Fronteira – Um remédio, um anestésico ou uma LSD?

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O lançamento de séries nesta coluna já virou mania, e hoje anuncio uma nova: “Um remédio, um anestésico ou uma LSD?”. O que esta sequência de textos buscará trazer? O que esse título significa?

Remédio, anestésico e LSD. Alguém entende esses termos? Remédio indica uma doença e uma cura. Anestésico está ligado com o desligar, dopar dos sentidos humanos. LSD é uma droga alucinógena. Nessa série, elas adquirem a posição de metáfora sobre qual tipo de cristianismo eu, você e os cristãos têm divulgado.

Primeiro, o cristianismo sempre afirmou sobre a doença humana de cunho espiritual, logo, também afirma que é o portador da cura. Søren Kierkegaard dizia em seu livro, “O Desespero Humano”, que o “único que conhece a doença mortal é o cristão”. Logo, o cristianismo tem a função de divulgador do remédio. Esse é o seu supremo propósito.

O anestésico faz uma analogia com a questão da alienação, do controle da racionalidade que a tradição faz, e se relaciona com a seguinte pergunta: você tem feito do cristianismo uma religião de controle e massificação por interesses próprios, ou mesmo, é uma própria marionete desse sistema?

Por último, LSD remete a fantasia que os cristãos constroem com o misticismo propagado principalmente pelo meio neopentecostal, porém, também com desejos que nunca serão realizados pelo cristianismo. Se identifica com a seguinte questão: o que você mostra às pessoas é uma concepção mágica, fantasiosa as pessoas, ou o verdadeiro evangelho?

Essa série nasceu de um profundo cansaço e revolta contra a alienação religiosa e contra a hipocrisia encontrada nesse meio. De um modo artístico, pretendo abordar vários textos, poemas, e exibir algumas escritas por mim.
Um remédio, um anestésico ou uma LSD, o que você tem divulgado?

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