Tag: Diante do Trono

  • Fique Sabendo – Renascer Praise, Militantes, Marcela Taís e muito mais

    Gravação do DVD Renascer Praise 19

    Milhares de pessoas se reuniram, na noite desta segunda-feira (2), no Citibank Hall em São Paulo, para a gravação do Renascer Praise 19, intitulado Daniel, pela Universal Music Christian Group. Com uma mega estrutura de som e iluminação, a gravação teve um coral de mil vozes, orquestra sinfônica e duas companhias de dança.

    O novo projeto traz catorze faixas, com a produção musical do cantor Thalles que, inclusive, sola em oito músicas. A música “Filho da Luz” teve a participação do cantor Diguinho. O coral Renascer Kids participou em “A Resposta”. Thalles e Marcelo Aguiar fizeram um dueto na canção “Eu Não Sei Viver sem Jesus”. Outra participação especial foi de Juliana Santiago, na canção “Viver na Dependência”.

    O disco será lançado em 19 de dezembro, na Renascer Arena (SP). O projeto gráfico será desenvolvido pela renomada agência Imaginar. O primeiro single a ser divulgado será da música “A Resposta” que em breve será lançada nas plataformas digitais.


    Militantes lança teaser do álbum Por um Segundo

    Formada em 1997, Militantes é uma banda que começou (e continua) fazendo um hardcore punk. O grupo passou por diversas mudanças e, agora em 2015, lançam seu novo projeto, Por Um Segundo, sucessor de Destrua o Controle (2010). Esse álbum se difere dos demais, principalmente, pelo vocal: é o primeiro disco com um novo vocalista. Confira:


    Marcela Taís participa do Sony Music Live

    Sony Music Live foi apresentado como um projeto inovador pela gravadora, pois tem a função de conectar pessoas dentro e fora dos palcos. Depois de vários artistas se apresentarem, como Gabriela Rocha e Paulo César Baruk, chegou a vez de Marcela Taís, uma das cantoras mais queridas pelo público jovem. Assista:


    Bastidores da gravação do clipe “Minha Essência”

    Prestes a lançar seu mais novo álbum pela MK Music, Eternamente, Cassiane gravou o clipe do single escolhido, Minha Essência. Confira os bastidores:


    Paulo César Baruk lança música apoiando a luta contra o câncer

    Segundo Baruk, “Canção da Ritinha (Minhas Cartas aos Amigos)” é uma música composta e dedicada a Rita Reis, a Ritinha e a todas as “Ritas”, mulheres guerreiras e sonhadoras, espalhadas por todo o mundo, que lutam bravamente contra o câncer, apoiadas por suas famílias e amigos e, acima de tudo, por Deus. Ouça:


    Diante do Trono lança clipe da música “Seu Nome”

    Gravado em Israel, Seu Nome é o segundo projeto audiovisual que faz parte do álbum Tetelestai, do Diante do Trono. Com uma letra cristocêntrica, o clipe contém belas imagens sobre a cidade, além da agradável interpretação de Ana Paula Valadão que se comportou bem diante das câmeras. Uma curiosidade é que nesta versão o back vocal foi retirado da canção, permanecendo somente a voz da intérprete. Confira abaixo o resultado do vídeo:


    Kadoshi grava DVD com formação clássica

    Em comemoração aos 34 anos de carreira, a banda Kadoshi convida a todos os admiradores para prestigiarem a gravação de seu mais novo DVD, Indo de Geração a Geração. O disco conterá a participação de Ted, Bal, Samuca, Priscila e muito mais.


    Pregador Luo lança clipe de “Minha alma é triste, mas é feliz”

    Numa versão acústica – voz e violão -, o cantor divulgou o primeiro clipe de uma canção do seu novo disco, Governe! pela UMCG. Com uma bela fotografia, a canção traz uma reflexão sobre a vida, a morte e suas perdas. Confira:

    https://www.youtube.com/watch?v=vqdp2CjU05M


    Carlinhos Felix divulga novo lyric, “Te Amo Jesus”

    Composta por Jonathas Santos e Adelso Freire, “Te Amo Jesus” é uma música que já estava há algum tempo nas mãos de Carlinhos Felix. Inclusive, foi gravada no álbum Pensando em Você (2003). Durante estes dias, o cantor estava ouvindo esta canção e teve uma experiência com Deus, então, decidiu liberar a música em lyric para que outras pessoas pudessem ter acesso ao conteúdo. Ouça a música:


    Crombie lança single de futuro álbum

    Primeiro single do disco Como Diz o Outro, “Da Rotina”, assim como sugere o título, nos leva a refletir sobre coisas rotineiras da vida. Com uma batida envolvente e suave, a canção segue bem até o fim. Destaque para o baixo na introdução da canção. Ouça no Spotify.


    Até a próxima semana!

  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • Saiba como eram os primeiros sites de cantores evangélicos

    O início da internet provocou mudanças profundas no meio musical e sua indústria. E, nos anos 90, a música evangélica brasileira ainda sentia os efeitos do movimento gospel. Nesta época, começaram a surgir os primeiros sites dos cantores e bandas, e os maiores nomes da época, neste período, foram os pioneiros.

    Até 1999, a cantora Aline Barros e as bandas Oficina G3, Rebanhão, Catedral, Fruto Sagrado e Vencedores por Cristo tinham seus portais. De 2000 para frente, a maioria dos cantores cristãos notórios nos dias de hoje tiveram seus sites.

    Confira, abaixo, como eram esses sites, na época (como as versões são antigas, algumas imagens e ícones podem não aparecer corretamente).


    Oficina G3 (oficinag3.com.br – início de 2001)

    Oficina G3


    Fernanda Brum (fernandabrum.com.br – início de 2001)

    Brum


    Rebanhão (rebanhao.net – novembro de 1999)Rebanhão


    Diante do Trono (diantedotrono.com – início de 2001)DT3


    Comunidade de Nilópolis (comunidadedenilopolis.com.br – início de 2001)Comunidade de Nilópolis


    Brother Simion (brothersimion.com.br – outubro de 2000)Brother Simion


    Mara Lima (cantoramaralima.com.br – início de 2001)Mara Lima


    Aline Barros (alinebarros.com.br – novembro de 2001)Aline Barros


    Catedral (bandacatedral.com.br – meados de 2000)Catedral


    Fruto Sagrado (frutosagrado.org – outubro de 1999)Fruto Sagrado


    Cristina Mel (cristinamel.com.br – início de 2001)Cristina Mel

  • Ana Paula Valadão escreve oito alertas para ministros de louvor

    A cantora Ana Paula Valadão, vocalista da banda Diante do Trono, publicou, em suas redes sociais, um texto destinado a cantores e músicos que exercem a função de ministros de louvor em suas igrejas locais. Segundo a artista, existem oito alertas importantes para estes indivíduos.

    Confira o texto integralmente:

    1- Cuidado ao formar uma equipe

    “Estas seis coisas o Senhor odeia, e A SÉTIMA a sua alma ABOMINA:
    olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e O QUE SEMEIA CONTENDAS ENTRE IRMÃOS”
    Provérbios 6:16-19

    Ao formar uma equipe, cuidado com aqueles que sorrateiramente apresentam essas características. Lembre-se: uma laranja podre apodrece todo o saco de laranjas. Aqueles que insuflam você contra seu próximo, levando-o a romper com alianças de Deus em sua vida, podem ser inimigos disfarçados de amigos. Esses provocam divisão dentro da equipe e contaminam outros. Quem fala mal de outros para você certamente fala mal de você para outros. As figuras de autoridade são especialmente atacadas por esse tipo de pessoa. Tenha muito cuidado quando alguém falar mal de um líder para você. O correto é falar face a face apenas com a pessoa de quem se tem uma queixa e não sair espalhando a contenda.
    Deus é luz e o inimigo é que age nas sombras. Olhar nos olhos, chorar junto, pedir perdão e continuar caminhando lado a lado cura o coração e garante saúde e longevidade ao time.
    Pessoas são insubstituíveis, pois cada uma tem um lugar no seu coração. Mas o que elas fazem não é insubstituível. Busque em Deus sabedoria para tratar as pessoas na equipe, mas não tenha medo em liberar alguém do time caso não haja arrependimento. Essa, com certeza, é a maior dor do ministério.

    2- Cuidado com as amizades

    “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” Romanos 12:15

    É muito bonita a amizade que passa pela prova da dor e da necessidade. Mas é mais fácil para o ser humano chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram.
    Amigos que estavam com você antes de seu sucesso poderão se voltar contra você ao vê-lo crescer. Prepare-se para se decepcionar e acredite: a inveja mata relacionamentos. Libere perdão prontamente e siga em frente com novas amizades que o Senhor te dará. Mantenha apenas aquelas que passarem pela prova de fogo tanto do choro como do riso. Aqueles que te sustentaram nas horas difíceis, mas que também se alegraram com a sua promoção no Reino e nas recompensas que o Senhor promete também para essa vida.

    3- Cuidado com as críticas

    “Quem teme o homem
    cai em armadilhas,
    mas quem confia no Senhor está seguro” Provérbios 29:25

    A opinião das pessoas não pode ser mais importante para você do que a de Deus. Cuide para que as críticas não lhe façam cair em um buraco e paralisem você. Esteja seguro de que o Senhor está se agradando do seu modo de viver e de agir e realize o ministério fielmente, com os detalhes que Ele colocar em seu coração. Não mude seu modo de ser para agradar as pessoas. Seja autêntico, mas acima de tudo, agrade a Deus. Se Ele moldar você para mudanças, ceda sempre. Mas não deixe de entregar o Recado de Deus a esse mundo do modo como Ele pede que você faça.

    4- Cuidado com os elogios

    “O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o que prova o ser humano são os elogios que recebe.” Provérbios 27:21

    As críticas sempre existirão. Posicione-se sobre qualquer assunto e alguém estará pronto para criticar. Ainda que doa ser rejeitado, essa dor pode fazer bem e te ajudar a permanecer humilde e não pensar além do que é saudável sobre si mesmo.
    Tenha mais cuidado é com o veneno dos elogios. A grande prova de fogo está em permanecer humilde quando muitos te inflam com louvores. Dê um pouco de sucesso a alguém e logo se verá de que realmente esse coração é feito.

    5- Cuidado com os sedutores

    “Filho meu, se pessoas perversas tentarem seduzir-te, não o permitas!”
    Provérbios 1:10

    Aparecerão pessoas para fazer você se desviar do caminho com palavras sedutoras. Geralmente elas te insuflam com elogios que despertam indignação em você como se fosse menosprezado diante de tanto talento e potencial. Esses o levam a pensar mais de si mesmo do que o que convém. Suas propostas têm aparência de piedade, mas não têm motivação ministerial. Geralmente o alvo dos sedutores é financeiro, valorizando fama e posição. Muitas vezes eles querem pegar carona em seu sucesso e na verdade não se importam nem com você nem com o Reino. Eles procuram quebrar as estruturas de amor e lealdade que você tinha para explorar você. Farão isso mesmo que signifique passar por cima de outros que o Senhor tinha colocado ao seu lado.

    6- Cuidado com o coração

    “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”
    Provérbios 4.23

    Depois de lutas, decepções, desgastes e muito cansaço, você será tentado a corromper o coração. O inimigo que levá-lo a realizar o ministério da forma como muitos outros fazem – “são nuvem sem água”, “palavra sem poder”, “entretenimento aos homens ao invés de adoração a Deus”, “auto promoção ao invés de serviço a Deus e ao próximo”.
    Cuidado. É melhor perder pessoas, perder “oportunidades”, mas não perder o seu coração.
    Guarde a motivação inicial que levou você a escolher ser um ministro e não um cantor ou músico qualquer. Se você preservar seu coração o que fluirá da sua fonte será limpo. Senão, a fonte será corrompida. Os homens podem até gostar de sua música e palavras, mas naquele Dia você ouvirá: “Aparte-se de Mim, você que pratica o mal; Eu não o conheço”.

    7- Cuidado com sua família

    “O homem que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor.
    Mas o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar sua mulher” I Coríntios 7:32,33

    Se você se casou sua prioridade é a família e não o ministério. Não permita que servir fora de casa prejudique o projeto mais importante de Deus para você. O mundo sempre terá necessidades e desafios. Por mais urgente que seja uma situação, lembre-se que a sua família é seu ministério mais importante. Se for necessário pare tudo antes que seja tarde demais. Zele pelo seu matrimônio e pelos seus filhos mais do que pela carreira ministerial. Uma família saudável ministra mais alto do que sermões ou canções bonitas. Nenhum sucesso fora de casa compensa o fracasso da família. Dedique tempo e qualidade de tempo às pessoas mais importantes que Deus colocou em sua vida. Não se esqueça de honrar seus pais, e de buscar viver em paz com seus irmãos, cunhados, e outros parentes.

    8- Cuidado com as estações da vida

    “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1

    As coisas essenciais da vida não devem ser mudadas, como cônjuge, por exemplo. Mas há outras que passam de acordo com a estação da vida. Há amigos de escola que não vemos mais. Há atividades esportivas que não praticamos mais. Há comidas que um dia foram nossas preferidas, mas que hoje não nos fazem bem. No ministério também é assim. Aceite o fato de que à medida em que o tempo passa os planos de Deus podem ser diferentes do que você está acostumado a viver. O Senhor pode levar você a experiências novas, lugares novos, pessoas novas com quem servi-Lo. Tudo pode mudar, e até você muda. Que sua fé em Deus e seu amor por Ele permaneçam inabaláveis enquanto o que precisa ser abalado desmorona para que o novo de Deus seja erguido em sua vida.

  • Análise: CD Tetelestai – Diante do Trono

    Imagine o ano de 1998.

    Um tempo em que para se escutar uma música era preciso apenas dar play. Diante do Trono surgiu aí. Foi tão influente no Brasil, que nós nem percebemos como foi único. Não dói nada admitir. Pessoas talentosas ancoradas em uma visão a qual puderam expressar sua voz, soterrando, questionando e excedendo níveis (seja para o bem ou para o mal). Sou do público que viu versatilidade em uma era polarizada do grupo, mais acentuada no aguado Nos Braços do Pai (2002), até o tarimbado Ainda Existe uma Cruz (2005). Mas, nos últimos três anos, o imbatível nome começou a soar como uma banda que estava constantemente tentando, agravando um leve declínio, que até o mais cínico deve reconhecer: aconteceu desde o mafuá Sol da Justiça (2011). Não temos acesso a logística do grupo, o público pode até decidir o que sentir sobre esse mapa mental, mas o grande ministério de louvor passou por visíveis apuros.

    Embora minhas preferências religiosas vão para outros rincões, o Tetelestai (17º CD) pode ser considerado como um acerto – em termos. O disco, gravado em Jerusalém (2014) parte da premissa “está consumado”, do livro de João 19:30.  O projeto é elétrico (O Espírito e a Noiva, sendo regravação do impecável Águas Purificadoras) e ao mesmo tempo ponderado (À Sombra do Altíssimo, regravação do mesmo). Como abertura, o Medley Israel até equivale a uma viagem de trem: proporciona um belo passeio, um grande espetáculo visual, confortável, mas no fim você vai querer um veículo que cumpra o mesmo trajeto de uma forma mais rápida e eficiente. Já as faixas Ressuscitou e Eu Sou as quais, mesmo derrapando em reducionismos e elipses literárias, demonstraram serem partes de um projeto inteligente com certo grau de inventividade na qualidade pedestre das letras.

    O momento soturno do disco fica por conta de Ó, Jerusalém. Uma deselegância anafórica que não passa de uma fachada em tons pastéis. Seu Nome, juntamente com os demais 3 (três) espontâneos se enquadram no campo de faixas anticlimáticas que, de alguma forma, tentam evocar um momento de sensibilidade, mas falham, se saindo assim, como de um truque só.

    Em contrapartida, fica por conta da canção-tema, Tetelestai, o ponto elegante e palavra-chave contundente do projeto. O que acontece também em Aleluia, Maranata, que apesar de ter uma crescente idêntica a With Everything do Hillsong United (coincidência?), é de se admirar que tenha resvalado em uma linguagem clara algo que ainda tem de muito orgânico no Diante do Trono: uma melodia que te carregue.

    Questionável por questionável, o disco te ganha. Um projeto cheio de hooks, com começo, meio e fim. Tudo se justifica. Mas não estamos sendo tolhidos a olhar por um viés mais crítico. Diante do Trono tem bagagem. Seja na astúcia do ‘‘não mexer em time que está ganhando’’ ou na simplicidade de ‘‘voltar ao básico para ser aplaudida por um público mais amplo”. Como por exemplo, no disco anterior, Tu Reinas (2014), em que a banda se torna uma paladina da justiça pra peixe pequeno. E convence.

    Mas, infelizmente, não estamos mais em 1998. Tempos em que pra gostar das músicas você precisava apenas dar o play, e não ter um bloquinho de notas explicando palavra por palavra, música por música, ou referência por referência como se isso fosse melhorar a situação. Não melhora. Embora o Tetelestai seja audível, é limitado. Mas reitero: não é culpa do grupo mineiro.

    A juventude dos tempos atuais garimpa o seu próprio conteúdo na internet, e molda aquilo que considera necessário aos seus ouvidos. Diante do Trono, que surgiu num grito lá em 1998, agora entendeu isso, e está se rendendo a uma limitação que corrobora com a teoria de que muita gente não está mais prestando atenção na música gospel ao dar play. Que não adianta dizer nada mais profundo, pois ninguém está ouvindo, ninguém está atento e ninguém vai entender. Prezo para que a situação possa ser revertida, mas nos últimos três anos, o grupo que excedia limites, se incluiu nesse grupo segregado do mercado gospel que está cada vez menor e menor, acreditando ser cada vez maior e maior.

    Confira o guia discográfico do Diante do Trono

  • Para refletir – Jesus é a paz

    “[…] Descobri que Deus não existe ou já abandonou esse país há muito tempo.”

    Foi sob o impacto dessa frase que comecei a refletir sobre o tanto de gente que tem se perdido e vivido sem esperança alguma no coração. Quem falou a frase citada foi o ex-agente penitenciário federal Rogério Arruda Baicere, em uma carta que ele deixou antes de cometer suicídio em 2014, depois de passar seis meses em depressão por ser perseguido por seus superiores e traído por sua esposa.

    Quantos Rogérios precisarão suicidar-se para que preguemos a mensagem de paz e esperança?
    Mas não é sobre o chamado da Igreja que quero falar. Quero me atentar ao texto de João 14.27, que diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

    Vivemos em uma sociedade onde se busca tantas coisas, tantos buscam a conquista da casa própria, outros passar em um concurso público, outros entrar na tão sonhada universidade, mas o que não podemos discordar é que todos almejam encontrar a paz interior. O mundo oferece um tipo de paz muito passageira, um sossego formal, da não perturbação, porém essa “paz” oferecida pelo mundo não continua de pé e logo nos desesperamos. “Porque as coisas que este mundo nos oferece não são atemporais, mas as que Jesus nos oferece são eternas. A paz que Jesus oferece nos traz consolo em meio ao vale da sombra da morte, porque Ele está conosco (Sl 23.4)”.

    Há alguns anos atrás, eu passei pela terrível experiência de perder o meu pai. Ele tinha apenas 43 anos, muito jovem ainda para falecer. Mas confesso que nunca senti tanta paz em minh’alma como senti naquele dia, era como se eu estivesse sendo poupado de toda aquela situação. Apenas sei explicar que aquilo não vinha de mim, era muito surreal, aliás, sobrenatural. E naquele dia eu pude entender na pele que o Deus Conosco estava comigo e cuidando de tudo em todos os momentos, afinal de contas, nada foge do controle de Suas mãos. No livro do profeta Isaías, no capítulo 9 e o versículo 6, ele profetiza o nascimento de Jesus, e um dos Seus atributos descrito nesse verso é o “Príncipe da Paz”. Nesses dois textos que eu citei tanto o de João, quanto o de Isaías, conseguimos perceber que Jesus não tem a paz, Ele é a própria paz.

    E o texto de João continua: “[…] Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Numa linguagem mais prática aqui, Jesus estava dizendo: Não precisa se perturbar, eu Sou a Paz, está tudo sob o meu controle. Não há o que temer, Eu Sou o Deus Emanuel, o Deus Conosco, que nunca desampara quem põe a confiança em mim e se atreve a andar sobre as águas.

    Eu não sei como está o seu coração querido leitor, talvez você esteja atemorizado por causa das ondas altas, os ventos fortes, o luto, sonhos frustrados e tantas coisas que passamos no nosso dia a dia, mas eu quero convidá-lo a depositar sua confiança em Deus, tendo a plena certeza que o Deus de toda a paz tem cuidado de nós.

    Jesus é a paz que o nosso país necessita, e diferente de como o Rogério concluiu em seus últimos fôlegos de vida, gostaria de lhe dizer que Deus existe não te abandonou e pode te dar toda a paz que sua alma necessita.

    Encerro as minhas palavras com uma advertência de Jesus descrita em João 16.33:

    “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

    Que Deus, em Jesus continue nos abençoando e nos dando a paz que excede todo o nosso entendimento.

    https://www.youtube.com/watch?v=Y2TeM-nXpxk

  • TOP 10 – Bandas gospel e ministérios de maior destaque na atualidade

    Esses ministérios e bandas gospel são cantados e tocados por igrejas no Brasil afora. Podem não ser os melhores, mas, há uma quantidade considerável de anos, tem conquistado um público e se destacado na cena cristã.

    Decidimos aqui colocar grupos que se intitulam como ministérios ou fazem música congregacional, não abrangendo, assim, outros estilos, como bandas gospel de rock, pop, e outros gêneros.

    Vamos conferir? (Lista atualizada em junho de 2015).

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    [tab title=”10º”]

    Ministério Unção de Deus

    O Ministério Unção de Deus surgiu em 2003, e graças a composições e produção musical de Ronald Fonseca, alcançou sucesso nacional em 2005 com o álbum Para Chamar Tua Atenção e o hit “Fala Deus”, que foi indicado ao Troféu Talento. Dando continuidade, o grupo lançou, em 2008, o álbum Separados, com composições de Ronald, Luiz Arcanjo, Davi Sacer e do vocalista Rafael Novarine. A canção “Palavra Final” se tornou bastante notória. Apesar de terem escorregado com Estou Pronto, a banda lançou, em 2014, o álbum Confia.

    https://www.youtube.com/watch?v=Bdzp99ElKF8

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    [tab title=”9º”]

    Adoração e Adoradores

    Um projeto de Massao Suguinhara, o Adoração e Adoradores foi sucesso por várias músicas, como “Vim para Adorar-Te” e até mesmo “Foi por Amor”, do seu álbum mais recente. Um dos seus destaques são as várias parcerias e participações especiais nos discos, como Ana Paula Valadão, David Quinlan, Daniela Araújo, Fernandinho, Adhemar de Campos, Fernanda Brum, Filhos do Homem, Paulo César Baruk, André Valadão e outros.

    https://www.youtube.com/watch?v=v7Lh0raMIqI

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    [tab title=”8º”]

    Ministério Ipiranga

    O Ministério Ipiranga tornou-se nacionalmente conhecido através do cantor e ex-vocalista Davi Passamani. Oriundos da Igreja do Evangelho Quadrangular, o grupo é até hoje lembrado pelo hit “Resusscita” e pela canção “Última Chance”. O Ministério Ipiranga perdeu um pouco sua notoriedade nos últimos anos com a saída de Davi, mas suas músicas ainda são lembradas.

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    [tab title=”7º”]

    Sarando a Terra Ferida

    O Sarando a Terra Ferida é uma banda gospel de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e tornou-se nacionalmente conhecido através da canção “Seja Adorado”. O grupo soma vários álbuns lançados pela MK Music, e ganha o nosso sétimo lugar dentre as bandas gospel, principalmente por seu trabalho estar recebendo, aos poucos, destaque em igrejas cristãs pelo país. O disco mais recente é Deus do Secreto, e o clipe da faixa-título já alcançou quase dois milhões de visualizações.

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    [tab title=”6º”]

    Pedras Vivas

    Apesar do nome Pedras Vivas ter surgido em 2011, a banda é muito mais antiga do que isso. Já foram chamados de Comunidade Cristã de Goiânia, quando fizeram sucesso com a música “Poder da Oração”, nos vocais de Alda Célia, do álbum homônimo, lançado pela MK Music. Quando a igreja a qual fazem parte mudou de nome, o grupo passou a ser chamado de Ministério Fonte da Vida de Adoração. Nesta época, o Pedras Vivas foi apenas um sucesso local, o que dificultava sua inserção nos louvores de outras igrejas, até mesmo de Goiânia. Após discos como Geração Apostólica (2006) e Santidade ao Senhor (2007), o grupo reduziu a sua formação, mudou seu nome para Pedras Vivas e lançou o álbum Na Tua Memória pela Sony Music. A partir disso, sua música ficou conhecida por todo o país, e ao pouco se insere nos repertórios das igrejas, logrando como uma das principais bandas gospel da atualidade.

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Trazendo a Arca

    Se este TOP 10 tivesse sido feito em 2008, certamente o Trazendo a Arca estaria no topo em relação as bandas gospel. A cisão do Toque no Altar, que gerou este grupo, foi um sucesso meteórico com o álbum Marca da Promessa, que gerou hits como a faixa-título, “Sobre as Águas”, dentre praticamente todas as músicas do álbum. Sua gravação no Maracanãzinho em 2008, é, até hoje, uma das produções mais ambiciosas do gospel nacional. No entanto, em 2009, a banda embarcou na proposta de apresentar canções mais complexas e reflexivas, o que gerou a trilogia formada pelos álbuns Pra Tocar no Manto, Salmos e Cânticos Espirituais e Entre a Fé e a Razão. Este último foi produzido sem dois integrantes, Verônica e Davi Sacer. O Trazendo a Arca acabou escorregando no álbum Na Casa dos Profetas, gravado sem a participação de seu produtor, pianista e arranjador, Ronald Fonseca. Desde então, o conjunto nunca mais foi o mesmo de seus anos áureos. No entanto, sua coleção de sucessos ainda o faz ter um alto público em apresentações, sobretudo em relação as músicas escritas por Luiz Arcanjo, o principal e mais proficiente compositor do Trazendo a Arca desde sempre.

     

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    [tab title=”4º”]

    Voz da Verdade

    Mesmo não sendo uma banda congregacional propriamente dita, o Voz da Verdade é uma banda fundada no final dos anos 70, como o grupo musical de uma igreja com o mesmo nome. Representada pelos irmãos Carlos e José Luiz Moysés (este último, que saiu recentemente) a banda atravessou décadas, mudou seu som e integrantes. Pais e filhos passaram pelo grupo, integrantes morreram, mas o conjunto segue na ativa. Também polêmico por questões teológicas, a banda colecionou sucessos ao longo dos anos, como “4ª Dimensão”, “Lute”, “Sou um Milagre”, “Coração Valente”, “Projeto no Deserto”, “Pra que”, “O Escudo”, dentre outras. Seus discos mais recentes receberam menor apelo popular, mas o grupo contém um público muito forte nas igrejas pentecostais. Com a cisão recente na formação, em que metade dos membros saíram, o grupo lançou o álbum Heróis em 2014, mas mantém-se como uma das bandas gospel de maior tradição no gênero.

    https://www.youtube.com/watch?v=dIeFGhEIUYw

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    [tab title=”3º”]

    Renascer Praise

    O Renascer Praise sempre foi um grupo bastante conhecido nos arredores de São Paulo, mas manteve-se um pouco desconhecido nos demais locais do Brasil. A expansão de sua popularidade começou em 2010, quando o grupo assinou um contrato com a Sony Music e lançou Andando Sobre as Águas. Uma de suas canções mais conhecidas é “Lugares Altos”, e durante estes anos, o grupo contou com o apoio de cantores e bandas que eram parte da Renascer em Cristo, como o grupo de rock Resgate, o Katsbarnea, o cantor Marcelo Aguiar e o rapper DJ Alpiste. Recentemente, foram indicados ao Grammy Latino com seu décimo oitavo álbum, Canto de Sião.

     

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    Diante do Trono

    O Diante do Trono foi, por mais de uma década, e talvez até os dias de hoje, como o nome mais comum e lembrado quando se trata de bandas gospel em geral. Fundado pela cantora e compositora Ana Paula Valadão, passaram grandes nomes da música cristã pelo grupo, como Nívea Soares e André Valadão. Com canções clássicas como “Águas Purificadoras”, “Preciso de Ti” e “Coração Igual ao Teu”, várias de suas canções antigas ainda tocam em muitas igrejas pelo país. A partir de 2005, com Ainda Existe uma Cruz, as canções do grupo se tornaram cada vez mais complexas, e com a popularidade de grupos como o Toque no Altar, a notoriedade da música do Diante do Trono foi caindo gradativamente. Com os anos, novos integrantes foram entrando, com destaque a Israel Salazar. O Diante do Trono viu seu sucesso reaquecer com Creio, mas mesmo assim perdeu os trilhos nos lançamentos subsequentes. Mas é claro, o Diante do Trono é o Diante do Trono e mesmo assim possui uma base de fãs impressionantes, que lotam seus eventos por todo o Brasil.

    https://www.youtube.com/watch?v=FhbjwOWwCCk

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Livres para Adorar

    Eles existem desde 2005, mas sua popularidade se estendeu em 2009, com o disco Pra que Outros Possam Viver. As canções “Mais Forte que a Morte” e “Vai Valer a Pena” se tornaram sucesso em muitas igrejas no Brasil, e a regravação desta última, com a participação de Heloisa Rosa, confirmou isso. Apesar do nome Livres para Adorar ser forte, a imagem do vocalista do grupo, Juliano Son, tem-se destacado fortemente nos últimos anos, quase como um cantor solo. O músico foi o autor do conceito por trás de Mais um Dia, lançado em 2011, e que foi notório por sucessos como “Quando o Mundo Cai ao Meu Redor”, “O Ladrão em Mim” e “Um Lugar para Descansar”. Com influências do rock alternativo, britpop e de composições melancólicas, Son & Cia tem conquistado espaço no repertório das igrejas.

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    E aí, o que acharam da nossa lista de ministérios e bandas gospel? Mudaria alguma de lugar, tiraria ou acrescentaria? Comente, sua participação é importante!

  • Fique Sabendo – PG, Diante do Trono, Aline Barros, Rayssa e Ravel e muito mais

    Hoje é mais uma sexta-feira e trazemos, aqui, pra vocês, mais um Fique Sabendo. Esta semana tivemos muitas capas de futuros lançamentos divulgados. Isso e muito mais você vê aqui.


    PG divulga a capa do álbum Senhor Exaltado Tu És

    O cantor PG, que no mês que vem lançará seu primeiro projeto pela Som Livre, divulgou, nesta quarta-feira a capa de seu álbum Senhor Exaltado Tu És. As sessões de fotografia ocorreram nos mesmos locais onde foram gravados os dois clipes de divulgação do projeto. Um deles, da canção “Ser Alguém”, já foi noticiado aqui. O álbum carrega grande expectativa do público, principalmente pela participação de Juninho Afram em uma das faixas.PG - Senhor, Exaltado Tu És - 2015


    Diante do Trono divulga a capa do álbum Tetelestai

    A banda Diante do Trono, sob o comando de Ana Paula Valadão, divulgou nesta terça-feira um vídeo, divulgando a capa de seu álbum Tetelestai e explicando todo o conceito do projeto. O encarte foi produzido pela Quartel Design, como tradicionalmente ocorre nas produções do conjunto. O resultado final dividiu opiniões. Alguns acharam a capa bastante adequada, enquanto outros consideraram uma imagem de Ana desnecessária, além do significado da palavra “tetelestai”. Confira abaixo.


    Gravação de Aline Barros teve pouco público

    A gravação do DVD Extraordinária Graça, de Aline Barros, sofreu uma baixa no público. Poucas horas anteriores à gravação, a pista estava bastante vazia e sobraram ingressos. Acredita-se que um dos motivos seja o alto valor do ingresso e a crise financeira que o país vive. A gravação sofreu atrasos e problemas técnicos, e terminou de madrugada. O álbum tem direção de vídeo de Marina de Oliveira, produção musical de Ruben di Souza, além das participações de Fernandinho e Bruna Karla.


    Jonas Villar gravará DVD em Belo Horizonte neste sábado

    O cantor Jonas Villar gravará um novo álbum na capital mineira, neste sábado, 20 de junho. Segundo a Universal Music, gravadora do cantor, o projeto conterá canções inéditas e regravações de peso, como “Noites Traiçoeiras”, “Meu Barquinho” e “Eu Navegarei”. A participação do cantor Kalebe, nesta gravação, é algo bastante destacado por Jonas, o qual afirma ser um grande amigo. O evento ocorrerá no Parque das Mangabeiras.


    Rayssa e Ravel divulgam a capa do álbum O Olhar de Deus

    A gravadora MK Music divulgou, em suas redes sociais, a capa do novo álbum da dupla Rayssa e Ravel pela gravadora, O Olhar de Deus. Segundo a empresa, o projeto já está em fábrica e será lançado em breve.Rayssa e Ravel - O Olhar de Deus - 2015


    Livres para Adorar lançará novo álbum em agosto

    O Livres para Adorar, ou simplesmente Livres, lançará seu novo disco em agosto. Durante esta semana, o cantor Juliano Son publicou, em suas redes sociais, que o grupo estava participando de uma sessão de fotos para o novo projeto.


    Antônio Cirilo, do Santa Geração, apresenta a capa de Minha Vida Mudou

    Outro que apresentou nova capa esta semana foi Antônio Cirilo. Líder do Santa Geração, o cantor chega com um lançamento pela Onimusic. Apesar de afirmar, desnecessariamente, que o disco surgiu através de jejum e oração (afinal, é o que se espera, obrigatoriamente, de qualquer projeto de música cristã), o cantor fez um alerta sobre a pirataria, pedindo que comprem seus discos.Santa Geração - Antônio Cirilo - Minha Vida Mudou - 2015


    Voz da Verdade gravará DVD em agosto

    A banda Voz da Verdade gravará o DVD Heróis no Ginásio do Ibirapuera, em 22 de agosto. O projeto será a primeira produção audio-visual que marcará a diminuição da formação. Um conflito entre a família do conjunto causou um “racha” na formação do grupo, que segue com metade de seus membros.


    Bruna Olly lança single no Dia dos Namorados

    A cantora Bruna Olly lançou, na sexta-feira anterior, um single de Dia dos Namorados. A canção “Não sou Poeta” foi escrita por Tony Ricardo. O instrumental gravado podia ter sido melhor trabalhado, com cordas menos sobrepostas e investindo mais no folk, mas mesmo assim é uma canção interessante. Ouça:


    Marcela Taís confirma possibilidade de gravar um projeto áudio-visual

    Nesta quinta-feira, em um bate-papo com fãs, a cantora Marcela Taís afirma que pode gravar um projeto que se assemelhe a um DVD: “Tem um projeto similar que será filmado semana que vem! Aguardem, surpresa!”


     

    Até a próxima semana!

     

  • TOP 10 – Músicas sobre sonhos

    Os sonhos nos acompanham por toda a vida. Por sonhos, grandes homens e mulheres construíram legados como seres humanos e como cristãos. Planos e projetos mudaram a história da humanidade. No entanto, nossos sonhos e vontades nem sempre estão alinhados com a vontade e a soberania de Deus, certo? Em muitos momentos, Ele nos guia para outras direções, que são as mais corretas. Por isto, este TOP 10 vem a citar dez canções sobre sonhos que enfatizem a vontade de Deus sobre os seres humanos. Confere aí!

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    Sonhos não Têm Fim – Eyshila

    Faixa-título de um de seus álbuns, “Sonhos não Têm Fim” foi escrita por Eyshila, e encaixa-se nesta temática de sonhos e projetos. (2011)

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    [tab title=”9º”]

    O Sonho não Acabou – Gisele Nascimento

    Escrita pela dupla Sérgio Marques e Marquinhos, é a faixa-título de um dos mais recentes álbuns de Gisele Nascimento. Com uma letra que fala sobre o cumprimento de promessas, típico do estilo pentecostal, a cantora emprestou sua voz forte para cantar sobre a certeza e confiança em Deus, dizendo “O sonho não acabou, meu Deus realizará / Sua palavra é certa eu posso confiar / Preciso esperar”. (2013)

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    [tab title=”8º”]

    Vou Realizar – Mariana Valadão

    Escrita por Felippe Valadão, “Vou Realizar”, de Mariana Valadão abordam sonhos praticamente impossíveis, mas que, sonhados por Deus, tornam-se reais. A faixa foi regravada no álbum Vai Brilhar. (2009)

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    [tab title=”7º”]

    Na Tua Vontade – Vanilda Bordieri

    “Na Tua Vontade”, faixa-título de um dos mais recentes projetos de Vanilda Bordieri, é uma das canções que se encaixam perfeitamente na temática deste TOP 10. Alguns de seus versos afirmam: “Embora sempre diga seja feita Tua vontade / Na maioria das vezes não é bem assim / Quero que seja cumprido o que eu sonhei / Esqueço que pra mim Tu tens / Planos melhores, coisas que jamais imaginei / Sonhos que não vão me afastar do Teu querer“. (2014)

    https://www.youtube.com/watch?v=IeZ1iiR9Dgw

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    [tab title=”6º”]

    No Teu Altar – Diante do Trono

    “No Teu Altar” é mais uma canção em forma de oração. Gravada pelo Diante do Trono para o seu álbum Nos Braços do Pai, enfoca a renúncia as vontades pessoais em submissão à soberania de Deus manifestada em Seus sonhos. (2002)

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    [tab title=”5º”]

    Para Onde Ir – Davi Sacer

    Conduzida por um arranjo melancólico, “Para Onde Ir”, de Davi Sacer, é parte do álbum Às Margens do Teu Rio. Sua letra explicita um conflito entre as vontades do eu lírico, as vezes aceitas e negadas por Deus, e a súplica de que todos os seus sonhos e projetos sejam substituídos pelos planos de Deus. (2012)

    https://www.youtube.com/watch?v=v_QLefSUe6w

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    [tab title=”4º”]

    Nossos Planos – Aline Barros

    De Marcelo Manhãs, “Nossos Planos” enfatiza que “nossos sonhos são enganos / se não forem projetados por Deus“, reafirmando que mais importante é seguir os seus planos. Aline Barros a interpreta competentemente. (2003)

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    [tab title=”3º”]

    Teus Sonhos – Fernandinho

    Um dos hits do cantor Fernandinho e faixa-título de um dos seus discos, “Teus Sonhos” é uma de suas canções mais fortes, abordando a necessidade de deixar a independência e guiar-se pela vontade de Deus, focando em Seu Reino. (2012)

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    [tab title=”2º”]

    Não Importa Mais – Aeroilis

    Uma das canções mais belas da banda Aeroilis, se destaca em nosso TOP 10, na segunda posição, por possuir uma abordagem diferente em sua letra. O eu lírico observa os acontecimentos da sua vida, os planos pensados que não se realizaram, e as ocorrências, afirmando que nada disso importa, pois os sonhos e projetos de Deus são maiores que os de qualquer pessoa. Foi escrita e arranjada pelo vocalista Raphael Campos e já foi tema de uma reflexão aqui no site.  (2010)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Sonhos – Chris Durán

    O primeiro lugar é o maior sucesso de Chris Durán desde o início de sua carreira no segmento cristão. “Sonhos” foi escrita por Ismael Ramos, que faz participação especial nos vocais. De melodia suave, a faixa foi escrita em primeira pessoa, como se Deus estivesse falando ao ouvinte. Foi também regravada pela dupla Ma-Lu, numa versão bastante conhecida. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=Bz4o4rhzZ_M

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • TOP 10 – Melhores álbuns de 2005

    Há dez anos estávamos em 2005, um ano cheio de lançamentos. Pensando nisso, a equipe O Propagador, composta por colunistas adeptos de diferentes gostos e opiniões discutiram e escolheram a lista, que busca ser a mais imparcial e impessoal possível. Alguns critérios foram levados em conta, como produção musical, arranjos, letras e principalmente adequação ao estilo proposto.

    Vamos conferir?


    10º: Deus de Promessas – Toque no Altar

    Deus de Promessas - Toque no Altar - 2005Um dos principais discos da carreira do Toque no Altar, Deus de Promessas possui algumas das mais icônicas canções congregacionais da última década. Não há evangélico no Brasil que não tenha ouvido pelo menos uma vez “Deus de Promessas”, “Bendito eu serei” ou “Se a Tua voz ouvir”. Produzido por Ronald Fonseca e Davi Sacer, o projeto buscou seguir uma temática clara: as promessas do Senhor para o seu povo começando pela história de Abraão. Um dos detalhes que chama a atenção neste trabalho é a quantidade de faixas, bem abaixo do padrão usual no momento, somando oito canções, mais uma mensagem do pastor Marcos Gregório. O CD tornou-se um marco não apenas na trajetória do Toque no Altar, mas também na história da música cristã. Não à toa, o grupo foi indicado a nove categorias do extinto Troféu Talento saindo vitorioso em cinco, entre elas Melhor CD – Adoração e Louvor, Música do ano e Destaque 2005. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Deus de Promessas, Bendito eu Serei e Se a Tua Voz Ouvir


    Ludmilaferber_adoracaoprofetica49º: Nunca Pare de Lutar – Ludmila Ferber

    Mesmo se tratando de um disco um tanto quanto inconsistente, Ludmila Ferber se garante como artista. O repertório é autoral e diz respeito a questões incomuns, ou pouco cantáveis no meio cristão. A faixa-título do álbum é uma de suas canções mais fortes, e, claro, o disco se destaca por outras músicas, embaladas por uma banda de apoio de respeito. (texto por Tiago Abreu e Renan Pablo)

    Ouça: Nunca Pare de LutarVai Tudo Virar Crente Profetiza


    Milagres_-_André_Valadão8º: Milagres – André Valadão

    Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos, como a canção que intitula o projeto, entre outras, como “Livre Sou”. (texto por Renan Pablo e Tayse Souza)

    Ouça: Milagre e Tempo de Milagres


    7º: Antes do Sol Nascer – Nádia Santolli

    Nádia Santolli - Antes do Sol NascerNão é a sua área, mas teve êxito. Nádia Santolli é, claramente mais confortável no pop rock, mas Antes do Sol Nascer, seu registro com influências do louvor comunitário parece ir além do que aguardamos em bons discos congregacionais: letras interessantes e que fogem parcialmente do contexto adoração e louvor. Como uma fuga parcial, o disco não é prejudicado por sua versatilidade, e no geral é um ponto alto na carreira da cantora, conhecida por seu talento vocal. Produzido por Kleber Lucas, veio a figurar uma das melhores letras de Nádia, “Antes do Sol Nascer”. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Antes do Sol Nascer


    6º: Ainda Existe Uma Cruz – Diante do Trono

    Diante do Trono Ainda Existe uma Cruz 2005O princípio do oitavo trabalho do Diante do Trono é a afronta direta à Teologia da Prosperidade, elaborando uma grande metáfora a respeito do quebrantamento. O grande segredo de Ainda Existe uma Cruz, é que, de uma forma bem minuciosa, nos mostra que o cristianismo, atualmente, não aprende e não evolui. Embora tenha sido criticado por ser um disco com nuances de uma estrutura tão simples quanto efetiva, apresenta o cru do evangelho tão esquecido, além de muitos detalhes complexos e subjetivos por toda a obra.  (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Ainda Existe uma Cruz aqui.

    Ouça: Ainda Existe Uma CruzIsaías 40 e Quero Seguir-Te


    5º: Acústico – Voices

    Voices - Acústico - 2005Incomum para uma gravação de estúdio, o Voices fez um disco de canções acústicas distante do público, mas o que mostrou ser uma proposta diferente de tudo o que o grupo vocal tinha apresentado antes. Com a entrada de Lilian Azevedo e a despedida de Jozyanne, Acústico é uma escolha obrigatória para qualquer um que procura ouvir Voices. O álbum tem algumas músicas que se tornaram bem conhecidas, como “Meu desejo”, “Vivo Ele está”, “Tudo é possível” e “Recomeçar”. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: Recomeçar, Meu Desejo e Tudo é Possível


    4º: Deus – Lauriete

    Lauriete Deus 2005

    Uma das grandes referências quando o assunto é música pentecostal: essa é Lauriete. Em sua longeva carreira, a cantora lançou diversos CDs de grande repercussão e em 2005 lançou o que pode ser considerado o melhor trabalho pentecostal do ano, o CD Deus. Com canções fortes, não demorou pra cair na boca dos inúmeros grupos de circulo de oração e mesmo da juventude por todo o país. Canções como “Óleo Santo”, a versão “Dias de Elias” (Daysof Elijah), “Deus vai agir”, entre outras conseguiram grande repercussão. O destaque realmente é a qualidade do repertório aliado a uma produção impecável. Em suma, Deus completa dez anos de lançamento, mas continua tão atual quanto em sua época. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Dias de Elias, Óleo Santo e Deus Vai Agir


    3º: Terremoto – Eyshila

    Eyshila - Terremoto - 2005É o melhor álbum de Eyshila. Gravado ao vivo na Igreja Assembleia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, é em Terremoto que a cantora estabelece um projeto totalmente congregacional, e relativamente temático. Canções como “Chuva de Poder”, “Terremoto”, “Fala Comigo”, “Vontade de Adorar” são, até hoje, constantes nas apresentações da artista e estão dentro de seus maiores sucessos. (texto por Tayse Souza e Tiago Abreu)

    Ouça: Terremoto, Fala Comigo e Chuva de Poder


    2º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3

    Oficina G3 - Além do que os Olhos Podem Ver - 2005A saída de PG inspirou a Oficina G3 a fazer o seu melhor trabalho pós-Indiferença. Além do que os Olhos Podem Ver tem todos os elementos de um álbum de rock de respeito: produção musical afiada, riffs marcantes, letras instigantes, mas ao mesmo tempo sensibilidade artística. As interpretações vocais de Juninho Afram são esforçadas, e em relação aos discos anteriores, chega a ser fantástica. Refletindo sobre os relacionamentos humanos, hipocrisia religiosa e os vários “juízes”, a lírica do disco é muito superior aos trabalhos antecessores do trio. O resultado foi imediato: 20 mil cópias vendidas em três dias e disco de ouro em poucos meses. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Réu ou Juiz, A Lição e O Fim é só o Começo


    1º: Apostólico – Renascer Praise

    Renascer Praise 12 - ApostólicoO melhor álbum de 2005 é uma das maiores produções do meio gospel nacional. Gravado ao vivo no dia 7 de setembro de 2005, no Estádio do Pacaembu, com um público de 70 mil pessoas, o Renascer Praise 12, intitulado Apostólico, fala sobre a vida de Josué, e faz uma analogia aos 12 apóstolos, ao mesmo tempo em que conta com 12 canções, celebrando também os 12 anos de carreira do grupo. A maior gravação do Renascer Praise até hoje, contou com um corpo de bailarinos composto por 3 mil bailarinos, das igrejas Renascer em Cristo, bem como as baterias ”De Bem com a Vida” e ”Salmo 150”, além do grupo de percussão ”Guerreiros da Luz”, e uma orquestra formada por mais de 100 músicos. Todos sobre um dos maiores palcos montados no país, cuja concepção permitiu-lhe interligar-se ao tobogã geral do estádio, onde um dos maiores corais do país, constituído por 12 mil cantores, de diversas Igrejas Renascer Em Cristo, se posicionou, e interagiu com as canções formando um imenso telão humano, exibindo nomes e imagens, entre eles a bandeira nacional, o número 12, em menção à gravação, o nome ”Jesus” e a pomba do Espírito Santo. (texto por Renan Pablo)

    Ouça: Na Força Do Louvor, Alvo Mais que a Neve e Na Tua Presença


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!