Autor: Tiago Abreu

  • Rocklogia – Rebanhão (a formação clássica)

    A Rocklogia prossegue no ano de 1985, e além do surgimento do Sinal de Alerta, neste ano teve muitas novidades, algumas boas e outras não tão legais sobre o Rebanhão, que já tinha uma relevância enorme no segmento em cerca de seis anos de existência.

    Após o lançamento de Luz do Mundo, muitas coisas mudariam na formação do Rebanhão. Janires gravaria o disco solo Janires e Amigos em dezembro de 1984. Na época, era um projeto do Janires, mas com os anos acabou sendo considerado como parte da discografia do Rebanhão, mesmo que grande parte da obra seja composta por músicos convidados.

    Em 1985, Kandell deixava a banda, e também Janires. O vocalista tinha outros sonhos, e precisava realizá-los. Na formação restante, ficou o trio que até hoje foi o mais relevante da banda: Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix. Felix trouxe um baterista à banda, de nome Fernando Augusto, o Tutuca.

    O quarteto, após o grande sucesso dos projetos anteriores, desperta a atenção da gravadora PolyGram, juntamente com outros músicos cristãos de sucesso da época, como Ozéias de Paula e Álvaro Tito. Tudo estava indo muito bem. Mas, como seria o Rebanhão sem Janires? O início, comercialmente foi ótimo. O álbum Semeador, lançado em 1985 marcou um momento da banda mais pop e afastado do tropicalismo. Mas, todo aquele olhar crítico sumiu. Nenhuma das canções do álbum possui este caráter. Também contou com gravação de letras externas, como “Viajar” (Sérgio Pimenta) e “Paz do Senhor” (Lucas Ribeiro). Esta última é uma canção tão conhecida que muitos a consideram como um corinho evangélico.

    Pedro Braconnot passa a ter mais espaço nas composições, assinando a faixa-título, “Semeador”, “A Flor do Campo” e “Mar de Amor”. Carlinhos, por sua vez é responsável por “Pastor da minh’alma”, “Disse Jesus”, “Vinde às águas” (com Lucas Ribeiro), “Não Julgueis” e “Seu Melhor Amigo”. Os vocais ficaram divididos entre o trio mais conhecido do Rebanhão, embora Carlinhos e Paulo Marotta tenham cantado a maioria das músicas.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=0LyUe75i8OI]

    Foi neste tempo em que o Rebanhão passou a ser destaque em shows de grandes casas, shows noticiados por jornais, alguns até encontrados online. Em 1987 é lançado Novo Dia, que no quesito letras é bem superior ao anterior. A banda ainda não apresentou algo próximo do que era com Janires, mas dava indícios que aos poucos as coisas estavam mudando. A melhor música é “Razão”, de Pedro Braconnot, que neste álbum assume um dos principais vocais. Paulo Marotta interpreta apenas “Entre eu e você”, e Carlinhos Felix, além de assinar a faixa-título interpreta “Jesus é Amor” (versão de Lionel Richie), “Firme os Pés” (de Lucas Ribeiro), “Você Precisa de Deus”,  “Primeiro Amor” (sucesso de Aurélio Rocha) e “Nele Você Pode Confiar” (de Ricardo Costa Neves, da Comunidade S8). “Contemplar” e “Nada mais a Temer” também são de Pedro. Apesar do repertório ser superior, no quesito técnico o álbum é datado, com fortes características oitentistas. Numa época em que as bandas de rock progressivo se rendiam as baterias eletrônicas cheias de reverb e toda a tecnologia da época, o Rebanhão foi no mesmo caminho… mas passou, e isso não tira o mérito de ser um primeiro grande álbum da formação clássica. Em setembro de 1988, um lançamento deste projeto foi realizado no Canecão lotado, marcando como a primeira banda de origem cristã no Brasil a fazer shows em grandes casas. O músico Beno César participou do show tocando baixo, já que Paulo Marotta não pôde estar.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=MOfOvwNqCpQ]

    Leia também: Messianismo musical com muito marketing

  • TOP 10 – músicas gospel sobre primeiro amor

    Não é preciso afastar-se da ‘vida religiosa’ para sentir a necessidade voltar ao primeiro amor. Às vezes a motivação para as práticas não são tão intensas quanto antigamente, e o comodismo bate na porta. Neste TOP10 listaremos dez canções cristãs sobre o tema.

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    “Recomeçar” – Resgate

    Integrante do álbum Este Lado para Cima, “Recomeçar”, do Resgate, aborda os maus conceitos e ideias que temos de Deus, e o fato de repensar o que Ele é. Em muitas vezes por sermos cristãos mal resolvidos levamos uma vida cristã de forma indiscriminada, e atrapalhamos, indiretamente o relacionamento de outras pessoas com Deus. (2012)

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    “Desperta-me” – Trazendo a Arca

    O Trazendo a Arca, após o Toque no Altar alcançou o mesmo sucesso anterior com o lançamento do CD Marca da Promessa. “Desperta-me” é um dos registros do álbum, baseada na parábola das dez virgens, ao qual é abordada nossa necessidade de sempre estarmos preparados para o grande dia e não perdermo-nos do Senhor. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=iG_flUQFkhw]

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    “Canção do Amor” – Diante do Trono

    Do mesmo álbum, “Canção por Amor” é a faixa-título de um álbum conceitual sobre o primeiro amor. Que nos levantemos do nosso comodismo, do sono espiritual e retornar aos primeiros dias, quando tudo soava mais intenso. O projeto, como um todo é considerado um dos melhores do Diante do Trono. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=9sVSr_G_R30]

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    “Jesus, meu Primeiro Amor” – Fernanda Brum e Arianne

    Escrita por Antônio Cirilo, mas gravada por Fernanda Brum, trouxe a participação de Arianne, na época desconhecida. A canção é marcante por seu refrão, que lembra a necessidade de reacender a “paixão” por Cristo. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=U3PRAEIv5Tk]

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    “De Volta à Inocência” – Quatro por Um

    Um dos maiores sucessos da banda, “De Volta à Inocência” é uma das canções que mais se encaixam claramente na temática do primeiro amor, lembrando que Deus pode curar as feridas que o mundo causa, trazendo de volta a pureza das primeiras obras. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=QVLav7xYzjU]

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    “Arde Outra Vez” – Thalles

    Uma das três canções que consagraram a carreira de Thalles, “Arde Outra Vez” é um registro de alguém que se achega a Deus e humilhando-se, quer voltar ao estado anterior de comunhão. Diferentemente das outras canções deste TOP, a música traz a resposta de Deus logo após. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=p_qTzP95kcU]

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    “Passos Lentos” – Aeroilis

    Uma das canções mais conhecidas da Aeroilis, “Passos Lentos” remete a nossa incapacidade de andar sozinhos. Nós pensamos, planejamos, mas nunca sabemos de nada. Afinal, somos humanos, falhos e os enganos são fáceis de se alcançar. O importante é deixar para trás tudo o que nos afasta do criador. Composição de Arvid Auras/Raphael Campos. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=mFvoLZDMXXA&feature=youtu.be]

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    “Jardim da Inocência” – Paulo César Baruk

    Sucesso na voz de Baruk, mas autoria do cantor Alexandre Malaquias. Poética e intimista, a canção obteve alta repercussão e marcou a carreira do cantor, que hoje é um dos maiores nomes da música cristã nacional. Foi regravada cerca de outras duas vezes pelo artista. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Mu_Pf40wxkk]

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    “Abraça-me” – David Quinlan e Heloisa Rosa

    Heloisa Rosa apenas fez uma participação, mas tornou-se um sucesso tanto para a cantora e David Quinlan. Registrada no álbum homônimo, “Abraça-me” apresenta uma simplicidade e leveza, principalmente na voz de Heloisa. (2004)

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    “Primeiro Amor” – Rebanhão

    É praticamente impossível não falar em primeiro amor e não lembrar este clássico, na autoria de Aurélio Rocha e gravado pelo Rebanhão. A canção foi regravada por vários artistas, como Aline Barros. O registro original da banda foi gravado na voz do vocalista e guitarrista Carlinhos Felix, com a participação de Pedro Braconnot nos teclados, Paulo Marotta no baixo e Fernando Augusto na bateria, ou seja, na formação clássica. (1987)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=MKT5EdLMs-4]

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    Lembra-se de mais alguma canção sobre primeiro amor? Comente aí!

  • Rocklogia – Sinal de Alerta

    Pensar no rock cristão nacional na década de 80, como provavelmente muitos dos leitores já perceberam é mais fácil do que teremos dez anos depois. Entretanto, a partir de mais ou menos 1984, além do Rebanhão, começa a surgir outras bandas. De conhecimento quase que geral, a primeira delas foi a Sinal de Alerta.

    Sinal de Alerta surgiu na cidade carioca, em meados de 1984. Segundo o próprio grupo, surgiram por influência do Rebanhão, na mesma época em que, vale lembrar ocorreu a primeira edição do Rock in Rio. Cada integrante pertencia a uma certa igreja, e os ensaios aconteciam em uma marcenaria localizada em Jacarepaguá, bairro do Rio de Janeiro. A formação inicial era: Milton Jorge, Samuel Ribeiro, Luiz Fernando e Joacir Knust. O primeiro álbum, foi lançado em 1985, e simplesmente veio com título homônimo, que foi distribuído pela gravadora California, que usou o grupo como uma espécie de “concorrente” do Rebanhão. Foi o disco mais vendido da banda.

    Ao ouvir as canções, percebem-se, além da sonoridade algumas referências que lembrem composições de Janires, principalmente em “Creio”. Pode ser mera coincidência, mas ler versos como: “Mais pura do que uma taça de cristal / É doce como o mel” nos remete diretamente as músicas “Taças de Cristais” e “Mel”, dos álbuns Luz do Mundo e Mais Doce que o Mel, respectivamente. O guitarrista Samuel Ribeiro ficou conhecido através de seu solo de guitarra contido nesta canção, que se tornou um clássico do Sinal de Alerta. Apesar de seu jeito reservado, atua até hoje em gravação de vários discos independentes, e também já produziu a cantora Lauriete. O primeiro álbum do Sinal de Alerta também possui efeitos de acústica interessantes para a época e para o contexto cristão, como o efeito binaural contido, por exemplo, em “Peregrino”.

    No ano seguinte, o Sinal de Alerta lançou o seu segundo projeto, intitulado de Sinal de Alerta – Volume 2. Curiosamente, este é o disco mais raro da banda e poucas informações existem sobre este projeto pela rede. Porém, a canção “Paraíso”, deste álbum mais tarde seria regravada numa versão bem mais popular no álbum Tendência. Após este projeto, Marcos Chocolate ingressou no Sinal de Alerta. Marcos foi o vocalista mais conhecido do grupo, e permaneceu nele durante muitos anos.

    A grande evolução da banda foi em Manhãs de Outono, de 1987 que, na opinião de muitos é o clássico da banda. Com Chocolate nos vocais, variando entre o rock progressivo e pop oitentista. Pelo título e conteúdo de algumas letras, é percebível a evolução na abordagem de temas, como “Tempos Modernos”, um dos maiores destaques do projeto instrumentalmente.

    No ano seguinte, mais um álbum, e soa curioso como a banda não perdia o pique. Frágil e Pequenina conteve mais uma mudança na formação, com a saída do baixista Joacir. Com isso, o Sinal de Alerta integrou Lico Ribeiro. Tal disco se destacou pelo criativo projeto gráfico e foi distribuído pela Manancial Discos.

    Na época em que a banda Catedral começou, o grupo de Kim abriu vários shows do Sinal de Alerta. A união entre as duas bandas gerou uma participação do Sinal num DVD do Catedral em meados de 2008.

    Com um intervalo maior de tempo nos lançamentos, em 1990 saiu Tendência pela gravadora BomPastor, que, na época mostra mais amadurecimento do grupo, principalmente em relação as letras. É bom lembrar que a efervescência do movimento gospel sem dúvida influenciou o Sinal de Alerta. Na sonoridade, o grupo voltou-se mais ao pop, incluindo mais teclados, ficando a cargo de Pedro Braconnot como músico convidado (nesta época, pelo fato de Pedro ser produtor musical, a relação do músico com a banda era próxima).

    Aumentando ainda mais o intervalo de lançamentos, o próximo disco saiu apenas em 1994, pela gravadora Som e Louvores. Foi a vez de Garotos e Garotas, produzido por Dick Tunney, e seguiu as tendências do projeto anterior. Mais pop do que nunca, Levante seus Olhos saiu em 1999, no final do último século, cinco anos depois do anterior.

    Durante o início dos anos 2000, a banda sofreu algumas alterações em sua estrutura. Em 2002, Lico e Marcos Chocolate saíram, dando espaço a Gabriel Nascimento atuar nos vocais da banda. Música no Ar foi lançado em 2005 de forma independente como um método de trazer para a geração pós-movimento gospel o som da banda, contendo o característico estilo do Sinal de Alerta.

    Mais recentemente, encontram-se gravações acústicas do Sinal de Alerta pela internet. Não se sabe se o grupo exatamente gravará um álbum acústico, mas de qualquer forma, é uma ideia interessante e sem dúvida será muito bem recebida pelo público.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=55Ti8RtQBxg]

    Acesse também: Entrevista do Sinal de Alerta no portal Arquivo Gospel

  • Análise: CD Devo Seguí-lo – Verônica Sacer

    Verônica Sacer é ex-integrante dos grupos Toque no Altar e Trazendo a Arca, e junto com seu marido Davi Sacer tem trabalhado desde então. São quase quinze anos de carreira, mas pode-se afirmar que seu papel como intérprete passou a ser mais importante a partir dos álbuns Olha pra Mim (2006) e Marca da Promessa (2007), das bandas Toque no Altar e Trazendo a Arca, respectivamente. O auge se deu em “Ouve oh! Deus”, de Salmos e Cânticos Espirituais (2009), que foi o primeiro solo de Verônica em sua carreira.

    Ao passo que sua participação nos álbuns solos de Sacer tornou-se cada vez mais fundamental, o óbvio era que, em algum momento a cantora lançaria algum projeto solo. E aconteceu. Devo Seguí-lo é este resultado, gravado durante o ano de 2013 em estúdios do exterior tendo a produção musical de Kleyton Martins, tecladista da banda de Davi e também produtor de seus álbuns solos desde Confio em Ti.

    Entretanto, se o álbum de estreia de Verônica tinha a proposta de causar um impacto, infelizmente foi bastante falho. Em termos técnicos, o disco é inteligentemente refinado, correto, minucioso, mas não parece acrescentar nada na obra de Verônica, dando a certeza de que a cantora não conseguiu desvencilhar com sucesso da imagem de “vocal de apoio” ou “vocalista dos duetos com Davi/Luiz” construída ao longo dos anos.

    Devo Seguí-lo é um disco essencialmente pop. Mesmo sem grandes novidades, “Oxigênio” aposta em um gradativo peso. “Blindado” tem um groove interessante, que tenta mudar o clima arrastado do trabalho. Mas a melhor música do álbum é a faixa-título, “Devo Seguí-lo“, com sua profunda letra versando sobre renúncia. “Descanso” fecha o ponto alto do álbum com seu arranjo de cordas. A mesma aposta de cordas vem em canções seguintes, principalmente “Vou Te Adorar“. “Majestoso Criador” fecha o disco de forma envolvente, diferentemente do clima frio que se estende por quase todo o disco.

    As letras do disco são intimistas, e os arranjos colaboram para este clima. Porém, a interpretação íntima de Verônica Sacer não surge. A artista parece se esconder, enquanto sua dominação necessária é pedida pelo ouvinte. Até mesmo no dueto com Davi, a cantora parece retornar ao posto de apoio vocal. Mas, num disco solo, é necessário o controle total, o poder sobre as canções. Esta é a maior falha de Devo Seguí-lo.

    Mesmo não causando o efeito esperado, o álbum de estreia de Verônica Sacer não é de todo negativo e possui boas canções, mas nada próximo do patamar que idealmente deveria alcançar. Claramente faltou mais ousadia e energia nas interpretações de Verônica, mesmo para um disco de textura claramente dramática. Este começo pode ser redimido, e tomara que num futuro breve. Capacidade é o que não falta para Sacer.

  • Para refletir – Ele continua sendo bom

    Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Tessalonicenses 5:18)

    Os dias vão, vem e parece que, sempre algo faltou. Não foi um desejo pessoal, tampouco um acontecimento incrível. Mas será que a nossa gratidão foi proporcional à bondade de Deus sobre nossas vidas a cada segundo?

    Para o paciente que morre no hospital, desejando apenas um novo dia, até mesmo para o trabalhador que acorda angustiado por mais um dia de rotina, Ele é soberano e nos garante momentos que jamais seríamos dignos de vivenciar. Só que, quando muitos pensam no sacrifício de Cristo, uma pequena quantidade de pessoas pensam nas implicações deste melhor de Deus no nosso dia a dia.

    A verdade é que, por mais que neguemos somos ingratos, e não conseguimos retribuir ao Senhor em agradecimentos por tudo o que Ele tem feito. Alguém tão grande, maravilhoso e que não tem obrigação alguma de nos abençoar e cuidar de nossas vidas. Esta é uma prova mais que concreta de Seu amor e soberania. Ele continuará sendo bom, mesmo sem nossas capacidades de agradecê-lo e com certeza, não é isso que Ele deseja de nós. Ele nos abençoa mesmo se tivermos a intenção de retribuir ou não. Ele sempre será bom.

    As vezes também gosto de pensar nas pessoas que andam ao nosso lado. Por vezes pensamos: “indivíduo x não me merece”, ou até mesmo outros tipos de mentalidade duvidosa. E nós somos dignos de termos certas pessoas ao nosso lado? Ele é bom e nos abençoa até nisso. Muito sou feliz pelas pessoas que Deus colocou, coloca e colocará em meu caminho, mesmo que elas não prossigam em proximidade comigo. Aprendemos com elas, e elas aprendem de nós, independentemente dos atributos que temos.

    Não esqueça de agradecê-lo a cada amanhecer por mais um dia debaixo do sol, pelas pessoas, pela vida, pelo ar, por tudo. Pode soar tão banal, mas era tudo o que alguém gostaria de ter. Pode parecer tão comum, mas está muito além do que poderíamos merecer. E em todas as coisas, demos graça ao Criador, pois Ele continua sendo bom!

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=sMdyAZz-njU]

  • TOP 10 – músicas gospel sobre a família

    A família é a unidade básica da sociedade, e todo ser humano necessita ter essa unidade social. São nossos familiares os primeiros que interagem e criam laços, e no âmbito das convicções e crenças geram forte influência.

    Na música gospel nacional vários cantores e bandas gravaram e escreveram músicas sobre o tema, e com base nisso O Propagador apresenta dez canções sobre família. Confira.

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    “Família” – Regis Danese

    Regis Danese já gravou e escreveu tantas músicas sobre família que geraria um TOP10 apenas com suas canções. Mas, de todas, a mais notória é “Família”, faixa-título do álbum e que é quase totalmente conceitual. A obra possui participação de alguns familiares. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=5vULIBk4Be0]

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    “Família” – Edu Porto

    Edu Porto foi revelado em programas de calouros na televisão, e estreou no mercado gospel com o álbum Deus Conhece Minha Voz, pela gravadora Line Records. A canção “Família”, deste trabalho explana a continuidade da fé cristã nas gerações futuras. (2011)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ocuo1GO-mno]

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    “Deus da Família” – Sarando a Terra Ferida

    Parte do álbum Vivendo o Impossível, “Deus da Família” trata das crises familiares ocorridas em grande parte das famílias, como algo que desestabiliza a unidade básica da sociedade, e por consequência afeta a vida das pessoas em todas as áreas. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=yXXX60GLxvU]

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    “Oração da Família” – Banda Giom

    Aprofundando o foco da canção anterior, “Oração da Família”, como o nome sugere é uma oração a respeito das dificuldades que uma família passa, como um pedido de ajuda. Tal canção foi escrita com a parceria de Jozyanne e lançada como parte do álbum Coroa de Justiça. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=tZHLEUa-OkY]

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    “Filhos” – Ao Cubo

    Como um grupo preocupado e atento as questões sociais, o Ao Cubo apresenta “Filhos”, num desabafo de um filho para o pai que desapareceu após o divórcio de seus pais. “Os filhos sempre são os que sofrem mais com a separação dos pais” é a última frase da letra. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=CMdOKTvq8E0]

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    “Casa de Bênção” – Eyshila

    Do álbum Terremoto, “Casa de Bênção” é mais específica ao ambiente familiar do que aos familiares em si. Algumas de suas frases são: “Faça do meu lar, Senhor / Um lugar de harmonia / Faça do meu coração / Tua casa todo dia”. (2005)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=mW4C9OV-uPU]

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    “Família” – João Alexandre

    João Alexandre é um dos músicos mais conceituados e respeitados da música cristã nacional. Juntamente a sua esposa Tirza e seu filho Felipe, lançou um álbum conceitual, com o nome homônimo a da música. Os versos, poéticos da canção lembra a parábola do filho pródigo. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Y8How-ZgddM]

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    “Eu e Minha Casa” – André Valadão

    Do Diante do Trono a carreira solo estreada no álbum Mais que Abundante, André Valadão apresentou uma série de canções autorais, dentre elas “Eu e Minha Casa”, estruturada como uma oração, contendo um refrão marcante. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=hdmgL1BFY08]

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    “Bendito Serás” – Trazendo a Arca

    Originalmente gravada pelo Toque no Altar, a canção foi escrita por Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Deco Rodrigues para o álbum Restituição. A canção aborda o desânimo e decepção nos quais existem em várias pessoas com o lar destruído como encorajamento. Sua melhor regravação está no álbum Ao Vivo no Japão, gravado e lançado em 2007. (2003)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=XoKqc5JEAog]

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    “Corpo e Família” – Frutos do Espírito – Daniel Souza

    Um clássico até hoje, “Corpo e Família” nos lembra da comunhão entre a noiva de Cristo, filhos do mesmo pai, portanto família e irmãos. A canção foi escrita e gravada por Daniel Souza, através do seu ministério Frutos do Espírito. (1994)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ew1wE1WoQh0]

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    Se lembra de mais alguma música sobre família? Comente!

  • Rocklogia – Luz do Mundo

    Após o grande sucesso de Mais Doce que o Mel, o Rebanhão apresenta um trabalho superior em quase todos os aspectos. Embora com um repertório de nível semelhante, a gravação se deu no estúdio Transamérica, na época um dos melhores do Brasil. A banda segue na proposta de unir o rock progressivo as influências da música brasileira, desta vez com Janires assinando a maioria das músicas (enquanto em Mais Doce que o Mel, a predominância foi de Carlinhos). Zé Alberto sai do Rebanhão, e a banda não colocou nenhum percussionista no lugar, mas tendo a participação de Edinho como músico convidado nas gravações. Paulo Marotta estreia nos vocais com Janires em “Hoje sou Feliz”, canção que é destaque pela crítica do cantor aos sonhos de criança frustrados pelo mau estado do mundo.

    Pedro Braconnot, mais uma vez compõe uma música no álbum, “Com Cristo em Mim”, enquanto a faixa-título, “Luz do Mundo” é de Carlinhos. O cantor também apresenta “De que Adianta”, “Jesus, meu refúgio” e “Sinal Verde”, também canções que pouco se destacaram se comparadas as composições de Janires.

    Janires traz duas músicas de seu cassete para o álbum, mas com novos arranjos e títulos modificados. É o caso de “Casa no Céu” e “Taças de Cristais”, sendo algumas de suas composições de maior sucesso. Ainda, temos “Ano 2000”, fazendo crítica as guerras no mundo e “U. A. I.” (unidos no arrebatamento da igreja).

    Na ficha técnica do álbum, Janires e Carlinhos dividem o ovation que abrilhanta várias músicas do projeto. Felix também fica a cargo das guitarras e da craviola. Pedro Braconnot trabalha com um piano de cauda Yamaha (piano que, aliás, Tom Jobim admirava). Foi o penúltimo trabalho do grupo com a participação de Kandell.

    Luz do Mundo também é um dos trabalhos da banda que foi remasterizado no formato CD na década seguinte, entretanto tal versão é raríssima, portanto difícil de encontrar. A capa do projeto, de certa forma remete ao cassete de Janires gravado em São Paulo, trazendo o desenho da ovelha e o pastor no centro, enquanto o nome do álbum é destacado em tons marrons.

    Se, em Mais Doce que o Mel o destaque foram as vendas, em Luz do Mundo o Rebanhão conseguiu o feito de ter suas músicas executadas em rádios não cristãs do Rio de Janeiro, alcançando territórios fora do nicho cristão. Entretanto, mesmo com tudo indo cada vez melhor, Janires não era de se acomodar. Crendo que poderia trabalhar em outros projetos, deixou o Rebanhão em 1985 na busca de realizar um sonho.

    Antes de deixar o Rebanhão, gravou “Janires e Amigos”, um disco considerado por muitos como solo, e por outros como parte da discografia do Rebanhão. Mais detalhes sobre esta obra falaremos no final do ano, com uma matéria especial a respeito dos 30 anos desde o dia da gravação.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=NV4611_o_m0]

    Carlinhos Felix cantando “Hoje sou Feliz”, a melhor música do álbum, em carreira solo, nos anos 90.

  • Entrevista: Carlinhos Felix

    Carlinhos Felix, intérprete conceituado da música cristã nacional é o entrevistado de hoje no O Propagador. Iniciou sua carreira no final da década de 70, sendo integrante de duas bandas. A primeira, a Sinal Verde, que mais tarde lhe garantiu entrada no Rebanhão, onde permaneceu até 1991, atuando como guitarrista, violonista, compositor e vocalista. Do Rebanhão, em carreira solo até os dias de hoje, Carlinhos escreveu e gravou canções que hoje são clássicos, lançando álbuns por grandes gravadoras. Confira nossa conversa com o músico, que falou sobre carreira, influências musicais e a volta do Rebanhão.

    O PROPAGADOR – Em 2012, você estreou no cast da Sony Music e em seguida lançou “Lindo Senhor”. Agora, em 2014, você lança o single “Não posso me calar”. Fale um pouco sobre essa canção e o que ela representa para o momento atual de seu ministério.
    Ela é muito forte e eu acredito no que ela diz. É uma mensagem pra esses dias que estamos vivendo. Estou decidido a fazer com que minha música seja mais que uma simples canção, alguma coisa que venha trazer um impacto nas pessoas e em especial, nesta canção um impacto na Igreja de hoje. E aqui pra nós, ela tem uma melodia maravilhosa e um refrão forte.


    O PROPAGADOR – No álbum “Lindo Senhor”, você regravou Fruto Sagrado, Trazendo a Arca e uma composição de Janires gravada pela Banda Azul. Por que as escolheu para gravar?
    OK. Você está ligado! “Amor de Deus” gravei com o Fruto Sagrado em 1999, 2 dias antes de ir morar nos EUA. Me apaixonei por esta música. Aprendi a cantar dentro do estúdio de gravação, foi amor a primeira vista, por isso decidir por no repertório. “Marca da Promessa”, eu gostei tanto dela que fiz um arranjo alterando os acordes e com uma andamento um pouco mais pra frente. Cantei tanto que pedi permissão aos compositores para gravar e ter o registro dela com minha interpretação. É também uma letra que eu acredito, por isso coloquei no repertório. “Baião Eletrônico” é um clássico, se vocês observarem, fiz um arranjo caprichado, para uma música de alto nível.


    O PROPAGADOR – Considerando que sua carreira começou como baixista da banda Sinal Verde em meados de 1979, você completa 35 anos de carreira, um tempo muito considerável para um artista cristão. De lá pra cá, qual foi (e talvez ainda seja) seu maior desafio como cantor/músico?
    Você pegou pesado, sabe tudo! Meu desafio é manter minhas origens musicais, não me contaminar e guardar o meu coração de aborrecimentos, promessas não cumpridas e por ai vai… são muitas emoções. O mais DEUS tem me ajudado a vencer.


    O PROPAGADOR – Na época em que você começou, existiam poucos ou praticamente nenhum guitarrista cristão. Quais foram suas referências no instrumento naquela época?
    De guitarristas, George Benson, Steve Lukather, Paulinho Guitarra e Toney Fontes.


    O PROPAGADOR – Depois de vários anos morando na cidade de Vila Velha, você retorna ao Rio de Janeiro. Qual o motivo para esta mudança?
    Estar de volta à minha querida cidade e dos acontecimentos musicais, pelos meus filhos, e estar também num lugar mais central para me locomover. Meu volume de viagens é muito grande, o Rio me dá mais mobilidade.


    O PROPAGADOR – Seu último DVD lançado foi “Na Tua Sombra”, gravado no Olympia e lançado em 2005. Você pretende gravar algum DVD nos próximos anos?
    Sim. Já precisava gravar outro, mas ainda não foi possível. Sei que num futuro bem próximo estarei gravando.


    O PROPAGADOR – Em carreira solo, além de composições autorais, você gravou canções de vários compositores, com destaque a Jorge Guedes, Joran, Adson Sodré, além de Lucas Ribeiro e seu irmão Luciano Dewey, que tocaram contigo na Sinal Verde. Qual é o significado dessas parcerias pra você?
    São na maioria inesquecíveis amigos e que somaram e somam muito em minha vida. E o mais importante é que sei qual a fonte de inspiração.


    O PROPAGADOR – Com o Rebanhão, e fora do Rebanhão, você realizou feitos até então pouco comuns, como gravar com músicos fora do nicho cristão (como nos álbuns Pé na Estrada e Coisas da Vida). Você acredita que os músicos cristãos podem aprender algo com os do secular? Existe limite para essa interação gospel + secular?

    Isto é muito relativo, depende do nível de amizade. Os que gravei, todos foram meus amigos de dentro de casa, eles se sentiam bem comigo e minha música os confortavam. Eu orava com eles e pregava a palavra pra eles e eles ouviam, alguns aceitaram a JESUS. Os que não aceitaram ouviram e tem uma semente no coração. Todos são meus amigos e ainda nos encontramos.


    O PROPAGADOR – Em entrevista ao Super Gospel, no ano de 2003, você afirmou ter se assustado com muitos trabalhos, afirmando que estávamos atravessando um momento de pouca identidade. Após mais de dez anos, qual é a sua opinião sobre a música gospel hoje?
    Infelizmente continua ainda a mesma coisa. Muita influência de fora em tudo, nos arranjos, nos timbres, a nossa música perdeu muito, tem muita gente cantando igual, fazendo tudo igual, tem horas quem confundimos, como: quem é quem? A galera ficou preguiçosa pra escrever, pra fazerem melodias e de investirem em suas qualidades e talentos.


    O PROPAGADOR – Em janeiro de 2013, no seu aniversário, você cantou ao lado do tecladista Pedro Braconnot e do guitarrista Pablo Chies. Em 1995, você convidou o baixista Paulo Marotta pra cantar “Muro de Pedra” no disco “Nada a Perder”. Como é a relação entre você, Braconnot e Marotta, após tantos anos juntos?
    Somos eternos amigos. O mais legal foi esses dias ver meus filhos com os filhos do Pedro cantando e tocando violão lá em casa. Foi emocionante! O Paulinho está um pouco mais distante, no Pará. Mas também é uma festa quando nos encontramos. Eles são incríveis.


    O PROPAGADOR – A importância do Rebanhão foi ímpar na modernização da música cristã nacional. Após tantos anos e possibilidades de volta, vocês gravarão um DVD de 35 anos. Como se deu essa decisão entre vocês? Há novidades que público pode esperar dessa volta e que podem ser adiantados?
    Temos conversado muito sobre isso, de gravar um DVD de 35 anos, estamos ouvindo gravadoras, ouvido o pessoal que tem visitado o Facebook dando opiniões de lugares para gravarmos e repertórios. Estamos muito motivados. Se der certo vai ser legal. Tem agências de viagens querendo saber onde será, para fazer excursão, até para cruzeiro no ano que quem recebemos convite. Estamos orando e atentos aos sinais de DEUS para este projeto.


    O PROPAGADOR – Nesses 35 anos de carreira você viu o cenário gospel mudar diversas vezes. Considerando seu início, o que mais mudou? Você acha que evoluímos, regredimos ou ambos?
    Evoluímos é claro! “Mas uma coisa ainda falta”, isso te lembra algo? “Um bate papo” (Lucas 18:18)


    O PROPAGADOR – Você é parte viva da história da música cristã nacional. Você interpretou e compôs canções que são verdadeiros clássicos. Como é olhar pra trás e ver sua trajetória? O que mais te orgulha na história que você construiu?
    Não sou pretensioso a ponto de chegar a me orgulhar! Mas, fico feliz em saber que dei minha contribuição.


    O PROPAGADOR – No dia 14 de dezembro deste ano completam 30 anos da gravação de “Janires e Amigos”, que além de ser o primeiro álbum cristão gravado ao vivo é o último trabalho de Janires com o Rebanhão. Quais lembranças você tem desta gravação? Houve alguma grande dificuldade a enfrentar? Como foi para você a saída de Janires do grupo, visto que ele era o “mentor” do Rebanhão?
    Esta gravação foi muito legal e corajosa. Não esqueço: tudo engatilhado, mas deu certo, era tudo em cima de milagres. Ele saiu do Rebanhão para realizar um sonho. Foi para BH e ficar perto do pessoal da MPC. Sentimos muito, mas ele nos deixou preparados, para continuar o que ele começou. Aprendi muita coisa com ele, levei bem até onde pude, depois fui também atrás do meu sonho, onde estou até hoje, muito feliz com minha herança que é minha esposa, Pra. Adriana e nossos filhos, Rafael, Lucas e Davi Felix. Uma escola de louvor e adoração chamada Rios de Adoração com muitos alunos formados. E com uma alegria muito grande no coração toda vez que subo num púlpito para cantar ou pregar ou num palco pra fazer um show. “Não Posso Me Calar” porque é “Lindo Senhor”


    CONTATOS:
    Twitter: @carlinhosfelix1

    Contato: agendacarlinhosfelix@yahoo.com.br

    Site: www.carlinhosfelix.com.br

  • Rocklogia – Mais Doce que o Mel

    A década de 80 chegou!

    Depois que Pedro Braconnot e Janires passaram a andar juntos (leia o post sobre a conversão de Janires), compartilhar da fé e fundarem o Rebanhão, era momento de encontrar mais músicos que abraçassem a causa. Os dois assistiram um ensaio de três músicos, nos quais foram convidados a entrar no grupo. Dois deles entraram: Paulo Marotta, filho de um presbítero da igreja e baixista, e o baterista Kandell. Um percussionista chamado Zé Alberto também integrou a primeira formação. Faltava um guitarrista, e Janires encontrou-o dentro da Sinal Verde, que como possuía dois baixistas, teve Carlinhos Felix disponível para atuar nas guitarras do Rebanhão. Entretanto, apesar de Carlinhos ter disponibilidade para a banda, não possuía muita experiência com solos, mas com bases. Janires sentiu em necessidade em chamar mais um guitarrista, convidando Elmar Gueiros. Elmar trabalhava na época, e mesmo pela pouca disponibilidade aceitou, mas não ficou muito tempo com o grupo.

    Acabou que a formação ficou assim mesmo, e em meados de 1980 na preparação de um álbum. Janires, como anteriormente tinha um vasto repertório. Além das músicas de seu cassete, tinha outras composições ainda não gravadas, nas quais optou para o futuro álbum. Carlinhos Felix também tinha outras composições, e Pedro Braconnot uma, escrita após sua conversão. A união deste repertório gerou “Mais Doce que o Mel”, um álbum predominantemente de rock progressivo, com influências do tropicalismo.

    Rebanhão - Janires - Fita Cassete - 1979

    Cassete “Rebanhão”, projeto de Janires em 1979 antes de se mudar para o Rio de Janeiro. (Fonte: Rebanhão)

    Apesar da Comunidade S8, Cantores de Cristo e da Sinal Verde, além de outros músicos e bandas menos reconhecidos já terem lançado algum material de rock anteriormente, nenhum projeto é tão divisor de águas quanto o álbum de estreia do Rebanhão. Além de ser revolucionário pela sonoridade, Mais Doce que o Mel inova nas letras e na estética. A capa da obra foi escandalosamente polêmica, pela foto de Janires de camisa aberta, tendo que ser ‘censurada’ e relançada com modificações na parte gráfica. Dez canções, maior parte de rock, mas curiosamente um baião torna-se a canção que melhor representaria a veia do grupo: misturar cristianismo com crítica social. Vaias em apresentações, boicotes, nada disso adiantou para que o grupo parasse – muito pelo contrário – fez que o álbum, lançado por uma pequena gravadora e sem expectativas batesse o recorde de vender mais de cento e cinquenta mil cópias, fato mencionado até por revistas de fora do nicho cristão, como a Veja. O conjunto fazia um enorme sucesso dentre a juventude, fato que impulsionou os boatos de satanismo contidos nas letras. A canção “Baião” foi regravada várias vezes, sendo a versão mais recente de Paulo César Baruk.

    “Casinha”, também de Janires foi outra canção de destaque no projeto. Um choro, a abordagem é descritiva de uma cidade, que em seus primeiros versos transmite uma imagem de beleza. Entretanto, a realidade daquele lugar é tratada na segunda estrofe, dando ar a mensagem de uma nova humanidade que Jesus deu como exemplo em sua caminhada pela Terra, até sua morte e ressurreição dada na terceira parte. O cantor disse, numa gravação em bootleg de 1987 que a música surgiu num dos piores momentos de sua vida, em que faltavam recursos para tudo, e decidiu escrever sobre todas as realidades que conhecia, incluindo a principal de todas elas, a vida eterna. “Salas de Jantar”, uma das canções do pot-pourri do álbum faz parte do momento mais ‘pesado’ do álbum, com o músico criticando o extenso pessimismo divulgado pela mídia, e o individualismo das pessoas. A canção teria alguma referência à “Panis Et Circenses”, do Mutantes?

    As composições de Carlinhos são o ponto de menor destaque do repertório, mas nem por isso deixam de serem canções que fogem do patamar comum. “Tudo Passa”, sobre a soberania de Deus sob o tempo e as ilusões do mundo. “Passageiro” a respeito da nossa peregrinação sobre a Terra, “Monte” para a onipresença dEle em nossas vidas. “Refúgio”, de Pedro Braconnot é uma das melhores baladas do Rebanhão, e possui também um de seus solos de guitarra mais brilhantes.

    Álbuns posteriores mostraram grande amadurecimento musical do Rebanhão, mas nenhum foi tão ‘chocante’ e revolucionário quanto Mais Doce que o Mel.

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    O baixista do Rebanhão, Paulo Marotta, juntamente com o músico Erlon Lemos interpretam Casinha.

  • TOP10 – covers gospel e regravações

    Mais legal do que ouvir um bom sucesso é achar uma versão melhorada de tal música. Assim como é comum no meio secular, temos várias canções da categoria no âmbito cristão. Existem artistas que cedem composições para outros músicos, e logo depois gravam a mesma faixa em sua carreira. Outros prestam tributo a nomes que fortemente contribuíram na construção da modernização na qual a música cristã vivenciou. Aqui, trazemos dez ótimos covers gospel de canções que foram sucesso no meio evangélico.

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    “Aguenta Firme” – Voices (Ludmila Ferber)

    Ludmila Ferber, em sua carreira sempre gostou de produzir canções sobre superação em meio a dificuldades. A frase “Não desista!” tornou-se um bordão da cantora, e “Aguenta Firme” é uma dessas canções. Registrada no álbum Coragem, quinto título da série Adoração Profética, foi regravada pelo grupo Voices em seu álbum de despedida, Voices para Sempre. Hoje, a canção é bem mais conhecida na voz do supergrupo, até ganhando premiação no Troféu Promessas com seu clipe. (2012)

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    “Jerusalém e Eu” – David Cerqueira (Denise Cerqueira)

    Mais do que um filho de uma cantora famosa, David Cerqueira conquistou seu espaço no meio cristão por méritos próprios, sendo compositor, ex-vocalista do Toque no Altar, designer conceituado e uma carreira solo que abrange quatro álbuns. Cristina Mel também a gravou, mas o melhor registro de “Jerusalém e Eu” é de David, que deu destaque a leveza da canção e a interpretou muito bem. (2012)

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    “Promessa” – Anderson Freire (Marco Aurélio)

    Anderson Freire possui uma enorme lista de canções gravadas por uma série de artistas. Mas “Promessa”, também conhecida como “Vou Voar”, foi gravada e escrita anteriormente por Marco Aurélio em seu álbum Reflexão, e Freire trouxe para a sua carreira. Enquanto a versão de Marco, apesar de modesta conter elaborada interpretação, Freire aposta mais nos arranjos e na participação de Wilian Nascimento nos vocais. (2014)

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    “Primeira Essência” – Aline Barros (Anderson Freire)

    “Primeira Essência” foi gravada, inicialmente no álbum Identidade, de Anderson Freire. No mesmo ano, Aline a lançou em Extraordinário Amor de Deus, sendo uma das canções de maior sucesso do projeto. A leveza de sua interpretação e o feeling do arranjo, com execução instrumental colaborada pelos integrantes do Roupa Nova garantiu, sem dúvida o êxito da versão. (2010)

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    Autor da Minha Fé – Cristina Mel (Logos)

    O Grupo Logos é, sem dúvida um dos maiores influenciadores da música cristã nos anos 80. As composições do Pr. Paulo César são até hoje lembradas e cantadas por várias igrejas. “Autor da Minha Fé” é um de seus principais hits, e também foi regravada por Carlinhos Felix e Paulo César Baruk.

    Já Cristina Mel surgiu no início do movimento gospel, e sem dúvida é a cantora cristã com a melhor voz e desempenho vocal. Em seu álbum Eternamente faz uma versão impressionante de “Autor da Minha Fé”, com arranjos de cordas e metais. Sem a menor dúvida, a versão uniu o bom com o agradável. (2002)

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    “Palácios” – Fernanda Brum (Rebanhão)

    “Palácios” foi o último grande sucesso do Rebanhão e ficou por muitos anos no set list de shows da banda. Foi sua época de grande auge, com o lançamento do álbum Princípio, que influenciou toda uma geração, embora Pedro Braconnot tenha declarado que a escreveu a canção anos antes e teve receio de gravar. A composição volta com o lado crítico que o Rebanhão apresentava lá no início de sua história com Janires, mas desta vez com o tecladista e compositor Braconnot à frente. Carlinhos Felix, o ex-guitarrista da banda a regravou em 1996.

    A amizade entre Pedro Braconnot e Emerson Pinheiro, marido de Fernanda Brum é antiga, e em homenagem ao Rebanhão e seu compositor, a cantora, com seu marido apresentaram uma nova roupagem de “Palácios” no álbum Glória in Rio. Sem dúvida, Pedro, que estava no show se orgulhou da regravação. (2011)

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    “Aos Pés da Cruz” – Oficina G3 (Kleber Lucas)

    Admiradores declarados do cantor, a banda apresentava uma versão de “Aos Pés da Cruz” há uns anos, mas a banda decidiu registrá-la no álbum Histórias e Bicicletas. O grande hit de Kleber Lucas, sem dúvida recebeu uma roupagem extremamente diferente e trabalhada, já que o registro original contava com a presença de um sax e efeitos de sintetizadores.

    Por outro lado, a versão da Oficina G3 apostou em transformá-la em uma balada de metal, destacando-se, como sempre na execução instrumental do guitarrista e líder do grupo, Juninho Afram. Graças a esta regravação, “Aos Pés da Cruz” voltou a ser tocada em igrejas no geral. (2013)

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    [tab title=”3º”]

    “Apocalipse Now” – Resgate (Katsbarnea)

    Escrita pelo cantor Brother Simion com Estevam Hernandes e lançado no álbum Cristo ou Barrabás do Katsbarnea, “Apocalipse Now” é um dos clássicos da banda, e também uma das melhores canções sobre arrebatamento já apresentadas no meio cristão. Sendo Simion pai da segunda geração do rock cristão surgido no movimento gospel, a canção tem toda aquela atmosfera experimental que marca sua carreira.

    Quase 15 anos depois, o Resgate a regrava com novos arranjos no álbum Até eu Envelhecer. A banda, durante muito tempo dividiu espaço com o Kats, e a escolha não poderia ser melhor. O tecladista Dudu Borges utilizou-se de execuções dramáticas, e os guitarristas Zé Bruno e Hamilton fazem dois ótimos solos de guitarra. Para completar, um arranjo de cordas para embelezar um dos melhores covers gospel desta lista. (2006)

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    “Marca da Promessa” – Carlinhos Felix (Trazendo a Arca)

    Carlinhos Felix, além de várias vezes homenageado é um exímio prestador de tributos. Somente em seu último álbum Lindo Senhor, foram três: um ao Fruto Sagrado, outro à Banda Azul, último projeto de Janires em vida e por fim uma versão alternativa do sucesso “Marca da Promessa”, do Trazendo a Arca. A própria banda fluminense possui duas versões da canção. Uma, mais lenta na voz de Davi Sacer e a agitada, com Luiz Arcanjo.

    Carlinhos Felix deu tons de tropicália na canção, e uma introdução com um arranjo vocal. De início, nem dá pistas que qual canção se trata, mas quando revelada, o público vai a delírio. Excelente versão. (2012)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    “Sobre as Águas” – Trazendo a Arca (Soraya Moraes)

    A canção é de autoria de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, mas os artistas cederam a composição para Soraya Moraes gravar em seu projeto Promessa. Na mesma época, a banda deu “Caminho de Milagres” para Aline Barros (que participou na composição) e também “Na Corte do Egito” e “Aos Teus Pés” para Fernanda Brum. Mas, de todas, a versão mais bem trabalhada pelo grupo foi “Sobre as Águas”.

    A versão do Trazendo a Arca é tão superior a original que muitos a desconhecem como versão, e hoje é um dos maiores clássicos na voz do grupo. Ronald Fonseca, autor do arranjo investiu nos violões e cordas. Davi e Verônica Sacer cantam juntos. (2007)

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    Este foi nosso TOP10 de covers gospel. Lembra-se de mais algum que não esteve na lista? Comente!