Autor: Tiago Abreu

  • Rocklogia – Os primeiros anos do Katsbarnea

    O que te faz pensar uma banda de rock surgida no fundo de uma igreja árabe, que era conhecida por seus membros serem muito loucos e ter um nome chamado Katsbarnea? Pois bem, essa banda, em minha opinião foi a mais ‘revolucionária’ dos anos 90. Desculpa Oficina G3, Fruto Sagrado, Catedral e todas as demais bandas, mas os quatro primeiros álbuns do Katsbarnea são clássicos. São sequências de discos muito bons, com repertório criativo, e os arranjos até hoje não superados pelas subsequentes formações. E melhor, um grupo que até certo momento nunca precisou gabar de si mesmo (como muitos fizeram por aí), preocupando-se apenas a fazer música.

    O Kats foi uma banda pela qual muitos integrantes passaram. Essas saídas e entradas, na verdade, não são uma suposta saída deliberada de membros, mas vários processos internos ocorridos, principalmente em seus primeiros anos. O grupo surgiu em meados de 1988, com uma formação grande. O projeto de estreia, O Som que Te Faz Girar, seria lançado em 1989, quando o grupo tinha cerca de um ano formado. Segundo Sandra Simões, uma das ex-integrantes, este álbum foi produzido por Domingos Orlando, o Mingo, integrante do Os Incríveis pelo fato de, na época, o músico ter gravado um projeto juntamente com Rod Mayer, e consequentemente conhecido o Katsbarnea, interessando-se pelo trabalho do conjunto. A formação inicial era composta por: Brother Simion (vocal, guitarra e gaita), Paulinho Makuko (percussão), Tchu Salomão (vocal e baixo), Patrícia (teclado), Fábio (bateria), Alessandra Orlando (back vocal), Sandra Simões (vocal), Cláudia Bastos (back vocal) e Marquinhos (sax).

    Nesta época, Alessandra inscreveu a banda no FICO, um concurso que ocorria no Colégio Objetivo onde estudava. O Katsbarnea ficou em primeiro lugar. Este projeto seria composto por canções em maioria escritas por Simion, nos vocais do cantor, exceto em “Brisa”, na voz de Tchu Salomão. “Salve a Tua Paz” foi um dueto entre Brother e Sandra.

    “Extra” é até hoje o hit do grupo. Sua textura sombria, e ao mesmo tempo divertida com os vocais femininos traz o individualismo como crítica. E que álbum começa com “Contato”? Meio cantada, meio falada, com sua pegada folk recebeu uma boa regravação no álbum solo de Brother Simion, lançado em 1992, ao qual falaremos em outro post. “Etéreo” e “Retrovisor” são duas canções que trabalham bastante a poesia e assuntos mais pontuais. “Essa energia não é nuclear, mas poderosa para o mundo em amor. Revolucionar”. O som do Kats é uma verdadeira colcha de retalhos, uma gaveta com peças distintas.

    “Grito de Katsbarnea”, assim como “Corredor 18”, “Extra” e “Viagem da Oração” são canções regravadas no segundo projeto do grupo, já com outra formação no Estúdio Transamérica. Nesta época, entrou Maurício Domene (teclado e arranjos), Márcio Domene (trombone), Chiquinho (trumpete), André Mira (guitarra) e Marcelo Gasperini (bateria).

    Este foi produzido por Maurício. Brother Simion, por sua vez apresenta boas composições, como “Apocalipse Now”, “Fumaça Arisca” e “Sepulcro Caiado”. O interessante é a temática droga nas canções. Paulinho Makuko, por exemplo, teve contato com LSD, e conta seu testemunho em “Corredor 18”. Brother Simion teve várias overdoses antes de se tornar cristão, e uma vida pessoal extremamente triste e devastadora, que acabou levando-o a ter conhecimento suficiente sobre tais temas e cantá-los. Em 1991, a formação do Kats mudaria drasticamente, mas isso é assunto para outro post…

  • Análise: CD Ao Vivo em São Paulo – Heloisa Rosa

    Parece absurdo afirmar que um disco ao vivo, com um repertório de regravações é um dos melhores lançamentos de 2014 na cena cristã tupiniquim. Mas esta é uma verdade clara: Ao Vivo em São Paulo, de Heloisa Rosa é um bom trabalho, e remonta através de obras conhecidas um conceito maior antes implícito na discografia da cantora.

    Heloisa Rosa, em dez anos de carreira demonstra mais maturidade do que muitos artistas do mainstream e que ostentam mais tempo de estrada. Em quatro álbuns, a compositora mostrou seu estilo, agora inconfundível: canções intimistas, confessionais e que abordam, quase sempre o relacionamento entre o ser humano e Deus. Cada álbum foi desenvolvido em uma temática específica, e Ao Vivo em São Paulo une tudo isso de forma estratégica.

    Para uma obra intimista e que reflete, em letras a solidão, angústia, impotência e a busca pela paz e refúgio em Deus nenhum lugar no Brasil soaria mais adequado para a gravação que São Paulo, intitulada por muitos como uma metrópole cada vez mais claustrofóbica e caótica. O isolamento social, destaque nos grandes centros urbanos, além do desencantamento humano pós-modernista constroem um cenário no qual as canções de Heloisa soam tão contextualizadas, e ao mesmo tempo apaziguantes.

    O disco, com interlúdios pode ser dividido em três partes: a primeira demonstra a situação do homem antes do pecado original. Com a introdução de “Vaidade“, a melhor canção de seu melhor álbum, Rosa surpreende por substituir o arranjo anterior, um tanto melancólico por um andamento mais acelerado, com mais riffs de guitarra.

    Dançarei Contigo” e “Não Temerei” colocam em evidência a pegada mais “pesada” do último álbum, com influências do rock britânico, além de vários sintetizadores. Mas o destaque de Ao Vivo em São Paulo, sem dúvida está em sua segunda parte, que consiste na queda. “Seis da Tarde” e “Deus Meu“, com versões bastante distintas das gravadas em estúdio foram extremamente bem trabalhadas, retratando toda a emoção proposta.

    A parte da redenção é um pouco maior, sendo preparada pelas duas últimas músicas da queda, “Estante da Vida” e “Clamarei Teu Santo Nome“. A interação de Heloisa com o público em “Lindo Jesus” surpreende, “Jesus é o Caminho“, aguardada como um dos possíveis melhores momentos do projeto cumpre as expectativas aguardadas. A canção que tornou Heloisa conhecida é executada em tons mais graves, como a cantora costuma fazer em seus shows, acompanhada de uma ministração com críticas sutis à teologia da prosperidade. O real ponto negativo do álbum está na faixa bônus, “Eu Vejo a Cruz“, com a participação de David Quinlan. Além de deslocada de todo o projeto, a faixa não acrescenta absolutamente nada ao álbum.

    Dado isso, Ao Vivo em São Paulo é um exemplo claro da simplicidade de Heloisa Rosa dentro de um projeto pretensioso. A construção do álbum é muito boa, e mostra que uma obra ao vivo necessariamente não é obrigada a soar como uma coletânea de sucessos desconexos. Parabéns a Heloisa, que desbancou uma série de lançamentos inéditos de um ano fraco, ensinando muitos outros veteranos.

  • Rocklogia – Os primeiros anos da Oficina G3

    A Oficina G3 surgiu no mesmo ano que o Catedral (banda que abordamos no último post). Em 1987, a formação da banda era bastante distinta da que conhecemos hoje.

    No início da Rocklogia, lá nos anos 70 abordamos as igrejas da década que abraçaram a causa jovem e que, de alguma forma ajudou o rock cristão brasileiro a engatinhar. A Igreja Cristo Salva, a mesma que Janires frequentou enquanto era a instituição que, na década seguinte surgiria a banda de hard rock Oficina G3.

    O hard rock é geralmente associado à imagem do Led Zeppelin, que se tornou a maior banda de rock da época após o fim dos Beatles. Black Sabbath, Deep Purple, The Who, AC/DC e Queen também foram de extrema importância durante esta época. Nos anos 80, além de várias outras bandas, tivemos Bon Jovi e Guns n’ Roses. Naquela época, o glam metal ganhava força, e uma forte influência para a Oficina G3 foi o Stryper.

    O grupo começou como uma espécie de power trio, composto por Walter (bateria), Maradona (baixo) e Juninho Afram (guitarras). Túlio Regis e Luciano Manga, primeiros vocalistas também estavam nesta época. Inclusive, Manga lançou um livro sobre os primeiros anos da banda.

    Nesta época, eles eram o terceiro grupo da igreja e se autointitulavam como Grupo 3. Com uma sugestão alheia, posteriormente foi adotado Oficina G3, sendo oficina uma alusão ao fato do conserto deste estabelecimento e o sacrifício de Cristo que originou uma nova vida.

    Na parte criativa, no início do grupo o principal compositor era Túlio Regis. Ele foi autor das músicas mais importantes do grupo neste período, embora Juninho e Maradona tenham escrito algumas músicas também.

    Nesta mesma época, surgia a gravadora Gospel Records. Com aproximações cada vez maiores com a Renascer em Cristo, a banda gravou seu primeiro álbum, intitulado Ao Vivo. Alguns desinformados afirmam que este foi o primeiro álbum gravado ao vivo na música cristã nacional, mas em 1985 o Rebanhão lançava Janires e Amigos. Além deste, em 1988 saiu Fruto dos Lábios, da Comunidade da Graça.

    Nesta época, Túlio Regis estava passando por problemas familiares, e segundo o artista não recebeu o apoio esperado pela banda. O cantor saiu da Oficina G3, ficando a cargo de Manga, e ocasionalmente Juninho e Walter os vocais.

  • Rocklogia – Os primeiros anos do Catedral

    Este é o primeiro post sobre a segunda geração do rock cristão brasileiro.

    O Catedral é, juntamente com a Oficina G3 a primeira banda da qual intitulo segunda geração do rock cristão brasileiro. Manifesto aqui, de antemão que discordo de todas as autoafirmações do vocalista e letrista Kim do lado revolucionário do Catedral. Acontece que, todas as cinco maiores bandas dessa época (inclui Catedral, Oficina G3, Katsbarnea, Resgate e Fruto Sagrado) apresentaram algo diferente para a época, mas não é porque a Catedral foi a mais famosa deste período que se torne automaticamente a mais relevante.

    Era 1987/1988. O Sinal de Alerta lançava seu maior clássico, Manhãs de Outono. A Banda Azul surgia, após a saída de Janires do Rebanhão. O Rebanhão lançava um de seus maiores sucessos, o álbum Novo Dia. O Complexo J estreava com seu ótimo rock progressivo. Toda aquela época indicava uma futura explosão da música religiosa como nunca tinha sido antes, que mais tarde seria intitulada como o movimento gospel.

    A começar, o Catedral lançou o álbum Você, em 1988, que mescla algumas críticas sociais (lembrando que eles não foram os primeiros a fazerem isso) com letras bem diretas, como “Chame a Deus”. Ou seja, é um projeto um pouco mais ousado que o de suas bandas anteriores, mas ainda não chega a um nível considerado “revolucionário” como dito por aí. Uma das músicas de maior destaque desta obra é “Pedro Zé Nordestino”, que chegou a ser bem regravada pela banda.

    Nesta época, o Catedral era formado por: Kim (vocal, guitarra), Cézar (guitarra solo), Júlio Cézar (baixo), Guilherme Morgado (bateria) e Glauco Mozart (teclado). Esta formação manteve-se estável por alguns anos. Atualmente, todos os integrantes da banda são oriundos da formação inicial, mas apenas como um trio. Em meados de 1989, lançaram Aos Sensíveis de Coração, que é um dos preferidos dos fãs mais saudosistas. Seguindo a linha do anterior, a banda seguia ousando nas letras, semelhantemente o que outros grupos da época procuravam fazer.

    Em 1991, na época em que lançaram Catedral III, Kim lançou um projeto solo chamado Além do Espelho, com músicas românticas e o tecladista Glauco Mozart deixou o grupo por questões pessoais. A banda seguiu como um quarteto e assim ficou por mais de dez anos.

    Está Consumado, lançado em 1993 foi um divisor de águas na carreira do grupo. O projeto, duplo fortaleceu a imagem da banda e lançou hits que até hoje são notáveis, como “Galhos Secos” (do Êxodos) e “Carpe Diem”. O sucesso da banda atraiu a atenção da gravadora MK Music, mas isso é assunto para outro post…

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=0BDpao4cMXo]

    Leia também: Entrevista com Kim / Entrevista com Glauco Mozart

  • Rocklogia – O movimento gospel

    Observando a linha do tempo, percebemos que as bandas de rock cristão, juntamente com outros grupos como o Vencedores por Cristo estavam na ponta da vanguarda na modernização da música cristã nacional. Durante os próprios anos 80, alguns sinais indicavam algo que estava por vir: o movimento gospel.

    A começar, como dito no post da contratação do Rebanhão com a gravadora PolyGram, alguns olhares começaram a ver que devido a fidelidade do público evangélico, a distribuição de álbuns era algo financeiramente promissor. E pelo fato destes trabalhos serem lançados por pequenos selos, a certificação e o cálculo de vendas (hoje pela ABPD) não eram feitos. Tem-se dito, por exemplo, que o disco Cem Ovelhas de Ozéias de Paula vendeu mais de dois milhões de cópias. E a informação é muito provável de ser verdadeira, já que é um dos álbuns cristãos nacionais mais conhecidos do século XX (se não o mais conhecido), mas lançado por uma pequena e extinta gravadora.

    Ozéias de Paula, Rebanhão e Álvaro Tito foram os nomes nos quais a gravadora apostou. Mas, outro aspecto, além da distribuição denomina o que chamamos de movimento gospel: se antes, a música cristã brasileira era envolvida por preconceito, principalmente no que se refere a uso de instrumentos e tecnologia, tais barreiras aos poucos eram quebradas. O próprio Rebanhão, como disse antes gravou seu álbum Luz do Mundo no estúdio Transamérica, onde os grandes artistas da música nacional gravavam, por ser o melhor estúdio da época. Carlinhos utilizava uma guitarra Fender (ao qual continuou a usar durante décadas), Pedro Braconnot um sintetizador Phophet-5, no qual era utilizado mundialmente por grandes músicos. Outro ponto é a apresentação em casas de shows seculares, nos quais Marina de Oliveira também passou a se apresentar logo depois.

    O olhar religioso para “música de igreja” deu lugar a uma visão horizontal, de evangelismo no fim dos anos 80, para letras que fugiam das previsíveis rimas, dando lugar a mensagens contextualizadas com o ambiente. Surgiu o Sinal de Alerta, Complexo J e em 1989 era fundada a promissora gravadora Gospel Records por Estevam Hernandes. Não apenas a gravadora, mas não há a menor dúvida de que a Igreja Renascer em Cristo foi o principal componente deste movimento, aliado aos grandes eventos que promovia, como o SOS da Vida e a Marcha para Jesus.

    O primeiro álbum “gospel” do Brasil, também lançado em CD foi Princípio do Rebanhão, e consequentemente marcou uma geração pela enorme evolução no repertório, produção musical e arranjos (em um post falaremos mais detalhadamente deste disco). Foi o primeiro álbum distribuído pela gravadora. A Gospel Records lançou vários nomes durante os anos 90, como o Renascer Praise, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado, Katsbarnea, João Alexandre e muitos outros artistas. De uma pequena igreja árabe tornou-se um império, embora a partir dos anos 2000 a igreja infelizmente perdeu seu foco.

    Mas a Gospel Records não foi a única gravadora a apresentar algo diferenciado, e um pouco antes a Bom Pastor, do cantor Luiz de Carvalho tinha lançado alguns nomes, como a Banda Azul, Armando Filho e Cristina Mel. A MK Music apresentou Marina de Oliveira, Complexo J, logo se tornando a maior gravadora ‘gospel’ do Brasil. No mesmo período também surgia a Line Records.

    E por que o termo ‘gospel’? Em português, significa evangelho. O gospel aqui resume e facilita, num tom comercialmente melhor toda a música evangélica produzida no país. A ideia veio bem a calhar, pois até hoje a utilizamos, há quase 30 anos do início do movimento.

    Há certa controvérsia a respeito do fim do movimento gospel. O autor Salvador de Souza, colecionador do maior acervo de álbuns cristãos no Brasil acredita que foi em 1999, e eu particularmente concordo. Por volta deste ano, vários músicos e bandas encerraram a carreira e tivemos o boom do “louvor e adoração”, tendo o Diante do Trono como seu maior expoente com o álbum Exaltado. Por outro lado, outras pessoas afirmam que o movimento não morreu na década de 90, mas tomou outras ramificações e adaptações ao contexto.

    Nas próximas semanas, a Rocklogia apresentará a segunda geração das bandas de rock trazidas pelo movimento gospel.

    Leia também: O movimento gospelMovimento gospel, estratégias de proselitismo e as dinâmicas identitárias da juventude evangélica em Campina Grande / A explosão gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil

  • Rocklogia – Banda Azul e morte de Janires

    A segunda metade da década de 80 já tinha chegado e Janires já tinha provado, nos dois primeiros álbuns do Rebanhão que seu talento estava bastante acima do que a cena cristã da época (e antes dela) mostrava. Após criar e liderar uma banda de sucesso, gravou um disco solo bastante pretensioso, intitulado Janires e Amigos (que na década de 90 foi remasterizado e incluído na discografia do Rebanhão). Mas diferentemente do que se poderia presumir, o músico não era acomodado e queria fazer mais. Pedro Braconnot, em entrevista já disse que o grupo não conseguia acompanhar seu ritmo. A saída era algo necessário, mas tranquila o suficiente para que os três integrantes restantes (Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix) soubessem qual caminho seguir.

    Do Rio de Janeiro, Janires foi acolhido na cidade de Belo Horizonte. Na capital mineira localiza-se a Mocidade para Cristo, mais conhecida como MPC, um movimento cristão. O cantor tornou-se locutor de um programa chamado Ponto de Encontro, e nesta época gravou um LP de mesmo nome que seria distribuído pela MPC.

    O álbum Ponto de Encontro, apesar de pouco conhecido é de certa forma importante para entendermos a cena musical cristã da época que se esforçava para fugir do patamar comum. Como artista solo, Janires regravou “Casinha”, mas o destaque fica para a inédita “Paz pra Cidade”, do compositor, gravada com o Rebanhão. Essa canção é sua última gravação com a banda. No disco, também tem “Pra Você” da Sinal Verde, e também músicas dos Vencedores por Cristo, Grupo Pescador, Jovens da Verdade, entre outros.

    Um projeto que deu certo e teve Janires como um dos mentores foi o Som do Céu. Em abril de 2014, foi realizado mais uma de suas edições, comemorando 30 anos de Som do Céu. O evento reúne vários músicos e bandas cristãs comprometidos com a arte. Sua primeira edição ocorreu em 1985, e conteve a participação do Rebanhão, Vozes da Promessa, Grupo Logos e Quarteto Vida.

    Janires passou a frequentar e tocar no “Clubão” da MPC. Alguns jovens, que estavam montando uma banda também o frequentavam. Eram Guilherme Praxedes, Dudu Guita, Moisés di Souza e Dudu Batera. Logo, Janires tornou-se vocalista daquele grupo, que não tinha nome. A princípio era Banda MPC, mas no ano seguinte mudaram para Banda Azul.

    Durante essa época, a vida do cantor prosseguiu bastante agitada. Conheceu vários músicos, amigos e realizou o sonho de viajar ao exterior. No contexto nacional, o Brasil vivia o fim da ditadura militar e a chegada da redemocratização. Todos estes acontecimentos influenciaram as letras do álbum de estreia da Banda Azul. E Janires seria o principal letrista delas.

    Em julho de 1987, a banda já estava gravando o álbum num estúdio do Rio de Janeiro, com Janires trabalhando como produtor musical. A sonoridade, além da própria pegada progressiva se misturava a outros gêneros musicais. Do projeto, “Veleiro”, “Canção das Estrelas”, “Foi por Você” e “Meninos da Rua” são os grandes destaques. Já, a faixa-título, “Espelho nos Olhos” é especial pela sua abordagem autobiográfica, um pouco nostálgica. Nesta faixa, o cantor relembrou sua infância, sonhos e como Cristo mudou sua vida. Por suas várias viagens, diz no final: “Mas, agora já é hora / De ir embora viajar / Descobrir outro mundo, outro lugar / Levo no peito saudades de vocês…“. Por coincidência, os versos fariam bastante sentido com sua morte.

    Curioso que, Janires não planejava ter uma vida “normal”: casar, ter filhos, bom emprego. Aos quase 35 anos, sua família eram seus amigos. Sua vida era vivida através da música. E compor, projetar músicas era atividade constante. A Banda Azul mal gravou Espelho nos Olhos e o cantor já sonhava com um álbum conceitual. Em seu disco solo Janires e Amigos, Janires gravou “Mamãe”. Nesta época, ele já tinha uma música para os pais e até mesmo uma homenagem à sogra. Em importância a família, o músico queria fazer um trabalho sobre este tema.

    O tempo passava e Janires não podia parar. Ele precisava viajar do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, onde participaria de mais um Clubão. Mas, como muitos devem saber, as estradas no trajeto entre as duas capitais são cheias de curvas e relativamente perigosas. E, numa destas curvas, no município de Três Rios, o ônibus em que Janires viajava envolveu-se num acidente. Somente o músico morreu. Deus o levou para si. Eram 11 de janeiro de 1988.

    Janires foi sepultado em Brasília, cidade na qual viveu parte de sua vida. Dentre os presentes, familiares do cantor, integrantes da Banda Azul, além de outros músicos, como Carlinhos Felix.

    A Banda Azul decidiu continuar. Espelho nos Olhos foi lançado depois da morte de Janires, no final de maio de 1988. Reunindo canções não gravadas do músico, retrabalhadas e outras de demais integrantes, depois lançaram Final do Túnel no ano seguinte. Mas nenhum trabalho posterior da Banda Azul conseguiria alcançar o mesmo patamar de Espelho nos Olhos.

    Leia também: Depoimento de Carlinhos Veiga sobre Janires / Entrevista com Moisés di Souza

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  • Rocklogia – Complexo J

    Quando o assunto é rock cristão nos anos 80, as pessoas geralmente só lembram de Rebanhão, Sinal de Alerta, Banda Azul (só porque foi fundada por Janires) e os grupos que seriam os principais nomes durante os anos 90. Esquecem-se de um ótimo grupo, no qual traz um som e proposta musical muito interessante, chamado Complexo J.

    O Complexo J é uma banda carioca, que traz uma sonoridade marcada pela predominância de duas vertentes do rock: o hard rock e o rock progressivo. Seu primeiro álbum foi Solidão, lançado em 1988, mas a banda foi fundada em 1986. Este primeiro trabalho traz algumas características que seriam marcas registradas do grupo, como o lado crítico encontrado em “Brasil”. O interessante é que, até hoje eu não conheço nenhuma banda no mainstream do rock cristão nacional que tenha uma mulher nos vocais, e creio que o Complexo J foi a primeira, e até hoje a única. Em 1990, saiu o Arte Final, e a formação era: Marco Salomão (guitarra e vocal), Murilo Kardia (vocal e arcordeon), Liza Cardoso (vocal), Helio Zagaglia (guitarra), José Carlos Salgado (baixo) e Martinho Luthero (bateria).

    O clássico da banda foi o álbum 3, lançado pela MK Music em 1992. Em todos os aspectos, é o seu melhor projeto. Desde a criativa capa ao repertório de boas músicas como “Sábado quente”, “Abra seus olhos”, “Mais que um Sonho” e “Choro da Natureza”. Nessa época, o Complexo J esteve no programa do Jô e a entrevista da banda pode ser encontrada no YouTube. Em minha opinião particular, o Complexo J, semelhantemente a outros grupos da década de 90 se destacava pela análise crítica do mundo em suas letras, mas em seu caso de uma forma bem mais particular e sutil. “Sábado Quente” é a música que melhor representa o álbum, e eu colocaria facilmente num TOP de melhores músicas do Brock cristão anos 90.

    Após o sucesso de 3, estranhamente, em 1994 lançam Riqueza de Sons, que abre mão parcialmente do rock característico e mergulha em outras sonoridades, como a tropicália e o pop. É difícil dizer que este álbum seja predominantemente de rock, mas como nos anteriores temos muitas boas músicas. “Ieoah (moça bela)” tem uma letra interessante. “Você não precisa de um milagre / para viver com Deus / Você não precisa de um sinal / pra acreditar em Deus”, muito simples hoje, mas para 20 anos atrás? E há de se considerar toda a articulação nas estrofes para este refrão, não sendo algo maçante ou arrogante, mas mesclando muito humor ao citar jovens, velhos e moças belas.

    O Complexo J trocou a MK pela Gospel Records e em 1995 lançou V, cinco no algarismo romano. Seguindo a linha pop do trabalho anterior, o álbum contém canções como “Doce Presença”. Este projeto possui a participação do músico Marcos Kinder.

    A partir dos anos 2000, a banda passou a estar um pouco sumida. Títulos antigos foram relançados, algumas canções regravadas, mas nada que trouxesse a força dos anos de ouro. Porém, o grupo deu grandes contribuições à cena cristã.

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  • Entrevista: Fábio Sampaio (Tanlan)

    Fábio Sampaio, conhecido por sua atividade como vocalista da banda de rock alternativo Tanlan é o entrevistado de hoje pelo O Propagador. A banda completa cerca de dez anos, com dois álbuns lançados e em um disco em produção. Abaixo, o cantor fala sobre seus projetos musicais dentro e fora da banda, e os rumos do novo movimento. Confira!

    O PROPAGADOR – A Tanlan existe há praticamente dez anos, sendo o primeiro EP lançado em 2005. De lá pra cá, o que mais mudou em vocês (pra melhor)?
    Acredito que esses dez anos foram essenciais para formar nossa identidade estética e lírica. Mas não dá pra responder essa pergunta sem contar um pouco da nossa história.

    Quando começamos, ninguém falava de Rookmaaker ou Schaeffer. Não existia um embasamento teórico/teológico para o que a gente fazia. E isso produzia uma reação muitas vezes negativa de algumas igrejas. Exatamente por isso, quando a Tanlan nasceu, nós não participávamos de nada que envolvesse igreja. Eramos uma banda como outra qualquer abrindo espaço no difícil caminho das bandas autorais em Porto Alegre: Festivais, bares, covers etc.

    Com o tempo, a seriedade com a qual encarávamos nosso trabalho foi sendo conhecida por muitos, o que nos levou a receber vários convites para participarmos de eventos evangélicos dentro e fora do estado. Hoje, depois da popularização de bandas como Palavrantiga e Crombie pelo Brasil a fora, não somos mais uma voz solitária na multidão. Mais e mais pessoas começam a acreditar na necessidade de sermos influência cultural fora das 4 paredes litúrgicas e, a cada dia, mais artistas e bandas iniciam projetos nesse caminho.


    OP – O guitarrista de vocês, Beto Reinke deixou o grupo em certa época, substituído por Lucas Moser. Com a saída de Lucas, Beto voltou. Como ocorreu essa volta?

    A saída do Beto partiu de uma necessidade familiar que lhe exigia um tempo maior de dedicação, tempo este que estava sendo usado com a banda. Logo, a decisão mais coerente com o que acreditamos, só poderia ser a que ele tomou: Deixar a banda para dar atenção à família.

    A partir daí fomos em busca de alguém para suprir a necessidade sonora que tínhamos (uma banda de duas guitarras, precisa de duas guitarras) e encontramos no Lucas uma possibilidade muito rica de crescimento, tanto pra gente, quanto pra ele. Depois de pouco mais de um ano como músico convidado, decidimos que era hora dele fazer parte efetiva da banda. Nessa época, o Beto já estava em condições de voltar a se dedicar à banda, e começamos a ensaiar um quinteto. Com o tempo, entretanto, algumas atitudes e posicionamentos (estéticos, teológicos e pessoais) do Lucas começaram a entrar em conflito com o que nós entendiamos ser o DNA da banda. E por conta disso, em um certo momento ele, o Lucas, decidiu que já não dava mais para continuar com a gente, e nós aceitamos a decisão dele.

    Assim, voltamos a ser um quarteto tendo o Beto como músico convidado até julho desse ano, quando o efetivamos novamente como membro da banda.


    OP – Além da Tanlan, você possui um projeto solo, chamado Feito a mão, que já gerou canções como “Eu” e “Balada de um Andarilho”. O projeto soa bastante diferente da banda, na preferência de sonoridades acústicas. Em sua opinião, a tecnologia hoje mais ajuda ou atrapalha na criatividade?

    Sem sombra de dúvidas que ajuda!

    Mas ajuda no processo de gravação, não no de criação. Isso acontece com o artista e seu instrumento, um caderninho de notas (que pode ser um celular) e suas ideias. Só depois de a obra ter nascido é que a tecnologia entra para facilitar o processo de registro sonoro.

    O projeto “Feito a mão” nasceu de uma necessidade natural de utilizar canções que por diversos motivos, não encontraram espaço na estética da Tanlan. Então, o caminho acabou sendo o projeto solo.


    OP – A Tanlan já foi destaque em uma das principais publicações semanais do país – a Revista Época – por fazer parte do que eles chamavam de “A Nova Reforma Protestante”. Na matéria, que foi capa, a banda é citada como parte de um grupo religioso que tenta “recriar o protestantismo à brasileira”. É isso mesmo? Na sua opinião, o que é necessário mudar? Qual seria a forma ideal do cristianismo para você?

    Na verdade, fomos citados como uma banda que derruba as barreiras que a cultura gospel criou no país, como uma banda que se comunica tanto com o mercado evangélico, quanto com o convencional.

    E mesmo não tendo essa intenção em nossa origem, aceitamos o desafio de criar essa ponte entre o templo e o entretenimento.


    OP – No álbum Um dia a Mais, você foi o compositor da maioria das canções, algumas em colaboração com os demais integrantes da Tanlan. Como é o processo de composição do grupo? Quais são as suas inspirações para escrever?

    Geralmente, eu escrevo as músicas e mando um áudio pros outros três, a partir daí trabalhamos nos arranjos. Mas acontece de eu já compor a música com todo o arranjo pronto e daí só ensaiamos e amarramos as pontas. Algumas vezes, em grupo, trabalhamos as letras e modificamos drasticamente o arranjo original, até que encontremos a voz que identifique a Tanlan.

    Recentemente, como você bem disse, começamos a compor em conjunto. A música “Louco Amor”, é um bom exemplo disso. Nasceu de uma letra que o Fernando Garros (baterista da Tanlan) escreveu e deixou comigo para que eu musicasse. Após algumas versões rejeitadas, modificações na letra e muitos ensaios, chegamos ao que veio se tornar a cação gravada.

    Tudo pode ser motivo de inspiração pra gente. Uma frase de algum livro, Uma notícia no jornal, uma mensagem de algum pastor, uma música que tocou no rádio… os estímulos são variados e podem vir de qualquer lugar. Acreditamos que é papel do artista filtrar esses estímulos e decodificá-los em música, pinturas, poemas etc, e é isso que tentamos fazer com nossa arte.


    OP – No álbum Um dia a Mais, Marcos Almeida gravou “Vaidade”. No Hope Music Festival, você cantou “Passos Lentos” juntamente com a galera da Aeroilis. Como é sua relação com outras bandas da cena?

    Eu sempre acreditei que uma cena só existe quando aqueles que participam dela se comunicam, trocam experiências e provoquem uns aos outros.

    Quando começamos, procurávamos “desesperadamente” na internet por outras bandas que estivessem fazendo, ou pensando, o mesmo que a gente. A primeira a encontrarmos foi a Aeroilis. Imediatamente fizemos contato com eles e iniciamos uma relação que dura até hoje, mesmo com eles tendo encerrado suas atividades como banda. E esse hábito de prospectar novas bandas continua até hoje. Sempre que encontro alguma faço questão de entrar em contato.

    Quero agregar o máximo de bandas e artistas nessa caminhada. O que eu lamento, é que muitas vezes me sinto o único a pensar assim. Todos estão tão preocupados com o seu, e em fazer a sua história, que esquecem que juntos a gente pode ir mais longe.

    Dito isso, é importante concluir que, mesmo tendo a cada dia mais e mais artistas fundamentando seus projetos em visões similares as nossas, não temos ainda uma cena formada. É preciso uma comunicação maior entre esses que já estão consolidados, com os que estão começando para que realmente aconteça uma cena como sonhamos.


    OP – Como uma banda que, em grande parte da carreira teve como base a independência, qual é seu pensamento sobre o uso das redes sociais como estratégia para alcance de mais públicos?

    É fundamental. A palavra chave em toda história da Tanlan é a “comunicação”. Um artista que não se comunica não é relevante. Não adianta você ser o melhor guitarrista, de mil notas por segundo, se o som que você toca só é perfeito para os anos 80. Precisamos falar a língua da nossa época e é isso que gera comunicação relevante com a cultura.


    OP – O que os fãs podem esperar do novo álbum da Tanlan, em fase de composição?

    Assim como “Um dia a mais” foi diferente de “Tudo que eu queria”, o próximo será muito diferente do anterior. Queremos sempre nos reinventar, buscar novas referências, fazer o que ainda não fizemos, encontrar soluções que ainda não encontramos, falar o que ainda não falamos e alcançar públicos que ainda não alcançamos. Isso é o que move a Tanlan.


    OP – Deixe uma mensagem pros leitores do O Propagador.

    Não importa o que você faça, não importa quem você seja, nem onde você esteja, faça tudo que estiver em suas mãos com qualidade e responsabilidade. Seja relevante na sua escola, no seu trabalho, na sua igreja. Não viva uma fé aprendida, mas uma fé vivida. Produza sua arte e espalhe esta esperança que nos move em amor, pelo amor e para o amor. Obrigado pela oportunidade e grande abraço!

  • Para refletir – O tempo do amor

    As ilusões a cada dia se inflamam. Além das clássicas substâncias químicas, criamos realidades virtuais para não nos sentirmos tão angustiados. A rotina é desagradável, e a necessidade de dar um “stop” em tudo o que vivemos aqui parece ser a solução mais fácil e palpável.

    Esta realidade não seria de espanto se não tivéssemos a noção de que há uma imensa quantidade de cristãos que enxergam absolutamente tudo com imensa tristeza. Até os trechos bíblicos triunfantes de Jesus e sua ressurreição não escapam. A grande maioria das pessoas focam com extrema dramaticidade na dor e sofrimento do nosso Salvador, ignorando que maior foi a consequência de tudo isso.

    Se os dias são maus, temos o consolo e a alegria vinda de Deus, através de Seu Espírito Santo. O sangue de Cristo lava-nos e purifica de todo o pecado. O nosso alvo está no céu. O tempo do amor está por vir.

    Nenhuma realidade virtual, por mais prazerosa que seja garante uma paz interior como a que Deus dá. Que acordemos a cada manhã sentindo-nos livres para contemplar ao Criador.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Xu1qg5owGms]

  • TOP 10 – álbuns ao vivo comemorativos

    Em nosso gospel nacional, existem vários lançamentos ao vivo. Alguns se tornam relevantes na carreira do artista justamente por fazer uma retrospectiva de seu repertório, trazendo grandes sucessos.

    Neste TOP10, indicaremos dez álbuns ao vivo comemorativos, que se destacaram no meio, seja pela qualidade técnica e também pela popularidade.

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    [tab title=”10º”]

    Tributo – Grupo Logos

    Falar de Logos é uma tarefa complexa para um grupo que tanto já acrescentou a música cristã, e que se não fosse pelo quesito popularidade teria seu primeiro lugar.

    Neste álbum, comemoram 22 anos de carreira, apresentando clássicos como “Portas abertas”, “Autor da minha fé”, “Situações”, dentre outras. Foi lançado nos formatos CD e DVD. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=58q4em12gxA]

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    [tab title=”9º”]

    25 anos de louvor e adoração – Lauriete

    Uma das principais intérpretes da chamada música cristã pentecostal, Lauriete comemorou os 25 anos de carreira em uma obra lançada em CD e DVD, ao qual podem ser encontrados canções como “Lá vem Ele”, “Ensina-me”, “Lindo Céu”, além de três medleys. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=syPSPQXgDW8]

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    [tab title=”8º”]

    Collection – Eyshila

    Eyshila completou dez anos de carreira em 2005, e com mais de cinco projetos lançados, gravou então Collection, fazendo releituras de seus sucessos, como “Tira-me do vale”, “Terremoto” e “Deus Proverá”. (2006)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=gHobKh8EjtU]

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    [tab title=”7º”]

    Uma História, Uma Estrada, Uma Vida – Ludmila Ferber

    Quando este projeto foi lançado Ludmila tinha oito anos de carreira, desde o lançamento de seu álbum de estreia. Apesar do pouco tempo, já tinha colecionado vários sucessos, apresentados muito bem em Uma História, uma Estrada, uma vida, como “Sopra espírito”, “Chegou a nossa vez”, “Canção do Amigo”, “Maior é Jesus”, dentre outras. Seu maior hit, “Os Sonhos de Deus” foi incluído como faixa interativa no formato CD. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=iXc-zCwvn5k]

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    [tab title=”6º”]

    Comunhão e Adoração 6 – Adhemar de Campos

    Para comemorar os 30 anos de um dos ícones da música cristã brasileira, a gravação de Comunhão e Adoração 6 foi em alto estilo. Com gravação no Teatro São Pedro, o projeto trouxe várias participações especiais, como as de Nelson Bomilcar, Nívea Soares, Soraya Moraes, Ana Paula Valadão, Luiz Arcanjo e vários outros. Paulo César Baruk assinou a produção musical e arranjos. O repertório contém canções como “Ele é Exaltado”, “Tributo a Yehovah”, “Grande é o Senhor” e “Amigo de Deus”. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=jEEsRs1zcGw]

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    [tab title=”5º”]

    30 Anos – Voz da Verdade

    Três décadas e um vasto repertório. Realmente, a missão não era fácil. Durante dois dias, a banda gravou este álbum, que contém vários sucessos. Como a maior parte das canções eram originalmente interpretadas por Carlos A. Moisés, os demais solistas estreiam em performances inéditas. Destaque para Lilian Ferrão, falecida precocemente em 2010 em “Imagem de Deus”, Carlos em “A Ilha”, Samuel em “Pra que”, Lydia Moisés em “Além do Rio Azul” e todos juntos em “Adoradores do Rei”. Também há a participação de PG e Marquinhos Gomes em outras canções. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cm1fPGrzNbQ]

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    [tab title=”4º”]

    As Canções da Minha Vida – Cristina Mel

    Cristina Mel é, sem dúvida uma das intérpretes de maior sucesso na música cristã nacional, sobretudo nos anos 90. São 15 anos que deram resultado a um dos melhores álbuns comemorativos do mercado, com produção musical assinada por Rogério Vieira. “A mão do mestre”, “Tudo por você”, “Ao Amigo Distante”, dentre vários outros sucessos são executados neste projeto que foi gravado no Teatro da TV Record em São Paulo. (2005)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=CAwGWMlWUI0]

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    [tab title=”3º”]

    Brasil Diante do Trono – Diante do Trono

    Este é o único registro ao vivo com repertório não inédito da banda mineira em sua formação clássica, e provavelmente o melhor registro da sua fase de auge neste aspecto. A banda tinha lançado álbuns de grande destaque, como Exaltado e o mais recente Preciso de Ti. Com a famosa orquestra de peso liderada por Sérgio Gomes, os destaques ficaram por conta das músicas regravadas do projeto Exaltado, “Amigo Fiel” e “Quero Ser”. Este álbum, em específico foi prejudicado na época por problemas técnicos na gravação, e aqui, no Brasil Diante do Trono é executado pela banda a todo o vapor sem contratempos.

    Brasil Diante do Trono foi gravado no Maracanã, com um público de 180 mil pessoas, que lotaram ao local, cantando junto com os intérpretes Ana Paula Valadão, Nívea Soares, André Valadão e outros clássicos como “Preciso de Ti”, “Águas Purificadoras” e “Tempo de Festa”. Maximiliano Moraes fica a cargo dos arranjos vocais, nos quais sempre se mostrou o mais competente em toda a carreira do DT.

    O álbum foi lançado nos formatos CD e VHS. Em CD é um álbum duplo, também contendo orações e espontâneos, aos quais podem ser conferidos também em sua versão de vídeo. (2002)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=EHi98owid0k]

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    [tab title=”2º”]

    Ao Vivo no Maracanãzinho – Trazendo a Arca

    Apesar de ser um dos mais recentes, seu registro foi absolutamente reconhecido. Gravado em maio daquele ano, uniu o repertório dos álbuns Olha pra Mim e Marca da Promessa. Ambos os álbuns tiveram alta vendagem, e quase todas as canções são conhecidas. Somado a parceria com o experiente diretor Hugo Pessoa, a gravação neste ginásio dificilmente seria um fracasso. A entrada custou um quilo de alimento não perecível, e o material coletado foi doado em obras de caridade no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais.

    Hugo Pessoa optou por uma estrutura de palco complexa, que só não foi mais ousada por falta de autorização da administração do Maracanãzinho, que quase impediu a banda de gravar poucas horas antes do show. Além do incidente, algumas cadeiras foram quebradas e cerca de duas mil pessoas ficaram do lado de fora, fato que motivou um pedido de desculpas por Davi Sacer. Porém, na época foi a produção mais moderna feita no meio gospel.

    Durante o show, a banda cantou sucessos como o “O chão vai Tremer”, “Sobre as águas”, “Tua Graça me Basta” e “Lembra Senhor”. São quase três horas de duração, e Ronald Fonseca lidera a parte instrumental no piano e produção musical com ótimas improvisações. André Mattos mostra o porquê é conhecido como um dos melhores bateristas do Brasil, com seu estilo. Luiz Arcanjo, mais tarde disse que o pulo do público no tablado, durante “O chão vai tremer” fez com que sentisse a estrutura realmente tremer, fato comentado pelas pessoas da arquibancada. Ganhou o prêmio de Melhor DVD no Troféu Talento. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xQroqkU5SSM]

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    25 Anos de muito louvor – Cassiane

    Vinte e seis faixas eram poucas para registrar os melhores momentos da carreira de Cassiane. O projeto, gravado no final de 2005 na Catedral das Assembleias de Deus trouxe seus maiores sucessos, desde o primeiro álbum em 1983. Apesar do local não ser muito favorável para a gravação, todo o ambiente foi adaptado para a produção do projeto. Na parte instrumental, Jairinho comanda, assim como ocorre tradicionalmente em seus álbuns.

    Jayane, sua filha participa em dois momentos, em “Cristo é a Força” e “Tudo Novo”. Oito mil pessoas se reuniram no local, cantando junto com a intérprete sucessos como “500 graus”, “Vou Seguir”, “Minha Bênção”, “Com muito louvor”, dentre outras. A carreira da dupla Cassiane e Jairinho foi lembrada em três canções unidas a um Medley, “O Tempo não pode apagar”, “Cada instante de nós dois” e “Você e eu”.

    25 anos de muito louvor foi lançado nos formatos CD e DVD. Segundo a ABPD, sua versão em DVD é disco de platina, enquanto a CD é disco de ouro. O projeto foi premiado como Melhor álbum pentecostal no Troféu Talento. (2006)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=1xBJZlB9xqQ]

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    Lembra-se de mais algum álbum ao vivo comemorativo que não foi incluído na lista? Comente aí!