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  • Melhores discos de rock cristão nacionais: 1990 a 1994

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, chegamos a década de 90, mas desta vez, dividindo entre a primeira metade da década e segunda. Foi o boom, grandes bandas se destacaram, outras se despediam, e tivemos grandes discos. Em votação, o primeiro lugar ficou para a banda Oficina G3, mas Rebanhão, Fruto Sagrado e Resgate entraram com dois discos, cada um. Confira!

    [infobox title=’10º: Pé na Estrada’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Pé na Estrada - 1991Jhonata: Um disco sincero do início ao fim. Inspirador, “Existe um Lugar” mostra um Rebanhão denso. Destaco “Ovelha Perdida” e “Pedaço do Céu”.

    João: Gosto de algumas músicas desse disco, mas não me faz a cabeça e inclusive passa longe do que eu esperaria do Rebanhão. P.S.: Cadê as bandas de Brasília nessa lista? Mó foco no eixo Rio/Sampa aqui, curti não (risos).

    Phil: Se lembro bem, eu não votei nesse álbum, mas fico feliz que tenha entrado na lista final. É o trabalho sonoramente mais acertado, mais técnico da banda. Foi feito na mesma época em que Carlinhos Felix gravou seu primeiro trabalho solo. Também foi o último com membros da chamada “formação clássica”. As letras voltaram a ter um pouco do teor crítico que Janires colocava nas composições, e a atmosfera já não é tão pop quando o trabalho anterior, Princípio; aqui já vão pra um lado mais experimental, progressivo, art rock. Mas me parece que tudo o que tem nome Rebanhão é ouro. Tudo o que sai dos caras é bom, mesmo que não seja um primor (geralmente é), mas é bom do mesmo jeito!

    Thiago: Pé na Estrada teve uma sonoridade que mesclou mais gêneros musicais como o anterior, e peregrina pelo art rock, pop rock, rock progressivo e rock experimental. Sempre focado nas interpretações de teclado, o disco conta com uma produção musical muito agradável, os vocais da banda sempre eficientes, principalmente a voz Keith Green de Carlinhos Felix, a melhor voz do Rebanhão pós-Janires. Minha preferida foi a música “Fé”, com riffs de guitarra limpa e ótimos solos. “Elo Perdido” tem uma construção musical e lírica muito impactante também, falando sobre a solidão humana a busca do elo perdido. Contudo, como outros trabalhos do grupo, esse tem também seus defeitos, como a moda dos modelos de teclado da época que eu nunca consegui gostar. Eu coloquei esse álbum em nono lugar, e no final sua posição ficou em último, portanto, acho justo a colocação desse, sendo que chegou a disputar a posição com vários trabalhos fora da lista que possuem seus méritos. como Está Consumado (Catedral), Katsbarnea (Katsbarnea)  e Enquanto É Dia (Rebanhão).

    Tiago: Certeza de que muitos não vão concordar, mas é necessário entender que Pé na Estrada é sim, um disco merecedor de estar nesta lista (talvez até mesmo em uma posição melhor). O álbum é a despedida do trio clássico da banda, e é aqui que Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta alcançam o ápice sonoro. Os arranjos nunca soaram tão maduros e a banda tão entrosada. “Elo Perdido” será, sempre, a melhor música do Rebanhão feita sem Janires. Um rock progressivo de primeira (sim, Rebanhão sabe fazer progressivo com excelência). Poderia ser o melhor álbum da banda desde 1983, se não tivessem incluído a horrível “Nzile Nzulu” e claro, acrescentado alguma música de peso maior ao disco. Carlinhos Felix, claramente estava concentrado mais em sua carreira solo (o ótimo Coisas da Vida foi lançado neste mesmo ano, meses antes e vale menções honrosas), e as melhores letras são escritas por Braconnot e Marotta. Por fim, vale mencionar a ótima capa (a melhor, em toda a carreira da banda).

    [infobox title=’9º: Brother’]Artista: Brother Simion
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Brother - Brother Simion - 1992Jhonata: A tentativa dele de fazer um som folk – estilo Bob Dylan – e ainda sim conseguir fazer um som praiano, é válida. O ruim disso tudo, é o resultado: não sai legal. “Brota” é a única que escapa nessa confusão toda. “Cura da Terra” me deixa tonto e eu não consigo entender nada do que o autor quis passar com tal letra. Enfim, um álbum muito abaixo da média (como diz nosso amigo Thalles).

    João: Amo esse disco, acho Simion fantástico, simplesmente isso. O estilo de cantar a lá Evandro Mesquita ou Raul Seixas dele, meio que ditando os versos é algo que eu sempre curti, e as letras desse disco desde que ouvi ele inteiro a primeira vez a uns 10 anos atrás me faz chorar até hoje. Produção simples e bem do-it-yourself, gosto dessa autenticidade que Brother imprimiu, bem como bandas dessa época como Átrios, Akza e Calvário.

    Phil: Esse cara é doidão! (risos) Não bastasse ser vocal e compositor do Katsbarnea, que já era um rock’n’roll com pegada, apesar de experimental: ele ainda teve fôlego pra encaixar outras composições suas num projeto paralelo, que era solo. Esse álbum tem uma cara folk, um rock acústico, muito bem feito. Mas acho que o que se destaca é o jeito doidão dele mesmo, bem diferenciado, legal pra caramba.

    Thiago: Até hoje eu não sei se cometi a blasfêmia de ter deixado esse álbum fora da lista pessoal. A decisão foi difícil, mas inclui outro no lugar, sendo o único da lista que não inclui na minha pessoal. O disco é um folk rock/ folk muito bom de ouvir, e me deixou muito na dúvida se eu o colocaria ou não nas minhas colocações devido a sua sonoridade voz e violão e algumas canções fracas. “Brota” é a melhor com seu country/folk. “Retrovisor” é muito extravagante com o ritmo blues rock e rock and roll e “Together” é o tipo de canção folk que você só ouve nos gringos da vida. No entanto, o disco não tem apenas coisas boas: “Contato” e “Salve a Tua Paz” são duas canções fracas. A primeira exibe um folk chato na maior parte da duração dela em contraste com a letra muito interessante sobre um contato com o Criador, e a segunda passeia também pelo folk, daqueles bem tropicais, com referências a natureza. “Grito de Alerta” também não me agradou muito, com cantos de súplica do Brother a ecoar pelo microfone. Contudo, é um álbum que tem sua importância e mesmo eu não tendo o indicado para a lista final, ele merece estar aqui.

    Tiago: Há uma coisa que muitos músicos e pessoas comuns tem dificuldade de entender: em muitas das vezes, menos é mais. O disco do Brother Simion é um excelente exemplo. Ele só precisou de um violão, voz e harmônica. A qualidade do repertório e da execução dos instrumentos levou o álbum a outro nível, e o que se nota é uma sucessão de músicas agradáveis de ouvir. Destaque para “Brota”, “Grito de Alerta”, “Cura da Terra” e, claro, sempre uma faixa em inglês que não pode faltar nos discos de Simion, “Together”.

    [infobox title=’8º: Jesus, Vida & Rock n Roll’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Resgate 1991Jhonata: Sou suspeito em falar desse álbum, porque gosto muito. Foi o primeiro trabalho do Resgate que ouvi, quando estava começando o curso técnico em administração. Todas as canções conversam entre si e isso faz do álbum um compacto de músicas boas!

    João: Outro que eu não inclui na minha lista. Esse inclusive eu tenho em LP (foi o primeiro LP evangélico que eu comprei na vida), mas não me enche tanto os olhos ante os outros da banda e outros discos da época que não apareceram por aqui. No geral, é um bom disco, mas não é dos melhores.

    Phil: Eu acho que o Resgate ainda levaria um tempo pra se definir enquanto banda, fechar algum conceito, mas certamente é rock’n’roll do bom, feito num estilo bem brazuca mesmo. Talvez seja um pouco forçado colocá-los no TOP 10, mas por serem promissores e bem produzidos, e com letras inteligentes e edificantes, ganham seu lugar. Ah… quem nunca pulou ao som de “Rock da Vovó”? 😀

    Thiago: Jesus, Vida & Rock’n’Roll é álbum até bom, só tem um problema: uma boa parte das canções foram relançadas no disco seguinte, o que faz com que seja um álbum de poucas inéditas no sentido de se estar numa lista de melhores do Brock, mas isso não elimina seu mérito. A musicalidade anda sobre o hard rock e rock and roll, o mais leve entre os gigantes do hard na época, como o Oficina G3 e Fruto Sagrado. Das cinco que não foram relançadas no álbum seguinte, sendo elas as faixas “Ainda Há Tempo”, “Mestre”, “Eu Passei”, “Quem é Ele?” e “Sem Deus”, a melhor foi “Quem é Ele?”, um rock and roll com um riff muito legal de guitarra. A famosa “Rock da Vovó” foi lançada primeiramente nesse álbum, e é uma das melhores também. O disco é legal, e a posição foi justa para a banda.

    Tiago: Um álbum do Resgate, de 1991, numa lista de melhores? Vocês estão de brincadeira, né? Esse disco é muito fundo de quintal.

    [infobox title=’7º: Fruto Sagrado’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 1991
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Fruto Sagrado - 1991Jhonata: Sem comentários, ruim demais.

    João: Já esse disco eu não inclui na lista, mas é sim um ótimo disco de estreia do FS, com faixas que já diziam quem era a banda, a sonoridade tá mais pra um hard rock com muitos teclados na linha do Rush, isso é bem legal. Mas no geral não tá entre meus prediletos, sorry.

    Phil: Um hard rock com bastante pegada e virtuosismo. Dizendo assim parece normal, mas na real o diferencial do Fruto Sagrado são as letras. Além do louvor a Deus, temas como críticas ao sistema religioso, heresias e críticas sociais permeiam a banda, sendo escritas de uma maneira geralmente bem ácida, inteligente, forte e ainda assim bem encaixadas com as composições. Bênlio, Marco Antônio e Flávio fizeram um belo trabalho, um bom disco pra chamar de primeiro.

    Thiago: Três anos após a fundação da banda, o primeiro álbum do Fruto Sagrado, com o mesmo nome da banda, saía do forno. O notável desse grupo era suas letras nada convencionais, diretas e críticas ao sistema, tanto como social e político, como religioso, de acordo com uma cosmovisão cristã. Esse tipo de abordagem foi predefinida pelos seus integrantes. As ideias trabalhadas são legais, porém, no início da banda, a composição das letras ainda estavam sendo moldadas, a construção dos versos, etc. Ao contrário dos álbuns posteriores, esse álbum foi bem menos criativo musicalmente para mim, com uma sonoridade bem presa ao hard rock, um estilo que era bem desenvolvido na época, e voz do Marcão ainda não era essa potência a qual chegou nos trabalhos mais recentes. Na maior parte, o disco foi preenchido por canções compostas por Bênlio e Marcão. No geral, a obra exibiu um trabalho mediano, coerente com a posição em que está.

    Tiago: O Fruto Sagrado teve a melhor estreia dentre quase todas as bandas aqui. Aquele disco que você vê que, quando uma banda tem um bom repertório e arranjos, isso basta para um disco soar bem. Acho que não preciso me alongar.

    [infobox title=’6º: Na Contramão do Sistema’]Artista: Fruto Sagrado
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 8[/infobox]

    Fruto Sagrado - Na Contramão do SistemaJhonata: Fruto Sagrado está entre as bandas que preciso ouvir muuuuuuuuuuuuuitaaaaas vezes ainda para me convencer de que são boas. Eu até entendo a dedicação para ser considerada uma “banda-de-rock-pesado” mas, acredito que todos nós precisamos “se tocar” um dia. Como segundo disco, este é regularmente bom. Fica no meio-termo de “Brasil” (primeira) até “Involução” (última faixa).

    João: Segundo melhor disco do Fruto Sagrado ever. Simples assim. Tem quem diga que esse é O melhor, mas a segunda metade da década vai mostrar que não (risos). Enfim, hard rock de primeira, as letras continuam ácidas, falando de tudo: política (“Brasil”), preconceito (“Jimmy”), pobreza (“Meninos de Rua”), falso evangelho (“Lobo Mau”) e demência social (“Involução”, a letra mais atual da história, depois de “Ponte”, de Janires), e a interação dos integrantes da banda à época é perfeita. Sem dúvida um disco pra ter orgulho de possuir original.

    Phil: Em meio à “síndrome dos dois anos”, em que eles chamavam guitarristas pra ajudar na banda, efetivavam os caras e depois eles davam no pé (mas não era sacanagem dos guitarristas, eram motivos legítimos e até bons, eu diria), o trio Marcão, Bênlio e Flávio chegou a 93 pra fazer o segundo disco. Esse trabalho saiu ainda na linha hard rock virtuosa, mas com uma cara um tanto progressiva. Aqui as letras ficaram mais pesadas! “Jimmy”, “Lobo Mau”, “Meninos de Rua”, essas faixas pesam na cuca, viu. Além disso, é bom destacar a gravadora Gospel Records que fez uma divulgação intensa do disco, segundo Marcão.

    Thiago: Fruto Sagrado sempre foi a banda mais ácida em nível de crítica contra igreja e sistema. Esse título anticapitalista é o resumo de uma boa parte de sua discografia. O álbum passeu pelo hard rock e heavy metal, com referências até da música eletrônica. As letras do Fruto nesse disco tem o mesmo tom ácido, mas em algumas partes foram mal construídas, escapando da métrica ou versos quebrados. Contudo, o álbum tratou de ótimas questões relacionadas à nossa cultura consumista e individualista, os problemas sociais e de nosso sistema. Nesse sentido, Fruto Sagrado sempre foi único. As canções marcantes do disco: “Lobo Mau”, um hard que fez analogia a história do lobo mau com os falsos profetas; “Investimento”, com seu blues louco, semelhante a “Mistérios” do Resgate, mas a interpretação vocal foi broxante; “Involução” e seu riff oriental e genial, música muito boa; “Brasil”, hard rock para animar qualquer um, até com DJ; e “Jimmy” a base eletrônica hard rock heavy metal criticando o racismo. “Exceção à Regra” é uma música muito boa, mas deixou um terrível sentimento broxante em mim: tem uma introdução épica e clássica de violão, um nome que lembra uma música muito boa sobre crítica, no entanto a impressão só fica no início. Logo a música une peso de guitarra com uma letra romântica, coisas que eu ainda aprendi a não gostar juntas dessa forma. Marcão melhorou bastante com relação ao primeiro álbum, e a parte instrumental ficou muito boa.

    Tiago: Vamos entender o seguinte: o Fruto Sagrado sempre foi uma banda boa de letras. Eles sempre tiveram a intenção de fazer uma música diferenciada. Na Contramão do Sistema é o melhor disco da banda nos anos 90. É uma música muito bem feita e autêntica, você vê que eles estão em pleno voo. Dentre faixas ácidas e sarcásticas, podemos dizer que este é um dos melhores discos do rock cristão.

    [infobox title=’5º: 3′]Artista: Complexo J
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Complexo J - 3 - 1992Jhonata: 3 é indiscutivelmente um disco singular. Quando o ouvi pela primeira vez, me perguntei: “CARA, POR QUE DEMOREI TANTO PRA OUVIR ISSO?” A banda era muito bem arrumadinha. A oscilação dos vocais são linearmente agradáveis. “Sábado Quente” me prendeu e fiquei repetindo o refrão por várias semanas (principalmente pelo calor enorme que faz aqui em Rio Branco), “Choro da Natureza” dá uma aula sem pôr defeitos em “Terra”, do Katsbarnea. “Com Jesus” me fez lembrar minha conversão e, destaco as guitarras e o baixo que, por mais assemelhado que tenha ficado com os outros de bandas da época, aqui ele soa mais particular, mais COMPLEXO J.

    João: Criatividade é pouco pra definir esse disco. Da capa à última música, o último disco genuinamente rock’n roll da Complexo J, trouxe novamente letras geniais (destaque eterno pra “Sábado Quente”, que é um tapa na cara da society, rsrs), os vocais intercalando entre a voz masculina e feminina é o ponto mestre dessa banda, e sem dúvidas um diferencial. Nessa época só a Troad (que não era bem rock) e a Metanoya (da Soraya Moraes) tinham em mente colocar mulheres cantando rock. Os cariocas realmente se inspiraram mesmo. Tenho que dizer o mesmo que no review passado: que que essa turma de RJ, como o Complexo J, Catedral e cia têm na mente pra serem tão ácidos e verdadeiros? (risos)

    Phil: Confesso que só ouvi uma vez esse álbum, então se eu tivesse dado mais atenção poderia ter algo mais específico pra falar. Mas o que eu tenho lido é que esse foi o melhor álbum deles. Eles seguem a mesma linha da maioria das bandas da época (incluindo as desta lista), que tratam bastante de análise de temas da vida, porém o Complexo J é um tanto mais sutil nas letras. O que li em algum vídeo do YouTube, em um comentário, é que em 1992 saíram alguns integrantes da banda, o que acabou modificando a sonoridade. A banda nunca parou, apesar disso, tem até página no Facebook.

    Thiago: Esse LP ficou em sétimo lugar na minha lista pessoal. A banda teve um relativo sucesso em sua própria época, chegando a figurar em um programa de TV, sendo que o 3 foi seu maior sucesso. “Sábado Quente”, sua canção mais famosa, é a melhor do álbum. Possui uma letra bem interessante sobre como somos controlados pelo sistema que tanto criticamos. O conjunto da obra em si é cheio de músicas boas e algumas medianas, acho que algum do Fruto Sagrado poderia ter estado na frente desse. Algumas partes da letra de “Consciência Limpa” me incomodou um pouco, com um pouco de ego escondido, mas não é de todo ruim. Esse álbum conta com bons instrumentais, solos de guitarra, e é uma mistura de hard rock e prog rock. Algumas composições do álbum ousou a crítica forte contra o sistema, como a já citada “Sábado Quente” e “Abra Seus Olhos”.

    Tiago: Discaço, e deveria estar em segundo lugar! Além do Rebanhão, outra banda que vivia o seu auge, no início da década, era o Complexo J. Contratados pela MK Music, lançaram o melhor álbum da carreira, 3. É um disco que usa teclados e loops a seu favor, e você nunca os verá exagerando. As letras são tão polêmicas quanto as composições de bandas undergrounds da época. Eles estão lá, questionando o sistema religioso com o hit “Sábado Quente”, criticando o humanismo em “Abra seus Olhos”, falando da destruição do meio-ambiente em “Choro da Natureza”, e nos brindando até mesmo com faixas instrumentais em “Yom Kippur”. Os vocais de Liza Cardoso são os melhores do disco, e certamente marcam o diferencial dentre tantos grupos exclusivamente masculinos. A capa do álbum, por sua vez, é um destaque a parte.

    [infobox title=’4º: Princípio’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1990
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Princípio - 1990Jhonata: Eis aqui um álbum que beira a perfeição para a época em que foi gravado. “Fronteiras” descreve mais ou menos muito do meu respeito pela banda Rebanhão. “Palácios” é um clássico indiscutivelmente maravilhoso de se ouvir. Os metais usados no disco, teclado e guitarra foram muito bem encaixados. Enfim, Princípio é digno de estar nessa lista.

    João: No princípio era o vazio, e o Rebanhão disse sim, sim pro rock’n roll e pra música gospel! Os precursores se tornaram o porta-voz inicial do movimento, trazendo a formação clássica e mais consistente do grupo, a sonoridade que os consagrou na segunda metade dos 80 e sendo realmente uma ponte de ligação entre a fase dos primórdios com o movimento gospel. Elogios inclusive à arte de capa desse disco, alias, dos 5 primeiros da lista (na verdade, a do Resgate é bem pobrinha comparada a dos outros 5 rsrs). Destaque também pra letras mais críticas novamente na linha das do saudoso Janires, como “Princípio”, “Muro de Pedra”, “Arsenal” e claro, a clássica “Palácios”.

    Phil: O princípio de um monte de coisa: primeiro álbum de música cristã brasileira a ser lançado no formato de CD, primeiro álbum lançado pela Gospel Records, primeiro lançado logo após o início do chamado movimento gospel brasileiro. Ok, mas e o conteúdo? Musicalmente eles amadureceram um bocado vindos da década anterior, com arranjos mais complexos, mas ao mesmo tempo com uma sonoridade mais acústica, talvez art rock/pop rock seja mais exato, o que ainda remete ao pop rock nacional oitentista. E não se engane, não é fácil chegar na sonoridade que se ouve em álbuns desse estilo. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot seguraram muito bem a onda da banda depois da saída do Janires, mesmo com a (óbvia) mudança nas composições. Mas as letras continuam com o selo Rebanhão de qualidade! Ô Abreu, traz o carimbo aqui.

    Thiago: Princípio ocupou uma posição que poderia ter sido disputada por outras bandas abaixo dela, como Fruto Sagrado, até Resgate e pela própria banda ocupada. O álbum é um pop rock com pegadas do art rock, rock progressivo e muitas outras influências musicais, e o que mais fica enfático nas suas músicas são suas letras, com boas críticas, como as de “Palácios” e “Fronteiras”. “Metrô”, com a bela interpretação de Pedro Braconnot no piano e a voz à lá Keith Green do Carlinhos Felix, é a minha predileta. Algumas músicas desse álbum às vezes conseguem ser medianas e boas ao mesmo tempo, como “Ele Te Ouve” (tem uma introdução que parece que vai deixar a música meio chata, mas ela muda para um arranjo mais rápido e fica legal) e “Selo de Perdão” (a sonoridade do teclado ficou muito quadrada). Apesar da letra legal e da construção sonora interessante, “Fronteiras” é uma composição um pouco chata, a introdução de teclado dessa música é daquelas bem pop antigão. Senti falta da guitarra em algumas músicas, a influência do pop ficou mais forte, e o timbre do teclado me incomodou bastante, mas foi o melhor desta lista, juntamente com Pé na Estrada, em termos de qualidade vocal, letrística e produção musical.

    Tiago: Antes de tudo, este disco tinha que estar em primeiro! Passando meu protesto, digo: Ser vanguarda durante uma década, remodelando seu som, e depois ainda ser vanguarda numa década seguinte é para poucos. O Rebanhão, nessa época, ativo há dez anos, expandia a sua popularidade como quarteto, mas, no entanto, aos poucos perdia a veia crítica de seus primeiros anos. E Princípio, primeiro lançamento da história da gravadora Gospel Records, consegue recapturar o que estava se perdendo. A figura central deste disco é o tecladista e cantor Pedro Braconnot. Enquanto nos discos anteriores sua imagem estava ofuscada pelo destaque de Carlinhos Felix, é neste álbum em que suas letras tornaram-se fundamentais para o êxito da obra. Das dez faixas, cinco possuem sua participação. E, justamente, várias delas são as melhores do álbum: a clássica “Palácios”, que se tornou um hit por muitos anos, “Fronteiras” e sua melodia suave, “Metrô” e sua vibe MPB, conduzida apenas por um piano, além de ter escrito, juntamente com Carlinhos, a balada “Grito de Silêncio”. Esta obra consegue representar, em letras, toda a inventividade que o chamado movimento gospel (sem o significado pejorativo que esse termo possui hoje) procurava fazer. É um álbum que questiona os poderosos da sociedade, fala do sujeito desiludido, deprimido e por vezes esquecido pela igreja, e consegue filosofar em canções como “Muro de Pedra”. A produção musical ficou a cargo dos próprios membros, e marca um entrosamento muito positivo entre eles. Paulo Marotta escreve, também, uma faixa para o álbum, estando dentre as melhores.

    [infobox title=’3º: Cristo ou Barrabás’]Artista: Katsbarnea
    Ano de lançamento: 1992
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Katsbarnea - Cristo ou Barrabás - 1992Jhonata: Eu já disse uma vez por aqui que não gosto do Katsbarnea. E é fato que nenhum dos trabalhos deles vai me agradar por completo. Quase não tenho o que dizer sobre esse disco. “Terra” é uma canção que em pleno 2015 eu ainda suspeito que o seu compositor estava sob efeito de drogas quando escreveu. “Congestionamento” traz uma áurea até interessante e a faixa-título não conseguiu me convencer.

    João: Ah, esse disco, esse me fez ver que o Kats não era só um clone bizarro da Blitz (risos). Enfim, disco de grande qualidade, o experimentalismo contido nele é surpreendente, Brother estava muito inspirado mesmo nas letras do álbum, além dos arranjos, sem focar somente no rock inclusive, colocando até surf music (Ondas Agitadas, grande música pra luaus) e o progressivismo de “Terra”, ótima canção pra começar o disco, eu cheguei a pular várias vezes sozinho em casa com essa música. Faz falta discos assim no rock “gospel” atual.

    Phil: Depois de Estevam Hernandes chutar metade dos integrantes pra fora da banda (até hoje ninguém sabe por que), restaram 5 e apenas esses seguiram na banda, por enquanto. Então ele perdeu um pouco da linha que tem o álbum anterior (Katsbarnea), mas parece que saiu mais focado. Esse álbum tem uma cara bem hard rock, apesar de eu ter uns motivos pra preferir o álbum Katsbarnea, as percussões de Paulinho Makuko enchiam um pouco o saco. E ele ainda percussiva no Cristo ou Barrabás, mas bem menos, além de que ao vivo assumiu a bateria e mandou bem, segurou a onda dos caras que gravaram no estúdio. Brother Simion aparentemente consegue lidar bem com duas bandas (Kats e solo), até porque ele direciona suas composições pra uma ou outra banda já que as propostas musicais são diferentes. Ah, e Rick Bonadio produzindo os caras.

    Thiago: O terceiro lugar poderia ser disputado pelo Katsbarnea e Fruto Sagrado. Cristo ou Barrabás representa um progresso musical, pois nesse álbum a banda deixa de usar mais o violão, colocando mais guitarra. Assim, ficou mais pesado do que os três anteriores, unindo vários estilos musicais, como o folk rock, hard rock, heavy metal, rock progressivo e metal progressivo. “Parede Branqueada”, com todo seu peso do prog e heavy metal, é a mais genial do disco. A introdução psicodélica de Terra, o folk rock meio faroeste de “Shine on Your Face” (lembrou-me a canção “Babe I’m Gonna Leave You” do Led Zeppelin), as canções cômicas “Congestionamento” (com pequenas influências do funk rock, cheia de efeitos de congestionamento) e “Remédio Pra Dormir”, “Cristo ou Barrabás” e “Meio Fio” são outras que merecem atenção. Três características que ficaram muito interessantes e legais, e vale ressaltar: os efeitos musicais e arranjos diferenciados inseridos na maior parte das músicas, como a da “Cristo ou Barrabás”, que dá a sensação de se estar num julgamento, e outras do “Parede Branqueada”, “Terra”, “Congestionamento” e “Remédio Pra Dormir”; a gaita do Brother Simion que como sempre dá uma beleza maior as canções, como na “Shine on Your Face”; e as boas participações da guitarra solo, que foram mais enfáticas do que nos álbuns anteriores. A percussão de “Ondas Agitadas” sempre me incomoda, e o reggae do “Amor”, com uma introdução a La “D’Yer Mak’er” do Led Zeppelin, ficou mediana. Em resumo, esse álbum representa um avanço gigante para o Katsbarnea, com o peso da guitarra em ênfase e as letras legais e diferenciadas.

    Tiago: As mudanças que Estevam Hernandes obrigou a fazer no Katsbarnea, em 1991, foi uma sacanagem sem tamanho. Você percebe, em relação ao disco Katsbarnea (1990), que a sonoridade para Cristo ou Barrabás (1992) é brutalmente distinta. Enquanto o disco anterior era mais rico musicalmente, com influências de outros gêneros extra rock, Cristo ou Barrabás é mais uniforme, “redondo” e encapsulado. Não é um álbum ruim, não. As letras de Simion continuam a abrilhantar, e se você notar, ainda há elementos na sonoridade antiga que restaram, como a harmônica do vocalista e a percussão de Makuko. O único ponto realmente negativo da obra, é que a banda não soa confortável fazendo um som hard rock. Experimentalismo é uma marca registrada do Katsbarnea, e o que vemos nesta obra, por vezes, é um som que tenta emular o que grupos como o Fruto Sagrado e Oficina G3 faziam na época e não consegue da mesma forma. Assim, posso destacar que Rick Bonadio, conforme seu estilo de produção, não ajudaria muito neste aspecto, não é mesmo? Foi só no ótimo Armagedom, produzido por Paulo Anhaia, em que o grupo encontraria uma vertente para seguir após o enxugamento forçado da formação.

    [infobox title=’2º: Novos Rumos’]Artista: Resgate
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 9[/infobox]

    Resgate - Novos Rumos - 1993Jhonata: Resgate nunca foi uma banda que esteve nas minhas preferências musicais. Acho que ainda não encontrei o “tchan” da banda pra entender a vibe dos caras. ‘Ignorantemente’ acho as letras deles muito fracas e, sinceramente, não entendo como uma geração enorme de jovens e adultos tem a banda como REFERENCIAL-MUSICAL-CRISTÃO-NO-BRASIL. Deixando isso de lado, Novos Rumos é um álbum muito bom. Sem exageros e sem falsa modéstia. Eu gosto da banda assim como gosto de Roberto Carlos e, consideravelmente, eles se assemelham na minha preferência: a massa considera eles MUITO BONS e eu apenas acho eles legais. “Florzinha” mostra um hardcore que raramente você encontrará em bandas como o Resgate. “A Paz” é uma canção tecnicamente boa em todos os quesitos: letra, instrumental e temática…

    João: Musicalmente falando o Resgate ainda não era aquele Resgate, ainda tavam no comecinho, mas no quesito letras eles já eram bem inteligentes. Claro, não estou contando com “Florzinha” (risos), e sim com músicas como “A Paz”, “Todo Som”, “Consciência” e “Controle”, que pra mim são pontos altíssimos desse disco. A evolução comparando ao primeiro disco é notável e a banda conseguiu manter seu estilo com classe, preparando-se pro impressionante terceiro disco.

    Phil: Aqui o Resgate começa a amadurecer! Deram passos importantes no aprendizado como músicos e como banda. Faixas como “Daniel” e “Todo Som” são destaque nesse álbum. E a hilária “Florzinha”, claro (risos). Ainda faltava algo para que o Resgate fosse considerado uma banda realmente show de bola no rock cristão nacional, mas que esse álbum é bom, isso é. E com Rick Bonadio por perto, ele de novo!

    Thiago: As posições de primeiro e segundo lugar, com uma enorme pontuação de distância do resto é, em minha opinião, algo completamente normal. Os lançamentos dessas bandas, no início de suas carreiras, mostrariam aonde chegariam mais tarde. Resgate, principalmente por causa da personalidade do Zé Bruno, é o melhor hoje, levando em conta o trabalho conceitual e musical, dentro e fora dos palcos. Novos Rumos aparece como um rock and roll em si pautado no hard rock. Os riffs desse álbum são muito bons, citando como exemplo as feras introduções de “Novos Rumos”, “Controle”, “A Paz”, “Quem É Ele?” (uma regravação do primeiro trabalho), fazendo com que eu chegasse a colocar esse álbum em primeiro lugar (apesar de ter percebido a superioridade do G3 depois), e sempre achei tão legal as participações intercaladas nos solos do Zé Bruno e Hamilton. Quero agora citar especificamente quatro canções marcantes: a primeira é o “Rock da Vovó”, faixa retirada do primeiro álbum que foi reeditada em Novos Rumos, e que durante vários anos a frente foi cantada bastante nos álbuns ao vivo; o rock ácido e cômico com a boa pegada do punk de “Florzinha”, uma característica que Resgate nunca deixou; o louco rock and roll de “Mistério”, que tem um riff hiper mega fera de guitarra (a introdução com o violão ficou muito legal), só ficando avacalhada pela propaganda da Renascer com os versos “E era um cara de terno na praça/ Que falava com uma Bíblia na mão”; por último, uma qualidade que sempre gostei no Resgate é de fazer boas baladas com a pegada folk rock, e “Todo Som” é um belo exemplo. A balada levada por lindos toques de violão ficou bem harmoniosa com a letra sobre a grandeza de Deus. “Daniel” foi outro hit do álbum, mas não se compara as quatro citadas. Esse álbum não tem canções tão medianas, acho que só há na maioria música boa misturada a canções muito boas. Já na parte letrística, ainda não se via a identidade satírica que a banda chegaria a construir depois.

    Tiago: Novos Rumos é, antes de tudo, um disco mediano. Você vê que o Resgate evoluiu bastante em relação ao disco anterior. Algumas coisas fogem da fórmula inicial, como o uso de violão e teclado. Mas, no geral, não é um trabalho marcante. Acho intensamente exagerada a presença deste disco aqui. Resgate, para mim, só em 1995 pra frente.

    [infobox title=’1º: Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho’]Artista: Oficina G3
    Ano de lançamento: 1993
    Número de faixas: 8[/infobox]

    Oficina G3 - Nada é tão novo, nada é tão velho - 1993Jhonata: Um álbum que tem suas particularidades e defeitos. Mas como primeiro álbum de uma banda que logo menos viria ser uma banda de grande sucesso no cenário cristão, este álbum foi feito na medida certa com solos super animados, no nível de uma banda de rock profissional (sem nem se isso existe! hehe). Músicas como “Mais que Vencedores” e “Pastor” trazem uma pegada introspectiva muito boa de ouvir, o problema (e acredito que único) de ambas as faixas são as repetições em termo de letra. Eu sou chato com letra, então não gosto muito de repetições. “Valéria” realça a ideia das grandes bandas de rock que tem uma historinha contada em uma música: Legião Urbana tem “Faroeste Caboclo”, Titãs tem “Marvin” e o Oficina não podia ficar pra trás…

    João: Eu realmente curto muito esse disco, mas não poria em primeiro… sei lá, enfim, é um disco que me traz boas recordações, muito legal de se ouvir, Manga mais solto nos vocais e sem o Túlio Regis do lado (com todo respeito, sempre achei essa combinação bizarra), arranjos bem hard rock numa linha que é digna de atenção por muitos críticos do rock nacional, porque é bem rara aqui no Brasil, enfim, eu achei bem legal mesmo, na época que eu o ouvi me surpreendeu muito porque eu era acostumado apenas com os acústicos do Oficina e esse disco deu um barato na minha mente (risos).

    Phil: Meio complicado falar de Oficina sem parecer que é “oficinático”, porém oficinático que não volta no tempo não pode ter esse adjetivo! A banda já fazia um som de qualidade, hard rock bem característico dessa fase inicial, ainda na Gospel Records, e que ainda hoje influencia muito músico que queira fazer hard rock. Os vocais de Manga são mais loucos do que melodiosos, mas cheio de atitude que ele é, ficou uma mistura boa, além de umas canções que Juninho solta a voz – e bem! O CD é muito consistente, acertado, bem mixado – dadas as condições da época – e ainda hoje tem diversos temas aclamados até por quem nem é fã antigão. É merecedor do 1º lugar!

    Thiago: O segundo álbum da Oficina G3 já demonstrava um pouco da proficiência desta famosa banda. Contando com Luciano Manga no vocal principal, Juninho Afram na guitarra e vocal em algumas músicas, Wagner García no baixo e Walter Lopes na bateria e vocal na música “Pastor”, com participações de Duca Tambasco no baixo em “Naves Imperiais”, Marcos Pereira na guitarra e Marcio “Woody” de Carvalho nos teclados, o resultado foi um hard rock, heavy metal com pegadas do blues rock. A principio, admito uma falha: coloquei esse álbum em segundo lugar por ainda achar que Novos Rumos merecia mais essa posição, mas a musicalidade do G3 se manifestava melhor do que o Resgate, principalmente, por causa da genialidade dos riffs e solos de Juninho Afram na guitarra. Oficina G3 indiscutivelmente é a maior banda de rock cristão brasileira em questão de eficiência musical, e essa condição não é superestimação, eles realmente são bons. “Cante” é a melhor música do disco, sendo uma brilhante exposição de técnica, com influências do power metal, arranjado pelos graves do baixo, os solos majestosos do Afram e a velocidade da guitarra e da bateria. O blues rock fenomenal de “Pastor”, (Marcio “Woody” de Carvalho foi eficiente com os teclados nessa canção), o hard rock com pegada do blues rock de Valéria, o hard e heavy metal de Razão, Consciência de Liberdade e Mais Que Vencedores são composições que valem ser lembradas como ótimas produções. Por último, ressalto separadamente a famosa “Naves Imperiais” por sua beleza artística. As baladas do vinil, como “Resposta de Deus” e “Deus Eterno”, pelo menos para mim, só ocuparam a posição de música mediana que quase todo álbum tem. Em resumo, repito que a obra se superou graças ao líder da banda, Juninho Afram, enquanto que na parte letrística não vejo nada de novo. O nome do álbum é para lá de curioso e um mistério para mim.

    Tiago: A saída de Túlio Regis da banda pode não parecer um acontecimento marcante na Oficina G3, mas foi. Além de ser um dos vocalistas, ele era o principal compositor e letrista da banda. Em sua primeira gravação de estúdio, outro membro teve que ocupar a função de vocalista, o guitarrista Juninho Afram. Neste álbum, a Oficina G3 escancaradamente assume a influência do Stryper em sua sonoridade, o que chega a ser um incômodo, por muitas vezes. Luciano Manga, como intérprete, só surpreenderia no lançamento subsequente, o clássico Indiferença. A capa do disco é criativa, embora a execução não seja tão eficiente. Este álbum me soa como uma banda buscando evoluir, buscando sair da dependência do Túlio, sem muito sucesso, e não creio que merece a posição que alcançou nesta lista.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes.

  • Ser Ester: O estilo dos cantores gospel

    Olá pessoal!

    Comecei diferente, não saudando apenas as meninas, por um motivo nobre: O tema de hoje é estilo… masculino.

    Depois de muito falar sobre as meninas do mundo gospel, o tema neste post é conhecer mais sobre o que os cantores evangélicos brasileiros apostam, quando o tema é moda. Selecionei 11 moçoilos cantantes dos mais variados estilos musicais e visuais para mostrar que, além do talento de cantar, eles também fazem bonito na hora de se vestir.

    Aviso importante: os nomes estão listados em ordem alfabética, logo, a lista não é um ranking à moda TOP 10 😉
    Vem!


    André Valadão

    André Valadão, dentre os cantores aqui listados, é provavelmente um dos que mais aparenta gostar de moda. O cantor não tem um único look com cara de desleixado ou não pensado. Pelo contrário! Todos os seus visuais demonstram um bom senso de estilo e preocupação na hora de compor cada montagem. Sem medo de abusar das cores e com um armário cheio de peças modernas, André tem uma coleção de blazers com padronagens/cores pouco usuais, indo do xadrez ao camuflado, passando pelo jeans manchado. O cantor é adepto das calças skinny e sapatos diferenciados como modelos bicolores ou o super fashionista de veludo azul marinho com dourado da primeira imagem. Mesmo quando aposta em um visual mais básico, André sempre arruma um jeito de dar o seu toque, seja com um chapéu, óculos ou estampa criativa.

    André 1André 2

    Jonas Vilar

    O estilo do sertanejo Jonas Vilar pode ser definido com diversas palavras, mas ‘discreto’ não é uma delas. O cantor ama visuais chamativos e combina seus jeans rasgados, manchados ou coloridos com camisas de cores vibrantes ou texturizadas. Para completar o look, jaquetas de couro colorido, paletós com estampa tié-dye ou coletes. Para ocasiões que pedem uma produção mais discreta, o músico mantém a mesma base de estilo, mas com cores mais sóbrias, mas arrematando tudo com sapato social de bico mais afinado.

    Jonas 1Jonas 2

    Jotta A

    O menino prodígio que encantou o Brasil e faz sucesso até em outros países, é pura ousadia e alegria quando o assunto é estilo. O garoto não tem medo das cores e está sempre bem arrumado. O cantor ama combinar camisas estampadas ou camisetas com paletós largos e de tecidos inusitados, como tweed e moletom. Nos pés, presença constante de coturnos e tênis modelo botinha. Jotta gosta de compor visuais com detalhezinhos modernos, como jaqueta mais curta que camisa, barra da calça dobrada e paletó com a manga puxada. Um acessório que sempre figura nas composições de cantor é belo par de óculos. Jotta sempre aposta em modelos grandes e chamativos que contrastam bem com sua figura mignon.

    Jotta 2Jotta 1

    Leonardo Gonçalves

    O talentoso cantor Leonardo Gonçalves, marido de uma quase unanimidade fashion do mundo gospel, Daniela Araujo, é o mais básico da nossa lista. Sem grandes ousadias, Leo aposta no combo anti-erro de jeans e camisa/camiseta com tênis em eventos mais despojados e terno nos momentos mais formais. Os lampejos de ousadia do cantor vêm com alguma calça colorida ou as gravatas xadrez cheias de bossa.

    Leo 1Leo 2

    Marcos Almeida

    O ex-Palavrantiga e atual cantor solo, Marcos Almeida, é outro que figura na nossa lista com um estilo que é a plena materialização de sua música. Dono de um visual meio desgrenhado e com uma pegada boêmia, o cantor sempre combina suas camisas estampadas e camisetas molinhas, com paletós coloridos curtos e com estrutura pouco enrijecida.

    Marcos 2Marcos 1

    Mauro Henrique

    Mauro Henrique, o vocalista da banda Oficina G3 e uma das principais vozes do rock nacional na atualidade, é outro cantor que esbanja estilo. Embora roqueiro, Mauro não cai nos clichês do estilo, mas aposta em um rock style mais fashionista. Mesmo tendo o preto como cor sempre presente, o cantor não costuma ser monocromático, mas combina suas calças skinny com camisas estampadas que podem vir acompanhadas por jaquetas. Nos pés, um dos pontos altos de qualquer composição visual de Mauro, o cantor aposta em coturnos de couro, moccasins, botinhas e sneaker tênis.

    Mauro 1Mauro 2

    Paulo César Baruk

    O cantor e produtor super carismático Paulo César Baruk trás boa parte de seu bom humor para os visuais que compõe. Passeando entre o estilo básico e o nerd divertido, ele aposta muito em camisas estampadas, jeans escuros e jaquetas de tom neutro, coletes ou suéteres. Diferentemente de vários outros artistas aqui listados, Baruk não é adepto das cores vibrantes, mas sim um amante dos tons frios. As produções barukianas do dia-a-dia ficam com a cota divertida, com camisas abotoadas até o último botão combinadas com bermuda, bolsa tiracolo e sapatênis diversos. Nos shows, os principais acessórios são um ‘usualíssimo’ par de pés de pato e equipamento de mergulho.

    Baruk 1Baruk 2

    Pregador Luo

    Um dos maiores nomes do rap gospel do Brasil, Pregador Luo esbanja estilo. O uniforme do cantor é composto por jeans largo, camiseta preta mega estampada e tênis chamativo. A partir desse quadro básico, o cantor incrementa o visual com acessórios chamativos, tais como lenços estampados pendurados na calça, relógio grande, cordão dourado, boné com aba reta e óculos escuros em qualquer hora do dia. Para completar, Luo capricha no carão.

    Luo 2Luo 1

    Salomão do Reggae

    O maior nome do reggae gospel nacional, o talentoso Salomão, é dono de um estilo extremamente característico de sua música. Apostando em visuais despretensiosos e com aparência mais largada, o cantor está quase sempre com o ar de quem está de férias no litoral. Com muitas peças de algodão, Salomão abusa dos tons crus e terrosos contrastando com detalhes na indefectível combinação de amarelo, vermelho e verde, cores da bandeira da Jamaica e características do reggae. Como acessório coringa, as inseparáveis toucas que arrematam o visual e colar longo feito com materiais naturais.

    Salomão 1Salomão 2

    Thalles

    O controverso, mas dono de inequívoco sucesso, Thalles, também é cheio de pressão quando o assunto é a forma de se vestir. O cantor é adepto a poucas peças de tendência fashion, mas que trazem referências de vários outros estilos. Com um visual que mistura elementos esportivos com peças inusitadas e chamativas, o cantor abusa de sobreposição de camisetas com blusas de manga compridas justas, jaquetas esportivas, calças ajustadas e muitas cores vibrantes contrastando com preto ou branco. Em eventos que exigem traje mais formal, Thalles aposta em ternos bem cortados, mas com algum toque inusitado, como uma cor pouco usual ou tecido brilhante, sempre combinado com tênis ou sapato social sem meia.

    Thalles 1Thalles 2

    Ton Carfi

    O cantor pop Ton Carfi, tem um estilo com várias referências da cultura hip hop street americana, compondo visuais com calças justas, muito preto, tênis grandes e chamativos, além de bonés com aba reta. O cantor, no entanto, não adota esse estilo literalmente e acaba dando a ele seu toque pessoal, deixando tudo mais sóbrio e com uma cara mais arrumadinha. Quando se apresenta em eventos de igrejas, Ton lança mão de visuais mais básicos, deixando a grande ousadia para shows, onde apostas nos casacos com capuz, calça de couro e óculos escuros.

    Ton 1Ton 2

    Gostaram da nossa matéria sobre o estilo dos cantores gospel? Legal ver que os meninos também são cheios de estilo e fazem bonito na hora da produção.

    Até a próxima!

  • Análise: DVD Histórias e Bicicletas – Oficina G3

    Um dos trabalhos mais aguardados e ousados no meio cristão em 2015, finalmente saiu. Depois de um bom tempo querendo ter acesso ao DVD – e que agradeço honrosamente ao Tiago Abreu por me ajudar nisso e por me deixar fazer a resenha -, enfim consegui assistir Histórias e Bicicletas e poder comentá-lo aqui.

    Quem ouve rock já há algum tempo, com certeza já se esbarrou com algum DVD de uma banda famosa que tinha um making of muito bem produzido. Eu já vi vários e confesso que isso me agrada demais, pois você consegue analisar o que a banda é de verdade. O que faz um grupo não é sua interpretação, mas sim o que os motiva a interpretar. No meio cristão, com uma pequena exceção do Rosa de Saron, o qual gravou o Rosa na Estrada, eu ainda não tinha visto um trabalho desses e com tanto conteúdo deste tipo.

    De cara, o Histórias e Bicicletas, o filme, já me encantou. Não por suas músicas, as quais, através do CD já sabia quais seriam tocadas, mas por sua hegemonia. Você já percebe isso, através da oração feita antes mesmo de começarem a tocar. Por isso, conhecemos uma banda cristã não por suas letras, mas pela vida dos integrantes.

    É claro que, neste trabalho, há muitos defeitos. Quando digo “muitos”, me refiro a quantidade de variações de defeitos e não no sentido quantitativo da palavra. Confesso que serei “chatamente” prolixo por não ouvir Oficina G3 há muito tempo e nem com muita frequência. Seria muito simples escrever duas ou três notas sobre o trabalho e só, como já fiz com análises de outras bandas. Mas eu reconheço o quão popular o quarteto é no meio cristão. Entendo o quanto suas músicas são importantes para muitos jovens e verdadeiramente marcou muitas pessoas em suas caminhadas com Cristo.

    Final de 2012, começo de 2013. Nesse período eu estava passando por várias, VÁRIAS transições na minha vida. Estava sem congregar, longe da igreja e de Deus até que voltei aos poucos para os braços do Pai indo a uma congregação aqui, outra ali e tudo mais. Fiquei indo para uma aos domingos até que conheci alguns guris na parada de ônibus que iam em galera para a igreja, e não demorou muito para que eu começasse a ir com eles. Eu tinha acabado de chegar no bairro, não conhecia ninguém. Os caras ouviam rock muito pesado e até então, o único rock (cristão) mais pesado que eu tinha escutado em toda minha vida era de uma banda chamada Pillar. Nessa época eu também era muito fã do Rosa. Um instante: eu era fã mesmo nessa época, hoje não sou muito, em termos de intensidade. Naquele período, foi mais ou menos o qual ouvi o álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) do Oficina por esses amigos (doidos) dessa congregação que eu passei a ir constantemente. Eu já estava ouvindo o Depois da Guerra, o anterior trabalho de estúdio do Oficina, mas não conhecia o Histórias e Bicicletas até que me passaram – a meu pedido – e daí foi paixão a primeira ouvida. O álbum me agradou de uma forma que eu só conseguia ouvir isso. Reproduzia de “Diz” a “Save Me From Myself” várias vezes sem enjoar. Lembro que, na época, eu estava cursando o curso técnico em administração e esse disco foi meio que um registro do momento que eu estava vivendo e que com certeza, como eu já disse aqui, foi um dos três álbuns que me marcaram em 2013. Logo quando cheguei no O Propagador, verifiquei que já tinha saído análise desse álbum, então não pude fazer, mas agora com o DVD, dá para falar um pouco do trabalho.

    Uma coisa que eu sinto muita falta no Oficina são canções críticas que expressam o descaso político e adjacências. A banda tem potencial pra isso, mas por algum motivo resolvem ficar a mercê de letras que versam outros temas. Histórias e Bicicletas foi uma remada grande contra a maré. Não que a banda tenha sido mais crítica: mas eles soaram mais poéticos, a começar pelo título do disco.

    Indo ao DVD, que é o ponto crucial dessa resenha: a direção de Hugo Pessoa deu um peso enorme ao trabalho. O produtor já havia trabalhado em D.D.G Experience, gravado em 2009 e no clipe de “Incondicional”. Recentemente trabalhou, também, na direção dos clipes “Algoritmo” e “Quando Tiver Sessenta” da banda Rosa de Saron e em DVDs do Livres para Adorar, Damares, Trazendo a Arca, Heloisa Rosa, dentre outros grupos e intérpretes.


    Filmagem

    Eu não sou o melhor para falar de filmagem, mas acredito que a do DVD ficou boa, embora eu ache desnecessário alguns 5 segundos focados em cenas dispersas, como a de Duca Tambasco mexendo no celular e os controles da mesa de som. Portanto, isso não tira o fato da filmagem ter alcançado êxito.


    Interlúdios

    Chegamos em um ponto interessante da análise: os interlúdios. O que é algo bem presente nesse DVD, consiste nos integrantes falando um pouco de suas visões sobre a arte, o chamado de Deus, sonhos e experiências. E fizeram isso muito bem. Também deram um show de poesia e maturidade. Mostraram que o (novo) Oficina tem uma atmosfera filosófica muito maior do que cantar em primeira pessoa como se fosse Deus falando, a exemplo da música “Eu Sou”, do álbum D.D.G. e daquele clichê gospel “eu ando pela força do Senhor, eu vivo pela suas promessas”. O Oficina nunca foi uma banda que me cativou ao ponto de permanecer na playlist do meu celular por mais de uma semana. Mas o álbum Histórias e Bicicletas foi uma grande exceção, porque me trouxe muitas reflexões que estavam perdidas dentro de mim.


    Músicas

    As músicas que compõem o filme são as mesmas presentes no disco lançado em 2013. “Save Me From Myself” não entrou, talvez porque a banda na época que filmou o DVD, ainda não havia conseguido a liberação para gravá-la, não sei. Achei interessante uma mudada nas canções e, que foi apenas um ensaio da banda, então não chega a ser suas versões originais. A participação de Leonardo Gonçalves em “Lágrimas” foi a parte do projeto em que eu mais me identifiquei. Primeiro pela canção, que é a minha favorita no disco e, segundo: pela combinação das vozes. O Mauro é um cantor nato, isso é indiscutível. O Léo então, nem se fala: tem um vocal muito bem apurado e uma expressão vocal incomparável.


    Produção musical e visual

    A produção musical do filme foi toda da Oficina G3 e a mixagem ficou por conta de um cara que sou muito fã, Leonardo Ramos, vocalista da banda Supercombo. Eu sou o pior da rede pra falar de produção musical de DVD, mas como tenho um canal no YouTube e sou eu quem produzo os vídeos, digo que os insights que construíram a ideia da produção foram bem pensados, porém, eles poderiam ter feito melhor.

    Quando eu vi a divulgação de Histórias e Bicicletas, me enchi de expectativas e disse: “vai ser tão bom quanto o CD”. Mas, infelizmente, não foi tão bom assim: por vários momentos, a ideia que é passada é que aquilo não é uma gravação de um DVD contando os bastidores da produção de um disco, e sim que eles estão apenas filmando o dia-a-dia deles sem se importarem com o resultado. Desculpe-me Oficina e seus fãs, mas o DVD deixou muito a desejar! (pelo menos pra mim).

    É um DVD bom? Sim. Mas, para a proposta, que foi mostrar a produção do disco Histórias e Bicicletas, repito: deixou a desejar.

  • Saiba como eram os primeiros sites de cantores evangélicos

    O início da internet provocou mudanças profundas no meio musical e sua indústria. E, nos anos 90, a música evangélica brasileira ainda sentia os efeitos do movimento gospel. Nesta época, começaram a surgir os primeiros sites dos cantores e bandas, e os maiores nomes da época, neste período, foram os pioneiros.

    Até 1999, a cantora Aline Barros e as bandas Oficina G3, Rebanhão, Catedral, Fruto Sagrado e Vencedores por Cristo tinham seus portais. De 2000 para frente, a maioria dos cantores cristãos notórios nos dias de hoje tiveram seus sites.

    Confira, abaixo, como eram esses sites, na época (como as versões são antigas, algumas imagens e ícones podem não aparecer corretamente).


    Oficina G3 (oficinag3.com.br – início de 2001)

    Oficina G3


    Fernanda Brum (fernandabrum.com.br – início de 2001)

    Brum


    Rebanhão (rebanhao.net – novembro de 1999)Rebanhão


    Diante do Trono (diantedotrono.com – início de 2001)DT3


    Comunidade de Nilópolis (comunidadedenilopolis.com.br – início de 2001)Comunidade de Nilópolis


    Brother Simion (brothersimion.com.br – outubro de 2000)Brother Simion


    Mara Lima (cantoramaralima.com.br – início de 2001)Mara Lima


    Aline Barros (alinebarros.com.br – novembro de 2001)Aline Barros


    Catedral (bandacatedral.com.br – meados de 2000)Catedral


    Fruto Sagrado (frutosagrado.org – outubro de 1999)Fruto Sagrado


    Cristina Mel (cristinamel.com.br – início de 2001)Cristina Mel

  • TOP 10 – Intérpretes do rock cristão nacional mais importantes

    O rock cristão brasileiro, embora não muito popular contribuiu imensamente para a modernização da música cristã. Desde os anos 70, até atualmente, surgiram bandas e músicos de diversos subgêneros e propostas. De todos estes, dez homens se destacaram, fizeram história, e outros continuam a fazer. Apresentamo-os abaixo.

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    Marcos Almeida (ex-Palavrantiga)

    Dentre todos deste TOP10, é o mais jovem. Era líder, compositor e vocalista da banda Palavrantiga, e mesmo tendo a deixado em 2014, o músico tem sido um dos nomes, se não o maior em popularização do chamado novo movimento. Seu discurso para o fim dos rótulos, e uma música que derrube muros neste mesmo chão tem sido elogiado, criticado e difundido à medida que sua banda tem se popularizado. Também é escritor e escreve os textos do blog Nossa Brasilidade. (n. 1983)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    JT (Metal Nobre)

    O cantor JT, frontman do Metal Nobre, é seu integrante fundador. De voz marcante, também é o principal compositor desta banda que faz seu hard rock competentemente há quase vinte anos. Foi candidato à deputado distrital nas eleições de 2014. (n. 1964)

    https://www.youtube.com/watch?v=XTBF0qcb54g

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    [tab title=”8º”]

    Guilherme de Sá (Rosa de Saron)

    O vocalista do Rosa de Saron, Guilherme de Sá, é integrante do grupo desde o início dos anos 2000. Sendo o principal compositor por trás das letras extremamente poéticas e complexas da banda, o intérprete já marcou o seu espaço por sua interpretação forte e cheia de feeling. (n. 1980)

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    Rodolfo Abrantes

    Vivenciador de uns dos maiores testemunhos no meio cristão protestante nacional, o ex-compositor e vocalista da banda punk Raimundos deixou o grupo em seu auge por conta de sua conversão. As letras do Raimundos, apesar de divertidas e criativas, carregavam conteúdos que, na visão de Rodolfo não possuíam compatibilidade com suas novas crenças. O músico ainda fundou o Rodox, e mais tarde, pelo fim desta optou pela carreira solo. Até hoje, com seu punk rock, gênero pouco explorado no meio cristão lançou quatro álbuns solo, porém possui uma carreira com cerca de vinte anos como músico. (n. 1972)

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    PG (ex-Oficina G3)

    PG foi ex-vocalista da Oficina G3 entre 1997 e 2003. De personalidade forte, assim que entrou no grupo, passou a ter forte participação nas composições, mesmo o guitarrista Juninho Afram e o baixista Duca Tambasco serem os letristas majoritários. Saiu de forma polêmica, e ingressou numa carreira solo, a qual já possui mais de dez anos. Até hoje, suas interpretações vocais são bastante elogiadas, tanto por sua proficiência nos graves e agudos. (n. 1976)

    https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Marcão (ex-Fruto Sagrado)

    Sua voz “rasgada”, embora firme e sempre destacável nos álbuns do Fruto Sagrado deu tom as críticas sociais, religiosas e políticas de sua banda. Mais que um vocalista, Marcão também foi líder e principal compositor do grupo, e também baixista até meados de 2003, quando o grupo passou a trabalhar com músicos convidados. Por desentendimentos com o tecladista Bênlio, que mais tarde saiu do grupo realizando várias críticas a Marcão, este passou a liderar o Fruto de forma total, lançando seu último trabalho pelo conjunto em 2005. Participou também dos álbuns Meu Alvo de Kleber Lucas, e Além do que os olhos podem ver da Oficina G3. Anos depois, deixou o Fruto Sagrado em função de priorizar seu ministério pastoral. Hoje, afastado da música, é pastor no Rio de Janeiro. (n. 1966)

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Kim (Catedral)

    Cantor, compositor e instrumentista, Kim é até hoje uma figura importante, e ao mesmo tempo polêmica no rock cristão. O líder do Catedral, banda que recentemente encerrou as atividades, é o principal compositor das canções do grupo, o músico ainda possui, em paralelo uma carreira solo de canções românticas. Devido à semelhança de sua voz com o cantor Renato Russo, Kim foi alvo de críticas negativas por parte do público. Sendo citado por alguns, juntamente com o Catedral como precursores do crossover no Brasil, desde aos tempos em que o grupo fazia parte da MK Music suas letras continham um teor de reflexões e fuga do comodismo. Kim também é psicólogo. (n. 1967)

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Brother Simion (ex-Katsbarnea)

    Ele foi usuário de drogas, órfão e morou em vários países do exterior antes de se tornar cristão. Com mais de 20 anos de carreira, Simion é um dos três compositores mais particulares e geniais do rock cristão brasileiro. Durante os anos 90, teve repertório suficiente para sustentar uma carreira solo e a liderança do Katsbarnea, banda a qual foi o único compositor com suas letras reflexivas, divertidas e evangelísticas. Também participou dos primeiros álbuns do Renascer. Suas melodias experimentais, usando vários instrumentos como a guitarra, piano, teclado e gaita guiavam a originalidade do grupo. Saiu do Katsbarnea em meados de 1999, posteriormente se desligando da Igreja Renascer em Cristo. Em carreira solo, lançou dois álbuns pela MK Music, e mais tarde, de forma independente distribuiu seu último trabalho de inéditas até hoje, Eclipse, com influências do new metal. Em 2007, com quase 20 anos de carreira lançou Gênesis for new generation, com 10 de seus maiores sucessos. Também é escritor, contando seu testemunho no livro Jhonny não morreu, lançado em 2003. Atualmente trabalha em evangelismos e missões com a família, mora em São Paulo. Um futuro disco inédito é incerto. (n. 1954)

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    [tab title=”2º”]

    Zé Bruno (Resgate)

    Produtor musical, guitarrista, cantor, engenheiro civil e pastor, Zé Bruno é uma voz ativa e forte desde o início dos anos 90, e atualmente mais ainda. De personalidade forte e polêmica, o vocalista do Resgate também foi o produtor musical de vários discos do Renascer Praise e compositor de algumas canções da banda. Como pastor, foi o bispo primaz da Renascer em Cristo até 2010, quando o deixou por discordâncias teológicas. Fundador da Igreja A Casa da Rocha, tem sido constantemente elogiado por suas ações transparentes a favor de um evangelho puro. É o compositor da maioria das canções do Resgate. (n. 1966)

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    Janires (ex-Rebanhão, Banda Azul)

    Não é o mais famoso, mas possui um título ao qual nenhum músico da categoria também é digno de receber. Janires, além de pai do rock cristão, é um dos maiores influenciadores para a modernização da música cristã brasileira, e do movimento gospel. Fundador do Rebanhão, o músico estampava, além do rock progressivo característico de bandas como Pink Floyd, Genesis e Beatles a música brasileira com Novos Baianos, 14 Bis, dentre outros. Além do mais, foi multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor musical. Em sua liderança, o Rebanhão gravou o primeiro disco ao vivo cristão no Brasil. Após deixar o Rebanhão, realizou alguns projetos, e fundou a banda Azul, a qual viajou por vários locais do Brasil, divulgando seu trabalho. Com 34 anos de idade, foi vítima fatal de um acidente, em 1988. Janires foi homenageado em 2003 com o disco Tributo a Janires, que também contém vários depoimentos de pessoas que conviveram com ele. Vários músicos cristãos, dentro e fora do rock se declaram influenciados por Janires. (n. 1953 – m. 1988)

    https://www.youtube.com/watch?v=fFsIWrQ7tkA

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    O que achou deste nosso TOP 10? Concorda com os intérpretes citados? Comente!

  • Fronteira – Um remédio, um anestésico ou uma LSD?

    O lançamento de séries nesta coluna já virou mania, e hoje anuncio uma nova: “Um remédio, um anestésico ou uma LSD?”. O que esta sequência de textos buscará trazer? O que esse título significa?

    Remédio, anestésico e LSD. Alguém entende esses termos? Remédio indica uma doença e uma cura. Anestésico está ligado com o desligar, dopar dos sentidos humanos. LSD é uma droga alucinógena. Nessa série, elas adquirem a posição de metáfora sobre qual tipo de cristianismo eu, você e os cristãos têm divulgado.

    Primeiro, o cristianismo sempre afirmou sobre a doença humana de cunho espiritual, logo, também afirma que é o portador da cura. Søren Kierkegaard dizia em seu livro, “O Desespero Humano”, que o “único que conhece a doença mortal é o cristão”. Logo, o cristianismo tem a função de divulgador do remédio. Esse é o seu supremo propósito.

    O anestésico faz uma analogia com a questão da alienação, do controle da racionalidade que a tradição faz, e se relaciona com a seguinte pergunta: você tem feito do cristianismo uma religião de controle e massificação por interesses próprios, ou mesmo, é uma própria marionete desse sistema?

    Por último, LSD remete a fantasia que os cristãos constroem com o misticismo propagado principalmente pelo meio neopentecostal, porém, também com desejos que nunca serão realizados pelo cristianismo. Se identifica com a seguinte questão: o que você mostra às pessoas é uma concepção mágica, fantasiosa as pessoas, ou o verdadeiro evangelho?

    Essa série nasceu de um profundo cansaço e revolta contra a alienação religiosa e contra a hipocrisia encontrada nesse meio. De um modo artístico, pretendo abordar vários textos, poemas, e exibir algumas escritas por mim.
    Um remédio, um anestésico ou uma LSD, o que você tem divulgado?

  • Rocklogia – O incompreendido Elektracustika

    Quando falo com alguns fãs da Oficina G3 que Elektracustika é um de seus melhores álbuns, muitos discordam e acham absurda a afirmação. Não que eu queira generalizar, mas grande parte dos admiradores das músicas da banda valorizam extremamente a velocidade e peso no rock. Ou seja, amam fritações. É legal? Sim. Mas particularmente, creio que outros critérios devem vir em primeiro lugar.

    Elektracustika é um disco diferente por ser um projeto comemorativo dos 20 anos da Oficina G3. A banda fez uma fusão muito bem feita do acústico com o elétrico neste álbum, e o rock progressivo deste trabalho, além de excelentemente executado, possui seus toques G3lianos. As flautas celtas também são interessantíssimas, e toda a instrumentação é técnica, complexa, ao mesmo tempo delicada, mesmo que soe aparentemente simples. Desde a canções mais recentes, como “Desculpas” a mais antigas, como “Razão” e “Resposta de Deus”, o álbum cumpre muito bem o seu papel. As inéditas “Eu, Lázaro”, “Me faz Ouvir”, “A Deus” e outras também são parte das melhores baladas que a banda já fez em sua carreira. No lugar de Lufe e Déio Tambasco, temos Alexandre Aposan e Celso Machado.

    É uma clara suposição minha, mas eu também acredito que Elektracustika é um bálsamo na carreira de Juninho Afram, por tê-lo dado mais tranquilidade como frontman da banda. Até porque, já é muito difícil tocar os arranjos complexos da banda, imagina também cantar? As canções acústicas, sem dúvida, contribuiu para que o músico aguentasse toda a carga das canções mais complexas. Duca afirmou, mais tarde que, realmente, o público não compreendeu o álbum e questionaram se era a volta da fase pop. Mas o certo é que, Elektracustika foi a bela despedida da Oficina G3 como um trio, fase que tenho como predileta (embora eu goste dos vocais de Mauro Henrique).

    Uma curiosidade: Inicialmente, o álbum se chamaria OficinelektracustikamenteG3, mas ainda bem que decidiram mudar o título!

    Elektracustika também é o último álbum que a Oficina G3 trabalha com o tecladista e produtor Geraldo Penna, que produziu cerca de sete álbuns da banda.

  • Edir Macedo critica bandeira contra gays e declara: “Não vou impor a minha fé”

    Comentário foi feito pelo Bispo Edir Macedo em seu programa Palavra Amiga nesta terça-feira (18).

    Ao ensinar sobre dízimo e livre arbítrio, o Bispo Edir Macedo usou como ilustração a situação atual sobre o movimento homossexual e a postura dos pastores que se posicionam contra e tentam impor sua fé aos outros. Para Edir Macedo, Deus não quer nada imposto.

    “Nós da Igreja Universal do Reino de Deus, não impomos nada contra ninguém. Há muitos crentes, pastores e igrejas levantando uma bandeira contra o movimento gay, contra o casamento homossexual, contra lésbicas, etc, etc, etc. Eu pergunto: Jesus faria isso se estivesse vivendo no nosso tempo? Eu não creio que ele faria, porque no tempo dele já havia homossexuais, lésbicas e etc.”, disse Edir Macedo.

    O líder da Igreja Universal afirmou que não vai levantar bandeira, criticando a pessoa por que ela é homossexual ou por que ela vai casar com outra pessoa do mesmo sexo. “Isso é problema deles! Deus nos deu o direito de escolher”, e conclui: “Não sou eu que vou impor a minha fé pra ela. De forma nenhuma, nem Deus faz isso”.

    Confira abaixo o áudio com a fala de Edir Macedo:

    Bispo Edir Macedo critica bandeira contra os gays e declara: não vou impor a minha fé! Posted by O Propagador on Quarta, 19 de agosto de 2015

  • iFÉ: grupo lança aplicativo para pagamento de dízimo direto pelo celular

    Anunciado durante o Salão Gospel Internacional, feira voltada para o mercado cristão em São Paulo, o iFé é um aplicativo para celular que promete facilitar o pagamento do dízimo por fiéis de qualquer igreja sem sair do celular. De acordo com Julio Marcelino, um dos idealizadores do aplicativo, a ideia é encurtar o caminho entre as pessoas e a religiosidade. Para ele, os sites religiosos ainda são rústicos e com pouca interatividade. “Se o fiel queria falar com o pastor, tinha que entrar no site, escrever seu nome, pôr o e-mail e enviar até aparecer lá: ‘Obrigado, iremos entrar em contato com você'”, explica.

    Mas o aplicativo vai além de apenas facilitar o pagamento do dízimo. O iFé agrupa funcionalidades de outras plataformas já conhecidas, como Facebook, Foursquare e Whatsapp permitindo que fiéis entrem em contato rapidamente com seus pastores através do “Eu te escuto”, ou divulgar sua localização para os irmãos através do “To aqui irmão”.

    Por volta de R$ 20,00 mensais, os usuários que adquirirem também contarão com uma rede social específica para igrejas que contratarem o serviço e canais de rádio e TV com conteúdo voltado para evangélicos, tais como vídeos de cantores gospel e transmissão dos cultos, além de uma Bíblia digital.

    O segmento cristão, principalmente o evangélico, tem crescido exponencialmente. O número de protestantes no Brasil já soma 22% da população, segundo o IBGE de 2010, sendo um mercado que busca produtos e serviços específicos e tem atraído a atenção de diversos segmentos. Depois das gravadoras ‘seculares’ novamente entrarem na briga por uma fatia do mercado gospel, chegou a vez do cinema que tem investido pesado para levar os evangélicos para as telonas. O mais recente investimento neste sentido tem sido o filme Você acredita?, cujo lançamento, aos cinemas, será no dia 3 de setembro.

    O mercado digital também vem se movimentando para atender esse público. Sites cristãos de relacionamento já são realidade há algum tempo e, mais recentemente, foi lançado o Faceglória, rede social apenas para evangélicos, seguindo os moldes do Facebook.

    O iFé é o primeiro app voltado focado nas necessidades do público cristão. Resta saber se o público irá aderir a esta novidade. Por enquanto o serviço ainda não está disponível para download.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • Aline Barros homenageia Xuxa nas redes sociais

    A cantora Aline Barros publicou, em suas redes sociais, uma foto de seu aparelho televisor sintonizado no novo programa da apresentadora e cantora Xuxa, o qual estreou na Rede Record. Aproveitando a ocasião, Aline Barros aproveitou para prestar um tributo a Xuxa. Leia o texto da postagem:

    Parabéns, Xuxa por esse novo tempo!!!!! É lindo ver esse exemplo d q nunca é tarde p recomeçar e aceitar novos desafios. Eu agradeço ao Senhor porque um dia eu te conheci e foi vc quem abriu as portas p música gospel na TV brasileira, há mais de 20 anos, através do meu ministério. Sabemos q esse é um momento muito especial p vc e queremos compartilhar desse momento de alegria. Deus te abençoe em cada programa e q vc possa abençoar muitas famílias.‪#‎XuxanaRecord‬ Programa Xuxa Meneghel

    Durante a década de 90, no início da carreira como artista solo, Aline Barros duetou a canção “Crer para Ver”, juntamente com Xuxa, para um especial de Natal. Em 1996, Xuxa, juntamente com Marlene Matos coordenaram a produção de um disco intitulado Amém Gospel, que reuniu a banda Tempus, o cantor Dico Parente (que tinha acabado de deixar o Rebanhão) e as cantoras Yana, Cléo e Luciane Cardoso.

    A postagem de Aline, no geral, gerou repercussão positiva, com internautas tecendo elogios a ambas as intérpretes.