Ser Ester reflete: O domínio da língua

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Quem, assim como eu, cresceu dentro da igreja participando de algum departamento infantil, certamente se lembra do épico corinho cantado por 12 em cada 10 grupos de pequeninos: “Cuidado boquinha o que fala…”
Canta aí, Juju!

E como essa frasezinha fez sentido esta semana…

O controle e domínio da língua, certamente, é um dos maiores desafios para quem quer viver sob a luz do Evangelho de Cristo.
Na nossa Bíblia, o mais sábio dos reis de Israel, Salomão, deixou um verdadeiro tratado sobre o domínio da língua: o livro de Provérbios. Ali, tudo nesse tema se direciona apontando que sábio é aquele que sabe refrear o que diz.

  • Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde. (Provérbios 12:18)
  • A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia. (Provérbios 15:2)
  • Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio. (Provérbios 10:19)
  • O que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado. (Provérbios 11:12)

Dentre várias outras referências no tema, Salomão chega a dizer que, quando se cala, até o tolo é tomado como sábio (Pv. 17:28)
Do mal domínio desse pequeno membro, como se referia o Apostolo Tiago (3:5), desencadeia-se uma série de consequências nefastas para a vida cristã sadia.
Na carta aos irmãos Colossenses (3:8), o Apóstolo Paulo convida a igreja a se despojar de toda ira, cólera, malícia, maledicência e palavras torpes. Não há espaço para essas coisas na vida de quem já ressuscitou com Cristo.
O Apóstolo Pedro , em sua 1º Carta Universal (I Pe. 3.10), vai fundo ao dizer que quem ama a vida e quer ver os dias bons, deve refrear sua língua.
Como pode um pequeno membro causar danos tão irreparáveis e levar ao céu ou ao abismo? Para Tiago (3:5,6), a língua inflamada pelo inferno é como um pequeno fogo capaz de incendiar um grande bosque.

Mas se é assim, como então podemos domar nossa língua e não falar o que não convém?
Jesus, direto e certeiro como sempre, resume tudo em apenas uma frase: “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt. 12:34). Não tem outra receita. Não tem outro caminho.
Quem quer dominar sua língua, deve primeiro encher seu coração de coisas boas. Paulo escreveu aos Filipenses (4:8) um dos versículos mais lindos da Bíblia, e um dos mais citados pelo meu PaIstor: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

  • Quem enche o pensamento do que é verdadeiro, fala a verdade;
  • Quem enche o pensamento do que é honesto, fala com honestidade;
  • Quem enche o pensamento do que é justo, falo de/e com justiça;
  • Quem enche o pensamento do que é puro, fala com pureza;
  • Que enche o pensamento do que é amável, fala com amabilidade;
  • Quem enche o pensamento do que é de boa fama, fala com reputação ilibada.

Difícil, né? Mas não é impossível não.
A mensagem e o convite de hoje é repetir em todo tempo a oração do salmista (Sl. 141:3): “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios”.

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