1995 foi um dos, se não o mais produtivo na história do rock cristão no Brasil. Um disco, que se tornaria clássico na discografia do Fruto Sagrado é O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar. Mas por que este trabalho é tão especial?
Anos antes, a banda tinha produzido Na Contramão do Sistema, que continha boas canções do trio Marcão/Bênlio/Flávio. Mas, neste ínterim, muita coisa mudou na banda. A começar, por sua formação. O guitarrista Bene Maldonado ingressou, e consigo várias influências. No entanto, ninguém foi mais incisivo no repertório do que Marcão. O cantor, fortemente empolgado com os trabalhos da banda Dream Theater (que curiosamente o Oficina G3 teria referências no fim dos anos 2000) decidiu fazer um álbum do Fruto Sagrado na mesma proposta. Parecia loucura, afinal, segundo o próprio, o grupo tinha uma matemática louca nas canções. O resultado, obviamente seria um álbum anticomercial. Mas, foi além disso.
A gravação do álbum gerou uma série de problemas técnicos com equipamentos. Segundo o cantor, em uma entrevista recente, as sessões foram ruins, e o material foi registrado em fitas ADAT. A respeito das canções, nota-se bastante empolgação por conta dos músicos, mas as influências ficaram acima da identidade que o Fruto Sagrado tinha apresentado anteriormente. Apesar da famosa “Amor de Deus”, O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar não teve uma recepção tão boa quanto o seu anterior, fazendo com que o quarteto buscasse fazer músicas mais simples nos projetos futuros.
Para o álbum foi gravado o clipe de “Podridown”, com sua crítica ferrenha à corrupção na política, com uma performance explosiva dos integrantes da banda.
O Fruto Sagrado somente lançaria outro trabalho de inéditas em 2000, com uma formação um pouco diferente desta época.
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