Formada no Rio de Janeiro, em meados de 1979, o Rebanhão foi uma das mais expressivas e notáveis bandas de rock cristão dos anos 80 e 90. Sua discografia é eclética, abrangendo diversas fases e formações na qual passou. Em seu início, o grande mestre foi Janires, no qual era vocalista e compositor de grande parte das músicas. Em sua saída, em 1985, a banda esteve centrada em três importantes figuras: Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix, todos também da formação inicial. Mais tarde, com a saída de Felix e Marotta, Braconnot recrutou novos músicos, como Pablo Chies e Rogério dy Castro, lançando mais alguns álbuns, até que em 2000 o grupo chegou ao seu fim.
Guia discográfico
Mais Doce que o Mel (Doce Harmonia/1981): Estreia do grupo, registra magistralmente a habilidade musical de Janires, com o choro “Casinha”, o progressivo medley contendo “Salas de Jantar” e, principalmente seu clássico “Baião”. As composições de Carlinhos Felix não ficam muito atrás, destacando-se através de “Monte”. “Refúgio”, de Pedro Braconnot é uma das melhores baladas do Rebanhão. (Nota: [usr 5])
Luz do Mundo (Arca Musical Evangélica/1983): Dando sequência à Mais Doce que o Mel, as composições de Janires estão cada vez mais refinadas. “Hoje sou Feliz” e “Casa no Céu” possuem lírica impressionante, enquanto as composições de Carlinhos se mantém no mesmo nível. Paulo Marotta e Kandell impressionam na base instrumental. (Nota: [usr 5])
Janires e Amigos (Doce Harmonia/1985): O disco funciona muito bem enquanto solo de Janires, de longe o melhor membro do Rebanhão. No entanto, como banda, o álbum é deslocado. Destaque para as letras de “Helena, todo o pecado estará perdoado” e “Arca (Festa de arromba Evangélica)”. (Nota: [usr 4.5])
Semeador (PolyGram/1985): A falta das composições de Janires são notáveis, mas desta vez há uma maior unidade no quarteto com a entrada do novo baterista Fernando Augusto. (Nota: [usr 3.5])
Novo Dia (PolyGram/1987): “Razão” é o claro exemplo de que o grupo poderia sobreviver sem Janires tendo Pedro Braconnot como compositor. Embora a produção musical seja extremamente datada, o trio Felix/Marotta/Braconnot, juntamente com Fernando Augusto apresentou um álbum coeso e maduro.(Nota: [usr 4.5])
Grandes Momentos (Continental/1988): Abrangendo os álbuns Semeador e Novo Dia, a seleção de repertório desta coletânea foi infeliz. Músicas fundamentais como “Primeiro Amor” e “Nele Você Pode Confiar estão presentes, mas a falta de “Viajar”, “Razão” e muitas outras é inadmissível. (Nota: [usr 2.5])
Princípio (Gospel Records/1990): Álbum que mergulhou na cara da nova década, apresentou o novo conceito de música cristã que Janires insistia em seu início. O líder, desta vez foi Braconnot, que surpreende nas reflexões feitas em “Palácios” e “Metrô”. Além de um ótimo repertório composto por faixas como “Muro de Pedra”e “Selo do Perdão”, a escolha da banda de regravar “Princípio”, que relembra a morte do ativista Chico Mendes é altamente feliz. (Nota: [usr 5])
Pé na Estrada (Gospel Records/1991): Despedida de Carlinhos Felix e Paulo Marotta, é o disco musicalmente mais ousado feito pelo trio clássico do Rebanhão. “Elo Perdido” e seu arranjo progressivo é talvez um dos TOP5 do grupo, além do hard rock de “Criação”. O que realmente tira o mérito de perfeição de Pé na Estrada é sua faixa final, “Nzile Nzulu”. (Nota: [usr 4.5])
Enquanto é dia… (Gospel Records/1993): Introspectivo e melancólico, Enquanto é dia… é talvez uma luz no fim do túnel para quem achava que o Rebanhão estava totalmente acabado após a saída de dois integrantes. Mas não é para se iludir: apesar de músicas incríveis, como “Me Leva pra Casa” e “Mistério”, esta última nos vocais de Dico Parente, o trabalho da banda nunca superaria o de sua formação mais notável. (Nota: [usr 3])
Por Cima dos Montes (Warner/1996): Álbum praticamente solo de Pedro Braconnot com a alcunha do Rebanhão, é um ponto baixo na carreira do grupo. Regravações em excesso e um repertório tão melancólico quanto o anterior, porém sem o brilho apresentado antes. (Nota: [usr 2])
O Melhor do Rebanhão (Gospel Records/1998): Na proposta de unir as melhores músicas de Princípio, Pé na Estrada e Enquanto é dia…, não dá para entender a escolha de “Nzile Nzulu”. Ainda, “Arsenal” poderia ter sido substituída por alguma faixa do álbum de 1993. (Nota: [usr 3])
Vamos Viver o Amor (Dunamis/1999): A nova e última formação do Rebanhão não possuía nenhuma característica que remetesse ao grupo em questão, e o resultado foi um disco que em nada lembra o restante da discografia do conjunto. (Nota: [usr 1.5])
Melhores músicas
Ano 2000, Arca (Festa de Arromba Evangélica), Baião, Casa no Céu, Casinha, Refúgio, Elo Perdido, Fronteiras, Hoje sou Feliz, Mamãe, Me Leva pra Casa, Mistério, Muro de Pedra, Nele Você Pode Confiar, Palácios, Razão, Selo do Perdão e Viajar.
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