Categoria: Colunas

  • Rocklogia – As igrejas da década de 70

    Prosseguiremos nossa linha do tempo a respeito da história do rock cristão no Brasil, na qual anteriormente abordamos a história da banda Êxodos (se não leu, clique aqui).

    Durante a década de 70, além dos múltiplos movimentos culturais no Brasil e no mundo, grande parte deles consequências do movimento hippie nos anos 60, começavam a se formar algumas propostas diferenciadas de culto e evangelismo pelo país. Destas ideias, destacam-se o nome de quatro igrejas.

    Uma destas instituições é a Igreja Presbiteriana de Copacabana, que como o nome afirma, localiza-se na cidade do Rio de Janeiro. Em 1972, iniciou-se o Culto Jovem, no qual era realizado as 18hs, um pouco antes do culto principal de domingo, com o objetivo de alcançar a juventude que não frequentava, e dificilmente se adaptaria a liturgia do outro horário. O músico Elmar Gueiros foi um dos principais participantes destes cultos, e o resultado foi positivo, pois a igreja ficava lotada de jovens, muitos destes não cristãos. Durante o culto, eram utilizados vários instrumentos até então demonizados na maioria das igrejas, como a bateria, guitarra, baixo e teclado/sintetizadores. O culto jovem durou muito tempo, graças ao apoio dos pastores Benjamin Morais, Jonas Rezende e Nehemias Marien (este último conhecido por sua personalidade polêmica). Destes frutos, destaque para a banda Sinal Verde (na liderança do conceituado compositor Lucas Ribeiro), o surgimento do Rebanhão (com Janires, Carlinhos Felix, Paulo Marotta e outros), e várias conversões de pessoas que tinham aversão ao cristianismo, como o tecladista Pedro Braconnot.

    Entretanto, a mais conhecida desta época é, sem dúvida a Igreja Cristo Salva, também conhecida como igreja do Tio Cássio, localizada em São Paulo. A igreja surgiu através do casal Noeli Colombo e Cássio, no qual eram empresários. Entretanto, com o surgimento de problemas, provavelmente financeiros, procuravam ajuda em vários locais, porém não encontraram. Conhecer a Cristo foi a solução para os dois, que passaram a evangelizar por onde iam. Com a crescente quantidade de jovens que abraçaram a causa, e participavam de ‘reuniões’ na casa de Cassio, surgiu a Cristo Salva, em meados de 1975. Foi nesta igreja em que Janires, futuro líder e vocalista do Rebanhão iniciou sua vida cristã, também sendo o local onde surgiu a banda Oficina G3, na época com sua formação inicial, na qual, atualmente apenas Juninho Afram está. O casal Estevam e Sônia Hernandes, antes das corrupções nos anos 2000 frequentaram cultos desta igreja e desempenharam grande função evangelística nos anos 90 através dos eventos públicos da Renascer, tema que trataremos em posts futuros. O conhecido piloto Alex Dias Ribeiro também esteve por lá.

    No Rio de Janeiro, também temos a Igreja de Nova Vida no bairro da Tijuca, que gerou a Banda Fé (futura Banda & Voz). Esta, fundada em 1982 (embora o movimento tenha ganhado força na década anterior) seguiu a linha dos demais templos existentes com seu teor mais pentecostal, ou seja, não tão tradicionalista quanto as outras igrejas de sua época, investindo também na mídia, como rádio, e consequentemente atraindo a juventude.

    A última destas é a Comunidade S8, que, apesar de não ser uma igreja com todas as letras, desempenhou um papel importante na música cristã. É uma associação civil, com fins não lucrativos, fundada em 1971. Seu grande trabalho é de atuar na recuperação de dependentes químicos. Com a chegada de vários jovens, a comunidade também gravou álbuns, com forte característica do rock progressivo. Foi da S8 em que alguns membros do Fruto Sagrado vieram. Um de seus influenciados foi o guitarrista e produtor musical Toney Fontes, que é responsável pela masterização de grande parte dos lançamentos do gospel nacional há vários anos. Seu pai, Geremias Fontes é o fundador da instituição.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=zLhYM3DJ_3g?feature=player_detailpage&w=640&h=360]

    Uma das canções da Comunidade S8

  • Rocklogia – Êxodos: o início do rock cristão no Brasil

    Passaram-se muitas décadas desde o início do movimento do rock, tanto em suas bases musicais quanto filosóficas. No rock de vertente cristã (se é assim que podemos chamar), também é assim. No Brasil, colhemos vários frutos através da coragem e ousadia de muitos antecessores que, se antes estavam na flor da juventude, hoje são idosos cheios de lembranças. A verdade é que os anos nos moldam, mas sempre temos a oportunidade de relembrar.

    Aqui no Brasil, nunca se sabe ao certo, e com registros muito claros dos primeiros trabalhos de rock cristão. O escritor Salvador de Souza, no qual possui uma coleção invejável de discos nacionais cristãos diz que, durante os anos 70, a proposta musical jovem cresceu em um nível maior em relação as décadas anteriores, mas que o rock propriamente dito ainda não predominava nas obras lançadas. Em um contexto de alta religiosidade, ditadura militar, é de certo afirmar que o terreno não estava assim tão propício para esta vertente do rock e não temos nenhum álbum que tenha influência direta e clara do gênero.

    É neste ambiente que, em 1970 surgiu a banda Êxodos, de uma igreja batista humilde de São Paulo. Se os recursos financeiros eram poucos, a vontade compensava. Com um repertório claro, a banda trazia composições próprias, e como uma tolerância ao clima intolerante, os músicos não exageravam em sua liberdade durante os cultos.

    Os anos se passaram e os jovens (Edson, Eli, Nelson, Osny e Osvair) decidiram ousar mais, causando a irritação de grupos conservadores e até mesmo da vizinhança. Ao mesmo passo, sua atitude impressionava a muitos. Na estrada, viam que era a única banda de rock brasileira com integrantes cristãos. Um ano antes do seu fim, em 1976 a Veja produziu uma matéria sobre o Êxodos.

    A pressão foi tanta e os jovens foram expulsos da igreja. Sem apoio da religião, do mercado musical decidiram deixar de lado o repertório cristão e tocar na noite. Entretanto, logo o grupo se desfez, decepcionados com tudo o que tinha acontecido.

    A composição “Galhos Secos”, maior sucesso do grupo foi lançada pela banda Som Maior, e quase dez anos depois pelo Catedral. Provavelmente os integrantes do Êxodos não imaginariam que uma canção tão séria tornar-se-ia um meme da internet.

    Em 2006, como forma de registrar o passado, a banda lançou de forma independente, e em edição limitada para colecionadores um disco chamado “1970-1977”, com várias canções que fizeram parte do repertório autoral do grupo. As canções, basicamente mesclam rock progressivo e country rock.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=uW_zwhXZFrc]

  • Rocklogia – Desmistificando o novo movimento ou crossover no meio cristão

    Atenção: A opinião do autor mudou. Após ler o texto, leia Desafios para o novo movimento.

    Eu me nego a usar a palavra crossover neste contexto. Vamos apenas de novo movimento.

    Com a popularidade de bandas e artistas como Tanlan e Palavrantiga, tem crescido a discussão de vários assuntos nos meios virtuais, como portais de notícias e redes sociais. Um destes, sendo o principal é: até onde vai a interação da “música religiosa” em espaço “não-religioso”? A própria pergunta possui um raciocínio errado. Mas vamos com calma, e entender o que é, com quem começou e disseminou esta ideologia. Eu, particularmente abordaria esse assunto apenas daqui a uns meses, para não atropelar a linha do tempo que vou apresentar sobre a história do rock cristão no Brasil aqui na Rocklogia. Mas, como o tema tem gerado confusão, é de certa urgência apresentar a minha visão particular e do que tenho lido sobre o assunto vindo de quem mais entende: os próprios criadores dessa música.

    Antes de tudo: Janires, Catedral e João Alexandre não são nomes do novo movimento. Se você observar isso escrito em qualquer lugar, não acredite. No caso de Janires, era um músico comum que se converteu ao cristianismo e decidiu colocar a sua visão de mundo nas músicas para evangelização. O cantor não tinha um propósito filosófico e extremamente conceitual em sua obra. Fazia o que sua criatividade permitia e o público que identificasse o abraçaria. Óbvio que ele é um dos nossos melhores referenciais de como olhar fora da caixa, mas não é o mesmo que temos atualmente. No caso do Catedral, surgiu como uma banda de rock cristão como qualquer outra, que mais tarde construiu uma ideia de fazer uma música para todos os públicos. Ou seja, o grupo nasceu segmentado e depois tentou subverter esta situação. A Catedral conseguiu atingir o mercado secular? Sim, e com êxito! Mas não pode ser chamada como integrante do novo movimento porque não nasceu com essa ideia. João Alexandre nunca negou ser um cantor do mercado evangélico, ou colocar um cristianismo claro e direto em suas canções. Possui seu lado poético e artístico, mas continua sendo um músico com rótulo cristão. Quando o cantor afirmou não querer mais fazer parte do chamado “movimento gospel”, não negou sua veia cristã, mas referindo-se ao movimento ocorrido no final dos anos 80, no qual a Renascer em Cristo foi a principal instituição colaboradora.

    Esclarecido um ponto importante, surge uma pergunta: o que é novo movimento? Novo movimento é, como seu título define um movimento musical (não um estilo) em que a arte produzida não é segmentada por barreiras religiosas, ou até mesmo antirreligiosas. Um movimento em que a fé do indivíduo não é mais importante que o conteúdo no qual é apresentado. Não é um movimento nascido no “gospel” para atingir o “secular”. Até porque, em concepção o novo movimento não nasce dentro da música religiosa, mas desde o início desconsidera os muros existentes para invadir todos os ambientes e não ser contaminado pela perspectiva atual. É, claro, que por consequência, o fato de atingir um “público cristão” fará com que muitos, até de forma inocente o rotule como um artista/banda gospel. Uma das consequências que o novo movimento pretende trazer é uma transformação de todos os mercados “segmentados” que o envolvem para que seus efeitos perdurem com o passar do tempo.

    E por que se chama “novo movimento”? O nome “novo movimento” foi utilizado pela primeira vez pelo músico Arvid Auras, um baterista que foi integrante e o principal compositor da banda Aeroilis, conhecida como a precursora do movimento. Neste texto, produzido pelo instrumentista, ele conceitua a expressão. Infelizmente, não posso transcrevê-lo, porque o site da banda encontra-se inativo. No início do texto, eu disse que não gosto de utilizar a palavra “crossover”, porque o significado desta expressão, em sentido original e principal se refere ao fato de misturar dois ou mais gêneros musicais, o que tem pouco, ou definitivamente nada a ver com o que o novo movimento propõe em sua concepção. Entretanto, ainda assim o termo ainda é utilizado no exterior para designar cristãos que romperam as barreiras do mercado cristão e expandiram seu trabalho para um público maior e mais heterogêneo.

    O novo movimento também coincide com um momento de descontentamento de uma parcela de cristãos (ainda pequena), tanto com teologias nas quais mantém contato, seja pelas igrejas/instituições que frequentam e músicas produzidas por artistas do mainstream gospel. A busca por um conteúdo relevante, sincero, profundo e que não é uma mera propaganda de uma crença ou placa de denominação pode explicar o êxito que artistas do underground estão alcançando atualmente, principalmente com o advento da internet. Incluindo o contexto pós-moderno, em que muitas pessoas procuram algo etéreo, mas fora dos padrões religiosos que temos, a música apresentada pelo novo movimento cai como uma luva para esses indivíduos.

    E por que o “novo movimento” causa tanta confusão? Para começar, há pouco material disponível sobre o assunto, e a conceituação por jornalistas e blogueiros é confusa e superficial. A inclusão de nomes que não fazem parte do movimento, ou até mesmo a linha de pensamento em que ele é restrito as bandas de rock, o que não é. Segundo, porque a própria “música gospel” brasileira, mesmo com suas limitações líricas está chegando numa mídia que não pertence ao nicho evangélico. Estes artistas que estão em destaque, por alcançarem novos públicos (embora não fidelizem) são denominados, de forma incorreta como algo semelhante ao novo movimento. Terceiro, porque achamos que, para ser integrante do novo movimento, o público deve de alguma forma falar pelo conteúdo do artista. Se o artista, com seu conteúdo ainda possui um público muito homogêneo, somos levados a pensar que a tentativa é falha. Quarto e mais importante: a nossa mentalidade dualista de dividir a música “profana” da “sagrada” é algo tão enraizado na nossa cultura (principalmente aqui no Brasil) que é, de certa forma muito complexo definirmos com clara exatidão o que esses desbravadores de novas linguagens e abordagens estão fazendo. Isso me lembra do desconforto que temos em pensar no pós-modernismo com nossa perspectiva modernista. Talvez, a minha metáfora seja absurda, mas é a visão que tenho.

    A Aeroilis foi a primeira banda que nasceu com essa ideologia no Brasil (lembremo-nos que no exterior temos várias outras) e lançou seu primeiro álbum em 2004, tal qual é considerado o primeiro trabalho desse movimento. No ano seguinte, a Tanlan lançou seu primeiro EP, e ambos os grupos são os precursores. De certa forma, influenciaram tanto que a maioria das bandas de rock que compartilham dessa visão são da região sul do Brasil. E, por minha suposição, creio que Palavrantiga alcançou mais sucesso por três motivos: tem sua origem na região sudeste, sua aparição foi mais tardia e a imagem/discurso de Marcos Almeida, que de certa forma se destacou de uma forma diferente e tomou novas abordagens, principalmente com seu portal Nossa Brasilidade.

    O vocalista e frontman da Tanlan, Fábio Sampaio citou artistas e bandas que crê serem do novo movimento, que são: Aeroilis, Hibernia, Marcela Taís, Crombie, Lorena Chaves, Danni Distler, Eduardo Mano, Banda Salt, Grato!, Hélvio Sodré, Adriel Nephesh, Primerandar, Os Oitavos, Quarto Fechado, Palavrantiga e Tanlan. Eu, particularmente também incluiria Bruno Branco, Memora e Matina. Aeroilis e Fábio Sampaio já tocaram juntos, Tanlan já gravou com Marcos Almeida. Várias outras parcerias entre esses nomes poderiam ser mencionadas aqui.

    Para finalizar, creio que é importante citar a obra de um filósofo que influenciou a proposta de algumas, senão todas essas bandas e artistas. O livro “A arte não precisa de justificativa”, de Hans Rookmaaker provavelmente seja a leitura mais indispensável para quem deseja entender a fundo as ideias do novo movimento. Convido você, assim como eu a entender mais profundamente esse movimento dentro da música nacional, e não sermos levados por uma visão de patamar comum sobre o assunto.

  • Limão com Mel – O que tem de errado com a música Sabor de Mel?

    Desde que a cantora Damares estourou no Brasil inteiro com a canção “Sabor de Mel” que essa música virou alvo de duras críticas principalmente nas redes sociais, acabando rotulada como música que enaltece a vingança. Muitos chegam a afirmar que a música é carregada de heresias e vai contra os ensinamentos cristãos. Seria excesso de zelo ou hipocrisia mesmo?

    A Bíblia possui66 livros, totalizando exatamente 31103 versículos que podem ser usados a bel prazer de qualquer um para fundamentar sua linha de raciocínio. Tudo depende do interesse de quem está fazendo a fundamentação. Assim como há os que usam para criticar a música, farei o mesmo para dizer que tem gente engolindo camelo e se engasgando com mosquito.

    Aproveitando que o nome da nossa amada coluna é “Limão com Mel”, resolvi analisar essa doce canção, buscando compreender os motivos de tantas críticas. Vamos lá!

    O primeiro motivo de crítica é o fato da canção enaltecer a vitória, a conquista. Até parece que o fato querer ser vitorioso é algo infame para os “humildes servos de Deus” na atualidade. Fico imaginando qual ser humano não quer vencer? Não se trata de pisar no próximo, mas de vencer por mérito próprio. Qual o problema nisso?

    Claro que vão dizer que o problema não é a vitória, mas a importância que esta toma em nossas vidas. Não servimos a Deus pra sermos vitoriosos (oi?). Em uma análise publicada em 2010 em um blog, o autor do texto comenta o seguinte:

    “O motivo da crítica não é pela suposição de que as “vitórias” não estão nos planos de Deus para nossas vidas, mas que nem de longe este fato trata-se da ênfase do Evangelho de Cristo. O evangelho realça a cruz, a renúncia, a santidade e a necessidade de salvação para a vida de todo ser humano e isso sim é a vitória verdadeira. Todo e qualquer outro modelo de vitória trata-se de um assunto periférico.”

    Algumas considerações: o autor está analisando uma música ou todas as músicas cristãs ao mesmo tempo? O autor acredita que uma música verdadeiramente cristã precisa necessariamente abordar a cruz, renúncia, a santidade e a necessidade de salvação ou não se enquadraria no que o evangelho propõe? Porque sendo assim, há de se descartar boa parte do que foi e é produzido no nosso meio musical.

    Outro blogueiro faz uma lista do que considera expressões equivocadas na música.

    1. “Vão dizer que você nasceu pra vencer”.

    Segundo o blogueiro, o homem não nasceu pra vencer, mas sim pra perder porque nasceu no pecado, baseando-se no versículo 5 de Salmos 51: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe”. Fico imaginando Deus após criar o homem à sua imagem e semelhança decidindo que o criaria pra perder.

    2. “Que já sabiam porque você tinha mesmo cara de vencedor”

    Segundo o blogueiro, a frase “está sugerindo que o ser humano pode ser vencedor sozinho, sem a Ajuda do Alto”. Podemos escolher o ângulo que quisermos pra vermos o que quisermos certo? Pois bem. A palavra diz que somos luz, e a luz vence as trevas. Impossível que a luz passe despercebida. Somos filhos de Deus, imagem e semelhança dEle. Apesar da expressão um tanto clichê, não vejo onde o cristão ter cara de vencedor seja errado. Não temos cara de vencedor por nós mesmos, mas por quem está em nós. Em nenhum momento a música afirma que “temos cara de vencedor por nós mesmos”, mas que “vão dizer que”. O mundo pode não entender o porquê de sermos diferentes, por que temos cara de vencedor, mas nós sabemos bem o motivo. Acho que isso responde também a expressão “vai olhar e ver Jesus brilhando em você”.

    3 “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender”.

    Desconsiderando o Português, a música apenas externa algo que é natural de todo ser humano. As pessoas valorizam o que você tem, não quem você é.

    Esse é o trecho onde pontuam que há sentimento de vingança. São duas situações distintas segundo o crítico:

    “Primeiro: alguns crentes veem outros passando dificuldades e não fazem nada pra ajudar porque pensam “quero só ver esse crente sofrer”. Segundo – o crente que está passando lutas pode pensar “estou sofrendo e esses irmãos não me ajudam, mas eles vão ver só, quando eu estiver na bênção vão ficar arrependidos”, em outras palavras: “me vinguei””.

    Vale ressaltar que a música não pontua que são outros crentes que vão se arrepender, até porque se fossem cristãos de verdade seriam amorosos, caridosos com o próximo fazendo o possível para ajudá-lo no momento da dificuldade. Segundo: mais uma vez o autor coloca palavras na boca do personagem da música. Se considerarmos a história de José, seus irmãos fizeram pior que isso. Jogaram no poço, o venderam como escravo. Mas quando a fome chegou e eles tiveram que buscar provisões no Egito e ficaram sabendo que seu irmão, aquele mesmo que eles deixaram ser levado como escravo havia se tornado o segundo homem mais importante de todo o Egito, se arrependeram. “E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face” Gn 45. 3. Então…

    4 “Vai estar na plateia e você no palco”

    Esta é uma das expressões mais criticadas pelos puritanos. Impressionante como as pessoas detestam o palco. Ninguém genuinamente cristão faz questão do destaque. Aliás, pra que púlpito nas igrejas com aquelas cadeiras acolchoadas enquanto o “resto” da igreja senta em bancos duros e desconfortáveis? Mas focando no assunto, a expressão é análoga à outra mencionada por Davi no Salmo 23: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos”. Crente tem inimigo? O homem segundo o coração de Deus tinha… É clara a mensagem de Davi: Deus o exaltaria perante os seus inimigos. Ambas as metáforas, Mesa/palco são equivalentes. “perante mim na presença dos meus inimigos” não denota que os inimigos estão de “expectadores/plateia?”.

    5 “Mas minha vitória hoje tem sabor de mel”

    Para o autor: “Esse refrão isolado não sugere perigo algum, mas ele está inserido no contexto das demais expressões acima. E a repetição exagerada reforça a ideia de vingança, como se dissesse: “veja meu irmão inimigo {se é que pode}, eu venci, eu venci, veja, me vinguei”.”

    Ou pode ser apenas uma forma de dizer o quanto foi bom vencer, ou quão boa foi a vitória dada por Deus. Mirian por exemplo, dançou e cantou. Será que os egípcios se sentiram ofendidos com a manifestação de alegria pela vitória concedida por Deus ao povo de Israel sobre o exército egípcio? Fico imaginando esses críticos santos e humildes no lugar de Mardoqueu tendo que passar pelo “sacrifício” de ser honrado pelo Rei Assuero, passeando montado num cavalo real pelas ruas da cidade com coroa e vestes reais e o maior inimigo dele e de seu povo tendo que aclamar “Assim de fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!”

  • Ser Ester – Especial Hadassah Perez

    Não! Definitivamente Hadassah Perez não é discreta. Ela foi destaque aqui na Ser Ester como uma das mulheres de mais estilo no mundo gospel. Compondo um visual que mistura elementos punk, rocker com uma pitadinha de disco, a goiana é bastante autêntica.

    Confira aí a entrevista exclusiva para a coluna e logo abaixo um raio X do estilo da Hadassah. Está Imperdível!


    ENTREVISTA

     

    SER ESTER – Você tem um visual marcante, que já chegou inclusive a ser destaque aqui na SER ESTER. Como você se define em questão de estilo?

    Simplesmente uma mistura das coisas que adoro. – risos- Gosto muito de acoplar estilos como rock e pop a cada look. Não preciso estar necessariamente de acordo  com a moda da estação, mas tudo que visto precisa refletir bem a minha personalidade e meu som.

     

    SER ESTER – Na hora de compor um look, o que você prioriza? Visual ou conforto?  ( Para se sentir bonita, vale sapato apertado?)

    Sempre priorizo o conforto! Lógico que o ideal é tentar combinar os dois juntos pois aí sim seria maravilhoso. Sapato apertado não rola mesmo! Se a ocasião pedir, vale um leve sacrifício pela salto alto, por exemplo. Se não precisar ficar em pé por muitas horas, melhor ainda. – risos –

     

    SER ESTER – Você tem algum ritual de beleza diário? Quais são seus segredos de beleza?

    Não tenho muitos. Estou até precisando adquirir mais alguns!! Tento me manter sempre com o cabelo bonito, o que dá um certo trabalho pois é bem longo. Nunca saio de casa sem maquiagem. Sempre limpo o rosto também para evitar a oleosidade e com isso diminuir cravos e espinhas. Ninguém merece espinha!!! Unhas e sobrancelhas feitas também são indispensáveis pra mim.

     

    SER ESTER – Seu nome, Hadassah, tem tudo a ver com nossa coluna. Nós todas somos ‘Esters’. Pra você, o que é ser Ester? Por que querer ser uma Ester?

    Ser Ester é ser uma mulher forte, guerreira e cheia de coragem e fé assim como a rainha que lutou para salvar o seu povo. Todas nós devemos ter esse referencial de vida. Quero ser Ester para ajudar a todos e levar esperança as pessoas sem exceção através desse dom que tenho!! Rainha Ester passou por muitos tormentos e mesmo assim, seguiu em frente e teve uma atitude que mudou sua geração. E claro, acredito que aos olhos do pai, somos todas uma rainha Ester pra Deus.


    RAIO-X: HADASSAH PEREZ

     

    Basicamente, o visual de Hadassah é composto por calça e jaqueta, mas veja bem!, não é qualquer calça nem qualquer jaqueta. Tudo segue o padrão ‘hadassiano’ de fashionisse.

    Calças

    A cantora ama calças com alguma coisa de diferente, seja na estampa paisley da primeira foto que parece vinda direto dos anos 1970, até o mega rasgado da terceira foto ou a estampa psicodélica da última imagem. Como não é boba nem nada, Hadassah segue uma regrinha básica: quanto mais chamativa for a calça, mais discreta – e preta – será a blusa. Confirmando a regra, eis aí o macacão com estampa barroca como exceção. A cantora ainda se joga nas referências setentistas ao abusar dos modelos boca-de-sino flare. Além dos modelos mais chamativos mostrados abaixo, Hadassah também super Jens coloridos.

    Calças Discretas sqn

    Jaquetas

    Jens, couro preto, couro colorido, paletó de alfaiataria… seja como for, Hadassah ama jaquetas e as usa na composição de visuais que vão do palco às festas, combinando com tudo. A cantora aposta em vários modelos, desde os mais estruturados como o dessa verde oliva maravilinda, até os mais curtinhos, passando pelos soltos e desconstruídos.

    Jaquetas

    Acessórios

    Hadassah ama acessórios. A cantora tem uma verdadeira coleção de chapéus de vários modelos, óculos de sol e muitas bijus chamativas. Destas, destaque máximo para os braceletes que ela, por vezes, usa sobre a manga da blusa para potencializar o charme 😀 .

    Nos pés, já que ela preza pelo conforto, um verdadeiro desfile de snakers. A cantora tem modelos pretos, prateados, coloridos, rasteiros e de salto. Por gentileza, notar a coisa mais legal ever que é esse sneaker com estampa de cartoom. Grata. Como ela mesma disse, em ocasiões especiais, a cantora aposta em sapatos de salto alto, mas sempre cheios de personalidade. Outro destaque para os looks de palco são as luvinhas de couro com aplicações de spikes que conferem um ar rock and roll ao visual.

    Assessórios Mania

    Cabelos

    Hadassah tem um dos cabelos mais musos lindos do universo e adjacências. Abusando do direito de ser lindo, são os cabelos que recebem boa parte da atenção de beauté da cantora. Aproveitando o comprimento das madeixas, ela gosta de fazer penteados fofos que fogem um pouco do soltão por si só. Olhem que coisa fofa essa trança em forma de aquinho da primeira foto. Simples e super inspiradora para um visual mais arrumadinho. O que dizer ainda do visual com esse volume lindo no topo da cabeça? Para apostar na próxima festa! E esse escovão poderoso com as pontas marcadas da última foto? É de fazer a gente repensar a vida [risos]

    Hair Dream

    Maquiagem

    Já sabemos que, vaidosa, Hadassah não sai de casa sem maquiagem. Olho bem marcado parece ser um dos truques preferidos da cantora. Eventos noturnos pedem um visual mais carregado com sombra preta esfumaçada, delineador e doses cavalares de rimel, ou mesmo cílios postiços. Quando opta por destacar a boca com um batonzão, ela suaviza o olho tirando a sombra preta. Aproveitando a licença poética do palco, as vezes a cantora opta por olho+boca coloridos. Cuidado ao fazer isso em casa desacompanhada de um adulto responsável maquiador. Para completar o visual, as sobrancelhas, que ela mantém sempre em dia, ganham uma passadinha de lápis para ficar perfeitinha. Fora dos palcos, a maquiagem de Hadassah ganha ares de “gente como a gente”, com tons mais claros e make altamente inspiradora para nossa real life.

    Vale lembrar, especialmente para as meninas que amam se maquiar, a dica da Hadassah de sempre manter a pele limpa para evitar espinhas. Aproveito para acrescentar a diquinha de Tia Tayse de jamais dormir maquiada.

    Makes

    Fora dos Palcos

    Como sou uma colunista investigativa curiosa de mão cheia, fui fuçar no instagran da Hadassah para ver os looks da cantora fora dos palcos e posso dizer uma coisa com a maior sinceridade? Tombei de amores. Menos montada, mas ainda super estilosa, Hadassah fica com cara daquela nossa amiga com quem a gente quer dividir o guarda-roupa (topa, Had?). Deem uma olhada em alguns looks que ela andou escolhendo para casamentos, igreja ou só um passeiozinho despretensioso.

    Casual Chic Looks Glamour Looks

    E então meninas, curtiram nosso especial com a Hadassah? Esse é apenas o primeiro e se Deus permitir teremos mais.

  • Megafone – “Criador do Mundo”, o novo CD da Daniela Araújo

    A cadeia da blogosfera é inconstante. Os ruídos da comunicação são ilimitáveis, e quando um grande assunto explode nas redes sociais as opiniões são variáveis. Alguns agregam valor, outros agregam rancor. Essa é a nova coluna do nosso site: “Megafone”. Espaço onde selecionaremos as opiniões mais expressivas sobre um assunto de maior destaque nos últimos dias.

    Recentemente tivemos o tão aguardado lançamento do CD da Daniela Araújo “Criador do Mundo”.  O disco – no geral – foi bem recebido, o que refletiu nas vendas, sendo que rapidamente alcançou o topo nos charts da loja iTunes, desbancando estreias de grandes artistas como Mariah Carey, One Direction e Coldplay. A recepção da pré-venda do disco foi satisfatória, e todos os olhos se voltaram para a paulista de 29 anos, que surpreendeu com o seu segundo trabalho autoral, inclusive a Veja que a destacou juntamente com Paulo César Baruk.

    Vasculhamos a internet para saber o que estão dizendo sobre o assunto. Nós não defendemos nenhuma opinião publicada abaixo.


    Amanda DiasDeixemos de hipocrisia… Felizmente ‘alguns’ artistas cristãos têm se preocupado em fazer música de qualidade, e é por isso que estão aí [no topo dos charts]. Claro, Glória a Deus por isso, foi feito por intermédio da inspiração dada por Ele, mas convenhamos que #labassurionderrá ou #saborDeMel nunca estarão entre os 3 melhores no Itunes!

    (Amanda Dias, via Facebook)


    SamuelEstou curtindo o álbum da Dani homeopaticamente e, realmente, é difícil achar construções harmônicas tão complexas e bem trabalhadas no mercado brasileiro atual. O que se pode ver muito atualmente é o “oversinging”, uma produção artística massiva (tanto musical quanto de imagem) junto de uma pobreza lírica e musicalidade crua. Não é só porque é gospel, mas é porquê, além disso, é música de qualidade. Muito merecido e glória a Deus pela vida de vocês.

    (Samuel Gonçalves, via Facebook)


    Juliana gonçalves

    As letras penetram a alma e convertem os corações, pois é a palavra cantada. Estava na hora dos filhos de Deus serem vistos, porquê além de viver da música, vivem e trabalham arduamente pra levar o evangelho e com uma qualidade impecável.

    (Juliana Gonçalves, via Facebook)


    Felipe Dutra

    É muito difícil achar a melhor música desse CD, mas sem dúvidas “Imensurável” está entre as melhores!

    (Felipe Dutra, via Facebook)

     


    CarolEsse CD tá tão lindo, que dá vontade de chamar D-s pra sentar no sofá cmg, dividir o fone de ouvido e ficar abraçadinha com Ele dizendo que tudo o que estamos ouvindo é o que eu sempre quis dizer é não havia encontrado palavras até agora.

    (Caroll Lopez, via Facebook)

     

     


     

    MariliaEu ainda não tinha escutado Santo/Graça com calma, e agora que acabei de escutar, digito isso com o rosto todo molhado. Não imaginei que mexeria tanto comigo pensar naquelas crianças de condições tão precárias cantando que a Graça do Senhor basta. Penso em seus rostos cheios de verdade ao dizer algo tão forte, ainda mais se relacionado ao que elas vivem! Fico feliz por admirar tanto uma pessoa que é atuante nesse meio, não somente usa as vozes deles em um CD “qualquer”. […] Criador do Mundo tá inexplicável! Deus faz coisas lindas e usa as pessoas de forma inacreditável!

    (Marilia Monteiro, via Facebook)


    Nayara

    Conversei com muita gente que já ouviu [Santo / Graça] não gostaram tanto dessa musica. E essa é a musica que grudou igual chiclete na minha cabeça, é aquela musica que eu canto o dia todo. E quando eu lembro que foi um coral de crianças africanas que cantou, a sua pronuncia tão fofa e sua extrema afinação começo a sorrir em cada partezinha que canto a musica! Não digo que é a minha musica preferida, afinal, esta dificil escolher uma kkk, mas tenho certeza q é uma das mais ouvidas

    (Nayara Romero, via Facebook)



    Tatiana

    Só achei que em algumas canções os instrumentos ficam mais em evidência do que a voz da‪ Daniela Araújo. É um desperdício pois a voz dela é linda, as letras são incríveis de uma criatividade e tanto. A participação do Leonardo Gonçalves ficou demais.

    (Tatiana Firmino, via Facebook)


    E aí, o que vocês acharam do novo disco da Daniela Araújo? Em breve publicaremos a nossa resenha oficial sobre o trabalho.

    Para adquirir o CD, acesse a loja do iTunes (digital), Gospel Goods, Loja Adorando e Cristão Shop.

  • Rocklogia – Mídia física ou digital: qual a melhor?

    Com o advento da internet e da popularização dos múltiplos formatos e compreensões de áudios, o mercado dos formatos físicos sente um enfraquecimento enorme. Durante a história, vários deles se tornaram obsoletos com a chegada de outros. Os mais populares, em áudio foram o Long play (LP), o Compact disc (CD) e a fita cassete. Vamos refletir os pontos positivos e negativos de alguns destes formatos neste artigo.

    Disco de vinil, o “bolachão” 

    O disco de vinil foi um dos mais populares dentre as mídias físicas, principalmente tomando por consideração o mercado da música. Foi usado como substituição para os discos de goma-laca, que eram bem mais frágeis e, portanto mais difíceis para consumo do usuário final. Durante várias décadas, o uso do vinil foi intenso. “Cultuado” pelos amantes da música, todo o processo de retirar a embalagem, por a agulha e os ruídos causados eram levados com a devida atenção como um ritual. Também pelo fato das artes gráficas serem grandes, os projetos gráficos de muitas obras eram elaboradas e se tornaram marca registrada de muitos artistas e bandas. Como parte da Rocklogia, tomo o exemplo do clássico dos Beatles, “Sgt. Peppers’s Lonely Hearts Club Band”, contendo uma das capas mais criativas não só do rock, como de toda a história da música.

    capa_queenCompact disc 

    Apesar do CD como conhecemos ter sido comercializado no fim da década de 80, sua popularidade se deu no início da década seguinte, e a proposta de seus criadores era eliminar de vez o problema dos ruídos do LP, tornando-o obsoleto. Com sua chegada e popularidade, por pouco os Long plays quase foram extintos. Por outro lado, muitos acreditam que o áudio do CD é inferior aos do LP em frequências mais graves, e principalmente em relação às artes gráficas, agora diminuídas. Também, o uso do compact disc potencializou a pirataria, já que com o advento da informática e a existência do “CD virgem”, qualquer pessoa pode gravar um CD para qualquer inserção de conteúdo e fim. “The Miracle”, do Queen é um dos discos de rock lançados no final da década de 80 no formato CD, além dos comuns LP e cassete.

    Fita cassete 

    Diferentemente dos demais, a fita cassete possui outros fins mais comumente usados no início de sua popularização, como a gravação caseira de áudio. Com a popularização do walkman, produzido pela Sony o uso desta mídia física caiu no gosto do povo, que também utilizavam para gravação de músicas executadas em rádio. Como a pirataria de LP era praticamente inviável, os cassetes se tornaram a alternativa. As vendas de discos em cassetes passaram a competir com as de LP, causando a impressão de que um dia a fita cassete tomaria o lugar do LP no mercado, mas inesperadamente o CD tirou ambos de cena.

    Música digital 

    Indicado como provável sucessor do CD, o download digital, principalmente no estrangeiro tem tido certo êxito e espaço no mercado. Aqui no Brasil, e particularmente no mercado gospel ainda não se mostra tão promissor. As críticas, por outro lado vem dos amantes de LP e também dos de CD. A começar pela compreensão de áudio, que remove um pouco da qualidade, tal qual passa despercebido por muitos ouvintes pelas distintas frequências nas quais nossos ouvidos atentam. Nem os projetos gráficos em PDF escapam, afinal, uma versão impressa agrada mais o público exigente. Por outro lado, a música digital cumpre muito bem a proposta de ser portátil. Uma pergunta fica no ar: é certo de que os tempos mudaram e o público também mudou. Será que o próprio mercado causou este colapso frente às novas tecnologias?

    Em sua opinião, qual é o melhor dos formatos e quais normalmente utiliza? Comente, exponha sua visão.

  • Ser Ester – Radiant Orchid: A Cor do Ano

    Você sabe o que é Pantone?

    A Pantone é uma marca americana considerada autoridade mundial em cores. A empresa conta com um sistema de alta tecnologia no gerenciamento de cores, que vai desde etapas de seleção e controle, até desenvolvimento de novas tonalidades.

    Anualmente, a Pantone divulga aquela que será “A Cor do Ano”. Essa escolha é feita a partir de uma ampla pesquisa que busca referências de tonalidades em diversos segmentos, que vão desde a indústria do entretenimento até coleções de arte. Essa cor influencia as linhas de criação de grandes estilistas, designs de móveis, indústria de tintas e por aí vai, ou seja, a cor do ano da Pantone influencia moda, decoração, maquiagem, acessórios… logo, tudo as esterzinhas amam.

    Para 2014, a cor escolhida foi a Radiant Orchid what Tayse? . Em bom tupiniquinês seria “Orquídea Radiante”. Na prática, um belo lilás expressivo e charmoso nascido de uma mistura de tons de fúcsias, roxo e rosa. Lindo!

    Se já é sabido que veremos nas vitrines mais próximas diversas referência à essa Radiant Orchid porque orquídea radiante é um nome cafoninha, vamos ver formas inspiradoras para usar esse cor linda e ficar na moda. A cor promete ser tendência em diversas nuances, assim como na imagem oficial acima, passando de tons mais escuros até os mais pasteis.


    Radiant Orchid na Decoração

    A Radiant Orchid aparece na decoração como uma bela forma de deixar ambientes femininos e aconchegantes. Nesses ambientes, o destaque de cor é justamente a nossa cor do ano, por isso, o ideal é que seja combinado com tons neutros.

    E o que dizer dos detalhes em radiant nas decorações de casamento? Coisa linda!

    Radiant Decor


    Radiant Orchid na Maquiagem/Cosméticos

    Na maquiagem, a Radiant Orchid aparece em tudo, menos no blush porque neh… As mais discretas podem optar pela cor na boca ou no olho. As mais corajosas podem se jogar no radiant de cara literalmente. Uma dica é usar a cor em tons diferentes, como mais escuro nos olhos e claro na boca. Quanto ás unhas, tem radiant para todos os gostos e bolsos. Diversas marcas já apostaram na cor, desde as mais requintada$$, até aquelas que são vendidas na farmácia mais próxima.

    Radiant Make


    Radiant Orchid nos Acessórios

    Entrando na onda da cor do momento, os acessórios em radiant orchid estão em alta. São bolsas, sapatos, lenços, bijuterias, cintos, gravatas, ou seja, tudo no tom para alegrar até as produções mais discretas.

    Radiant Acessório


    Radiant Orchid nas Roupas

    Tecidos lisos, estampados, tonalidade clara, escura… tem radiant orchid para todos os gostos. Em comum, a feminilidade e delicadeza. As principais combinações são com o preto ou então cores da mesma família, como o fúcsia, Pink, magenta e tons de uva. As mocinhas mais ousadas podem apostar em looks monocromáticos e sair desfilando de radiant dos pés à cabeça.

    Radiant Look 1 Radiant Look 2


    Radiant Orchid nas Famosas

    Como toda boa tendência, o radiant orchid também está no armário das famosas mais antenadas. A bela princesa britânica Kate Middleton e a primeira-dama norte-americana Michelle Obama gostam muito da cor e já desfilaram diversos modelos referenciando a tendência. Aqui, em terras tupiniquins, e mais exatamente no mundo gospel, a moda também está presente, seja na linda saia de tricô de Ana Paula Valadão, no degrade da saia da cantora Suellen Lima, no combo fofo de saia e sapatilha com detalhes em radiant da belíssima Brenda ou nas estampas poderosas em fundo preto de Fernanda Brum e Cristiane Cardoso.

    Radiant Famosas

     E então? Curtiram a escolha da cor do ano? Achei linda! É para apostar já!

  • Ser Ester – Série Grandes Mulheres: Rispa

    Ela quase passa despercebida na Bíblia. Com poucas referências em seu nome, você talvez nunca nem ao menos tenha sabido de sua existência. Mas ela existiu e pode se tornar a partir de hoje, se ainda não o é, uma referência para você. O seu nome? Rispa!

    Em um tempo em quem as mulheres tinham pouco valor social, ela não era nem ao menos esposa. Era uma concubina do harém do rei Saul. De seu relacionamento com o primeiro rei de Israel, nasceram dois filhos: Armoni e Mefibosete (não confundir com o filho de Jonatas).

    Com a morte do rei, Israel que já enfrentava uma crise espiritual, entrou em uma severa crise política. O reino foi divido. Davi se tornou rei de Judá e Isbosete – filho de Saul – com a ajuda e tutela de Abner, chefe do exército real, foi coroado no lugar do pai sobre o restante do reino.

    Uma intriga entre Abner e Isbosete por causa de Rispa acaba rompendo com
    a cooperação entre os dois e o militar passa para o lado de Davi e o ajuda a reunificar o reino e governar sobre toda a nação.

    rispa personagem da bibliaEm um momento de grave crise, agora também econômica, com uma fome que já perdurava três anos, Israel passou a acreditar que a calamidade se devia ao fato de o sanguinário rei Saul ter rompido com uma aliança com o povo de Gibeão e matado seus cidadãos. Em um acerto de contas, os gibeonitas pedem como reparação a vida de sete descendentes da casa de Saul. A proposta foi aceita, afinal, eles viviam no tempo do “olho por olho e dente por dente” (Ex 21: 24), logo, vida por vida.

    E é aí que nossa Rispa, após ser pivô de uma crise política no reino, volta aparecer na nossa história.

    Lembram que ela teve dois filhos com o rei? Pois bem! Sem que ela pudesse fazer nada, eles foram entregues nas mãos dos gibeonitas como reparação dos erros de seu pai.

    Rispa vê seus filhos amados serem mortos. Tudo o que ela tinha na vida havia acabado naquele momento. Seus bens mais preciosos haviam sido executados pelas vingativas mãos dos gibeonitas.

    Se não havia conseguido poupar-lhes a vida, Rispa resolve garantir-lhes ao menos dignidade em sua morte. Decidida a dar um funeral decente a seus filhos amados, Rispa toma uma atitude que só uma mãe poderia tomar. Ela se coloca em um lugar na rocha de Gibeá e inicia uma incansável vigília para impedir que os animais selvagens devorem os corpos de seus meninos. Para ‘ajudar’, pelo lugar onde haviam acontecido as execuções, esse acampamento foi feito na terra do povo que acabou com sua vida.

    Seis meses! Isso mesmo! Seis meses se passaram e Rispa já estava extremamente debilitada. A figura daquela mãe usando o resto de suas forças para guardar o que restava de seus filhos, comoveu a população gibeonita e eles resolveram contar a Davi sobre a situação da pobre mulher.

    Comovido, o rei manda tomar os corpos dos filhos dela, bem como os ossos de Saul, Jonatas e do restante da família e providenciou o digno enterro na terra de seus antepassados, realizando-se assim o desejo daquela mãe.

    Alguns pontos me chamam muito a atenção nessa história:

    1. A Mãe O sacrifício e dedicação de Rispa em seu propósito de zelar dignamente pela memória de seus filhos queridos mostra o tamanho que o amor de uma mãe pode alcançar. Frio, calor, chuva, vento, fome, dor, noites mal dormidas ou precariedades, nada conseguiu fazer com ela desistisse de seus propósitos. Se você é mãe, sabe que aqui na terra, só você pode fazer isso pelos seus filhinhos. Se você é filha, valorize sua mãe, pois o amor dela é capaz de fazer sacrifícios assim por sua causa. E só por sua causa.
    2. Imperfeita – Como todo ser humano, Rispa não era perfeita. Por todos os fatores sociais e políticos envolvidos em sua história, ela não foi capaz de impedir a morte dos filhos, mas isso não a deteve em lutar por eles. Sua mãe pode não conseguir impedir que você sofra, mas ela certamente lutará até o fim de sua vida por você e ainda se manterá ao seu lado em seu sofrimento.
    3. A Heroina Não Reconhecida – Lembram que eu falei que a reparação com a morte dos filhos de Rispa era uma tentativa desesperada de acabar com a crise que o país enfrentava? Pois bem, aparentemente isso não resolveu o problema. E é isso que me emociona mais nessa história. Leia 2 Samuel 21.14: “Enterraram os ossos de Saul, e de Jônatas seu filho na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de seu pai Quis, e fizeram tudo o que o rei ordenara; e depois disto Deus se aplacou com a terra”. Entenderam? A crise só acabou depois que os corpos de Saul e seus filhos (incluindo os dois de Rispa) foram dignamente sepultados. A crise só acabou depois que o clamor silencioso daquela mãe chegou aos ouvidos do rei e ele realizou seu desejo. A crise só acabou porque uma mulher, no pior momento de sua vida, decidiu continuar lutando.
    4. Persistência – A persistência de Rispa não deu apenas um final digno aos seus filhos, mas também a Saul e todos os responsáveis pelo ocorrido em Gibeão, ou seja, aos causadores de sua tragédia pessoal. É assim que o nosso Deus faz. O seu clamor é capaz de abençoar não só sua vida, mas também a de todos ao seu redor e até de quem, humanamente falando, não merecia.

    Muitas vezes nós nos prostramos diante das adversidades. O coitadismo, por vezes, parece ser a saída mais atraente. Em nome de Jesus, não faça isso! Seus sonhos morreram? Dessa morte nascerão outros sonhos. Faça vigília! Tome um lugar sobre a rocha! Não deixe que as aves de rapina consumam sua história. Mande um recado, mesmo que silencioso para o nosso Rei que Ele ouvirá seu clamor.

  • Limão com Mel – Receita de clipe gospel de sucesso no Youtube

    E na Limão com Mel de hoje não irei ensinar nenhuma receita milagrosa contra a gripe e nenhum xarope poderoso que combate mil e uma enfermidades. Rochelle curtiu isso.

    www.youtube.com/embed/b-Wg7IPGnWo

    Hoje vou ensinar pra vocês, queridos leitores dessa doce coluna como gravar o seu primeiro videoclipe gospel de sucesso. Essa dica é pra você que não está numa situação financeira muito boa, anda dizimando e ofertando pouco e Deus não tem aberto as portas nem as janelas dos céus em sua vida. Você verá que com poucos recursos, boa vontade e algumas doses de talento é possível fazer um clipe gospel de sucesso. né Gederson?

     Mãos à obra, e atenção aos ingredientes:

     


    Uma música emotiva

    Pode ser aquela música que dê pra encenar fatos reais, que falem de cura, milagres, libertação, restituição e afins. Se, no entanto o seu repertório estiver “pobrinho” nesses assuntos, pegue a música mais próxima disso que tiver. Se isso for impossível, então opte por uma dançante, o resultado vai ser o mesmo.

     


    Paisagem natural a gosto

    Desculpa mundo, mas clipe gospel sem paisagem natural não é clipe gospel. Tenha a dignidade de incluir no roteiro cenas de praia, matagais, lagoas, muitas árvores, curiós, papagaios, pelicanos. O motivo na verdade não importa muito, já é tradição e tradições não podem ser quebradas. Conviva com isso.

     


    Uma igreja grande e vazia

    Qual a graça de gravar clipe numa igreja lotada? Acho digno gravar em igrejas amplas e vazias, com lindas poltronas fazendo figuração. Passa uma imagem de humildade. “Nossa que cantor humilde, este canta até em igreja vazia! Aleluias!” Anota aí, igreja vazia no seu clipe por obséquio. Caso você não tenha conseguido uma música emotiva o suficiente, leve uma galera pra um viaduto, um parque ou rodovia cuidado com os carros e faça alguns passinhos semicoreografados. Costuma dar certo também.


    Unidade de microfone antigo (pra dar um tom vintage)

    Querido e querida. Onde já se viu clipe gospel sem microfone? Se vir algum por aí, chuta que é laço! Não há nada mais emocionante que ver o cantor se contorcendo em interpretações vibrantes e carregadas de gesticulações de praxe. Quem se importa se o microfone está ligado ou se existe tomada de energia no meio da mata? Se joga (a lá irmão Naldo) e arrasa na interpretação amado!

     


    Dois litros de histórias reais

    O que é mais impactante que fatos reais em clipes? Tem que ter, nem que os fatos não tenham sido tão reais assim. Dá um up na mensagem da música. Pode ser o marido que largou a esposa e depois volta para os braços da amada, ou filho rebelde que deixa a casa dos pais e quebra a cara no mundo e retorna (é clichê, mas vale na falta de algo mais original), ou sobre aquele seu namorinho do passado quando você nem era gospel e adorava andar de bike e não deu certo graças ao bom Deus e ele te libertou. Não se preocupe em fazer sentido, se preocupe em emocionar o público. Amém?

     


    Uma pitada de inspiração divina (pode ser americana também)

    Depois de dar uma visualizada no que é sucesso pelo mundo, não esqueça de incrementar o seu roteiro com alguns elementos de clipes de fora. Pode ser um efeito, um cenário, iluminação ou mesmo o clipe inteiro, porque você nunca vai conseguir reproduzir igual mesmo e o público gospel raramente vai ver os clipes de onde as inspirações surgiram. Se por algum motivo alguém conseguir notar, diz que foi da vontade de Deus. Vai que cola? Sempre cola. Então relaxa e capricha na criatividade. Afinal, somos servos de Deus e pra Deus tem que ser o melhor certo?


    Agora que você já sabe quais são os ingredientes fundamentais para fazer seu clipe estourar no Youtube, mãos à obra! Tenho certeza que encontrará um primo, um sobrinho que seja inteligente e entenda de filmagens e o melhor, que cobre uma pechincha porque é pra você. Depois não esqueça de mandar o link para mim e todos os outros editores de sites do segmento, além de todos os diretores de gravadoras via Twitter. Queremos muito conferir o resultado. No momento estou vendo o do Gederson e estou amando. Veja também:

    Até a próxima!