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  • Deus em Debate – O argumento cosmológico

    De volta à série Por que acreditar em Deus? , trataremos agora do primeiro argumento citado no post anterior: O argumento cosmológico.

    O argumento cosmológico é um raciocínio filosófico que visa buscar uma causa primeira (ou uma causa sem causa) para o Universo (Geisler., 2002). Segue-se, portanto, que este é um dos argumentos mais utilizados atualmente para a existência de Deus.

    Há três variantes básicas do argumento cosmológico, cada uma com distinções sutis, mas importantes, sendo estas: argumento da causa (do qual iremos tratar especificamente), da essência (essencialidade), do devir (tornando-se), além do argumento da contingência.


    Desenvolvimento

    O argumento cosmológico Kalam pode ser exposto com um silogismo simples:

    1. Tudo o que passa a existir tem uma causa.
      b. O universo passou a existir.
      c. Logo, o universo tem uma causa.

    Observemos agora estas premissas detalhadamente.

    Tudo o que passa a existir tem uma causa.

    O nada não pode trazer o tudo à existência. É mais fácil, racional, e lógico, acreditar em MAGIA, pelos menos na magia nós temos a cartola e o mágico, já no outro caso nós temos apenas um coelho surgindo do “nada”.

    O universo passou a existir.

    O universo não pode ser resultado do nada, pois o nada não pode criar nada. Além disso o universo não é infinito, pois se assim o fosse então todos os eventos passados (pense na hipótese de um passado do universo infinito) na história do universo seriam infinitos.

    Os matemáticos reconhecem que a existência de um número infinito de coisas leva a auto-contradições. Exemplo: quanto é infinito – infinito? David Hilbert, talvez o maior matemático do século 20, escreveu: “O infinito não pode ser encontrado em nenhum lugar da realidade. Não existe na natureza, nem fornece uma base legitima para o pensamento racional. O papel que resta para o infinito é somente o de uma ideia”.

    Conclui-se que os eventos passados não são apenas ideias, mas são reais, então o número de eventos passados deve ser finito. Portanto o universo teve um começo.

    Logo, o universo tem uma causa.

    Sustentar a premissa da causalidade do universo não é uma tarefa simples, pois exige uma série de pré-requisitos para tal coisa,em outras palavras a causa do universo têm de ser transcendental, ou seja, não pode ser participante das dimensões do tempo e do espaço físicos, além de não ser constituída da matéria, ou energia finita, antes pelo contrário, esta causa deve dispor-se de poder inimaginável para trazer a existência o universo.

    Resta-nos admitir que a criação do universo só pode ter sido causada por um ser pessoal etranscendental, sendo que este deve possuir os seguintes atributos: não-causado, atemporal, imaterial, e dotado de um poder inimaginável.

    Não-causado (eterno) obviamente diz respeito a um ser pessoal que não está restrito à uma causa existencial, do contrário a ideia da “infinitude do universo” também seria válida. Deus é eterno (Salmos 90.2), portanto atende ao primeiro requisito!

    Atemporalidade diz respeito ao “tempo”, ou seja, se o universo teve um começo, então ele não pode ser atemporal (eterno/infinito), sendo assim para que o mesmo fosse criado, seu criador (ser pessoal) não poderia pertencer à dimensão do tempo, ainda ouço dizer que o “tempo” foi criado por esse ser pessoal e transcendental. Nosso tempo não é o tempo de Deus, além disso Ele não está restrito à dimensão que criou(2 Pedro 3. 8)!

    Imaterial trata da separação entre esse ser pessoal da matéria e energia finita. Entendemos que Deus é Espírito (João 4. 24), portanto essa descrição é coerente com a bíblia!

    Poder inimaginável é fator indispensável para causalidade do universo. Um ser pessoal fraco, ou limitado, não poderia ter formado o universo com tamanho “equilíbrio” e singularidade. Deus é todo-poderoso (Jó 26. 14; Salmos 147:5)!


    Conclusão

    Podemos concluir que o argumento cosmológico é uma das mais simples e eficazes provas da existência de Deus, sendo extremamente prático, lógico, e racional. Se você quer aprender sobre este e outros argumentos, então fique ligado na coluna Deus em Debate e, é claro, deixe seu comentário, elogio, ou crítica abaixo. O importante é seu feedback.


    Referências

    Geisler., N. (2002). Argumento Cosmológico. São Paulo: Enciclopédia Apologética.

  • Fronteira – Existe mesmo arte gospel e secular?

    Nos últimos dias, suscitou uma polêmica em torno de alguns músicos gospel. Fugindo dessa questão, há um crescente debate sobre a arte sagrada, porém baseada nos mesmos pressupostos falhos.

    A formulação de questionamentos revela uma base de reflexões, e antes de questionar qualquer cultura e pensamento, devemos colocar em dúvida a própria base da questão, conferindo-lhe a verdade. E a grande pergunta é: pode-se ou não pode fazer arte secular?

    O cerne deste problema é uma grande falha do nosso atual sistema religioso. O que deve ser debatido não é a autorização para produzir arte secular, mas a enorme barreira entre o que é território do mundo e o que é da igreja. E o teor de preconceito que existe nestes lados é tão alto.

    Respondendo a esta polêmica, trago um texto do vocalista da banda Switchfoot, Jon Foreman, encontrado traduzido para o português no blog de Sandro Baggio:

     “Para ser honesto , esta questão me entristece, porque sinto que ela representa um problema muito maior do que simplesmente algumas músicas do Switchfoot. Na verdadeira forma socrática, deixe-me lhe fazer algumas perguntas: Lewis ou Tolkien mencionam Cristo em qualquer de suas séries de ficção? As sonatas de Bach são cristãs? O que é mais semelhante a Cristo, alimentar os pobres, fabricar móveis, limpar banheiros ou pintar um pôr do sol? Há um cisma entre o sagrado e o secular em todas as nossas mentes modernas. A visão de que um pastor é mais “cristão” do que um treinador de um time de voleibol feminino é falha e herética. A posição que um líder de adoração é mais espiritual do que um zelador é condescendente e falha. Essas vocações e propósitos diferentes demonstram ainda mais a soberania de Deus. Muitas canções são dignas de serem escritas. Switchfoot escreverá algumas; Keith Green, Bach e talvez você mesmo tenha escrito outras. Algumas dessas canções são sobre redenção, outras sobre o nascer do sol, outras sobre nada em particular: escritas pela simples alegria da música. Nenhuma dessas músicas nasceu de novo, e nesse sentido, não existe tal coisa como música cristã. Não. Cristo não veio morrer por minhas músicas, ele veio por mim. Sim. Minhas músicas são uma parte da minha vida. Mas, julgando pelas Escrituras, só posso concluir que o nosso Deus está muito mais interessado em como eu trato os pobres, os quebrantados e os famintos, do que com os pronomes pessoais que eu uso quando eu canto. Eu sou um crente. Muitas dessas músicas falam sobre essa crença. A obrigação de dizer isso ou fazer aquilo não soa como a gloriosa liberdade que Cristo morreu para me dar. No entanto, eu tenho uma obrigação, uma dívida que não pode ser quitada por minhas decisões líricas. Minha vida será julgada por minha obediência, e não por minha capacidade de limitar as minhas letras nessa ou naquela caixa. Todos temos vocações diferentes; Switchfoot está tentando obedecer ao que fomos chamados. Não estamos tentando ser Audio Adrenaline ou U2 ou POD ou Bach; estamos tentando ser Switchfoot. Uma canção que tem as palavras “Jesus Cristo” não é nem mais nem menos “cristã” do que uma instrumental (já ouvi muita gente dizer “Jesus Cristo” e não estavam falando sobre o seu redentor). Jesus não morreu por nenhuma de minhas músicas. Portanto, não há hierarquia de vida ou músicas ou ocupação, só há obediência. Temos um chamado para tomar a nossa cruz e seguir. Podemos ter certeza de que essas estradas serão diferentes para todos nós. Assim como você tem um corpo e cada parte tem uma função diferente, assim também, em Cristo nós, que somos muitos, formamos um só corpo e cada um de nós pertencemos uns aos outros. Por favor, seja lento em julgar “irmãos” que têm um chamado diferente.”

    Marcos Almeida, um dos maiores nomes do novo movimento, vem trabalhando nesse debate, e durante esses tempos de polêmicas, futilidades e mais rixas cristãs, sua resposta parece ter sido a única convincente em tanta gritaria vazia em prol de si mesmo. O debate não gira em torno da liberdade para criar arte secular, porém na falsa ilusão da separação do que é profano e do que é sagrado. Secular tem significado imundo, e gospel, o puro, mas são duas divisões que em si mesmas não existem. Uma criação sonora, tanto secular como gospel, é música, foram feitas pelas mesmas notas mundanas, usando os mesmos símbolos de linguagem, não se utiliza de um acorde celestial nem demoníaco, pois tudo que existe na Terra foi criado por Deus, para uso dos homens. É claro que a nossa cultura é sim manchada pelo pecado, tanto o falso termo gospel como o ilusório secular, pois provém de homens pecadores, no entanto, não significa que a arte peque, mas que ela é um fruto da criatividade de quem a detém.

    Como artista, um cristão não tem obrigação de definir sua arte para enquadrar-se nesses dois mercados tolos, porém, deve produzir algo que glorifique a Deus, conforme seu próprio chamado. No entanto, o significado do ato de glorificar a Deus não significa algo que deva ter as palavras e expressões gospel, evangélicas e/ou cristãs, contudo, somente glorificamos a Deus quando nos tornamos objeto de sua glória, ou seja, nosso interior se transforme a cada dia mais num espelho da face de Deus. Logo, a melhor definição de arte é aquela que expõe quem somos.

    O conceito de arte em si é uma discussão milenar, e gerou diversas teorias. O melhor significado que dá para se tirar com vários debates sobre, da teologia e da filosofia, pode-se supor que ela se relaciona com o interior do homem, de suas expressões mais profundas, mas qualquer sistema cultural faz com que essa expressão se engesse de acordo com seus valores, para servir os gostos da massa, do mercado, etc. Todo homem está em luta constante dentro de si mesmo, se deparando com algo que pode matar o seu ego e ponto de vista. A arte é a expressão disso, de como o ser humano se relaciona com essas guerras interiores, com a crítica do que é ruim. A verdadeira expressão artística é aquela que procura ser um espelho do seu autor. Também se relaciona com o simples prazer artístico, com o gozo de criar, pois compor uma obra é a suprema realização de um artista.

    Todavia, tanto o sistema religioso quanto o secular cria formas de sistematizar a criação artística para se adequar a mass media. O pior é ver que esse sistema é uma feitoria humana para o seu próprio ego, principalmente do próprio artista. Fugir de “caixas” é procurar um reconhecimento pelo que você faz do seu mais profundo interior, mesmo que não seja pleno, nem o mais verdadeiro e belo, pois o resto procura ser produto de massa.

  • Rocklogia – Brother Simion independente

    Após uma temporada na MK Music, Brother Simion decidiu seguir seu rumo de forma independente. Em 2004 produzia um novo disco, chamado Eclipse, o qual trazia a tão em moda sonoridade new metal. Apesar disso, o álbum não foi mal recebido, muito pelo contrário. O projeto é, até hoje, um dos mais elogiados do cantor.

    Eclipse, além de um disco antenado nos sons da época, revisitava o discurso de protesto e crítica não tão evidente nos dois trabalhos anteriores (embora haja, em poucas músicas). A grande paulada do projeto, com tons de novidade, é “Semideus”, com críticas ferrenhas à “líderes que transformaram igrejas do corpo de Cristo em empresas e se acham proprietários daquilo que só a Deus pertence”, conforme dedicatória contida na introdução do álbum. Esses falsos profetas, os quais o trabalho é dedicado, também são intrincados com as mensagens de exortação que Simion aborda em suas músicas, como a experimental “Perdoar” e “10 Real”, tratando a escravização de seres humanos através das drogas, um tema, convenhamos, bastante recorrente em toda a carreira do músico.

    https://www.youtube.com/watch?v=xrZ2RlE6-sk

    O disco não contém muitos pontos negativos, e ainda é muito agradável por “Ei, Amigo“, canção que, ao contrário das clichês faixas de amizades, aborda o quão difícil é as vezes caminhar na mesma direção, e que nossos ideais e diferenças não podem se sobrepor ao relacionamento que temos com nossos amigos. Simion também faz reflexões acerca de sua carreira, como em “Hotel Paradiso” e “Onde Deus me Levar”, sua última composição gravada por muitos anos. Se definitivamente fosse o último disco de inéditas de Brother, definitivamente seria uma ótima síntese do músico, apresentando, em suas letras, elementos essenciais do trabalho do cantor em cerca de 20 anos.

    Mas Simion não parou, e em 2005 lançou um álbum contando, de forma bastante legal o seu testemunho de vida, incluindo algumas versões acústicas e com cordas das canções “Hotel Paradiso”, “Ei, Amigo”, “10 Real” e “Onde Deus me Levar.

    Em 2007, o cantor lançaria mais um álbum, e novamente sem inéditas. Comemorando sua carreira, o cantor escolheu dez músicas de sua autoria em carreira solo e pelo Katsbarnea e produziu Gênesis for New Generation. Basicamente, o trabalho seguiu influências do pop rock e do rock progressivo contemporâneo. Em 2009, o cantor mudou-se para o exterior com sua família, para evangelizar.

    Simion esteve pelo Brasil em 2012, onde gravou um novo álbum, desta vez com músicas inéditas sob produção de Lucas Nogueira. O projeto estava sendo mixado em novembro daquele ano, mas algo aconteceu e até o momento em que escrevo este post, não foi lançado. Uma música, de título “Beautiful“, foi divulgada no site do cantor, que atualmente está fora do ar.

  • Kim, do Catedral, chama Thalles de “backing cantor”, e diz: “tenho pena”

    O vocalista do Catedral, conhecido por suas afirmações polêmicas, comentou o recente caso de Thalles nas suas redes sociais e criticou religiosos em um show, na cidade de Fortaleza. Kim chama Thalles de backing cantor, em sua postagem, e relembrou o acontecimento, no fim dos anos 90, em que sua banda entrou numa gravadora secular e decidiu não se limitar ao público gospel. Confira abaixo:

    O que uma pessoa despreparada para o “sucesso repentino” (que nesse caso é bem efêmero) pode fazer? Eis um perfeito exemplo. Bem, não me considero no “bojo dos cantores” que ele cita de forma leviana em comparações toscas e maldosas. Até porque não me rotulo, mas pra desbancar esse “backing cantor” precisaria usar “uma corda vocal apenas”, rsrsrs. Sabe de nada inocente! Tenho pena…
    Boa noite a todos…

    Em 1999, o Catedral anunciou, através da contratação com a Warner Music Brasil, que lançaria discos para o mercado secular, fazendo música para todos os públicos, o que aumentou as críticas ao grupo, que passou por situações desagradáveis e um processo judicial da gravadora MK Music, vencido pela banda.

    Nos comentários, fãs de Kim reiteraram a atitude do Catedral naquela época, afirmando que quem abriu as portas no meio secular foi a banda. Num dos comentários, Kim respondeu: “Pelo menos sou verdadeiro! Não engano ninguém! Não tenho títulos! Minha música é para todos! Inclusive para o gospel! Por que não? Seria incoerente se não fosse, pois é PARA TODO MUNDO!”. Também disse: “Quero ver chegar a 27 anos de carreira, vender 3 milhões e meio de CDs e depois disso decidir parar porque não precisa mais de NADA. E ai?”.

    Ainda, Kim disse:

    Alô galera com um pé no fanatismo religioso! O que vocês ainda estão fazendo aqui? Aqui é lugar pra quem curte MÚSICA INTELIGENTE! Bye bye então! Gracias…

    O Catedral vai encerrar sua trajetória este ano, com mais de vinte e cinco anos de carreira. Thalles não se pronunciou sobre as afirmações de Kim.

    Leia também: Entrevista com Kim, do Catedral

  • Boato sobre conversão religiosa de Zé Ramalho é mentira, saiba sobre

    Durante o início desta semana, iniciou-se a divulgação de uma informação que o cantor brasileiro Zé Ramalho teria se convertido ao protestantismo, deixaria de lançar discos e trabalharia divulgando sua música como forma de evangelização. Mas, nesta terça-feira, a assessoria de imprensa do cantor, desmentiu o fato, e pediu para que o público divulgasse. Confira:

    https://www.facebook.com/ZeRamalhooficial/posts/678740718926140?fref=nf

    A divulgação e proliferação de hoax é algo antigo na internet, e não ocorre apenas com Zé Ramalho. Dada a complexidade e amplitude das redes, informações se espalham em velocidade incrível, provocando especulações e conclusões incorretas.

  • Polemizando – Festa junina é coisa de crente?

    Acabamos de sair do mês de junho, mês em que acontece uma das festas mais tradicionais do país, as Festas juninas que comemoram dias de diversos santos da Igreja Católica.

    A festa popular foi, por muito tempo, ignorada e rejeitada pelos evangélicos, pois era tida como idolatria. Todas as comidas típicas não podiam ser consumidas porque, na visão dos protestantes em geral, eram oferecidas aos ‘ídolos’ católicos.

    Na minha infância eu vivi isso e confesso que morar numa região rural predominantemente católica não facilitava muito. Mas eu entendi que devíamos ser diferentes. Aprendi com Daniel que às vezes devemos abdicar os manjares para alcançarmos algo maior.

    Porém, no entanto, todavia, a igreja atual meio que deu um “jeitinho brasileiro” de enfiar a Festa junina dentro do calendário de comemorações anuais. Rebatizaram para santificar e festejar o São João com a consciência limpa. Arraiá Gospel, Festa Jesuína (misericórdia), Festa do milho, Festa caipira e por aí vai. A música é gospel, e a bebida não tem álcool. Mas e a motivação? Jesus? Por que estamos sendo influenciados pelo mundo quando deveria ser o contrário? De que serve o sal que não salga?

    Você pode até achar que estou sendo radical e que isso não tem nada a ver. Talvez você tenha razão. Mas o que pensar e concluir diante de uma igreja cada dia mais corrompida pelo mundo? Sinto que as igrejas tem deixado de ser hospitais e estão se transformando em clubes. E hospitais devem acolher doentes, pessoas que muitas vezes não tem nada em troca para oferecer.

    Em contrapartida, clubes são para os que podem R$. São feitos para pessoas cuja contribuição paga a presença. E isso lhes traz benefícios. Assim, podemos concluir que clubes focam no lucro e, quanto mais contribuintes, melhor: mais estrutura, mais benefícios e mais nome. Por este motivo, creio que o sentido de ser igreja esteja se perdendo e festejar o são João seja só um sintoma do mundanismo que entra sorrateiramente nas igrejas.

    Festa junina é coisa de crente? Parece que sim. Agora de salvos, eu já não tenho tanta certeza.

  • Ser Ester reflete: O domínio da língua

    Quem, assim como eu, cresceu dentro da igreja participando de algum departamento infantil, certamente se lembra do épico corinho cantado por 12 em cada 10 grupos de pequeninos: “Cuidado boquinha o que fala…”
    Canta aí, Juju!

    E como essa frasezinha fez sentido esta semana…

    O controle e domínio da língua, certamente, é um dos maiores desafios para quem quer viver sob a luz do Evangelho de Cristo.
    Na nossa Bíblia, o mais sábio dos reis de Israel, Salomão, deixou um verdadeiro tratado sobre o domínio da língua: o livro de Provérbios. Ali, tudo nesse tema se direciona apontando que sábio é aquele que sabe refrear o que diz.

    • Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde. (Provérbios 12:18)
    • A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia. (Provérbios 15:2)
    • Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio. (Provérbios 10:19)
    • O que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado. (Provérbios 11:12)

    Dentre várias outras referências no tema, Salomão chega a dizer que, quando se cala, até o tolo é tomado como sábio (Pv. 17:28)
    Do mal domínio desse pequeno membro, como se referia o Apostolo Tiago (3:5), desencadeia-se uma série de consequências nefastas para a vida cristã sadia.
    Na carta aos irmãos Colossenses (3:8), o Apóstolo Paulo convida a igreja a se despojar de toda ira, cólera, malícia, maledicência e palavras torpes. Não há espaço para essas coisas na vida de quem já ressuscitou com Cristo.
    O Apóstolo Pedro , em sua 1º Carta Universal (I Pe. 3.10), vai fundo ao dizer que quem ama a vida e quer ver os dias bons, deve refrear sua língua.
    Como pode um pequeno membro causar danos tão irreparáveis e levar ao céu ou ao abismo? Para Tiago (3:5,6), a língua inflamada pelo inferno é como um pequeno fogo capaz de incendiar um grande bosque.

    Mas se é assim, como então podemos domar nossa língua e não falar o que não convém?
    Jesus, direto e certeiro como sempre, resume tudo em apenas uma frase: “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt. 12:34). Não tem outra receita. Não tem outro caminho.
    Quem quer dominar sua língua, deve primeiro encher seu coração de coisas boas. Paulo escreveu aos Filipenses (4:8) um dos versículos mais lindos da Bíblia, e um dos mais citados pelo meu PaIstor: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

    • Quem enche o pensamento do que é verdadeiro, fala a verdade;
    • Quem enche o pensamento do que é honesto, fala com honestidade;
    • Quem enche o pensamento do que é justo, falo de/e com justiça;
    • Quem enche o pensamento do que é puro, fala com pureza;
    • Que enche o pensamento do que é amável, fala com amabilidade;
    • Quem enche o pensamento do que é de boa fama, fala com reputação ilibada.

    Difícil, né? Mas não é impossível não.
    A mensagem e o convite de hoje é repetir em todo tempo a oração do salmista (Sl. 141:3): “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios”.

  • Um Brinde – A teologia deve gerar adoração

    Um Brinde – A teologia deve gerar adoração

    Atualmente, muitos seminaristas e estudantes de teologia, veem o tal estudo como algo fim. Ou seja, o suficiente para que entendamos e possamos ser mais inteligentes do assunto. No entanto, isso não é bíblico. Em Oséias capítulo 6 versículo 3, somos orientados a prosseguir “em conhecer ao Senhor”. A palavra não diz respeito em conhecer do Senhor dando o indicativo de aprendermos algo que vem dEle e só. Mas o indício de “ao Senhor” é conhecer Ele e o que Ele ensina deve ser vivido.

    João Calvino diz na abertura das suas Institutas que “quase toda a sabedoria que possuímos consiste em duas partes: o conhecimento de Deus e de nós mesmos”. Tudo que fazemos para Ele não provém de nós mas sim dEle, e isso deve ser voltado a Deus como glória. Calvino também disse que “a teologia não é um fim em si mesma, mas deve conduzir à piedade, a uma genuína devoção, condição para o verdadeiro conhecimento de Deus”. A teologia deve ser aplicada de forma holística, ou seja, integrando a vida social, espiritual, política como um todo, e não separando suas condições. O que Calvino disse foi basicamente essa condição de termos uma teologia básica que nos ensina não só daquilo que Deus nos propõe mas sim do que Ele é: Deus é zeloso (Dt 6:15), então devemos ser inteiramente zelosos.

    Não fomos feitos para viver metade para o Senhor, mas sim inteiramente para Ele, herdando seus atributos, mesmo que estejamos depravados e impossibilitados por si de buscarmos a Deus, e praticando sua palavra. O contexto de evangelho é prático. Não tem como sermos “teóricos do evangelho” em condição de filhos. Em outras palavras quero dizer que a teologia deve provocar ensino, conhecimento e aprendizado sim, mas também deve ser uma ponte que provoca adoração, conversão e glória a Deus. Então, como identificar uma teologia que produz adoração? Eu diria, a princípio e como via de regra que, uma teologia que produz adoração é a teologia bíblica. Jesus disse em Mateus 22:29 que erramos “não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Assim como a filosofia desperta o conhecimento da vida e algumas formas de analisá-las, a teologia desperta a grandeza de Deus e isso está contido nas Escrituras, na Bíblia. O primeiro passo a identificar uma teologia correta, ou no mínimo um estudo teológico proveitoso, é perceber se esse estudo pelo qual está sendo estudado é realmente baseado na bíblia seguindo suas nuances como Palavra de Deus inerrante. Warfield disse que “o cristianismo não é meramente um programa de conduta; é o poder de uma nova vida”. E Chambers disse que “doutrina sem dever é uma árvore sem frutos; dever sem doutrina é uma árvore sem raízes”.

    Evangelho sem ação é uma vida sem sentido. Vemos uma quantidade enorme de cristãos preocupados com status social porque conhecem um pouquinho a mais de teologia do que o irmão do lado. Isso não provoca nada a não ser vergonha. E o evangelho deve nos humilhar, mostrar a nossa condição de pecadores e que não temos nada em nós totalmente relevante para alcançarmos graça, mas sim Cristo, que viu graça nEle mesmo e decidiu nos salvar.

    Lutero citou que não sabia por quais caminhos Deus nos conduz, mas que ele conhecia bem o seu guia. Fico me perguntando: será que conhecemos Deus? Uma teologia que não se preocupa em converter pessoas e glorificar a Deus, é uma teologia fraca, falha e repugnante. A mensagem em todas as suas esferas deve refletir Cristo, falar e ser sobre Cristo e para a honra e louvor de Cristo.

    Portanto, ore! Peça sabedoria do Pai e seja humilde o suficiente para perceber que você é pecador e incapaz de salvar-se. Após isso, estude! Perca menos tempo com coisas vãs e dedique mais seu tempo ao estudo da palavra de Deus, em primeiro lugar, e depois em bons livros teológicos. Terceiro: medite! Que esta reflexão te faça pensar em como praticar os ensinamentos e adorar a Deus em verdade e não em achismos. Encerro com uma frase muito linda de John Gill: “cada obra de Deus serve para mostrar Sua glória e realçar a grandeza de Sua majestade”. Um brinde!

  • Leonardo Gonçalves apaga texto sobre Thalles e explica os motivos

    O cantor Leonardo Gonçalves virou notícia nos vários meios de comunicação do meio gospel por conta de um texto publicado ontem em suas redes sociais, em que escreveu diretamente para Thalles, acerca da polêmica o qual o músico mineiro está envolvido, recentemente. Para entender a história, leia esta notícia.

    Na manhã deste domingo, no entanto, Leonardo apagou o texto de sua página, sem dar maiores explicações. Tempo depois, explicou que está triste, principalmente pelo fato do texto ser, até o momento, o mais popular de todos os conteúdos já publicados em sua fanpage, e que não deseja fazer parte de uma “caça-às-bruxas” a Thalles.

    Confira o post na íntegra, abaixo:

    hj acordei triste.

    publiquei ontem um txt a respeito de algumas declarações públicas de Thalles Roberto. meu txt foi sincero. e não acho nada q eu tenha escrito “errado”. o objetivo do q escrevi foi de tentar canalizar toda a consternação q eu e mts outros estávamos sentindo em uma direção mais cristã, pq estava havendo mto sarcasmo (talvez numa tentativa de não levar tudo tão a sério) e outros sentimento ainda menos nobres.

    fato é q acordei triste. com toda a situação, mas tb com meu txt.

    o escrevi pouco antes de sair pra cantar, fui à igreja, atendi as pessoas, jantei e voltei pro hotel depois de 1am. foi qdo entrei no FB de novo pra olhar q comecei a me sentir mal.

    nunca um txt na minha página foi tão curtido, tão compartilhado, tão comentado e teve um alcance tão grande. ganhei mais de 20.000 likes na página! e isso me parece um sintoma. e um sintoma de algo q não é mto legal.

    me senti como fazendo parte do “lado errado” desta história toda, msm q eu não tenha (na minha opinião) escrito nada errado.

    por isso retirei o txt. e estou compartilhando este sentimento com vcs.

    não tenho respostas. continuo orando pelo thalles. mas não quero fazer parte de uma “caça-às-bruxas”. peço perdão ao Eterno, ao thalles e a vcs se de alguma maneira o fiz.

    ps.: curioso: desde ontem, várias musicas dele simplesmente não saem da minha cabeça… (principalmente “D-S me ama”, minha preferida)

    Mesmo assim, muitos internautas continuaram a apoiar o texto que Leonardo Gonçalves publicou ontem.

  • Leonardo Gonçalves responde Thalles: “sua opinião a nosso respeito não faz a menor diferença”

    O cantor e compositor Leonardo Gonçalves decidiu, desde ontem (18/7), comentar uma das mais recentes polêmicas de Thalles, o qual afirmou, durante um evento, que seu próximo disco seria dedicado ao público não-religioso e que o meio gospel é fraco. Em outro vídeo, que também tem causado forte agitação nas mídias sociais, Thalles disse que “[…] eu sou uma pessoa melhor que todos eles juntos cantando no mesmo palco, e eu sozinho bato em todo mundo”. A forte repercussão negativa fez com que Thalles gravasse um vídeo, pedindo desculpas ao público. No entanto, Leonardo Gonçalves manifestou sua decepção com o músico em suas redes sociais:

    No mesmo dia, o ex-vocalista do Palavrantiga, Marcos Almeida, também comentou o fato, afirmando que a atitude de Thalles não tem nada a ver com o chamado novo movimento, que a divisão entre o gospel e secular é uma construção cultural e a ação de Thalles, em sua visão, apenas reforçará os estereótipos.

    O diretor do selo gospel da Sony Music Brasil, Maurício Soares, com quem Thalles firmou contrato antes de ir para a Universal Music e o revelou na Graça Music, publicou uma imagem em suas redes sociais com indiretas para o cantor: “Bom fim de semana a todos os artistas de música gospel que mesmo abaixo da média levam a sério o chamado! O que importa são os frutos e não a média” (sic). Lydia Moisés compartilhou em seu perfil no Instagram.

    No entanto, Leonardo Gonçalves, neste sábado, resolveu ser mais direto, e escreveu, em público, um texto direcionado a Thalles. Confira abaixo, na íntegra:

    qdo alguém demonstra achar que tds q discordam dele apenas o fazem por inveja, então não há mais muito o que fazer. só orar, msm. e tenho orado bastante por vc, Thalles Roberto.

    mas entenda q o problema nunca foi vc me diminuir ou diminuir meus colegas de ministério. sua opinião a nosso respeito não faz a menor diferença, nem para nós, nem para nosso público (e talvez pra ngm, msm).

    o q assustou e assusta é a imagem q vc tem de si mesmo. talvez vc não saiba disto (pq chegou faz pouco tempo), mas nunca antes na história da música cristã no brasil alguém se arvorou a tanto. e é por isso q, já há algum tempo, vc está em minhas orações.

    não quero e nem nunca quis sua fama e seu dinheiro. estou feliz com o q o Senhor me deu. e o q ELE me deu não é pouco! com certeza muito mais do q eu mereço. tanto pela pessoa falha q sou como pelo talento q – diga-se de passagem- ELE me deu.

    não sou ngm pra questionar sua sinceridade, mas acho estranhas tb as conversas q vc diz ter com ELE e as coisas q vc diz q ELE fala, nestes diálogos. algumas delas não me parecem muito com as coisas q ELE diz em SUA PALAVRA. oro tb pra que vc encontre alguém q lhe a ajude a ler e compreender melhor SUA PALAVRA. como já disse, vc chegou faz pouco tempo e um ou outro equívoco é natural, neste processo de caminhar com ELE.

    mas se ELE está chamando vc pra cantar outras coisas pra outras pessoas, faça isto! eu e muitos outros cantores cristãos estaremos orando por vc. se não der certo e vc quiser voltar, também estaremos aqui, pra receber vc de braços abertos, mais uma vez, se necessário for. pq assim é o Evangelho.

    ps.: apenas para sua informação: vc não é o número 1 do meio gospel. se é q isso existe (e com certeza não importa) esse lugar é de Aline Barros. 😉

    Thalles não se manifestou acerca do texto. Leonardo acabou apagando o texto de suas redes sociais, dando explicações mais tarde.

    A cantora Cassiane, em uma entrevista, chegou a comentar o fato, dizendo que gosta de Thalles, mas que “meus 34 anos de ministério não podem ser medidos por alguém que acabou de chegar”. Além dela, o grupo Trazendo a Arca, a banda Metal Nobre e os cantores Samuel Mariano, Amanda Ferrari, Cristiane Carvalho, Vanilda Bordieri, Marcus Salles, Nani Azevedo e Ana Paula Valadão comentaram o fato.

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