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  • Um Brinde – 2015 não é apenas mais um ano

    Um Brinde – 2015 não é apenas mais um ano

    2015 começou e com ele vieram todas as promessas que fizemos na noite do dia 31 de dezembro de 2014. A vontade de ser melhor e fazer as coisas certinhas é incontrolável. Fizemos uma lista – seja ela mental ou escrita – de coisas que queremos cumprir neste novo ano. Alguns, não conseguem resistir e desistem de suas tarefas antes de fevereiro começar. Outros, persistem até março, abril… mas tambem desistem. Outros – assim como eu no ano passado – até tentam, mas não conseguem. E aí? Mais um ano passa, o outro vem, as coisas acontecem – de forma que não planejamos – e a vida toma o rumo que quer tomar: livre para voar.

    A bíblia diz em Isaias capítulo 40 versículo 8 que:
    “Seca-se a erva e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.”
    Dando sinal de que a palavra do Criador é eterna, atemporal. As coisas de Deus são assim: ETERNAS! Porém nossa efemeridade não nos deixa emergir neste conhecimento divino que é tão importante para nossas vidas (e se você se aprofundar nisto, vai entender que não vive mais a sua própria vida). Traçamos metas as vezes até inatingível, mas que nossos pensamentos enaltecem a possibilidade disto vir a realidade. 2015 não é apenas mais um ano, ele é O ANO DE 2015. Não irá haver mais anos com este número ou nome. Podem vir anos melhores, piores ou parecidos, mas não iguais a este. Der valor a cada segundo de sua vida! Ignore a ideia de que é necessário o amanhã chegar, o mês que vem chegar, o verão, inverno, outono, primavera chegar, o ano que vem chegar pra que você se der conta de que é hoje, é agora que as coisas precisam acontecer. É necessário fazer com que as coisas aconteçam. Enfatizo claro, que sozinho é meio que impossível fazer tudo. Deus precisa te ajudar e te orientar pra que o orgulho, inveja, cansaço não te domine, e te jogue no chão fazendo-te desistir. Peça ajuda de um amigo. Amigo este que vai saber te orientar por um bom caminho e te estender as mãos quando suas forças estiverem findando. Não digo que vai ser fácil, mas com alguém do lado, o ‘difícil’ fica divertido de lhe dá. Com Alguém do lado, a vida vira comédia de criança (como escrevi em minha música) nas horas mais duras e desencorajadas.

    Não pense que estou te propondo uma “Crônica de Nárnia” ou uma “A Cabana” pra viver, nem tampouco estou “culpando as estrelas” para te dizer tudo isto. Falo apenas como alguém que entendeu o amor de Cristo na cruz por mim, e que todos os dias luto contra mim mesmo para ser alguém melhor. Luto contra meu orgulho, minha inveja, meu egoísmo, meu julgamento do que é certo e errado, meus medos e meus pecados. Luto para chegar a Eternidade com Cristo, que é Eterno. Lembra? “A palavra de Deus subsiste eternamente”. Luto contra minha teologia de enfatizar calvinismo ou arminianismo. Luto contra meu pensamento socrático ou filosofias pós-modernas. Luto contra as potestades malignas que querem me derrubar e me afastar de Deus. Nada que eu fizer ou disser, vai me fazer melhor que você. Somos iguais. Seres humanos detalhados de defeitos e orgulhos. Humanos que negociam seu próprio valor por coisas terrenas; que se preocupam mais com o amanhã do que mesmo viver o hoje; humanos intolerantes que julgam as pessoas por suas aparências. Mas acima de tudo sou um filho de Deus que mesmo rebelde, tento me corrigir e deixo com que Ele me corrija.

    Você tem 12 meses inteirinhos para fazer da sua vida uma vida diferente de todos os anos. Entregando-se inteira e completamente a Cristo. Deixando todo o seu padrão moral do que é viver, e procurando todos os dias renunciar sua própria vida a fim de um dia receber a vida eterna ao lado do Pai.

    Pense nisso!

  • Oficina G3 – discografia e obra

    Surgida em São Paulo no fim da década de 80, a Oficina G3 é uma das bandas de rock cristão mais conceituadas. Com quase 30 anos de estrada, a banda é lembrada principalmente por seus integrantes de longa data, Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos.


    Guia discográfico

    Ao Vivo (Gospel Records/1990): Ainda em busca da identidade, a Oficina G3 parece se sustentar nas composições de Túlio Regis, mas são os vocais de Luciano Manga que realmente causam atração. (Nota: [usr 3])

    Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho (Gospel Records/1993): Sem Túlio Regis, a Oficina G3 parece se reinventar nas mãos de seu integrante mais notável, Juninho Afram, que juntamente à Luciano Manga dão um ar de originalidade nas interpretações. O hard rock simples, mas característico faz o álbum, em sua maior parte valer a pena. (Nota: [usr 3.5])

    Indiferença (Gospel Records/1996): O produtor Paulo Anhaia, juntamente aos novos integrantes Duca Tambasco e Jean Carllos solidificam a identidade do Oficina G3, reforçando sua proficiência no hard rock contido no álbum anterior. Mas vai além disso: composto por elementos do rock progressivo, pop rock, heavy metal e até mesmo baladas acústicas e instrumentais, é impossível ter alguma faixa como ruim, ainda considerando que Luciano Manga dá uma vitalidade as músicas que nenhum vocalista posterior conseguiria. (Nota: [usr 5])

    Acústico (Gospel Records/1998): Apesar de desconfortável nas antigas músicas de Manga, PG mostra seu potencial através das inéditas, como “Autor da Vida” (de sua autoria) e, principalmente à melancólica “Quem?”. Os arranjos de cordas vieram bem a calhar, mas o disco ainda peca pelas versões das canções antigas. (Nota: [usr 3.5])

    Acústico ao vivo (Gospel Records/1999): Extraindo os pontos positivos do último álbum e acrescentando novas versões, Acústico ao vivo fecha muito bem a década de 90 para o grupo, mostrando que de uma banda underground do hard rock, a Oficina G3 poderia se converter para um ícone do rock cristão mainstream sem se forçar. (Nota: [usr 4.5])

    O Tempo (MK Music/2000): Mais pop, a Oficina G3 desta vez prefere criar um som mais estável, mas sem perder a sua qualidade. Obviamente odiado por seus fãs mais extremistas, mas de inegável importância, O Tempo é um disco que consegue equilibrar com louvor aspectos geralmente antagônicos em álbuns: qualidade musical, letras atraentes e um som comercial. (Nota: [usr 4.5])

    The Best of Oficina G3 (Gospel Records/2001): Como o título define, The Best of Oficina G3 é um excelente Greatest Hits do grupo, abrangendo todas as músicas de destaque em todos os álbuns da Oficina G3 lançados pela Gospel Records. (Nota: [usr 5])

    Platinum (Gospel Records/2001): Ao considerar que uma coletânea de maiores sucessos estava recentemente lançada, e não há diferenças significativas no repertório, não existe nenhuma necessidade em ter sido lançado Platinum. (Nota: [usr 1])

    O Tempo [vídeo] (MK Music/2002): Seguindo a tendência de sua versão em estúdio, O Tempo ao vivo dá base para toda a proposta musical feita fora dos palcos. O que realmente incomoda é a tentativa forçada do vocalista PG em soar como uma espécie de Bono Vox. Lembrado também pela performance ao vivo de “Glória” por Juninho Afram, é o registro de despedida do baterista Walter. (Nota: [usr 3])

    Humanos (MK Music/2002): Pior trabalho da Oficina G3, é tão confuso quanto os próprios seres humanos. De faixas de peso influenciadas pelo new metal como “Onde está?” e “Apostasia”, o álbum flerta com baladas extremamente cansativas e desgastantes, embora “Te Escolhi” seja perfeitamente padronizada para as rádios, o que justifica seu sucesso. (Nota: [usr 2])

    Além do que os Olhos Podem Ver (MK Music/2005): É o reflexo que, acima de quaisquer outros que passaram pelo grupo, o Oficina G3 sobreviveria muito bem somente com Juninho, Duca e Jean. O trio, que assina quase todas as músicas juntos demonstram maturidade musical e um repertório imprevisível, fortemente influenciado pelo metal progressivo. Com a participação de Déio Tambasco, Lufe e Marcão (ex-vocal do Fruto Sagrado), é a prova que a saída de PG não causou falta alguma. (Nota: [usr 4.5])

    MK CD Ouro: as 10 mais do Oficina G3 (MK Music/2006): Destacar que são as dez melhores do Oficina G3 e ter “Sempre Mais” no repertório é simplesmente uma gozação. Com apenas uma faixa de Além do que os Olhos Podem Ver, o álbum mescla músicas que realmente são bons sucessos, como “O Tempo” e “Ele se Foi”, mas se esquece de faixas grandiosas, como “Lugar Melhor”, “Até quando?” e até mesmo “Apostasia”. (Nota: [usr 2])

    Elektracustika (MK Music/2007): Com a elegância de um projeto comemorativo e sem perder o gosto de ineditismo, Elektracustika é um dos álbuns mais refinados da Oficina G3, com arranjos suaves e moderadamente melancólicos, fundindo muito bem o acústico com o elétrico. Canções como “A Deus”, “Eu, Lázaro”, “Me Faz Ouvir” e até antigas como “Resposta de Deus” garantem alguns dos melhores momentos deste registro. (Nota: [usr 4])

    Som Gospel (MK Music/2008): Sequela do MK CD Ouro, poucas novidades são incrementadas. Sem foco e propósito, soa como uma seleção aleatória da banda. (Nota: [usr 2.5])

    Depois da Guerra (MK Music/2008): Com 20 anos de carreira, foi uma missão arriscada trazer um novo vocalista. Mas Mauro Henrique incorporou bem as canções, dando-lhes boas interpretações. Jean Carllos surge nos vocais, cumprindo uma parte fundamental para o desenvolvimento da obra. Nada se ofusca, nem o baixo de Tambasco, as guitarras de Afram e principalmente a bateria de Alexandre Aposan. No entanto, o álbum carece de mais identidade. (Nota: [usr 3.5])

    D.D.G. Experience (MK Music/2010): Hugo Pessoa é o grande responsável pela qualidade da produção que se destaca por sua iluminação, local e principalmente o efeito bullet time, que se faz muito presente nas primeiras faixas. (Nota: [usr 4])

    Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) (MK Music/2013): Um soco para os fissurados em um som “pesado”, a Oficina G3 apresentou um disco tecnicamente complexo, mas sem vícios e maneirismos. Num contexto de desastres pessoais na vida dos integrantes, um trabalho tão conceitual era o adequado. (Nota: [usr 4])

    Gospel Collection – ao vivo (MK Music/2014): Abordando momentos ocorridos de 2001 a 2009, Gospel Collection é atraente pelas performances ao vivo da Oficina G3 enquanto trio. A inclusão de gravações de O Tempo e D.D.G. Experience, no entanto, pouco acrescentam, mas é a melhor coletânea da banda já lançada pela MK Music. (Nota: [usr 3])

    Histórias e Bicicletas [DVD] (MK Music/2015): Na proposta de transmitir os bastidores da gravação do álbum de estúdio, o filme falha em ser em um registro despretensioso demais. (Nota: [usr 3])


    Melhores músicas

    A Lição, Água Viva, Até quando? (Humanos), Autor da Vida, Cante, Davi, Desculpas, Espelhos Mágicos, Eu, Lázaro, Incondicional, Indiferença, Lágrimas, Mais que Vencedores, Naves Imperiais, Magia Alguma, Mais Alto, Meus Próprios Meios, O Fim é só o Começo, O Tempo, Onde está?, Perfeito Amor, Preciso Voltar, Quem e Valéria.


    Notícias e matérias sobre a Oficina G3

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado a Oficina G3 no O Propagador, clique aqui.

  • Análise: Unstoppable Love – Jesus Culture

    Análise: Unstoppable Love – Jesus Culture

    Unstoppable Love é o mais recente trabalho do grupo ministerial Jesus Culture. Gravado em janeiro de 2014, durante a Conferência Anual em Sacramento no Auditório do Memorial Histórico da Califórnia, o álbum foi distribuído pela gravadora Onimusic no Brasil. Traz 13 inéditas e uma palavra de Banning Liebscher, “Answering the Call to Prayer”.

    O Jesus Culture tem atingido um patamar de grande e renomada reputação, desde seu lançamento na música cristã. A banda, juntamente com Hillsong United, um dos maiores destaques do movimento, tem embalado os cultos de jovens, e com a proposta dos músicos, tem levado a adoração íntima e extravagante a todas as nações. Entre vários cantores e bandas internacionais, esse é um dos conjuntos cristãos que mais foi regravado por artistas brasileiros, além de que a própria é conhecida por conter muitas regravações de outros músicos.

    A obra segue a mesma linha dos projetos anteriores: músicas com a sonoridade do pop rock e rock britânico, faixas estendidas por espontâneos e ministrações, por exemplo, como a faixa-título que possui uma bela performance e espontâneos por parte da Kim Walker, e ótimas interpretações por parte dos vocais do grupo. Os créditos das principais interpretações vocais são de Cris Quilala e Kim Walker. Kim Walker, desde o primeiro lançamento, mostrou uma potente voz, que de longe demonstra ser a melhor do conjunto. Cris Quilala cumpriu seu papel na parte lírica.

    Contundo, a recente produção exibe o grupo como apenas um conjunto de igreja ou com músicas contemporâneas e juvenis, desde ao estilo musical, até letras de devoção a Deus e de seu amor incondicional, falhando no item criatividade. As melodias possuem a mesma estrutura musical, o pop rock altamente influenciado por grupos cristãos como Hillsong United, e o pelo rock britânico como U2. As canções do álbum apresentam camadas cheias de melancolia, que buscam expressar a sensação de estar conectado a Deus, somadas as letras de devoção.

    Um ponto positivo do álbum é a pouca quantidade de canções tiradas ou regravadas de outras obras musicais. As exceções do conjunto é “10.000 Reasons”, do Matt Redman, e de “You Made a Way”. O Jesus Culture já era conhecido pelas suas regravações como “How He Loves Us”, do americano John Mark McMillan. O projeto, apesar de ter mais da criatividade e produção do Jesus Culture, ainda assim expõe um álbum muito pouco criativo.

    Unstoppable Love segue a proposta do ministério: levar o amor divino e o estilo de adoração para todas as pessoas, e consegue devidamente desempenhar esse papel, os instrumentistas cumprem seus ofícios, mas como um grupo musical ainda permanece como só mais um em uma multidão de compositores contemporâneos.

  • Conectados no Amor – Um pessimista chamado cristão

    Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!”  Jm. 17. 5.

    Eu sou um monte de coisas, e também não sou outras, mas sou um ótimo pessimista. Adoro zombar sobre a positividade dos fulanos que vejo, brincar sobre a felicidade dos cegos que adoram ver chamados humanos, e dizer: tudo está mal.

    É estranho, talvez polêmico, mas ser pessimista antes de tudo é ser feliz. Mas eu não tenho razão de ser pessimista? Eu estava vendo um programa na televisão no qual o apresentador perguntava ao entrevistado se ele gostava de fofoca. E adivinhe só, em plena rede nacional, o entrevistado pergunta a platéia (99, 9999999999% era composta de mulheres) se gostavam de fofoca. Elas respondem: NÃO (leia isso chorando).

    Eu não acredito em pessoas. Elas acreditam que se vestir de vermelho vai trazer o amor perfeito da vida delas. Como? É por isso que continuam solteiras e chupando manga. Elas acreditam que a cor branca traz paz. Bom, a cor da bandeira de Israel tem a cor branca no meio e continua na maior guerra com os árabes. Elas acreditam que os nomes das pessoas trazem poderes e energias sobre elas por causa de seus significados. O  nome do meu pai simboliza cocho e até hoje ele não está cocho.

    Eu sou pessimista com a nossa situação. Veja os fatos e compare com suas simpatias. Contra fatos não há argumentos. O congresso é o espelho do povo. Sim, a corrupção não começa na política, começa lá embaixo, no pré. A gente ensina a criança a pensar só em si mesma e quando ela crescer vai imitar direitinho o que nós fazíamos.

    Diga-me onde está a esperança em alguém que quer que as pessoas façam o que ele diz e não o que ele faz? Desculpe-me, mas não deposite sua confiança em homens, mas principalmente em você mesmo. Essa filosofia hedonista que estão impregnando nas cabeças dos seres terrestres só vai te ensinar o quanto você é fracassado, pois você é mesmo.

    As pessoas não sabem sonhar. Tudo que elas projetam de si mesmas são frutos do anseio por sobrevivência nesse mundo que parece mais uma esteira maligna. Quanto mais damos lucros e valores a objetos, mais eles nos escravizam. Imagina só: homens se matam, provocam contendas, divisões, por causa de um papelzinho. É por isso que os ETs não pousam na terra.

    Sim, eu sou pessimista porque maldito é o homem que confia no homem. Porque estamos longe, bem longe, mais distante que o Netuno está do sol, do que deveríamos ser, de nosso destino original. Porque Deus diz “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Mateus 11.28. Eu sou pessimista porque a igreja não é um lugar de pessoas satisfeitas, sem máscaras, perfeitos, mas de corações cansados, quebrados e decepcionados. Eu cito a música “The Beautiful Letdown”, de Switchfoot, para complementar o que digo:

    Somos uma bela decepção

    Dolorosamente inseguros

    A igreja dos marginalizados

    Dos perdedores, dos pecadores

    Dos falhos e dos tolos

    Que bela decepção

    Somos sal na ferida?

    Hei, vamos cantar uma harmonia verdadeira!

    Mas antes de tudo, minha fé não é pessimista. Ela é esperançosa, sobre todo horror que se pode tirar desses pobres homens instalados na maquina terrestre, o antivírus contra o vírus chamado pecado. Ela coloca a esperança em algo maior que nessa terra: ela coloca a fé no Reino de Deus. Não somos daqui, por que temos que acreditar no que está aqui?

    Eu sou o pessimista mais esperançoso do mundo.

  • Rocklogia – O que a gente faz fala muito mais do que só falar

    1995 foi um dos, se não o mais produtivo na história do rock cristão no Brasil. Um disco, que se tornaria clássico na discografia do Fruto Sagrado é O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar. Mas por que este trabalho é tão especial?

    Anos antes, a banda tinha produzido Na Contramão do Sistema, que continha boas canções do trio Marcão/Bênlio/Flávio. Mas, neste ínterim, muita coisa mudou na banda. A começar, por sua formação. O guitarrista Bene Maldonado ingressou, e consigo várias influências. No entanto, ninguém foi mais incisivo no repertório do que Marcão. O cantor, fortemente empolgado com os trabalhos da banda Dream Theater (que curiosamente o Oficina G3 teria referências no fim dos anos 2000) decidiu fazer um álbum do Fruto Sagrado na mesma proposta. Parecia loucura, afinal, segundo o próprio, o grupo tinha uma matemática louca nas canções. O resultado, obviamente seria um álbum anticomercial. Mas, foi além disso.

    A gravação do álbum gerou uma série de problemas técnicos com equipamentos. Segundo o cantor, em uma entrevista recente, as sessões foram ruins, e o material foi registrado em fitas ADAT. A respeito das canções, nota-se bastante empolgação por conta dos músicos, mas as influências ficaram acima da identidade que o Fruto Sagrado tinha apresentado anteriormente. Apesar da famosa “Amor de Deus”, O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar não teve uma recepção tão boa quanto o seu anterior, fazendo com que o quarteto buscasse fazer músicas mais simples nos projetos futuros.

    Para o álbum foi gravado o clipe de “Podridown”, com sua crítica ferrenha à corrupção na política, com uma performance explosiva dos integrantes da banda.

    O Fruto Sagrado somente lançaria outro trabalho de inéditas em 2000, com uma formação um pouco diferente desta época.

  • Limão com Mel – Entrevistas encalhadas: por que os cantores prometem, mas não respondem?

    Essa pergunta por enquanto tem me deixado inquieto: por que tantos artistas se tornam inatingíveis? Por que vários não possuem “palavra”? Confesso que não tenho a resposta para estas indagações, mas é claro que podemos levantar hipóteses e quem sabe “matar a charada”. Vamos lá?

    1. Esquecimento

    Quem nunca esqueceu de algum compromisso? Quantas vezes não nos pedem para retransmitir um recado e esquecemos? Pois é, a nossa memória as vezes nos prega peças, nos deixando em situações embaraçosas. Por que seria diferente com os artistas, não é mesmo? Mesmo aqueles que possuem 2 ou 3 assessores é possível que aconteça amnésia coletiva! Puts! Esqueci geral… (clássico!)

    2. Autosuficiência

    Isso mesmo! Há artistas que são tão famosos, mas tão famosos, que não precisam dar entrevistas a qualquer “meiozinho” de comunicação. A menos que seja da Rede Globo…

    3. Perguntas mal elaboradas

    Sim, acontece! Existe uma diferença grande entre “Como o público tem recebido o seu novo trabalho?” Para: “Depois do grande sucesso de seu trabalho anterior, como tem sido a receptividade do público ao seu mais novo sucesso?” Captou a diferença? Em um texto no Observatório Cristão, Mauricio Soares questiona a falta de assunto, principalmente nas entrevistas que circulam nos sites gospel:

    “Sinceramente espero que os artistas sejam mais criativos e audaciosos em todas as oportunidades em que sejam convidados a se manifestar. Também espero que os jornalistas e incautos que pululam nas mídias evangélicas procurem ampliar o espectro de suas perguntas. Que sejam mais inquiridores, mais perspicazes, menos “chapa branca”, que estimulem mais os grandes debates. Que deixem de reproduzir textos pré-fabricados somente tecendo loas a este ou aquele artista. Que estimulem para si o sentimento-mor de todo o jornalista: a dúvida na realidade dos fatos que se nos apresentam! Não aceitem as interpretações já manufaturadas por terceiros! Criem suas próprias opiniões!”

    Sem dúvida dicas importantes! Anotem e torçam pra funcionar!

    4. Humildade…

    Há cantores que são tão humildes, mas tão humildes que detestam falar de si mesmos. Assim evitam conceder entrevistas a blogs e sites… A menos que seja um site de grande expressão na rede. Nestes casos, faz-se um sacrifício né? Entendemos…

    5. Falta de tempo

    Vida de artista não é fácil! É um corre corre que só Deus na causa! É show do Pará ao Rio Grande do Sul, gravação de CD, poses pra fotos, autógrafos, responder tweets de fãs, bater papo no Facebook… Enfim, são tantas obrigações que é compreensível que nossos queridos cantores não nos respondam.

    Conseguimos levantar cinco hipóteses sobre os possíveis motivos que nos levam a ter tantas entrevistas encalhadas. E você tem outra ideia em mente? Em breve postaremos novas entrevistas – se forem respondidas! Aguardem!

  • Análise: CD Learning to Breathe – Switchfoot

    Análise: CD Learning to Breathe – Switchfoot

    Com canções mais “sujas” e pesadas, o álbum Learning to Breathe da banda Switchfoot inova com músicas fantásticas, como “I Dare You to Move”, “Love Is the Movement” e “Learning to Breathe”. Preenchida por onze faixas segmentadas pelo rock alternativo, post grunge e até uma canção com influências da bossa nova, o terceiro projeto do grupo musical apresenta um notável e admirável desenvolvimento em suas canções, considerando o antecessor, a começar pela arte da capa: figuras geométricas representando homens e em suas cabeças, um desenho de televisão. Uma crítica bem humorada feita à nossa cultura atual, onde nossos valores intelectuais, de caráter tem se dobrado à produção midiática, à cultura pop e superficial de nossa geração.

    Abrindo o CD, “I Dare You to Move” exime a beleza da criatividade da banda, numa canção empolgante e reflexiva. A primeira versão da composição e single da banda é introduzida por notas dissonantes tocadas em um violão, e com a duração da música são incrementados os outros instrumentos. Possuindo um refrão daqueles grudentos e excitantes, o tipo você que você canta, decora e nunca mais esquece, a música é uma chamada de recomeço, nos momentos em que nós caímos, para correr de encontro à Cristo.

    A segunda faixa, single e faixa-título, “Learning to Breathe“, é uma bela balada com uma linda introdução de guitarra. Junto com outras canções do Swtichfoot, integrou a trilha sonora de Um Amor para Recordar. A melodia segue usando uma escala de sol com os versos poéticos de Jon Foreman retratando a “morte de si” para viver e sobre como o homem cai.

    You Already Take Me There, a terceira obra do álbum, com direito a um videoclipe, orienta-se em um som bem grunge. Uma melodia executada com guitarras mais distorcidas, é acompanhada pela voz de Jon Foreman cantando sobre o lugar onde nós encontramos em meio à destruição e morte do mundo: em Deus.

    A quarta composição do álbum é a beleza e a harmonia entre a poesia e um arranjo extravagante. “Love Is the Movement” é a definição disso. Com uma introdução de dedilhados em sol maior e si menor, acompanhado por toques graciosos e suaves de baixo, a obra, uma das melhores da banda, exprime o amor de Deus como poucas canções conseguem exprimir. Depois da introdução, a entonação da musica altera-se, entre belos dedilhados. A canção finaliza com um coral.

    A próxima faixa é uma das mais divertidas do CD. Em meio à riffs e solos de guitarras sujas, solos de teclado e com vozes falando e cantando, complementa o conjunto da harmonia de Paparazzi. Seguindo o som grunge, a voz de Foreman destoa em algumas partes e em outras executa uma boa interpretação, enquanto proclama a revolta contra cultura pop que invade a mentalidade cada pessoa.

    Innocence Again” é sem dúvidas a melodia mais distinta do álbum. Com excelentes trabalhos de guitarra e violão, a música possui certa influência da bossa nova, que lembra algumas obras dos Los Hermanos, como “Veja Bem Meu Bem”, e a parte instrumental aos 01h47min da duração de “A Flor”. Aplausos ao solo de violão em sincronia com o canto de Foreman encontrado mais ou menos no meio da música. A composição expõe a ideia de como a nossa fé é inocente ao crer em Deus só em momentos fáceis, mas que a oportunidade de redenção e sua graça se encontram em todos os momentos.

    A sétima melodia do álbum é um som levado por riffs até bons de ouvir. “Playing for Keeps” começa com toques de guitarra com poucas distorções, quase clean, até partir para a ponte e refrão, onde se acrescenta mais distorções a guitarra. Palmas aos trabalhos de backing vocais na canção.

    The Loser” é uma boa música. Com uma introdução marcante de riffs de guitarra que também acompanham o refrão, Jon Foreman canta sobre o esvaziamento de alguém, sobre ser perdedor e poder ainda ganhar.

    A nona faixa, “The Economy of Mercy”, é outra balada, na qual quebrando a sequência de canções ótimas e boas apresenta uma sonoridade de qualidade mediana, com uma bonita introdução, mas com fracas interpretações e um arranjo um pouco maçante. A letra que apresenta uma visão poética da graça divina poderia ser o ponto positivo da canção.

    Erosion” em termos de qualidade seria uma espécie de melhoria da composição anterior, mas com um refrão ainda um pouco cansativo. Com uma introdução bem interessante de efeitos na voz do vocalista e grungeria na linha de guitarra, a música mistura um pouco de suavidade no refrão e ponte e sujeira no resto da construção musical, declara sobre a chuva divina que pode quebrar nosso coração, e um clamor por isso.

    A última do CD, “Living Is Simple”,  apresenta a mesma qualidade que se percebeu antes das duas últimas canções. Ótimo trabalho de violão, guitarra, baixo e bateria. Notáveis solos de violão em algumas partes, enquanto expõe a sua visão de que viver não é simples, mas morrer todos os dias, uma contradição com o título que é exposto na escrita da música.

    Em suma, a terceira obra de Switchfoot mais uma vez mostra um maior e notável amadurecimento na composição dos arranjos, e um perceptível aumento de peso nas canções em comparação com os dois primeiros álbuns. Com a mesma característica dos CDs anteriores, foi um álbum estritamente “Jon Foreman”, tendo a maior parte da assinatura das composições, exceção de algumas que criou com o irmão e baixista Tim Foreman.

    Vale salientar a qualidade de algumas canções, tanto na poesia e na harmonia, presente nesse álbum, como a canção “Love Is the Movement”, que mais tarde se tornaria o slogan de uma organização social chamada To Write Love On Her Arms, que luta contra depressão, vícios, automutilação e suicídio, do qual Switchfoot participa. Mas o conjunto como um todo, percebe-se que foi um álbum com letras mais devotas e menos trabalhadas que as anteriores, apesar de como sempre estarem excelentes.

    O álbum foi produzido por Charlie Peacock e Jacquire King, e o último a ser gravado pela gravadora independente Re:think Records, com distribuição feita pela Sparrow Records, lançado em 26 de Setembro de 2000. Os créditos para a execução dos arranjos ficaram nas mãos de Jon Foreman como vocalista e guitarrista, Tim Foreman no baixo e backing vocal, e Chad Butler na bateria, com participações de Vicky Hampton e Darwin Hobbs em “Love Is the Movement” e de Jan Foreman em “Living Is Simple”. O álbum foi mais bem sucedido que os dois primeiros, recebendo disco de ouro da RIAA (Recording Industry Association of America) e nomeado como “Melhor Álbum Gospel Rock” pelo Grammy em 2001.

  • Conectados no Amor – Mudando de ano, mudando os planos

    Ano novo chegou, e como todo mundo diz, uma vida nova, novos planos e sonhos surgem juntos também. Tudo que as pessoas mais querem para um ano que acaba de abrir as portas, é que ele escancare as portas para caminhos de felicidade, alegria, paz, positividade e muito dinheiro no bolso. Elas já entram em alta astral nesses dias que chegam, fazendo planos, simpatias e tudo mais para que o ano seja bom.

    Sobre mim, nunca fiz planos para o seguimento do ano, mas agora vejo a importância desse ato. Organizar o que desejamos fazer, os sonhos que desejamos buscar, estruturar projetos, e colocar isso no papel ajudam bastante a viver melhor, e ainda conseguir realizar metas. Que nesse ano, possamos trocar a sorte por organização e esforço.

    Mas nem sempre as coisas andam do jeito que a gente quer. Acasos, surpresas e outras coisas que não estavam nos planos sempre acontecem. Como diz o sábio Salomão, casualidades negativas ocorrem na vida do ímpio, como na do justo (Ec 9:2). No entanto, o que chamamos de acasos, para Deus é só uma fase, porque tudo tem seu tempo. Deus diz que insensato é aquele que faz seus próprios planos e crê firmemente que eles se concretizarão, mas sábio é aquele que entrega seus caminhos a Deus, inclusive seus sonhos (Tg 4:13-16). A organização é uma sabedoria para vida, mas a entrega de nossos projetos para o Senhor é confiar que Ele sabe o melhor rumo que deveremos tomar.

    Porém, vamos falar de outro assunto: sempre que um novo ano chega, as pessoas pensam em realizações, uma vida melhor, nos seus sonhos e em suas próprias barrigas. Será um novo dia, mas com uma vida velha, e o mesmo tempo engolindo o hedonismo e a exaltação do próprio ego. Virá um novo período de novas conquistas, mas o interior permanecerá vazio. Será que ao invés de continuar na velha vida, por que não começar um ano novo com novas atitudes: pensar no próximo e no mundo?

    Por que não podemos em vez de pensar em conquistar o próximo carro, a próxima casa, mais roupas, pensarmos em quem não tem nada disso? Por que ao invés de começar um próximo grande projeto para benefício próprio, não podemos investir em um trabalho social, participar e ajudar a quem precisa? O mundo já está cheio das velhas canções sobre a morte, por que não começar a cantar uma música viva?

    Que esse ano seja diferente, que possamos realmente nos ligar no amor divino, pois é isso que o que mais precisamos: mudar de pensamento e de jeito de viver, retornando a forma original, que é para o qual fomos feitos. Que possamos ter ações que provem o nosso amor, em vez de viver um amor fingido de palavras e emoções.

    Que possamos estar conectados no amor!

  • Diante do Trono – discografia e obra

    Surgido em Belo Horizonte no final da década de 90, o Diante do Trono foi um dos maiores sucessos na cena cristã nacional durante os anos 2000. Com composições majoritariamente escritas por Ana Paula Valadão, também sua líder e principal vocalista, o grupo mantém uma série de projetos paralelos e uma longa discografia.


    Guia discográfico

    Diante do Trono (Independente/1998): Impulsionado pelas influências congregacionais estrangeiras, os pontos altos do álbum estão justamente nas versões. Mas a orquestra que a acompanha é surpreendente. (Nota: [usr 3])

    Exaltado (Independente/1999): Álbum mais forte do Diante do Trono nos anos 90, é carregado por várias canções congregacionais de peso, como “Quero Ser” e ‘Exaltado em Santidade”, esta última com uma dinâmica instrumental impressionante. (Nota: [usr 4.5])

    Águas Purificadoras (Independente/2000): Sabendo como uma música deve soar, a musicalidade do grupo parece cada vez mais unificada através dos arranjos de Sérgio Gomes e Maximiliano Moraes. “Eu quero o Avivamento”, “O Cheiro das Águas” e a clássica “Tempo de Festa” mostram o êxito do disco. (Nota: [usr 4.5])

    Aclame ao Senhor (Hosanna! Music/2000): (sem avaliações)

    Shalom Jerusalém (Hosanna! Music/2000): (sem avaliações)

    Preciso de Ti (Independente/2001): Mais ousado, Preciso de Ti é um álbum envolvente do início ao fim, mesmo com canções tão longas como a faixa-título. “Coração Igual ao Teu”, grande clássico do trabalho é uma excelente parceria entre Valadão e Maximiliano Moraes, este último que mostra o porquê foi o melhor arranjador vocal na história do grupo mineiro. (Nota: [usr 5])

    Brasil Diante do Trono 1 (Independente/2002): Ao considerar apenas o repertório, o disco não faz muito sentido. As versões de faixas de Exaltado receberam incrementações interessantes, com a participação vívida do público. No entanto, o excesso de espontâneos e informações da época deixaram Brasil Diante do Trono 1 extremamente datado. (Nota: [usr 3.5])

    Nos Braços do Pai (Independente/2002): Continuando a qualidade técnica dos anteriores, mas sem o senso de dinâmica, Nos Braços do Pai é linear e, mesmo não tendo pontos de extremo destaque também não é uma maré baixa nas composições. “Brasil” e a faixa-título, de certa forma possuem uma temática atemporal, ao contrário do que as ministrações da época tentavam mostrar. (Nota: [usr 3])

    Quero me Apaixonar (Independente/2003): Paralelo à temática, o sexto trabalho do Diante do Trono soa como bastante intimista, mas novamente sem a força dos primeiros álbuns. Os pontos altos, no entanto ficam com as participações de Helena Tannure e André Valadão em “Lugares Altos” e “Eu Nasci de Novo”, respectivamente. (Nota: [usr 3.5])

    Esperança (Independente/2004): As várias faces da música do Diante do Trono se misturam em Esperança, gerando um projeto envolvente e coeso. Da dinâmica percussiva de “Quem é deus Como o Nosso Deus?” até o patriotismo de “Salvador”, o trabalho traduz de forma verdadeira e íntima a importância de estar a sós com Deus, mesmo no deserto. (Nota: [usr 5])

    Ainda Existe Uma Cruz (Independente/2005): Por vezes subestimado, Ainda Existe Uma Cruz aborda uma das temáticas mais complexas na história da banda, e se despede dos arranjos vocais de Maximiliano Moraes. A sonoridade continua superproduzida, com seus primeiros sinais de saturação. (Nota: [usr 4])

    Por Amor de Ti, oh Brasil! (Independente/2006): Com foco excessivo nos espontâneos e uma sonoridade cada vez mais cansativa, o repertório de Por Amor de Ti, oh Brasil consegue envolver apenas os fãs mais fervorosos do Diante do Trono. (Nota: [usr 2.5])

    Sem Palavras (Independente/2006): (sem avaliações)

    Príncipe da Paz (Independente/2007): Retornando aos mesmos elementos contidos em Esperança, Príncipe da Paz é um disco com conceito claro, direto e bem organizado. “Mais que Vencedor” e “Cordeiro e Leão”, carro-chefes dentre as mais agitadas mostram o melhor que Sérgio Gomes pôde oferecer como arranjador vocal.  (Nota: [usr 4.5])

    Tempo de Festa (Independente/2007): Coletânea ao vivo das faixas-título de cada álbum, Tempo de Festa carece de novidade. As regravações se limitam à reproduzir o que já fora feito anteriormente, porém a execução é impecável. (Nota: [usr 3.5])

    Com Intensidade (Independente/2008): Tecnicamente é um ponto baixo para o Diante do Trono. Ademais, não há qualquer sentido no lançamento, visto que outro disco com regravações (Tempo de Festa) tinha acabado de ser lançado. (Nota: [usr 1])

    A Canção do Amor (Independente/2008): O Quero me Apaixonar que deu certo, A Canção do Amor é singelo em sua temática, muito bem desenvolvida por todo o disco. Talvez foi a única vez, em toda a história do grupo em que espontâneos realmente agregaram valor ao repertório. (Nota: [usr 4])

    Tua Visão (Som Livre/2009): Depois de muitos anos, é o primeiro álbum da série sem qualquer propósito em sua temática, com um repertório deslocado e pouco convincente. (Nota: [usr 2.5])

    Aleluia (Som Livre/2010): Apesar das regravações, Aleluia é uma despedida agradável aos antigos integrantes, de longa data do Diante do Trono. A participação de Ludmila Ferber teve tanto êxito que a artista soa como uma membro da banda. “Me Refaz” é simples, e ao mesmo tempo surpreendente. (Nota: [usr 4])

    Sol da Justiça (Som Livre/2011): Dividido insanamente em um álbum principal e outro bônus (exclusivo em DVD), o repertório é bagunçado. A longa duração de “Eu Canto” e “Me Ama” ofuscam grandes canções como “Em Meio a Tua Glória”, considerando ainda a falta de “Meu Coração”, uma falha imperdoável. (Nota: [usr 2.5])

    Glória a Deus (Som Livre/2012): Uma mescla na participação de integrantes antigos e novos, Glória a Deus realmente faz jus à sua proposta quando canções como “Maravilhado”, na voz de Nívea Soares são consideradas. A mínima participação de Ana Paula garantiu um maior equilíbrio ao disco. (Nota: [usr 4])

    Creio (Som Livre/2012): Ao ápice da nova formação, Creio é uma vitrine de versões, mas não deixa a desejar em sua parte inédita. Com alta participação do público e poucos espontâneos, é um dos registros menos monótonos do grupo mineiro. (Nota: [usr 4])

    Global Project: Português (CanZion/2012): (sem avaliações)

    Renovo (Som Livre/2013): Quando se é levado em conta novos integrantes e um álbum de título Renovo, espera-se versões que realmente tragam arranjos diferenciais em comparação as originais. Neste projeto comemorativo, a proposta é concluída do início ao fim, e embora algumas músicas tenham ganhado releituras pobres, o saldo é positivo. (Nota: [usr 4])

    Tu Reinas (Independente/2014): Com um repertório mínimo de inéditas, e regravações, em geral de músicas pouco (ou nada importantes) na discografia do Diante do Trono, Tu Reinas é, em grande parte dispensável. (Nota: [usr 2])

    Deus Reina (Independente/2015): (sem avaliações)

    Tetelestai (Independente/2015): A narrativa de Tetelestai é bem construída, embora o disco contenha suas falhas e lacunas. A sonoridade, muito vazia e com excesso de overdubs, é a grande falha, musicalmente falando (Nota: [usr 3.5])


    Melhores músicas

    A Vitória da Cruz, Ao Cheiro das Águas,  Águas Purificadoras, Casa de Oração, Confio em Teu Amor, Cordeiro e Leão, Corpo de Cristo, Deus de Amor, Eis-me aqui, Em Meio a Tua Glória, Esperança, Exaltado em Santidade, Isaías 40, Manancial, Nos Braços do Pai, Preciso de Ti, Porque Estás Comigo, Quero Seguir-Te, Quero Ser, Seja o Centro, Tempo de Festa e Tua Presença


    Notícias e matérias sobre o Diante do Trono

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Diante do Trono no O Propagador, clique aqui.

  • Rocklogia – SOS da Vida e as bandas de rock

    O SOS da Vida é uma peça importante na história do rock cristão brasileiro. Este evento, no qual também conta uma parte positiva do legado da Igreja Renascer em Cristo apresentou várias bandas que hoje são de “estudo” obrigatório aqui na Rocklogia. Ainda, somos apresentados às formações de cada grupo, o quanto cada música apresentada se insere no contexto daquela juventude, com seus impactos.

    A primeira edição do evento ocorreu em 1991, no Ginásio do Ibirapuera. Há de se destacar que, considerando a gravadora Gospel Records, o evento acabou, de certa forma dando suporte às bandas novas que estavam surgindo. Talvez a mais beneficiada tenha sido Katsbarnea. Na internet, é possível encontrar apresentações do conjunto em várias de suas edições. Gosto bastante de “Cristo ou Barrabás” no terceiro evento. Com o guitarrista Tomati, Paulinho Makuko e Jadão fornecendo uma base pulsante, é talvez a melhor performance ao vivo desta música. Na sexta edição, “Get out of Babylon” também ficou bem legal.

    Outras bandas também estiveram presentes no festival. Do Resgate, por exemplo, é possível encontrar “Quem é Ele?”, do primeiro álbum, com sua pegada fortemente hard rock. O Rebanhão participou de várias edições. Em 1992, ainda com Pedro Braconnot e Paulo Marotta na formação, em 1993 com a participação da nova formação (incluindo Dico Parente) e em 1994, com Braconnot novamente sozinho.

    O Fruto Sagrado também participou várias vezes do evento, tanto na época do álbum Na Contramão do Sistema e O que a gente faz fala muito mais do que só falar, ambos lançados pela Gospel Records. Neste último, Bênlio está definitivamente nos teclados, quando ocorre a entrada do guitarrista Bene Maldonado na formação. O Oficina G3 destaca-se pela presença de palco do vocalista Luciano Manga. É claro, Juninho Afram também colabora nos vocais e os registros são de uma das melhores fases deste grupo.

    Na edição de 1993, a grande atração foi a banda norte-americana Bride, que recentemente encerrou as atividades. O grupo simplesmente gravou um registro áudio-visual completo no Brasil, em seu auge, numa performance memorável.

    https://www.youtube.com/watch?v=yOJZe66W92o

    Infelizmente, o evento foi perdendo sua força com os anos. Um dos motivos consiste no “fechamento” da visão evangelística da Renascer, que mais tarde daria espaço aos seus escândalos no fim dos anos 2000. Mas isso é outro assunto…

    Continuem acompanhando a Rocklogia que em breve teremos textos incríveis e com material atualizado. Abraços!