Tag: Rebanhão

  • Rocklogia – Princípio

    Após dois álbuns de sucesso, mas mornos, em junho de 1989 finalmente o Rebanhão se redime com os entusiastas das obras de Janires que, naquela época já tinha falecido, chegando ao seu melhor projeto em formação clássica.

    O contrato com a PolyGram se encerrou, e a banda passou a fazer parte do cast de uma pequena gravadora em início, que mais tarde se tornaria uma gigante nos anos 90: a Gospel Records. Princípio foi o primeiro álbum lançado pelo selo, e se destaca pela intensa participação de Pedro Braconnot. Enquanto, antes era Carlinhos Felix que assinava a maioria das músicas e indiretamente traçava os rumos do grupo, Pedro traz a veia crítica que existia na época de Janires. A começar por “Palácios”, que tornou um forte discurso unido as vozes do público nos shows que a banda cantava, principalmente pelos versos da ponte: “aonde está a honra dos orgulhosos? A sabedoria mora com gente humilde. Liberdade, liberdade”. Sua letra é intensa, forte e é por conta disso que, mesmo escrita para o álbum anterior, foi guardada por receios do compositor. Mas ainda bem que ela foi lançada.

    Pedro também assina “Metrô” (na voz de Carlinhos), “Fronteiras” (com fortes características acústicas), “Arsenal” e “Grito de Silêncio” (co-autor com Carlinhos). Carlinhos Felix assina “Grito de Silêncio” com Pedro, “Má Sensação”, “Ele te Ouve” e o hit “Selo do Perdão”. Também canta a faixa-título escrita por Lucas Ribeiro, que faz uma forte crítica ao desmatamento da natureza, que é criação divina. Paulo Marotta, pela primeira vez na banda é autor de uma canção, “Muro de Pedra”, que faz uma crítica às guerras causadas por “revoluções”, centradas em ideais como o comunismo e capitalismo, versando que a revolução que muda o mundo não começa nas ações, e sim na mudança de coração.

    Muitos músicos cristãos citam Princípio como um dos melhores álbuns do nicho. O produtor musical Leandro Silva, ex-tecladista do Toque no Altar, por exemplo disse, em entrevista ao Super Gospel que “junto com Mais Doce que o Mel revolucionou a forma como todos ouviam música na época”. Somente a canção “Palácios” recebeu várias regravações, de músicos como Fernanda Brum, Carlinhos Felix, Promisses, Paulinho Makuko e outros. Inclusive, João Alexandre a cita em uma de suas canções, “Tudo é Vaidade”.

    O lançamento do álbum foi realizado na casa de shows Rio Sampa, e o grupo viajou por todo o país. Só em Brasília, em 1990, a banda apresentou-se mais de uma vez. Um show no Teatro Nacional foi gravado por uma das pessoas no público, e pode ser encontrado no YouTube. O repertório conteve, em grande maioria de canções dos álbuns Princípio e Novo Dia.

    Ainda, em 1990, após cerca de seis anos com a banda, o baterista Fernando Augusto (Tutuca) sai do grupo, e a banda prefere não substituí-lo, trabalhando com um baterista do meio “secular” como músico convidado. Foi com este mesmo baterista que o trio gravou o álbum seguinte, mas isto é assunto para outro post…

    A respeito da composição “Palácios”, o Rebanhão publicou um minitexto recente, em sua página no Facebook.

    A música Palácios, composta por Pedro Braconnot e gravada pelo Rebanhão em 1989, não perde a atualidade. Ainda hoje vemos que o poder da política, o poder do dinheiro e o poder ilusório das drogas tentam dominar a sociedade. Mas sabemos que eles não podem vencer o “sol da justiça”. Palácios foi composta em 1987, mas Pedro tinha receio de que a canção recebesse muitas críticas pela abordagem forte de sua letra. Por isso, ela só foi gravada dois anos depois no CD Princípio, o primeiro da gravadora Gospel Records. Palácios foi uma das músicas mais visualizadas nas redes sociais e a composição mais regravada do Rebanhão, por artistas como Carlinhos Felix (em sua carreira solo), Paulinho Makuko e Fernanda Brum.

  • Rebanhão inicia ensaios para gravação de DVD

    A banda Rebanhão iniciou seus ensaios para a gravação de seu DVD neste mês de outubro. O grupo, que é atualmente formado por Pedro Braconnot (vocal/teclado), Carlinhos Felix (vocal/violão/guitarra), Paulo Marotta (vocal/baixo) e Pablo Chies (guitarra) pretende gravar seu primeiro material ao vivo em janeiro de 2015, no Rio de Janeiro. Na bateria, o grupo atuará com Lucio de Paula, ainda não confirmado como integrante oficial ou apenas músico contratado.

    Durante as sessões, a banda divulgou a aparição de Lucas Ribeiro (compositor e ex-integrante da banda Sinal Verde), que já cedeu várias composições para o Rebanhão gravar, como “Paz do Senhor”, “Princípio”, “Metrô”, “Firme os pés”, “Vinde as águas”, entre outras. Bené Gomes, do Ministério Koinonya de Louvor também foram uma das visitas durante os ensaios.

    Entretanto, a formação divulgada causou questionamentos por uma parcela do público pela não-participação de alguns ex-integrantes, que em alguma fase do Rebanhão passou pelo grupo. Em nome do conjunto, Pedro Braconnot lançou um comunicado:

    Aos amigos do Rebanhão

    O ministério Rebanhão em seus trinta e cinco anos já contou com a participação de dezenas de músicos (mais de trinta). Com todo nosso respeito e admiração por cada um deles, seria inviável convidar a todos para participar deste projeto 35 anos.

    Nosso objetivo maior é honrar a Deus em primeiro lugar. Com certeza daremos honra a todos que de alguma forma contribuíram para o ministério dentro e fora da plataforma.

    Não vamos permitir que nenhum outro espírito venha interferir querendo parar o que Deus tem para fazer neste tempo. Este é o formato que encontramos para desenvolver este novo projeto.

    A todos que oraram e continuam orando pelo Rebanhão nossa humilde gratidão.

    O local e a data de gravação ainda não foram confirmados.

  • Rocklogia – O movimento gospel

    Observando a linha do tempo, percebemos que as bandas de rock cristão, juntamente com outros grupos como o Vencedores por Cristo estavam na ponta da vanguarda na modernização da música cristã nacional. Durante os próprios anos 80, alguns sinais indicavam algo que estava por vir: o movimento gospel.

    A começar, como dito no post da contratação do Rebanhão com a gravadora PolyGram, alguns olhares começaram a ver que devido a fidelidade do público evangélico, a distribuição de álbuns era algo financeiramente promissor. E pelo fato destes trabalhos serem lançados por pequenos selos, a certificação e o cálculo de vendas (hoje pela ABPD) não eram feitos. Tem-se dito, por exemplo, que o disco Cem Ovelhas de Ozéias de Paula vendeu mais de dois milhões de cópias. E a informação é muito provável de ser verdadeira, já que é um dos álbuns cristãos nacionais mais conhecidos do século XX (se não o mais conhecido), mas lançado por uma pequena e extinta gravadora.

    Ozéias de Paula, Rebanhão e Álvaro Tito foram os nomes nos quais a gravadora apostou. Mas, outro aspecto, além da distribuição denomina o que chamamos de movimento gospel: se antes, a música cristã brasileira era envolvida por preconceito, principalmente no que se refere a uso de instrumentos e tecnologia, tais barreiras aos poucos eram quebradas. O próprio Rebanhão, como disse antes gravou seu álbum Luz do Mundo no estúdio Transamérica, onde os grandes artistas da música nacional gravavam, por ser o melhor estúdio da época. Carlinhos utilizava uma guitarra Fender (ao qual continuou a usar durante décadas), Pedro Braconnot um sintetizador Phophet-5, no qual era utilizado mundialmente por grandes músicos. Outro ponto é a apresentação em casas de shows seculares, nos quais Marina de Oliveira também passou a se apresentar logo depois.

    O olhar religioso para “música de igreja” deu lugar a uma visão horizontal, de evangelismo no fim dos anos 80, para letras que fugiam das previsíveis rimas, dando lugar a mensagens contextualizadas com o ambiente. Surgiu o Sinal de Alerta, Complexo J e em 1989 era fundada a promissora gravadora Gospel Records por Estevam Hernandes. Não apenas a gravadora, mas não há a menor dúvida de que a Igreja Renascer em Cristo foi o principal componente deste movimento, aliado aos grandes eventos que promovia, como o SOS da Vida e a Marcha para Jesus.

    O primeiro álbum “gospel” do Brasil, também lançado em CD foi Princípio do Rebanhão, e consequentemente marcou uma geração pela enorme evolução no repertório, produção musical e arranjos (em um post falaremos mais detalhadamente deste disco). Foi o primeiro álbum distribuído pela gravadora. A Gospel Records lançou vários nomes durante os anos 90, como o Renascer Praise, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado, Katsbarnea, João Alexandre e muitos outros artistas. De uma pequena igreja árabe tornou-se um império, embora a partir dos anos 2000 a igreja infelizmente perdeu seu foco.

    Mas a Gospel Records não foi a única gravadora a apresentar algo diferenciado, e um pouco antes a Bom Pastor, do cantor Luiz de Carvalho tinha lançado alguns nomes, como a Banda Azul, Armando Filho e Cristina Mel. A MK Music apresentou Marina de Oliveira, Complexo J, logo se tornando a maior gravadora ‘gospel’ do Brasil. No mesmo período também surgia a Line Records.

    E por que o termo ‘gospel’? Em português, significa evangelho. O gospel aqui resume e facilita, num tom comercialmente melhor toda a música evangélica produzida no país. A ideia veio bem a calhar, pois até hoje a utilizamos, há quase 30 anos do início do movimento.

    Há certa controvérsia a respeito do fim do movimento gospel. O autor Salvador de Souza, colecionador do maior acervo de álbuns cristãos no Brasil acredita que foi em 1999, e eu particularmente concordo. Por volta deste ano, vários músicos e bandas encerraram a carreira e tivemos o boom do “louvor e adoração”, tendo o Diante do Trono como seu maior expoente com o álbum Exaltado. Por outro lado, outras pessoas afirmam que o movimento não morreu na década de 90, mas tomou outras ramificações e adaptações ao contexto.

    Nas próximas semanas, a Rocklogia apresentará a segunda geração das bandas de rock trazidas pelo movimento gospel.

    Leia também: O movimento gospelMovimento gospel, estratégias de proselitismo e as dinâmicas identitárias da juventude evangélica em Campina Grande / A explosão gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil

  • Rocklogia – Rebanhão (a formação clássica)

    A Rocklogia prossegue no ano de 1985, e além do surgimento do Sinal de Alerta, neste ano teve muitas novidades, algumas boas e outras não tão legais sobre o Rebanhão, que já tinha uma relevância enorme no segmento em cerca de seis anos de existência.

    Após o lançamento de Luz do Mundo, muitas coisas mudariam na formação do Rebanhão. Janires gravaria o disco solo Janires e Amigos em dezembro de 1984. Na época, era um projeto do Janires, mas com os anos acabou sendo considerado como parte da discografia do Rebanhão, mesmo que grande parte da obra seja composta por músicos convidados.

    Em 1985, Kandell deixava a banda, e também Janires. O vocalista tinha outros sonhos, e precisava realizá-los. Na formação restante, ficou o trio que até hoje foi o mais relevante da banda: Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix. Felix trouxe um baterista à banda, de nome Fernando Augusto, o Tutuca.

    O quarteto, após o grande sucesso dos projetos anteriores, desperta a atenção da gravadora PolyGram, juntamente com outros músicos cristãos de sucesso da época, como Ozéias de Paula e Álvaro Tito. Tudo estava indo muito bem. Mas, como seria o Rebanhão sem Janires? O início, comercialmente foi ótimo. O álbum Semeador, lançado em 1985 marcou um momento da banda mais pop e afastado do tropicalismo. Mas, todo aquele olhar crítico sumiu. Nenhuma das canções do álbum possui este caráter. Também contou com gravação de letras externas, como “Viajar” (Sérgio Pimenta) e “Paz do Senhor” (Lucas Ribeiro). Esta última é uma canção tão conhecida que muitos a consideram como um corinho evangélico.

    Pedro Braconnot passa a ter mais espaço nas composições, assinando a faixa-título, “Semeador”, “A Flor do Campo” e “Mar de Amor”. Carlinhos, por sua vez é responsável por “Pastor da minh’alma”, “Disse Jesus”, “Vinde às águas” (com Lucas Ribeiro), “Não Julgueis” e “Seu Melhor Amigo”. Os vocais ficaram divididos entre o trio mais conhecido do Rebanhão, embora Carlinhos e Paulo Marotta tenham cantado a maioria das músicas.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=0LyUe75i8OI]

    Foi neste tempo em que o Rebanhão passou a ser destaque em shows de grandes casas, shows noticiados por jornais, alguns até encontrados online. Em 1987 é lançado Novo Dia, que no quesito letras é bem superior ao anterior. A banda ainda não apresentou algo próximo do que era com Janires, mas dava indícios que aos poucos as coisas estavam mudando. A melhor música é “Razão”, de Pedro Braconnot, que neste álbum assume um dos principais vocais. Paulo Marotta interpreta apenas “Entre eu e você”, e Carlinhos Felix, além de assinar a faixa-título interpreta “Jesus é Amor” (versão de Lionel Richie), “Firme os Pés” (de Lucas Ribeiro), “Você Precisa de Deus”,  “Primeiro Amor” (sucesso de Aurélio Rocha) e “Nele Você Pode Confiar” (de Ricardo Costa Neves, da Comunidade S8). “Contemplar” e “Nada mais a Temer” também são de Pedro. Apesar do repertório ser superior, no quesito técnico o álbum é datado, com fortes características oitentistas. Numa época em que as bandas de rock progressivo se rendiam as baterias eletrônicas cheias de reverb e toda a tecnologia da época, o Rebanhão foi no mesmo caminho… mas passou, e isso não tira o mérito de ser um primeiro grande álbum da formação clássica. Em setembro de 1988, um lançamento deste projeto foi realizado no Canecão lotado, marcando como a primeira banda de origem cristã no Brasil a fazer shows em grandes casas. O músico Beno César participou do show tocando baixo, já que Paulo Marotta não pôde estar.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=MOfOvwNqCpQ]

    Leia também: Messianismo musical com muito marketing

  • TOP 10 – músicas gospel sobre primeiro amor

    Não é preciso afastar-se da ‘vida religiosa’ para sentir a necessidade voltar ao primeiro amor. Às vezes a motivação para as práticas não são tão intensas quanto antigamente, e o comodismo bate na porta. Neste TOP10 listaremos dez canções cristãs sobre o tema.

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    “Recomeçar” – Resgate

    Integrante do álbum Este Lado para Cima, “Recomeçar”, do Resgate, aborda os maus conceitos e ideias que temos de Deus, e o fato de repensar o que Ele é. Em muitas vezes por sermos cristãos mal resolvidos levamos uma vida cristã de forma indiscriminada, e atrapalhamos, indiretamente o relacionamento de outras pessoas com Deus. (2012)

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    “Desperta-me” – Trazendo a Arca

    O Trazendo a Arca, após o Toque no Altar alcançou o mesmo sucesso anterior com o lançamento do CD Marca da Promessa. “Desperta-me” é um dos registros do álbum, baseada na parábola das dez virgens, ao qual é abordada nossa necessidade de sempre estarmos preparados para o grande dia e não perdermo-nos do Senhor. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=iG_flUQFkhw]

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    “Canção do Amor” – Diante do Trono

    Do mesmo álbum, “Canção por Amor” é a faixa-título de um álbum conceitual sobre o primeiro amor. Que nos levantemos do nosso comodismo, do sono espiritual e retornar aos primeiros dias, quando tudo soava mais intenso. O projeto, como um todo é considerado um dos melhores do Diante do Trono. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=9sVSr_G_R30]

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    “Jesus, meu Primeiro Amor” – Fernanda Brum e Arianne

    Escrita por Antônio Cirilo, mas gravada por Fernanda Brum, trouxe a participação de Arianne, na época desconhecida. A canção é marcante por seu refrão, que lembra a necessidade de reacender a “paixão” por Cristo. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=U3PRAEIv5Tk]

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    “De Volta à Inocência” – Quatro por Um

    Um dos maiores sucessos da banda, “De Volta à Inocência” é uma das canções que mais se encaixam claramente na temática do primeiro amor, lembrando que Deus pode curar as feridas que o mundo causa, trazendo de volta a pureza das primeiras obras. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=QVLav7xYzjU]

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    “Arde Outra Vez” – Thalles

    Uma das três canções que consagraram a carreira de Thalles, “Arde Outra Vez” é um registro de alguém que se achega a Deus e humilhando-se, quer voltar ao estado anterior de comunhão. Diferentemente das outras canções deste TOP, a música traz a resposta de Deus logo após. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=p_qTzP95kcU]

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    “Passos Lentos” – Aeroilis

    Uma das canções mais conhecidas da Aeroilis, “Passos Lentos” remete a nossa incapacidade de andar sozinhos. Nós pensamos, planejamos, mas nunca sabemos de nada. Afinal, somos humanos, falhos e os enganos são fáceis de se alcançar. O importante é deixar para trás tudo o que nos afasta do criador. Composição de Arvid Auras/Raphael Campos. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=mFvoLZDMXXA&feature=youtu.be]

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    “Jardim da Inocência” – Paulo César Baruk

    Sucesso na voz de Baruk, mas autoria do cantor Alexandre Malaquias. Poética e intimista, a canção obteve alta repercussão e marcou a carreira do cantor, que hoje é um dos maiores nomes da música cristã nacional. Foi regravada cerca de outras duas vezes pelo artista. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Mu_Pf40wxkk]

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    “Abraça-me” – David Quinlan e Heloisa Rosa

    Heloisa Rosa apenas fez uma participação, mas tornou-se um sucesso tanto para a cantora e David Quinlan. Registrada no álbum homônimo, “Abraça-me” apresenta uma simplicidade e leveza, principalmente na voz de Heloisa. (2004)

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    “Primeiro Amor” – Rebanhão

    É praticamente impossível não falar em primeiro amor e não lembrar este clássico, na autoria de Aurélio Rocha e gravado pelo Rebanhão. A canção foi regravada por vários artistas, como Aline Barros. O registro original da banda foi gravado na voz do vocalista e guitarrista Carlinhos Felix, com a participação de Pedro Braconnot nos teclados, Paulo Marotta no baixo e Fernando Augusto na bateria, ou seja, na formação clássica. (1987)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=MKT5EdLMs-4]

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    Lembra-se de mais alguma canção sobre primeiro amor? Comente aí!

  • Rocklogia – Luz do Mundo

    Após o grande sucesso de Mais Doce que o Mel, o Rebanhão apresenta um trabalho superior em quase todos os aspectos. Embora com um repertório de nível semelhante, a gravação se deu no estúdio Transamérica, na época um dos melhores do Brasil. A banda segue na proposta de unir o rock progressivo as influências da música brasileira, desta vez com Janires assinando a maioria das músicas (enquanto em Mais Doce que o Mel, a predominância foi de Carlinhos). Zé Alberto sai do Rebanhão, e a banda não colocou nenhum percussionista no lugar, mas tendo a participação de Edinho como músico convidado nas gravações. Paulo Marotta estreia nos vocais com Janires em “Hoje sou Feliz”, canção que é destaque pela crítica do cantor aos sonhos de criança frustrados pelo mau estado do mundo.

    Pedro Braconnot, mais uma vez compõe uma música no álbum, “Com Cristo em Mim”, enquanto a faixa-título, “Luz do Mundo” é de Carlinhos. O cantor também apresenta “De que Adianta”, “Jesus, meu refúgio” e “Sinal Verde”, também canções que pouco se destacaram se comparadas as composições de Janires.

    Janires traz duas músicas de seu cassete para o álbum, mas com novos arranjos e títulos modificados. É o caso de “Casa no Céu” e “Taças de Cristais”, sendo algumas de suas composições de maior sucesso. Ainda, temos “Ano 2000”, fazendo crítica as guerras no mundo e “U. A. I.” (unidos no arrebatamento da igreja).

    Na ficha técnica do álbum, Janires e Carlinhos dividem o ovation que abrilhanta várias músicas do projeto. Felix também fica a cargo das guitarras e da craviola. Pedro Braconnot trabalha com um piano de cauda Yamaha (piano que, aliás, Tom Jobim admirava). Foi o penúltimo trabalho do grupo com a participação de Kandell.

    Luz do Mundo também é um dos trabalhos da banda que foi remasterizado no formato CD na década seguinte, entretanto tal versão é raríssima, portanto difícil de encontrar. A capa do projeto, de certa forma remete ao cassete de Janires gravado em São Paulo, trazendo o desenho da ovelha e o pastor no centro, enquanto o nome do álbum é destacado em tons marrons.

    Se, em Mais Doce que o Mel o destaque foram as vendas, em Luz do Mundo o Rebanhão conseguiu o feito de ter suas músicas executadas em rádios não cristãs do Rio de Janeiro, alcançando territórios fora do nicho cristão. Entretanto, mesmo com tudo indo cada vez melhor, Janires não era de se acomodar. Crendo que poderia trabalhar em outros projetos, deixou o Rebanhão em 1985 na busca de realizar um sonho.

    Antes de deixar o Rebanhão, gravou “Janires e Amigos”, um disco considerado por muitos como solo, e por outros como parte da discografia do Rebanhão. Mais detalhes sobre esta obra falaremos no final do ano, com uma matéria especial a respeito dos 30 anos desde o dia da gravação.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=NV4611_o_m0]

    Carlinhos Felix cantando “Hoje sou Feliz”, a melhor música do álbum, em carreira solo, nos anos 90.

  • Entrevista: Carlinhos Felix

    Carlinhos Felix, intérprete conceituado da música cristã nacional é o entrevistado de hoje no O Propagador. Iniciou sua carreira no final da década de 70, sendo integrante de duas bandas. A primeira, a Sinal Verde, que mais tarde lhe garantiu entrada no Rebanhão, onde permaneceu até 1991, atuando como guitarrista, violonista, compositor e vocalista. Do Rebanhão, em carreira solo até os dias de hoje, Carlinhos escreveu e gravou canções que hoje são clássicos, lançando álbuns por grandes gravadoras. Confira nossa conversa com o músico, que falou sobre carreira, influências musicais e a volta do Rebanhão.

    O PROPAGADOR – Em 2012, você estreou no cast da Sony Music e em seguida lançou “Lindo Senhor”. Agora, em 2014, você lança o single “Não posso me calar”. Fale um pouco sobre essa canção e o que ela representa para o momento atual de seu ministério.
    Ela é muito forte e eu acredito no que ela diz. É uma mensagem pra esses dias que estamos vivendo. Estou decidido a fazer com que minha música seja mais que uma simples canção, alguma coisa que venha trazer um impacto nas pessoas e em especial, nesta canção um impacto na Igreja de hoje. E aqui pra nós, ela tem uma melodia maravilhosa e um refrão forte.


    O PROPAGADOR – No álbum “Lindo Senhor”, você regravou Fruto Sagrado, Trazendo a Arca e uma composição de Janires gravada pela Banda Azul. Por que as escolheu para gravar?
    OK. Você está ligado! “Amor de Deus” gravei com o Fruto Sagrado em 1999, 2 dias antes de ir morar nos EUA. Me apaixonei por esta música. Aprendi a cantar dentro do estúdio de gravação, foi amor a primeira vista, por isso decidir por no repertório. “Marca da Promessa”, eu gostei tanto dela que fiz um arranjo alterando os acordes e com uma andamento um pouco mais pra frente. Cantei tanto que pedi permissão aos compositores para gravar e ter o registro dela com minha interpretação. É também uma letra que eu acredito, por isso coloquei no repertório. “Baião Eletrônico” é um clássico, se vocês observarem, fiz um arranjo caprichado, para uma música de alto nível.


    O PROPAGADOR – Considerando que sua carreira começou como baixista da banda Sinal Verde em meados de 1979, você completa 35 anos de carreira, um tempo muito considerável para um artista cristão. De lá pra cá, qual foi (e talvez ainda seja) seu maior desafio como cantor/músico?
    Você pegou pesado, sabe tudo! Meu desafio é manter minhas origens musicais, não me contaminar e guardar o meu coração de aborrecimentos, promessas não cumpridas e por ai vai… são muitas emoções. O mais DEUS tem me ajudado a vencer.


    O PROPAGADOR – Na época em que você começou, existiam poucos ou praticamente nenhum guitarrista cristão. Quais foram suas referências no instrumento naquela época?
    De guitarristas, George Benson, Steve Lukather, Paulinho Guitarra e Toney Fontes.


    O PROPAGADOR – Depois de vários anos morando na cidade de Vila Velha, você retorna ao Rio de Janeiro. Qual o motivo para esta mudança?
    Estar de volta à minha querida cidade e dos acontecimentos musicais, pelos meus filhos, e estar também num lugar mais central para me locomover. Meu volume de viagens é muito grande, o Rio me dá mais mobilidade.


    O PROPAGADOR – Seu último DVD lançado foi “Na Tua Sombra”, gravado no Olympia e lançado em 2005. Você pretende gravar algum DVD nos próximos anos?
    Sim. Já precisava gravar outro, mas ainda não foi possível. Sei que num futuro bem próximo estarei gravando.


    O PROPAGADOR – Em carreira solo, além de composições autorais, você gravou canções de vários compositores, com destaque a Jorge Guedes, Joran, Adson Sodré, além de Lucas Ribeiro e seu irmão Luciano Dewey, que tocaram contigo na Sinal Verde. Qual é o significado dessas parcerias pra você?
    São na maioria inesquecíveis amigos e que somaram e somam muito em minha vida. E o mais importante é que sei qual a fonte de inspiração.


    O PROPAGADOR – Com o Rebanhão, e fora do Rebanhão, você realizou feitos até então pouco comuns, como gravar com músicos fora do nicho cristão (como nos álbuns Pé na Estrada e Coisas da Vida). Você acredita que os músicos cristãos podem aprender algo com os do secular? Existe limite para essa interação gospel + secular?

    Isto é muito relativo, depende do nível de amizade. Os que gravei, todos foram meus amigos de dentro de casa, eles se sentiam bem comigo e minha música os confortavam. Eu orava com eles e pregava a palavra pra eles e eles ouviam, alguns aceitaram a JESUS. Os que não aceitaram ouviram e tem uma semente no coração. Todos são meus amigos e ainda nos encontramos.


    O PROPAGADOR – Em entrevista ao Super Gospel, no ano de 2003, você afirmou ter se assustado com muitos trabalhos, afirmando que estávamos atravessando um momento de pouca identidade. Após mais de dez anos, qual é a sua opinião sobre a música gospel hoje?
    Infelizmente continua ainda a mesma coisa. Muita influência de fora em tudo, nos arranjos, nos timbres, a nossa música perdeu muito, tem muita gente cantando igual, fazendo tudo igual, tem horas quem confundimos, como: quem é quem? A galera ficou preguiçosa pra escrever, pra fazerem melodias e de investirem em suas qualidades e talentos.


    O PROPAGADOR – Em janeiro de 2013, no seu aniversário, você cantou ao lado do tecladista Pedro Braconnot e do guitarrista Pablo Chies. Em 1995, você convidou o baixista Paulo Marotta pra cantar “Muro de Pedra” no disco “Nada a Perder”. Como é a relação entre você, Braconnot e Marotta, após tantos anos juntos?
    Somos eternos amigos. O mais legal foi esses dias ver meus filhos com os filhos do Pedro cantando e tocando violão lá em casa. Foi emocionante! O Paulinho está um pouco mais distante, no Pará. Mas também é uma festa quando nos encontramos. Eles são incríveis.


    O PROPAGADOR – A importância do Rebanhão foi ímpar na modernização da música cristã nacional. Após tantos anos e possibilidades de volta, vocês gravarão um DVD de 35 anos. Como se deu essa decisão entre vocês? Há novidades que público pode esperar dessa volta e que podem ser adiantados?
    Temos conversado muito sobre isso, de gravar um DVD de 35 anos, estamos ouvindo gravadoras, ouvido o pessoal que tem visitado o Facebook dando opiniões de lugares para gravarmos e repertórios. Estamos muito motivados. Se der certo vai ser legal. Tem agências de viagens querendo saber onde será, para fazer excursão, até para cruzeiro no ano que quem recebemos convite. Estamos orando e atentos aos sinais de DEUS para este projeto.


    O PROPAGADOR – Nesses 35 anos de carreira você viu o cenário gospel mudar diversas vezes. Considerando seu início, o que mais mudou? Você acha que evoluímos, regredimos ou ambos?
    Evoluímos é claro! “Mas uma coisa ainda falta”, isso te lembra algo? “Um bate papo” (Lucas 18:18)


    O PROPAGADOR – Você é parte viva da história da música cristã nacional. Você interpretou e compôs canções que são verdadeiros clássicos. Como é olhar pra trás e ver sua trajetória? O que mais te orgulha na história que você construiu?
    Não sou pretensioso a ponto de chegar a me orgulhar! Mas, fico feliz em saber que dei minha contribuição.


    O PROPAGADOR – No dia 14 de dezembro deste ano completam 30 anos da gravação de “Janires e Amigos”, que além de ser o primeiro álbum cristão gravado ao vivo é o último trabalho de Janires com o Rebanhão. Quais lembranças você tem desta gravação? Houve alguma grande dificuldade a enfrentar? Como foi para você a saída de Janires do grupo, visto que ele era o “mentor” do Rebanhão?
    Esta gravação foi muito legal e corajosa. Não esqueço: tudo engatilhado, mas deu certo, era tudo em cima de milagres. Ele saiu do Rebanhão para realizar um sonho. Foi para BH e ficar perto do pessoal da MPC. Sentimos muito, mas ele nos deixou preparados, para continuar o que ele começou. Aprendi muita coisa com ele, levei bem até onde pude, depois fui também atrás do meu sonho, onde estou até hoje, muito feliz com minha herança que é minha esposa, Pra. Adriana e nossos filhos, Rafael, Lucas e Davi Felix. Uma escola de louvor e adoração chamada Rios de Adoração com muitos alunos formados. E com uma alegria muito grande no coração toda vez que subo num púlpito para cantar ou pregar ou num palco pra fazer um show. “Não Posso Me Calar” porque é “Lindo Senhor”


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    Site: www.carlinhosfelix.com.br

  • Rocklogia – Mais Doce que o Mel

    A década de 80 chegou!

    Depois que Pedro Braconnot e Janires passaram a andar juntos (leia o post sobre a conversão de Janires), compartilhar da fé e fundarem o Rebanhão, era momento de encontrar mais músicos que abraçassem a causa. Os dois assistiram um ensaio de três músicos, nos quais foram convidados a entrar no grupo. Dois deles entraram: Paulo Marotta, filho de um presbítero da igreja e baixista, e o baterista Kandell. Um percussionista chamado Zé Alberto também integrou a primeira formação. Faltava um guitarrista, e Janires encontrou-o dentro da Sinal Verde, que como possuía dois baixistas, teve Carlinhos Felix disponível para atuar nas guitarras do Rebanhão. Entretanto, apesar de Carlinhos ter disponibilidade para a banda, não possuía muita experiência com solos, mas com bases. Janires sentiu em necessidade em chamar mais um guitarrista, convidando Elmar Gueiros. Elmar trabalhava na época, e mesmo pela pouca disponibilidade aceitou, mas não ficou muito tempo com o grupo.

    Acabou que a formação ficou assim mesmo, e em meados de 1980 na preparação de um álbum. Janires, como anteriormente tinha um vasto repertório. Além das músicas de seu cassete, tinha outras composições ainda não gravadas, nas quais optou para o futuro álbum. Carlinhos Felix também tinha outras composições, e Pedro Braconnot uma, escrita após sua conversão. A união deste repertório gerou “Mais Doce que o Mel”, um álbum predominantemente de rock progressivo, com influências do tropicalismo.

    Rebanhão - Janires - Fita Cassete - 1979

    Cassete “Rebanhão”, projeto de Janires em 1979 antes de se mudar para o Rio de Janeiro. (Fonte: Rebanhão)

    Apesar da Comunidade S8, Cantores de Cristo e da Sinal Verde, além de outros músicos e bandas menos reconhecidos já terem lançado algum material de rock anteriormente, nenhum projeto é tão divisor de águas quanto o álbum de estreia do Rebanhão. Além de ser revolucionário pela sonoridade, Mais Doce que o Mel inova nas letras e na estética. A capa da obra foi escandalosamente polêmica, pela foto de Janires de camisa aberta, tendo que ser ‘censurada’ e relançada com modificações na parte gráfica. Dez canções, maior parte de rock, mas curiosamente um baião torna-se a canção que melhor representaria a veia do grupo: misturar cristianismo com crítica social. Vaias em apresentações, boicotes, nada disso adiantou para que o grupo parasse – muito pelo contrário – fez que o álbum, lançado por uma pequena gravadora e sem expectativas batesse o recorde de vender mais de cento e cinquenta mil cópias, fato mencionado até por revistas de fora do nicho cristão, como a Veja. O conjunto fazia um enorme sucesso dentre a juventude, fato que impulsionou os boatos de satanismo contidos nas letras. A canção “Baião” foi regravada várias vezes, sendo a versão mais recente de Paulo César Baruk.

    “Casinha”, também de Janires foi outra canção de destaque no projeto. Um choro, a abordagem é descritiva de uma cidade, que em seus primeiros versos transmite uma imagem de beleza. Entretanto, a realidade daquele lugar é tratada na segunda estrofe, dando ar a mensagem de uma nova humanidade que Jesus deu como exemplo em sua caminhada pela Terra, até sua morte e ressurreição dada na terceira parte. O cantor disse, numa gravação em bootleg de 1987 que a música surgiu num dos piores momentos de sua vida, em que faltavam recursos para tudo, e decidiu escrever sobre todas as realidades que conhecia, incluindo a principal de todas elas, a vida eterna. “Salas de Jantar”, uma das canções do pot-pourri do álbum faz parte do momento mais ‘pesado’ do álbum, com o músico criticando o extenso pessimismo divulgado pela mídia, e o individualismo das pessoas. A canção teria alguma referência à “Panis Et Circenses”, do Mutantes?

    As composições de Carlinhos são o ponto de menor destaque do repertório, mas nem por isso deixam de serem canções que fogem do patamar comum. “Tudo Passa”, sobre a soberania de Deus sob o tempo e as ilusões do mundo. “Passageiro” a respeito da nossa peregrinação sobre a Terra, “Monte” para a onipresença dEle em nossas vidas. “Refúgio”, de Pedro Braconnot é uma das melhores baladas do Rebanhão, e possui também um de seus solos de guitarra mais brilhantes.

    Álbuns posteriores mostraram grande amadurecimento musical do Rebanhão, mas nenhum foi tão ‘chocante’ e revolucionário quanto Mais Doce que o Mel.

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    O baixista do Rebanhão, Paulo Marotta, juntamente com o músico Erlon Lemos interpretam Casinha.

  • TOP10 – covers gospel e regravações

    Mais legal do que ouvir um bom sucesso é achar uma versão melhorada de tal música. Assim como é comum no meio secular, temos várias canções da categoria no âmbito cristão. Existem artistas que cedem composições para outros músicos, e logo depois gravam a mesma faixa em sua carreira. Outros prestam tributo a nomes que fortemente contribuíram na construção da modernização na qual a música cristã vivenciou. Aqui, trazemos dez ótimos covers gospel de canções que foram sucesso no meio evangélico.

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    “Aguenta Firme” – Voices (Ludmila Ferber)

    Ludmila Ferber, em sua carreira sempre gostou de produzir canções sobre superação em meio a dificuldades. A frase “Não desista!” tornou-se um bordão da cantora, e “Aguenta Firme” é uma dessas canções. Registrada no álbum Coragem, quinto título da série Adoração Profética, foi regravada pelo grupo Voices em seu álbum de despedida, Voices para Sempre. Hoje, a canção é bem mais conhecida na voz do supergrupo, até ganhando premiação no Troféu Promessas com seu clipe. (2012)

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    “Jerusalém e Eu” – David Cerqueira (Denise Cerqueira)

    Mais do que um filho de uma cantora famosa, David Cerqueira conquistou seu espaço no meio cristão por méritos próprios, sendo compositor, ex-vocalista do Toque no Altar, designer conceituado e uma carreira solo que abrange quatro álbuns. Cristina Mel também a gravou, mas o melhor registro de “Jerusalém e Eu” é de David, que deu destaque a leveza da canção e a interpretou muito bem. (2012)

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    “Promessa” – Anderson Freire (Marco Aurélio)

    Anderson Freire possui uma enorme lista de canções gravadas por uma série de artistas. Mas “Promessa”, também conhecida como “Vou Voar”, foi gravada e escrita anteriormente por Marco Aurélio em seu álbum Reflexão, e Freire trouxe para a sua carreira. Enquanto a versão de Marco, apesar de modesta conter elaborada interpretação, Freire aposta mais nos arranjos e na participação de Wilian Nascimento nos vocais. (2014)

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    “Primeira Essência” – Aline Barros (Anderson Freire)

    “Primeira Essência” foi gravada, inicialmente no álbum Identidade, de Anderson Freire. No mesmo ano, Aline a lançou em Extraordinário Amor de Deus, sendo uma das canções de maior sucesso do projeto. A leveza de sua interpretação e o feeling do arranjo, com execução instrumental colaborada pelos integrantes do Roupa Nova garantiu, sem dúvida o êxito da versão. (2010)

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    Autor da Minha Fé – Cristina Mel (Logos)

    O Grupo Logos é, sem dúvida um dos maiores influenciadores da música cristã nos anos 80. As composições do Pr. Paulo César são até hoje lembradas e cantadas por várias igrejas. “Autor da Minha Fé” é um de seus principais hits, e também foi regravada por Carlinhos Felix e Paulo César Baruk.

    Já Cristina Mel surgiu no início do movimento gospel, e sem dúvida é a cantora cristã com a melhor voz e desempenho vocal. Em seu álbum Eternamente faz uma versão impressionante de “Autor da Minha Fé”, com arranjos de cordas e metais. Sem a menor dúvida, a versão uniu o bom com o agradável. (2002)

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    “Palácios” – Fernanda Brum (Rebanhão)

    “Palácios” foi o último grande sucesso do Rebanhão e ficou por muitos anos no set list de shows da banda. Foi sua época de grande auge, com o lançamento do álbum Princípio, que influenciou toda uma geração, embora Pedro Braconnot tenha declarado que a escreveu a canção anos antes e teve receio de gravar. A composição volta com o lado crítico que o Rebanhão apresentava lá no início de sua história com Janires, mas desta vez com o tecladista e compositor Braconnot à frente. Carlinhos Felix, o ex-guitarrista da banda a regravou em 1996.

    A amizade entre Pedro Braconnot e Emerson Pinheiro, marido de Fernanda Brum é antiga, e em homenagem ao Rebanhão e seu compositor, a cantora, com seu marido apresentaram uma nova roupagem de “Palácios” no álbum Glória in Rio. Sem dúvida, Pedro, que estava no show se orgulhou da regravação. (2011)

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    “Aos Pés da Cruz” – Oficina G3 (Kleber Lucas)

    Admiradores declarados do cantor, a banda apresentava uma versão de “Aos Pés da Cruz” há uns anos, mas a banda decidiu registrá-la no álbum Histórias e Bicicletas. O grande hit de Kleber Lucas, sem dúvida recebeu uma roupagem extremamente diferente e trabalhada, já que o registro original contava com a presença de um sax e efeitos de sintetizadores.

    Por outro lado, a versão da Oficina G3 apostou em transformá-la em uma balada de metal, destacando-se, como sempre na execução instrumental do guitarrista e líder do grupo, Juninho Afram. Graças a esta regravação, “Aos Pés da Cruz” voltou a ser tocada em igrejas no geral. (2013)

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    “Apocalipse Now” – Resgate (Katsbarnea)

    Escrita pelo cantor Brother Simion com Estevam Hernandes e lançado no álbum Cristo ou Barrabás do Katsbarnea, “Apocalipse Now” é um dos clássicos da banda, e também uma das melhores canções sobre arrebatamento já apresentadas no meio cristão. Sendo Simion pai da segunda geração do rock cristão surgido no movimento gospel, a canção tem toda aquela atmosfera experimental que marca sua carreira.

    Quase 15 anos depois, o Resgate a regrava com novos arranjos no álbum Até eu Envelhecer. A banda, durante muito tempo dividiu espaço com o Kats, e a escolha não poderia ser melhor. O tecladista Dudu Borges utilizou-se de execuções dramáticas, e os guitarristas Zé Bruno e Hamilton fazem dois ótimos solos de guitarra. Para completar, um arranjo de cordas para embelezar um dos melhores covers gospel desta lista. (2006)

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    “Marca da Promessa” – Carlinhos Felix (Trazendo a Arca)

    Carlinhos Felix, além de várias vezes homenageado é um exímio prestador de tributos. Somente em seu último álbum Lindo Senhor, foram três: um ao Fruto Sagrado, outro à Banda Azul, último projeto de Janires em vida e por fim uma versão alternativa do sucesso “Marca da Promessa”, do Trazendo a Arca. A própria banda fluminense possui duas versões da canção. Uma, mais lenta na voz de Davi Sacer e a agitada, com Luiz Arcanjo.

    Carlinhos Felix deu tons de tropicália na canção, e uma introdução com um arranjo vocal. De início, nem dá pistas que qual canção se trata, mas quando revelada, o público vai a delírio. Excelente versão. (2012)

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    “Sobre as Águas” – Trazendo a Arca (Soraya Moraes)

    A canção é de autoria de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, mas os artistas cederam a composição para Soraya Moraes gravar em seu projeto Promessa. Na mesma época, a banda deu “Caminho de Milagres” para Aline Barros (que participou na composição) e também “Na Corte do Egito” e “Aos Teus Pés” para Fernanda Brum. Mas, de todas, a versão mais bem trabalhada pelo grupo foi “Sobre as Águas”.

    A versão do Trazendo a Arca é tão superior a original que muitos a desconhecem como versão, e hoje é um dos maiores clássicos na voz do grupo. Ronald Fonseca, autor do arranjo investiu nos violões e cordas. Davi e Verônica Sacer cantam juntos. (2007)

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    Este foi nosso TOP10 de covers gospel. Lembra-se de mais algum que não esteve na lista? Comente!

  • TOP 10 – melhores álbuns do Rebanhão

    O Propagador apresenta aos leitores o TOP 10 discografias, em que, de certo tempo apresentaremos listas detalhadas sobre a obra de um certo artista ou banda.

    Este é o ano do Rebanhão. Há 35 anos, Janires fundava a banda juntamente com Pedro Braconnot, Paulo Marotta, Kandell, Carlinhos Felix e Zé Alberto. Agora, em 2014 a banda, com sua formação clássica (Pedro, Carlinhos, Paulo) e Pablo Chies gravará um DVD antológico que representará as obras lançadas durante os 20 anos em que esteve ativo.

    A banda passou por evidentes quatro fases: a primeira durou de 1979 a 1985, na qual Janires foi o principal destaque como frontman. Nesta época, o som da banda teve forte influência do rock progressivo unido a movimentos musicais brasileiros, como o tropicalismo. Após a saída de Janires, até cerca de 1992, foi a fase conhecida como a da formação clássica, em que Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix unidos ao baterista Fernando Augusto consistiram na fase mais popular do grupo, mantendo as influências iniciais, porém com um som mais voltado ao pop. Com a saída de Fernando em 1990, Carlinhos em 1991 e Paulo em 1992, o Rebanhão entrou na terceira fase, que durou de 1992 a 1997, com Pedro sendo principal vocalista e compositor, trabalhando com Pablo Chies, Rogério dy Castro e Wagner Carvalho. Nos últimos anos da banda, o Rebanhão seguiu com outros integrantes.

    Nós do O Propagador, considerando os dez álbuns lançados pela banda, resolvemos elencar os de maior destaque do grupo carioca que marcou a história da música cristã brasileira.


    Vamos Viver o Amor10º: Vamos Viver o Amor (1999)

    Pode-se dizer que Vamos Viver o Amor é o único projeto da banda que não convenceu, e é desconsiderado por alguns como parte real da banda. Com sua segunda formação encerrada, Pedro Braconnot nos apresenta novos integrantes. O álbum não é um dos mais brilhantes de sua discografia, mas possui alguns pontos interessantes, como a textura de “Unção”, a pegada pop de “Mais que um Amigo” e a própria canção-título.

    Ouça: Vamos Viver o Amor Josué


    Capa9º: Por Cima dos Montes (1996)

    Um registro mais denso e homogêneo, Por Cima dos Montes apresenta o ápice da criatividade de Braconnot nos sintetizadores – que também é o intérprete de todas as faixas. O trio formado por Chies, Castro e Carvalho também se destacam em canções como “Eu Voltarei” (que lembra “Mother Love”, do Queen). Além das inéditas, como “Sempre Estar Contigo”, “Ligado na Videira”, algumas regravações merecem destaque, principalmente “Flor do Campo”.

    Ouça: Eu Voltarei, Ligado na Videira e Por Cima dos Montes


    Semeador8º: Semeador (1985)

    Sem a menor dúvida, Janires colocou a parte lírica da banda num nível dificílimo para o alcance de Carlinhos Felix e Braconnot. Entretanto, apesar de não surpreender como o seu anterior, Semeador demonstra a unidade da formação clássica do grupo e na sonoridade, mais pop do que de costume. Canções não autorais como “Paz do Senhor” revelam outro lado do grupo que foi muito bem explorado posteriormente.

    Ouça: Paz do Senhor, A Flor do Campo e Viajar


    Capa7º: Enquanto é Dia… (1993)

    Entre canções contemplativas e pesadas, o Rebanhão, em nova formação oscilou sem escorregar em letras mais evangelísticas, como “Comando de Cristo”, hard rocks que exploravam muito bem a capacidade vocal de Dico Parente, como “Mistério” e faixas guiadas pelo piano, como a intimista e profunda “Me Leva pra Casa”. Um terceiro lado do grupo até então não explorado, sai-se com êxito na proposta devocional.

    Ouça: Me Leva pra Casa, Comando de Cristo e Mistério


    6º: Novo Dia (1987)

    CapaMais consistente ainda que seu antecessor, Novo Dia é um passo mais ousado no amadurecimento do Rebanhão pós-Janires. Apesar de suas características oitentistas que soam um pouco datadas (bateria eletrônica cheia de reverb e muitos sintetizadores), o destaque se vai para as composições autorais – a letra direta e pessoal de Pedro em “Razão”, a pegada percussiva de Tutuca em “Você Precisa de Deus”, e os fundamentais riffs de Paulo Marotta em “Entre eu e Você” (ele não facilita para ninguém). Também, para um disco que contém clássicos como “Primeiro Amor” e o gospel de Lionel Richie aqui em versão decente por Paulinho Rezende de título “Jesus é Amor”, impressões positivas são o mínimo que se pode esperar.

    Ouça: Razão, Primeiro Amor e Nele Você Pode Confiar


    5º: Pé na Estrada (1991)

    Pé na EstradaNão há a menor dúvida que a saída de Fernando Augusto, baterista de longa data afetaria os integrantes de alguma forma. Mas Pé na Estrada é um registro tão maduro e forte como o seu anterior. O entrosamento entre o trio Felix/Marotta/Braconnot alcança o seu ápice, e canções como “Elo Perdido”, “Existe um Lugar”, “Ovelha Ferida” e “Fé” são os pontos altos do projeto, embora músicas como “Nzile Nzulu” e “Pedaço do Céu” pouco contribuem positivamente no geral. O projeto gráfico, de longe é o melhor em toda a carreira da banda e é claro resultado da criatividade da canção-título, escrita por Paulo Marotta.

    Ouça: , Criação e Elo Perdido


    4º: Janires e Amigos (1985)

    Janires e AmigosIndependentemente de o álbum ter sido lançado inicialmente como obra solo de Janires (mais tarde incluído como discografia do Rebanhão), há de se imaginar que, em pleno 1985 não dava para pensar em Rebanhão sem seu líder, e Janires sem sua banda. O cantor, aqui apresenta de alguma forma sua versão pura do grupo, com canções dedicadas a pessoas importantes em sua vida. E apenas pessoas tão geniais como Janires poderiam ser tão delicados, diretos e verdadeiros em seus discursos. De longe, “Helena” e “Mamãe” são as melhores do disco, mas ainda temos canções singulares como “Jesus Super Heroi” e “Arca”. Grande valor histórico também possui, afinal foi o primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional.

    Ouça: Mamãe, Arca e Helena


    3º: Luz do Mundo (1983)

    Luz do MundoCom o sucesso de Mais Doce que o Mel, o Rebanhão poderia muito bem descansar sob a sombra e fazer algo comum. Mas Luz do Mundo é um salto mais alto e mais evidente no aspecto técnico: foi gravado nos Estúdios Transamérica, referência em gravação na época e o entrosamento da banda é bem superior. Janires, com seu clássico ovation abrilhanta canções autorais, como “Hoje Sou Feliz” e “Ano 2000”, enquanto Carlinhos Felix apresenta boas baladas pop, mas não tão brilhantes quanto as contidas no projeto de estreia do Rebanhão. Paulo Marotta estreia nos vocais, e Pedro Braconnot surge com um Phophet-5, grande sintetizador da época.

    Ouça: Hoje sou Feliz, Taças de Cristais e Casa no Céu


    2º: Princípio (1989)

    PrincipioDiferentemente de todos os álbuns do Rebanhão, Princípio foi um disco que representou uma nova vibe na música cristã nacional, dando “start” ao chamado movimento gospel. Com a cabeça dentro dos anos 90, o destaque do álbum vai para Pedro Braconnot, que é o compositor da maioria das músicas e apresenta três grandes obras, “Fronteiras”, “Metrô” e “Palácios”. Esta última tornou-se um hino para as multidões que assistiam as apresentações da banda, como um discurso vívido do cristianismo intercalado com crítica e consciência social. Paulo Marotta surpreende com seu “Muro de Pedra”, e Carlinhos Felix mantém sua proficiência na criação de baladas, com destaque para o hit “Selo do Perdão”.

    Ouça: Palácios, Muro de Pedra e Selo do Perdão


    1º: Mais Doce que o Mel (1981)

    Mais Doce que o MelApesar de Luz do Mundo apresentar uma consistência técnica superior, Mais Doce que o Mel é de longe o disco mais marcante da banda, no qual cada canção funcionaria perfeitamente caso apresentadas de forma individual. Janires nunca gravou canções tão criativas, como a grandiosa “Casinha”, a balada “Mel” e o especial pot-pourri, no qual “Salas de Jantar” é o grande destaque. As composições de Carlinhos Felix, apesar de ofuscadas são muito bem articuladas, principalmente “Passageiro”, que brinca com arranjos de metais. Pedro Braconnot surge com “Refúgio”, uma das canções mais feelinzeiras do grupo. O projeto também foi extremamente revolucionário para a sua época e, de longe é um dos trabalhos mais importantes da música cristã nacional no século XX.

    Ouça: Casinha, Refúgio e Passageiro


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Comente, sua opinião é importante!