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  • Análise: CD As Canções Que Eu Canto Pra Ela – Thalles

    Já faz um tempo que o cantor Thalles Roberto – conhecido pelo grande sucesso de que goza dentro da chamada cena gospel brasileira – vem anunciando que, no intuito de ampliar cada vez mais o alcance de seu trabalho, irá investir na produção e divulgação de músicas não necessariamente religiosas, embora ancoradas, em essência, nos princípios que professa. Até aí, tudo bem – ou “quase tudo bem” –, afinal de contas, muito antes do cantor mineiro, artistas como, por exemplo, a banda Catedral ou os próprios norte-americanos do Sixpence None The Richer já haviam feito algo semelhante, alcançando, inclusive, bons resultados – não sem provocar, é claro, certo alvoroço em meio aos seus fãs mais “ortodoxos”.

    O problema, no caso de Thalles, é que o músico parece ter escolhido expressar o desejo de fazer essa “reconversão musical” da maneira menos elegante possível: durante uma apresentação em Brasília, realizada no mês de Julho, declarou, em alto e bom som, que já teria feito “tudo o que tinha pra fazer no meio gospel”, sugerindo, ainda, que permanecer nesse meio seria o mesmo que se acomodar, já que “música gospel é tudo igual” e “qualquer um escreve e faz”. Além do mais, na cena gospel nacional só teria “gente fraca” – disse o cantor – e, uma vez em meio a “gente fraca”, ele estaria “acima da média”, daí a necessidade de aceitar o desafio “divino” de conseguir colocar-se acima da média do lado de fora desse universo restrito, e, portanto, de frente para um maior e mais diversificado público. Uma polêmica em muito desnecessária, visto que seu mais recente trabalho, intitulado As Canções Que Eu Canto Pra Ela, lançado em Abril deste mesmo ano – e pela gravadora Universal Music –, já confirmava as intenções de Thalles.

    De qualquer modo, o fato é que, considerando o nível de exigência – nem tão elevado assim – do chamado mainstream brasileiro, o disco As Canções Que Eu Canto Pra Ela é, sem sombra de dúvidas, forte o bastante para apresentar Thalles como um sério candidato a enfrentar o desafio de colocar-se “acima da média” dentro deste vasto, diversificado e não necessariamente religioso mundo pop. Para um cantor e compositor que, como bem mostra o já citado disco, melhor se identifica com a chamada black music –, foi ele próprio, inclusive, quem disse, num de seus shows, que gosta mesmo é de “música de preto” –, nada como uma boa revigorada no contrabaixo, a fim de deixá-lo insinuante o suficiente para que soe o mais próximo possível de uma contagiante e arrebatadora “música de preto”. Por que não acrescentar, também, guitarras mais ousadas? Com solos idem? Mesmo porque o disco, em certos momentos, pede isso – além de riffs mais insistentes, claro! Investir mais nos muito bem acertados “flertes” com ritmos como o samba – a exemplo do que ocorre com a faixa Isso É Amor –, ou mesmo o baião – tal qual se nota em Minha Menina –, certamente daria uma “cara” mais abrasileirada e, portanto, mais atraente, ao groove do talentoso músico.

    Por fim – e de um modo geral –, As Canções Que Eu Canto Pra Ela convence… e traz um Thalles que, se souber potencializar ainda mais sua própria música, poderá, sim, formar um novo, fiel e merecido público aqui do “lado de fora dos portões do templo”.


    Texto originalmente publicado em “Maik Pop Blog”.

  • TOP 10 – músicas para os pais

    O segundo domingo do mês de agosto é o dia dos pais! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre esses homens tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de pais: aquele que está longe, o que está perto, o que ora, o que batalha, o que está a cuidar de seus filhos e mesmo aquele que já partiu para a eternidade. Na lista temos Oficina G3, Cristina Mel, Ana Paula Valadão, entre outros.

    Confira!

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    Momentos de Ternura – Oficina G3

    Abrindo a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise de Oliveira. Nesta canção, mais direta sobre filhos, nos lembramos que a missão dos pais é de proteger, cuidar dos seus filhos com ternura, e, acima de tudo, ajudá-los na caminhada cristã. Assim como Deus nos quer por perto, com certeza, seu pai também. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1Nxzm2Y3DBI

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    Um Puro Coração – Ana Paula Valadão

    A maioria das pessoas conhece (ou já ouviu falar) na família Valadão. Notórios tanto para o protestantismo, quanto para a música gospel brasileira, os familiares da cantora Ana Paula Valadão estão por aí. Seu pai, Márcio Valadão, é pastor e presidente da Igreja Batista da Lagoinha. E é exatamente a ele que Ana presta o seu tributo. Assim, através desta canção, muitos de nós lembramos que nossos pais nos ensinaram (ou ao menos deveriam) a servir a Deus, praticando aquilo que Cristo ensinou. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=xfkvATv60F8

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    Pai Herói – Paulo André e Noemi Nonato

    O oitavo lugar vai para “Pai Herói”, de Paulo André e Noemi Nonato. Quem de nós nunca nos lembramos do carinho de nossos pais quando crianças? Conduzida por uma sonoridade sertaneja, esta música chega-se bem ao tema, com a reflexão do eu lírico, que relembra o pai que já partiu: “Pai, sou teu fruto, sou lembrança / Faço parte, sou herança / Que um dia você deixou / E aqui vou seguindo e vou cantando / Eu sou um eterno cantador“(2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=WXODRY3alZE

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    O Prêmio É Meu – Brenda

    Temos os nossos pais, que são bênçãos do Criador, e, na verdade, os presenteados somos nós. É exatamente isso que “O Prêmio É Meu”, gravada por Brenda, quer retratar. A canção apresenta o filho que se sente agraciado pelo pai que possui: “Feliz, sou eu! O prêmio é meu! / Me orgulho em chamar você de pai“. Esta canção também foi regravada por Cristina Mel, anos depois. (2011)

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    Meu Pai, Meu Amigo – Cristina Mel

    Ter um pai é muito mais do que ter, simplesmente, um progenitor. Esta canção, gravada num dos álbuns infantis de Cristina Mel, é outra de homenagem a aquele amigo que é sangue do seu sangue. “Meu Pai, Meu Amigo”: “No dia em que eu nasci, ele já estava ali / Me recebendo nos braços da família / Eu não sabia de nada, mas ele já me amava / E me ofertava a sua companhia” (2003)

    https://www.youtube.com/watch?v=QAbP796T1_M

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    Herança – Os Arrais

    Os Arrais também gravaram uma canção para o pai que possuem. Irmãos, a dupla André e Tiago Arrais dedicou esta homenagem em “Herança”, canção que trata de um pai que consagra sua família a Deus, levanta cedo, para garantir o sustento da casa, e retorna pela noite. “Nas mãos de Deus derrama a sua vida / Que trocaria pela salvação / De cada membro de sua família / E esta é a herança que deixou”. Esta canção foi gravada no álbum Mais, segundo trabalho da dupla. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=jl61mbxlSWQ

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    Papai – Banda Azul

    Ex-vocalista do Rebanhão e Banda Azul, Janires teve uma infância muito difícil. Abandonado pelo pai ainda pequeno, e criado apenas por sua mãe, toda a tristeza que passou não o impediu de gravar uma canção de tributo aos pais, chamada “Papai”. Em suas palavras, muitas das vezes, os pais não são tão lembrados quanto as mães, e pensando nisso, escreveu esta canção, com sonoridade suave e letra poética. Sem dúvida, uma das melhores desta lista. (1987)

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    Queria de Verdade Estar Contigo – Vanilda Bordieri

    Assim como outras canções desta lista, e de forma muito mais forte, “Queria de Verdade Estar Contigo” é o abrir do coração. Neste caso, Vanilda Bordieri nos relembra que um dos pontos ruins de ser filho é que, geralmente, um dia veremos nossos pais partirem. Através das palavras da cantora, a esperança da eternidade é mais vívida e forte, e a saudade fica com as lembranças, tão fortes na mente de um filho. Dessa forma, esta bela canção, de Vanilda, recebe nossa medalha de bronze. (2012)

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    Filhos – Ao Cubo

    Tão triste quanto perder um pai é não tê-lo por perto. Infelizmente, esta é a realidade de muitos. Seja por conta de trabalho ou divórcio, os filhos sentem o peso de terem o pai longe. A banda Ao Cubo grava “Filhos”, conduzida por Kleber e Dona Kelly, irmãos, numa música, ao que parece, totalmente autobiográfica. Na falta de um sujeito a quem se espelhar, encontraram em Deus o reflexo perfeito de caráter para seguirem. Por fim, a dupla afirma que os filhos sempre são os que sofrem mais com a declaração dos pais. Foi lançada no álbum Um por Todos. (2009)

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    Papai, Amo Você – Marcelo Nascimento

    O primeiro lugar vai para o cantor Marcelo Nascimento, com um de seus maiores sucessos, “Papai, Amo Você”. Bem antes das músicas dedicadas aos pais se tornarem regularmente lançadas, até mesmo por coletâneas, Marcelo fez este tributo, em seu primeiro trabalho, o álbum De Todo Meu Coração. Vale a pena ouvir! (1995)

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    Este é o nosso TOP 10 sobre pais. Gostou da nossa seleção? Mande esse texto para o seu pai, como homenagem!

  • Para refletir – A falta de identidade na música gospel brasileira

    Hoje o Para refletir vem em tom de desabafo. Sei que muitos já falaram sobre isto, mas mesmo assim quero expressar através deste texto a minha opinião acerca desse assunto.

    Tenho, há algum tempo, pensado sobre a falta de identidade da música gospel brasileira, porque não há algo nosso de fato. Atualmente, a esmagadora maioria dos músicos jogam vários estilos dentro do liquidificador, batem e assim nasce a maioria dos CDs do nosso cenário. Um disco lembra o outro, nada de novo nos gêneros musicais e temas das letras. A grande maioria segue apenas uma veia, um fluxo, e quando alguns se arriscam a fazer diferente; são logo taxados de retrógrados.

    Confesso que tenho andado bem cansado do fluxo gospel nacional atual; com suas letras repetitivas, melodias que mais se parecem mantras, versões e mais versões, a guitarra exaustivamente em evidência, abafando os outros instrumentos e suas peculiaridades. Me decepciona ouvir a grande maioria dos cantores, mas não porque eles cantem mal, mas, sim, por letras e melodias lamentáveis em suas obras. Infelizmente, devemos admitir: seguir a moda é o que gera renda e sucesso atualmente.

    Além disso, acho que, em toda a história da música gospel nacional, até aqui, nunca tivemos tantas heresias cantadas. E, o pior não é isso: é perceber que as igrejas as estão repetindo, achando que está tudo bem. Se lêssemos mais a Palavra e tivéssemos um pouco mais de responsabilidade bíblica, duvido de que certas canções seriam entoadas em nossos cultos religiosos.

    Sinto falta de compositores como Paulo Cézar, do Grupo Logos, e de canções como “Autor da Minha Fé“, que tem letra e melodia simples, mas que sua profundidade, em termos bíblicos, possibilitou que fosse entoada por mais de 30 anos ininterruptamente. Meu coração anseia por grupos de louvor como o Koinonya de Louvor, que fazia música congregacional de verdade, e que marcou a Igreja brasileira sem precisar de tantas repetições em seus refrões ou até mesmo apelar para o emocionalismo fajuto.

    É lamentável perceber a que ponto chegou a nossa música. Outro problema é que, atualmente, é quase impossível pegar um CD sem que tenha uma música versionada, chegar nas igrejas e perceber que os cultos estão recheados de modismos musicais e que até os trejeitos são uma imitação forçada dos “ídolos” gospel.

    Definitivamente, o gospel nacional virou clichê, e precisa urgentemente de uma reforma à luz das Escrituras para que possa melhorar. Eu sei que a mudança é necessária, que o novo é legal, mas aí mora o problema: a mudança e o novo agregam, nunca destroem, diferentemente do que tem acontecido conosco.

    Onde estão os cantores de bossa nova? Quem tem se importado em cantar a ciranda de coco? Por que não gravam músicas em ritmo de chorinho? Nós, brasileiros, somos tão ricos ritmicamente falando, temos tanta gente talentosa espalhada por aí, mas temos caído na mesmice e permitido que os “ídolos” importados ditem as regras pra nos escravizar, como bem diria o cantor João Alexandre.

    Quero apenas falar sobre isso, porque não quero nem entrar no mérito do descompromisso missional dos artistas da música gospel. O meu desejo é que o Senhor da seara levante gente boa de verdade, que tenha compromisso genuíno com as Verdades da Palavra de Deus e que produzam bons materiais para que os nossos ouvidos voltem a ouvir o que realmente agrega, ao invés de os sujarem com a lixaria produzida atualmente.

    Que Deus, em Jesus, continue nos abençoando na caminhada de fé, graça e amor.

  • TOP 10 – Músicas sobre solidão

    A solidão é uma sensação recorrente em vários trechos da Bíblia. Comum no contexto atual global, ela pode levar à depressão e ao sofrimento. Por isso trazemos dez canções que falam sobre a solidão.

    Leia também: TOP 10 – canções sobre angústia

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    A Solidão já Foi – Cristiane Carvalho

    Fazendo parte do álbum Terceiro Dia, obra marcante na discografia de Cristiane Carvalho, a canção aborda a ida da solidão: “Dividí-Lo contigo, eu quero dividí-Lo contigo / Se te chamo de irmão, é porque mora no meu coração / A solidão Já foi / Meu Deus é um, mas é demais!” (2004)

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    Solidão – Marcello Brayner

    Estruturada como um salmo, “Solidão”, de Marcello Brayner é uma súplica: “De tanto esperar por Tua Salvação / Eu tenho que sofrer nas mãos dos que me odeiam / Não me deixe só, pois eu só tenho a Ti / Pois tenho suportado afrontas só por Ti“. (2002)

    https://www.youtube.com/watch?v=hC2JMtLvfaY

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    Refúgio – Rebanhão

    Uma das canções mais “feelinzeiras” do Rebanhão, foi a primeira canção escrita pelo recém-convertido Pedro Braconnot que, poeticamente, afirma que sem Cristo andou por terras distantes, cheias de solidão. Mas, que, ao lado dele, descobriu Seu amor e o brilho de Sua luz. (1981)

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    Solidão Cósmica – Marcos Antonio

    Original do álbum Vale a Pena, “Solidão Cósmica” é mais uma das canções sobre esta temática: “A noite vem / E tudo é solidão / Não sou ninguém / É difícil viver sem Teu amor“. (2006)

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    Máscaras – Rafaela Pinho

    De seu álbum Caminho, Verdade e Vida, Rafaela Pinho utiliza a metáfora do espelho, em primeira pessoa, pedindo a ajuda do Criador. “Mas eu sei que o meu Deus / Vê meu coração / E a minha solidão / Me abraça, me ampara / Não quero mais fugir / Por isso estou aqui / Te peço, me ouve / Me ajuda“. (2008)

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    Solidão – Resgate

    Original do álbum On the Rock, esta música do Resgate vai diretamente ao tema. Afirmando que Jesus é a solução para quem vive só, o vocalista Zé Bruno esbanja riffs nesta canção que é de sua autoria. (1995)

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    Quem – Oficina G3

    Escrita por Juninho Afram, é a canção mais introspectiva e “depressiva” já gravada pela Oficina G3. Do álbum Acústico, sua sonoridade guiada por um arranjo de cordas e violões narra a vida difícil do eu lírico, que se encontra triste, diante de dificuldades, lembranças que doem, questionando quem irá tirar sua tristeza. (1998)

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    A Ilha – Voz da Verdade

    O silêncio, na maioria das vezes é a única companhia de alguém solitário. Quando todas as luzes se queimam, quando as vozes se calam. A solução para o fim da tristeza, para muitos, é o suicídio. Mas, o Voz da Verdade apresenta em “A Ilha”, além de todo este sentimento introspectivo a resposta de alguém divino que possui um controle acima do humano. (1990)

    https://www.youtube.com/watch?v=q6QhIZl8d3Y

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    Só Mais Uma Lágrima – Suellen Lima

    O maior sucesso de Suellen Lima, aborda a questão da tristeza e angústia, pedindo que Deus ajude, pois só existe mais uma lágrima dentre tantas já derramadas. (2001)

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    Não Quero Mais Acordar Assim – Fruto Sagrado

    Uma das canções mais conhecidas do grupo fluminense, “Não Quero Mais Acordar Assim” é um clássico na discografia do Fruto Sagrado. Diretamente ao tema, a canção aborda os dias em que as pessoas acordam para baixo, meio deprimidas, se sentindo sós, com o clamor de que Deus venha cuidar e tirar toda a tristeza. (2003)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções acerca deste tema? Comente e compartilhe com algum amigo que se sente só, para que ele se sinta melhor. Até a próxima!

  • Fique Sabendo – Pamela, Cassiane, André Valadão e muito mais

    Hoje é sexta-feira, e dia de Fique Sabendo! Confira as novidades do início de agosto!


    Pamela lança clipe da canção “Vou Amar-Te”

    A cantora Pamela acaba de divulgar o segundo clipe do seu álbum Tempo de Sorrir, lançado ano passado. O clipe da canção “Vou Amar-Te” foi filmado em 4K e dirigido pela BME Multimídia, que tem dirigido vários clipes no meio cristão.


    Gislaine e Mylena apresentam a capa do novo disco, A Voz de Quem Adora

    A dupla Gislaine e Mylena, que está prestes a lançar um novo trabalho, divulgou a capa nas redes sociais durante esta semana. O disco A Voz de Quem Adora contará com faixas inéditas, produzidas por Ronny Barboza. Confira a capa abaixo:A Voz de Quem Adora - Gislaine & Mylena


    Novo álbum de Cassiane chama-se Minha Essência

    A cantora Cassiane anunciou, durante esta semana, o nome do seu novo CD. Sua estreia pela Onimusic, o trabalho se chamará Minha Essência, com produção musical de seu marido, Jairinho Manhães. A obra também reserva uma participação especial estrangeira, ainda não divulgada.


    Stryper lança o single “Fallen”

    A banda Stryper divulgou o seu segundo single. O quarteto, que tempos atrás lançou a primeira faixa do disco Fallen, segue anunciando novidades, desta vez trazendo a canção-título do projeto. Segundo o vocalista Michael Sweet, é o disco mais pesado do Stryper, que já tem mais de 30 anos de carreira e é a banda de rock cristão mais notável do mundo.


    Gisele Nascimento lança o clipe “Janelas da Alma”

    A cantora Gisele Nascimento lançou, pela gravadora MK Music, o clipe da canção “Janelas da Alma”. A canção, que intitula o seu segundo disco pela gravadora, recebeu imagens que trouxeram elogios do público. O selo tem apostado em Gisele, que tem obtido boas avaliações de seus trabalhos mais recentes.


    André Valadão lança single “Encontrei-me em Ti”

    O cantor André Valadão, prestes a gravar ao vivo um disco, divulgou a canção “Encontrei-me em Ti”. Faltou uma produção musical mais consistente, mas vale a pena ouvir.

    Daniela Araújo lança a canção “Julho”

    A cantora Daniela Araújo divulgou mais uma canção de seu futuro álbum, chamado 2015. A canção Julho, com arranjos assinados pela artista juntamente com seu irmão, trata da temática de esperar em Deus. Ouça:


    Até a próxima semana!

     

     

  • Fronteira – Musicografia: Bruno Branco

    Anunciando a primeira série da Fronteira, Musicografia é uma novidade da coluna. Unindo biografia, inspirações próprias e conhecimento musical e artístico, a presente série busca abordar músicos da cena brasileira e internacional, envolvendo suas obras, músicas, e trabalhos, estudando-as e trazendo pensamentos sobre.

    No primeiro texto da Musicografia, abordarei um compositor singular e bastante recente. Em 2011, foi lançado o que para mim representa um artista fora dos padrões e clichês evangélicos. Nesse ano, o cantor mineiro de Belo Horizonte, Bruno Branco, desponta com excelentíssimo trabalho Lado a Lado, e para completar a discografia, lança em 2014, o álbum Prato & Sino.

    Integrando a playlist de artistas folk na cena cristã juntamente com Marcela Taís, Os Arrais, e Eduardo Mano, o músico com influências do folk, pop rock e MPB, tem a habilidade de criar belas canções, ricas em poesias e arranjos que conseguem carregar o feeling de suas letras. Desse gênero musical que tem surgido na cena do novo movimento, Bruno é indubitavelmente o melhor compositor.

    Lado a Lado foi arranjado para ser um álbum totalmente voz e violão, independente, usando da simplicidade desse tipo de produção. Porém, mesmo seguindo esse tipo de estilo musical, Branco conseguiu fazer algo épico, com grandes músicas. A proposta do álbum foi devidamente cumprida, desde a primeira canção até a última.

    Analisando as faixas deste projeto, “Reforma” é a melhor do disco, expondo uma brilhante letra sobre o verdadeiro sentido da transformação de nosso ser: a capacidade de amar. Como diz a melodia, “os loucos que amaram mais acharam a pérola perdida, os loucos que amaram menos, odres velhos vinho desperdiça”. “Simples”, “Canção pra Você”, “Flores” e “Vermelho Escarlate” são outras canções magníficas e geniais. “Saberás” e “Palavras Soltas” são também belas e feras produções. A faixa título, “Lado a Lado”, é uma boa composição, mas não chega ao nível das outras canções do mesmo álbum.

    No álbum Prato & Sino, Bruno Branco fugiu da proposta folk do álbum anterior, e com a distribuição da Som Livre, resolveu usar instrumentos elétricos. O resultado que se originou de sua criatividade foi algo totalmente diferente do Lado a Lado, mas manteve o nível de qualidade artística. Preenchido por ótimas camadas de guitarra, o disco soou uma mistura de folk, pop rock, blues e MPB. É impossível dentro de sua carreira eleger uma canção ruim. As melhores de Prato & Sino foram duas composições espetaculares: “Brasília Líquida” e “Pedro Jorge”. “Brasília Líquida”, com ressalvas ao trecho grudante “Ainda temos sede de mais”, onde a combinação do instrumental com a voz do cantor foi perfeita, transmite um sentimento de como estamos correndo atrás de coisas tolas e vazias, como a canção inteira consegue expor. “Pedro Jorge”, uma criação à lá “Faroeste Cabloco”, apesar da diferença musical, segue a mesma proposta de crítica social, principalmente ao “clube social evangélico”.

    “Pai Nosso”, “Prato & Sino”, “Amor”, “Honra”, “Da Flor” são também magníficas músicas. “Cultura Nova”, “Mainstream”, “Rio” integram o álbum como ótimos lançamentos do álbum. “E Agora, José”, “Onde Estás” e “Luz” se juntam ao resto como belíssimas canções também. O álbum em si ganhou uma boa dose de crítica contra a nossa cultura de conceitos líquidos, superficiais, uma espécie de conteúdo sem base, contra o comércio do Evangelho e continuou com o toque poético do primeiro álbum.

    É difícil escolher qual álbum é melhor, pois são construções musicais com perspectivas diferentes que atingiram com perfeito sucesso o seu devido objetivo, mas o primeiro conseguiu atingir melhor a meta, reunindo canções que ficam quase no mesmo patamar de qualidade musical.

    Apesar de ser dono de uma potente voz e de ser um ótimo compositor, Bruno não considera-se como cantor, porém como poeta, é o que diz o próprio em entrevista ao site da Lagoinha: “Não queria seguir a carreira, tanto que até hoje não me enxergo como um cantor, me vejo como um poeta e uso a música para transformar o que sinto e o que penso em uma linguagem mais acessível”.

    Como músico, o mineiro tem muitos talentos, toca violão, sua voz é singular, com um timbre mesclando a rouquidão, com tons mais graves e agudos em certas partes, além de ser e é um brilhante compositor. Bruno Branco começou a sua história discográfica com dois ótimos CDs. E, tem tudo para continuar o belo trabalho que começou.

    Playlist da semanaPedro Jorge, Simples, Flores, Vermelho Escarlate, Brasília Líquida, Canção pra Você, Reforma, Saberás, Amor

  • Rocklogia – O retorno do Katsbarnea

    Em 2006, o Katsbarnea seria reformulado. A banda, agora como um trio, seria formada por Paulinho Makuko (vocal/guitarra), Déio Tambasco (guitarra/vocal de apoio) e Marcelo Gasperini (bateria). Déio veio de uma turnê agitada com a Oficina G3, na divulgação do álbum Além do que os Olhos Podem Ver, o qual possui sua participação. No baixo, dois músicos estiveram responsáveis, Villaça e Robinho Tavares. O toque final – e mais que especial – seria Dudu Borges, pianista e produtor do Resgate, na produção musical.

    Com esta equipe, foi lançado talvez o último álbum realmente interessante do Katsbarnea, A Tinta de Deus. Aqui, Makuko provou ser mais que um intérprete de composições do ex-vocalista Brother Simion, apresentando seu estilo lírico nas letras. Mas é claro, ele sozinho não conseguiria. Déio Tambasco faz um desempenho excelente nas guitarras, com riffs marcantes. O timbre da bateria de Gasperini também é um show à parte. Claro, todos estes bons elementos são evidentemente êxitos de Dudu Borges, com sua proficiência como produtor.

    O trio aproveitou para gravar um DVD ao vivo, lançado em 2009, que revisitou as canções deste disco e outras mais antigas. No geral, o trabalho ficou muito bom, sendo produzido pelo próprio grupo, e serviu como uma lembrança dos anos mais antigos. Ex-membros, como Jadão e Simion, não participaram.

    A instabilidade surgiria novamente. Déio Tambasco retornou para a carreira solo, e Marcelo Gasperini decidiu deixar o grupo. Assim foi o retorno do Katsbarnea.

  • Polemizando – Gays na igreja: O problema é ser ou assumir?

    Durante esta semana, foi divulgada, através da imprensa, a notícia de que o Hillsong NY havia colocado um casal homossexual para liderar o louvor. O caso obteve grande repercussão, não apenas local, mas também aqui no Brasil. Não podemos discutir a veracidade do fato, até porque já foi negado pelo pastor da igreja, mas podemos dialogar sobre o assunto.

    A Hillsong, apesar de negar a presença do casal na liderança do seu ministério, afirma que os gays são bem-vindos lá. Brian Houston, pastor sênior da Hillsong, em um artigo publicado num blog da igreja, declarou: “Se você é gay, você é bem-vindo no Hillsong Church? Claro! Você está convidado a participar, cultuar conosco e participar como um membro da congregação com a garantia de que você será incluído e aceito dentro de nossa comunidade. Mas [aqui é onde fica irritante], você vai poder assumir um papel de liderança ativa? Não. Isso não vai deixar todos felizes e, para alguns, essa postura pode até ser vista como hipócrita. Somos uma igreja que acolhe o gay, mas não somos uma igreja que aprova o estilo de vida gay”.

    Nem todos concordam de fato com a postura do Pr. Houston ou da Hillsong. Críticas continuam pelas redes sociais, mas a questão é: se a Hillsong está errada, qual deve ser, então, a postura correta? Qual deve ser o veredito da igreja ante os “gays evangélicos”? Eu usei as aspas, mas nem deveria. Afinal, sim há muitos gays dentro das igrejas evangélicas, inclusive pregando e ministrando o louvor. E nem precisa ser nenhum James Bond para encontrá-los.

    Pode parecer irônico que a mesma a igreja que prega veementemente contra a homossexualidade e se coloca como oposição à luta homossexual, tenha entre seus membros numerosos homossexuais. Mais irônico – pasmem – é que, na maioria das vezes, a liderança conhece boa parte dos casos. Por que a igreja os ignora?

    Você deve estar se perguntando como é possível existir gays dentro das igrejas mesmo com toda essa “caça às bruxas” promovida pelas instituições, mas garanto que nem é difícil assim entender. Primeiro: boa parte destes cresceu dentro da igreja e sair dela é bem mais difícil quando toda a sua família está lá. Portanto, é correto afirmar que suas vidas foram construídas dentro daquela realidade. Segundo: outros entram crendo ser possível, através da igreja, mudar sua “condição sexual” e acabam criando vínculos e mesmo construindo sua própria visão de cristianismo, em que é possível ser salvo se buscar o sacrifício e a negação “dos desejos carnais”.

    De qualquer forma, eles estão lá e não parecem incomodar. A situação aparentemente harmônica muda e causa incômodo apenas quando surgem provas contundentes da vida do membro, a qual expõe publicamente sua condição sexual ou quando este assume, sem cerimônias, ser gay. Aí, nestes casos, vira um problema para a igreja. Podemos comparar isso com a situação das jovens que, enquanto não aparecem grávidas são virgens. E os pastores celebram o casamento sem nenhum problema. Isso soa como uma hipocrisia para você?

    A igreja atual parece não chegar a um consenso sobre o assunto e qual deve ser a postura correta. O que se vê é uma repetição exaustiva de que a Bíblia condena a homossexualidade. Que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Um dos versículos bastante usados para isso é o de Romanos 1:27: “E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”. No entanto, é possível apontar outros versículos que condenam outras posturas também como, por exemplo, a mulher ministrar com a cabeça descoberta: “Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”.

    O texto citado acima também foi escrito por Paulo, em sua carta aos Coríntios. Será que a igreja está “relativizando”a Bíblia? Sendo a Bíblia a regra para a correta vida cristã, não deveria esta ser aplicada integralmente?

    As discussões que este tema já suscitou e ainda levantará são muitas e ironicamente não há um consenso nem mesmo entre as igrejas. Há quem acredite na chamada cura gay, a qual consiste na cura através da fé, removendo todos os desejos homossexuais. Em contrapartida, outros acreditam que a questão é comportamental e depende do indivíduo ter força de vontade e buscar a mudança de vida, tendo a igreja importante papel neste processo. Existe também uma vertente que não acredita no fim dos desejos, mas sim na abdicação destes, em que o indivíduo convive com o desejo homossexual, mas negando os desejos.

    Cada visão citada, sendo ela a correta ou não, vai exigir uma postura diferente por parte da igreja. Independente da que for adotada, não podemos esquecer que Jesus morreu por todos indiscriminadamente. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16). Além disso, se considerarmos o que Jesus disse em Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” não seria a igreja o lugar ideal para onde gays deveriam ir?

  • Um Brinde – Seis verdades sobre “Pontes Indestrutíveis”

    Um Brinde – Seis verdades sobre “Pontes Indestrutíveis”

    “Pontes Indestrutíveis” é a primeira faixa do álbum Ritmo, Ritual e Responsa, da banda Charlie Brown Jr., lançado em 2007. As canções deste projeto contém uma pegada surf music muito atraente, principalmente para adeptos do surf e skate. No entanto, antes de começar a me aprofundar na proposta do texto, quero falar um pouco da inspiração para escrevê-lo. Eu estava dando uma volta de bike com o meu irmão de oito anos, em um fim de tarde de segunda-feira. Isso é meio que nossa tradição de fim de tarde, quando eu estou em casa. É o nosso momento de irmãos. E, enquanto eu pedalava, a música do CBJr. veio na cabeça e comecei a cantar, só que a princípio, baixinho. Meu irmão falava de algum assunto e eu estava completamente em outra vibe, e foi aí que eu disse: “vou te ensinar uma música, OK?”. Ele respondeu: “tá bom”, e aí eu cantei falando pra ele repetir:

    “Viver, viver e ser livre, saber dar valor para as coisas mais simples, só o amor constrói pontes indestrutíveis”

    Enquanto continuávamos pedalando, eu senti o desejo enorme de escrever sobre essa música. Espero que esse texto lhe edifique, assim como o autor se sentiu edificado ao escrevê-lo.

    A canção versa uma temática de protesto contra a injustiça e de como o coletivo é tão mais importante que o individualismo. Ensina de forma simples a darmos valor a coisas que não se compram com dinheiro. É uma música, também, de incentivo e de valorizarmos mais os simples momentos. Selecionei seis frases de sua letra cujos versos são indubitáveis verdades. Que o Senhor nos guie!

    1) Os homens podem falar mas os anjos podem voar: Essa frase é autoexplicativa, mas contém uma diversidade gigante de possíveis interpretações. Ficamos com uma das mais simples: por mais que sejamos experientes na oratória, os anjos, ou seja, Deus e aqueles que estão com Ele no céu são os que mais entendem de tudo (tudo mesmo). Somos limitados até quando nos achamos completos. Somos falhos também quando todos nos acham perfeitos, e errados mesmo quando achamos que estamos fazendo tudo certo.

    2) Quem é de verdade sabe quem é de mentira: Chorão era um compositor bem verdadeiro com aquilo que escrevia. Isso é perceptível pela forma pela qual desenvolvia seus versos. Quando nos preocupamos com a estrutura em que as palavras serão escritas, limitamos as suas verdades. Nessa música, claramente identificamos a mensagem, passada sem enfeites de preposições, sem frases filosóficas difíceis de serem compreendidas e nem palavras complexas que nos forçam a usar o dicionário para compreendê-las. Quando ouço “quem é de verdade sabe quem é de mentira”, rapidamente compreendo que “quem fala a verdade manifesta a justiça; porém a testemunha falsa produz a fraude” (Provérbios 12:17). Quem tem a verdade, que é Cristo, compreende as heresias que lhe cerca e sabe o caminho que deve andar.

    3) Cuide de quem corre do seu lado e quem te quer bem, essa é a coisa mais pura: Este trecho me leva diretamente para Provérbios 17:17, o qual enfatiza a necessidade de amarmos o amigo, pois na angústia teremos um irmão. Aos domingos, costumo correr com os amigos, e é nesse tempo em que atualizamos nossas conversas e fazemos planos de ir ao shopping. Mostramos um ao outro a confiabilidade que temos entre nós e do braço amigo que estamos dispostos a dar, caso alguém precise. Na gíria adolescente, “corre do seu lado” significa aquele sujeito o qual anda com você e não abre mão da sua amizade. Ter alguém para contar nas horas ruins é primordial. E, por isso, é importante termos alguém do lado. Jesus poderia muito bem cumprir sua missão sozinho, sem precisar dos seus discípulos, afinal de contas, Ele veio como homem, mas era Deus. Portanto, Ele nos deixou o legado da união, amizade e companheirismo, mostrando a importância de se ter alguém para andar conosco. Lucas Silveira, na música “Canção da Noite”, da banda Fresno, canta que “todo mundo precisa de alguém”. E isso é verdade!

    4) O que se leva dessa vida é o que se vive, é o que se faz: Enquanto os “grandes” homens colecionam carros de luxo, mansões em Paris e títulos invejáveis no mercado dos negócios, os humildes de coração procuram viver uma vida sem regalias, no entanto, verdadeira. Ter algo para se orgulhar é muito mais importante do que ter dinheiro para comprar algo que ninguém ostenta. Sabendo que somos pó e a ele retornaremos, qual a validade de vivermos uma vida constante, em busca do sucesso?

    5) Difícil entender e viver num paraíso perdido: Acredito que o que o Chorão quis dizer com “paraíso perdido” foi a situação do nosso país, politicamente falando. Com toda injustiça e corrupção em nosso país, a beleza que temos, a exuberância que o Brasil é, se perde. Assim temos um paraíso (belo país) perdido (corrupto). Lidar com a nossa situação política é algo extremamente difícil, pois o trabalhador honesto, que sai de casa de madrugada e só volta ao anoitecer sabe do quanto sofre para manter sua família. E mesmo assim, ainda dá mal para pagar as contas no final do mês. Mas o compositor nos dá uma dose de ânimo mais a frente quando canta: “…mas não seja mais um iludido, derrotado e sem juízo”. Enquanto as coisas ruins acontecem, prossigamos fazendo as coisas boas. É como G.K Chesterton disse ao comentar seu livro O que há de errado com o mundo: “errado é não solicitarmos o que é certo”.

    6) Só o amor constrói pontes indestrutíveis: A sexta e última verdade da música que selecionei é o finalzinho da música. Sabemos mais do que ninguém que o amor é a base de tudo. O principal mandamento dado a nós é amarmos a Deus e amarmos ao próximo. Infelizmente, este amor é tão banalizado hoje e, tristemente, se tornou algo relativo. Mas, seguindo a filosofia do Charlie Brown, pontes indestrutíveis são laços inquebráveis, relacionamentos que não se acabam por simples bobagens e, também, nem uma fé frustrada por problemas corriqueiros do dia a dia. Sem o amor nossa força é nula. É basicamente como na física: nossa potência sem uma ligação eficiente não serve de nada. Enquanto vivermos sem sentido e sem bases sólidas, as pontes quebrarão facilmente, e afogaremos no mar das ilusões. Espero que este texto tenha sido uma ferramenta de Deus para você! Um brinde!

  • Entrevista: Zé Bruno

    Semana passada, publicamos uma resenha do show que o Resgate fez em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

    Em entrevista ao O Propagador, após o show, Zé Bruno falou com muito humor sobre carreira, projetos e as polêmicas declarações do cantor Thalles, ocorridas na semana em que o show começou.

    Perguntado sobre esses 25 anos de carreira, incluindo o pastoreado, perguntamos como que eles conseguiram e conseguem administrar tudo isso. Para Zé Bruno, a façanha acaba se tornando muito natural com o tempo, desde o inicio que não foi fácil, o fundamental aspecto é a honestidade e o prazer no que faz, não sendo jamais um fardo.

    E a banda pensa em aposentar-se ou ainda tem forças para seguirem? Zé Bruno com muito bom humor respondeu: “… ah, o que eu vou fazer com esse tanto de guitarras velhas lá em casa? O melhor é tocar mesmo, enquanto tiver doidos pra ouvir a gente nós vamos trabalhar”.

    Questionado sobre as declarações de Thalles cuja polêmica ocorreu no mês passado, Zé Bruno mais uma vez e sempre humorado se esquivou um pouco, desconhecendo do assunto declarando: “… Eu não sei o que esse pessoal fala quando vai ao banheiro, não costumo acompanhá-los no vaso, falam m… demais”, finalizou rindo.

    No final, o cantor mandou um recado para os leitores do site. Veja: