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  • Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Não sei se você já percebeu, mas diariamente somos sujeitos ao erro. Erramos as vezes por muito pouco. Até poderíamos ter evitado, mas a preciptação foi maior. Um dia desses percebi isto na prática: após passar dias e mais dias focado, um simples discuido me fez tropeçar e perder todo o controle da situação (que já não era grandes coisas). Este é o meu último post de 2014 no O Propagador. Entrei para este time ainda neste ano, e sei o quanto ainda preciso aprender com essas pessoas brilhantes que compõem o site. E eu havia prometido para mim mesmo que, neste fim de ano não iria escrever nada relacionado ao tema, porém, como luto todos os dias contra mim para ser um cristão mais tolerante e um homem segundo a vontade de Deus, resolvi colocar minha visão inversa que tenho sobre o fim do ano.

    A famosa e conceituada emissora de TV Rede Globo, costuma repetir em todos os dezembros, uma musiquinha mais ou menos assim:

    Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou, nesses novos dias, as alegrias, serão de todos, é só querer, todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou“.

    Através deste trecho, faço 2 análises sobre o fim do ano:

    1º) Como Cazuza já dizia: “o tempo não para”, e esta música cela isto, pois diz “de um novo tempo que começou”, o que me leva a entender é que o tempo passa muito rápido e as vezes nem dá tempo para tentarmos consertar algo aqui, outro ali. Assim, o fim de ano é apenas um fim de ano, pois um novo tempo já começou, assim como começa todas as zero horas de cada dia;

    2º) “as alegrias, serão de todos, é só querer”. Daqui acho que já dá para o caro leitor deixar a paranoia de querer fazer “milagrosas” promessas para um novo ano pois acredita que será melhor que o ano que está findando. As alegrias serão de todos, basta você querer. Então deduzo que, o espaço-tempo não determina felicidade-tristeza, pois somos nós que fazemos as escolhas.

    E por que estou falando tudo isto? Qual o fundamento e objetivo?

    Em Provérbios 12, temos uma pequena aula de como deixarmos de querermos ser “donos do próprio nariz”, de como abandonarmos nossas tolices e de como podemos ser sábios. Estou escrevendo tudo isto para tentar ser útil a sua vida o mais básico, porém eficiente. E o fundamento de tudo isto é unicamente a graça de Deus a qual me permitiu escrever isto e permitiu você ler. Que tal neste fim de ano, ao invés de prometermos parar de dar dor de cabeça para as mães, por que não nos esforçamos para ser motivos de orgulho? Por que ao invés de comprar o presente mais caro para a família toda, não damos um abraço a todos eles e fazemos uma fogueira e viramos a noite conversando? Por que ao invés de um bom vinho, não brindamos o adeus do nosso erro? É isto que o Um Brinde te proporciona hoje: que você repense o seu natal e fim de ano, em um jeito de mandar todos os teus vícios e defeitos banais irem embora. E proponho também cantarmos uma música diferente neste período… até breve!

  • Análise: CD Um Brinde ao Recomeço – Quarto Fechado

    Análise: CD Um Brinde ao Recomeço – Quarto Fechado

    O crescimento do novo movimento no Brasil, iniciado pela Aeroilis em meados de 2001, originou uma quantidade considerável de ótimas bandas, de vários estilos, que engloba desde o rock até o tropicalismo brasileiro. Uma dos grupos originários desse cenário foi o Quarto Fechado. Com um som guiado pelo rock alternativo e com influências de Foo Fighters e Switchfoot, o quarteto composto por Eduardo Stosick (baixo), Paulo Ferreira (guitarra), Thiago Soares (bateria) e Helon Borba (vocal e guitarra), lança um EP de cinco faixas em 2012 chamado de Um Brinde ao Recomeço, de forma independente por formato digital, disponível no blog da banda. Oriundos de Florianópolis, de forma inversa, lançam seu EP sem qualquer apresentação, no entanto, tem atingido um considerável público, espalhado por todo o Brasil. Seus integrantes já são experientes na cena underground, tendo outros projetos paralelos. O vocalista Helon Borba já foi guitarrista e vocalista na banda Adorelle, e também já foi baixista da Aeroilis.

    Quando se leva em conta toda a proposta musical das bandas desse meio, percebe-se a riqueza cultural, poética e musical, e nesse contexto, Quarto Fechado se supera magnificamente quando se quer falar de conteúdo reflexivo. Poucas bandas conseguem criar uma identidade, letras e estrutura artística, não como um conjunto de pedaços e que se misturam fazendo uma colcha de retalhos, mas como uma união musical e conceitual formando uma obra conectada e interligada em si. O grupo catarinense realiza isso com destreza, sendo a melhor de rock na cena do novo movimento.

    Vamos começar pelo nome da banda: de acordo com os integrantes vem da ideia do que você faz enquanto está sozinho, de quem você é. E o versículo da banda, Mateus 6.6, remete justamente a esse nome: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mateus 6.6

    Ousaria ir mais longe. Um relacionamento pessoal com Deus se baseia no secreto, não aquele em que a pessoa demonstra a sua devoção a Deus querendo mostrar a todos o quanto é cristã. Parte do pessoal, do às sós com o Eterno, e ao se deparar com o conteúdo musical da banda, encontramos reflexões que partem dessa relação íntima com o divino.

    Um Brinde ao Recomeço começa com uma canção com riffs de guitarra inesquecíveis. Em “Estrada para Perdição“, percebe-se a organização melódica da banda de utilizar uma guitarra base e uma guitarra solo, duas camadas com diferentes entonações. Na estruturação rítmica introdutória, a canção lembra um pouco “Break Free” do Hillsong United. A letra retrata a brevidade do nosso coração, de como os sentimentos são passageiros e falhos, e com um pedido a Deus, clama que possamos não ser guiados por ele. Hellon Borba finaliza canção com gritos cantando sobre a perdição do coração. Harmonicamente, apresenta o melhor trabalho de guitarra do EP.

    Seguindo o tom confessionário da primeira faixa, “Meu Barco” é outra brilhante composição. Elaborada em ótimos trabalhos de cordas elétricas, entre dedilhados e power chords, a balada possui uma letra espetacular, versando num tom eclesiástico. Retrata sobre algo que é um dos fundamentos do cristianismo: tudo tem seu lugar. E quando algo sai de seu devido espaço, o equilíbrio se perde. Só a essência de Deus pode trazer algo ao seu equilíbrio. Isso reflete a última canção do EP, “Desordem em Mim”, que quando tudo se encontra fora de sua devida posição, há uma desordem dentro de nosso ser.

    Em uma nova canção que trata assuntos reflexivos, “Fast Food” apresenta camadas de guitarras suaves na introdução, até ganhar peso no refrão e na ponte. A linha de baixo é contínua. O grupo capricha na composição dos versos, relatando sobre como o ser humano é um ser apressado, que gosta de ideias rápidas e superficiais, um “fast food intelectual”, mas na verdade, como é retratado na canção anterior, tudo tem seu tempo e que nada vem depressa. Aliás, é esse o apogeu do EP: a conexão das músicas. Outra ótima canção e uma excelente construção de versos.

    Eu Sozinho”, com pegadas de guitarras abafadas, orientadas pelo rock alternativo, apresenta a letra mais poética e complexa do álbum. Bem trabalhada musicalmente, acompanhando o estilo das outras faixas, traz dois níveis de guitarra, e uma ótima produção de baixo, principalmente no trecho “Eu acredito sim / Amar é repartir”. Aliás, o backing vocal dessa parte é perfeito e condiz bem com os versos. A obra retrata sobre um tema diferente: a desigualdade encontrada nos pés do universo, e em belas palavras declara um gesto de humildade: “De pés descalços me sinto mais vivo”. Calçados podem dar uma metáfora para a condição social de uma pessoa. Sapatos sociais para alguém importante e de classe, sandálias de hippies, tênis da Nike, Olympikus, para quem gostar de praticar esportes, entre outras alusões. Estar de pés descalços é metaforizar sobre a igualdade, abandonar todos nossos conceitos e conquistas. Estar de pés descalços é entrar em contato com a nossa origem, e também, repartir a dor do outro que se encontra descalço de riquezas.

    Finalizando o projeto, a quinta faixa apresenta uma condução diferente das músicas anteriores. A canção mais lenta e confessional do conjunto exibe acordes de piano que caem perfeitamente com a balada. “Desordem em Mim” foi uma ótima escolha para finalizar o álbum. A melodia, diferente das primeiras obras, só expõe as duas camadas comuns de guitarra após o refrão. Um arranjo bem introspectivo, com ótimas elaborações de cordas elétricas e um belo trabalho de piano, expressa excelentemente os versos cantados por Helon Borba sobre a desordem dentro do nosso ser. O trabalho musical lembra bastante a segunda canção, pela letra bem introspectiva e poética.

    Para acompanhar o belo e reflexivo trabalho de Quarto Fechado, o EP tem uma capa, muito bem produzida e editada, que não apenas embeleza o álbum. A arte contextualiza toda a obra do projeto. Nota-se resumidamente na imagem que há uma bela cidade de cabeça para baixo, na parte de cima, onde deveria estar o céu, e embaixo está uma lua, que deveria estar na parte de cima da foto. Essa troca de lugares na imagem define todas as composições do EP, principalmente as canções “Meu Barco” e “Desordem em Mim”: a desordem humana, a sensação de que tudo está fora do lugar. E é aí que entra todo o significado do título do trabalho musical. Nas palavras dos integrantes da banda:

    É no abrir e fechar de olhos, no giro do ponteiro, que mais um dia corrido passou. Consumindo a ponto de dificilmente pararmos um instante para repensar nossas ações, posturas e ideias.

    Porém quando repensamos, podemos nos assustar com nossas próprias atitudes, e chegar à conclusão de que é hora de mudar, de fazer diferente.

    Nessa hora nos dispomos a recomeçar. Mas não um simples recomeçar, como quem tenta novamente algo que não deu certo, e sim um recomeçar diferente.

    Um recomeçar de insatisfação, um recomeçar de mudança, assim nos permitimos mudar, evoluir, e até mesmo nascer de novo.

    E quando conseguimos, temos sim motivos pra comemorar.

    Sendo assim, um brinde ao recomeço.

    Esse grande projeto, apesar de pequeno, traduz todas as “bagunças humanas”, suas confusões, vazio e superficialidade, e nos convida à mudança, ao recomeço, “como se fosse capaz de voltar” (Eu Sozinho), a nascer de novo, a repensar em nossas atitudes. Ele reflete a direção que o “Meu Barco”, o nosso barco está tomando, em um caminho onde está tudo em desequilíbrio, a “Estrada para Perdição”, e o nosso eu se encontra em desalinho, nessa “Desordem em Mim” e cada vez mais nós ficamos focados no nosso próprio ego, como se fosse só “Eu Sozinho” para se preocupar no mundo, alimentados por um “Fast Food” intelectual, e nessa verdadeira desordem, Deus nos oferece um caminho de reinício. Assim, ”vamos acreditar que o mundo pode amanhecer diferente” (Fast Food).

    O primeiro lançamento do Quarto Fechado demonstra uma maturidade, identidade musical e filosófica que indica o quão longe o grupo pode ir e mostrar. Uma banda que exibe em seu trabalho, um desejo de construir uma carreira longe de clichês gospel e longe da linguagem “evangeliquês” da maioria dos cantores atuais e uma união entre os integrantes formando um único ser, não um grupo de super músicos individuais. O trabalho dos arranjos, as guitarras, o baixo, a bateria e o piano, foram bem executados, e a interpretação vocal de Helon Borba foi agradavelmente exercida, dando emoção às músicas, contextualizando-as com seus gritos. O álbum mostrou seis elementos: cinco ótimas músicas (difícil escolher a melhor) e um sexto, a conexão das músicas com a projeção gráfica e o nome do trabalho. O sexto ponto foi o auge desse projeto, a interligação dos itens, formando uma obra esplêndida e conceitual.

    A banda peca apenas na divulgação musical. O blog do grupo precisa ser melhor formulado e projetado, pois é por lá que a propagação de sua música será feita.

  • Conectados no Amor – Um dia especial e tudo igual

    A semana mágica entre o natal e o ano novo é uma fantasia que não conseguimos realizar o ano inteiro. Festas, parentes unidos, etc. É tudo tão belo, festivo, empolgante, e alegre. É por isso que todo mundo é ansioso para que esses benditos dias cheguem logo. Geladeira farta, a mesa cheia, presentes debaixo da árvore de natal, parentes reunidos festejando, comendo, bebendo, se alegrando com a comemoração natalina.

    Mas sabe, isso tudo parece um despisto em frente à solidão. Assemelha-se a uma espécie de festa de finados, comemorando a nossa morte. Depois de um ano de vazio e sem paz, paramos para exagerar no consumismo e encher a alma que nunca se farta. Achamos nossas crianças tão inocentes por acreditarem em Papai Noel, mas nós somos tão iludidos de achar que o natal vai enganar a guerra dentro de nós.

    Olhe ao seu redor. Olhe para o mundo. Atrás dos sorrisos veem-se corações quebrados e partidos, atrás das mansões há famílias destruídas, atrás de shoppings, veem-se barracos com a fome reinando, debaixo de árvores e presentes, há crianças de ruas, no meio dessa casa cheia há seres vazios, entre a prosperidade sonhada há desigualdade gerada, às costas da conversa alegre há almas tristes, no círculo de encontro natalino cheio de paz e diversão há ódio, rancor, facção, inveja, etc., há vazio e escuridão no meio de tanta luz colorida.

    Eu poderia falar de como o natal é um dia alegre, de que a data em que foi escolhida para comemorar a vinda de Jesus a nossa terra tem que haver harmonia, de como é bom dar presentes a quem ama, mas prefiro falar o que ocorre na verdade, comigo e com todos ao meu redor, do que o menino Jesus veio nos salvar, do motivo do Natal, de o quanto tudo está tão mal. Sim, a vinda de Jesus deve ser comemorada, mas para que não haja um dia especial e feliz, mas um ano mais cheio de amor e paz. Então, quero desejar um feliz natal para todas as pessoas.

    Feliz natal para quem está triste.

    Um natal cheio de paz para quem se encontra em guerra.

    Um natal próspero para quem está pobre.

    Muito dinheiro para encher o bolso menor que o vazio do seu interior.

    Muita saúde para quem está doente e cansado de viver.

    Feliz natal para quem está enchendo a barriga, mas ainda está com fome de mais.

    Corações sujos como aquela estrebaria
    Em um lindo shopping center decorado pro Natal…

  • TOP 10 – músicas sobre o Brasil

    O Brasil é nossa pátria amada, as vezes tão criticada, em muitas muito odiada pelos seus “filhos”. O país já foi tema de várias canções, algumas enaltecendo suas qualidades, em outras evidenciando suas falhas. Com isso, O Propagador apresenta aos leitores este TOP 10 de músicas sobre o Brasil, com destaque ao meio gospel.

    Vamos lá?

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    [tab title=”10º”]

    Somos Tua Igreja – Renascer Praise

    O Renascer Praise tem quase 25 anos de carreira, e apesar de ter muitos sucessos, algumas canções do grupo paulista foram esquecidas com o tempo. “Somos Tua Igreja” é uma delas, ressaltando o peso e a importância do povo de Deus no país, e exaltando-o como Senhor desta terra. Certamente, é uma das merecedoras músicas que falam sobre o Brasil. (1996)

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    [tab title=”9º”]

    Árvore de Bons Frutos – Apocalipse 16/Pregador Luo

    O Apocalipse 16, hoje praticamente a carreira solo de Pregador Luo lançou esta música, que retrata a importância de nós, cristãos, gerarmos fruto em nossas vidas. A partir desta abordagem, Pregador Luo cita estados e cidades brasileiros como forma de exemplificar que existem “árvores de bons frutos” por todo o país. O clipe da música pode ser conferido a seguir. (2009)

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    [tab title=”8º”]

    A Voz do Brasil – Khorus

    “A Voz do Brasil” talvez seja um dos maiores sucessos da banda Khorus e uma das músicas sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A canção relaciona o programa de rádio A voz do Brasil com o país em si, evidenciando vários problemas da nação em aspectos sociais, e a redenção de Jesus Cristo. (2003)

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    [tab title=”7º”]

    País da Adoração – André Valadão

    Utilizando-se da popular afirmação de que o Brasil é o país do futebol, André Valadão cita, em sua composição que o território também é o lugar da adoração. Integrante do álbum Alegria, a canção tem uma pegada pop rock e utiliza-se de arranjos de metais. Em 2014, pela Copa do Mundo, André a regravou e lançou como single e novo clipe. (2006)

    https://www.youtube.com/watch?v=AAQVpyXJouM

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    [tab title=”6º”]

    O Brasil é do Senhor – Damares

    Damares é uma das artistas mais famosas do meio pentecostal, e “O Brasil é do Senhor” é integrante do seu álbum Diamante. A canção, escrita por Agailton Silva cita todos os estados do Brasil e suas respectivas regiões, reafirmando que o país “é do Senhor”. (2010)

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    [tab title=”5º”]

    Brasil – Oficina G3

    A canção, do álbum O Tempo aborda as mazelas sociais do Brasil e críticas ao próprio povo, que parece não se voltar, tampouco importar com as coisas de Deus. Seu refrão é enfático: “Brasil! Se volte pra Deus“. Destaque para a interpretação vocal de PG e os riffs de Juninho Afram. (2000)

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    [tab title=”4º”]

    Jesus, o Brasil quer Te Adorar – Eyshila

    A mais recente dentre as músicas sobre o Brasil desta lista, “Jesus, o Brasil quer Te Adorar” fala sobre a receptividade dos brasileiros, também traçando um equilíbrio entre os pontos bons e ruins da nação. Também trabalha com muitos arranjos de metais e sonoramente faz uma espécie de crossover com o samba. (2012)

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    [tab title=”3º”]

    Pra Cima Brasil – Milad/João Alexandre

    João Alexandre é um expoente da música cristã nacional. Com mais de trinta anos de carreira, o cantor já apresentou várias músicas de reflexão e crítica social. “Pra Cima Brasil” é uma delas. Gravada com o grupo Milad e regravada pelo cantor em carreira solo, a música aborda várias questões que remetem à violência, injustiça e desigualdade econômica. Vale lembrar que, o período em que a canção foi gravada foi o mais difícil que o Brasil pós-ditadura vivenciou. O grupo Arautos do Rei também já a regravou. (1990/1991)

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    [tab title=”2º”]

    A Hora do Brasil – Resgate

    O Resgate é uma das bandas mais conceituadas do rock cristão. E o rock cristão, em sua essência apresenta muitas críticas sociais. Desta forma, o grupo nos brinda com “A Hora do Brasil”, uma de suas canções recentes mais explosivas, abordando todas as contradições visíveis: “Diziam que eram coitados, amordaçados pela censura / Agora, desfilam nas bancas e imprimem a própria ditadura” (2010).

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Brasil – Diante do Trono

    O primeiro lugar vai para o Diante do Trono, com uma das músicas que falam sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A letra, de Ana Paula Valadão relaciona também o arrependimento da população de seus pecados para que Cristo sare a Terra. (2002)

    https://www.youtube.com/watch?v=w3_FLOgMQmM

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o Brasil vocês conhecem?

  • Fique Sabendo – Lauriete, Observ, Jonas Maciel e muito mais!

    O natal acabou de passar, mas muitas novidades ocorreram esta semana. É hora de mais um Fique Sabendo, o último do ano!


    Lauriete lança novo CD

    A cantora Lauriete acabou de lançar um novo álbum, de título No Olho do Furacão. Após vários anos sem um disco de inéditas e com mais de trinta anos de carreira, a expoente do pentecostal traz um álbum com canções no estilo dos anteriores, no entanto a capa deixou a desejar.

    O último álbum de Lauriete foi Tô na mão de Deus, de 2012.


    Observ lança clipe com participação de fãs

    A banda de rock Observ acabou de lançar um novo clipe em divulgação de seu álbum O Mar que nos Envolve, listado aqui no O Propagador como um dos melhores álbuns de 2014. A canção “Anjo” é perfeitamente condizente com o clima natalino, a destacar-se sua letra, que versa a importância de ser um anjo na vida de uma pessoa que está a sofrer.

    Para criar o clipe, a banda convocou o público a gravar vídeos cantando. As imagens enviadas foram compiladas e lançadas.

    https://www.youtube.com/watch?v=mSViE0p68Vc


    Jonas Maciel lançará novo álbum pela Som Livre

    O cantor Jonas Maciel está prestes a lançar o álbum Feliz de Novo pelo selo gospel da gravadora Som Livre, a Você Adora. O disco foi produzido por Daniel Silveira e será lançado em breve.


    Israel Salazar lançará álbum solo

    O vocalista da banda Diante do Trono, Israel Salazar, lançará o seu primeiro disco solo. Intitulado de Jesus, é composto por canções autorais e será distribuído pela gravadora independente do Diante do Trono. As informações foram divulgados pelo próprio cantor, além do DT.


    Universal Music anuncia novidades para 2015

    A gravadora Universal Music lançou um vídeo institucional, no qual anunciou algumas novidades de seu cast para 2015. Isso inclui um álbum romântico de Thalles, discos de Pedras Vivas, Pregador Luo e Hadassah Perez, além de DVDs de Eli Soares e Luo.


    Boas festas e até o ano que vem!

  • Rocklogia – Enquanto é dia…

    Sem Janires, sem Carlinhos Felix, sem Paulo Marotta, sem ninguém. Pedro Braconnot era o único integrante restante do Rebanhão. Diferentemente de outros grupos, como a Oficina G3, em que Juninho Afram é o único integrante da formação inicial, mas conta com outros integrantes de longa data na banda, como Duca Tambasco (desde meados de 1993) e Jean Carllos (desde 1996), o caso do Rebanhão foi bastante complexo. A formação mudou drasticamente de 1990 para 1992. Do quarteto, apenas Pedro sobrou. Ou era encerrar a banda de vez, ou então recrutar novos músicos do zero. Braconnot foi pela segunda opção, e para, talvez não parecer um projeto solo, procurou por mais um cantor para dividir os vocais. Paulo Marotta, que estava saindo por questões pessoais também ajudou na reformulação. Durante este tempo como único integrante da formação inicial, o Rebanhão tocou com vários músicos convidados, como o baixista Murilo Kardia, na época ex-integrante do Complexo J, que vinha de uma fase de auge pelo lançamento do álbum 3 pela MK Music. Kardia chegou a ser integrante do grupo, mas permaneceu apenas durante um ano, e teve que sair, dando lugar à Rogério dy Castro.

    Em 1993, a formação estava completa e fixa. Pablo Chies na guitarra, Rogério dy Castro no baixo, Wagner Carvalho na bateria e Dico Parente para completar nos vocais (apenas como participação temporária). Curioso que, quase dez anos antes, Wagner participou do álbum Janires e Amigos, nos vocais de “Jesus Cristo Super Heroi”. O primeiro disco desta formação foi Enquanto é Dia…, que assim como os anteriores apostou num projeto gráfico conceitual, embora um pouco sombrio. Toda a musicalidade deste projeto é mais intimista e fechada, bem diferente do que o Rebanhão apresentava antes, embora não inferior.

    Em todas as músicas, Pedro Braconnot é compositor, algumas com parcerias. Logo percebe-se em “Me Leva pra Casa” um álbum centrado no piano e sintetizadores, e os arranjos de metais por Zé Canuto. “Como as Ondas do Mar”, já conhecida, recebeu algumas adaptações por Pedro. Sua letra, de adoração congregacional também marca um dos momentos mais intimistas do projeto. “Te louvamos Senhor porque podemos ver o Seu amor, agindo sobre toda a Terra com sabedoria e glória. Levantamos a nossa voz como as ondas do mar se levantam para exaltar-Te oh Senhor. És o rei das nações, reina pra sempre em nossos corações”.

    Marquinhos Gomes colabora na faixa-título, que instrumentalmente é próxima do estilo pop rock da banda. Dico Parente assina duas canções com Pedro, também cantando-as, “Janelas do Céu” e “Mistério”. “Comando de Cristo” tem a participação de Pablo Chies e Dico, mas Braconnot é o intérprete. Pedro é, ainda autor de “Velho Amigo” e “Luz de um Campeão”, esta última cantada por Dico. Em homenagem a Janires, a banda regrava “Baião”, que claramente é a cara do início do grupo. A canção, que não aparecia muito nos shows da banda voltou a ser executada. Enquanto Felix, Marotta e Braconnot sempre se apresentaram mais contidos, Dico mostrou-se mais extravagante e excêntrico, tanto nas apresentações ao vivo quanto nas gravações em estúdio. Por um lado, se define a identidade própria do músico, não se encaixa tão bem com os moldes já conhecidos do Rebanhão, ainda mais se tratando de um substituto.

    Mais ousado, o álbum tem muitas influências do hard rock, e sonoridades que remetem ao estilo de algumas bandas. É perceptível, por exemplo, a influência do Queen em “Luz de um Campeão”, nos sintetizadores utilizados (uma música do álbum seguinte também lembraria fortemente esta banda). Os vocais agudos de Dico lembram uma característica comum nas bandas do estilo, tanto dos anos 70 e 80.

    O álbum, que é bom, mas não se compara aos da formação clássica teve um bom alcance e encerrou a fase da banda pela gravadora Gospel Records. Durante os shows, a banda cantava canções como “Elo Perdido”, “Baião”, “Mistério”, e é claro, “Palácios”. Dico Parente saiu do grupo três meses após o lançamento, e pouco se sabe sobre o cantor após este período. Os outros permaneceram.

    Na versão em LP e na remasterização em CD, Dico Parente é citado apenas como uma participação especial, pelo fato de ter uma participação temporária na banda. Ainda, como bônus vieram quatro faixas do álbum Pé na Estrada remasterizadas.

  • Limão com mel – Que o natal seja mais que um dia…

    Nem bem o mês de dezembro chega, e já somos bombardeados com o “Espírito do Natal”. E não há como fugir disso, afinal para qualquer canto que olhemos haverá uma promoção, um cartaz, banner indicando que “chegou o Natal! venha comprar os presentes!” Seja online ou fisicamente.
    Mas será que Natal é isso? Por muito tempo me questionei sobre o que verdadeiramente era o Natal.
    Quando criança, acreditava que o Natal era um dia especial, no qual as crianças eram agraciadas com os presentes do Papai Noel. Na adolescência, descobri que no Natal comemoramos o nascimento de Jesus, mas que na verdade, não é exatamente na data que ele nasceu…
    Para piorar, percebo que o Natal, que era para ser uma data de confraternização, passou a ser algo extremamente capitalista, sendo explorado até a última gota pelos comerciantes de todas as áreas.
    Então, reflito e chego a conclusão de que o Natal não é algo imposto, uma festa pronta a ser comemorada! Cada pessoa, cada família pode fazer o seu Natal conforme acredita, conforme sua concepção do que vem a ser o Natal! Não se apegue a detalhes que não nos levam a lugar nenhum.
    Quer comemorar? Então reúna-se com os amigos, com a família, jogue conversa fora. Vá a igreja e louve, adore ao único Deus! Rei dos Reis e Senhor dos Senhores!
    Se não teve condições para comprar presentes, que importa? Pra que presente melhor do que uma amizade verdadeira? Um abraço quando se precisa? Uma palavra de conforto na hora certa? Há coisas que o dinheiro não compra, e esses são os verdadeiros tesouros, que muitas vezes não valorizamos.
    Pense nisso!
  • Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Segundo a famosa Wikipédia, Religião “é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana. A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença, privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana. “A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A raiz da palavra religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de “ler”, “lecionar”, “eleitor” e “eleger” respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) “vir”, “voltar” como em “reditivo” ou “relíquia“.

    Tá bom, mas o que importa saber tudo isto? Primeiro: preciso deixar o leitor basicamente consciente do que significa a palavra religião. Segundo: sabendo de tudo isto, vemos que religião, não é nada mais que um sistema de ideias humanas em busca de uma metafísica desconhecida, mas crente de sua existência por um fenômeno chamado FÉ.

    Agora chega de teoria, e vamos para a prática: atualmente, mesmo com todo avanço que tivemos na igreja (quando digo ‘igreja’ falo em seu sentido literal, a união de cada irmão, filho de Deus formando o corpo de Cristo), ainda observamos a droga da religião imperando em vidas por aí. E por que falo “droga da religião”? Porque é assim que a vejo. Droga é apresentada por alguém que já conhece o ramo, após a pessoa experimentar e ver uns resultados aparentemente bons, deseja mais e se vicia naquilo. Religião é o mesmo: experimente e veja os benefícios do sistema para ver se é fácil que você sai de lá. O alvo da religião não é Cristo, mas o benefício próprio por meio de uma determidada doutrina. E no livro de Efésios, o Apóstolo Paulo nos alerta no capítulo 2 verso 20 de que Jesus é a principal pedra da esquina.

    O budismo tem Buda como seu “Jesus”, e nele é firmado a base de fé de seus seguidores. Perceba que há toda uma cultura envolvida nesta base. Nós cristãos, não somos diferentes. Quando somos salvos e começamos a andar com Cristo, somos instruídos a frequentar a igreja local, participar dos cultos frequentemente e sermos obedientes aos nossos líderes e/ou pastores. Alguma coisa errado nisso? Não, de forma alguma. Mas, na medida que este conjunto de medidas a serem seguidas torna-se um círculo vicioso a fim de, que através disto possamos ser salvos, isto vira religião: padrão doutrinárias de homens sobre uma metafísica existente somente pela fé. Convido que leia o texto pausadamente para não ter complicações e antes que avance leia a definição de fé em Hebreus 11, verso 1º: “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.

    Entendo que, minha fé não é executar e crer em coisas terrenas para meu benefício aqui, usando apenas algo divino para me apoiar/incentivar/impulsionar/instruir. Não tem como priorizar Deus sendo religioso. Até tem, quando você fala, prega e testemunha de Deus compulsivamente como se todos os segundos de 24 horas foram criados apenas para isso. Essa prática chama-se fanatismo. Deus não quer robôs programados para viver somente conversando com Ele, pregando Ele e testemunhando dEle. Certo que Ele quer tudo isto de nós, mas não só isto. Ele quer que vivamos no imenso jardim que Ele criou e que cuidemos dEle enquanto estamos aqui.

    Ainda segundo o Wikipédia, o Cristianismo é a religião mais influente do mundo com 2.106.962.000 de adeptos, à frente do Islamismo que tem 1.283.424.000 e o Hinduísmo que possui 851.291.000 seguidores. Aí nasce a pergunta: Por que será que o cristianismo é o mais influente? Por que prega liberdade? Por que promete riquezas? Talvez, mas prefiro acreditar que é porque se há verdade, pois Cristo é a verdade e a vida (João 14:6). Até mesmo nas sinagogas católicas, há verdades, por mais que meio precipitadas e vivendo a pá de uma propagação de religião.

    Então, agora você já sabe o que é religião? Sabe para quê serve?

    Religião é base para homens sujos, fraudulentos e corruptos. Não quero condenar sua linha teológica (quem sou eu pra isso?), mas queria te passar um recado de que sua religião não serve para nada! Ela é podre e enganosa. Um conjunto de regras pautadas em achismos, pré-conceitos de algo inexato, uma podridão a qual a superfície que está baseada são os próprios homens errantes e preocupados com a auto-promoção. Convido-te para brindarmos o verdadeiro evangelho de Cristo e esquecermos de uma tradição podre e culturalmente desorientada. A única serventia que vejo na religião é jogá-la fora de minha vida! Brindemos!

  • Análise: CD Heróis – Voz da Verdade

    Análise: CD Heróis – Voz da Verdade

    Heróis é o primeiro álbum do Voz da Verdade pós-35 anos e também inaugura, teoricamente, um novo tempo na banda, que agora, tendo metade de sua formação original na estrada possui a árdua missão de manter clara a identidade construída por este grupo veterano da cena cristã. As mudanças no grupo praticamente se limitam a este aspecto, pois musicalmente o lançamento mantém as tendências dos CDs anteriores do grupo.

    O projeto gráfico, como de praxe na história do ministério é bastante aquém da maior parte dos lançamentos do meio gospel, com excesso de cores e informação. A maior parte do repertório é escrito pelo vocalista e líder Carlos A. Moysés e pela diminuição de membros certamente sua participação no processo criativo do grupo vai aumentar.

    A música do Voz da Verdade é, essencialmente dotada de ecletismo, e este aspecto nos é encontrado em todo o repertório. “Eu & Deus” trabalha com cordas e piano até culminar em um refrão basicamente influenciado pelo gospel. No final da melhor música do álbum há uma referência instrumental implícita à “Let it Be” dos Beatles. “É Tempo”, “Abrindo as Asas” e “Mil Anos de Paz” são pontos altos de Heróis. Em contrapartida, em outras canções como “Decidi por Jesus” nota-se que a banda ainda soa um pouco desconfortável ao trabalhar com o hard rock, mas esforçada em renovar-se musicalmente.

    Liricamente, o projeto apresenta os mesmos temas explorados nos últimos discos, como a superação em meio a dificuldades e temas mais intimistas. A banda aposta em aspectos regionais, como “Fogo para o Brasil” e com ritmos nordestinos como o forró, através de “”. Atravessar o jazz, blues, rock, pop e outros gêneros nunca pareceu uma dificuldade para o grupo, e de modo geral o disco soa bem. Portanto, Heróis mostra que, mesmo desfalcado, o Voz da Verdade ainda tem muito gás para seguir positivamente em frente.

  • Conectados no Amor – Cristianismo por fé, não por gênero

    A discussão envolvida sobre a grande parede entre o sagrado e secular tem atingido a todas as pessoas. Os radicais ainda persistem em se esconder no lado de cá da cultura gospel, ignorando a arte denominada secular por seus preceitos concebidos. Mas no meio desse muro, vem surgindo grupos que perseveram na mudança dos conceitos recebidos por parte do movimento gospel, quebrando a barreira entre o santo e profano e servindo de porta voz do cristianismo ao mundo.

    Primeiramente, por que há essa moral da divisão do religioso e não religioso? A nossa sociedade sempre persistiu nessas fronteiras onde há duas culturas completamente distintas e que vivem em guerras constantes. Quem nunca ouviu sobre essa divisão entre o sagrado e o mundano? E o pior é isso, o próprio cristão já recebe em sua consciência que enquanto vive, ele tem duas vidas: a santa, quando vai à igreja, e a profana, que condiz com o que ele escolhe fazer para ocupar seu tempo como trabalhar, se divertir, etc. Afirmar isso implica dizer que quando não estamos na igreja, Deus não está conosco, pois a santidade é o fruto do convívio com Deus. Ou seja, é um enorme erro dizer que há uma separação do santo e profano em nossa vida. Somos santos em qualquer lugar.

    Segundo, quando surge essa divisão, manifesta-se outra questão: o que é e como se tem a santidade? Como já relatado, santidade é o fruto do convívio com Deus. Santidade constitui na mudança de interior que se reflete no exterior de uma forma divina. Quanto mais buscamos a Deus, mais santos nós tornamos. E essa santidade se reflete em nossas atitudes. Mas o sagrado reflete-se em nós da Sua habitação em nossa casa. Somos templos do Senhor, e Ele escolheu a nós para sua habitação (Atos 17.24).

    Uma pintura, uma banda, uma associação artística por si é apenas uma entidade cultural. A arte não cometeu pecados, ela não precisa ser justificada e ela também não é uma habitação divina. O cristianismo é fé e não um gênero musical. A despeito do conceito de música cristã (aquela utilizada com fins evangelísticos e congregacionais), Cristo não escolheu e não morreu por nossa banda, por nossa música, por nosso desenho, ou por nosso símbolo, mas escolheu a nós, homens pecadores, e morreu para justificar a nós e mostrar a santidade divina para nós, criaturas humanas. A “música cristã” não é santa, sagrada, pois ela é apenas uma arte e um reflexo do que nós queremos falar.

    O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em bandas, entidades artísticas, música, desenhos, poesias feitos por mãos de homens.