Rocklogia – Rebanhão (a formação clássica)

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A Rocklogia prossegue no ano de 1985, e além do surgimento do Sinal de Alerta, neste ano teve muitas novidades, algumas boas e outras não tão legais sobre o Rebanhão, que já tinha uma relevância enorme no segmento em cerca de seis anos de existência.

Após o lançamento de Luz do Mundo, muitas coisas mudariam na formação do Rebanhão. Janires gravaria o disco solo Janires e Amigos em dezembro de 1984. Na época, era um projeto do Janires, mas com os anos acabou sendo considerado como parte da discografia do Rebanhão, mesmo que grande parte da obra seja composta por músicos convidados.

Em 1985, Kandell deixava a banda, e também Janires. O vocalista tinha outros sonhos, e precisava realizá-los. Na formação restante, ficou o trio que até hoje foi o mais relevante da banda: Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix. Felix trouxe um baterista à banda, de nome Fernando Augusto, o Tutuca.

O quarteto, após o grande sucesso dos projetos anteriores, desperta a atenção da gravadora PolyGram, juntamente com outros músicos cristãos de sucesso da época, como Ozéias de Paula e Álvaro Tito. Tudo estava indo muito bem. Mas, como seria o Rebanhão sem Janires? O início, comercialmente foi ótimo. O álbum Semeador, lançado em 1985 marcou um momento da banda mais pop e afastado do tropicalismo. Mas, todo aquele olhar crítico sumiu. Nenhuma das canções do álbum possui este caráter. Também contou com gravação de letras externas, como “Viajar” (Sérgio Pimenta) e “Paz do Senhor” (Lucas Ribeiro). Esta última é uma canção tão conhecida que muitos a consideram como um corinho evangélico.

Pedro Braconnot passa a ter mais espaço nas composições, assinando a faixa-título, “Semeador”, “A Flor do Campo” e “Mar de Amor”. Carlinhos, por sua vez é responsável por “Pastor da minh’alma”, “Disse Jesus”, “Vinde às águas” (com Lucas Ribeiro), “Não Julgueis” e “Seu Melhor Amigo”. Os vocais ficaram divididos entre o trio mais conhecido do Rebanhão, embora Carlinhos e Paulo Marotta tenham cantado a maioria das músicas.

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Foi neste tempo em que o Rebanhão passou a ser destaque em shows de grandes casas, shows noticiados por jornais, alguns até encontrados online. Em 1987 é lançado Novo Dia, que no quesito letras é bem superior ao anterior. A banda ainda não apresentou algo próximo do que era com Janires, mas dava indícios que aos poucos as coisas estavam mudando. A melhor música é “Razão”, de Pedro Braconnot, que neste álbum assume um dos principais vocais. Paulo Marotta interpreta apenas “Entre eu e você”, e Carlinhos Felix, além de assinar a faixa-título interpreta “Jesus é Amor” (versão de Lionel Richie), “Firme os Pés” (de Lucas Ribeiro), “Você Precisa de Deus”,  “Primeiro Amor” (sucesso de Aurélio Rocha) e “Nele Você Pode Confiar” (de Ricardo Costa Neves, da Comunidade S8). “Contemplar” e “Nada mais a Temer” também são de Pedro. Apesar do repertório ser superior, no quesito técnico o álbum é datado, com fortes características oitentistas. Numa época em que as bandas de rock progressivo se rendiam as baterias eletrônicas cheias de reverb e toda a tecnologia da época, o Rebanhão foi no mesmo caminho… mas passou, e isso não tira o mérito de ser um primeiro grande álbum da formação clássica. Em setembro de 1988, um lançamento deste projeto foi realizado no Canecão lotado, marcando como a primeira banda de origem cristã no Brasil a fazer shows em grandes casas. O músico Beno César participou do show tocando baixo, já que Paulo Marotta não pôde estar.

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Comentários

2 respostas a “Rocklogia – Rebanhão (a formação clássica)”

  1. […] maior clássico, Manhãs de Outono. A Banda Azul surgia, após a saída de Janires do Rebanhão. O Rebanhão lançava um de seus maiores sucessos, o álbum Novo Dia. O Complexo J estreava com seu ótimo rock […]

  2. […] faixas, incluindo a excelente regravação de “Nele você pode confiar” da lendária banda Rebanhão. (texto por Tayse […]

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