Com o advento da internet e da popularização dos múltiplos formatos e compreensões de áudios, o mercado dos formatos físicos sente um enfraquecimento enorme. Durante a história, vários deles se tornaram obsoletos com a chegada de outros. Os mais populares, em áudio foram o Long play (LP), o Compact disc (CD) e a fita cassete. Vamos refletir os pontos positivos e negativos de alguns destes formatos neste artigo.
Disco de vinil, o “bolachão”
O disco de vinil foi um dos mais populares dentre as mídias físicas, principalmente tomando por consideração o mercado da música. Foi usado como substituição para os discos de goma-laca, que eram bem mais frágeis e, portanto mais difíceis para consumo do usuário final. Durante várias décadas, o uso do vinil foi intenso. “Cultuado” pelos amantes da música, todo o processo de retirar a embalagem, por a agulha e os ruídos causados eram levados com a devida atenção como um ritual. Também pelo fato das artes gráficas serem grandes, os projetos gráficos de muitas obras eram elaboradas e se tornaram marca registrada de muitos artistas e bandas. Como parte da Rocklogia, tomo o exemplo do clássico dos Beatles, “Sgt. Peppers’s Lonely Hearts Club Band”, contendo uma das capas mais criativas não só do rock, como de toda a história da música.
Compact disc
Apesar do CD como conhecemos ter sido comercializado no fim da década de 80, sua popularidade se deu no início da década seguinte, e a proposta de seus criadores era eliminar de vez o problema dos ruídos do LP, tornando-o obsoleto. Com sua chegada e popularidade, por pouco os Long plays quase foram extintos. Por outro lado, muitos acreditam que o áudio do CD é inferior aos do LP em frequências mais graves, e principalmente em relação às artes gráficas, agora diminuídas. Também, o uso do compact disc potencializou a pirataria, já que com o advento da informática e a existência do “CD virgem”, qualquer pessoa pode gravar um CD para qualquer inserção de conteúdo e fim. “The Miracle”, do Queen é um dos discos de rock lançados no final da década de 80 no formato CD, além dos comuns LP e cassete.
Fita cassete
Diferentemente dos demais, a fita cassete possui outros fins mais comumente usados no início de sua popularização, como a gravação caseira de áudio. Com a popularização do walkman, produzido pela Sony o uso desta mídia física caiu no gosto do povo, que também utilizavam para gravação de músicas executadas em rádio. Como a pirataria de LP era praticamente inviável, os cassetes se tornaram a alternativa. As vendas de discos em cassetes passaram a competir com as de LP, causando a impressão de que um dia a fita cassete tomaria o lugar do LP no mercado, mas inesperadamente o CD tirou ambos de cena.
Música digital
Indicado como provável sucessor do CD, o download digital, principalmente no estrangeiro tem tido certo êxito e espaço no mercado. Aqui no Brasil, e particularmente no mercado gospel ainda não se mostra tão promissor. As críticas, por outro lado vem dos amantes de LP e também dos de CD. A começar pela compreensão de áudio, que remove um pouco da qualidade, tal qual passa despercebido por muitos ouvintes pelas distintas frequências nas quais nossos ouvidos atentam. Nem os projetos gráficos em PDF escapam, afinal, uma versão impressa agrada mais o público exigente. Por outro lado, a música digital cumpre muito bem a proposta de ser portátil. Uma pergunta fica no ar: é certo de que os tempos mudaram e o público também mudou. Será que o próprio mercado causou este colapso frente às novas tecnologias?
Em sua opinião, qual é o melhor dos formatos e quais normalmente utiliza? Comente, exponha sua visão.
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