo a Arca deve apresentar: cordas aliadas ao piano, e a cozinha que cresce, ganhando força, até atingindo o seu ápice do refrão. Não possui uma letra surpreendente em comparação a outras de Luiz, mas sua sonoridade é exuberante. (2012)

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    “Kabod” – do álbum Na Casa dos Profetas

    Como uma versão mais ousada de “O Chão vai Tremer”, “Kabod” surge como a canção mais pesada de um álbum sem Ronald. Como compensação, André Mattos surpreende e faz uma de suas melhores – senão a melhor – performance na bateria. O refrão é contagiante e mostra um pouco do que o Trazendo a Arca pode nos apresentar nos próximos trabalhos como efeito nas mudanças de formação. (2012)

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    “Se não Fosse o Senhor (Salmo 124)” – do álbum Salmos e Cânticos Espirituais

    Luiz assina a letra e música, e para uma canção de agradecimento a Deus temos uma balada pop rock muito bem executada e centrada nos teclados de Ronald/Wagner Derek. No final, há espaço para um dos melhores solos de Isaac Ramos na banda e interpretação vibrante do próprio Arcanjo. É uma das poucas canções escritas sozinhas no álbum, somado a “Me Levanta com Tua Destra” por Ronald. (2009)

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    “Toca na Rocha” – do álbum Pra Tocar no Manto

    Não dá para pensar na letra desesperadora de “Toca na Rocha” sem a interpretação intimista de sua intro pelo piano de Ronald Fonseca. Com a chegada do violão de Ramos e as cordas, o arranjo é preenchido, e no vocal de Luiz temos uma mensagem de esperança em meio às dificuldades. É, de longe uma das melhores baladas do Trazendo a Arca. (2009)

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    “Casa do Oleiro” – do álbum Entre a Fé e a Razão

    É uma das letras mais poéticas de Luiz. Mas, desta vez é Isaac Ramos que rouba a cena com o feeling de seu violão, que em toda a canção faz o ouvinte se emocionar. Com as cordas, do músico convidado Quiel Nascimento é apresentada uma das principais canções de quebrantamento do Trazendo a Arca, com sua sonoridade diferenciada. (2010)

    https://www.youtube.com/watch?v=i0spMqq5W0o

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    “Quem é Você” – do álbum Pra Tocar no Manto

    “Quem é Você” é digna do título de canção mais diferente já gravada pelo Trazendo a Arca, e a mais reflexiva que temos. Sua letra é muito semelhante com o testemunho dado pelo Pr. Neil Barreto no DVD Ao Vivo no Maracanãzinho, e versa a vida vazia e disfarçada de uma liderança religiosa. Ótima canção para fechar um ótimo álbum. (2009)

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    Cântico de Davi” – do álbum Olha pra Mim

    Acredito que “Cântico de Davi” seja a composição mais subestimada de Luiz Arcanjo. Ao seu lado esquerdo, o belo instrumental de Ronald e a seguir o forte pop rock de “Trazendo a Arca” faz com que a canção pareça uma simples ponte entre a abertura e a primeira canção de celebração do álbum. Mas não. Seu arranjo flerta tons épicos e obscuros, gerando algo único na carreira da banda. (2006)

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    [tab title=”2º”]

    “Santo” – do álbum Toque no Altar

    Principalmente a contar do DVD Toque no Altar e Restituição (a melhor parte do registro), “Santo” é uma das músicas mais intimistas da primeira fase da banda. Apenas no piano e cordas, uma canção de exaltação a Deus com uma forte participação dos vocais de apoio, e referências bíblicas da declaração de Isaías. É também a primeira composição de Arcanjo sozinho gravada pelo grupo e uma ótima amostra do que ele apresentaria ao passar dos anos. (2003)

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    “Abro mão” – do álbum Toque no Altar

    O primeiro lugar vai para a canção mais forte da primeira fase do Trazendo a Arca, e de Luiz, no qual também abordou por várias vezes temas diferentes dos demais compositores. Uma declaração de total rendição é uma negação dos sonhos e projetos pessoais pela vontade e soberania de Deus. Além de cantar, é sem dúvida difícil viver o que a letra diz. Sua interpretação, na voz do compositor em Ao Vivo no Japão é ainda melhor. (2003)

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    Excluímos alguma composição de Luiz Arcanjo que você conte como preferida? Comente!

  • Rocklogia – O dia menos esperado do ano

    Ontem foi dia 31 de dezembro. E ainda parecia ser mais um dia como qualquer outro. Trabalho, tarefas diárias. A família, distante. As lojas fechadas. O clima monótono. Parece bizarro ter a “pior” virada do ano num de seus melhores anos, mas quando se está só, muitas das melhores ideias e reflexões surgem.

    Andar pelas ruas num fim de tarde deste dia é um estímulo enorme. Primeiro, porque nota-se, em grande parte dos motoristas uma calma mascarada. Nas ruas, principalmente nas distribuidoras de bebidas, alguns já se reúnem. Os estabelecimentos comerciais, em grande parte fechados e prontos para um descanso de dois dias. Assaltantes se preparando para as casas nas quais almejam roubar. No ouvido eu tinha fones, relembrando algumas canções que foram importantes no ano. Músicas que lembram pessoas, que lembram situações. E de repente surge o pensamento: Onde elas estão? O que fazem? Como se sentem agora?

    A caminhada é a mesma, o ambiente é o mesmo, mas as pessoas não. Tudo está mais vazio e silencioso. Ao entrar em seus aposentos, poder notar um clima ainda mais solitário. Olhar para cada planta, a luz do sol que se põe…

    Há certeza que, por mais tola que seja, podemos usar qualquer coisa neste dia para fazer uma retrospectiva. Ao abrir os arquivos no celular, imagens, fotos, vídeos, mais músicas e até mesmo mensagens. Reler, visualizar parece um exercício masoquista para os que lamentam por este ano, no entanto é nostálgico para quem teve um de seus melhores anos, como eu.

    Penso que, apesar de cada comemoração num ano novo ser meramente simbólica, nossa postura muda a partir destes acontecimentos e ditam como serão nossos próximos dias. São as coisas que nos movem em cada momento a querermos alcançar sonhos e projetos. São pessoas que, assim como nós puderam extrair um pouco de cada um, assim como extraímos um pouco delas. E permaneci pensando: onde elas estão?

    Quando penso nelas, também penso em planos. Quando penso em planos, noto que as coisas que planejo nunca saem exatamente como quero. Algumas vezes, até mais grandiosas, outras fogem totalmente do meu controle ao passar de um ano. E essa linha do tempo, na qual é a vida nos reserva surpresas meticulosamente apresentadas pelo Criador, nos fazendo cada dia mais sonhar com o amanhã. Há muito tempo escrevi uns versos, pensando como seria o meu último dia na Terra. Pensei: por mais que os anos passem, ainda sonhamos com o amanhã, mesmo que ele não exista e nem existirá para nós. E notei que parte do sofrimento de muitos está no fato de não observar o hoje, no qual existe e está para vivenciarmos cada segundo.

    Portanto, desejo a você que, em 2015 viva cada vez mais o hoje. Esteja ao lado das pessoas que hoje podem estar com você, mas amanhã podem não estar. Traga à sua memória aquilo que é importante, e mais do que tudo, procure aprender a cada situação vivenciada.

    E assim passei uma virada monótona sozinho, mas satisfeito por tudo o que aconteceu nestes 365 dias. Olhei para trás, senti a vontade de voltar à alguns meses de 2014 e reviver tudo de novo. Certamente, esta virada foi o dia menos esperado deste meu ano que passou.

    PS: A canção abaixo não está nem perto dentre as que mais me marcaram este ano, mas possui uma reflexão imensamente compatível e inerente ao que está escrito.

  • Limão com Mel – Humanos no pedestal, até quando?

    Este é um assunto um tanto quanto espinhoso, porém necessário que se discuta. Ironicamente, é muito raro alguém admitir que isso exista no meio gospel, mas não precisa ser nenhum gênio da biofísica pra perceber que existe e aos montes.

    Mais conhecida como idolatria, a divinização de pessoas famosas está cada dia mais “normal”. Os fã-clubes de “divas e divos gospel” se proliferam na internet de forma espantosa. Geralmente, quem sofre de “idolatrite” não reconhece sua condição. Insistem em se rotular como “admirador”, “intercessor (sic)” e os mais modernos se consideram “fãs”, mas idólatra, não!

    O problema é que a boca diz uma coisa, mas as atitudes dizem outra beeeemmm diferente! Chega ser irritante a forma como esses “intercessores” se colocam, principalmente nas redes sociais. Seu relacionamento com os “divos e divas do gospel” é tão meloso que chega a dar náuseas. Geralmente, chuvas de elogios desmedidos, tentando de alguma forma, chamar a atenção, ou receber um (mísero) retuite ou uma menção, e agressividade extrema aos que se opõem ou que criticam o trabalho do idolatrado salve, salve.

    Basta ver os comentários em posts que criticam o trabalho deste ou daquele cantor em blogs, fanpages e sites para perceber o quanto esses fãs são idólatras. Bordões do tipo “não toque no ungido”, “Ela louva pra Deus, não pro mundo”, “Não julgues, só Deus pode julgar”, “Não toquem na menina dos olhos de Deus” já estão surrados de tão usados. Obviamente, estes são os educados. Os mal-educados (ou os sinceros), descem no mais baixo nível vocabular para agredir aqueles que não gostam, ou criticam seus ídolos.

    Isso é normal? Está se tornando normal. Os cantores sabem disso? Obviamente que sabem. Alguns já se colocaram contra essa postura, cito como exemplo, Nívea Soares, que num vídeo emocionante, fala da perca do foco, deixando o Criador pela criatura. Mas há outros que são sim coniventes com isso! Sabem e nada fazem. Não se pronunciam. Claro, esses “intercessores” lhes defendem com unhas e dentes (e garras e línguas afiadas), compram qualquer coisa que lancem, de CDs a peças íntimas, fazem divulgação gratuita (pra que assessoria?), além de fazer o impossível para estar em seus shows (até vender a mãe, ou não). Então, pra que perdê-los?

    Certa vez, um grupo (grande) de intercessores de uma cantora, indignados porque ela não iria participar de um evento de grande proporção e exposição, passaram o dia no Twitter com o único propósito: interceder levantar uma tag para exigir a presença da diva no evento. Quem liga pra contratos? Ela é diva e tem que estar lá e pronto! A tag ficou entre os assuntos mais comentados. Ironicamente, a cantora ao invés de repreender uma ação tão patética, realizou uma Twitcam para agradecer aos fãs pelo empenho, mas não poderia estar presente por incompatibilidade de agenda. Oi? Traduzindo: “continuem assim queridos! Adorei estar nos TTs, vocês são 10!” Mudar pra que? Vergonha alheia define.

    Infelizmente, temos a sensação de que esse quadro ainda irá piorar. Enquanto esses projetos de crente não sabem quantos livros há na Bíblia, conhecem toda a discografia do cantor favorito. Alimentam o espírito (se é que podemos dizer assim) com as frases prontas da tal cantora, e nunca abriu a Bíblia para ler a Palavra de Deus. Pouco vai à igreja, mas não perde um show gospel, e prefere assistir os cultos da IBL pela internet do que congregar em uma igreja do bairro.

    Antes que acusem este editor de estar julgando, de antemão me defendo: estou apenas constatando o óbvio e que muitos insistem em varrer pra debaixo do tapete. Está se levantando uma geração de adoradores! Mas não adoradores de Deus, mas adoradores de homens! Geração que não ora, não jejua nem lê a Bíblia. Resta saber para qual céu estão se preparando pra ir…