Categoria: Colunas

  • Conectados no Amor – A verdade é relativa?

    A relatividade é um pensamento que afirma que um valor é subjetivo, ou seja, se dobra aos joelhos das experiências pessoais de cada indivíduo. Cada paradigma levantado não pode ser levado como verdade absoluta, porém apenas como uma regra individual. Essa teoria surge como uma arma contra a imposição de ideias, uma tese desenvolvida por humanistas. Olhando esse argumento de um modo mais profundo, nota-se que cada costume ditado no tempo foi criado baseado nas vivências de cada homem, e não de um ser superior que ditou essas leis. Além disso, essa concepção usa como principal base a questão de como a cultura muda ao longo dos anos e, portanto, seus costumes.

    O seguinte problema: sem valores absolutos que definiriam algo, qual é a lógica da crítica? A crítica difere da dúvida, pois a primeira confere a um sentido de refinação de algo, ao contrário do que as pessoas pensam que é, que o pensamento dele é ser uma espécie de “do contra”. Ela aparece com uma função de conferir algo de acordo com um modelo de qualidade, pois não existe uma percepção analítica sem um horizonte.

    A dúvida é o ato de indagar uma ideia recebida. A dúvida não consiste no ceticismo exagerado, mas na procura de uma verdade em tantas teorias ditadas. O mais importante não são as respostas, mas as perguntas, pois elas revelam um receptor que deseja entender algo. Se existissem apenas verdades relativas, qual seria a lógica da dúvida, se a própria se baseia na busca de uma verdade absoluta?

    A dúvida e a crítica são instrumentos da  racionalidade. Essa, por sua vez, é completamente contra a concepção da relatividade. A racionalidade constrói um pensamento baseado num conjunto de conexões, formando um sistema interligado, e se uma parte dessa construção possuir uma quebra, ou uma parte solta, ele cai por terra. Ao dizer que tudo depende de um ponto de vista, o fundamento da razão quebra-se ao meio, pois ela precisa de pontos fixos para construir conceitos. Logo, tudo é nada, e não há nada de verdadeiro no mundo. A mentira pode ser verdade, o que é pode ser que não é, e qualquer ideia de luta por direitos humanos é apenas uma luta por nada, pois isso também é subjetivo.

    Por último, o próprio raciocínio de que tudo é relativo gera um pensamento absoluto, o que seria uma verdadeira contradição. Se eu proclamo essa ideia, estou dizendo de outro juízo fixo para julgar as coisas. A própria palavra “ideia” significa algo absoluto, já que relatividade é uma ideia. Consequentemente, defender esse argumento é defender a irracionalidade, ou seja, a loucura.

    Todas as pessoas, mesmo que não percebam, buscam uma forma concreta de pensar, pois é essa busca que gera críticas e dúvidas, e se ao dizer que as coisas dependem de um horizonte pessoal, essa procura seria em vão. Do ponto de vista humano, a verdade absoluta é algo pessoal e que ocasiona uma luta para proclamá-la, pois o próprio sentimento de estar fundamentado algo leva a um anseio de espalhar isso às outras pessoas, porque todo mundo sabe que estamos lidando com um mundo muito confuso. A própria livre expressão baseia-se nessa ideia, pela vontade de divulgar os nossos pensamentos individuais a todo mundo, algo que tem gerado ao longo dos anos diversos movimentos, religiões, etc. como, por exemplo, o feminismo, o LGBT, movimentos socialistas, liberais, o cristianismo e muitas outras crenças.

    Há uma diferença entre verdade relativa e opinião. Se juntarmos uma multidão com fundamentos pessoais, isso não ocasionaria num monte de verdades, mas de opiniões sobre ela. A opinião é relativa, a verdade não. Há uma única só, e vários modos de pensar buscando-a. Logo, o respeito à opinião diversa é que deve ser pregado, não a uma imposição dessa ideia humanista que quer encaixar todos os indivíduos num mesmo modo de pensar absoluto.

    Racionalidade e relatividade não se juntam na mesma ideia. Não existem crítica e dúvida em um pensamento relativista.

  • Fique Sabendo – Fernanda Brum, Marcela Taís, Skillet e muito mais

    Hoje é mais uma sexta-feira, final de maio, e mais um Fique Sabendo: confira as novidades da semana


    Fernanda Brum e Emerson Pinheiro fazem visita ao local de gravação do novo DVD

    O álbum Da Eternidade, já analisado aqui, receberá um registro em DVD em Israel. Fernanda Brum, juntamente com seu marido, o produtor e tecladista Emerson Pinheiro aproveitaram o momento para renovarem seus votos de casamento. Os músicos são casados desde o final de 1995.

    Fernanda disse em suas redes sociais: “Aproveitamos a visita técnica para o DVD da Eternidade, em Israel, para vivermos um momento muito especial…. Renovação de votos em Israel. São 19 anos de muito amor… E eu disse sim outra vez! Ele sempre terá meu sim! Meu amado, Emerson Pinheiro. Assim como a noiva, a Igreja espera o noivo para se casar… Jesus está voltando para buscar sua igreja.”


    Marcela Taís lança prévia e anuncia data de lançamento do novo álbum

    A cantora Marcela Taís divulgou, nesta quinta-feira, um prévia de seu novo trabalho, o álbum Moderno à Moda Antiga. O projeto foi produzido por Michael Sullivan e é o segundo da carreira musical da jovem brasiliense, que atualmente faz parte do selo gospel da Sony Music Brasil. O CD será lançado dia 2 de junho. Ouça:

    https://www.youtube.com/watch?v=Z7nFEVj-13k&feature=youtu.be


    Primeiro lote de ingressos de shows do Skillet estão esgotados

    A banda de rock Skillet, a qual fará uma turnê pelo Brasil, aos poucos consegue atrair a atenção de um grande público para as suas apresentações, que ocorrerão nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O grupo estará pelo Brasil em outubro, prometendo divulgar o seu mais recente projeto, Rise.


    Jairo Bonfim divulga nova música, “Ressurreto”

    O cantor Jairo Bonfim, através das mídias da MK Music, divulga “Ressurreto”, faixa de seu futuro álbum, intitulado Confiança. Ouça:


    Até a próxima semana!

     

     

  • Rocklogia – Brother Simion na MK Music

    Foto: Canta Rio (2001) | Divulgação MK Music

    Continuando nossa Rocklogia, seguimos num dos pontos altos da carreira de Brother Simion. Após ficar de fora do Katsbarnea e de toda a visibilidade que a mídia da Renascer em Cristo poderia lhe fornecer, o cantor foi indicado pela banda Oficina G3 para a gravadora MK Music. O selo interessou-se por Simion, que o contratou.

    Quem conhece relativamente a carreira de Brother sabe que o artista é muito mais que um cantor e compositor: já fez algumas (poucas) produções musicais, toca vários instrumentos e tem total autonomia artística para produzir um disco. Assim, em 2001, o cantor iniciava as gravações do projeto sucessor de Na Virada do Milênio: Redenção. Em contrapartida, este disco em especial, é muito diferente de Na Virada: desta vez, Brother Simion optou por fazer um som mais contemplativo, introspectivo e pop. O que, provavelmente pode ter sido uma sugestão da gravadora, também encontrou embasamento em uma vibe que o músico ainda não tinha explorado. Particularmente, me agradam bastante as canções “Eclesiastes“, “Redenção” e “É de Manhã”. A capa do disco foi produzida pela esposa do cantor, e Simion tocou vários instrumentos no disco, como piano e guitarra, além de ter assinado a produção musical com Alex Conti. A obra foi masterizada no estúdio Midas.

    Em entrevista ao Super Gospel em 2005, o cantor disse a respeito de Redenção:

    “Foi um bálsamo pra minha vida, fiquei feliz porque recebi muito retorno das pessoas dizendo que foram abençoadas por este trabalho”.

    No ano seguinte, Simion lançaria outro disco mais básico, desta vez com canções mais hard rock. Era lançado, então, A Volta de Johnny. A canção carro-chefe do disco, claramente, é uma continuação de seu maior sucesso no Kats, “Extra”. Não existem quaisquer informações sobre o desempenho comercial dos álbuns de Brother Simion lançados pela MK Music.

    Em 2003, o cantor lançaria uma biografia, chamada Johnny não morreu, em que o músico conta seu testemunho e algumas histórias de sua vida. Não permanecendo na MK, lançaria um disco ousadíssimo em 2004 de forma independente, o qual veremos em breve.

  • Um Brinde – “Eu Nem Quero Mais”

    Um Brinde – “Eu Nem Quero Mais”

    Hoje, continuarei falando da banda Simonami. Diga-se de passagem, os caros leitores já perceberam o quanto admiro a banda, certo? OK. Além de falar desse grupo, vou tratar de um tema que eu nunca tratei antes: suicídio. Talvez por ser um assunto muito delicado, ou por eu achar bem longe da minha realidade, neguei-me a escrever sobre isso por tanto tempo. Mas hoje é o dia e tecnicamente irei ser sucinto.

    “Janela” é a segunda música do álbum Então Morramos, da banda curitibana Simonami. O disco tem nove faixas e traz um estilo folk/MPB bem intrigante. Calma, eu não irei fazer uma resenha. Mas é como eu disse: nunca falei de suicídio antes, então é fato que eu iria enrolar durante o texto todo para poder começar a falar do assunto proposto.

    Por mais que “Janela” não seja uma música escrita para ser especificamente sobre suicídio, é inegável que em sua letra narra o drama de alguém que está prestes a tirar a própria vida e num rápido instante, desiste. A canção se divide em uma estrofe e um refrão. Sendo que a estrofe e o refrão repetem com uma palavra acrescentada.

    Eu escalo a cama do alto e
    Olho de dentro pra fora
    Miro a janela pro salto e
    O medo estoura o meu coração
    Me aperta o sangue
    Tanto que corte nenhum vaza
    O sol não aumenta o calor, e eu já não sinto mais” (na repetição acrescenta o “nada”)

    Vamos lá: a pessoa está aflita e já fez de tudo, até cortou os pulsos (ou tentou cortar, não sei). Trêmula e com medo, o indivíduo está em meio de decidir o futuro de sua vida. É só pular e pôr fim em tudo. Peraê! Abre um parêntese. É só pular e tudo acabou? Mas o que levou-a a fazer aquilo não continuará existindo e causando o mesmo efeito em outras pessoas? OK, o suicida não mais sentirá a dor mas ela não vai morrer, quem vai morrer é o suicida. Imagina se eu vou sair matando todos os cachorros que vejo porque um me mordeu. Isso seria grave, não? Fecha parêntese. Levando em conta essa minha observação, o suicídio não mata a dor, mata o corpo, assim como o caçador não mata o animal, e sim a caça.

    E eu sei que tudo o que eu estou escrevendo aqui não faz muito sentido para alguém que já pensou em suicídio ou foi amigo de alguém que se matou. Mas eu não sou psicólogo, sou um músico, então dá um desconto vai. Refrão:

    Chega, o tempo da sua vez
    De que contar até três
    Não faz passar, não faz passar
    Deixa, eu nem quero mais
    Não vou mais fazer por onde
    Parece que tudo se esconde” (na repetição acrescenta “de mim”)

    Agora entende o título do texto? Eu sinceramente não entendo esse refrão e sabe, para mim não importa entender. O que eu leio e ouço nessa parte é o suficiente. Talvez, só quem vive o drama de chegar ao ponto de tentar um suicídio, é que entende isso. E aqui nem cabe levantar aquela questão de “o suicida vai para o inferno?”, mas levanto a questão do por enquanto, do efêmero e doloroso. Sei o quanto a solidão dói e o quanto isso parece injusto. Davi expressa no Salmos 44 verso 22 que por amor a Deus somos mortos/ou levados a morte todos os dias. O suicídio afugenta algo que não é possível entender para nós que conseguimos lidar bem com a dor. Ninguém é obrigado a ser um experiente nato em lidar com o sofrimento e por isso, a depressão como o último estágio da dor humana, como define o psicanalista Augusto Cury, nos leva a querer matar isso. Tirar a própria vida pode ser definido como aliviar um sofrimento insuportável, o qual é incômodo conviver.

    Então, o que eu aprendo com esta música? Aprendo que somos frágeis e incapazes. Somos flagelos que facilmente são levados pelo vento em dias de inverno. Somos peças fora do lugar tentando se achar a cada movimento. Somos pó (Salmos 113.14) e carentes de Deus. O sentimento de querer se matar é a externa revelação de que precisamos urgentemente dos carinhos de Deus, do Pai protetor que rege a Terra com toda maestria de um Pai perfeito! “Eu nem quero mais”. Se você caiu nesse texto com a intenção de procurar um alívio e leu essa frase, repita consigo e diga alto outra vez, EU NEM QUERO MAIS! Não vale apena se entregar porque somos maiores do que a dor, somos humanos! Superamos!

    Um brinde!

  • Conectados no Amor – Por que o Senhor não retira o mal do mundo?

    “Caso o Senhor retirasse todo o mal

    Eu seria o primeiro na fila

    Ele teria que acabar com todos nós e com todas as pessoas

    It Is Time II – HB

    Há certa canção da banda brasileira Fruto Sagrado que dizia que, se a verdade é tão simples, onde estaríamos errando? Os olhos dos homens não são cegos para algo de extrema dificuldade, que necessita de um complexo entendimento, porém, não veem algo que está diante dos seus olhos.

    É verídico que nós gostamos de criar discursos e teses para todos os tipos de problemas, de levantar linhas de pensamentos, mas no final de tudo todas caem na mesma contradição ou na falta de efeito. E ao se deparar com a insolubilidade de uma questão, nos levamos a crer que a verdade é relativa. A humanidade complica tudo, de forma exaustiva, cheias de argumentos, mas essas suposições não respondem nossas maiores indagações. Como diz a canção “Neófito” do Resgate, “tanta teoria pra me embriagar”.

    Eis que isto tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.”  Eclesiastes 7:29

    Uma das grandes perguntas que se desenrolam neste planeta é sobre o porquê Deus permite o mal. Definitivamente, o ser divino não tem pacto com o mal, e Ele não criou o mal, apenas definiu o que seria errado. O mal não é uma coisa em si, como um objeto, mas uma ação. Escuridão é ausência de luz, assim como o mal é ausência de luz, logo não precisa de um criador. E o Eterno definindo o que é bom, logo mostrou o que era ruim.

    No entanto, uma das faces dessa questão é aplicar a Deus algo que nós somos plenamente responsáveis. E é aqui que mora a centralidade desse texto: Se Deus pudesse dar um cabo no mal por inteiro, os que indagam a integridade divina não teriam em mente que eles estariam nessa fila de destruição dEle.

    A fonte do mal mora em um ser: homem. Se percebermos que a fonte de toda bondade mora nEle, então perceberemos que ao se afastar dEle, estaremos na escuridão, que é um vazio, um vácuo. Em Romanos 3.23, diz que todos os homens estão destituídos da glória de Deus. Destituição é falta de algo. Assim caminha a humanidade, vazia da luz divina. Logo, antes de indagar o caráter de Deus, veja se está sendo uma pessoa plenamente boa, pois se ao questionar porque Ele não destrói o mal definitivamente, você está oferecendo logicamente o seu corpo para a ira dEle.

    Não há mais teorias que possam solucionar nossos problemas, apenas vão amenizá-los, no entanto, toda nossa resposta se encontra em Cristo.

    https://www.youtube.com/watch?v=g4AbFfejefE

  • Fique Sabendo – Catedral, Rebanhão, Novo Som, Marcela Taís e muito mais

    Hoje é sexta-feira e tem muitas novidades no Fique Sabendo desta semana. Confira!


    Mess Entretenimento anuncia projetos de Catedral, Rebanhão e Novo Som

    A gravadora Mess Entretenimento, a qual já tinha o Novo Som em seu cast, anunciou a adesão das bandas Catedral e Rebanhão ao selo. Os três grupos pretendem gravar discos ao vivo comemorativos este ano. Tanto o Novo Som e Catedral celebram 25 anos de carreira, enquanto o Rebanhão faz 35 anos com uma reunião da formação clássica, depois de cerca de 20 anos de separação. A novidade foi divulgada por Hudson Lenna em entrevista ao Super Gospel.


    Marcela Taís anuncia lançamento de novo álbum

    A cantora Marcela Taís, após mais de um ano compondo e produzindo, anuncia o seu próximo álbum, de título Moderno à Moda Antiga. O projeto foi produzido pelo músico Michael Sullivan, o qual ingressou no meio gospel através de produções musicais da gravadora Graça Music. A cantora, ainda, ficou responsável pelo projeto gráfico da obra, que terá data de lançamento anunciada daqui a alguns dias.


    Resgate lança álbum ao vivo de 25 anos

    Gravado em setembro do ano passado, 25 anos, do Resgate chega às lojas no fim deste mês. Lançado em CD e DVD, o diferencial deste projeto é a influência erudita em algumas faixas e novas roupagens de canções as quais o Resgate nunca regravou em seus álbuns ao vivo anteriores, como “Leve Fardo”, “Doutores da Lei” e “Amor”. Ainda, a banda regravou o clássico “All You Need Is Love” dos Beatles e apresenta algumas inéditas. Confira a capa:

    Resgate - 25 anos - capa 2015


    Thalles lança novo clipe

    O cantor Thalles, após lançar o disco As Canções que eu Canto pra Ela, com temáticas românticas, lança clipe da canção “Minha Menina”, parte do álbum. A direção de vídeo ficou por conta de Hugo Pessoa. Confira:


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – “a igreja é uma merda!”

    Quem ao menos tem um conhecimento básico sobre jornalismo deve saber que, durante a graduação, numa formação que se preze, os alunos aprendem, ou ao menos são levados a refletir o impacto social, e também pessoal da informação transmitida. Uma notícia pode acabar com uma vida. Um título ambíguo, até explicar que focinho de porco não é tomada já fez muito estrago. Em meados de 2001, um portal de música chamado Usina do Som publicou uma entrevista de uma banda por aí chamada Catedral, com o título Templo Perdido. Já, a primeira frase do texto era: “A igreja é uma merda!“.

    O texto, escrito pelo jornalista Ricardo Alexandre, conhecido por um material extenso sobre o rock feito no Brasil, foi objeto da maior polêmica na história do Catedral, algo que o próprio autor, em 2013, intitulou de “juízo gospel“. Na mesma época, existiam boatos de que a banda tenha participado do programa do Jô e negado a fé por três vezes. Evidentemente, era um hoax, o qual, até os dias de hoje, não é difícil de ser lido (e ainda há quem acredite).

    Enquanto o Catedral era boicotado por muitos evangélicos, a banda ainda conseguiu manter um público menor diante das polêmicas. Os discos, distribuídos da WEA não venderam tão bem quanto a outros artistas de rock do selo, mas o próprio grupo, mais tarde diria que era culpa da gravadora, que não fez um bom trabalho de divulgação. Por outro lado, a entrevista, em que simplesmente a banda afirmava que o segmento gospel os limitava, foi transcrita com adjetivos e verbos bastante apelativos e sensacionalistas. O resultado foi imediato: foi o conteúdo mais lido na história do finado portal, e em poucos dias teve que sair do ar. Mas o estrago estava feito.

    Com isso, a MK Music se aproveitou da situação e reincidiu, sem maiores explicações, o contrato da carreira solo de Kim. A gravadora publicou que estava cortando relações com a banda pelo fato de não terem nenhum compromisso com o segmento evangélico. A situação foi revoltante para os integrantes do Catedral, que resolveram processar a gravadora, vencendo, muitos anos anos depois, com uma multa no valor de 1 milhão de reais.

    Enquanto isso, as comparações com o Legião Urbana continuavam, e chegaram ao ápice quando o tecladista Carlos Trilha, conhecido por tocar e gravar com o Legião nos anos 90, era indicado a produzir 15º Andar, último álbum do Catedral pela WEA. Em setembro de 2002, o Estadão publicava uma matéria de título “Catedral se converte a Legião Urbana“, explicitando, também, a polêmica protagonizada por Kim com o ex-baterista do LU, Marcelo Bonfá. No ano anterior, Dado Villa-Lobos, em entrevista, afirmou que “Catedral é uma banda Denorex”.

    “Não queria trabalhar com ele de manhã sabendo que, de tarde, ele estaria produzindo o Catedral. Não conheço muitas músicas dessa banda mas o que ouvi achei pobre, cópia paraguaia mal feita. Não conheço os caras, não posso falar nada da pessoa deles. Mas, como música, só sei que o que fazem é uma porcaria”. [Marcelo Bonfá, Estadão, 2002]

    “Quem é Marcelo Bonfá? Pra mim não é nada. Eu respeitava o Renato Russo, mas para o Bonfá não dou a mínima. Só faço uma pergunta: se eles falam tanto de Legião Urbana, por que não continuaram com o grupo depois da morte do Renato Russo? O Catedral está vivo, o Legião acabou”. [Kim, Estadão, 2002]

    “A galera do Legião não gostou nada quando ficou sabendo que eu iria produzir o Catedral. Achei um absurdo, parecia que queriam proteger não sei o quê, que o Catedral iria roubar alguma coisa deles. Esta postura é uma bobagem, uma grande besteira”. [Carlos Trilha, Estadão, 2002]

  • Ser Ester Mestre Cuca – Bolo integral de banana e mel

    Olá meninas, estreia aqui uma tag nova na coluna! Trata-se da Ser Ester Mestre Cuca!

    Nossa consultora gastronômica, Talita S. de Souza, é chef de cozinha e… minha irmã mais amada de todas. Há de se notar que, o fato de ser a única, acentua a preferência.

    A partir de hoje, a Chef Tica, como a chamamos, vai apresentar algumas receitinhas fáceis e deliciosas, capazes de fazer até um completo zero à esquerda culinário como eu apresentar algum resultado bacana na cozinha.

    A receita de estreia é um bolo maravilhoso e super saudável. Eu experimentei, levei para meus colegas de trabalho e o sucesso foi absoluto.

    Vamos lá!

    BOLO INTEGRAL DE BANANA E MEL

    Ingredientes11198648_833942793364117_1033893203_n

    3 bananas amassadas

    3 ovos inteiros

    1 xícara de mel

    ½ xícara (chá) óleo de milho ou canola

    ½ colher (sopa) de canela

    1 pitada de noz moscada

    2 xícaras de Farinha de trigo integral

    ½ colher (sopa) de Fermento em Pó

     

    Preparo

    Em uma tigela, misture as bananas amassadas, os ovos, o mel, o óleo, a canela e a noz moscada. Acrescente a farinha integral e o fermento peneirados e misture bem tudo junto.

    Unte uma forma de furo no meio com margarina e polvilhe açúcar e canela em pó.

    Coloque para assar em forno em temperatura média (180 graus) pré-aquecido por 10 minutos. Asse por 30 minutos.

    Dica da Chef:

    Desenforme quente, assim o açúcar estará derretido e sairá fácil. Essa dica vale para qualquer bolo que a forma for untada com margarina e açúcar.

    Bacana, né? Agora é só correr para a cozinha e se tornar a pessoa mais popular da casa.

  • Um Brinde – Quando Kevin Arnold falou de fé

    Um Brinde – Quando Kevin Arnold falou de fé

    Sou um fã nato do seriado Anos Incríveis que, na minha infância foi televisionado na TV Cultura e foi um sucesso nos anos 90. Depois de anos, em tempos de www, como diz o grande Humberto Gessinger, consegui encontrar algumas temporadas completas no YouTube. Bem, o personagem principal é o Kevin Arnold (Fred Savage) de 13 anos. O mesmo narra a história, só que já adulto. Anos Incríveis é uma criação honrosa de Neal Marlens e Carol Black. Pois bem, a família Arnold não é religiosa. Mas neste episódio, Kevin inicia falando da formação de seu país (Estados Unidos) e da base de fé que tinham, tendo o curso mudado no fim da década de 60 com alguns questionamentos sobre o real sentido da vida. Kevin não fala necessariamente de religião e nem do próprio Deus. O mesmo tem como dever de casa escrever um necrológio que é uma espécie de como as pessoas falarão de nós após morrermos. Kevin ainda muito ingênuo, não sabe o que de fato tem que fazer. Na primeira tentativa faz uma resumidíssima apresentação e sua professora o repreende, pois se assemelha com a história do presidente George Washington. Em casa, a família Arnold passa por alguns problemas com os recibos dos impostos a serem pagos. A mãe de Kevin, Norma Arnold (Alley Mills), perde os recibos, mas não perderiam de vez, apenas alguns problemas da agência haviam acontecido. O que deixou Norma preocupada mesmo, foi os astronautas da Apolo13 que estavam na lua e correndo risco por alguma falha mecânica. Por conta disso, ela vai até uma igreja e Kevin a segue, mais tarde a noite, já em casa, ele sai e reza a Deus. Quando entra, vê os pais sorrindo e bem um com o outro. Então Kevin reflete sobre a família e fé.

    Entenda caro leitor, o episódio não trata de nada grandiosamente espiritual, apenas um pouco do que nós cristãos deveríamos observar mais: as nuances de nossa rotina. Já escrevi aqui um pouco sobre isso e creio ter deixado claro que o que torna os dias cansativos e sem graça não é a rotina em si, mas a repetição sem extras dos dias. A professora de Kevin pediu apenas uma página do necrológio. Sim, não exigiu muita coisa, pois sabia que eram jovens demais, mas precisavam compreender um pouquinho de suas próprias vidas. O irmão do personagem, Wayner, o qual não é nada gentil nem legal, ao descobrir o trabalho do irmão, tenta “ajudá-lo” sugerindo que o escreva:

    “Kevin Arnold: nasceu idiota
    Viveu uma vida idiota
    Morreu idiota”

    Acredito que já vivemos uma vida assim. Talvez não vivemos mais por viver pois entendemos agora que há um sentido para a vida. Aprendi 3 coisas bem importantes com este episódio:

    1°) Estamos muito longe de sermos humanos. A busca incessante de querermos ser perfeitos e o piloto automático frenético, faz com que transpareça que não somos humanos com falhas, limitações, dores e sonhos. A fé nos garante muito mais que refúgio. Ela nos dá a certeza do que não vemos (Hb 11:1). Deus nos mostra o caminho da verdade (Sl 25:8) e nos instrui e ensina (Is 28:26). Ao contrário do que as pessoas pregam, o nosso Deus se relaciona sim conosco. Ele apenas não fala em Sua palavra, mas se relaciona com seus filhos, que é incrivelmente abençoador para nós. Quando entendemos que somos humanos, compreendemos o quanto necessitamos do amor do Pai e precisamos melhorar como filhos.

    2°) As crises são transitórias. Por mais difícil e dolorosa que sejam as crises que enfrentamos, elas são transitórias, cedo ou tarde vão passar. Se bem que elas parecem infinitas porque nos atinge demais, e isso porque somos frágeis e não vemos lado bom nas dores. Não que é necessário sair por aí fingindo que está tudo bem com um enorme sorriso no rosto, mas é importante procurar algo bom onde aparentemente não existe bondade. Soa bem contraditório, mas isso é necessário. Precisamos entender que nunca seremos completamente felizes aqui na Terra, e isso nos motivará a continuar crendo em Deus e nas suas maravilhas.

    3°) A fé sempre será uma decisão. É bem provável que já tenhamos pensado em coisas triviais e de pensarmos em largar a fé. Não importa a base, mas já pensamos ou abandonamos a fé. Eu, particularmente, abandonei a fé católica, espirita e dos testemunhas de Jeová. Neste episódio, Kevin Arnold decide orar, decide buscar a Deus por um instante, e mesmo não tendo uma relação com Deus ativa, ele soube o que dizer. Em Habacuque 2:4, vemos que o justo viverá pela fé. Viver é algo prolongado e cheia de decisões. Pagar impostos por exemplo, não é uma decisão que parte de nós, e como um simples calvinista, também creio que a fé não é decisão nossa, mas Deus nos permite ver essas situações e tomarmos tais rumos conclusivos. Por isso, a fé faz parte do corpo divino da graça. Graças a misericórdia do nosso Deus podemos ter fé nele e viver melhor.

    Quando Kevin Arnold falou de fé eu percebi que o meu lado humano pulsa e anseia por Deus. Entendi que minha cosmovisão cristã precisa ir além de musicas e situações rotineiras, preciso olhar com amor para o meu bairro, cidade, estado e país. Preciso tirar bonança do caos político que se estabelece no congresso e ver ternura na simples dor de uma personagem de um seriado ou filme que muito gosto. Quando Kevin Arnold falou de fé, eu sorri e disse: “Obrigado meu Deus, Tua glória é magnífica e incomparável!” Um brinde!

    https://www.youtube.com/watch?v=mLHr5fBAmmU
  • Conectados no Amor – Dia das Mães

    Efésios: 6. 1. Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

    A comemoração de dia das mães é marcada por festas, presentes e uma data especial para aquelas que já criaram e criam seus filhos. Porém, o principal aspecto desta comemoração, por várias vezes, é a marca da hipocrisia. Passa-se o ano inteiro entre confusões, filhos ingratos agindo como se fossem perfeitos diante de seus responsáveis e anos de dores pela mulher que exerce a função da educação familiar e recebe como recompensa o desgosto de seus filhos.

    Não sei se tenho algo para comemorar nessa data. Talvez o que eu posso colocar nessa festa é a minha infelicidade comigo mesmo, e a dor de não ser quem eu deveria ser. Não posso festejar algo que não passará de palavras vazias, e de máscaras num dia tão belo.

    Na fase da adolescência e da juventude, é o tempo que se reconhece menos o que nossos pais passam por nós. Ninguém tem mães perfeitas, mas a falta de perdão e de compreensão tem destruído muitas famílias. Não, não tenho muito o que comemorar, além de tristezas.

    Cada dia que passa, elas perdem um pedaço de si, dando-se para nós, mas as horas que passam só servem para aumentar a divisão familiar. Até que se vão, e deixam marcas de melancolias dentro daqueles que ficam, pois não usaram o tempo que dispunham para agradecerem por tão grande amor. Não perca nenhum momento para ser grato com aqueles que realmente te amam, não deixe passar as ocasiões doces e de se esforçar para amar as suas mães. Elas não são eternas e não terão toda vida para ouvir isso.

    Dia 10 de maio, uma data com motivos mais que especiais, no entanto, sinto-me como o mais melancólico e pródigo filho retornando a casa de seu pai, depois de o ter abandonado dentro de seu próprio lar.